REQUALIFICAÇÃO/VALORIZAÇÃO FRENTE DE MAR E PRAIA – FIGUEIRA/BUARCOS
"Foi ontem assinado o contrato de empreitada que vai dar início a esta requalificação. A obra terá um custo de cerca de €2.000.000,00 (dois milhões de euros) em que o Turismo de Portugal financia 75%."
Em tempo.
O meu Amigo Manuel Luís Pata, farta-se de dizer o seguinte: "há muita gente que fala e escreve sobre o mar, sem nunca ter pisado o convés de um navio".
Em 2003, lembro-me bem da sua indignação por um deputado figueirense - no caso o Dr. Pereira da Costa - haver defendido o que não tinha conhecimentos para defender: "uma obra aberrante, o prolongamento do molhe norte".
Na altura, Manuel Luís Pata escreveu e publicou em jornais, que o Dr. Pereira da Costa prestaria um bom serviço à Figueira se na Assembleia da República tivesse dito apenas: "é urgente que seja feito um estudo de fundo sobre o Porto da Figueira da Foz".
Como se optou por defender o acrescento do molhe norte, passados 12 anos, estamos precisamente como o meu velho Amigo Manuel Luís Pata previu: "as areias depositam-se na enseada de Buarcos, o que reduz a profundidade naquela zona, o que origina que o mar se enrole a partir do Cabo Mondego, tornando mais difícil a navegação na abordagem à nossa barra".
Por outro lado, o aumento do molhe levou, como Manuel Luís Pata também previu, "ao aumento do areal da praia, o que está a levar ao afastamento do mar da vida da Figueira". Porém, e espero que isso seja tido em conta no disparate que é a projectada obra a levar a cabo pela Câmara Municipal da nossa cidade, "essa área de areia será sempre propriedade do mar, que este quando assim o entender, virá buscar o que lhe pertence".
sexta-feira, 8 de janeiro de 2016
Ainda há políticos em Portugal...
António Guterres não pretende apoiar qualquer candidato às eleições presidenciais de dia 24 "antes de o Partido Socialista se pronunciar"...
Em tempo.
Afinal, em Portugal ainda há políticos....
Guterres mostra que quem sabe nunca esquece...
O partido pode estar descansado.
"Escolho o candidato que o PS apoiar", garantiu Guterres.
Em tempo.
Afinal, em Portugal ainda há políticos....
Guterres mostra que quem sabe nunca esquece...
O partido pode estar descansado.
"Escolho o candidato que o PS apoiar", garantiu Guterres.
quinta-feira, 7 de janeiro de 2016
A propósito da Festa de S. Pedro de 1968, fica uma recordação de um grande covagalense: António Fernandes Camarão Júnior
Segundo João Pereira Mano, a Festa de S. Pedro da Cova e Gala, foi trazida de Ílhavo pelos habitantes que fundaram a Cova
e, mais ou menos 40 depois, a Gala.
Os habitantes da Cova e da Gala, em
1968, dedicavam-se ainda em grande número à faina da pesca longínqua ao
bacalhau nos bancos da Terra Nova e Gronelândia.
Daí, como se pode ver no cartaz que obtive via o meu Amigo Zé Lima, nesse ano de 68, a Festa ter-se realizado nos dias 13, 14 e 15 de Janeiro, em
vez de, como agora, realizar-se em finais de Junho – o dia do Santo Padroeiro da Cova e Gala,
como todos sabemos, acontece a 29 do mês 6 do ano.
Como, nos dias de hoje, a pesca do
bacalhau deixou de ser uma actividade relevante para os pescadores
covagalenses, a Festa realiza-se em Junho no dia do Santo Padreiro
(a 29. Não sendo domingo, a procissão tem lugar no domingo
próximo).
Se a memória não me atraiçoa, nesta Festa de 1968, o Mordomo foi o Senhor António Camarão.
Então com 16 anos de idade, fui um dos ajudantes do Senhor António Camarão, em representação do meu Pai, que não pode prestar a sua colaboração por estar numa viagem ao Cabo Branco a bordo do Praia de Cascais, cujo capitão era o covagalense Luís Viana.
Então com 16 anos de idade, fui um dos ajudantes do Senhor António Camarão, em representação do meu Pai, que não pode prestar a sua colaboração por estar numa viagem ao Cabo Branco a bordo do Praia de Cascais, cujo capitão era o covagalense Luís Viana.
Lembro-me do esforço que teve de ser feito pela Comissão de Festas desse ano, que para arranjar o dinheiro necessário para o programa apresentado, teve de calcorrear várias Terras do nosso concelho (Buarcos, Vila Verde, Lares, Lavos, Alqueidão, Costa de Lavos, Leirosa).
De todos os que, nesse ano, constituíam a equipa que muito teve de trabalhar para realizar a Festa, lembro esse Homem extraordinário e líder nato que se chamava António Camarão, e de quem recolhi vários ensinamentos que me foram úteis ao longo da minha vida.
Para o Senhor António Fernandes Camarão Júnior, uma personalidade rara na defesa da honestidade de processos e rigor com que se deve utilizar o dinheiro do Povo, com quem me cruzei ao longo da vida, fica uma palavra de saudade, o meu reconhecimento e a minha homenagem.
Dele, ficou na minha memória uma imagem que me acompanhou ao longo da vida, uma pessoa fraterna, exigente e honesta, um companheiro de estrada e de viagem cujo exemplo nunca esqueci.
Honra à sua memória.
Dele, ficou na minha memória uma imagem que me acompanhou ao longo da vida, uma pessoa fraterna, exigente e honesta, um companheiro de estrada e de viagem cujo exemplo nunca esqueci.
Honra à sua memória.
E é, assim, que lá se vai Belém...
Quem disse que “ela não tem
programa”?..
Se for Presidente da República, a
candidata Maria de Belém quer levar os chefes de Estado estrangeiros
que visitem Portugal a almoçarem em lares de terceira idade, para
iniciar “práticas diferentes” na política e tomar conhecimento
dos diferentes sectores!..
