terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Às vezes sou um bocado impulsivo...

Não fez ainda uma semana que os gajos saíram do poleiro e, este caramelo, já queria um milagre. 
Está a custar-lhe que "os traidores que quiseram apagar da nossa memória o 1º de Dezembro, tivessem sido escorraçados. Este será o último ano em que não se comemora esta data com o simbolismo e fervor que ela merece.
Para os Vasconcelos, que durante quatro anos andaram a vender o país a retalho, aqui ficam,  os Hinos da Nossa Memória."

Deixem a demagogia...

Sem ironia, com a mesma franqueza com que confesso que caibo no grupo daqueles que aceitam lições - dado que sei que não sei mais do que aquilo que sei -, que tenho sempre muitas dúvidas e não desconheço que, por vezes, me engano, é com a mesma franqueza, que não absorvo esta lição de demagogia: “Afinal, quem manda na Educação?”. 
No início da década de 60 do século passado, não havia exame nacional do 4.º ano (ao tempo chamava-se 4ª. classe). Havia, isso sim, prova de admissão ao ensino técnico e ao liceu.
A minha querida e saudosa professora primária – a Dª. Graciete - que me acompanhou desde a 2ª. classe, era quem estava em melhores condições para me fazer a avaliação.
E, se alguns, tiraram a 4ª. classe e, depois, seguiram ou não, para o secundário, outros ficaram, pelo menos temporariamente, "a marcar passo" e tiveram de repetir a frequência do ano em que não tiveram aproveitamento escolar.
Neste momento – como sempre devia acontecer – o ensino público em Portugal tem de ser tratado, pelo poder, como merece, dada a sua importância no futuro do País – com seriedade e competência.
Desde logo, pela minha experiência pessoal, a meu ver, como primeira medida, seria procurar que um professor do 1.º ciclo do ensino básico fosse colocado na mesma escola por um período mínimo de 4 anos, que é o tempo indispensável para acompanhar uma turma durante todo esse ciclo fundamental no crescimento da personalidade da criança e futuro adulto.
Podem dizer que é uma medida simples...
Pois é, mas para quê complicar?..

Direita dividida sobre apresentação de moção de rejeição...

Pedro Passos Coelho e António Costa terão amanhã o seu primeiro duelo no Parlamento, quando começa a discussão do programa do Governo socialista, que reproduz as medidas acordadas entre o PS e os três partidos à sua esquerda, embora não haja ainda consenso para propostas emblemáticas como a devolução da sobretaxa do IRS.
Tanto do lado do PSD como do PS, o confronto é esperado no primeiro dia de debate. 
Fontes próximas de Passos Coelho afirmam ao JN que a única estratégia possível para o agora líder da Oposição é intervir amanhã, depois de ter criticado Costa por ter permanecido em silêncio no primeiro dia da discussão do programa da Direita, que foi depois chumbado pela maioria de Esquerda
Também é esperada para amanhã uma intervenção de Paulo Portas, líder do CDS, que é favorável à apresentação de uma moção de rejeição, disse ao JN fonte da direcção centrista. 
Mas, o assunto divide o PSD.
António Costa, que falará nos dois dias do debate, quarta e quinta-feira, irá esforçar-se por mostrar convergência à esquerda
Um esforço que explica a decisão de realizar, às terças-feiras, reuniões entre os líderes parlamentares, também com o secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, Pedro Nuno Santos, para discutir as propostas do Executivo.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Carlos Silva tem o mesmo problema de Paulo Portas...

... é completamente irrelevante.
A sorte dele, tal como a de Portas, é parte do Povo, porque é Povo, não perceber certas coisas...

aF255


O Bairro Novo e a pesada herança que lhe estão a deixar ...

O Bairro Novo,  é uma zona da cidade com o futuro indefinido e cheia de problemas.
O que é de lamentar, pois é uma zona que até tem algum potencial para atrair visitantes. Por exemplo, a Arte Nova tardia do Bairro Novo e o sistema de muralhas defensivas da Figueira da Figueira da Foz.
Só que assim não vamos lá.
O vencedor do IX Festival Internacional de Xadrez da Figueira da Foz, Timur Gareyev, andava na rua na noite, a falar com pessoas, a conhecer a cidade e foi violentamente agredido no Bairro Novo, “inicialmente no meio de muita gente”, contudo, segundo apurou o DIÁRIO AS BEIRAS, o jovem norte americano voltou a ser agredido posteriormente quando já se encontrava sózinho
Tudo terá acontecido por volta das 04H00. As marcas da agressão ficaram bem visíveis no rosto do jovem atleta e vão acompanhá-lo no regresso ao seu País. 
E o mais estranho é que Timur Gareyev não acredita que tenha sido para o roubar. “Tinha dinheiro, uns 20 euros e cartões de crédito, não me parece que estivessem atrás disso. Deviam estar bêbedos e decidiram despejar violência em alguém”
Violência gratuita, apenas, justifica “muitos socos de perto de duas dezenas”, a uma pessoa que nos visita, ainda por cima, “uma pessoa simpática e bem-disposta"?
Que cidade, afinal, é a Figueira da Foz? 
Não basta, ao presidente da câmara da Figueira da Foz, há mais de 6 anos no poder, também lamentar "profundamente o que se passou”, nem “tentar saber o que falhou".
Ele tem de dar a garantia aos figueirenses que vai actuar, para que, tal como ele, também, eles possam continuar a acreditar que "a nossa cidade é pacífica, incluindo o Bairro Novo"...

Coerência, para Assis, era o Costa ter morrido politicamente o mês passado, para ele o poder ter considerado uma grande "perca" para o País...

PS: 
Assis defende que só Maria de Belém pode unir a Esquerda.

Em tempo.
Ainda há 8 dias apenas, Assis era um opositor do acordo à esquerda de Costa!..

Conclusão: Ou o Assis anda sem norte e baralhado, sem perceber se quer a “unidade da esquerda" ou "um PS isolado", ou então Assis é mais um génio incompreendido. 
Para mim, o seu pensamento dos últimos dois meses tem sido claro e coerente: prefere o PS na oposição
E o caminho mais curto para isso, será a eleição de Marcelo Rebelo de Sousa, com o seu precioso contributo...

domingo, 29 de novembro de 2015

Na Figueira, os campeões de xadrez dão-se mal ao circular junto dos peões...

