sexta-feira, 26 de novembro de 2010
Em Coimbra, “Pare, Escute, Olhe” vence categoria de melhor documentário
“O documentário “Pare, Escute, Olhe” do figueirense Jorge Pelicano venceu a categoria de Melhor Documentário no XVII Caminhos do Cinema Português, um festival realizado anualmente na cidade de Coimbra.
A receber o prémio, no Teatro Académico Gil Vicente, esteve Rosa Teixeira da Silva, argumentista e assistente de realização, que evidenciou a missão do documentário.
“Fizemos este trabalho nas nossas folgas e férias, retratamos esta realidade, mostramos a parte emocional. Assumidamente militantes, porque abordamos o lado do povo, e defendendo a manutenção do património do vale do Tua, cumpriu este documentário a sua missão? Ainda não, pois vivemos numa sociedade adormecida e pouco interventiva. Contudo, se não o fizéssemos, se não existissem pessoas a defender esta causa, as recompensas ainda seriam menores para aquelas pessoas. Por outro lado, é fundamental que fique registado quem são os verdadeiros responsáveis por aquilo que está a acontecer naquela região, que os culpados tenham um rosto”.
Via O Figueirense
A receber o prémio, no Teatro Académico Gil Vicente, esteve Rosa Teixeira da Silva, argumentista e assistente de realização, que evidenciou a missão do documentário.
“Fizemos este trabalho nas nossas folgas e férias, retratamos esta realidade, mostramos a parte emocional. Assumidamente militantes, porque abordamos o lado do povo, e defendendo a manutenção do património do vale do Tua, cumpriu este documentário a sua missão? Ainda não, pois vivemos numa sociedade adormecida e pouco interventiva. Contudo, se não o fizéssemos, se não existissem pessoas a defender esta causa, as recompensas ainda seriam menores para aquelas pessoas. Por outro lado, é fundamental que fique registado quem são os verdadeiros responsáveis por aquilo que está a acontecer naquela região, que os culpados tenham um rosto”.
Via O Figueirense
quinta-feira, 25 de novembro de 2010
United Resins sob investigação
O blogue O Ambiente na Figueira da Foz, alerta para uma reportagem no Correio da Manhã, acerca da United Resins, uma unidade industrial, sita no Parque Industrial e Empresarial da Figueira da Foz, Gala.
Segundo o matutino lisboeta, “a Polícia Judiciária de Coimbra está a investigar a fábrica United Resins, uma empresa de resinas localizada na Figueira da Foz que recebeu 5,2 milhões de euros de apoios do Estado – 3,5 milhões do IAPMEI e 1,7 milhões do QREN.”
Continuando a ler o texto do jornal acima citado, ficamos a saber que "em causa estão denúncias feitas pelo Bloco de Esquerda (BE), no início de 2010, que alertavam para a suspeita de que os seis reactores utilizados fossem da Hexion, em Montemor-o-Velho, desmantelada em 2008. Cada reactor novo custa mais de 200 mil euros e há suspeitas de que a empresa tenha adquirido o material em segunda mão. Recorde-se que, em Junho, o IAPMEI garantiu ao CM que a United Resins foi objecto de verificação, não tendo sido confirmado tratar-se de equipamento usado.
BE e Quercus também entendiam que a fábrica seria a terceira mais perigosa do País e que devia ser obrigada à licença de Seveso (prevenção de acidentes graves). A United Resins obteve a licença ambiental por um ano.
A questão da licença Seveso foi enviada pela ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, para apreciação na comissão consultiva do Ambiente, em Maio. Até agora não se pronunciaram. António Ferreira, administrador da empresa, afirmou : "A investigação está a decorrer normalmente e a United Resins não tem problema quanto ao desfecho da mesma. Também há uma outra investigação para saber quem está por detrás destas denúncias e consequentemente a intoxicar a prestação do BE."