Isto, é o que se chama uma campanha com
“muita parra e pouca uva”...
Por mim falo: até ao momento, ainda não assisti a nenhum debate desta campanha presidencial..
Estive tentado a não perder o debate do século (...de Marcelo com Tino de Rans), mas desisti...Portanto, não é de admirar que na maioria dos debates a audiência fique muito aquém das homilias dominicais de Marcelo Rebelo de Sousa, que sempre apoiou a realização do maior numero de debates possível, porque ele sabia que o excesso desmotiva muita gente, o que só o beneficiava...
Assim, as suas contradições e mentiras passam praticamente despercebidas.
Bom, não é que isto seja assim um filme por aí além, mas é engraçado...
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| para ver melhor a imagem, clicar em cima |
1. Fernando Gonçalves, presidente da Sociedade Boa União Alhadense, acusou, na reunião de câmara, o vereador António Tavares de não ter cumprido com o que se comprometera. Segundo o dirigente da Filarmónica das Alhadas, o titular do pelouro das colectividades prometeu-lhe um subsídio de cinco mil euros para obras na sede, mas acabou por disponibilizar apenas metade. Mediante a garantia do vereador, que Fernando Gonçalves afirma ter obtido em diversas ocasiões, foram iniciadas as obras. E agora? “Quem está a fazer a obra, terá de esperar para poder receber a totalidade”, disse o presidente da SBUA ao jornal AS BEIRAS.
Na reunião de câmara, porém, o dirigente foi mais contundente para António Tavares.
“Sente-se confortável com esta decisão? Pretende continuar neste cargo?”
2. João Ataíde, presidente da Câmara da Figueira da Foz, não gostou da forma como Fernando Gonçalves, a quem em 2015 entregou a medalha de mérito cultural, colocou a questão.
“Os termos em que são colocadas as questões são ofensivos. As questões têm regras, formas e tempos. É conveniente ouvir antes de se passar a uma fase ofensiva!”. “Não se pede a demissão de ninguém antes do contraditório".
3. O contraditório foi feito, depois, em tom conciliador, por António Tavares.
“Disse-lhe que se não houvesse muitas candidaturas teria os cinco mil euros. Não estava à espera que aparecessem tantas candidaturas [28]. O processo é muito transparente”, garantiu o vereador Tavares.
“Posso admitir que possa ter existido um excesso de confiança da minha parte, mas não foi para o prejudicar. Se quiser que faça como Egas Moniz, eu ponho a corda ao pescoço e vou justificar esta situação perante a sua direcção”.
Concluindo.
As obras – substituição das janelas de madeira por outras de alumínio – custam cerca de 10 mil euros.
Miguel Almeida exortou o executivo camarário a encontrar maneira de atribuir mais 2.500 euros à SBUA, para a coletividade poder honrar o compromisso assumido dentro dos prazos combinados.
João Ataíde, porém, não se comprometeu.
“Ainda tenho esperança que a câmara reveja o apoio dado e resolva este problema grave”, espera ainda Fernando Gonçalves, segundo AS BEIRAS.
Nas conversas mantidas com António Tavares, “nunca houve «ses» e sempre foi garantido que as obras podiam avançar”.
Em tempo.
Na Figueira, a animação do Carnaval arranca amanhã.
Nada de novo.
Os sucessivos executivos figueirenses, desde 1976, de inovador têm muito pouco.
“Desisto”, deveria ser o nome da nova música para substituir a "Marcha do Vapor".
Isto diria tudo sobre os políticos figueirenses.
Não correm riscos. Cumprem a história que as "elites locais" esperam deles, com o final que se espera deles, com as personagens estereotipadas que se espera deles.
Novamente, nada de novo, portanto.
Para mim, a única novidade positiva do filme actualmente em exibição na política local figueirense, é que a fita dá para rir muito...
O que neste momento da minha vida dá muito jeito: quem não desconta não merece serviços de saúde gratuitos.
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Depois de 3 grandes noites na passagem do ano (por acaso reduzidas a 2...), na Figueira continua o carnaval...
Em tempo.
Mudam os presidentes de câmara, mudam
os partidos no poder, mas na Figueira é sempre carnaval!
Só que o Carnaval não é isto.
O Carnaval é uma manifestação popular, pagã, saindo à rua quem entende que o deve fazer, à sua responsabilidade e expensas.
Só que o Carnaval não é isto.
O Carnaval é uma manifestação popular, pagã, saindo à rua quem entende que o deve fazer, à sua responsabilidade e expensas.
Não tem que ser subsidiado com
dinheiros públicos, que não existem para, por exemplo, tapar
os buracos das estradas do concelho ou implementar
estruturas desportivas no concelho para a juventude poder
praticar desporto com condições mínimas de segurança e
dignidade...
Não é, não foi e nunca será,
intenção do autor deste blogue liderar qualquer contestação
ao carnaval.
O que penso é transparente, simples de
escrever e de entender: a meu ver, estas folias, não
devem continuar a ser pagas com dinheiros públicos.
Aqui na Aldeia, como diz o Povo, "quer quer peixe, molha o cu".
O erro pode
ser meu, mas não compreendo que a Câmara Municipal determine a
cobrança de impostos e taxas para serviços essenciais (como é
o caso o IMI - na minha opinião, todos os agregados familiares deveriam estar isentos de impostos sobre a sua habitação própria permanente. A Constituição da República Portuguesa consagra o seguinte: Artigo 65.º (Habitação e urbanismo) 1. Todos têm direito, para si e para a sua família, a uma habitação de dimensão adequada, em condições de higiene e conforto e que preserve a intimidade pessoal e a privacidade familiar - e, por exemplo, a recolha do lixo, alegando que não pode suportar o seu
custo...) e ande há décadas a queimar o pilim em batucadas.
Isto, em tempos normais; por maioria de
razões, ainda mais em tempos difíceis como os que vivemos.
O senhor professor também gosta de espetar a sua peta...