Segundo o DN, o vencedor da edição deste ano do Festival Internacional de Xadrez da Figueira da Foz foi espancado, numa rua da nossa cidade, na madrugada de hoje, domingo.
Na sequência dos ferimentos sofridos, em circunstâncias que estão por apurar, o vencedor da prova, Timur Gareyev, de 27 anos de idade, residente em Los Angeles, nos EUA, foi transportado para o hospital da Figueira da Foz pelas 4 horas da manhã.
O campeão ficou com "a cara muito maltratada".
Depois da cerimónia de encerramento e entrega de prémios do IX Festival Internacional de Xadrez da Figueira da Foz, ao início da noite de sábado, Timur Garayev saiu do hotel onde estava alojado, para passear sozinho pela cidade, tendo sido agredido por desconhecidos, numa rua do Bairro Novo, zona de vida nocturna, no centro da cidade.
Segundo o que li no facebook, quem chamou a PSP, foi o vereador do Turismo João Portugal.
Timur Gareyey, grande mestre, começou a noite figueirense a ganhar no xadrez, mas terminou-a a perder com os peões no Blackjack...
Fica o registo de mais um belo cartaz de promoção turística da nossa cidade nos órgãos de comunicação social de circulação nacional e internacional...

A Figueira intelectual deixou de pensar?

foto sacada daqui
O silêncio dos intelectuais figueirenses, face ao que se passa na nossa cidade desde 4 de novembro de 2013, diz quase tudo da cidade que somos. 
Não me lembro só (mas também...) de colunistas com tribuna fixa na imprensa ou com acesso aos canais intelectuais locais bem-pensantes. 
Lembro-me da elite intelectual local em geral, gente com obra feita na literatura, no jornalismo, nas artes plásticas, no ensino, responsáveis por grandes empresas, gente do teatro e do cinema, etc. Com raríssimas excepções, ressalvando os casos do engº. Daniel Santos e Rui Curado da Silva, o silêncio tem sido praticamente total. 
Nenhum órgão de comunicação local se lembrou de organizar um debate onde pusesse a discutir o tema, nomes “fortes” como Gonçalo Cadilhe, Nuno Camarneiro, Mário Silva, Domingos Silva, Joaquim de Sousa, Fernando Cardoso, Luis Albuquerque, Silvina Queirós, António Jorge Pedrosa, António Augusto Menano, por exemplo, para lhes perguntar o que pensam  de na Figueira se realizarem reuniões de Câmara à porta fechada, há mais de dois anos, num País que conseguiu a democracia desde o 25 de Abril de 1974.
Seria interessante saber o que pensa a intelectualidade local, sobre este assunto. 
O silêncio, na cidade do respeitinho, sobre este assunto, continua ensurdecedor.
Será, assim, com a manutenção de decisões destas, que se vai conseguir reforçar a participação dos figueirenses na vida colectiva da sua cidade? 
As pessoas, como sabemos, cada vez comparecem em menor número aos actos eleitorais. 
Cabe também aos políticos pensarem nisso - principalmente, fora da época das campanhas eleitorais!..
A Figueira é o berço do Patriarca da Liberdade e uma Terra aberta e disponível para a democracia. 244 anos depois do seu nascimento, ainda na sexta-feira passada, no discurso que fez no decorrer da cerimónia de homenagem a Álvaro Cunhal, João Ataíde - e bem - lembrou este grande vulto da Liberdade em Portugal. 
Como entender, perceber e aceitar que tivesse sido imposto por um executivo camarário PS, com maioria absoluta, tendo como presidente de Câmara o Dr. João Ataíde, reuniões camarárias realizadas à porta fechada?..

sábado, 28 de novembro de 2015

ALERTA COSTEIRO 14/I5 - MISSÃO RE - FLORESTAÇÃO

Crónica hoje publicada no jornal AS BEIRAS

Afinal, a lenga-lenga de que o país está melhor, deve ser mesmo um "mito urbano" posto a circular pela malta da propaganda do PSD/CDS...

Director adjunto do SEF diz que refugiados não querem viajar para Portugal...

Governo PS "irá tão longe", quanto "corresponder às aspirações do povo", disse esta noite Jerónimo de Sousa na Figueira

O nome do histórico líder comunista Álvaro Cunhal, que morreu em 2005, aos 91 anos, foi dado ontem ao troço final da rodovia urbana que parte da rotunda Baden Powell - na avenida Mário Soares - em direcção à praia da Tamargueira (rotunda Infante D. Pedro), na zona noroeste da freguesia de Buarcos.
A decisão de atribuir o nome do antigo secretário-geral do PCP, foi tomada por deliberação camarária de 18 de Fevereiro e publicada em edital em Abril último. 
Jerónimo de Sousa, que esteve presente na cerimónia, lembrou o historial de Cunhal enquanto político e homem das letras e das artes, "figura fascinante" e "combatente pela liberdade e democracia".
Por sua vez, o presidente da Câmara da Figueira da Foz, João Ataíde (PS), sublinhou que o fundador do PCP "merece a admiração de todos, concordando-se ou não com os seus ideais".


