quarta-feira, 26 de janeiro de 2022
Existe a esperança de o batel poder vir a ser viabilizado? Empresários estudam navegabilidade do Mondego entre Coimbra e Figueira da Foz...
Legislativas 2022: sondagens...
Empate, por enquanto, técnico. E ao que dizem: absoluto.
Emigrar, yes. Não emigrar, yes.
As pessoas não são estranhas. Simplesmente, por vezes são complexas e atreitas a complicar.
Decidem por instintos. Refugiam-se em sentimentos complexos. Deixam vir à tona os medos íntimos - mesmo os interiores. Vão ao âmago. Chegam ás vísceras.
As pessoas não são estranhas. Por vezes, simplesmente, entranham-se nas próprias entranhas.
Ainda temos 4 dias. Pode ser que ainda passe...
Mas todos sabemos o que aconteceu com a coca-cola: “primeiro estranhou-se. Depois, entranhou-se.”
E por cá anda há quase 100 anos...
LEGISLATIVAS 2022: IMAGENS DA CAMPANHA ELEITORAL
terça-feira, 25 de janeiro de 2022
Em entrevista à CNN Portugal Santana Lopes admite regresso ao PSD: "Eu pertenço lá"...
"Gosto muito do PPD/PSD, nunca deixei de gostar", afirmou, num estilo bem caraterístico de se referir ao partido.
Questionado sobre quando foi a última vez que falou com Rui Rio, refere que foi ainda antes do Congresso do PSD, ao qual acabou por não ir: "Podia ter ido, podia ter estado na linha da frente, até podia ter falado".
Confessando "dois amores" (Aliança e PSD), Santana Lopes admite assim um regresso ao PSD: "Há uma pessoa que quer muito, que é a Conceição Monteiro. Acho que é provável, eu sou de lá, eu pertenço lá. Gosto de voar sozinho, mas sei qual é o meu bando".
Sobre o regresso e o seu momento, diz que é algo que não tem claro, mas garante que, quando acontecer, será pela mesma porta por onde saiu, sem "palmas, assobios ou festas".
A acontecer, diz, esse regresso não estará nunca relacionado com uma eventual aproximação do PSD ao poder.
Afirmando-se como alguém que sempre foi contra o bloco central, Pedro Santana Lopes diz que há um desgaste do actual Governo, antes de deixar um elogio a António Costa: "Não vou dizer que foi um herói, mas gerir um país num processo de pandemia é dificílimo", afirma, notando que poderia existir no primeiro-ministro um maior desgaste.
Mas o autarca coloca o ónus no Presidente da República, que na altura da dissolução do Parlamento foi "categórico", postura que, para Santana Lopes, deve manter a partir das eleições, sob pena de Portugal não conseguir encontrar solução governativa.É por isso que Santana Lopes vê como forte um entendimento de PS e PSD, algo que coloca como dependente de Marcelo Rebelo de Sousa, que, a partir de 31 de janeiro deve procurar fomentar uma solução de governo.
"António Costa já disse tudo e o seu contrário, está muito errático. Hoje já está disposto ao diálogo com toda a gente", vinca, dizendo que não faz sentido as posições tomadas por PS, PCP e Bloco de Esquerda.
Por isso mesmo, Santana Lopes diz que a solução mais viável poderá mesmo ser um entendimento ao centro. O ex-adversário de Rui Rio vê no actual presidente do PSD alguém capaz de vencer as eleições: "Tem um bom programa, tem-no exposto, os portugueses sabem que é uma pessoa séria".
"Ele pode vencer as eleições. É o único que aprendeu que o grande problema de Portugal é a economia e o crescimento", aponta, dizendo que Rui Rio tem a mensagem correta, antes de confessar ainda não ter decidido o sentido de voto.»
Querem que vos caia um "nazizinho" ou um "autoritário" na sopa?... Força aí pessoal, escolham Rui Rio ou Antonio Costa...
| Imagem sacada daqui |
Sondages...
Aqui há gato
"A quatro dias do fim da campanha, os dados estão lançados e há pouco que ainda nos possa surpreender. A menos que haja, até sexta-feira, algum escândalo, erro colossal ou disparate sem nome.
A campanha acabou animalizada - o PAN agradece - e o último protagonista é Zé Albino, o gato de Rio, que passou a comentador e analista político. Desde o primeiro tweet de Rio, que revelou o que pensava o seu gato do estender de mão do PS ao PAN, que Zé Albino entrou na campanha e por lá permanece todos os dias, seja para exprimir o que sente o dono, seja para levar recados dos adversários.
