sábado, 11 de julho de 2020
CABEDELO: comunicado da Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal
A FCMP - Federação de Campismo e Montanhismo de Portugal tomou conhecimento, recentemente, da existência de um contrato de concessão celebrado em 2017 entre a APFF - Administração do Porto da Figueira da Foz e o MFF - Município da Figueira da Foz, pelo qual a APFF terá concedido ao MFF uma
parcela dominial para construção e manutenção de infraestruturas na designada Área de Recuperação Urbana do Cabedelo.
Em finais de 2019, a APFF notificou a FCMP da intenção de pôr termo à vigência do Alvará com base no qual esta Federação vem ocupando e utilizando o Parque de Campismo do Cabedelo, com vista à viabilização da referida intervenção do MFF nessa área, que, alegadamente, é incompatível com a manutenção do Parque de Campismo nesse local – pelo menos parcialmente.
A essa pretensão opôs-se, desde logo, a FCMP, invocando os direitos desta Federação e dos utentes instalados nesse Parque.
Posteriormente, o MFF, invocando direitos que alegadamente lhe haviam sido transmitidos por lei, notificou a FCMP de que deveria desocupar, com urgência, o Parque de Campismo.
Também neste caso, a FCMP opôs-se à pretensão do MFF invocando os direitos decorrentes do Alvará em vigor e o relevante interesse social na manutenção do Parque de Campismo em funcionamento.
No início de 2020, foi iniciado um processo de negociação entre o MFF e a FCMP, com vista à compatibilização da manutenção do Parque de Campismo no local onde se encontra instalado – embora com eventual ajustamento da área que ocupa – com a realização da intervenção pretendida pelo MFF.
Não obstante a situação de pandemia que vivemos, essas negociações prosseguiram e, definidas as posições de princípio de cada uma das partes (compatíveis com a manutenção do Parque de Campismo) foi proposta, pelo MFF, a realização de uma reunião entre o MFF e a FCMP com vista ao acerto de alguns pormenores que se encontravam ainda em aberto, sendo que a FCMP propôs que essa reunião se realizasse nos primeiros dias do corrente mês de julho.
Inesperadamente, em 19 de junho de 2020, o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz notificou a FCMP de que:
a) Decidiu fazer caducar o Alvará de exploração do Parque de Campismo com efeitos a partir de 31 de julho de 2020;
b) A FCMP deverá devolver nessa data ao MFF o parque de campismo que ocupa no Cabedelo;
c) No dia 1 de agosto de 2020 “o Município da Figueira da Foz tomará posse administrativa da parcela dominial, sita na Praia do Cabedelo, ocupada pela Federação”.
Esta decisão surpreendente, que parece pôr termo, abruptamente, ao processo negocial que se encontrava em fase de conclusão, constitui uma rutura arbitrária, desproporcionada e ilegal dessa negociação, em que a FCMP se encontrava empenhada de boa-fé, e faz lembrar um período da nossa história que julgávamos totalmente ultrapassado.
A FCMP, que é uma federação desportiva titular do estatuto de utilidade pública desportiva, vai recorrer, de imediato, à via judicial, através de ação e de providência cautelar, e lutará por todos os meios ao seu alcance na defesa dos seus direitos e dos direitos fundamentais dos utentes do parque, ao lazer, ao
desporto e à cultura, bem como do direito ao trabalho dos trabalhadores em serviço neste Parque.
No plano individual, cada um dos utentes deverá adotar a posição que considerar mais adequada.
Com os melhores cumprimentos,
O Presidente da FCMP
João Queiroz
parcela dominial para construção e manutenção de infraestruturas na designada Área de Recuperação Urbana do Cabedelo.
Em finais de 2019, a APFF notificou a FCMP da intenção de pôr termo à vigência do Alvará com base no qual esta Federação vem ocupando e utilizando o Parque de Campismo do Cabedelo, com vista à viabilização da referida intervenção do MFF nessa área, que, alegadamente, é incompatível com a manutenção do Parque de Campismo nesse local – pelo menos parcialmente.
A essa pretensão opôs-se, desde logo, a FCMP, invocando os direitos desta Federação e dos utentes instalados nesse Parque.
Posteriormente, o MFF, invocando direitos que alegadamente lhe haviam sido transmitidos por lei, notificou a FCMP de que deveria desocupar, com urgência, o Parque de Campismo.