Foto Jorge Camarneiro
À noite o secretário-geral do PCP, no Pavilhão dos Caras Direitas, no decorrer de um jantar-comício, afirmou que "naquilo que depende do apoio dos comunistas, o Governo do PS irá tão longe quanto opte por uma política que corresponda às aspirações do povo."  
E a concretizar esta manifestação de vontade disse: "O Governo irá tão longe conforme faça uma opção por uma política com solução duradoura, que corresponda aos interesses e aspirações do povo português".
E, a  prosseguir, afirmou : "Aqui residirá o seu futuro, que com certeza poderá ser prolongado se essas respostas forem dadas"
O líder comunista disse ainda que "não pode nem deve ser desperdiçada" a possibilidade agora aberta, com o novo Governo do Partido Socialista, de "dar passos limitados, é certo, mas nem por isso pouco importantes" na adopção de uma trajectória que inverta aquilo que disse ser o "rumo de declínio" seguido nos últimos quatro anos. 
Jerónimo de Sousa, prosseguiu o seu discurso, realçando a necessidade de  uma política "patriótica e de esquerda" em oposição ao que disse ser a "política de mentira" da direita, e lembrou que o programa de governo que vai ser discutido, na quarta-feira, no parlamento "é um programa do PS, não um programa do PCP", mas que os comunistas o vão apoiar. 
"Temos esta consciência da diferença e da divergência que existe em relação a matérias de fundo, mas, no quadro de honrar a palavra dada, o que faremos na Assembleia da República é rejeitar qualquer moção de rejeição que venha do PSD e do CDS", permitindo que o Governo liderado por António Costa entre em funções. 
Jerónimo de Sousa revelou ainda que nas reuniões com o PS para formalização do acordo de apoio parlamentar comunista a um futuro governo "o Partido Socialista nunca quis impor nada ao PCP" e que "ficou claro" que os comunistas mantêm a sua autonomia, independência e identidade, apesar do acordo alcançado. 
Jerónimo de Sousa disse ainda que a situação do país "não prescinde, antes exige" que a luta dos trabalhadores seja colocada em primeiro plano, e embora assumindo divergências programáticas com o PS, frisou que o novo Governo representa uma "evolução positiva" para o país. 
"Não nos pomos em bicos de pés. Mas se hoje este Governo (de coligação PSD/CDS) foi derrotado e se a solução alternativa foi encontrada, podemos dizer camaradas que muito se deve ao PCP", disse ainda Jerónimo de Sousa.
Antes da intervenção do líder do PCP, usou da palavra Mário Nogueira, secretário-geral da Federação Nacional de Professores (FENPROF) e mandatário distrital de Coimbra da candidatura presidencial de Edgar Silva. Informou que vai estar hoje, sábado, em Lisboa, na manifestação convocada pela CGTP "para desejar que o governo do PS apoiado pelos partidos à sua esquerda tenha, de facto, políticas que não sejam de direita". 
"Foi por isso que afastámos de lá o PSD e o CDS e agora o que é preciso é um governo que deixe de vez as políticas de direita", disse a concluir o seu discurso Mário Nogueira.

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Contributo para a futura biografia de um santo, “que esteve à frente do País durante mais de quatro anos e que ontem passou a líder da oposição”

“Foi um longo trabalho de parto até Pedro Passos Coelho nascer, no tórrido dia 24 de Julho de 1964, em Coimbra, com cinco quilos certinhos. Loiro, com franjinha e olhos azuis, o último de quatro filhos de Maria e António era uma criança adorada por miúdos e graúdos e um dos favoritos da professora da pré-primária, Branca Antonieta. A criança dócil, porém, já dava mostras de orgulho e de não apreciar mal-entendidos. 
Um dia, num restaurante, uma empregada confunde-o com uma menina. Levanta-se da mesa e, com a maior das solenidades, pergunta: "Pai, mostro-lhe a pilinha?", deixando todos boquiabertos com a reacção.” 

Em tempo. 
Parece um enredo de uma comédia, mas é apenas uma citação de uma parte de um artigo assinado por Helena Cristina Coelho, publicado ontem no jornal Económico.

A comitiva portuguesa que brilhou no último dia de competição em Bloemfontein chega amanhã a Portugal...

Um olhar para o futuro

foto António Agostinho (obtida com telemóvel)

Até à tomada de posse...

De ontem para hoje o país mudou...

... mas nem todos perderam o "tacho".

A Figueira não tem um único deputado realmente figueirense na Asembleia da República

De ontem para hoje, Portugal, politicamente, está diferente.
Quem, ontem, era oposição, hoje, está no governo.
Por via disso, também a Assembleia da República está diferente: quem ontem era deputado, hoje é primeiro-ministro, ministro ou secretário de estado.
E quem ontem era primeiro-ministro, ministro ou secretário de estado, hoje é deputado.
Por via desses ajustes, a Figueira perdeu o único deputado realmente figueirense:  Ana Elisabete Laborda Oliveira que tinha ido em sétimo lugar na lista do PàF por Coimbra.
A Figueira, caramba, vai estar representada por João Galamba!

NOJO E INDIGNAÇÃO. EM DEFESA DOS PESCADORES, E DA MARINHA PORTUGUESA

(...) Quem vai conseguir evitar que os barcos pequenos, as embarcações de pesca e os iates de recreio, quando passarem a ter que entrar e sair nessa nova barra criada devido à nova orientação do molhe norte, se exponham ao mar de través...?
Esta será uma situação que poderá vir a ser desastrosa para os pescadores e os iatistas, e ruinosa para o futuro das pescas e da marina de recreio. (...) [01.03.2006]
(...) Quem vai ter a culpa dessa catástrofe...? (...) [01.10.2008]
Alfredo Pinheiro Marques, 2006, 2008

Nunca me senti tão indignado. E até tinha prometido a mim próprio que iria calar-me (iria fazer aquilo que, nesta vida, sempre tive dificuldade em fazer… e que, sem dúvida, para futuro, tenho que começar a aprender… pois, infelizmente, toda esta miséria, esta vergonha portuguesa, já chegou a tal ponto que já nem sequer é possível acrescentar mais nada…). Mas é claro que não vou conseguir calar-me. São demasiado grandes o meu nojo e a minha indignação. Vou mesmo (uma vez mais…) falar, escrever e assinar o meu nome em baixo.
Toda a gente sabe que o Centro de Estudos do Mar (CEMAR) e o seu director (e autor destas linhas), Alfredo Pinheiro Marques, são quem, na Figueira da Foz, em 2006, 2007 e 2008 —, quando o erro do porto comercial foi avolumado (e avolumado para o dobro…!) —, teve a coragem de tomar posição pública, falar, escrever, assinar o nome, enviar textos para jornais, enfrentar publicamente a situação. Quem falou, e falou a tempo, quando havia que falar (e quando tantos e tantos se calaram… e assobiaram para o lado… ou até aplaudiram…). E já andávamos a alertar para as coisas do litoral, do porto e das areias, desde 1996…