A questão da licença Seveso foi enviada pela ministra do Ambiente, Dulce Pássaro, para apreciação na comissão consultiva do Ambiente, em Maio. Até agora não se pronunciaram. António Ferreira, administrador da empresa, afirmou : "A investigação está a decorrer normalmente e a United Resins não tem problema quanto ao desfecho da mesma. Também há uma outra investigação para saber quem está por detrás destas denúncias e consequentemente a intoxicar a prestação do BE."
A Auto Europa e a Greve Geral
Na minha modesta opinião, o texto abaixo, publicado pelo jornalista Carlos Barbosa de Oliveira, no blogue Crónicas do Rochedo, merece ser lido com atenção. É isso, com a devida vénia ao seu autor, que proponho: leiam e reflictam.
“A Auto- Europa vai aumentar os salários dos seus trabalhadores em 3,9%.
Num panorama de cortes gerais de salários, este aumento pode surpreender muita gente, mas não quem perceba que é o modelo de gestão ( bem diferente do adoptado pelos gananciosos empresários portugueses) a consciencialização dos trabalhadores e dos sindicatos que está na base do sucesso da empresa.
Teria sido fácil à administração da Auto-Europa fazer como os nossos empresários e, escudando-se com a crise, rejeitar o aumento de salários ou tentar pelo menos um aumento ao nível da inflação. Não o fez.
Teria sido cómodo, para os trabalhadores da Auto-Europa, não aderir à greve, argumentando que as práticas seguidas pela empresa não justificavam a greve. No entanto, os trabalhadores aderiram à greve em massa, invocando a solidariedade com os trabalhadores de outros sectores e familiares que estão a ser vítimas da política seguida por este governo.
O direito à greve e à não greve é essencial para o funcionamento de uma democracia e cada um deve agir de acordo com a sua consciência. Agora, o que é inadmissível, é que haja pessoas com lata de ir para as câmaras de televisão dizer que estão solidários com a greve, mas não a fazem, porque isso representaria a perda de um dia de salário. Ou quem utilize as mesmas câmaras para afirmar que os grevistas são calaceiros. Gente desta não devia ter direito a votar, porque não percebe nada da sociedade em que vive e, assim sendo, quando mete o voto na urna, está a votar apenas num clube e não num modelo de sociedade que pretende para o país.”
“A Auto- Europa vai aumentar os salários dos seus trabalhadores em 3,9%.
Num panorama de cortes gerais de salários, este aumento pode surpreender muita gente, mas não quem perceba que é o modelo de gestão ( bem diferente do adoptado pelos gananciosos empresários portugueses) a consciencialização dos trabalhadores e dos sindicatos que está na base do sucesso da empresa.
Teria sido fácil à administração da Auto-Europa fazer como os nossos empresários e, escudando-se com a crise, rejeitar o aumento de salários ou tentar pelo menos um aumento ao nível da inflação. Não o fez.
Teria sido cómodo, para os trabalhadores da Auto-Europa, não aderir à greve, argumentando que as práticas seguidas pela empresa não justificavam a greve. No entanto, os trabalhadores aderiram à greve em massa, invocando a solidariedade com os trabalhadores de outros sectores e familiares que estão a ser vítimas da política seguida por este governo.
O direito à greve e à não greve é essencial para o funcionamento de uma democracia e cada um deve agir de acordo com a sua consciência. Agora, o que é inadmissível, é que haja pessoas com lata de ir para as câmaras de televisão dizer que estão solidários com a greve, mas não a fazem, porque isso representaria a perda de um dia de salário. Ou quem utilize as mesmas câmaras para afirmar que os grevistas são calaceiros. Gente desta não devia ter direito a votar, porque não percebe nada da sociedade em que vive e, assim sendo, quando mete o voto na urna, está a votar apenas num clube e não num modelo de sociedade que pretende para o país.”
Foi gastar à tripa forra!..
“Isto é um exemplo da má gestão que o CAE tinha”, disse o vereador António Tavares aos jornalistas.
Leio, torno a ler e custa a acreditar como foi possível tal despautério. Mas, está aqui.
“Nos armazéns do Centro de Artes e Espetáculos (CAE) da Figueira da Foz encontram-se milhares de catálogos de exposições realizadas pelas anteriores administrações.
