domingo, 5 de outubro de 2025

Como é que as pessoas votam se Portugal é um deserto de notícias?

«A expressão "deserto de notícias" terá nascido no Canadá e ganhou força nos Estados Unidos quando centenas de jornais começaram a fechar a partir de 2000 e picos. Hoje, nos EUA, haverá 1300 comunidades que são desertos de notícias, ou seja, 55 milhões de pessoas.

....dos 308 municípios portugueses, 166 (54%) estavam em deserto de notícias, semideserto ou ameaçados de virem a ser um deserto. Lembro: isto inclui jornais que não são jornais verdadeiros. 

Nova lupa: 78 municípios (25,3%) não tinham nenhum órgão de comunicação social com sede nos municípios sobre os quais produziam informação e, desses, 54 (17,5%) estavam num deserto total. Isto em 2022. Como é hojе? Pior. Em 2024, havia 83 municípios em deserto de notícias total (26%), ou seja, sem um único registo de jornal (em papel ou online); e havia 74 municípios sem uma rádio local. Fiz a conta no Excel: estamos a falar de 627.045 pessoas. Este mais de meio milhão de cidadãos vive em cidades, vilas e aldeias onde não há um único jornalista que faça perguntas aos políticos no poder, à oposição ou a quem quer que seja. Cruzando os dois dados: 28 municípios portugueses não têm um único jornal ou rádio que faça cobertura jornalística do seu território. Aqui, estamos a falar de 125.309 pessoas. Sem surpresa, o Norte, o Centroeo Alentejo concentram mais de 80% dos desertos e semidesertos de notícias: 63 dos 78 municípios são desertos e semidesertos. Os distritos de Beja, Bragança, Évora, Portalegre e Vila Real têm a maior parte dos municípios com algum tipo de deserto de notícias. Em Bragança e Portalegre, mais de metade dos municípios está em deserto oп semideserto. No distrito de Portalegre, dos 15 municípios, nove (60%) estão em deserto e, em Bragança, em sete (58,3%) dos 12 municípios é o mesmo.»

quinta-feira, 2 de outubro de 2025

A extrema-direita é "feia, porca e má"! OK, e novidades?

E olhar para os nossos próprios erros, para as nossas próprias falhas, para as nossas próprias desistências e cobardias?


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Passaram dez anos

Passaram dez anos, mas a Figueira não esqueceu outubro de 2015, a segurança e o salvamento marítimo, um caso grave na barra da Figueira que o acidente do Olívia Ribau pôs a nu...

José Esteves, então presidente da Junta de Freguesia de Buarcos e São Julião, também ele um homem do mar, considerou que “o maior inimigo da Figueira é o homem”, numa alusão às condições de navegabilidade na barra.

Passaram dez anos, mas a Figueira não esqueceu o arrastão naufragado à entrada do porto da Figueira da Foz. As preocupações causadas por esta nossa barra continuam presentes... E vão continuar a acompanhar-nos...

Naufrágios na barra da Figueira aconteceram muitos nos últimos 15 anos. Entre eles, o mais presente na memória das pessoas, foi o ocorrido no dia 6 do mês de Outubro de 2015.

Passaram dez anos, mas a Figueira não esquece o agente da Polícia Marítima Carlos Alberto Silva Santos, mais conhecido pelo Agente "Chapas", nesse dia de folga, que por mero caso estava próximo da Figueira, e se muniu de uma mota de água e conseguiu salvar duas vidas.

Para quem tem a memória curta, recordo que em 2015, a viva um vazio de ideias e competências.
A Figueira, era uma cidade  irrelevante. É isso que continua a ser importante combater tendo em vista o futuro. 

Em 2025, continuam a existir pessoas que ufanamente gostam de apregoar a sua coerência por sempre terem pensado e agido do mesmo modo. 

A esses, eu contraponho que, coerentemente, já mudei de opinião várias vezes e que não me arrependo nada de o ter feito, nem me envergonho de o confessar publicamente. 
É tudo uma questão de se ser coerente.

Imagem via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)

quarta-feira, 1 de outubro de 2025

Despedidas na Assembleia Municipal

Via Diário as Beiras

"Na última Assembleia Municipal (AM) da Figueira da Foz do mandato autárquico, todos os pontos da ordem de trabalhos foram aprovados praticamente sem reparos. A sessão realizou-se a duas semanas de distância das eleições autárquicas.

A sessão ficou marcada pelas declarações de despedida de cerca de metade dos deputados que não integram as listas à assembleia. E também pelos breves balanços do mandato, com destaque para os líderes das bancadas das diversas forças políticas com assento no órgão autárquico.

