sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

2021 já passou. Importante é planear o próximo tempo da Figueira...

A crónica de António Agostinho publicada na Revista Óbvia em Janeiro de 2022

Quando termina um ano ano e começa outro, é normal fazer o balanço do que passou e planear, tanto quanto possível, o que desejava concretizar nos próximos meses.

A começar uma breve nota pessoal. 2021 foi um ano inesquecível para mim: fui avô.

Visto em termos colectivos, aliás, à semelhança de 2020, foi um enorme desafio. Tivemos covid-19, quarentenas, novas vagas, estirpes, restrições e as crises. 

A climática a gritar-nos aos ouvidos e a sobressaltar os corações dos que vivem a sul do estuário do Mondego devido à erosão costeira . A política, que já se adivinhava a nível nacional, a bater-nos à porta com gentis lembretes, tais como a subida dos impostos, dos preços dos serviços e dos bens e produtos essenciais. A humanitária que asfixia povos do mundo inteiro e que todos camuflam para fingir que não existe… 

A nível local, tivemos mudança política na presidência da câmara municipal da Figueira da Foz. Na assembleia municipal e nas freguesias, tirando Buarcos e São Julião e Paião, houve evolução na continuidade.  

Enquanto cidadão atento, tenho tido ao longo dos anos a incrível e grata oportunidade de conhecer inúmeros pormenores das mais diversas realidades que têm condicionado o desenvolvimento e o progresso planeado e sustentado  do concelho da Figueira da Foz. Por culpa, também de quem vota, temos tido a nível local políticos oportunistas, demagogos, populistas, arrogantes e, regra geral, incompetentes. 

Com uma experiência de vida já longa, chego à conclusão de que nos contentamos com muito pouco. Não me interpretem mal, porém: não é que estejamos mal servidos com o território com que a natureza nos brindou. Pelo contrário. Este paraíso à beira mar plantado merecia é muito mais de quem o tem governado. É uma cidade com tanto potencial que só falta alguém para o potenciar e desenvolver.

Santana Lopes e a sua equipa, apesar da herança do passado recente, tem tentado ser fiel às propostas com que se apresentou a sufrágio. Até ao momento, continua a seguir o guião por si próprio anunciado no acto da tomada de posse. O regresso do ensino superior à Figueira é a prioridade. O património - em particular o Mosteiro de Seiça e o Paço de Maiorca - “realidades muito complicadas” -,  a “resposta social, com os centros de saúde e o sistema de transporte das pessoas que vivem mais longe do centro do concelho”, são áreas em que o autarca prometeu no dia da tomada de posse “trabalhar mais depressa”. Nesse dia 17 de Outubro p.p. Pedro Santana Lopes  assumiu também como prioridades o mar, a erosão costeira e as respostas sociais. Sem esquecer, contudo, "as obras herdadas e em curso".  Vivemos tempos duros e difíceis. Espero a chegada do “devido tempo, para conhecer os resultados da prometida auditoria às contas da câmara”.

Para 2022, mesmo tendo em conta a instabilidade política em que vivemos, coloco nos meus desejos que este novo executivo presididio por Santana Lopes se esmere e consiga fazer muito mais e melhor do que o seu  antecessor - felizmente  "breve". 

Mais e melhor pelos velhos. Mais e melhor pelos jovens. Mais  pelos transportes públicos, pelo comércio local, pela integração e diversidade cultural, pelo turismo, pela pesca, pelo ambiente, pela empregabilidade e combate ao desemprego. Mais e melhor pelos animais. Mais e melhor pelo bem estar dos que aqui querem continuar a morar, teimando em viver na Figueira, apesar de quem tem governado a cidade e o concelho não ter criado as condições para cá permanecermos.

Mais do que eu, mero cidadão atento, espero que os nossos políticos tenham mais contacto com a realidade e tenham atenção às necessidades reais dos que aqui vivem. Para o que resta de 2022, desejo que se faça política a sério, isenta e com competência. Sem beneficiar clientelas.

O paraíso à beira mar plantado que é a Figueira merece mais e melhor. E nós, cidadãos, também. Mas também temos de fazer mais por isso.

2021 gerou  mudança política na Figueira. Santana ocupou o cargo de Carlos Monteiro, que esteve no poder 12 anos seguidos.

Em Setembro passado os figueirense mostraram um cartão vermelho ao candidato do PS. 

Definitivo?..

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Portinho da Gala: problemas que se arrastam há anos continuam por resolver

 Via Diário de Coimbra

A reunião camarária realizada ontem em versão resumida

Montagem feita a partir da edição de hoje do Diário as Beiras

Gosta do “novo” Jardim Municipal? (2)

 Via Diário as Beiras

Nuno Melo apresenta candidatura à liderança do CDS no próximo sábado, mas pode ter concorrência...