Também neste caso, a FCMP opôs-se à pretensão do MFF invocando os direitos decorrentes do Alvará em vigor e o relevante interesse social na manutenção do Parque de Campismo em funcionamento.
No início de 2020, foi iniciado um processo de negociação entre o MFF e a FCMP, com vista à compatibilização da manutenção do Parque de Campismo no local onde se encontra instalado – embora com eventual ajustamento da área que ocupa – com a realização da intervenção pretendida pelo MFF.
Não obstante a situação de pandemia que vivemos, essas negociações prosseguiram e, definidas as posições de princípio de cada uma das partes (compatíveis com a manutenção do Parque de Campismo) foi proposta, pelo MFF, a realização de uma reunião entre o MFF e a FCMP com vista ao acerto de alguns pormenores que se encontravam ainda em aberto, sendo que a FCMP propôs que essa reunião se realizasse nos primeiros dias do corrente mês de julho.
Inesperadamente, em 19 de junho de 2020, o Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz notificou a FCMP de que:
a) Decidiu fazer caducar o Alvará de exploração do Parque de Campismo com efeitos a partir de 31 de julho de 2020;
b) A FCMP deverá devolver nessa data ao MFF o parque de campismo que ocupa no Cabedelo;
c) No dia 1 de agosto de 2020 “o Município da Figueira da Foz tomará posse administrativa da parcela dominial, sita na Praia do Cabedelo, ocupada pela Federação”.
Esta decisão surpreendente, que parece pôr termo, abruptamente, ao processo negocial que se encontrava em fase de conclusão, constitui uma rutura arbitrária, desproporcionada e ilegal dessa negociação, em que a FCMP se encontrava empenhada de boa-fé, e faz lembrar um período da nossa história que julgávamos totalmente ultrapassado.
A FCMP, que é uma federação desportiva titular do estatuto de utilidade pública desportiva, vai recorrer, de imediato, à via judicial, através de ação e de providência cautelar, e lutará por todos os meios ao seu alcance na defesa dos seus direitos e dos direitos fundamentais dos utentes do parque, ao lazer, ao
desporto e à cultura, bem como do direito ao trabalho dos trabalhadores em serviço neste Parque.
No plano individual, cada um dos utentes deverá adotar a posição que considerar mais adequada.
Com os melhores cumprimentos,
O Presidente da FCMP
João Queiroz
Não é preciso tanto...
![]() |
| Imagem sacada daqui |
Sigo a actividade camarária, também, pelo facebook, pelos jornais e pelos blogues.
Escusada é tanta insistência dos comentadores amigos (colaboradores?, interessados?, facciosos?...), em desenvolverem o ponto de vista do poder.
Não é preciso tanto.
Em verdade vos digo: é tão ostensivo que nem sequer tem resultados. E, muito menos, vos fica bem.
Mas, isso, é convosco...
Campanhas (7)
"Não sou, nem de longe
nem de perto, uma especialista em marketing e publicidade,
mas sou, como todos nós, numa
sociedade de consumo, uma interessada. Quando olho para uma
campanha publicitária avalio-a de
três formas distintas: a publicidade em que o produto é exatamente igual ao que é publicitado,
a publicidade enganosa, onde se
tenta vender “gato por lebre”, e
a publicidade comparada, onde
o produto vendido até pode ser
razoável, mas não é o verdadeiro
e acaba por ficar aquém das expectativas e, neste sentido, faço
as primeiras questões: A Figueira
ganha em ser comparada? Ou
melhor, as comparações anunciadas dignificam o nosso concelho?
Não se compara o que é original!
A Figueira da Foz é um lugar,
por si só, de uma beleza que
poucos sítios do mundo se podem gloriar de tal facto. Além de
que, são poucos os locais que recebem de uma forma tão afável
como os figueirenses. Mas para
receber bem é necessário cuidar
e, neste ponto, deixamos muito a
desejar. Porque se pegarmos na
realidade “nua e crua”, a campanha atual está incompleta e, para
se ser verdadeiro, o executivo
da câmara devia acrescentar
algo do género: “Além da beleza
comparada a lugares do mundo
como Havai, Florida, Vietname,
Cabo Verde, Mónaco, Côte D’azur
ou Copacabana, a Figueira tem
muito mais para conhecer.