Homem da televisão, homem da rádio, homem da imprensa escrita, o professor Marcelo esqueceu-se que na era da internet, todos podem facilmente - basta um clique - fazê-lo lembrar das incongruências ditas no passado em relação à opinião manifestada no presente.
Livro gratuito
Livro de Fernando Alonso Romero, publicado pelo Centro de Estudos do Mar-CEMAR (Praia de Mira, Ovar e Foz do Mondego), em que o autor analisa as problemáticas sobre as possíveis origens da fascinante embarcação, única no mundo, chamada "Barco-do-Mar" ("meia-lua"), que já foi considerada "o mais belo barco do mundo" e que ele próprio, Fernando Alonso Romero, chamou, em 2008, na Praia de Mira, publicamente, "a embarcação mais interessante da Europa", poder ser livremente descarregado clicando aqui.
Ontem, "morreu" um cronista?..
Ontem, foi um dia especial para mim.
Não por António Tavares, o cronista "mór" do regime, ter interrompido a colaboração que, durante dois anos, às terças-feiras, publicou nas páginas do jornal AS BEIRAS, mas por motivos pessoais.
Que eu tenha conhecimento, para além do Director do jornal, ninguém assinalou o evento.
Embora com um dia de atraso, fica registado aqui o fim dos escritos sobre a banalidade do quotidiano, do único intelectual figueirense vivo.
A vida dos escassos figueirenses que ligam a estas minudências, ficou lixada, mais pobre e menos interessante.
Desde logo, porque vão deixar de sofrer de irritação crónica às terças-feiras.
Para ocupar o seu espaço, a partir de ontem, os figueirenses têm Isabel Maranha, actual presidente da Assembleia de Freguesia de S.Julião e Buarcos e ex-vereadora da autarquia figueirense.
Com todo o respeito e apreço intelectual pela substituta do dr. António Tavares, as terças figueirenses não vão ser a mesma coisa, apesar de escrever ser uma coisa muito fácil.
Basta ter um teclado à frente. Depois, é só fazer combinações de letras até a coisa fazer sentido.
Não sei se isso vale para os cronistas, mas quando um escritor morre, as livrarias apressam-se em arranjar-lhe um pequeno canto onde reúnem todas as edições possíveis e imaginárias da sua obra.
Muitas delas, resgatadas a um esquecimento que tresanda a mofo, vêm de caves e depósitos e aparecem com roupas (leia-se capas) fora de moda.
Apesar dos livros se sentirem orfãos, tentam não chorar, para não desbotar a voz do seu autor.
A vida de um escritor é tramada!
Logo no momento em que ele está mais vulnerável é que acaba por ficar tão exposto aos olhos do mundo, com o seu frágil e sensível cadáver de letras feito.
O velório, "com caixão aberto", tem como pretexto, não sei se sincero ou oportunista, honrar a memória do defunto escritor.
Todavia, enquanto a sociedade se veste de luto pelo autor, as livrarias esperam vendê-lo mais.
A razão é simples: sabem que os vivos gostam de dar valor aos "mortos".
Não por António Tavares, o cronista "mór" do regime, ter interrompido a colaboração que, durante dois anos, às terças-feiras, publicou nas páginas do jornal AS BEIRAS, mas por motivos pessoais.
Que eu tenha conhecimento, para além do Director do jornal, ninguém assinalou o evento.
Embora com um dia de atraso, fica registado aqui o fim dos escritos sobre a banalidade do quotidiano, do único intelectual figueirense vivo.
A vida dos escassos figueirenses que ligam a estas minudências, ficou lixada, mais pobre e menos interessante.
Desde logo, porque vão deixar de sofrer de irritação crónica às terças-feiras.
Para ocupar o seu espaço, a partir de ontem, os figueirenses têm Isabel Maranha, actual presidente da Assembleia de Freguesia de S.Julião e Buarcos e ex-vereadora da autarquia figueirense.
Com todo o respeito e apreço intelectual pela substituta do dr. António Tavares, as terças figueirenses não vão ser a mesma coisa, apesar de escrever ser uma coisa muito fácil.
Basta ter um teclado à frente. Depois, é só fazer combinações de letras até a coisa fazer sentido.
Não sei se isso vale para os cronistas, mas quando um escritor morre, as livrarias apressam-se em arranjar-lhe um pequeno canto onde reúnem todas as edições possíveis e imaginárias da sua obra.
Muitas delas, resgatadas a um esquecimento que tresanda a mofo, vêm de caves e depósitos e aparecem com roupas (leia-se capas) fora de moda.
Apesar dos livros se sentirem orfãos, tentam não chorar, para não desbotar a voz do seu autor.
A vida de um escritor é tramada!
Logo no momento em que ele está mais vulnerável é que acaba por ficar tão exposto aos olhos do mundo, com o seu frágil e sensível cadáver de letras feito.
O velório, "com caixão aberto", tem como pretexto, não sei se sincero ou oportunista, honrar a memória do defunto escritor.
Todavia, enquanto a sociedade se veste de luto pelo autor, as livrarias esperam vendê-lo mais.
A razão é simples: sabem que os vivos gostam de dar valor aos "mortos".
terça-feira, 5 de janeiro de 2016
A César o que é de César...
62 e continuo sem um Maserati!..
Resumo da minha história de vida: 62 anos a colocar (me) questões.
A maioria delas, porém, continua por responder.
A maioria delas, porém, continua por responder.
Resultado: 62 e continuo sem um Maserati!
(para aqueles que se perguntam por onde andará o dinheiro do BPP, do BPN, do BES do Banif, um dos extraordinários símbolos de grandeza do carácter das «nossas» elites...)
Assim, vai ser difícil arranjar nova namorada...
Façam como eu. Não se enervem, não desesperem, fruam a existência.
Ficar a falar sozinho, não tem nada de dramático nem de especial. Ficar a falar sozinho é, apenas, ficar a uma pessoa de falar com alguém que valha a pena.
