sexta-feira, 10 de julho de 2015

"Operação Marquês" - continuação...

Vara  foi detido mesmo em cima da entrevista da TVI24 a António Costa…

Em tempo.
A maioria destes democratas pós 25, entraram no negócio da política pela porta da “esquerda democrática”  ou da "extrema esquerda", de acordo com o que o seu estatuto social da altura lhes permitia, por entre manifestações agitadas, palavras de ordem rimadas e licenciaturas obtidas em RGA(s).
Gente desenrascada e sem constrangimentos morais ou grandes apegos a problemas de consciência, não se coíbem de arrotar postas de pescada, na cara de quem os sustenta, à custa da sua  própria condição de pobreza.
Estes insignes democratas continuam a andar por aí ao sabor dos seus interesses pessoais.
Eu que nada tenho contra o enriquecimento, lamento as algibeiras cada vez mais rotas pelas fortunas que foram e são feitas, também, à conta do meu trabalho.

Pré-campanha (O Governo corrigiu “desequilíbrios herdados”, mas falta agora travar uma "guerra sem quartel às desigualdades de natureza económica e social", disse o primeiro-ministro!)

Depois de lançar no desemprego centenas de milhares de pessoas, de convidar jovens e adultos a emigrar, de cortar nos salários, em pensões e prestações sociais, Pedro Passos Coelho diz que é chegada a hora de travar uma «guerra sem quartel às desigualdades de natureza económica e social». Não estranhem: o primeiro ministro que apresenta esta promessa eleitoral é o mesmo primeiro ministro que acha que não foram as medidas de austeridade que «aumentaram o risco de pobreza» e que os mais pobres «não foram afectados por cortes nenhuns». E de nada serve que organizações insuspeitas, como a OCDE, critiquem as políticas sociais do governo, reprovando os cortes efectuados no RSI ou o facto de a austeridade pesar muito mais para as famílias de menores rendimentos.
Do que talvez a OCDE não se aperceba, em matéria de políticas de combate, «sem quartel», à pobreza e às desigualdades, é que não se trata apenas de uma questão de cortes orçamentais mas sim, e sobretudo, do regresso à miséria moral da caridade e à sopa como política social. Os números são claros: se tomarmos como base o ano de 2010, os beneficiários do RSI passaram a representar 61% do número de beneficiários existentes naquele ano, ao mesmo tempo que as pessoas assistidas pelo Banco Alimentar Contra a Fome (BACF) aumentaram em 29 pontos percentuais. Em 2014, aliás, ocorre um facto inédito: o número de pessoas apoiadas pelo BACF (384 mil) supera o total de beneficiários de RSI (321 mil).
Via Ladrões de Bicicletas

Um tractor na praia do orbitur

foto António Agostinho

quinta-feira, 9 de julho de 2015

"Operação Marquês"

O antigo ministro socialista Armando Vara foi detido esta quinta-feira, adianta a TVI 24.

Foi hoje votada e aprovada na Assembleia da República a alteração da denominação da freguesia de “Buarcos”, no município da Figueira da Foz, para “Buarcos e S.Julião”

O discurso de Alexis Tsipras no Parlamento Europeu

O infoGrécia traduziu o discurso da passada terça-feira do primeiro-ministro grego aos eurodeputados. 
Tsipras explicou que pretende fazer as reformas que os memorandos nunca quiseram: combater a evasão fiscal e a corrupção
Veja aqui também o vídeo da intervenção, dobrado em português.

Obesidade infantil é "preocupante". O excesso de peso está a tornar-se a "norma"...