Alugue um “todo o terreno” e
embarque numa aventura! Assim
que entra na cidade fica com a
sensação que está nos subúrbios
de Nova Iorque, mais à frente
explore o centro e conheça a
rua dos Combatentes da Grande
Guerra fazendo lembrar uma
picada africana. Deslocando-se
para norte visite locais como
a lagoa das Braças e da Vela e
sinta-se junto a um espelho de
água no meio do deserto, ou então relaxe nos bancos existentes
na praia urbana fazendo lembrar
o sol tórrido do Sahara.
Para usufruir de um ar poluente
como grandes cidades do oriente
desloque-se ao lado sul do concelho ou então usufrua da serra
da Boa Viagem digna de comparação com as densas montanhas
de Mayombe. Conclusão: Apesar
do “nosso cantinho” ser abençoado pela sua beleza natural,
quem governa não se pode
colocar à “sombra da bananeira”
e tornar um produto de excelência numa publicidade que não
corresponde à verdade."
Via Diário as Beiras
Via Diário as Beiras
Campanhas (6)
"Do que mais me custa é
ouvir figueirenses dizerem mal
da Figueira. Não consigo compreender, mas talvez o problema
seja meu, que não tive o privilégio
de nascer na Figueira, mas tive o
livre arbítrio para a escolher, para
cá viver, e não lhe consigo ver
defeitos.
Quando constantemente
dizemos mal do nosso concelho
nas redes sociais, na comunicação social ou até num qualquer
convívio na rua, realçando apenas
as coisas que estão menos bem,
corremos o risco de desvalorizar
todo o nosso potencial económico. Pois, tal como dizia um
velho anúncio, “Se eu não gostar
de mim, quem gostará?”. Como
podemos querer ser um concelho
atrativo para investimentos que
criem novos postos de trabalho
ou para novos jovens moradores
que aumentem a natalidade, se
os que cá moram os desmotivam
a vir?
Claro que há aspetos que poderiam funcionar melhor, quer na
autarquia, quer noutros serviços
públicos, quer nas empresas
figueirenses, quer nos figueirenses, mas há locais próprios para
reclamar ou para exercer o direito
de cidadania e de liberdade de
expressão, sem com isso prejudicar a imagem da nossa Figueira.
A campanha em curso pretende
mostrar o imenso valor da Figueira, tentando, antes de mais, que
os próprios figueirenses sejam
os seus primeiros embaixadores
e, de seguida, revelar ao resto,
utilizando, como estratégia de
comunicação, a figura de estilo
da comparação com os destinos
que os portugueses normalmente
escolhem quando passam férias
no estrangeiro. Pois, na realidade,
a Figueira tem uma diversidade
de paisagens e características
que não é usual encontrar num só
município.
Desde os campos de arroz,
que fazem lembrar o oriente, às
milenares salinas com os seus
fl amingos residentes que trazem
um exotismo único, à onda direita
mais comprida da Europa, que
pode atrair tantos surfi stas como
o Havai, ou o famoso passeio
junto à praia, com a Serra da Boa
Viagem como pano de fundo, que
sempre denominámos de calçadão, tal como o do Rio de Janeiro,
ou ainda a maior praia do país só
comparável aos intermináveis
areais do nordeste brasileiro. E
poderia continuar. Esta campanha
ilustra que vale a pena viajar para
a Figueira, pois o que quer que se
procure encontra e em segurança."
Via Diário as Beiras
Via Diário as Beiras
A crise agudiza-se (também) na imprensa: “A Voz da Figueira” ficou em silêncio"...
Via Diário as Beiras:
"O semanário “A Voz da Figueira” já não está nas bancas, 67 anos depois da primeira edição.
O fim do jornal lança para o desemprego três pessoas, duas administrativas e um jornalista."
Para quem acompanha de perto as fragilidades da comunicação social figueirense, nos últimos 40 e tal anos anos, isto não é novidade. E a situação tem vindo a piorar, ano após ano. Fecho de jornais, despedimento de jornalistas, falta de estabilidade profissional, falta de liberdade, essa foi uma realidade que o próprio autor deste blogue foi acompanhando ao longo dos tempos...