Por hoje, tenho mais que fazer, deixo-vos com Frank Sinatra.
Desde já, fica o meu bem haja a todos os que me vierem a felicitar por mais um aniversário.
Um dia bom para todos vocês também.
(para aqueles que se perguntam por onde andará o dinheiro do BPP, do BPN, do BES do Banif, um dos extraordinários símbolos de grandeza do carácter das «nossas» elites...)
Assim, vai ser difícil arranjar nova namorada...
Acho
que a última já não gosta de mim. Presumo que seja por causa
daquele anel de pechisbeque que lhe ofereci nos anos...
Afasta-me
sempre que a tento beijar.
É a vida...Façam como eu. Não se enervem, não desesperem, fruam a existência.
Ficar a falar sozinho, não tem nada de dramático nem de especial. Ficar a falar sozinho é, apenas, ficar a uma pessoa de falar com alguém que valha a pena.
Por hoje, tenho mais que fazer, deixo-vos com Frank Sinatra.
Desde já, fica o meu bem haja a todos os que me vierem a felicitar por mais um aniversário.
Um dia bom para todos vocês também.
segunda-feira, 4 de janeiro de 2016
Lembram-se das Abadias antes das cabras?..
Num
texto magnífico, publicado quinta-feira,13 de junho de 2013
no jornal AS
Beiras,
que eu li na edição papel e vou tentar trazer aqui um resumo tanto
quanto possível fiel, fiando-me na minha memória, Rui Curado da
Silva lembra “que
nos anos 60 do século passado a Figueira teve o privilégio de ter o arquitecto Alberto Pessoa e o paisagista Ribeiro Telles a pensar a
cidade”.
Imaginaram “2
corredores verdes a acompanhar 2 pequenos cursos de água com origem
na Serra. Um, atravessava as Abadias, terminando no rio; o
outro, corria até ao mar, atravessando o Vale da Ponte do Galante”.
No
mesmo texto que estou a tentar resumir de memória, Rui Curado da
Silva ressaltava que“os espaços verdes, em que a natureza
trabalha por sua conta, são naturais e comuns em cidades
alemães e na Europa do norte”.
Aqui
na Figueira, ao que parece, outro dia foi um escândalo, para certas
pessoas, ver cabras a pastar nas Abadias!..
“Curiosamente –
continuando a citar de memória Rui Curado da Silva – houve
quem se escandalizasse com as cabras, mas aprovou a urbanização e o
hotel que assassinaram o corredor verde do Galante”.
Em tempo.
Antes de junho de 2013, a erva das Abadias era tão boa que nem se podia jogar futebol em cima dela.
CARREIRISMO
Após ter surripiado por três vezes a compota da despensa, seu pai admoestou-o. Depois de ter roubado a caixa do senhor Esteves da mercearia da esquina, seu pai pô-lo na rua.
Voltou passados vinte e dois anos, com chofer fardado.
Era Director Geral das Polícias.
Seu pai teve o enfarte.
Mário-Henrique Leiria
Escritor e pintor português, nasceu a 2 de janeiro de 1923, em Lisboa, e morreu a 9 de janeiro de 1980, em Cascais.
Os votos e os desejos para o Novo Ano...
A mensagem do dr. João Ataíde, é uma visão abrangente e genérica, numa prosa impecável, que manifesta desejos honestos para um ano melhor em 2016, que poderia ter sido escrita por mim - apesar de não ter 6 anos de exercício no cargo de presidente de câmara da Figueira da Foz.
O embrulho desfavorece o conteúdo - é demasiado “fofinho” para o vazio de conteúdo...
Mas diz que é assim que o figueirense gosta. E, como político que é, se o eleitorado gosta, o eleitorado é o que tem do presidente.
Pelo andar da carruagem, presumo que vai ser difícil aguentar o vazio até ao início da silly season na Figueira, que começa dentro em pouco - no carnaval.
Neste momento, dizer mais que isto seria entrar no mundo da fantasia.
Sempre tive alguma dificuldade em compreender o interesse público do carnaval de Buarcos, que tem levado, ao longo dos anos, a nossa câmara a atribuir dinheiros públicos avultados - em 2010 foram 150 mil € (trinta mil contos, em moeda antiga!..), em 2013, foram 100 mil € (vinte mil contos, em moeda antiga!..), este ano a base será a partir de 50 mil € (dez mil contos, em moeda antiga!..).
Será que todo este dinheiro queimado nos carnavais, tendo por justificação básica o apregoado interesse público, se viu alguma vez repercutido, por estas bandas, no plano turístico, cultural e económico?
Dando de barato o suposto e incerto plano turístico - e não ponho em causa que veio gente de Coimbra ver as coxas das desfilantes!.. - a meu ver, é completamente inverosímil, que esta manifestação carnavalesca local, tenha tido qualquer repercussão fora do País.
Logo, estaremos a falar de turismo caseiro - essencialmente, das freguesias do Concelho; com um pouco de boa vontade, de alguns concelhos do distrito.
Não estarei à altura de discutir o interesse económico - desconheço o impacto da manifestação carnavalesca figueirense no comércio local, mas, se alguém tiver os números que os avance - contudo, admito, que entre cerveja e bifanas, algum será...
Contudo, o argumento que mais admiro, é o do chamado interesse cultural.
Pergunto, pois a ignorância deve ser minha: qual é a raiz cultural portuguesa, duma manifestação que exibe grupos que se auto-denominam escolas de samba, que dão uma volta à avenida a fazer barulho?
Ou qual é o interesse cultural de contratar, com dinheiros públicos, uma Merche Romero, um João Baião, um Futre, um Emanuel, para dar uma volta na Avenida?
Será que serei eu o único atrofiado?
Mudam os presidentes de câmara, mudam os partidos no poder, mas na Figueira é sempre carnaval!
Só que o Carnaval não é isto.