Miguel Mattos Chaves, que concorreu a presidente de câmara da Figueira da Foz, pelo CDS, nas autárquicas de 2017 e 2017, quer entrar na corrida a presidente do CDS.
O congresso está marcado para os dias 2 e 3 de Abril. De acordo com os regulamentos aprovados em conselho nacional na passada sexta-feira, as moções de estratégia global (obrigatórias para os militantes que queiram protagonizar uma candidatura) podem ser apresentadas até 15 de Março. O local da reunião magna dos centristas, que vai eleger o novo líder, ainda não foi escolhido.

Um país a arder

 

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2022

Empreitada de reabilitação e reforço da ponte Edgar Cardoso: de manhã, Santana queixou-se de falta de informações. De tarde, a Infraestruturas de Portugal (IP) esclareceu que tem mantido informado o município da Figueira da Foz sobre a reabilitação da Ponte...

O presidente do município da Figueira da Foz revelou estar em contacto com a tutela para resolver o assunto, depois do contrato de comodato, assinado em fevereiro de 2020 entre as duas entidades, ter expirado por falta de cumprimento do IEFP

"Figueira da Foz procura solução para acolher centro de formação do IEFP"

As obras têm um prazo de execução de 630 dias

"A Câmara Municipal", segundo acabei de escutar em directo pela boca do Dr. Santana Lopes, "soube das novidades pelos jornais"...
Estou velho, cansado, pobre e gordo. Passei uma vida a reivindicar, a contestar, a ir a manifestações de rua, a reclamar e a estrebuchar. Indignei-me e exaltei-me. Passei por situações difíceis e quase de  desespero. Cheguei a estar desempregado, sem dinheiro, endividado, tive momentos em que me senti quase sufocado pelo Estado. Esperei pela mudança. Em vão... 
Espero que o Dr. Santana Lopes tenho melhor sorte com a Refer, pois a Figueira e os figueirenses merecem...

Nacional 109 tem trânsito condicionado no troço que atravessa a zona norte do concelho

 Via Diário as Beiras

Em 195 701 votos recebidos, 157 205 foram para o lixo!

"Mais de 80% dos votos do círculo da Europa foram anulados. 

A quem atribuir o prémio "Supremo Irresponsável da Nação"?

Chanceler alemão reconhece que a retirada das tropas da fronteira com a Ucrânia é um passo importante e mostra-se aberto a negociações com o homólogo russo

«A Rússia anunciou o fim das manobras militares e a partida de algumas das suas forças da península da Crimeia anexada da Ucrânia, onde a presença de tropas alimentou os receios de uma invasão. 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2022

Videovigilância

 Via Diário as Beiras

Sou um privilegiado sim senhor

Apetece-me. E como me apetece lá vai.
Fica a recordação de um grande jornalista, quando o jornalismo se aprendia e praticava nas redacções dos jornais.

O . Purista do verbo e do enredo no dissertar da pena, concebia o jornalismo como uma arte e uma missão nobre.
“Também a lança pode ser uma pena/também a pena pode ser chicote!”
Andarilho e contador de histórias, sempre atento, oportuno, contundente, irreverente e mordaz, com o seu jeito, peculiar e exagerado - único, para contar estórias oralmente, adornando-as e enriquecendo-as com os seus excessos de pormenores deliciosos!.. 
Foi um grande jornalista. Escrevia muito bem o Zé. Contudo, ouvi-lo era um privilégio a que só alguns tiveram acesso.
Na altura, com 20 e poucos anos, não sabia do que gostava mais: se de ouvir o que pensava (não parava de pensar);  se de ouvir contar tanta vida que viveu (não sabia estar parado sem viver); se de o ver brincar com as coisas sérias da vida (a vida para ele tinha de ser uma festa). 
Ter-me cruzado com ele no Barca Nova, onde aprendi tudo o que havia a aprender sobre jornalismo (notícias, necrologia, reportagem, crónica, fazer títulos, rever provas com aquele cheiro a chumbo que ainda hoje me inebria, vindas da máquina linotipo, paginar, legendar, dobrar jornais e colocar os endereços, levar os jornais à estação dos correios para chegarem à casa dos assinantes, etc.) foi das melhores coisas que me poderiam ter acontecido na vida.
Era um gosto (prazer é outra coisa...) vê-lo pensar, reflectir, mexer-se, brincar, imaginar e escrever com caneta e papel. Era surreal vê-lo representar enquanto conversava sobre o que via nos outros. Falava e dava espaço aos mais jovens: "não dizes nada"? "que achas?"  "que dizes?" "que sugeres"?
Inventava. Inventava-se e inventou muito e bom jornalismo. Fez da sua vida uma alegria constante. Teve problemas. Mas aliviou sempre o seu peso. 
Nunca parava. Sempre em movimento, era sedutor e vivia o êxtase da sedução. 

O Zé transmitiu-me que o mais importante é a Liberdade. A dele, a minha,  a tua e a nossa. 
Há melhor escola de jornalismo? Há melhor jornalista? Há mais pessoa? Há melhor amigo? Há melhor escola de vida?