Neste momento, os órgãos de comunicação que focam assuntos figueirenses sobrevivem com as redacções mais "magras", "leves" e "baratas", que é possível. A partir daqui, só se fizer comunicação social sem jornalistas. Crê-se, por isso, que "o pior já tenha passado".
"O semanário “A Voz da Figueira” já não está nas bancas, 67 anos depois da primeira edição.
O fim do jornal lança para o desemprego três pessoas, duas administrativas e um jornalista."
Para quem acompanha de perto as fragilidades da comunicação social figueirense, nos últimos 40 e tal anos anos, isto não é novidade. E a situação tem vindo a piorar, ano após ano. Fecho de jornais, despedimento de jornalistas, falta de estabilidade profissional, falta de liberdade, essa foi uma realidade que o próprio autor deste blogue foi acompanhando ao longo dos tempos...
Neste momento, os órgãos de comunicação que focam assuntos figueirenses sobrevivem com as redacções mais "magras", "leves" e "baratas", que é possível. A partir daqui, só se fizer comunicação social sem jornalistas. Crê-se, por isso, que "o pior já tenha passado".
Campanhas (5)
«Ir para fora
cá dentro. Esta é
a mensagem que
imediatamente relevo no seio da nova
campanha promocional do Município.
Uma mensagem
forte e arrojada, que
coloca a Figueira da Foz lado a lado
com alguns dos mais prestigiados
destinos turísticos mundiais. Uma
forma diferente de captar a atenção
dos olhares menos atentos para
o património único e diversifi cado
que temos no nosso concelho.
As comparações da Figueira da
Foz com outras paragens do globo
não são novidade, afi nal a Figueira
da Foz já há muito que é apelidada da Biarritz portuguesa. Esta
campanha leva esse imaginário
um pouco mais longe, sendo que
se enquadra perfeitamente num
ano em que as visitas ao estrangeiro serão menos procuradas do
que o normal. O nosso calçadão
da Avenida é comparável ao de
Copacabana? Em termos mediáticos, certamente não é.
Porém, em termos práticos, só na
temperatura encontramos diferenças de maior. Os nossos arrozais
são comparáveis aos do Vietname?
Certamente não são, mas encontramos ali um património único
no território nacional, que não fi ca
muito aquém (no essencial) ao
sudoeste asiático. As nossas salinas são iguais às de Cabo Verde?
Certamente não são, contudo, podemos aprender a arte milenar da
produção de sal sem sair do país. A
nossa Torre do Relógio é comparável ao Big Ben? Não é, nem nunca
será. No entanto, não deixa de ser
um marco, um verdadeiro ícone da
Rainha das Praias.
Esta campanha tem um propósito
bastante claro e que se enquadra
perfeitamente com a época que
vivemos. Na verdade, eu perceciono esta campanha como uma
ferramenta para que cada um de
nós- fi gueirenses apaixonados
pela sua terra - possa dizer a todos
os que nos visitam “aqui, na Figueira temos tudo. Pode não ser igual
ou tão mediático, mas não é preciso
ir mais longe que a Figueira da
Foz para usufruir da natureza dos
arrozais, desfrutar da praia ou até
mesmo para apreciar um tranquilo
passeio à beira do Atlântico.”»
Via Diário as Beiras
Via Diário as Beiras
sexta-feira, 10 de julho de 2020
Oficial...
Sérgio Figueiredo deixa direção de informação da TVI...
O jornalista estava no grupo Media Capital desde 2015 com responsabilidades na informação da TVI.
Sérgio Figueiredo deixa a partir desta sexta-feira (10 de julho) a direcção de informação da TVI, informou a estação em comunicado. "Pedro Pinto, actual Subdiretor de Informação, assumirá interinamente as funções até à nomeação de uma nova direcção".
"A TVI informa que Sérgio Figueiredo deixará de exercer as funções de Director de Informação da estação a partir de hoje. Sérgio Figueiredo juntou-se ao GMC em janeiro de 2015, tendo conduzido os principais Jornais, durante o período mais longo de liderança da TVI", informa a estação em comunicado enviado às redações.
Não foram adiantadas razões para a saída do profissional da liderança da informação do canal. A saída surge depois da polémica envolvendo a antiga jornalista da estação Ana Leal, que saiu em conflito com o diretor de informação.