O Carnaval é uma manifestação popular, pagã, saindo à rua quem entende que o deve fazer, à sua responsabilidade e expensas. Não tem que ser subsidiado com dinheiros públicos, que não existem para, por exemplo, tapar os buracos das estradas do concelho ou implementar estruturas desportivas no concelho para a juventude poder praticar desporto com condições mínimas de segurança e dignidade...
O embrulho desfavorece o conteúdo - é demasiado “fofinho” para o vazio de conteúdo...
Mas diz que é assim que o figueirense gosta. E, como político que é, se o eleitorado gosta, o eleitorado é o que tem do presidente.
Pelo andar da carruagem, presumo que vai ser difícil aguentar o vazio até ao início da silly season na Figueira, que começa dentro em pouco - no carnaval.
Neste momento, dizer mais que isto seria entrar no mundo da fantasia.
Sempre tive alguma dificuldade em compreender o interesse público do carnaval de Buarcos, que tem levado, ao longo dos anos, a nossa câmara a atribuir dinheiros públicos avultados - em 2010 foram 150 mil € (trinta mil contos, em moeda antiga!..), em 2013, foram 100 mil € (vinte mil contos, em moeda antiga!..), este ano a base será a partir de 50 mil € (dez mil contos, em moeda antiga!..).
Será que todo este dinheiro queimado nos carnavais, tendo por justificação básica o apregoado interesse público, se viu alguma vez repercutido, por estas bandas, no plano turístico, cultural e económico?
Dando de barato o suposto e incerto plano turístico - e não ponho em causa que veio gente de Coimbra ver as coxas das desfilantes!.. - a meu ver, é completamente inverosímil, que esta manifestação carnavalesca local, tenha tido qualquer repercussão fora do País.
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| daqui |
Não estarei à altura de discutir o interesse económico - desconheço o impacto da manifestação carnavalesca figueirense no comércio local, mas, se alguém tiver os números que os avance - contudo, admito, que entre cerveja e bifanas, algum será...
Contudo, o argumento que mais admiro, é o do chamado interesse cultural.
Pergunto, pois a ignorância deve ser minha: qual é a raiz cultural portuguesa, duma manifestação que exibe grupos que se auto-denominam escolas de samba, que dão uma volta à avenida a fazer barulho?
Ou qual é o interesse cultural de contratar, com dinheiros públicos, uma Merche Romero, um João Baião, um Futre, um Emanuel, para dar uma volta na Avenida?
Será que serei eu o único atrofiado?
Mudam os presidentes de câmara, mudam os partidos no poder, mas na Figueira é sempre carnaval!
Só que o Carnaval não é isto.
O Carnaval é uma manifestação popular, pagã, saindo à rua quem entende que o deve fazer, à sua responsabilidade e expensas. Não tem que ser subsidiado com dinheiros públicos, que não existem para, por exemplo, tapar os buracos das estradas do concelho ou implementar estruturas desportivas no concelho para a juventude poder praticar desporto com condições mínimas de segurança e dignidade...
domingo, 3 de janeiro de 2016
Balanço da passagem do ano...
Os autarcas no nosso distrito são impagáveis!..
Na Figueira, nem a «concorrência» afectou a festa!..
Na Figueira, nem a «concorrência» afectou a festa!..
O que me vale é que a minha conta bancária é tão pequenina que no banco têm o meu dinheiro preso com um clip...
Já vamos no 3º. dia do novo ano e
ainda me estou a recompor da passagem.
Neste fim-de-ano, ao tentar subir, senti o peso do novo banco em cima de mim...
Na praia do rei... (4/5 de uma primeira página?..)
Com a ajuda do "público" (entre muitas outras): "Marcelo (um «cavaco») em estado novo"!..
sábado, 2 de janeiro de 2016
O verdadeiro artista!.. *
Na sua última mensagem de Ano Novo como chefe de Estado, Cavaco Silva afirmou.
"É fundamental combater as desigualdades e as situações de pobreza e exclusão social, que afectam ainda um grande número de cidadãos: os idosos mais carenciados, os desempregados ou empregados precários, os jovens qualificados que não encontram no seu país o reconhecimento que merecem".
Em tempo *.
Economista e político que mais tempo cumpriu como Primeiro Ministro depois da revolução de 25 de Abril de 1974. Foi igualmente o único líder partidário a conquistar duas maiorias absolutas consecutivas e ambas de um só partido. Foi Presidente da República 10 anos.
"É fundamental combater as desigualdades e as situações de pobreza e exclusão social, que afectam ainda um grande número de cidadãos: os idosos mais carenciados, os desempregados ou empregados precários, os jovens qualificados que não encontram no seu país o reconhecimento que merecem".
Em tempo *.
Economista e político que mais tempo cumpriu como Primeiro Ministro depois da revolução de 25 de Abril de 1974. Foi igualmente o único líder partidário a conquistar duas maiorias absolutas consecutivas e ambas de um só partido. Foi Presidente da República 10 anos.
sexta-feira, 1 de janeiro de 2016
Belas vidas...
Não tenho (aliás, nunca tive...) dores de inveja e, muito menos, dores de burro ou de corno.
Os esclarecidos, não têm dor de burro. Muito menos dor de corno.
Os esclarecidos, desapegados de interesse pessoal, independentes e rebeldes, quanto muito, poderão ter dores de inteligente...
Porém, reconheço que há gajos com talentos, que eu jamais terei, para inventar grandes "piadas"...
"Sérgio Monteiro ganha 304,8 mil euros com Novo Banco", pode ler-se no Expresso.
A não ser que esteja completamente enganado, está identificada a partícula subatómica mais leve de sempre.
Os entendidos na matéria vão passar a chamar-lhe "talento de Sérgio Monteiro".
Os esclarecidos, não têm dor de burro. Muito menos dor de corno.
Os esclarecidos, desapegados de interesse pessoal, independentes e rebeldes, quanto muito, poderão ter dores de inteligente...
Porém, reconheço que há gajos com talentos, que eu jamais terei, para inventar grandes "piadas"...
"Sérgio Monteiro ganha 304,8 mil euros com Novo Banco", pode ler-se no Expresso.