E toda a gente sabe que, para além do autor destas linhas, a outra pessoa que, então, na Figueira da Foz, também tomou posição, e teve a coragem de falar, escrever, e assinar, foi o nosso caro Amigo Senhor Manuel Luís Pata, o homem a quem a Figueira da Foz deve os livros sobre a pesca do bacalhau (e, também ele, um Associado do Centro de Estudos do Mar - CEMAR). Cumprimos portanto, ambos, a nossa obrigação, manifestando-nos contra a insensatez… Tal como, antes de nós, já o haviam feito os falecidos Senhor Raul Bruno de Sousa e Capitão João Pereira Mano (este último, também, um Associado Honorário do CEMAR).
É por isso que, agora… quando todos falam, escrevem, vociferam e trocam acusações, em vozearias cruzadas (e até políticos partidários se atrevem a vir fazer política devido a uma tragédia…!), eu quereria conseguir calar-me, e simplesmente rezar com os que sabem rezar, e chorar com os que, uma vez mais, têm que chorar. Mas não sei, nem consigo. Porque a minha indignação é ainda maior do que o meu nojo e a minha tristeza.

Nunca (em toda a minha vida…) me senti tão indignado como me sinto, agora, em Novembro de 2015, quando leio nos jornais que está a haver quem, em partidos políticos, em entidades e administrações portuárias que foram nomeadas "anteontem" (politicamente…), e em instituições judiciais que nada percebem de navegação, afirme que "a barra está desassoreada", atribua culpas aos próprios pescadores (por não usarem os coletes)… e acuse a Marinha (que é quem tem que os salvar quando naufragam) de falta de profissionalismo… de ser "incompetente" [sic], e de fazer declarações que são "chorrilhos sem nexo" [sic]…!
A minha indignação não tem limites, quando vejo que há quem esteja a querer investigar, criminalmente, a actuação da Marinha de Guerra Portuguesa… (!) e esteja a querer condenar, criminalmente, em tribunal — por "homicídio" [sic]…! —, um mestre poveiro de uma pequena embarcação de pesca que sobreviveu a um naufrágio em que viu morrer os seus companheiros à sua frente… Condená-lo por ter cometido o pretenso "crime" de não utilizar a Cartografia…! Porque "não usou a rota prevista na carta náutica"… (!)… A rota que (para uma embarcação pequena como a sua) seria sempre, na verdade, uma rota impossível, e suicidária… (!) — pois o próprio porto, pela sua conformação, totalmente errada (e, por isso, sempre assoreada), tal como se encontra, é impossível para barcos assim pequenos.

Como se a própria sucessão — ininterrupta… — dos naufrágios e das mortes, ao longo dos últimos anos, na barra do porto fluvial da Foz do Mondego, não fosse a prova, indesmentível, de que o que está errado é O PRÓPRIO PORTO (e não a navegação que nele venham a fazer as pequenas embarcações de pesca)…!

Como se esse erro não tivesse sido apontado, por nós, desde 2006 e 2008 (nas vésperas de tal erro ser aumentado, para o dobro, com mais 400 metros)…!

Está-se a iniciar, em 16.11.2015, um julgamento criminal, em Coimbra, de quem sobreviveu à tragédia em que, em 25.10.2013 (no dia do aniversário da morte do "Príncipe Perfeito" de Portugal, Dom João II, em 1495…) morreram, na barra do Mondego, quatro dos seus companheiros…? Pois eis que, entretanto (um mês e uma semana antes do início desse julgamento…), em 06.10.2015, morreram aí, EXACTAMENTE NO MESMO LOCAL, mais outros CINCO (5) pescadores…! Exactamente nas mesmas circunstâncias: desrespeitando (tendo que desrespeitar…) a tal célebre "Carta Náutica"…
A carta do porto impossível (para barcos pequenos…) do Mondego…

E agora…? Alguém vai querer julgar também os mortos de 06.10.2015…?

O barco que agora em 06.10.2015 naufragou na barra impossível do porto impossível do Mondego, erradamente construído no interior do estuário do rio, era o barco de Aveiro (Ílhavo) que, antigamente, durante muitos anos, havia sido comandado pelo nosso caro Amigo Mestre Alcino Clemente, da Praia de Mira ("este homem já era pescador antes de nascer"…), o homem que nos orgulhamos de ter connosco, como Associado, e membro do Conselho Consultivo e Científico, do Centro de Estudos do Mar; o homem com quem, desde há vinte anos, temos compartilhado tantos e tantos combates cívicos, na Praia de Mira e não só.
Os pescadores que agora em 06.10.2015 morreram eram Amigos e tripulação do Mestre Alcino, que com ele haviam navegado, e pescado, durante muitos anos.

Não há limites para a nossa tristeza e para a nossa indignação. Vai ser preciso contar esta História, para o Futuro. Vamos ser nós que a vamos contar.
ALFREDO PINHEIRO MARQUES
Director do Centro de Estudos do Mar - CEMAR
24.11.2015

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

António Costa já é primeiro-ministro...

Haja esperança, o que já não é pouco...
Não podemos esquecer os últimos 4 anos...
Cavaco apelou sempre ao diálogo e compromisso entre os partidos.
Quando está quase para se ir embora, finalmente, conseguiu...
O que poderia desejar mais, para terminar este segundo e último mandato em beleza?..

Bom descanso...


Jerónimo de Sousa vai estar amanhã na Figueira

Amanhã, dia 27 de Novembro, o Secretário Geral do PCP, Jerónimo de Sousa desloca-se à Figueira da Foz a fim de participar em duas importantes iniciativas políticas.

A primeira, tem lugar às 16 Horas e consiste na inauguração da Avenida Álvaro Cunhal, situada entre a rotunda Baden Powel e a Escola Infante D Pedro em Buarcos.

A segunda, realiza-se pelas às 20 Horas no Pavilhão dos Caras Direitas, também em Buarcos: é um Jantar, onde o Secretário Geral do PCP fará uma importante intervenção sobre o actual momento político e as perspectivas do PCP quanto ao seu desenvolvimento.

Grande chamada de primeira página!...

"Costa chama cega e cigano para o Governo".