O jornalista estava no grupo Media Capital desde 2015 com responsabilidades na informação da TVI.
Sérgio Figueiredo deixa a partir desta sexta-feira (10 de julho) a direcção de informação da TVI, informou a estação em comunicado. "Pedro Pinto, actual Subdiretor de Informação, assumirá interinamente as funções até à nomeação de uma nova direcção".
"A TVI informa que Sérgio Figueiredo deixará de exercer as funções de Director de Informação da estação a partir de hoje. Sérgio Figueiredo juntou-se ao GMC em janeiro de 2015, tendo conduzido os principais Jornais, durante o período mais longo de liderança da TVI", informa a estação em comunicado enviado às redações.
Não foram adiantadas razões para a saída do profissional da liderança da informação do canal. A saída surge depois da polémica envolvendo a antiga jornalista da estação Ana Leal, que saiu em conflito com o diretor de informação.
Habituem-se!..
Na vista de olhos diária pela imprensa, gosto especialmente de passar os olhos pelas colunas de opinião de alguns cronistas. Uns, pelo gosto que me dá a leitura da prosa, mesmo que esteja em desacordo com o conteúdo muitas das vezes.
Doutros, discordo sempre. Por isso os leio, ainda com mais interesse e atenção, por serem o fermento que, diariamente, me apura aquilo que seria uma visão alternativa ao meu mundo.
A liberdade de expressão é, na liberdade, um dos direitos mais importantes que se tem.
Sem ela, nada mais existe. O meu entendimento de liberdade, de expressão e opinião, tem no centro o direito de os outros se exprimirem com toda a liberdade, mesmo que isso nos ofenda.
O direito de os outros dizerem aquilo que mais nos choca, tem de ser defendido por quem ama a liberdade.
Não há relativização possível para este critério. Isto, para quem ama a liberdade, é uma questão de vida ou de morte.
A liberdade é, por si própria, um bem inquestionável e a sua conquista um motivo de regozijo sem espaço para reticências. Não é uma matéria de direita ou de esquerda.
É um assunto transversal da sociedade.
A luta continua para quem tenta manter a lucidez.
O regime implantado no dia 28 de Maio de 1926, começou precisamente por se justificar com a necessidade de combater a anarquia e de reprimir os anarquistas, que nessa altura se organizavam em torno da Confederação Geral do Trabalho.
Hoje, é fácil perceber a natureza desse regime: na altura não o era.
Ontem, como hoje, cada um de nós tem que decidir individualmente se toma posição activa contra o que está a acontecer.
O tempo não está para brincadeiras. Os figueirenses estão fartos de partir cheios de esperança e passados 4 anos sobra desilusão. Pensando que estão a apostar numa vida melhor, recebem no troco mais dificuldades.
Os políticos perderam a noção de que são eleitos para satisfazer as necessidades dos seus eleitores. Já nem ligam a isso: o que fazem, não sei se apenas por incompetência poliítica, é contribuir para degradar a vida dos que neles confiam.
Talvez por saberem, que na votação a seguir vocês escolhem políticos cada vez piores.
Quem julgava ter-se livrado de Aguiar de Carvalho, teve Santana. Depois veio Duarte Silva e João Ataide. Agora tem ainda pior. Carlos Monteiro, é um susto que nem sequer vos fará sorrir.
Doutros, discordo sempre. Por isso os leio, ainda com mais interesse e atenção, por serem o fermento que, diariamente, me apura aquilo que seria uma visão alternativa ao meu mundo.
A liberdade de expressão é, na liberdade, um dos direitos mais importantes que se tem.
Sem ela, nada mais existe. O meu entendimento de liberdade, de expressão e opinião, tem no centro o direito de os outros se exprimirem com toda a liberdade, mesmo que isso nos ofenda.
O direito de os outros dizerem aquilo que mais nos choca, tem de ser defendido por quem ama a liberdade.
Não há relativização possível para este critério. Isto, para quem ama a liberdade, é uma questão de vida ou de morte.
A liberdade é, por si própria, um bem inquestionável e a sua conquista um motivo de regozijo sem espaço para reticências. Não é uma matéria de direita ou de esquerda.
É um assunto transversal da sociedade.
A luta continua para quem tenta manter a lucidez.
