quinta-feira, 3 de setembro de 2026
quarta-feira, 2 de setembro de 2026
Comissão de Trabalhadores da Lusa pede a Aguiar-Branco que tome posição perante “grave ameaça” do deputado Pedro Frazão
Os velhos despejados
Foto: Diário as Beiras
Texto Luís Osório"Helena e João Paulo tiveram uma vida. Natais de família, Subsídio de Férias e até ambições. Hoje, têm uma velha carrinha de mercadorias onde dormem estacionados no Parque do Escravote. Em Eiras, transformado num dormitório de Coimbra, celebra-se uma Feira Medieval, mas entre churros, porcos no espeto e cavaleiros de brincar, dois seres humanos lavam a roupa no fontanário e tomam banho com um regador.
Leio a notícia e vejo a fotografia publicada no Diário das Beiras. A sua história é igual a centenas de outras. Há quem boceje e passe à próxima notícia – quase todos os dias nos falam das casas e da impossibilidade de pagar rendas, dos despejos de velhos obrigados a gastar os seus últimos dias na rua, a dormir em estações de comboio ou em carrinhas de transporte, quando têm a fortuna de guardar uma última chave que abre uma última fechadura.
Estes foram despejados e não têm como encontrar uma solução. Os dois estão unidos por uma relação que não foi perfeita e por uma infeção respiratória que, ainda assim, os uniu na desgraça.
Tantos partidos e não há um único que apresente uma proposta utópica, porventura irrealizável, certamente ingénua, mas que possa ajudar a discutir o problema dos nossos mais velhos, dos mais desamparados, dos que se rebentaram a trabalhar e já não podem mais, dos que não podemos deixar que vivam os seus dias do fim a estender a mão por não poderem pagar uma renda?
Será assim tão estratosférico pensar numa solução? Encontrar uma aldeia desabitada, fazer nascer um lugar de amparo, mobilizar o país?"
Fatura da água, esgotos e lixo pode ser cinco vezes mais cara dependendo do concelho
Sai moção ou não sai moção?..
Via Público
«Luís Neves tornou-se o
centro do Governo. Se
deixar as suas funções,
isso significará uma vitoria de interesses
obscuros, de desejos de vingançа
ou, usando um termo próximo
dos que o próprio gosta de usar,
do mal. Basicamente, foi isto que
tentou dizer ao país no discurso
que fez ontem na Madeira....
... qualquer partido tem legitimidade para questionar autoridade política de Luís Neves enquanto ministro. Coisa diferente são as insinuações feitas por André Ventura nesta semana: "Só falta ver o ministro a passar droga na rua." Isto pelo facto de conduzir um carro apreendido a um narcotraficante. Declarações inadmissíveis, que mergulham o debate político numa autêntica lama.»
"Ação de condómina prejudica utentes da APPACDM com mobilidade reduzida"
"Isto é discriminação", algo que nos devia inquietar a todos como cidadãos que não queremos viver numa sociedade do "faz de conta"
Via Diário as Beiras
“Uma rampa pode ser
apenas uma estrutura
física para quem não
precisa dela. Para uma
pessoa que utiliza uma
cadeira de rodas, significa poder entrar e sair.
Significa autonomia. Significa dignidade”.
terça-feira, 1 de setembro de 2026
Nem tudo está perdido
... ainda existem bandidos bons
"Quanto mais sei de Luís Neves, mais dele gosto. Comecei por desconfiar quando ouvi das trapalhadas da piscina, que é tanque, e do empreiteiro, com pinta de dançarino dos Alunos de Apolo, antes de o lugar se ter tornado albergue de “betos”, que pagam para os pobres os ensinarem a dançar bolero e quizomba.
Felizmente chegaram mais notícias do ministro – que havia um atrelado e se passeia no carro do Xuxas, o gangster dos gangsters. Notícias que o credibilizam. Não como ministro, mas como polícia.
"Luís Neves é um dos melhores da história da PJ. É impoluto no essencial – (...). Estavam à espera do quê? Que fosse certinho? Que tivesse tudo em ordem? Que os seus amigos fossem catedráticos de Física Quântica e que discutisse Tomás de Aquino em pequenos-almoços, na Versalhes?"
Talvez o país não tenha a perceção do perfil para se chegar ao topo na Judiciária. Os melhores inspetores da PJ não despacham o almoço com um pastel de massa tenra e um sumo natural de frutos vermelhos. É gente que suja as mãos, vive na noite, se dá com matadores e traficantes, prostitutas e chulos, carteiristas e ladrões.
É essa a vida de um polícia da Judiciária, se for realmente bom. Se não o for, se achar isto desprezível, não sobrevive um ano na rua.
Luís Neves é um dos melhores da história da PJ. É impoluto no essencial – se não o fosse teria uma outra casa, um outro monte, nunca estaria num ermo em que eu não passaria uma noite, mesmo que me pagassem.