"O convite formulado à Câmara da Figueira pelo Centro de Estudos e Investigação e Dinâmicas Sociais e Saúde para participar no programa Municípios e Saúde Infantil, onde se combate a obesidade infantil, faz todo o sentido na época de crise que atravessamos. Ao contrário do que sucedia antes do século XX, hoje os pobres dos países mais desenvolvidos estão paradoxalmente mais à mercê da obesidade. Os alimentos carregados de açúcar e gorduras, e por conseguinte de calorias, estão entre os mais baratos e de pior qualidade do mercado. Por exemplo, uma lata de um refrigerante convencional contém quase 10% das calorias diárias de que necessitamos. Um pacote médio de batatas fritas pode atingir os 15 ou 20%. Nas minhas passagens pelos EUA, constatei esse paradoxo mais do que em qualquer outro lugar, onde a obesidade é generalizada entre os pobres e onde encontrar uma pessoa saudável é quase sinónimo de estatuto social ou educacional elevado. Ao lado de baldes gigantescos de marshmallows e de travessas de mega-donuts exibem-se caixas de comprimidos para abater a gordura.Na Roma antiga, havia os vomitórios para continuar a comer. Nos EUA, há comprimidos milagrosos. Na Europa, em países como Portugal, Malta, Grécia e Espanha, onde o baixo nível educacional se alia à pobreza, existe uma taxa de incidência de obesidade infantil assustadora. Este é o momento para actuar."

Em tempo. 
Oportuna, a crónica de hoje de Rui Curado da Silva, no jornal AS BEIRAS.
A Organização Mundial de Saúde estima que em 2020 a obesidade afecte 21% dos portugueses e 22% das portuguesas, valores que sobem em 2030 para 27% e 26% para cada um dos sexos.
Contudo, há uma esperança. Há um português que descobriu uma  proteína que pode contribuir para o combate que é necessário travar contra a obesidade. Gordos e gordas, levantam-se  do sofá e mexam-se: vão andar, correr, andar de bicicleta... 
Não é tudo, mas ajuda.

O momento da política nacional dava vários olhares críticos, mas decidi publicar a capa do Público de hoje…

Em tempo.
Estranho povo, este, que não se governa e é obrigado a deixar-se "governar"…

Montenegro

"Há homens que ficarão para a História, por feitos que os libertarão da lei da morte; outros transformar-se-ão em anedotas, a História dos mais pequeninos. Se os primeiros alcançarem algum tipo de poder, a humanidade ganhará com isso; tenham poder os segundos e será fácil perceber a política portuguesa.
Apesar de a introdução poder indicar que iria escrever sobre Duarte Marques, a verdade é que, infelizmente, há muitos que lhe disputam a palma da mediocridade e do disparate. 
Luís Montenegro, chefe de bancada do PSD, é um desses cómicos involuntários cujas palavras surgem no espaço público com a sensatez de uma manada de búfalos em fuga e com a delicadeza de um elefante em plena época de cio, perdoe-se-me o exagero das metáforas."

Festas de S. Pedro da Cova-Gala, 2015


Video sacado daqui

Em tempo. 
Cada vez estou mais convencido do seguinte: se as pessoas dissessem o que pensam durante um minuto, apenas, a Aldeia ruiria. 
Citando Camus: “Miséria deste século. Ainda não há muito tempo eram as más acções que precisavam de ser justificadas, hoje são as boas.” 

O estado a que isto chegou

"Ouvir a direita portuguesa é como ir ao circo e sair descorçoado com o número dos palhaços, enfadonhamente repetitivo e previsível. Esperavam os cómicos da nação que o actual governo grego fizesse em 5 meses o que 5 anos de austeridade apenas pioraram. Mais, conseguem exigir ao actual governo grego, com 5 meses de serviço, o que em 4 anos não conseguiram fazer em Portugal (por muito que haja quem se gabe de cofres cheios e dinheiro nas caixas de MB). Ou então esperavam que por lá fosse como por cá costuma ser: eleitos, os governantes mudariam de discurso, meteriam na gaveta o programa que os elegeu, mostrar-se-iam nas tintas para a democracia e para o seu povo, em suma, mentiriam e ficariam à espera de ver renovadas as suas aspirações quatro anos de intrujice depois."

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quarta-feira, 8 de julho de 2015

Portugal é um país fantástico - quando visto pelos olhos delirantes dos alienados que o tomaram de assalto...

Rui Rio prepara-se para anunciar a sua candidatura à Presidência da República no final de Julho, apurou o i. Já com o apoio público do militante número 1 do PSD, Pinto Balsemão, Rio avança para a corrida a Belém, para satisfação de Passos Coelho e de Cavaco Silva. 
Depois de Durão Barroso ter desistido de avançar, Rio é o favorito do triângulo Pinto Balsemão-Passos Coelho-Cavaco Silva, os três unidos por um profundo ódio a Marcelo Rebelo de Sousa que vem da lonjura dos tempos. No entanto, ao contrário do que todos esperavam, desta vez Marcelo não está disposto a ficar paralisado com a entrada em cena de um candidato da sua área política. 
O avanço de Rui Rio “torna as coisas mais complicadas”, confidenciou Marcelo em privado, admitindo, no entanto, que não seria esse facto a travar a sua candidatura. 