A não ser que esteja completamente enganado, está identificada a partícula subatómica mais leve de sempre.
Os entendidos na matéria vão passar a chamar-lhe "talento de Sérgio Monteiro".
Viva 2016...
Esta pérola tem 20 anos: mostra Cavaco Silva na passagem de ano de 1995 para 1996.
É um breve apontamento da farra, com momentos de um certo erotismo brejeiro...
É um breve apontamento da farra, com momentos de um certo erotismo brejeiro...
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
A culpa deve ter sido do clio...
Se um gajo se habitua a andar de Clio, tem de ter um bom telemóvel e roupa de marca para compensar.
Ou personalidade.
Hoje em dia, uma personalidade como esta, é sobrevalorizada.
A suspensão do Clio é duríssima.
Eu, fiquei apanhado da coluna...
Tive de fazer piscina e fisioterapia...
Fiquem bem.
Até 2016.
Ou personalidade.
Hoje em dia, uma personalidade como esta, é sobrevalorizada.
A suspensão do Clio é duríssima.
Eu, fiquei apanhado da coluna...
Tive de fazer piscina e fisioterapia...
Fiquem bem.
Até 2016.
Para quem merecer, bom 2016...
2015, daqui a pouco, será passado.
Ficou para trás.
2016, o novo ano, já é o desejado...
Se dependesse de mim, no próximo ano, todos os portugueses e portuguesas, que o merecessem, teriam muito amor, muita saúde, muita cultura, poucos bancos a chateá-los e algum trabalho...
E, sobretudo, um amigo como o do Sócrates...
Como nada disto depende de mim, façam como eu.
Procurem ser felizes.
Tendo saúde, é possível viver com pouco dinheiro, ser velho, gordo e enrugado e feliz ao mesmo tempo!..
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
"Manifestação de solidariedade e de indignação."
TEXTO DA COMUNICAÇÃO ENVIADA NO DIA
DE NATAL DO ANO DE 2015 (EM 24.12.2015), POR ALFREDO PINHEIRO
MARQUES, DIRECTOR DO CENTRO DE ESTUDOS DO MAR (CEMAR), PARA O MESTRE
POVEIRO DO BARCO "JESUS DOS NAVEGANTES", QUE NAS
VÉSPERAS DESSE DIA DE NATAL (EM 21.12.2015) FOI ACUSADO E CONDENADO,
PELO ESTADO PORTUGUÊS, EM COIMBRA, POR UM CRIME QUE NÃO COMETEU:
Figueira da Foz, 24.12.2015
ASSUNTO: manifestação de
solidariedade e de indignação.
Exº. Senhor
Francisco Fortunato
M.I. Mestre do barco da Póvoa de
Varzim
"Jesus dos Navegantes":
Escrevemos agora a V.Exª.
em 24.12.2015, três dias depois de V.Exª. ter sido acusado e
condenado, pelo Estado português, nas vésperas do dia de Natal, por
um crime que não cometeu.
Escrevemos para lhe manifestarmos a
nossa solidariedade e para lhe comunicarmos a nossa disponibilidade
para, daqui para a frente (para sempre, no Futuro), continuarmos a
acompanhar especialmente, e continuarmos a documentar exaustivamente
(no nosso Arquivo e Centro de Documentação, e na futura divulgação
pública das matérias que investigamos, documentamos, e
publicitamos), o caso de V.Exª.: o naufrágio do pequeno
barco "Jesus dos Navegantes" na barra do porto
fluvial da Figueira da Foz em 25.10.2013 (na mesma barra onde,
antes disso, já tinham naufragado outras embarcações… e, depois
disso, ainda vieram a naufragar mais…).
Acompanhar, e documentar. Até que
nesse caso seja feita Justiça. E mesmo depois de tal Justiça ser
feita (para memória e exemplo futuro, nacional e
internacionalmente).
Em primeiro lugar, lamentamos o
infortúnio de que foram vítimas em 25.10.2013 V.Exª. e os seus
sete (7) companheiros, com a tristeza então da perda de quatro (4)
vidas — quatro companheiros desaparecidos para sempre, mortos ao
lado de quem com eles também naufragou, exactamente nas mesmas
circunstâncias de perigo e de segurança… Um infortúnio e uma
tristeza que, infelizmente, deverão ficar com certeza para toda a
vida, e que só não é capaz de verdadeiramente avaliar, ou sequer
imaginar, quem lá não anda, nem nunca lá andou, e acha que lá não
vai ter que andar nunca (e, por isso, pode achar que tudo se resume
somente ao formal cumprimento de processualismos rotineiros, e a
mediática afirmação de imagens públicas).
Mas é claro que, conhecendo, como
conhecemos, a situação concreta do porto da Figueira da Foz (que
está à vista de toda a gente, e que ninguém pode pretender fingir
ignorar…), mais lamentamos a incapacidade técnica,
científica, política, cívica e administrativa, por parte da
entidade Estado português — uma incapacidade reiteradamente
demonstrada, desde 1913, desde 1966, e desde 2008 —, para
conseguir assegurar a construção (bem localizada) e, por
isso, para conseguir assegurar a manutenção (bem
desassoreada) de uma instalação portuária digna desse
nome (e destinada não somente para cargueiros de transporte das
fábricas de celulose, mas também para barcos pequenos, de pesca e
de recreio…!) na região da cidade da Figueira da Foz e da
enseada de Buarcos.
E, sobretudo, lamentamos que, nestas
circunstâncias, sem que o verdadeiro problema seja resolvido (e
sem que ninguém, ao que parece, tenha a iniciativa de por ele
apresentar qualquer acusação), não somente aconteçam os
previsíveis (e previstos) naufrágios (sete [7]
naufrágios, com onze [11] mortes, em cinco [5] anos…) mas
também, para além disso, os próprios náufragos sejam perseguidos
com acusações judiciais (…!), assim se deixando ficar
esquecida a matéria principal do que verdadeiramente está em
causa…! Como é possível…!?
