sábado, 12 de junho de 2021

RFMSOMONI em suspenso até 2022

 Via Diário as Beiras

A história da minha Vida é uma história simples e resume-se em poucas palavras: é uma história de amar

Amo a Vida e tudo o que ela tem de grande. Amo o sol, o mar e as pessoas. Mas amo sobretudo o que faz a diferença. Por exemplo: dar uma volta de bicicleta em boa companhia.

Vida social figueirense: S. Pedro em grande...

Imagem via Diário as Beiras
As atitudes que tomamos e os sinais que mandamos, são sempre mais importantes do que pensamos. É irrelevante, pelo menos para mim, que o actual detentor do cargo de presidente da junta de freguesia de S. Pedro, apesar dos esforços feitos pelo Doutor Carlos Monteiro, tenha morrido politicamente há muito. Na melhor das hipóteses, tal como todos nós, transformar-se-á numa memória. Que o mesmo é dizer: em coisa nenhuma.
Seria assim sempre, mais cedo ou mais tarde. E nada nunca ocorre cedo de mais, como nada ocorre tarde de mais. Ocorre apenas. E é tudo. 
O próxima presidente, já está à espreita. Mas, ainda não mora lá.
Vai ser em Outubro próximo...

Uma raridade figueirense: "um municípe interventivo e atento à gestão autárquica"...

Foto via Diário as Beiras
Miguel Amaral, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS: “lamento que sejam poucos a preocuparem-se. Há um desligar dos figueirenses em relação ao que se passa na cidade, até em assuntos relevantes”.
As suas intervenções nas reuniões de câmara, esclareceu Miguel Amaral, dão sequência ao “dia a dia de uma pessoa atenta ao que se passa na Figueira da Foz” e “preocupada com o seu desenvolvimento”
Nas últimas eleições autárquicas, em 2017, exemplificou, “a abstenção na cidade rondou os 70 por cento, o que denota o pouco interesse que os figueirenses manifestam pela sua cidade. Há exceções, mas, infelizmente, são poucas”.

A participação política em democracia engloba a possibilidade de cada cidadão poder responsabilizar politicamente aqueles que elegeu. Cada cidadão pode pedir contas a determinado político por determinada actuação, omissão ou ausência. E pode penalizá-lo com o seu voto.
Por outro lado, o bom funcionamento da justiça é essencial numa democracia por várias ordens de razões. Entre outras, a saber: é preciso que as pessoas possam fazer valer os seus direitos e sintam que há penalização de quem viola a lei; é preciso recuperar um sentido de responsabilidade, individual e social; é preciso que os próprios políticos - que fazem as leis - não sejam "mais iguais que outros" perante a lei; é preciso que haja orgãos de comunicação social atentos  e contribuintes para o esclarecimento da opinião pública.
Não haverá na Figueira,  uma vida política moderna, boa e saudável enquanto reinar um sentimento de impunidade da partr da classe política. Se a legislação e a lei não for aplicada ou se não for cumprida por todos, de nada serve. 
Em democracia o voto assume importância fundamental. Mas, para isso, exigem-se cidadãos atentos, interessados e intervenientes pelo que se passa à sua volta.
A realidade, porém, demonstra que na Figueira a cidadania é uma lenda e que a justiça (célere e eficaz) não existe.
A prova disso é que o simples facto de haver na Figueira "um municípe interventivo e atento à gestão autárquica" é notícia de jornal.

Autárquicas de 2021: uma entrevista de Pedro Machado...

 Via Campeão das Províncias

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Autárquicas de 2021: o candidato do PSD e o mandatário...

 Via Pedro Machado - Figueira do Futuro

ERNESTO MORGADO É O MANDATÁRIO CONCELHIO DA CANDIDATURA DE PEDRO MACHADO

Está desvendado o tabu do arroz branco: o mandatário de Pedro Machado é...

...o Professor Ernesto Morgado Neste momento, numa unidade hoteleira da Figueira da Foz, o PSD está a apresentar o Professor Ernesto Morgado como madatário de Pedro Machado à Câmara Municipal da Figueira da Foz  
O segredo foi mantido com mão férrea. Mas, OUTRA MARGEM conseguiu lá chegar. Por intuição política e pelo que foi observando na pré-campanha de Pedro Machado. Como se trata do PSD, nada mais natural que o mandatário seja um empresário local, com poucas ligações à política figueirense. 