O regime implantado no dia 28 de Maio de 1926, começou precisamente por se justificar com a necessidade de combater a anarquia e de reprimir os anarquistas, que nessa altura se organizavam em torno da Confederação Geral do Trabalho.
Hoje, é fácil perceber a natureza desse regime: na altura não o era.
Ontem, como hoje, cada um de nós tem que decidir individualmente se toma posição activa contra o que está a acontecer.
O tempo não está para brincadeiras. Os figueirenses estão fartos de partir cheios de esperança e passados 4 anos sobra desilusão. Pensando que estão a apostar numa vida melhor, recebem no troco mais dificuldades.
Os políticos perderam a noção de que são eleitos para satisfazer as necessidades dos seus eleitores. Já nem ligam a isso: o que fazem, não sei se apenas por incompetência poliítica, é contribuir para degradar a vida dos que neles confiam.
Talvez por saberem, que na votação a seguir vocês escolhem políticos cada vez piores.
Quem julgava ter-se livrado de Aguiar de Carvalho, teve Santana. Depois veio Duarte Silva e João Ataide. Agora tem ainda pior. Carlos Monteiro, é um susto que nem sequer vos fará sorrir.
PS e PSD recusam cortar apoio do Estado a campanhas e partidos
"PCP, PAN e IL querem reduzir para metade ou um décimo os subsídios públicos para despesas eleitorais e financiamento anual aos partidos. BE e CDS insistem no fim da isenção de IMI.
O PS e o PSD vão chumbar, nesta sexta-feira, as propostas dos partidos mais pequenos para que sejam reduzidas as subvenções estatais que pagam boa parte das despesas das campanhas eleitorais e financiam anualmente a actividade política dos partidos que elegem deputados à Assembleia da República."
O PS e o PSD vão chumbar, nesta sexta-feira, as propostas dos partidos mais pequenos para que sejam reduzidas as subvenções estatais que pagam boa parte das despesas das campanhas eleitorais e financiam anualmente a actividade política dos partidos que elegem deputados à Assembleia da República."
Liberdade
— Liberdade, que estais no céu...
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pão de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
(Miguel Torga, in 'Diário XII')
Rezava o padre-nosso que sabia,
A pedir-te, humildemente,
O pão de cada dia.
Mas a tua bondade omnipotente
Nem me ouvia.
— Liberdade, que estais na terra...
E a minha voz crescia
De emoção.
Mas um silêncio triste sepultava
A fé que ressumava
Da oração.
Até que um dia, corajosamente,
Olhei noutro sentido, e pude, deslumbrado,
Saborear, enfim,
O pão da minha fome.
— Liberdade, que estais em mim,
Santificado seja o vosso nome.
(Miguel Torga, in 'Diário XII')
quinta-feira, 9 de julho de 2020
Campanhas (4)
"A recente campanha de promoção da Figueira apela a duas ideias fortes e simples, que estão corretas e fazem muito sentido em tempos de Covid-19, quando se anuncia que a Figueira é “espaçosa” e pode ser visitada com “segurança”, ilustrando através de imagens que destacam a vastidão das praias, do Baixo Mondego, das salinas e do oceano.
O problema é que durante anos a fio os executivos camarários foram desafiados em vão pela oposição mais à esquerda para apostar num turismo que permitisse desfrutar da natureza através de formas de mobilidade amigas do ambiente, redes de pistas cicláveis dignas desse nome, trilhos bem sinalizados que percorressem a serra, as salinas, a beira rio e a costa marítima.
Neste momento tão particular em que essas soluções seriam tão úteis, encontramos pouco ou nada no terreno. Faltam indicações nas rodovias de acesso ao concelho sobre esses pontos de interesse, faltam indicações claras no próprio terreno sobre os trilhos, incluindo mapas e códigos de cores para cada pista com indicações das distâncias e estimativa de tempo de percurso para peões e ciclistas, bem como informação sobre a geografia física, sobre a fauna e a flora, sobre a arquitetura local e os pontos de interesse arqueológicos. Como é hábito em muito do que se faz em Portugal, temos spots publicitários com imagens e vozes de fundo de cortar a respiração, mas no terreno pouco ou nada ajuda a concretizar o que é proclamado.