Nunca brinco com as deficiências deste "jornal"... 
Metem-me nojo. 
Deste, dizem, que é o que vende mais...
Deste, dizem, muitos, em voz alta, aliás, não muito alta: que porcaria, que nojo de jornal...
E em voz baixa, aliás, baixíssima, alguns dizem: ora, o que é preciso é fazer pela vida...
Que o mesmo é dizer: nesta sociedade em que vivemos, é preciso é “triunfar”... 
Custe o que custar... 
Que vos faça bom proveito a leitura do "correio da manha"...

A "morte" da rádio na Figueira"...

Ao que parece, discretamente, muito discretamente mesmo, num processo que parece que ainda está longe de ter terminado, a Foz do Mondego Rádio mudou de mãos...
Confesso, que raramente sintonizava a estação emissora (de um grupo...) da Figueira da Foz.
De há anos a esta parte, quase nada havia que captasse a minha atenção e tempo.
Hoje de manhã, por curiosidade, ouvi para aí uns 10 minutos. Continua na mesma, para pior...
Para quem acompanha de perto as fragilidades da comunicação social figueirense, nos últimos 40 anos, "a morte da rádio na Figueira", não é novidade.
Este caso,  até me estava a passar completamente ao lado... E teria passado, não fora uma conversa fortuita com um amigo de longa data.
Há muito que tinha deixado de ouvir este gira-discos radiofónico. Que é o que vai continuar a ser.
Para já, pelo pouco que ouvi, a  Foz do Mondego Rádio, nem ficou nem melhor nem pior... Continua na mesma, isto é, intragável.
Convém é recordar porque chegámos aqui: o oportunismo, o comodismo, a desatenção, o respeitinho pelo poder, o alheamento da tarefa histórica duma rádio figueirense, desembocou nisto que podem ouvir sintonizando, por mera curiosidade, o 99,1...
Os tempos dos leitores e dos ouvintes se deixarem reduzir a simples consumidores de conteúdos, sem qualquer postura crítica relativamente ao menu mediático que lhe é proposto, estão a acabar...

O orçamento da festas de Passagem de Ano: segundo o presidente da Câmara, João Ataíde, ronda os 90 a 100 mil euros...

Para ver melhor clicar na imagem
"D.A.M.A. na Passagem de Ano. 
Jardim de Natal promete animar os mais pequenos".
Numa verdadeira festa surpresa, não devia aparecer o preço... 

OS NAUFRÁGIOS E AS MORTES DE PESCADORES NA FIGUEIRA DA FOZ

A obra do aumento de quatrocentos (400) metros do molhe norte do porto da Figueira da Foz (e com a alteração da sua orientação, de oés-sudoeste [WSW, c.247º] para sudoeste [SW, c.225º]), criou um novo e muito diferente enfiamento da linha de entrada e saída das embarcações, que deixou de ser de oeste [W, 270º], ou oés-sudoeste [WSW, c.247º], e passou a ser de su-sudoeste [SSW, c.202º], e muito mais longa do que era antes… Assim obrigando, portanto, a que as embarcações pequenas fiquem expostas, lateralmente, às vagas da ondulação marítima dominante (que, aqui, na enseada de Buarcos, é de noroeste [NW, c. 315º]… Expostas, de través, numa extensão longuíssima… a sul de uma costa arenosa (areia acumulada…) e com fundos baixos… Expostas, obliquamente, enquanto demandam a barra, não aprofundável, que se situa em cima das lajes de pedra em cujo extremo norte está o Forte de Santa Catarina, na Foz do Mondego.
Uma situação impossível para os barcos pequenos, os de pesca e recreio.

Essa obra foi exigida, anunciada, e aprovada, em 2006, 2007 e 2008; teve início neste último ano; realizou-se ao longo de 2009; e ficou pronta em 2010 — e, por isso, logo a partir desse ano começou a alterar as condições da deriva sedimentar, e com o tempo acumulou as areias, ao longo dos anos (até começarem mesmo a contornar a cabeça do molhe norte…), e esse acrescido assoreamento das areias levou, concomitantemente, ao consequente alteamento das vagas nessa zona.
Um assoreamento que, como era previsível, se avolumou mais e mais, ao longo dos anos. Os resultados não se fizeram esperar. Listemo-los.

Logo em 26.10.2010 deu-se o naufrágio da traineira "Vila de Buarcos", ali, na entrada da barra do porto fluvial da Figueira da Foz, com dezassete tripulantes. Felizmente, todos se salvaram.
O mesmo não havia contecido com o naufrágio de um pequeno bote com dois pescadores, no local da obra da chamada "Ponte dos Arcos", antes, em 19.03.2007, um desastre em que ambos esses dois (2) pescadores morreram (e do processo judicial que se seguiu veio a resultar, anos depois, em 24.09.2014, que os responsáveis dessa obra sobre o braço sul do Mondego, que havia estreitado o caudal do rio, vieram a ser ilibados, e as famílias vieram a perder a acção que moveram). Este naufrágio havia no entanto ocorrido no interior do estuário do rio, e não na barra (e nada teve portanto a ver com a deriva sedimentar marítima).

Em 06.05.2011, a Marinha Portuguesa, meritoriamente — pois já, sem dúvida, antecipando a possibilidade de problemas que pudessem vir a ser causados pela nova orientação para sudoeste do molhe norte do porto fluvial da Figueira da Foz… —, fez localmente exercícios de treino (fez um simulacro de combate à poluição marítima supostamente causada por um hipotético navio "Mondego" que haveria embatido nesse molhe norte acrescentado e alterado na sua orientação).
E mais tarde, em 17.01.2014, após os desastres seguintes (os do ano de 2013, que já adiante iremos agora listar), a Marinha ainda viria uma vez mais a chamar a atenção, na Figueira da Foz, para as condições de segurança (e para a cultura da segurança…) nas actividades marítimas, quando entregou na capitania local mais uma moderna lancha rápida de socorro a náufragos. Mas, infelizmente, no ano seguinte (2015), continuou sem obter do governo os meios para a disponibilidade contínua, 24 horas por dia, de pessoal para os serviços locais do ISN.

Em 10.04.2013 deu-se o duplo naufrágio, na barra do porto fluvial da Figueira da Foz, do veleiro alemão de recreio "Meri Tuuli" e da lancha da Capitania figueirense que o havia ido socorrer. Morreram dois (2) homens: um dos tripulantes, velejador alemão, e um dos agentes da Polícia Marítima, militar português, que o estava a tentar salvar. O iate alemão estava a tentar entrar a barra, falhou a entrada, e foi arrojado à praia do lado de fora do molhe sul.