Os livros e os blogues

Ao longo dos séculos, os livros têm sido das coisas mais úteis ao homem.
Um livro é uma extensão da memória e da imaginação. 
Tal como nos últimos cerca de 20 anos os blogues...
Eu sei que, agora, as palavras são inúteis, mas a memória não. Portanto, NÃO APAGUEM A MEMÓRIA!
"Quando se sabia publicitar a Figueira da Foz...Nos anos 60"

Cabedelo, um deserto perto de si...

Recorde-se uma postagem do SOS CABEDELO de 21 de Julho de 2017
"Projeto não cumpre o programa da ARU do Cabedelo.
A proposta apresentada parece ser pior do que a encomenda.
O programa da ARU do Cabedelo - ver imagem - previa a deslocação do Parque de Campismo (área T2 conforme planta) destinando "a actual área ocupada a espaço público (L), admitindo estruturas leves de apoio à praia e ao usufruto da frente de Rio, compatibilizada com alguma renaturalização do cordão dunar, especialmente no local de articulação com a duna existente".

O desenvolvimento em projeto não prevê qualquer alternativa de localização ao Parque de Campismo. Parece promover mais construção associada ao edifício existente (deslocação do programa previsto nas àreas T1 e T3 - Unidade Hoteleira) e menos recuperação paisagística na área a desafetar (L)."

O desenvolvimento em projeto não prevê qualquer alternativa de localização ao Parque de Campismo. Parece promover mais construção associada ao edifício existente (deslocação do programa previsto nas àreas T1 e T3 - Unidade Hoteleira) e menos recuperação paisagística na área a desafetar (L)."

O Cabedelo está a ser transformado num deserto.
Sabem o que faz um viajante depois de percorrer um deserto? 
Presumo que comece por sacudir a areia, que é o que faço depois de percorrer o espaço entre a nova rotunda e o Surf.
Basta estar o vento habitual da Figueira....

A “Rota da Liberdade”, um percurso cultural

A Pó de Saber-Cultura e Património apresenta um novo percurso cultural na Figueira da Foz intitulado “Na Rota da Liberdade – A Figueira e os refugiados da II Guerra Mundial”
Fotos Manuel Santos. Imagens da Coleção do Arquivo Municipal da Figueira da Foz
Neste percurso, de cerca de dois quilómetros e com duração de duas horas, os visitantes poderão reconstituir a chegada dos comboios de refugiados à Figueira da Foz, revisitar algumas das casas onde foram acolhidos e os lugares onde encontraram repouso e amizade solidária. 
Para “milhares de refugiados a quem, sobretudo a partir de junho de 1940, foi destinada a Figueira da Foz como zona de residência fixa, a espera por vistos de passagem para o continente americano, por notícias dos que ficaram para trás e dos que já haviam partido foi marcada pela angústia e pela tragédia da deslocação forçada”. “No entanto, como tantos ainda hoje recordam em memórias pessoais e institucionais que ligam de forma perene a Figueira da Foz ao Mundo, a ansiedade do desconhecido foi amenizada pelo carinho e boa-vontade das autoridades e cidadãos figueirenses, que se desdobraram em iniciativas para prover pelo seu conforto e bom acolhimento”, destaca a Pó de Saber-Cultura e Património. 
Este programa foi desenvolvido em parceria com algumas das lojas do “Comércio com História” da Figueira da Foz e desvenda micro-histórias do quotidiano solarengo dos “turistas acidentais” na sua rota do horror para a liberdade. 
Os percursos realizam-se de junho a setembro, à terça-feira, pelas 10H00, e aos sábados, pelas 16H00, e têm o custo de 10 euros por pessoa (gratuito para crianças até 12 anos). O percurso realiza-se no exterior, com breves passagens por espaços comerciais, sendo solicitado aos inscritos para que cumpram todas as regras de segurança impostas pela DGS com relação à covid-19. A Pó de Saber vai retomar os proramas culturais “Coração do Bairro-Percurso cultural e gastronómico” e a visita guiada às igrejas de Santo António e São Francisco (sábados e domingos às 15H00). Todas as informações podem ser obtidos através dos seguintes CONTACTOS | podesaber.patrimonio@gmail.com | t. 964 460 709 | facebook @podesaberpatrimonio | instagram podesaber.patrimonio | twitter @po_saber. 

