sexta-feira, 2 de setembro de 2022

A foz do mais belo rio que nasce em Portugal

Texto António Agostinho. Foto de Pedro Agostinho Cruz
Esta é a foz do mais belo rio que nasce em Portugal. 
Um dos braços do seu estuário, corre pela minha Aldeia. 

O Mondego, no seu estuário, vê navios e navega nele ainda a memória dos bacalhoeiros que demandaram os bancos gélidos dos mares da faina maior. 

Mas hoje ao olhar para a foz do estuário do mais belo rio que nasce em Portugal senti-me náufrago e solitário - mais solitário ainda. 

Toda a gente sabe onde o Mondego nasce e desagua, mas ninguém sabe que não há nascente nem foz no braço do estuário do rio da minha Aldeia. 

Esse braço do estuário do rio da minha Aldeia pertence a pouca gente. 
Mas como pertence a pouca gente, prende muito mais a gente. 
Na foz do rio que tem um braço do estuário que corre pela minha Aldeia hoje não dá para pensar em mais nada . 

Hoje, quem lá foi, esteve só ao pé de si mesmo e sempre a pensar na foz do mais mais belo rio que nasce em Portugal.

quinta-feira, 1 de setembro de 2022

Reunião camarária realizada ontem... (continuação)

 Via Diário as Beiras


«O programa do governo para a Saúde não foi aprovado por uma maioria dos portugueses, mas apenas pela maioria dos que votaram», disse o bastonário!..

A maioria dos portugueses...
Perante um argumento destes era possível alguém governar em algum lado?
O programa do presidente da Junta de Freguesia, o programa do Presidente da Câmara, o programa do Presidente da República foi aprovado pela maioria, ou apenas pelos que votaram? 
O programa do bastonário da Ordem dos Médicos foi aprovado pela maioria dos médicos, ou apenas pelos que votaram?

quarta-feira, 31 de agosto de 2022

Expansão do corredor verde do Vale das Abadias e preço da água...

"Figueira da Foz prepara expansão do corredor verde do Vale das Abadias. 

Estudo prévio foi apresentado hoje em sessão de Câmara...

"Figueira da Foz estuda construção de aeródromo para alavancar actividade económica".

Festival Pirata de Buarcos com novidades

 Via Diário as Beiras

Figueirenses (3)

Via Diário as Beiras

Obras

 Via Diário as Beiras

terça-feira, 30 de agosto de 2022

Figueirenses (2)

 Via Diário as Beiras

Notícias de Tavarede...

 Via Diário as Beiras

"... por entender que deixou de ter condições para se manter no cargo"...

"Ordens & Sindicatos", devem estar muito felizes...

Dívida: passados 11 anos, Portugal entra na liga do rating “A”

«Onze anos depois, Portugal volta a ter rating A. Agência canadiana diz que "as vulnerabilidades de crédito a Portugal associadas a choques externos estão a diminuir". Medina garante contas certas

AS SANÇÕES CONTRA A RÚSSIA QUE SUICIDAM A EUROPA: EM FRENTE CAMARADAS, O ABISMO É NOSSO

Via Meditação na Pastelaria, "uma análise assinada pela jornalista suíça de origem egípcia Myret Zaki. Alguns excertos traduzidos.

«... No final de Junho, o rublo tornou-se na moeda com melhor desempenho no mundo, atingindo o seu nível mais elevado em relação ao dólar em 7 anos. O PIB [russo] diminuirá em 6% em 2022, de acordo com o FMI, mas não 15% como fora previsto em Março. Analistas de Wall Street tinham previsto um colapso da Rússia.

Em Março, lembra-nos o “Business Insider”, a JP Morgan previra que o PIB russo cairia 35% no 2º trimestre. Para a Goldman Sachs, a economia do país experimentaria a sua maior contracção desde a implosão da URSS. Mas de Janeiro a Junho, o declínio foi de apenas 4% em relação ao ano anterior, graças a exportações acima do esperado, principalmente para a Índia. (...)

A estratégia [das sanções] estava extremamente bem montada. Excepto num "pormenor": a maioria dos países devia entrar no jogo e foi aí que a porca torceu o rabo. "A maior fraqueza das sanções, observa "The Economist", é que mais de uma centena de países, o que  representa 40% do PIB mundial, não seguiram os Estados Unidos e a Europa, e não impõem nenhum embargo (parcial ou total ) à Rússia […] A maioria dos países não deseja implementar a política ocidental.”

(...) Países tão importantes como a China, Índia, Brasil, Arábia Saudita estão a fazer exactamente o contrário, continuando a sua cooperação com a Rússia. Do Dubai, pode-se voar sete vezes por dia para Moscovo. A dura realidade reside na influência insuficiente que as democracias ocidentais tiveram sobre o resto do mundo. 

(...)

Mas a observação mais dolorosa é o preço exorbitante que o Ocidente é obrigado a pagar para punir os seus inimigos. É difícil escapar à sensação de autopunição face ao custo desproporcionado suportado pela Europa, onde uma crise energética sem precedentes se aproxima, falhas de energia eléctrica são anunciadas para este Inverno, picos de preços e recessão económica.

(...) a premissa básica estava errada. Em vez de serem indolores para o Ocidente e fatais para a Rússia, como originalmente se esperava, as sanções estão a mostrar-se pelo menos igualmente punitivas para a Europa. A assimetria é até invertida. “A Rússia poderia dar-se ao luxo de interromper todas as exportações de gás para a Europa por um ano sem grandes consequências para sua economia”, escreve Liam Peach, analista da Capital Economics, em nota citada pelo “Bloomberg” a 25 de Agosto. (...).

Inflação, escassez, insegurança são elementos que podem colocar as populações ocidentais contra os seus governos, quando o objectivo inicial das sanções era que os russos se voltassem contra o Kremlin.

(...)

Para “The Economist”, a conclusão é que o Ocidente será forçado a regressar às estratégias de “hard power”, ou seja, o poder militar, com um rearmamento maciço dos membros da NATO. Sem dúvida porque é nessa área que o Ocidente ainda tem uma vantagem muito clara.

Mas face a potências nucleares, poderemos manter esse tipo de raciocínio, ou ele é totalmente imprudente? Quando autoridades de Washington viajam repetidamente para Taiwan para dar palestras sobre a China, que resultado pode ser previsto de tal estratégia? Já antecipámos as consequências desta vez? (...)»

ARTIGO NA ÍNTEGRA EM FRANCÊS AQUI