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João Ferreira,deputado europeu, em Buarcos


Pois é. Isto, de futebol distrital parece que anda mal…

Sobre este assunto, as pessoas dividem-se em vários tipos. 
As que percebem de futebol distrital, as que não percebem de futebol distrital e o Luís Freitas Lobo.
Ora, eu como não percebo nada de futebol distrital e nem sou o Luís Freitas Lobo e passei anos distraído do tema, não sei o que escrever.
Fico por aqui…

Em tempo.
Arranjaram uma erva tão boa para o campo onde o Cova-Gala, na próxima época, vai disputar a divisão de honra - prova rainha do futebol distrital - , que até eu podia jogar futebol em cima dela!..

X&Q, nº1244


O mais difícil é conseguir imaginar que isto tenha sentido e que haja alguma ligação...


Anda pra aí muito palerma que se diz enganado: são cassetes, senhores, são cassetes!..


Afinal, "os comunas tinham razão…"
Neste maravilhoso mundo das redes sociais, encontrei esta montagem interessante que nos mostra esse distinto cidadão português que liderou os destinos do país até ser engolido pelo pântano que entretanto se criou à sua volta e que hoje exerce funções na ONU. A sua previsão, pouco antes do advento do euro, era a de que a moeda única colocaria Portugal no pelotão da frente de UE. Passados 17 anos, Portugal continua a ser um carro-vassoura, disputando com a Grécia a liderança da cauda da Europa. Boa Guterres, acertaste em cheio!
O outro protagonista desta montagem é Carlos Carvalhas, antigo líder do PCP e reconhecido perigoso comunista. Daqueles que, suspeitamos, poderá alimentar-se de criancinhas ao pequeno-almoço. A sua premonição, contudo, parece encaixar como uma luva no triste fado que a adesão ao euro se revelou para o nosso país. A coisa é tão certeira que chega a ser chocante. São cassetes.

terça-feira, 7 de julho de 2015

Passos é o que é, isto é, pouca coisa é…

Ando com pouca ou nenhuma paciência para aturar mentirosos… 
Desculpem lá a irritação... Isto passa...
Encaremos, portanto,  isto como uma piada – ainda que de muito mau gosto.
Isto é ultrajante e a campanha eleitoral em curso não justifica tudo…
Porém, a magnífica vantagem da democracia, apesar da ignorância e do medo que existe em Portugal, é o direito à liberdade de opinião.
Quem acreditar que o espaço da liberdade pode ser concessionado comete um erro grosseiro. A liberdade não tem fronteiras. Nem donos, nem deuses, simplesmente homens honestos e aldrabões.
Quem acreditar que a política, em democracia, pode viver sem partidos, ou contra os partidos, está a cometer outro erro grosseiro.
Ter conhecimento de uma frase destas proferida por Passos Coelho, mais do que uma tragédia é uma comédia!..
É aqui que tenho de citar  Camus, que se mantém plenamente actual.
“Não sou feito para a política pois sou incapaz de querer ou de aceitar a morte do adversário.”

Maria Barroso (2 de Maio de 1925/7 de Junho de 2015)

Uma grande mulher, uma cidadã consciente, num país com muita gente pequena.

O "agrimensor"

"O esmagador e falso estado de direito que se construiu no nosso país é como o castelo de Kafka. 
Cortou, encareceu, vedou o acesso material a serviços essenciais. Depois, reclamou que pagássemos. Agora, sem meios, controlado e vedado o acesso aos nossos direitos, disponíveis para nos sacrificarmos em mil pagamentos, porque as penhoras são implacáveis, nem sequer nos deixam pagar. Adiam-se as notificações, os avisos vêm fora de prazo, burocratizamse. Crescem os juros, somamse as coimas, o monstro engorda. Um dia, como “K”, cansados e exaustos, deixaremos que nos levem tudo. O “castelo” assim o quer!"