Por exemplo, o de António Viana custou 30 mil euros, o de Francisco Simões quase 49 mil. Pela exposição do primeiro artista, com tudo incluído, o CAE pagou 69,4 mil euros e pela do segundo 133 mil euros.
Na cave do equipamento estão milhares de exemplares de catálogos que ninguém quer comprar. A nova administração está a tentar diversas soluções para escoar os livros, entre as quais a possibilidade de poderem vir a ser vendidos em editoras e cadeias de lojas especializadas.”
Grandes empresários que tivemos na última dúzia de anos cá pela parvónia!..
Perdão, autarcas...
Os visitantes não fizeram greve ao Outra Margem...
Ontem, dia de greve geral, os nossos leitores não estiveram ausentes.
Os números do dia:
Portugal ..................................................................515
Brasil.......................................................................323
Estados Unidos........................................................34
Suíça..........................................................................6
Reino Unido...............................................................3
Holanda.....................................................................2
Peru...........................................................................2
Suécia........................................................................2
Bélgica.......................................................................1
Cabo Verde...............................................................1
quarta-feira, 24 de novembro de 2010
"Eu gosto da praia à hora das gaivotas"
"Quando a maré desce e tudo fica mais calmo (...)"
Mais fotos aqui.
Segundo o Le Monde, “Portugal desliza inexoravelmente para a pobreza”...
"Dá ideia que as estatísticas se revoltaram contra a política portuguesa e aí as temos, num tumultuoso desfile contestatário, denunciando 30 anos de conluio de interesses entre três partidos governantes e as respectivas clientelas. E o resultado é a pobreza extrema que ameaça agora, no mais elementar dos direitos de subsistência, os que já eram pobres mas também a classe média.
Quarenta por cento dos novos pobres portugueses são desempregados ou endividados que anteriormente não viviam na pobreza. É assim Portugal, campeão europeu da desigualdade: novos portugueses e os mesmos ricos, acrescidos de uma casta de novos-ricos que proliferam na babugem dos velhos donos do País, cada vez mais ricos."
No entanto, "reina a calma na panela de pressão".
Texto extraído da crónica "Inexorável", de João Paulo Guerra, que pode ser lida na íntegra aqui.
Quarenta por cento dos novos pobres portugueses são desempregados ou endividados que anteriormente não viviam na pobreza. É assim Portugal, campeão europeu da desigualdade: novos portugueses e os mesmos ricos, acrescidos de uma casta de novos-ricos que proliferam na babugem dos velhos donos do País, cada vez mais ricos."
No entanto, "reina a calma na panela de pressão".
Texto extraído da crónica "Inexorável", de João Paulo Guerra, que pode ser lida na íntegra aqui.
Serviços mínimos
"A palavra greve comporta em si um prestígio e uma emoção transversais a várias gerações. E contém uma forte componente moral que se não restringe, unicamente, a opções ideológicas ou a orientações partidárias. A greve é contra alguém? É. Contra as iniquidades, as prepotências, a soberba e as injustiças do poder político. A de hoje faz de nós sujeitos representativos do combate a uma crise de valores e a padrões exportados - cidadãos que não querem ser governados assim."
Por isso mesmo, informa-se, a quem ainda não percebeu, que este espaço apenas tem a funcionar os serviços mínimos.
Para o efeito, existe um piquete de prevenção.
“PSD da Figueira da Foz afirma que o relatório do CAE é falso”
É por estas e muitas outras, que a Figueira está como está: completamente na fossa.
Como é normal, ninguém será responsabilizado...
Vai pró “calo”!..
Grandes empresários que tivemos na última dúzia de anos cá pela parvónia!..
Perdão, autarcas...
terça-feira, 23 de novembro de 2010
Morreu o Jorge
A minha família perdeu um grande Amigo.
À Família enlutada, em especial à Ritinha, fica e expressão do nosso profundo desgosto e consternação.