Estavam à espera do quê? Que fosse certinho? Que tivesse tudo em ordem? Que os seus amigos fossem catedráticos de Física Quântica e que discutisse Tomás de Aquino em pequenos-almoços, na Versalhes?
Pela minha parte pode ficar no MAI. Prefiro ter este bandido bom, com provas constantes de serviço ao país e coragem, do que um choninhas… sobretudo se parecer perfeito."
Abram os olhos: por isso é que as sanguessugas querem privatizar a SEGURANÇA SOCIAL
OE2026: excedente da Segurança Social sobe para 4.415,8 milhões de euros
O documento, hoje divulgado pela Entidade Orçamental (antiga DGO-Direção-Geral do Orçamento), revelou que a receita efetiva da Segurança Social atingiu 27.632,6 milhões de euros, um valor superior aos 25.459,7 milhões de euros de 2025.
Por sua vez, a despesa efetiva foi de 23.216,8 milhões de euros, valor que compara com os 22.244,8 milhões de euros somados em igual período do ano anterior.
Entre janeiro e julho, destacam-se rubricas como o complemento ao apoio extraordinário para crianças e jovens (40,5%), o complemento da prestação social para a inclusão (39,8%) e o subsídio de apoio ao cuidador informal (21,1%).
No sentido oposto, aparecem rubricas como a parcela de atualização extraordinária de pensões (-33%), os subsídios correntes – Programas Operacionais (-9,5%) e ações de formação profissional com suporte no Fundo Social Europeu (-9,3%)."
Corte de trânsito no troço da Esplanada Silva Guimarães é para repetir
segunda-feira, 31 de agosto de 2026
Da Figueira da Foz a Óbidos, passando por Pombal e Viseu, trabalhadores do sector hoteleiro a ganhar o salário mínimo pedem fim do bloqueio negocial com a AHRESP.
Texto: Observador
A receita é simples: "ânimo leve"...
O espaço público é de todos — também de quem se desloca de automóvel. A cidade não pode ser pensada apenas para alguns. Uma cidade moderna é aquela que sabe conciliar mobilidade, qualidade de vida, comércio e acessibilidade."
sábado, 29 de agosto de 2026
Os votantes que elegem gente desta, não são vítimas, são cúmplices...
Passados 3 dias, os mesmos deputados municipais da Figueira da Foz - João Saltão, Balbina Oliveira e António Sebastião do Chega, dão o dito por não dito e "revogam desfiliação"!..
Via Diário as Beiras
sexta-feira, 28 de agosto de 2026
O PSD, o novo modelo turístico para "reinventar" Albufeira e a Figueira...
Mais do que reagir só a um acontecimento criminoso, entendemos que este é o momento para iniciar publicamente uma reflexão séria, sobre o modelo de turismo que queremos para o futuro de Albufeira.»
Logo de seguida vem a reflexão.
«Albufeira é o segundo maior destino turístico de Portugal. Cresceu, afirmou-se internacionalmente e construiu ao longo de décadas uma economia fortemente ligada ao turismo. Mas os destinos turísticos evoluem e precisam de saber adaptar-se aos novos tempos.
Outros destinos turísticos, no estrangeiro já perceberam que chega um momento em que é necessário passar da quantidade para a qualidade. Muitos já conseguiram. Albufeira tem de percorrer esse caminho, preservando sempre a nossa identidade, as nossas tradições e os nossos bons costumes.
Requalificar o turismo não significa afastar quem nos visita, nem transformar Albufeira naquilo que não somos. Significa atrair um turismo que crie mais valor, que respeite a nossa cidade, as nossas gentes e a forma como escolhemos viver.
Queremos continuar a receber todos de braços abertos, como sempre fizemos, mas quem escolhe Albufeira deve respeitar Albufeira, os seus habitantes, o espaço público e os nossos bons costumes.
As nossas praias, a gastronomia, o património, o comércio local, as tradições e, sobretudo, a identidade e a hospitalidade das nossas gentes são parte essencial daquilo que torna o nosso concelho único.
Queremos uma Albufeira moderna, competitiva e cosmopolita, mas também segura, autêntica, fiel às suas raízes. O desenvolvimento turístico não pode fazer-se à custa da qualidade de vida de quem aqui reside, da descaracterização da nossa cidade ou da aceitação de comportamentos que não respeitam a nossa comunidade.
Requalificar significa também recuperar determinadas zonas da cidade para o turismo em famílias e para os residentes, e combater de forma firme comportamentos que degradam a imagem de um destino construído ao longo de várias gerações.
A segurança é uma parte fundamental desta transformação. No mandato anterior foram dados passos importantes, com o reforço policial apoiado pelo Governo, a implementação do sistema de videovigilância e o Código de Comportamentos. Mas é necessário continuar e fazer mais.
O PSD de Albufeira defende uma estratégia para um novo ciclo do turismo, envolvendo o Governo, o Município, os empresários, as associações, as forças de segurança e socorro, os operadores turísticos e a população.