Os líderes das bancadas das forças políticas com assento na assembleia – João Portugal (PS), Rosa Reis (FAP), Manuel Rascão Marques (PSD), Silvina Queiroz (CDU) e Pedro Jorge (BE) – também se despediram com declarações políticas da Assembleia Municipal, à qual não se recandidatam.
Por sua vez, Rosa Batista (FAP) despediu-se na qualidade de presidente da Junta de Buarcos e São Julião, uma vez que as freguesias retomarão a sua autonomia administrativa na sequência das eleições autárquicas que se realizam este mês.
O presidente da Câmara da Figueira da Foz, que se recandidata ao segundo mandato consecutivo, despediu-se dos deputados municipais presentes na sessão, em particular daqueles que não se recandidatam."

segunda-feira, 29 de setembro de 2025

O festival alternativo Gliding Barnacles decorre de 1 a 5 de outubro na Praia do Cabedelo

 Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)

O Chega já conseguiu "implodir o sistema": o Parlamento é uma bandalheira

Via Público

«O Chega já conseguiu “implodir o sistema”: o Parlamento é uma bandalheira
“Rebentar com o sistema” também é tornar irrespirável o ambiente no Parlamento para acabar com ele. Encolher institucionalmente os ombros – a estratégia que vingou agora – é ser cúmplice da implosão."»

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domingo, 28 de setembro de 2025

Em rota de colisão


 Tiago Franco

"Até 2022, mais coisa menos coisa, havia esquerda, direita, o PAN e um facho na AR. A partir daí, na voz de uns quantos Morgados, passou a haver centro-esquerda e centro-direita. E depois os extremistas. Chega de um lado, PCP/BE/Livre de outro. Não vou perder tempo a comparar os programas dos "extremos" porque, qualquer pessoa com dois dedos de testa sabe que não foi a esquerda que mudou ou que passou a defender coisas diferentes. Simplesmente foi preciso normalizar um partido fascista e, como tal, procuraram-se contra-pesos.

Cheganos acreditam nisso, como já acreditavam que eram pobres há 30 anos porque um nepalês lhe entrega uberEats desde o ano passado. E por mim tudo bem. Cada vez mais aprecio o silêncio enquanto observo a estupidez e a ignorância que se tornaram formas de estar.
A AR tem partidos à esquerda, tem alguns ao centro e tem outros à direita. Tem apenas um nos extremos que cumpre todos os requisitos para o ser: populista, propagandista, racista, xenófobo, apela ao ódio, apela à divisão e ataca as minorias, enquanto elege criminosos. Esta é a realidade, o resto é a ficção em que cada um escolhe acreditar, ou por ignorância ou para aliviar as frustrações da vida. Por esta altura do campeonato é-me indiferente. Dormirão na cama que fizerem.
O professor Astromar, à direita na imagem e de quem sou grande fã desde os tempos do Vietname, disse que o orçamento de Luis Montenegro podia ter sido assinado por António Costa, tal a semelhança entre eles. Portanto, é um liberal a dizer que PS e PSD são siameses, ficando como é óbvio a esquerda parlamentar entregue a Livre, BE e PCP. Sem extremos. Se nem assim conseguem perceber, também não consigo ajudar muito mais.
Quando o discurso passa por planos ocultos para "inundar países europeus com imigração", eu sinto que falta algo à conversa. Talvez alguém do ADN, a Joana Amaral Dias ou alguém do género, que possa trazer teorias e agendas escondidas em horário nobre.
Se pensarem bem, o programa ainda não é suficientemente mau. A SIC Notícias tem margem para o piorar. Não desistam, ainda. A população precisa de ser educada e o big brother não pode fazer tudo sozinho."

O Chega é mesmo anti-sistema?

Pedro Tadeu
«O Chega não é um partido anti-sistema. O Chega é um partido de desempregados do sistema à procura de um empregozito.»

«O principal argumento político do Chega é o de que este partido luta contra os partidos fundacionais, há cerca de 50 anos, da nossa democracia. “Somos contra o sistema e queremos refundar a República”, brada repetidamente o líder, André Ventura, que proclama a pureza do Chega em contraponto à “corrupção” dos “partidos do regime”

Acontece que essa “pureza” parece ser ficção, dada a quantidade de quadros políticos deste partido que tiveram cargos relevantes nos partidos que mais tempo e mais lugares ocuparam no aparelho de Estado da nossa democracia. 

A contradição começa, como se sabe, no próprio André Ventura, militante do PSD durante cerca de 15 anos, candidato e vereador da Câmara de Loures social-democrata em 2017. 

A deputada Maria Manuela Tender foi deputada do PSD de 2011 a 2019, eleita por Vila Real e ex-vereadora desse partido em Chaves (agora candidata-se pelo Chega). Desfiliou-se do PSD em janeiro de 2020. 

Rui Cristina foi deputado do PSD pelo Algarve (2019-2024), mas seria depois deputado do Chega em 2024. 

Henrique de Freitas foi Secretário de Estado da Defesa de Durão Barroso e deputado do PSD de 1999 a 2009. Foi eleito deputado do Chega em 2024. 

Eduardo Teixeira foi militante do PSD durante mais de 30 anos, foi deputado à Assembleia da República pelo PSD. Em janeiro de 2024 anunciou a migração para o Chega e foi eleito outra vez deputado. 

António Maló de Abreu foi deputado do PSD eleito pelo círculo da Emigração de 2019 a 2023. Demitiu-se do PSD em 2023 e pouco depois aderiu ao Chega, mas acabou afastado por André Ventura. 