A entidade Estado português —
que, agora, por último, em 2008-2010, aumentou e inflectiu em mais
quatrocentos (400) metros o molhe norte do porto fluvial da Figueira
da Foz… — não pode alegar ignorância ou desconhecimento
destas matérias, pois foi publicamente alertada para a gravidade do
que se propôs fazer (e que, mesmo assim, quis fazer… e fez…).
Os verdadeiros especialistas, que são
os pescadores como V.Exª. (e, mais ainda, os pescadores originários
da própria Figueira da Foz, que melhor conhecem esse mar e esse
porto), logo avisaram, muito atempadamente. E até o maior dos
ignorantes sobre matérias práticas de navegação, o autor destas
linhas, cuja modéstia dos conhecimentos operacionais de navegação
é evidente (pois nasceu muito longe do Mar, lá para os lados da
Serra da Estrela… e é um simples investigador universitário de
História da Cartografia Náutica e Descobrimentos…), avisou
atempadamente, em 2006 e 2008, que a situação que estava a ser
criada iria ser catastrófica ("… uma situação que
poderá vir a ser desastrosa para os pescadores e os iatistas, e
ruinosa para o futuro das pescas e da marina de recreio…").
Mas, mesmo assim, o Estado fez essa obra.
Agora, até as televisões já sabem, e
noticiam, que "A Barra da Figueira da Foz é ArmadilhaMortal para os Pescadores"… (RTP, 30.10.2015). Quem é
que não sabe…!?
O nível de especialização e de
competência reinantes no Estado português, sobre matérias
específicas de administração portuária, está hoje em dia
exemplarmente patente, sobretudo, no caso do porto da Figueira da
Foz. Lamentamos que V.Exª. e os seus companheiros tenham sido em
25.10.2013 vítimas desse nível de especialização e de competência
— um nível que, de facto, não é de hoje, e já vem desde há
muito tempo (pelo menos, desde 1913, 1966, e 2008). Agora, em 2015,
está só patente de maneira mais escandalosa e mais inadmissível do
que nunca (e, por isso, ridiculamente ilustrativa do que tantas vezes
acontece no Estado português e nas respectivas nomeações
políticas). Mas este tipo de assunto não é para rir, e sim,
infelizmente, para chorar.
Reafirmamos a nossa solidariedade e a
nossa indignação. E a nossa disponibilidade para acompanhar esta
matéria até que nela seja feita Justiça. E desejamos que, apesar
de tudo, se possível, V.Exª. e os restantes náufragos
sobreviventes possam ter, neste Natal do ano 2015, (apesar de nele
renovada a tristeza do Natal de 2013…), as possíveis festas
felizes, e o possível Bom Ano Novo de 2016, que se avizinha, e no
qual é necessário encontrar a força para continuar.
Aceite os melhores cumprimentos, e
votos pessoais.
Director do Centro de Estudos do Mar -
CEMAR
À boleia da opinião figueirense que vale a pena...
"...Do outro lado estão os que se deixaram tentar, se acomodaram, se tornaram beneficiários do sistema, instalaram-se, elevaram-se à sua sombra e passaram a opinar de barriga cheia, rebuscando argumentos contraditórios, vivendo em permanente revogabilidade. Muitas vezes com inteligência. Tornaram-se na espécie mais perigosa de todas: o inteligente mal-intencionado. “Quem não tem caráter, não é homem, é coisa”. Nicolas Chamfort."
Eng. Daniel Santos, hoje no jornal AS BEIRAS, na sua habitual crónica das quartas-feiras. A última de 2015.
Tomem e embrulhem...
Quem vos manda atirar bocas foleiras sobre o futebol. Tipo, insinuações sobre interesses, dinheiro, enfim, a transparência daquilo tudo ...Aprendam, de uma vez por todas, o que verdadeiramente vos interessa...
Portugal vai ter novamente futebol em dia de eleições!
Depois da polémica dos jogos de futebol em dia de eleições legislativas - 4 de outubro foi a primeira vez em democracia que tal sucedeu (e a abstenção bateu novos recordes) -, a história vai repetir-se.
A 24 de janeiro, data em que os portugueses vão às urnas eleger o mais alto representante do Estado, haverá futebol.
Em comunicado ontem divulgado, a Liga anuncia que estão agendados três encontros para o dia das presidenciais. Trata-se dos seguintes jogos da 19ª jornada. Para que nada vos falte, ficam os jogos e os horários:
16h Belenenses-Vitória de Guimarães
18h15 Braga-Rio Ave
20h30 FC Porto - Marítimo
Ainda não perceberam quem manda na "quinta"?..
E as dunas do Cabedelo?..
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| foto António Agostinho |
| foto António Agostinho |
Tal está a acontecer, desde que, há mais de 2 anos, quem de direito, deixou chegar a protecção em madeira que segurava as areias das dunas, rente à estrada, entre o campo de futebol do Grupo Desportivo Cova-Gala e o Cabedelo, ao desleixo que pode ser constatado, clicando aqui.
A partir daí, todos os dias, várias pessoas vão retirando areia, que ficou à mão de semear: é só encostar o carro e carregar.
As areias roubadas às dunas do Cabedelo devem servir para diversos fins e utilidades: desde encher chouriços, até às gaiolas dos pássaros e, claro, passando pela construção civil...
Como sabemos, as dunas constituem um ambiente frágil, que se move em função dos ventos. Qualquer mudança no ambiente, numa zona sensível como o Cabedelo, causa danos irreversíveis. Quem de direito tem de conseguir que parem de tirar areia das dunas do Cabedelo. O problema ambiental, naquele local da freguesia de S. Pedro, já é enorme, como a foto demonstra, pelo que dispensa o contributo do homem.
Para que conste e por ser verdade, sublinho que todos os dias – e garanto que várias vezes ao dia – o local é alvo de "visita" por brigadas da GNR e da Polícia Marítima. No verão, durante o dia, a PSP foi presença quase permanente no local."Entretanto, continua tudo na mesma.