Não podemos continuar apenas a discutir quantos turistas recebemos. Temos de discutir que turismo queremos, quanto valor deixa no concelho, como respeita a nossa comunidade, e que Albufeira queremos deixar às próximas gerações.
Outros destinos tiveram a capacidade de se reinventar e elevar o seu posicionamento turístico. Albufeira também tem essa capacidade.
É tempo de afirmar Albufeira como um destino mais qualificado, mais seguro, mais sustentável e com maior valor acrescentado, preservando a nossa identidade, as nossas tradições e os nossos bons costumes.
Queremos continuar a receber bem. Mas receber bem também significa exigir respeito por quem cá vive, por aquilo que somos e pela terra que é nossa.
O PSD de Albufeira estará ao lado de todos aqueles que queiram construir este novo ciclo para o turismo e para a nossa cidade.»
O PSD defende que Albufeira deve evoluir de um modelo assente sobretudo na quantidade de turistas para outro “baseado na qualidade e no valor acrescentado, preservando simultaneamente a identidade local, as tradições e a qualidade de vida dos residentes”.
O presidente da câmara da Figueira é militante do PSD.
Será que partilha desta ambição do partido de que é militante para Albufeira, ou vamos continuar como o low-cost figueirense de destino de toneladas de lata rolante que vem desaguar nas nossas praias, estaciona anarquicamente e sem respeito por ninguém (o Cabedelo é um exemplo estupendo...), ou aqueles que vêm mostrar o Tesla, estacionam onde querem, almoçam e zarpam?..
Trabalhadores da restauração e hotelaria em protesto amanhã
«Os trabalhadores do setor da hotelaria
e restauração vão estar
amanhã em protesto na
Figueira da Foz.
O Sindicato de Hotelaria do Centro realiza, a partir das 14H30, uma concentração junto a restauração do Bairro Novo, na rua do Casino, com afixação de faixas e distribuição de documentos à população. Uma hora depois, a concentração desloca-se para as imediações da Torre do Relógio. As iniciativas visam denunciar o bloqueio da contratação coletiva por parte das associações patronais do setor (AHRESP, AHP, APHORT, AHISA e AHETA), que recusam responder às propostas de revisão dos Contratos Coletivos de Trabalho apresentadas pelos sindicatos. Segundo o sindicato, este impasse mantém “centenas de milhares de profissionais a auferir apenas o Salário Mínimo Nacional”.»
Será que não se aprendeu nada com as obras na linha costeira que criaram um desequilíbrio brutal na orla marítima portuguesa?
A notícia está na edição de ontem do Jornal de Notícias: "Prédio construído em zona de risco junto ao mar em Vila do Conde"
"Um edifício está em construção no local onde, em fevereiro, a marginal de Vila Chã, em Vila do Conde, ruiu. A Agência Portuguesa do Ambiente (APA) deu luz verde, há seis anos, com base no antigo plano da orla costeira. O novo entrou em vigor em 2021 e diz que aquela é uma zona de risco. A Câmara justifica-se com o parecer positivo da APA. "CHEGA DE VINHO VERDE. POUPEM!"
Via Tiago Franco.
«"Se a pessoa não poupar, pode ficar numa situação difícil porque a pensão pública não será suficiente", avisa o meu deputado favorito da IL.Diz ele que não se trata de privatizar mas sim de ter bom senso. É preciso criar incentivos à poupança.
É exactamente por isto, ou também por isto, que gosto deste rapaz. Mais do que aqueles mantras liberais, ele dá uma roupagem mais palpável e perceptível às políticas económicas.
Muito bem...há que poupar. Estou de acordo, até porque farto-me de dizer a amigos meus que não podem meter tudo em Ferraris sem pensar na velhice.
Mas agora, amigo José, como é que isso se faz? É sempre na parte do "como" que encravam as ideias liberais que, diga-se, no papel são, por norma, espectaculares.
"Vamos dar um cheque ensino e liberdade de escolha aos pais para decidirem que escola querem !"
Como é que se garante liberdade se é a escola que escolhe os alunos?
"Vamos dar um cheque saúde, o doente escolhe o hospital e o estado deixa de ser responsável !"
Como é que o estado deixa de ser responsável se passa o cheque?
"Vamos poupar porque as pensões públicas são uma merda!"
Como é que se poupa se 3 em 4 pessoas ganham menos do que 1000 euros líquidos? (Dados da segurança social)
1.35% dos contribuintes recebem entre 4000 e 5000 euros líquidos todos os meses. Ou seja, 1.35% da população tem um salário compatível com o custo da habitação em Portugal.
Como é que neste cenário de pobreza, onde mal se vê o fim do mês, alguém consegue poupar, amigo Zé?
O liberalismo tem um problema crónico que se chama "realidade". Fora isso tem tudo para dar certo.»