Tem graça? Uma vez, até pode ter. Mas não deixa de ser triste o facto de um gato servir de pombo-correio, emissor e receptor de mensagens que são para nós e que, por via desta campanha, nos chegam através dos "humores" de Zé Albino.
Faltam sete dias para as eleições. O futuro que temos nas mãos é bem mais importante e decisivo do que andarmos a falar com um, e de um... gato."
Rui Rio: "e tem graça ainda por cima"...
Via JN, Helena Teixeira Da Silva
"Rui Rio não é um homem do povo, como o povo diz. Mas sabe falar como o povo, tem via verde para o coração dos empresários e, para bem da sanidade do país, nunca usa um daqueles discos só com duas frases que, repetidas até à exaustão, não surtem outro efeito que não o do aborrecimento.
Rui Rio reinventou-se como candidato a primeiro-ministro, surgindo leve e fresco (até o gato Zé Albino conseguiu meter nos fait-divers do dia, bizarria que seria impensável há uns anos), em contraste com uma esquerda monocórdica, arriada e perdida. E tem uma oportunidade histórica para se reinventar também enquanto chefe de Governo, se lá chegar no domingo, se não persistir nos erros do passado que tornam inevitável a convivência com a perceção de que cultiva a falta de mundividência e o défice democrático.
Claro que ninguém muda quando não precisa, e a cultura e a liberdade de expressão, por mais difícil de acreditar que seja, não movem nem comovem o país, pelo que tirando a franja do costume ninguém lhe assacará responsabilidades. Rio diz dos artistas e da cultura o que nem Ventura ousa dizer dos ciganos. Por uma vez, era importante que desse o braço a torcer. Sem cultura e sem liberdade, o futuro de Portugal será sempre uma estrada demasiado estreita."
Paulo Ralha, ex-presidente do Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos, ex-militante do PS, passa de candidato do Bloco de Esquerda em Braga a cabeça-de-lista do Chega em Coimbra.
Essa acusação não tem fundamento nenhum. Primeiro porque a direcção de Lisboa sempre foi uma opositora dentro do sindicato e não tem legitimidade nenhuma para agir em nome do sindicato. Em segundo lugar, já passaram dois anos desde que saí e as contas foram sempre aprovadas. Em termos legais tinham seis meses e seria a direcção nacional que teria legitimidade para avançar com um processo.
segunda-feira, 24 de janeiro de 2022
Paço de Maiorca: será possível o "milagre"?.. (2)
Ontem no OUTRA MARGEM, escrevemos.
Sexta e sábado, o Paço de Maiorca esteve de portas abertas, das 14H00 às 17H00. As visitas com cerca de meia hora de duração, destinaram-se a grupos com um número máximo de 10 pessoas.
Maria Archer, uma grande escritora que escreveu sobre a Cova, é homenageada hoje em Lisboa
Nascida em Lisboa, mudou-se para Moçambique com os pais e seus cinco irmãos em 1910. Só terminou a escola primária aos 16 anos, tendo para isso que insistir com seus pais, que achavam desnecessária a sua formação. A família voltou para Portugal em 1914, mas dois anos depois estava novamente na África, desta vez na Guiné-Bissau.
Em 1921, enquanto o seu pai regressava a Portugal, Maria Archer casou-se com o também português Alberto Teixeira Passos. O jovem casal fixou residência em Ibo. Cinco anos mais tarde, após o surgimento do Estado Novo e a crise subsequente, o marido perdeu o emprego num banco e os dois mudaram-se para Faro. Em 1931, divorciaram-se.
Separada, foi morar com os pais em Luanda, onde iniciou sua carreira literária. Publicou a novela Três Mulheres, num volume que continha também a aventura policial A Lenda e o Processo do Estranho Caso de Pauling, de António Pinto Quartin.
Voltou para Lisboa, onde iniciou um período de intensa actividade, produzindo obras sobre a sua vivência na África. Em 1945, aderiu ao Movimento de Unidade Democrática (MUD), grupo de oposição ao regime salazarista. A partir daí as suas obras passaram a ser censuradas. O romance Casa Sem Pão (1947) foi apreendido. Sem condições de viver da sua produção intelectual, refugiou-se no Brasil, onde chegou em 15 de julho de 1955.
No exílio, colaborou com os jornais O Estado de S. Paulo, Semana Portuguesa e Portugal Democrático e na Revista Municipal de Lisboa (1939-1973). Alternou entre a literatura de temática africana e as obras de oposição à ditadura portuguesa. Também se encontra colaboração da sua autoria na revista Portugal Colonial (1931-1937).