António Tavares, vereador PS, na sua habitual crónica das terças-feiras no jornal AS BEIRAS, a tratar da vida...

A propósito de perdões de dívidas...

Enquanto uns lutam por perdões de dívida, outros conseguem-nos nos tribunais portugueses. 
Esta, mais uma vez, foi outra vez a vez de João Rendeiro.

José Manuel Fernandes, o comentador político para quem a honestidade intelectual é uma realidade arqueológica

José Manuel Fernandes a 14/02/2015:



José Manuel Fernandes a 06/07/2015:

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Missão comprida, mas vai ser cumprida...

Dívidas...

"Ouvindo e lendo declarações de dirigentes e políticos alemães em reacção à vitória do não na Grécia, apenas me ocorre recordar o seguinte, para ver se não se esquecem nunca: nenhum país, repito, nenhum país, tem dívida maior para com a Europa do que a Alemanha. 
Isto é verdadeiro em termos financeiros e de dívida perdoada, mas o pior ainda é o resto."

André Serpa Soares

Pode-se passar de margarina para manteiga. Mas, nunca, de manteiga para margarina de novo…

"Não raras vezes, ouço a crítica, por parte de algumas pessoas a quem normalmente se concede o epíteto de forças vivas do concelho, de que a oposição na Câmara deveria ser mais vigorosa e que não devia facilitar tanto a vida ao presidente da Câmara. Normalmente, quando ainda me resta a esperança de que a crítica é genuína, pergunto quais os temas que deveríamos ter abordado e que deixámos de fora do debate político. É nesse momento que percebo, pelas respostas, que afinal não estou perante uma critica à oposição, mas sim perante o desejo de que esta funcione como “barriga de aluguer” para acertos de contas entre os meus interlocutores (e o que eles representam) e o presidente da Câmara. Para isso não estou, obviamente, disponível. A oposição deve ser a voz dos que não têm voz e deve ajudar a resolver os seus problemas, deve preocupar-se em defender os interesses do concelho e procurar defender as linhas que apresentou no seu compromisso eleitoral. Assim, não deve, nem pode, servir de caixa de ressonância ao interesse de outros, a quem a cobardia, a subserviência,ou a conveniência da circunstância impedem de falar. Tal como no poder, também na oposição é sempre possível fazer mais e melhor e trabalhar para defender o interesse colectivo, quer com a apresentação de propostas, quer chamando a atenção para os erros da governação. Quem estiver atento à comunicação social, às redes sociais e tiver a preocupação de saber as coisas fundamentadamente percebe bem o papel activo, responsável e fundamental que a oposição tem desempenhado. Para moço de recados, entrando em guerras que não são minhas e com as quais a Figueira nada ganha, não contem comigo."

Em tempo
Para bom entendedor, a crónica de hoje de Miguel Almeida, líder do Somos Figueira, é o "seu" balanço do "seu" mandato como vereador na oposição. A meu ver, não é apenas "O Recado" para "algumas pessoas a quem normalmente se concede o epíteto de forças vivas do concelho"mas "alguns recados", não só para o exterior, mas, também para dentro do PSD local. 
Será que vai haver clarificação nos próximos meses?..
Depois dos anos em que passou pelo poder na Figueira a credibilidade do partido de Miguel Almeida ficou em baixo - e ele sabe, melhor do ninguém, porquê. 
Para o PSD recuperar, não basta a continua descredibilização do PS figueirense.
Seria um erro confundir isso como um reforço da credibilidade do PSD na Figueira: uma coisa é uma coisa, e outra coisa é outra coisa - são coisas muito diferentes.

Gregos dizem "Não" aos credores

Foi comovedora e absolutamente extraordinária a coragem do povo grego face à escandalosa pressão política e económica dos acólitos de Bruxelas.
Com a vitória do Sim, as negociações teriam terminado. 
Ficasse ou partisse, Tsipras teria lançado a toalha ao chão. 
Com a vitória do Não, as negociações continuam.
Os gregos festejaram a vitória da "dignidade" numa consulta que mostrou que a democracia não pode ser chantageada.
Porém, que não haja ilusões: o caminho continua repleto de feras, de abutres, de minas e armadilhas e  de pragas de toda a espécie
Sobretudo, de gente que não sabe o que é o respeito pela legitimidade do voto de um povo independente e soberano.

domingo, 5 de julho de 2015

Um dia histórico para a Grécia e para a zona euro...