Entre o patético e o grotesco

Via O "Discurso sobre a Figueira", um panfleto que é mais uma caricatura/retrato de uma cidade que nem a areia sabe distribuir...


Autárquicas 2021 na Figueira: o momento do mandatário...

A pré-campanha eleitoral, ou melhor dito, a não pré-campanha, pois a falha de ideias das candidaturas já anunciadas tem sido a marca dominante - a manter-se durante mais 3 meses, vai acabar por traduzir-se na abstenção.

Da CDU ainda nada se sabe. DO BE idem.
Do CDS, do PS e do PSD já se sabe alguma coisa.
Do CDS já se sabe quem é o mandatário. Do PS também. 
Mais logo, pelas 17 horas, numa unidade hoteleira da Figueira da Foz, o PSD vai apresentar o seu. Não deve trazer algo de substancionalmente novo ou diferente. O segredo tem sido mantido com mão férrea. Como se trata do PSD, aposto num empresário, com poucas ligações à política figueirense.
Como têm reagido, pelo que tem vindo a público, os militantes partidários e os simpatizantes mais acérrimos  aos "desvios" e às medidas do PS e do PSD, quando com elas estão em desacordo?
Uma boa parte, diria mesmo a maior parte, pura e simplesmente cala-se. 
Quem cala consente. São os fieis surdos, cegos e mudos. O mutismo aparentemente resolve o que no debate político levanta receios e inseguranças.

Outra  parte, faz o chamado trapezismo retórico via contorcionismo argumentativo. São os bem-falantes pletóricos, que se esforçam, sob os projectores mediáticos, tentando justificar o injustificável e explicar o inexplicável. Esgotam a paciência de qualquer um, cobrem-se de ridículo, mas contam com o reconhecimento interno, com a cumplicidade tribal, visando assegurar um lugar nas listas dos respectivos partidos. Ganham a confiança de uns, perdem a de outros, mas oferecem uma espécie de fidelidade incondicional que satisfaz os líderes. Neste momento, basta estar minimamente atento, isso é público e visível no PS e no PSD.

Depois temos os chamados "intermitentes": aqueles que estão com uma liderança, mas não estariam com outra. Gostam de exibir a discordância publica, mas não se demitem do partido. No PSD, a putativa candidatura de Santana Lopes expôs isso descaradamente nas autárquicas de 2021.
Este comportamento, que não é novo, coloca uma questão antiga: a de definir qual o limiar que explica a decisão de continuar a militar num partido quando as expectativas de carreiras pessoais ficam goradas, os desacordos se acumulam, as dissidências se amontoam e as matérias de princípio são afectadas ou atraiçoadas. 

Os "intermitentes" só se distiguem dos "silenciosos" e dos "trapezistas" num aspecto: falam alto e em público. De resto, a caravana passa, com os arranjinhos pontuais do costume... 
Duvidam? Estejam atentos ao que se vai passar com a elaboração das listas para a vereação camarária e para a Assembleia Municipal, em todos os partidos, mas em especial no PS e no PSD. 
E perguntam vocês: então e a candidatura de Santana Lopes?  
Neste momento, ela existe para além do ruído?

quinta-feira, 10 de junho de 2021

Um momento de boa disposição

Não costumo concordar muito com o vereador Carlos Tenreiro.
Porém, porque gosto e aprecio o que e quem me diverte, o que é o caso da sua página política Mudar Porque a Figueira Merece, é natural achar-lhe graça. Muita graça mesmo...

"Que foto incrível"!..

Pedro Agostinho Cruz
Pedro: és um jovem. Contudo, pensando nos últimos 12 anos interrogo-me: ao fim destes anos, o que é a fotografia para ti? 
Tu sonhaste muito. Eu sei, pois estive lá no início do teu sonho. Uma parte do teu sonho realizou-se e colou-se à tua vida. Mas, tu mereces. Continua a sonhar. E a fotografar. As tuas fotografia, enquanto evidência de vida, de presença humana, têm um único filtro, que é o do significado. A fotografia, na sua mecânica do captar, é o tempo natural e irredutível da sua essência: memória. 
E a Figueira precisa de memória. Na Figueira existe muita porta fechada, muita mediocridade, muita mente pequenina. Mas, isto assim tem muito mais piada e dá outro gozo. 

Querem ver, que vai-se a ver e nada!..