Para nós, o capitão-tenente Paulo Jorge Salgueiro Frutuoso, o primeiro comandante do submarino Tridente, cargo que ocupava desde o passado dia 17 de Junho, era simplesmente o Jorge, um Homem simples, de trato cordial e afável, que quem não soubesse, ao lidar com ele, nunca perceberia que estávamos perante um militar ainda jovem, mas com grandes responsabilidades em termos nacionais.
Sobretudo, não esqueço, que sempre que vinha à Gala, para descansar e visitar os sogros, o mimo, o carinho e a atenção que sempre dedicava à minha Mãe. A última vez, aconteceu há pouco mais de dois meses, quando nada faria prever a triste notícia que, surpreendentemente, acabo de receber. Obrigado Jorge.
Debate de ontem ao Casino
Não fui. Ao que parece ainda bem.
“Está tudo mais ou menos de acordo. Está a acabar. Foi uma verdadeira seca. O moderador, coitado, gosta de se ouvir.”
Se tivesse ido ontem ao Casino, até chegar ao momento registado pelo RMG, pelo caminho, muito teria penado.
“Tema da segurança. Sem novidades. O debate vai longo e muito chato. A maioria minoritária tem maioria absoluta no tempo.”
Livra!.. O poder tem sempre a mesma táctica: defende "as reformas" e ataca quem o ataca acusando-o de "imobilismo" ou "corporativismo".
Esta táctica de guerra, baseia-se no seguinte: marcar o terreno no qual se combate.
“Está tudo mais ou menos de acordo. Está a acabar. Foi uma verdadeira seca. O moderador, coitado, gosta de se ouvir.”
Se tivesse ido ontem ao Casino, até chegar ao momento registado pelo RMG, pelo caminho, muito teria penado.
“Tema da segurança. Sem novidades. O debate vai longo e muito chato. A maioria minoritária tem maioria absoluta no tempo.”
Livra!.. O poder tem sempre a mesma táctica: defende "as reformas" e ataca quem o ataca acusando-o de "imobilismo" ou "corporativismo".
Esta táctica de guerra, baseia-se no seguinte: marcar o terreno no qual se combate.
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Estamos à beira do abismo. Certo?...
Como compreender, então, que os portugueses, em 23 de Janeiro, se preparem para dar este passo em frente?!..
Tardaram, mas chegaram a tempo!.. Tendo em vista o fim a que se destinam...
Eles aí estão, os dois blindados que o ministério da Administração Interna comprou para a Cimeira da Nato, “os tais meios de segurança que foram adquiridos à pala do evento para dotar as nossas polícias com meios suficientes para enquadrarem as desobediências civis portuguesas que poderão estar aí a rebentar com a entrada do ano de 2011...”
Tavarede, Terra de Cultura
Via Limonete e Marcha do Vapor, tomei conhecimento, que “Cantigas de Tavarede”, coro da Sociedade de Instrução Tavaredense (SIT), dirigido pelo Maestro João Cascão actuou ontem em Beja, no Teatro Municipal Pax Júlia, actuação inserida na final do Concurso Nacional de Música na classe de Coros promovido pelo INATEL.
Após as excelentes exibições dos vários grupos, o júri atribuiu o primeiro lugar ao Coro Feminino do Conservatório do Vale de Sousa da Associação de Cultura de Lousada, tendo o Coral de Tavarede ficado em segundo lugar, recebendo do Júri uma menção honrosa."
Mais uma vez, parabéns ao Colectivo do Cantigas de Taverede.
Um abraço especial do Outra Margem ao Maestro Silva Cascão.
Após as excelentes exibições dos vários grupos, o júri atribuiu o primeiro lugar ao Coro Feminino do Conservatório do Vale de Sousa da Associação de Cultura de Lousada, tendo o Coral de Tavarede ficado em segundo lugar, recebendo do Júri uma menção honrosa."
Mais uma vez, parabéns ao Colectivo do Cantigas de Taverede.
Um abraço especial do Outra Margem ao Maestro Silva Cascão.
domingo, 21 de novembro de 2010
A crise
Confesso que ignoro quase tudo sobre acções e dividendos.
Li, no jornal, porém, que “tal como a PT e a Portucel, a Jerónimo Martins vai antecipar a distribuição de lucros deste ano.”