Em 25.06.2013 deu-se o naufrágio da motora poveira "Cambola" (depois de falhar a entrada da barra), junto ao molhe sul do porto fluvial da Figueira da Foz. Nenhum tripulante se perdeu, pois foram salvos pela Marinha. Mas essa pequena embarcação de pesca costeira era a mesma que, já antes disso, em Janeiro do ano anterior (2012), havia falhado a entrada da barra e, por isso, havia encalhado no areal junto ao molhe norte desse mesmo porto fluvial (!)… E, depois disso, em Agosto desse mesmo ano de 2012, em mau estado, havia-se afundado quando estava atracada no interior deste mesmo porto…(!). Três vezes…    

Em 25.10.2013, deu-se a tragédia do naufrágio da motora "Jesus dos Navegantes", na saída da barra do porto fluvial da Figueira da Foz. Morreram quatro (4) dos oito pescadores, poveiros (das Caxinas), que vinham a bordo. No seguimento desse naufrágio, e da afirmação logo então feita pelo Secretário de Estado do Mar Manuel Pinto de Abreu na Assembleia da República (que negou qualquer relação com o assoreamento da barra, e "salientou que é necessário que os pescadores promovam a sua própria segurança"), e após o relatório produzido pelo então capitão do porto, o mestre dessa pequena embarcação de pesca poveira, Francisco Fortunato, veio a ser perseguido, pelo Ministério Público português, criminalmente (!), com quatro acusações de "homicídio por negligência" [sic], e o julgamento está neste momento em curso…

Em 19.08.2015 deu-se o naufrágio da motora "Ruben e Bruna", ao largo da Figueira da Foz, com um (1) morto, numa tripulação de cinco pescadores poveiros. Este naufrágio foi  ao largo, e não na barra.

Agora, em 06.10.2015 deu-se a tragédia do naufrágio do arrastão "Olívia Ribau", na entrada da barra do porto fluvial da Figueira da Foz. Morreram cinco (5) dos sete pescadores (seis figueirenses, e um da Praia de Mira).
E logo pouco depois (menos de uma semana depois…!) em 12.11.2015 esteve iminente um novo naufrágio (que, felizmente, não chegou a acontecer, pois foi impedido por outros barcos de pesca que se encontravam nas imediações), de um arrastão espanhol "Catrua", com pescadores galegos de Vigo, nessa mesma barra do porto fluvial da Figueira da Foz (e foi noticiado que o respectivo mestre poderia estar alcoolizado, e foram os outros barcos de pesca que o alertaram, e salvaram).

As conclusões destes números são espantosas. Pelo que agora, por fim, veio a ser noticiado (até televisivamente… por exemplo em "Barra da Figueira da Foz É Armadilha Mortal para os Pescadores", RTP, 30.10.2015), dos trinta (30) mortos em naufrágios (em Portugal inteiro), onze (11) deles — mais de um terço…! — ocorreram todos no mesmo local: na barra do porto da Figueira da Foz…
Houve nove (9) naufrágios na Figueira da Foz, com catorze (14) mortos. E oito (8) desses naufrágios foram na barra, perdendo-se aí onze (11) vidas.
Aconteceu o que, infelizmente, havíamos (em 2006) alertado que ia acontecer.
E não só alertámos, então, atempadamente, como também, depois, pela nossa parte (do pequeno CEMAR-Centro de Estudos do Mar), continuámos a fazer o que nos competia, e fomos nós que, a posteriori, ao longo destes anos 2006-2015, coligimos toda esta informação e documentação, e a deixamos para o futuro organizada, e passível de poder ser recordada pelos vindouros.
Toda a informação acerca destes naufrágios sucessivos na barra do porto fluvial da Figueira da Foz, tal como de muitas outras matérias de interesse marítimo, está conservada (e só por isso pôde ser agora aqui lembrada, reunida e publicada…) no nosso ABCD-Arquivo Biblioteca e Centro de Documentação do CEMAR (Centro de Estudos do Mar), na Figueira da Foz (Buarcos).
Alfredo Pinheiro Marques

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Caiu mais um "mito urbano"...

Em 25 de Setembro de 25, poucos dias antes das eleições.
"Governo português estima que em 2016 conseguirá devolver 35,3% da sobretaxa de IRS, revela o comunicado das Finanças sobre a execução orçamental."
Em 25 de Novembro, um dia antes deste governo deixar de existir, Núncio admite que cálculo mensal do crédito fiscal deu «percepção errada»...
"A manter-se a receita do IVA e do IRS como em outubro, não existirá qualquer devolução em 2016".
E a devolução vai ser: ZERO!..

“Quando tudo se torna digital”, a sociedade fica mais vulnerável, avisa Cavaco...

Cá está uma magistral tirada de um "peixe" completamente fora de água: basta ir ao site da Presidência.
É lá que está a verdade de Cavaco...

Paulinho, mais uma vez, campeão do mundo

Paulinho e João Gregório, acompanhados pela técnica Joana Agostinho,
no  passado dia 20, na estação de Aveiro, de partida para a África do Sul
Dois atletas portugueses subiram ontem ao pódio dos 1500 metros no decorrer do campeonato do mundo para atletas com síndrome de down, que se está a realizar na África do Sul. 
Paulo Henriques é, de novo, campeão do mundo e João Gregório conseguiu o terceiro lugar. Os dois atletas do CASCI, de Ílhavo, que integram a delegação portuguesa subiram ao pódio para receber medalhas na primeira prova em que participaram. 
O Campeonato do Mundo de Atletismo, para Pessoas Portadoras do Síndrome de Down, está a decorrer na África do Sul. 
Hoje, Paulinho vai disputar a prova da estafeta 4×400 metros. Amanhã, quinta-feira, último dia dos Campeonatos do Mundo, o Paulinho volta à pista do Estádio de Bloemfontein para correr os 800 metros.
A comitiva estará de regresso a Portugal no próximo sábado.