A protecção em madeira está cada vez mais degradada e ninguém se continua a importar que a areia continue a ser retirada. As viaturas continuam a encostar e a carregar...
E o mar não está para brincadeiras...
Uma dúvida a dois dias do final de ano...
Paulo Portas já compreendeu o óbvio.
Passos Coelho é de compreensão a vapor, ou não tem onde cair morto?
Em tempo.
"Todas as coisas têm um tempo e há um tempo para tudo e só Pedro Passos Coelho, agora só meia coligação-aventesma depois da declaração de independência de Paulo Portas, continua como se nada fosse, como se nada tivesse acontecido, sem perceber que cada dia que passa é mais um dia na memória do tempo que já passou e que corre contra ele e sem que ninguém no partido lhe diga que os regressos não se fazem no activo, como muito bem o sabe o seu ex-parceiro de coligação."
Passos Coelho é de compreensão a vapor, ou não tem onde cair morto?
Em tempo.
"Todas as coisas têm um tempo e há um tempo para tudo e só Pedro Passos Coelho, agora só meia coligação-aventesma depois da declaração de independência de Paulo Portas, continua como se nada fosse, como se nada tivesse acontecido, sem perceber que cada dia que passa é mais um dia na memória do tempo que já passou e que corre contra ele e sem que ninguém no partido lhe diga que os regressos não se fazem no activo, como muito bem o sabe o seu ex-parceiro de coligação."
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
O mar volta a atacar orla costeira na Cova (2)
Para ser sincero, gostei: "salve-se quem puder, deve ser o mote de 2016 e dos próximos anos."
O militante e vereador PS, AntónioTavares, hoje nas BEIRAS, escreveu esta pérola. Passo a citar:
"É pouco provável que o mundo mude muito no próximo ano. Qualquer vidente pode fazer sua esta afirmação que não errará. Continuaremos a ter desigualdades e dificuldades acrescidas. O petróleo desce agora, mas subirá entretanto, idem para as taxas de juro, o défice, as exportações, o consumo público e privado, a inflação. A economia “aquece” e “arrefece”. É dos ciclos e, dentro dos ciclos, ciclos há. No final deste ano, o sistema financeiro voltou a demonstrar as suas debilidades, mas, vá lá saber-se porquê, tudo nos soa agora a desconfianças de outra ordem: éticas, de honestidade e rectidão. Parece-me que nunca tantos desconfiaram de outros tantos. O laço de confiança que John Locke achava necessário ao progresso das sociedades está hoje desfeito. O que é bom para a sociedade é bom para os indivíduos, pensava o filósofo. Ora, o individualismo invadiu de tal forma o espaço coletivo que o suplantou. Esquecemos o bem coletivo e o interesse público. Ficamos ardilosamente agarrados ao que é bom para cada um, ou para os seus interesses corporativos ou institucionais. Mesmo o interesse de classe desapareceu. O contrato social rasgou-se. Depois do poder político, agora nem o poder judicial nem o chamado quarto poder, a comunicação social, são merecedores de confiança. Salve-se quem puder, deve ser o mote de 2016 e dos próximos anos."
Em tempo.
A teoria da Relatividade diz que nada é instantâneo.
Não sei se será bem assim, pois o Nescafé, aí está para a contrariar.
Conheci, em tempos, o actual militante e vereador socialista.
Verifiquei que, a partir de 2009, desde que passou a vereador executivo inovou.
Verifiquei, quatro anos depois, em 2013, que desde que passou a militante do PS, inovou ainda mais...
Esta crónica, fica-lhe a matar. Aliás, neste momento, quase tudo lhe fica a matar.
Não esperava é que conseguisse ser assim, como dizer... tão fashion whore.
"É pouco provável que o mundo mude muito no próximo ano. Qualquer vidente pode fazer sua esta afirmação que não errará. Continuaremos a ter desigualdades e dificuldades acrescidas. O petróleo desce agora, mas subirá entretanto, idem para as taxas de juro, o défice, as exportações, o consumo público e privado, a inflação. A economia “aquece” e “arrefece”. É dos ciclos e, dentro dos ciclos, ciclos há. No final deste ano, o sistema financeiro voltou a demonstrar as suas debilidades, mas, vá lá saber-se porquê, tudo nos soa agora a desconfianças de outra ordem: éticas, de honestidade e rectidão. Parece-me que nunca tantos desconfiaram de outros tantos. O laço de confiança que John Locke achava necessário ao progresso das sociedades está hoje desfeito. O que é bom para a sociedade é bom para os indivíduos, pensava o filósofo. Ora, o individualismo invadiu de tal forma o espaço coletivo que o suplantou. Esquecemos o bem coletivo e o interesse público. Ficamos ardilosamente agarrados ao que é bom para cada um, ou para os seus interesses corporativos ou institucionais. Mesmo o interesse de classe desapareceu. O contrato social rasgou-se. Depois do poder político, agora nem o poder judicial nem o chamado quarto poder, a comunicação social, são merecedores de confiança. Salve-se quem puder, deve ser o mote de 2016 e dos próximos anos."

Em tempo.
A teoria da Relatividade diz que nada é instantâneo.
Não sei se será bem assim, pois o Nescafé, aí está para a contrariar.
Conheci, em tempos, o actual militante e vereador socialista.
Verifiquei que, a partir de 2009, desde que passou a vereador executivo inovou.
Verifiquei, quatro anos depois, em 2013, que desde que passou a militante do PS, inovou ainda mais...
Esta crónica, fica-lhe a matar. Aliás, neste momento, quase tudo lhe fica a matar.
Não esperava é que conseguisse ser assim, como dizer... tão fashion whore.
O mar volta a atacar orla costeira na Cova
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| Foto Pedro Agostinho Cruz |
Hoje, às 17 horas, hora da preia-mar, era este o cenário em S.Pedro.
Segundas as previsões esta semana a situação poderá agravar-se.
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