Folhetim de berão: o misterioso mistério inexplicável da ausência de cérebrum figueirense ...

A foto e o texto explicativo ao lado foram, com devida vénia, sacados daqui
A Figueira está cençaçional de tão horrível que está…
O silêncio à noite uma disgrassa…
As istradas um piririgo…
A priuridade é a continuada e sistemática e metódica saída de notiçias: chama-se a isso a cultura da çerenidade e da sulidariedade (não há na istória das ralações púbicas um melhor porta voz que este génio das terças-feiras!)
Deixemo-nos de eqivucus: há quem por aqui acredite que a Goldman Sachs vai ser accionista da Figuiera Domus e da Figuiera Parque porque são idoneos...

Em tempo.
A prupósitu do post  acima e antes de algumas reacçõis menos encalmadas - por mail e éçeémeéçe - confesso desde já que por ser um ignorante da sintaxe e da semântica, nu fundu um cábula ortográficu, ao tentar aplicar o novo acordu ortugráficu, saiu isto!..
Portantus, o prublema da aplicação do novo acordu ortugráficu não se volta a colocar aqui .....
Pur aqui continuaremus a respeitar o velho, escrevvendu preçeito com presseito ou mesmu com preççeitu se pussivel a preceitu, no fundu com preceito...
Estamus em 2015 e ainda não nutei nada que tiveçe melhurado com o novo acordo ortugráficu: pareçeme tudo na mesma mas poçço tar enganadu...

"Podem falhar, mas resistiram."

Há por aí alguém responsável?..

foto António Agostinho. Mais fotos aqui.
Se este espaço comum, a que chamamos concelho da Figueira da Foz, fosse uma empresa há muito teria encerrado as portas, por falta de competência e má gestão de quem a tem a governado, pelo menos, nos últimos 30 anos.
Pergunto:
Quem é responsável por termos uma das águas mais caras de Portugal?
Quem é responsável por termos um dos IMIs mais caros de Portugal? 
Quem é responsável pelo mau aspecto, sujidade, desleixo e abandono, as estradas  esburacadas, da situação miserável da Serra da Boa Viagem, das praias e das lagoas e do esquecimento a que estão votadas aldeias e lugares mais isolados do nosso concelho?
Quem é responsável pela enorme dívida camarária?
Quem é que, no fundo, assume a responsabilidade e muda isto?
É para isso que servem os líderes, para tomar o comando, nas situações que fogem ao habitual…
Como habitante, cliente e  pagante líquido desta Figueira, fica  a reclamação…
Só não sei, é se existe alguém responsável a quem a endereçar?..

Ou vai ou racha: "ou cai o Syriza ou cai a Grécia"*

Que se lixe a Grécia, nós por cá, como sabem, todos bem!.. 
Para Luís Marques Mendes*, o que está a acontecer na Grécia "terá mais importância nas legislativas em Portugal do que os programas eleitorais ou do que as listas de candidatos".

sábado, 4 de julho de 2015

O que se está a passar na Europa

Paul Krugman 
"Os múltiplos desastres económicos na Europa" (Portugal incluído) - Paul Krugman 
O artigo de ontem de Paul Krugman, sobre o estado miserável em que a Europa se encontra, deve ser lido e relido e estudado na integra aqui

Tradução de uns parágrafos, fundamentais para perceber o que se está a passar na Europa e sobre a importância do Referendo de Domingo na Grécia:

"Portugal também implementou obedientemente severa austeridade - E está 6% mais pobre do que era!" (...)