Actualização, via Anddi Portugal
Portugal soma mais 9 medalhas Estafeta Masculina dos 4x100m de Ouro e com Recorde do Mundo Portugal soma e segue no 3º Campeonato do Mundo de Atletismo IAADS que decorre em Bloemfontein, na África do Sul. Nove, foram o número de medalhas alcançadas pelos bravos atletas lusos no 2º dia de provas em solo africano (2 ouro, 2 prata e 5 bronze). O grande destaque do dia vai para a estafeta masculina dos 4x100m T21 composta por João Machado, Nuno Fernandes, Nelson Silva e Luís Gonçalves que venceram a medalha de ouro e bateram o Recorde do Mundo com 60.49, à frente dos italianos que realizaram a marca de 60.80. A outra medalha de ouro desta 2ª jornada foi alcançada por Francisco Gouveia nos 1.500m Marcha Mosaico com 10.23.59 também com Recorde do Mundo. Em evidência esteve também Nuno Fernandes nos 400m T21 que obteve a medalha de prata e o Recorde da Europa com o tempo de 72.96. A vitória foi do superfavorito costarriquenho Hector Garcia que com os 69.05 retirando o Recorde do Mundo ao italiano Simone Nieddu (73.08). A outra medalha de prata foi alcançada por Helena Soares nos 1.500m Marcha T21 com 13.07.53, sendo que os bronzes foram para André Silva também nos 1.500m Marcha T21 com 11.17.90, para João Machado no lançamento do peso T21 com 9.60 e consequente Recorde da Europa, ainda para Francisco Gouveia também no peso mas para mosaicos com 5.56, para Luís Gonçalves no salto em comprimento T21 com 3.61 e, por fim, para a estafeta feminina dos 4x100m composta por Helena Soares, Elsa Taborda, Susana Castro e Jennifer Nogueira com 1.30.81. Ao fim do 2º dia de provas Portugal segue em 2º lugar na Classificação Coletiva com 157 pontos e 15 medalhas (4 ouro, 5 prata e 6 bronze), atrás da África do Sul com 193 pontos e à frente da Itália com 122 pontos.

Chegou a hora...

O combate de António Costa, Primeiro Ministro de um Governo PS com o apoio do BE e do PCP, começa agora. 
Como se pode ler no DN, "António Costa garantiu que, a qualquer momento, poderia apresentar um governo e assim foi."
Mas isto não vai ser fácil: até o mano já pede sangue!..
Em tempo.
Os 17 de António Costa:
Primeiro-ministro – António Costa
Ministro das Finanças – Mário Centeno
Ministro Adjunto – Eduardo Cabrita
Ministro dos Negócios Estrangeiros – Augusto Santos Silva
Ministra da Presidência e da Modernização Administrativa – Mª Manuel Leitão Marques
Ministra da Justiça – Francisca Van Dunem
Ministra da Administração Interna – Constança Urbano de Sousa
Ministro da Defesa – Azeredo Lopes
Ministro do Planeamento e Infraestruturas – Pedro Marques
Ministro da Economia – Manuel Caldeira Cabral
Ministro da Trabalho, Solidariedade e Segurança Social – José António Vieira da Silva
Ministro da Saúde – Adalberto Campos Fernandes
Ministro da Educação – Tiago Brandão Rodrigues
Ministro da Ciência Tecnologia e Ensino Superior – Manuel Heitor
Ministro do Ambiente – João Pedro Matos Fernandes
Ministro da Agricultura – Capoulas Santos
Ministra do Mar – Ana Paula Vitorino
Ministro da Cultura – João Soares
Secretária de Estado Adjunta do Primeiro-ministro – Mariana Vieira da Silva
Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares – Pedro Nuno Santos
Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros – Miguel Prata Roque

O Bairro Novo e a pesada herança do edifício "O Trabalho”... (IV)

Ontem o jornal AS BEIRAS, citando a vereadora Ana Carvalho, dava conta que a seguradora Açoreana não tenciona reabilitar o Edifício O Trabalho. 
“Parecem-me manobras dilatórias, para não fazerem nada, que é o que têm feito estes anos todos”, disse a autarca do executivo camarário socialista da Figueira da Foz, reconhecendo a destreza da empresa na utilização das “ferramentas legais”
Este assunto, que já se arrasta há demasiados anos, volta não volta, vem à colação na discussão da política da local.
Desta vez, foi por iniciativa da vereação na oposição, que o edifício do Bairro Novo regressou à reunião de câmara. Nove meses depois de terem indagado a maioria, os vereadores do PSD, pela voz de Ana Catarina Oliveira, quiseram saber em que estado se encontra o processo. 
O estado do imóvel, esse, é o que sabemos: "está cada vez mais degradado", segundo também constatou o presidente da câmara, João Ataíde. 
Entretanto, ficou a saber-se que o dono do edifício levantou uma licença de construção, com validade de 18 meses, que se encontra no prazo de validade. Por outro lado, recorde-se, foi apresentado, nos serviços da autarquia, um projecto de reabilitação integral do imóvel, aprovado em janeiro de 2013. Porém, Ana Carvalho não se mostrou convicta que a Açoreana vá meter mãos à obra. 
Por sua vez, João Ataíde defendeu que deve aguardar-se pelos resultados da reabilitação financeira do Grupo Banif, ao qual pertence a seguradora!
O jornal AS BEIRAS tentou, sem sucesso recolher declarações da Açoreana... 

Em tempo.
Senhora vereadora: "manobras dilatórias"?
Isto não é uma questão semântica: é a continuação da  demonstração do que tem sido o poder político na Figueira: fraco com os fortes e forte com os fracos.
A questão, para os figueirenses é esta: "...  não conseguimos perceber como pode a Açoreana, empresa proprietária do chamado edifício "O Trabalho", fazer perpetuar e permitir a degradação constante do mamarracho que todos conhecemos, para mais situando-se numa zona nobre da cidade e de grande fluxo de turistas e locais..."
Acabei de citar o seu colega vereador António Tavares, numa crónica publicada no jornal AS BEIRAS, na terça-feira, 11 de março de 2014.
Como em tempos escrevi aqui, "A Figueira é mesmo uma cidade que não se leva a sério..."
Como sublinhou numa crónica no jornal AS BEIRAS, o vereador Somos Figueira, Miguel Almeida - e ele sabe muito bem o que escreve sobre este tema, pois este problema já se arrasta desde os executivos PSD -  este é "um Edifício que é um Trabalho"!
Afinal: "para que serve um vice-presidente de câmara?.."