Agora, há uma coisa que não desconheço: em Portugal (os que podem, o que até nem é o meu caso, pois sou trabalhador por conta de outrem) fugir aos impostos é uma instituição nacional.
Conclusão: neste caso, como em quase tudo na vida, quem se lixa é o mexilhão.
Li, no jornal, porém, que “tal como a PT e a Portucel, a Jerónimo Martins vai antecipar a distribuição de lucros deste ano.”
Agora, há uma coisa que não desconheço: em Portugal (os que podem, o que até nem é o meu caso, pois sou trabalhador por conta de outrem) fugir aos impostos é uma instituição nacional.
Conclusão: neste caso, como em quase tudo na vida, quem se lixa é o mexilhão.
sábado, 20 de novembro de 2010
Conversa na mercearia
Se Portugal vai de mal a pior, o comércio tradicional, nas cidades ou nas aldeias, está à beira da extinção.
A "catástrofe" está anunciada há muito. Fecham mercearias diariamente. O negócio para o pequeno comércio está péssimo.
Mais dia menos dia, vai acabar. Ainda sobrevivem alguns resistentes, mas os pequenos comerciantes estão a perder nitidamente terreno para as médias e grandes superfícies comerciais.
Os pequenos comerciantes, lamento dizê-lo, têm a batalha perdida. É um sector envelhecido, gasto, desmotivado, sem perspectivas de futuro.
Precisava de se modernizar, para sobreviver, pois o consumidor está cada vez exigente.
Existem problemas de fundo que têm a ver com o atendimento, a higiene e a apresentação dos produtos.
Mas, numa sociedade cada vez mais egoísta e desumanizada existem factores positivos, que têm de ser valorizados - simpatia, proximidade e atenção, para com o cliente.
Por motivos profissionais estou a morar numa pequena freguesia a poucas dezenas de quilómetros de Lisboa, por isso, neste momento sinto, por experiência própria, que se o pequeno comerciante desaparecer, nalgumas freguesias e pequenas vilas, é o consumidor que vai sofrer, porque tem de percorrer vários quilómetros para ir à cidade às superfícies comerciais.
Ao ver esta foto obtida pelo Pedro Cruz, um dia destes, na minha aldeia natal, interroguei-me a mim próprio: por quanto tempo ainda, teremos oportunidade de ver toda esta tranquilidade?..
A dona da mercearia a conversar, tranquila e despreocupadamente, com uma cliente, ou simples transeunte, à porta do estabelecimento!..
A "catástrofe" está anunciada há muito. Fecham mercearias diariamente. O negócio para o pequeno comércio está péssimo.
Mais dia menos dia, vai acabar. Ainda sobrevivem alguns resistentes, mas os pequenos comerciantes estão a perder nitidamente terreno para as médias e grandes superfícies comerciais.
Os pequenos comerciantes, lamento dizê-lo, têm a batalha perdida. É um sector envelhecido, gasto, desmotivado, sem perspectivas de futuro.
Precisava de se modernizar, para sobreviver, pois o consumidor está cada vez exigente.
Existem problemas de fundo que têm a ver com o atendimento, a higiene e a apresentação dos produtos.
Mas, numa sociedade cada vez mais egoísta e desumanizada existem factores positivos, que têm de ser valorizados - simpatia, proximidade e atenção, para com o cliente.
Por motivos profissionais estou a morar numa pequena freguesia a poucas dezenas de quilómetros de Lisboa, por isso, neste momento sinto, por experiência própria, que se o pequeno comerciante desaparecer, nalgumas freguesias e pequenas vilas, é o consumidor que vai sofrer, porque tem de percorrer vários quilómetros para ir à cidade às superfícies comerciais.
Ao ver esta foto obtida pelo Pedro Cruz, um dia destes, na minha aldeia natal, interroguei-me a mim próprio: por quanto tempo ainda, teremos oportunidade de ver toda esta tranquilidade?..
A dona da mercearia a conversar, tranquila e despreocupadamente, com uma cliente, ou simples transeunte, à porta do estabelecimento!..
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