"E é por isso que o que está em jogo no referendo de Domingo é mais importante do que a maior parte dos observadores se apercebem. Um dos grande riscos, caso os gregos votem SIM - ou seja, votem para aceitar as exigências dos credores, e assim repudiarem a posição do Governo, deitando-o provavelmente abaixo - é que tal voto irá dar mais poder e encorajará os arquitetos do falhanço Europeu. Os credores irão demonstrar a sua força, a sua capacidade para humilhar qualquer um que desafie o seu poder. E irão continuar a impor que o desemprego massivo é a única ação responsável a adotar. E se a Grécia votar NÃO? Isso será assustador, território desconhecido. A Grécia provavelmente sairá do EURO, será altamente disruptivo no curto prazo. Mas dará à Grécia uma hipótese real para recuperar. E servirá de choque para as complacentes elites Europeias. Para pôr a questão de uma forma ligeiramente diferente, é razoável termos medo das consequências do voto "NÃO", porque ninguém saberia o que virá a seguir. Mas deverão ainda ficar mais assustados com a vitória do "SIM", porque aí saberíamos o que vem a seguir - mais austeridade, mais desastres e eventualmente uma crise pior do que aquela que vimos até hoje".

 Para ler tudo em inglês, clicar aqui.

A tragédia grega - epílogo

"A Grécia é membro da NATO e um forte aliado dos Estados Unidos, que nos últimos dias têm mandado recados à U.E. no sentido de se viabilizarem as pretensões gregas. Não adianta a senhora Lagarde fazer voz grossa, pois quem de facto manda no FMI é o país do dólar e os Estados Unidos não vão permitir que a Grécia deixe de pertencer ao mundo ocidental. 
É isso que está em causa. 
Claro que nem o contabilista de Boliqueime, nem o safardana do Passos Coelho, alcançam tão longe, mas a culpa é de quem vota em chicos-espertos provincianos em vez de escolher políticos com sentido de estado."
daqui

Bravo, não! Bravíssimo...

Jorge Bravo é economista. Na sua carteira de clientes, destacam-se os fundos de pensões e dos seguros, que há vários anos vêm defendendo um reforço dos descontos para os sistemas privados e que são parte interessada nas políticas públicas para a Segurança Social. 
Jorge Bravo reúne as condições para ser o autor de um programa eleitoral que justifique a ida ao pote na área da Segurança Social. O PSD escolheu-o por isso para colaborar na elaboração do seu programa eleitoral
Mas como a vida custa a (quase) todos, o Governo pagou a Jorge Bravo para que ele defenda que a Segurança Social é insustentável. Desta vez, saíram dos cofres do Estado 75 mil euros. Mas, já em 2013, Jorge Bravo, quando a direita procurava justificar os cortes nas pensões da Caixa Geral de Aposentações (e que foram chumbados pelo Tribunal Constitucional), recebeu do Governo 40 mil euros para fabricar um papel a atestar a insustentabilidade da Segurança Social. 
Jorge Bravo conseguiu uma proeza de se lhe tirar o chapéu: é pago pelos fundos privados de pensões e dos seguros para defender os seus interesses; é também pago pelo Governo para defender os interesses desses fundos privados e reproduzi-los no programa eleitoral do PSD e do CDS; e, apesar destes antecedentes, anda pelas televisões a defender o desmantelamento da Segurança Social, sendo apresentado como economista independente.
Isto tem nome: é um verdadeiro tratado sobre a promiscuidade.

"Nai" - a esquerda modernaça figueirense e a realidade

Cito o eng. João Vaz, consultor de ambiente e sustentabilidade, na sua habitual crónica dos sábados no jornal AS BEIRAS.
 “Existe um paralelo entre os orçamentos fictícios de S. Lopes e D. Silva (PSD) na câmara e o PIB grego até 2010. Ambos tinham por base o recurso ao crédito e uma incapacidade dos credores em “dizer não”, confiantes num “futuro melhor”. Na Figueira, a “festa” terminou em cortes e racionalização de custos, penalizando-nos a todos. 
A política em democracia é a arte do compromisso. Não há varinhas mágicas. Talvez pela sua “juventude” e inexperiência governativa, os dirigentes do Syriza, no Governo grego de coligação com a extrema-direita nacionalista do Anel, prometeram o “fim dos cortes”. Contra a vontade das restantes 17 democracias da zona Euro, decidem impor as suas regras orçamentais. Segundo o Syriza, os gregos seriam vítimas de uma mega conspiração internacional. Ou seja, os líderes das democracias (da Itália à Estónia, passando pela Bélgica) são “fantoches manipulados” nas mãos do grande capital, desejosos de “humilhar” o povo grego. 
Uma converseta sectária e fantasiosa. Os factos mostram que nunca um país recebeu tanto dinheiro em tão pouco tempo. Na realidade, os gregos falharam na reforma do Estado, e o Syriza cedeu em toda a linha ao corporativismo (médicos, engenheiros, militares) e à oligarquia grega. Amanhã, na Grécia, a nova e a velha Esquerda, aliadas à extrema direita (FN, 5 Estrelas, UKIP), vão defender um “Não” ideológico ao Euro e um sim aos nacionalismos populistas. Se fosse grego, votaria nai (sim).”