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Que belo exemplo: quando a utopia entra na vida passa a ser realidade...

Senhores autarcas figueirenses e covagalenses: queremos um país que dê a todos os jovens uma educação de qualidade, a oportunidade para se qualificarem para serem cidadãos conscientes, activos, participativos, inovadores? Tenham paciência, mas V. Exas. estiveram mal, pois esse objectivo passa por isto...
Ontem de manhã, a Cova-Gala viveu uma jornada ímpar na sua existência de 200 e tal anos: realizou-se a plantação de 1.000 pinheiros mansos, junto à praia da Orbitur, numa cerimónia simbólica, no Dia da Floresta Autóctone.
Apesar da Câmara Municipal da Figueira da Foz e da Junta de Freguesia de S. Pedro terem sido convidadas, não estiveram presentes, nem justificaram a ausência. Contudo, os 1 126 pinheiros foram plantados por cerca de 110 crianças da Escola da Gala (Agrupamento de Escola da Zona Urbana da Figueira da Foz) que irão prestar, no âmbito do projecto eco-escolas, um acompanhamento directo, assegurando o crescimento dos pinheiros.
“O futuro aconteceu”. O objectivo foi alcançado:  “a mensagem da sensibilização para a importância dos problemas da erosão costeira passou.”
Sobre a ausência de representantes da autarquia figueirense e Junta de Freguesia de S. Pedro, nada há a comentar. Apenas a registar, para memória futura, que foi o culminar de um comportamento triste e miserável desde o início até ao fim de todo este processo.

Na vida política da Aldeia nada aconteceu, nem acontece, por acaso, apesar dos imponderáveis que o acaso dita, e das idiossincrasias, por vezes bizarras que, em cada mandato, os dirigentes políticos que a representam, ostentam. 
Pela minha parte acredito que a liberdade política, a democracia, como regime da livre escolha dos autarcas pelos cidadãos, como dizia Churchill, é a pior forma de governo imaginável à excepção de todas as outras.
Eu sei que isto é uma aparente banalidade, mas, por vezes, parece que alguns dos nossos mais próximos políticos perderam a noção do valor inestimável da liberdade, relativizando essa conquista das sociedades onde nos acomodamos (mas isso fica para outra ocasião!..) valor esse que, do meu ponto de vista, é dos poucos que continuam a merecer uma boa luta política.

Ontem, mesmo à beirinha do local onde há poucos meses este nosso mar, o oceano atlântico, invadiu território da Aldeia, em toda a sua plenitude, à nossa vista e ao alcance do nosso nariz, ainda lá estava entranhado na terra o cheiro intenso a maresia.
O mar, este nosso mar que banha e causa erosão costeira na orla marítima da Aldeia, é forte e possante quando batido pelo vento.
A vida é feita de mudança. Por exemplo, de mentalidades. Se olharmos para o futuro o mundo avança.
Temos de dar um passo qualitativo: deixar de nos preocupar em parecer bem e preocupar-nos mais em fazer obra.
Temos de deixar de ter medo de tomar posição. Temos de arriscar mais nas empreitadas do progresso.

Ontem, de manhã, tive oportunidade de verificar, mais uma vez, que há muitos que falam nos cafés, mas continuam a esperar que os outros avancem e que a obra surja feita.
Tomar posição e fazer obra, para a generalidade dos covagalenses, continua a ser algo estranho e potencialmente perigoso.
Mas, não há outro caminho, se queremos colocar em causa o equilíbrio necessário ao triunfo do espírito matreiro e conservador dos governantes locais.
No nosso concelho, os executivos camarários e das juntas de freguesia, querem-se modestos nos grandes desígnios e sem vistas largas, não vá o desenvolvimento, logo, o engrandecimento do concelho e da freguesia, molestar as cordatas relações de poder com as grandes famílias instaladas e fazer perigar as dependências face aos interesses em vigor a nível local.

Sabemos que vivemos num concelho, numa cidade e numa Aldeia, onde falta músculo democrático e massa crítica à inteligência. Dito doutra maneira: o que falta, em regra, é decência aos dirigentes, civismo, cidadania, educação e cultura – no que, no geral, são acompanhados pelo povo que neles vota e os elege.
Por mim a escolha está feita há muitos e longos anos: prefiro a liberdade. Mesmo se a justiça não for feita, a liberdade garante e preserva o poder de protesto contra a injustiça e salva a comunidade, mesmo se a comunidade persistir em continuar a mostrar que não está interessada em dar passos em relação ao futuro.
Mas, como o futuro se constrói com futuro, terá de ser à nossa custa que aprenderemos, contrariamente ao que por vezes pensamos, que o espírito nada pode contra a espada, mas também que o espírito unido à espada sempre vence a espada que se ergue em prol de si mesma e dos interesses da casta que defende.

Foi a "saca-rolhas". E, mesmo assim, Cavaco só indicou: António Costa é o novo primeiro-ministro de Portugal

"Cavaco criou uma crise política idiota, conduziu a crise de forma idiota, fartou-se de ouvir idiotas e como não podia deixar de ser acabou por fazer o que há quase dois meses se sabia que ia fazer, isto é, acabou a crise de forma que se calhar não foi tão idiota assim, nos próximos tempos saberemos que mais negócios para além da TAP foram feitos por um governo artificialmente mantido durante todo este tempo.

Mas o mais divertido deste espectáculo está na dificuldade de Cavaco em indigitar António Costa e a verdade é que não o indigitou. Ao contrário do que sucedeu com o seu afilhado Cavaco recusou-se a usar um tempo do verbo indigitar em relação a António Costa, em vez disso diz que "indicou". Enfim, deve ter-se virado para  o Nunes Liberato e apontando o dedo para o António Costa deve ter dito "Ó Zé, diz aí ao pessoal da guarda que esse gajo aí vai ser primeiro-ministro!".

Enfim, mais uma inovação pacóvia. Cavaco recusou-se a indigitar António Costa, preferiu apontar!"

Via jumento