Voltou para Portugal em 26 de Abril de 1979, internada na Mansão de Santa Maria de Marvila, em Lisboa, um asilo onde passou seus últimos três anos de vida.
Durante a vida, Maria Archer foi uma inconformista, consciente das discriminações e das injustiças, em geral, e, em particular, das que condicionavam o sexo feminino, numa sociedade retrógrada e, como se diria em linguagem actual, "fundamentalista", em que o regime impôs a regressão às doutrinas e práticas de um patriarcalismo ancestral.
A escrita, servida pelos dons de inteligência, de observação e de expressividade foi para Maria Archer uma arma de combate político. Como disse Artur Portela, "a sua pena parece por vezes uma metralhadora de fogo rasante".
É um combate em que a sua vida e a sua arte se fundem - norteadas por um ostensivo propósito de valorização dos valores femininos, de libertação da mulher e, com ela, da sociedade como um todo.
Ela é já uma Mulher livre num país ainda sem liberdade - coragem que lhe custou o preço de um longo exílio ...
Maria Archer é uma grande escritora E pode ser lida apenas como tal. Mas permite também diversas outras leituras.
Uma leitura sociológica, antropológica, política...
Ninguém como ela escrutinou e caracterizou o pequeno mundo da sociedade portuguesa da primeira metade do século XX, das famílias, pobres ou ricas, decadentes ou ascendentes, aristocratas, burguesas, "povo" - todos imersos na nebulosa de preconceitos de género e de classe, de vaidades, de ambições, de prepotências e temores...
"Aurea mediocritas", brandos costumes implacáveis... o mundo de contradições de um Estado velho, que se chamava Estado Novo.
Ou uma leitura feminista...
Ninguém como ela conseguiu corroer essa imagem da "fada do lar", meticulosamente construída sobre a ideia falsa da harmonia de desiguais (em que, noutro plano, se baseava a ideologia corporativa do regime), da falsa brandura do autoritarismo e da subjugação no círculo pequeno da família como no mais alargado, o do País.
Maria Archer é uma retratista magistral da mulher e da sua circunstância... O rigor da narrativa, a densidade das personagens, a qualidade literária, só podiam agravar, aos olhos do regime, a força subversiva da denúncia. Na crueza da palavra. Na nitidez do traço...
O regime não gostou desses retratos femininos, como não gostava da Autora. Primeiro, tentou desqualificá-la, desvaloriza-la. Sintomática a opinião de um homem do regime, Franco Nogueira, que em contra-corrente , num texto com laivos misóginos, a apresenta como apenas uma mulher a falar de coisa ligeiras e desinteressantes, (como o destino das mulheres....).
Sintomático também que a crítica seja divulgada pela própria editora da romancista, a par de tantas outras, todas de sentido contrário.
Não tendo conseguido os seus intentos, o Poder passou à acção: os seus livros foram apreendidos, os jornais onde trabalhava ameaçados de encerramento... Maria Archer viu-se forçada a partir para o Brasil - uma última e infindável aventura de expatriação, de onde só viria, envelhecida e fragilizada, para morrer em Lisboa.
Mas o desterro não foi pena bastante!
Teresa Horta, no prefácio da reedição de "Ela era apenas mulher" afirma que Maria Archer foi deliberadamente apagada da História.
Elegância é uma palavra que quadra com Maria Archer. Caracteriza-a na maneira como pensou, como escreveu, como se vestiu e apresentou em sociedade, como viveu a vida inteira, até ao fim...
Ousou ser Maria Archer, sem pseudónimos...
| imagem sacada daqui |
"No primeiro domingo de Janeiro faz-se na Cova a romaria anual a São Pedro, padroeiro dos pescadores. No extremo da povoação, num ermo desabrigado, ergue-se a pequena e humilde capela do santo. Em redor alongam-se as dunas cobertas de juncos, enquadradas pelo pinhal e pelo mar. S. Pedro, se viesse dos areais da Judéia, com as suas rústicas sandálias de caminheiro pobre, as suas barbas austeras, a face tostada pelo ar salgado, sentir-se-ia à vontade entre a gente da Cova e no seu agreste cenário de deserto ribeirinho".
A geringonça está a renascer?
Porque é importante votar na esquerda dos humildes
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domingo, 23 de janeiro de 2022
Paço de Maiorca: será possível o "milagre"?..
Na actualidade, o edifício está devoluto e em degradação há vários anos. O actual presidente da Câmara da Figueira da Foz, Pedro Santana Lopes, já garantiu que vai tratar da reabilitação do imóvel classificado. De resto, vem reiterando que a reabilitação e a preservação do património são duas das suas prioridades.