O século XX e o princípio deste século XXI assistiu ao apogeu e declínio da esquerda por onde navegou (não sei se ainda navega...) o eng. João Vaz. 
O PS e os seus irmãos  europeus conquistaram o poder e falharam na sua execução, perdendo aí parte do referencial de humanismo progressista que lhe estava na base.
Na Figueira, como o passado e a realidade do tempo que passa amplamente demonstra, aconteceu o mesmo.
Com o descrédito do  “socialismo democrático” e da variante “social democrata”, restou ao “homem bom” ser capaz de se organizar em novas formações políticas em prol da comunidade.
Foi o que aconteceu na Grécia, está a acontecer na Espanha e noutros países e, talvez, venha a acontecer em Portugal.
Todos sabemos que o homem, mesmo esse tal  “homem bom”, é individualista, interessado no melhor para si, e para os seus.
Quanto a mim, foi aí que residiu o falhanço da  esquerda: não previu a realidade humana…
Apesar desta  realidade, custosa de aceitar para as almas generosas - talvez a mais bela matriz da esquerda resida precisamente no sentido humanista de protecção dos fracos e a tolerância à diferença -  Portugal e a Figueira precisam da “esquerda” como nunca.

Contudo, a “esquerda democrática” continua  em choque e a ressacar dos erros enormes que cometeu. Em Portugal, essa esquerda  “parlamentarizou-se”, ficou-se pelos debates nas televisões, adaptou-se ao  “sistema” e desistiu das lutas verdadeiras.
Num País tão socialmente assimétrico, onde o discurso político dominante – a crónica demagógica e confusa do eng. Vaz é disso uma prova -  se dá ao luxo de afirmar que “que vivemos acima das nossas possibilidades” (quem? os reformados? os “mal pagos” do salário mínimo, a multidão de precários, os desempregados?..), a esquerda  ocupa-se das lutas possíveis dos sindicatos  da função pública e das empresas  de transportes.
Sem colocar em causa a justeza dessas lutas, sabemos que não é aí que reside a verdadeira dor e a miséria mais gritante em Portugal.
Aliás, um dos aspectos mais visíveis da natureza desta esquerda vive-se nas lutas sindicais. 
Contudo, hoje em dia qual é o valor dos sindicatos? Para que servem e a quem servem? Que respeito lhes dedica a sociedade?
A resposta da chamada “esquerda modernaça”, é que não servem para nada (ignoram o que é, ou deveria ser, a empresa moderna, feita de compromissos partilhados entre accionistas e empregados) e têm implícita uma ideia de “Estado” distribuidor de postos de trabalho e regalias “automáticas” à margem de critérios de avaliação individual, responsabilidade e mérito.

O grande pecadilho da esquerda, em Portugal, foi ter-se tornado conservadora em muitos dos seus mitos e não ter criado alternativas (credíveis) de governação.
Perdeu-se o sentido da realidade à esquerda. Consequentemente, a “injustiça” acentua-se e o domínio capitalista está cada vez mais agressivo.
Portugal, um Portugal que tenha por objectivo o desenvolvimento humano precisa da esquerda.
Por essa Europa fora estão a definir-se desafios novos, pensamentos, e acção para uma nova esquerda. Em Portugal – atrasados como sempre – continuamos alheios a muitas dessas lutas e a confundir propositadamente a realidade.
Num país com desemprego acima de 17% o que é que a esquerda tem feito? Quem é a voz dos que não tem voz?
Não chega o aproveitamento eleitoral que já está a ser feito pela máquina eleitoral do PS… Esse mesmo PS que, em Portugal, como todos os que tenham um mínimo de memória sabem, iniciou o caminho da precariedade e do desemprego no mundo laboral.

Em tempo
Freitas do Amaral:
- União Europeia tornou-se “uma ditadura sobre democracias”.