António Pinto Pereira, ex-militante do PSD, juntou-se ao Chega em 2023. É deputado. 

Miguel Côrte-Real era um antigo líder da bancada do PSD na Assembleia Municipal do Porto. Desfiliou-se do PSD em 2025 para se candidatar pelo Chega e é o cabeça-de-lista do partido à Câmara Municipal do Porto. 

Lina Lopes é outra antiga deputada do PSD (2019-2022) e antiga líder das Mulheres Social-Democratas. Em 2025 foi apresentada como candidata do Chega à Câmara Municipal de Setúbal, mas retirou a candidatura para se defender de acusações que considera difamatórias. 

Nuno Afonso foi conselheiro nacional do PSD na liderança de Passos Coelho e, tal como Ventura, foi candidato autárquico do PSD em Loures. Co-fundador do Chega em 2019, tornou-se vice-presidente do partido, mas acabou por romper com Ventura em 2022, abandonando o Chega. 

Também do CDS-PP vieram quadros para o Chega: André Reis, Manuel Campos, Torcato Moura e isto sem contar com Diogo Pacheco de Amorim, que colaborou com o CDS-PP na distante década de 1980. 

E até do PS, o partido que André Ventura mais vilipendia, vieram quadros: António Parada, antigo vereador da Câmara de Matosinhos pelo PS, que rompeu com o partido em 2013 e em 2025 aliou-se ao Chega. Eduardo Gonçalves que foi presidente da Junta de Freguesia de Caminha, eleito pelo PS, mas anunciou a sua filiação no Chega em 2025 para ser candidato do partido à Câmara Municipal de Caminha. Afonso do Nascimento que foi um autarca eleito pelo PS (presidiu à Junta de Freguesia de Vila do Bispo) e mais tarde por um movimento de independentes - em 2025 surge como candidato do Chega à Câmara de Vila do Bispo. 

E fico por aqui, que o espaço é curto. 

Conclusão? O Chega não é um partido anti-sistema. O Chega é um partido de desempregados do sistema à procura de um empregozito.»

sábado, 27 de setembro de 2025

Mais uma queda de governo por "operações judiciais" no horizonte?...

O incomodo, o nervosismo e a crispação do primeiro-ministro em relação aos últimos desenvolvimentos do caso Spinumviva é evidente, como se pode comprovar no video da RTP...


Instituição recorda José Gonçalves

 Diário as Beiras

Dia 12 de outubro vamos assistir a outra mudança estrutural no nosso sistema


Pedro Marques Lopes
"Dia 12 de outubro vamos assistir a outra mudança estrutural no nosso sistema: o Chega vai vencer câmaras municipais e juntas de freguesia, eleger vereadores, deputados municipais, ou seja, vai enraizar-se no sistema. 

Um presidente de câmara ou mesmo um vereador com pelouro tem mais poder do que qualquer deputado ou grupo parlamentar que doutros dependam para definir políticas. Com câmaras e vereações vem o poder real, a capacidade de distribuir empregos, cargos, de gerar cumplicidades. 

E como ficámos a saber pelo livro de Manuel Carvalho Por Dentro do Chega, a máquina do Chega reproduz para muitíssimo pior o pior das máquinas do PSD e do PS. 

Seja como for, a presença de 60 deputados do Chega no Parlamento é bem menos relevante para o nosso sistema democrático do que a autêntica revolução que representará a entrada maciça de homens e mulheres do Chega no poder autárquico. É o passo decisivo para a sua consolidação e para termos um partido que quer derrubar a democracia como força relevante durante muito tempo."

sexta-feira, 26 de setembro de 2025

Paulo Raimundo em Brenha: "o Governo está ao serviço do negócio da doença"

Texto: Notícias de Coimbra

"O Governo está ao serviço do negócio da doença, disse, na noite de terça-feira, o secretário-geral do PCP, Paulo Raimundo, criticando a opção de serem alargadas as convenções de medicina geral e familiar ao setor privado.

Intervindo perante cerca de 130 militantes e simpatizantes da CDU, numa sessão pública promovida pela CDU, em Brenha, uma das mais pequenas freguesias do concelho da Figueira da Foz, o líder comunista visou no seu discurso a ministra da Saúde, frisando que o que Ana Paula Martins devia fazer, perante a falta de profissionais no Serviço Nacional de Saúde, era contratar mais médicos, enfermeiros e técnicos."

Foto: PCP, via Figueira na Hora

Nota: A intervenção Candidato da CDU à Assembleia de Freguesia de Brenha, Autárquicas 12/10/2025, Luís Medina e Silva, pode ser lida aqui.

A Corrida dos Fundadores

Via Municipio da Figueira da Foz 

Sexta-feira (26/09):

- 16h30: Receção aos fundadores no Meeting Point
- 17h30: Início da Prova de Perícia by Shell, na Figueira da Foz (Gincana - Avenida 25 de Abril e Avenida de Espanha)
- 19h30: Exposição das viaturas junto ao Malibu Foz Hotel
Sábado (27/09):
- 08h30: Partida em modo desfile, rumo a Torres Vedras.
Fotografia: Joel Araújo