A parte exagerado-tontinha desta campanha são as comparações com o Vietname, Copacabana e o Havai. Os turistas que preferem estes destinos não têm grande interesse por Portugal. Grande parte porque acha a água do oceano demasiado fria, outros preferem ir de férias para resorts com agendas rígidas e comida industrial.
Do Havai apenas conheço as praias da ilha Oahu onde se situa Honolulu. Uma parte são praias artificiais sem interesse. As praias de surf da North Shore são bonitas e muito selvagens, com uma história longa e particular. A história do nosso surf local é suficientemente interessante para dispensar comparações tontinhas."
Via Diário as Beiras
O problema é que durante anos a fio os executivos camarários foram desafiados em vão pela oposição mais à esquerda para apostar num turismo que permitisse desfrutar da natureza através de formas de mobilidade amigas do ambiente, redes de pistas cicláveis dignas desse nome, trilhos bem sinalizados que percorressem a serra, as salinas, a beira rio e a costa marítima.
Neste momento tão particular em que essas soluções seriam tão úteis, encontramos pouco ou nada no terreno. Faltam indicações nas rodovias de acesso ao concelho sobre esses pontos de interesse, faltam indicações claras no próprio terreno sobre os trilhos, incluindo mapas e códigos de cores para cada pista com indicações das distâncias e estimativa de tempo de percurso para peões e ciclistas, bem como informação sobre a geografia física, sobre a fauna e a flora, sobre a arquitetura local e os pontos de interesse arqueológicos. Como é hábito em muito do que se faz em Portugal, temos spots publicitários com imagens e vozes de fundo de cortar a respiração, mas no terreno pouco ou nada ajuda a concretizar o que é proclamado.
A parte exagerado-tontinha desta campanha são as comparações com o Vietname, Copacabana e o Havai. Os turistas que preferem estes destinos não têm grande interesse por Portugal. Grande parte porque acha a água do oceano demasiado fria, outros preferem ir de férias para resorts com agendas rígidas e comida industrial.
Do Havai apenas conheço as praias da ilha Oahu onde se situa Honolulu. Uma parte são praias artificiais sem interesse. As praias de surf da North Shore são bonitas e muito selvagens, com uma história longa e particular. A história do nosso surf local é suficientemente interessante para dispensar comparações tontinhas."
Via Diário as Beiras
Lei de Bases do Património Cultural obrigava câmara a pedir parecer prévio ao organismo, mas isso não aconteceu...
"Foi pelas notícias que a Direcção-Geral do Património Cultural (DGPC) soube que a Rua dos Bacalhoeiros tinha sido pintada de azul durante o fim-de-semana. Esta entidade devia ter dado um parecer prévio à intervenção, mas a Câmara de Lisboa nada lhe perguntou, pelo que agora vai pedir esclarecimentos à autarquia."
Liberdade: o mais precioso e frágil dos bens.
"Mário Soares tornou habitual a liberdade entre nós. Já não uma causa de combate ou uma promessa de perfeição, mas — simplesmente — um modo de vida habitual que aprendemos a usufruir tranquilamente."
POSSO CONTINUAR A PROTESTAR?
"Onde liberdade não há, abuso dela não pode haver."
A liberdade pertence a todos e exige a igualdade para se realizar.
"O valor essencial da liberdade sem a igualdade torna-se aristocrático privilégio de uns quantos."
A liberdade não é uma dádiva, nem uma concessão.
"Considero que uma liberdade dependente de poder discricionário do Governo não é uma verdadeira liberdade; fica à mercê do poder."
Por isso: "o que não posso, porque não tenho esse direito, é calar-me, seja sob que pretexto for".
POSSO CONTINUAR A PROTESTAR?
(todas as frases entre aspas e a negrito são de Francisco Sá Carneiro.)
A liberdade quando se tem, em plenitude, não se dá por ela. Quando se começa a perder, quem a ama, percebe de imediato."Onde liberdade não há, abuso dela não pode haver."
A liberdade pertence a todos e exige a igualdade para se realizar.
"O valor essencial da liberdade sem a igualdade torna-se aristocrático privilégio de uns quantos."
A liberdade não é uma dádiva, nem uma concessão.
"Considero que uma liberdade dependente de poder discricionário do Governo não é uma verdadeira liberdade; fica à mercê do poder."
Por isso: "o que não posso, porque não tenho esse direito, é calar-me, seja sob que pretexto for".
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