 

quarta-feira, 9 de junho de 2021

A lei dos eleitos locais é anacrónica? Não!

Uma  crónica de Silvina Queiroz, via Diário as Beiras

"No correr dos tempos, legislação “filha” do 25 de Abril tem vindo bastas vezes a receber o “título honorífico” de anacrónica! Foi o que aconteceu, por exemplo, com os diplomas que regulamentaram, felizmente por largos anos ainda, a eleição para os órgãos democráticos das escolas: a entretanto morta e enterrada “gestão democrática dos estabelecimentos de educação e ensino”. Provavelmente foi o que aconteceu com as alterações à lei eleitoral em Julho do ano transacto. Não sei. O que sei é que cada vez que se mexeu na lei foi com o intuito claro de reduzir a intervenção dos eleitores e o enfraquecimento do Poder Local. Por essa via se perderam muitos mandatos aquando de uma dessas “oportunas” revisões legislativas! O que precisamos nesta como em toda a Lei é que se respeitem os preceitos constitucionais sem tibiezas nem operações de martelamento dos diplomas, assim pervertendo a matriz, os pressupostos da sua génese. O que aconteceu nas escolas, foi que chegámos a um ponto em que já não há qualquer exercício de autêntica democracia: os professores no seu todo, os assistentes operacionais e técnicos, foram arredados da escolha electiva dos órgãos dirigentes das escola e que saudades têm desses tempos em que as suas voz e vontade tinham um amplo espaço de participação democrática! O que se pretende com a “iluminada ideia” de círculos uninominais? Exactamente a desvalorização do Poder Local, uma vez mais e desta feita de modo mais violento e, diria, ignóbil. Não concordo com o ápodo de “anacrónica” a classificar a lei eleitoral, não. Quereria era o seu aperfeiçoamento, aproximando-a da sua raiz nos já distantes anos do seu nascimento. Anacrónicos são todos os que, de uma maneira ou outra, se vão “esforçando” por subverter as heranças de Abril, os seus valores e a sua proximidade com as populações, combatendo a sua participação activa e valorada."

Depois do Cabedelo temos um jardim a arder...




Está a chegar o calor. Em breve, na televisão teremos a tragédia dos fogos, o espetáculo das chamas, as casas carbonizadas, as árvores queimadas, os carros ardidos e o desespero das pessoas.

A tragédia fascina, devora, faz-nos sentir parte do que quer que seja que está a acontecer. Mexe connosco. E dá audiências nas televisões e vende jornais.

No entanto, para lá das reportagens, do repórter que sofreu imenso e teve de voltar para trás por causa das "chamas enormes", para lá de tudo isso há a tragédia individual, o desastre que é para cada uma daquelas pessoas aquele fogo. Só aquele.

Já senti isso de perto. O crepitar violento que se vai aproximando, o fumo, não conseguir ver nada, mas tentar adivinhar o que ficou destruído, o sentimento de perder para sempre aquele espaço que nos era familiar, olhar para o lugar de sempre e nunca mais ver o mesmo. É horrível, faz-nos sentir medo e  pânico. Perder, ou temer perder, tudo no rasto do incêndio.

No Cabedelo o que está a acontecer tem muito de semelhante com isto.

A desgraça verdadeira, porém, não é o artigo de jornal ou a peça de televisão, é a tragédia individual, a impotência – a sensação da nossa pequenez e inutilidade perante as forças - da natureza e outras.

Há sempre um mal maior, haverá sempre outro mal, mas perder - ou temer perder - tudo sem poder contrariar, sem haver nada que se possa fazer, é essa a história de cada uma das vítimas dos incêndios como o do Cabedelo. Sim o Cabedelo foi queimado.

O resto - as culpas, as falhas, os desleixos, as críticas - o resto é importante, muito importante, mas é só para os outros. Para nós, quem perde uma árvore, um terreno, uma casa, um cabedelo, ou um jardim como o da foto, isso é tudo. E os figueirenses podiam ter feito tanta coisa...

Este jardim está a arder. Não sentem o crepitar violento? Ou já não conseguem ver nada por causa do fumo?

Quem me conhece, sabe que a Figueira é a minha cidade mundial preferida, mas há coisas tão simples de perceber...

Penso que quase todos o sabemos: o presente é uma desgraça (para não escrever uma merda, pois sou um cidadão educado).
Sendo assim, há lugar para a esperança de que o futuro possa vir a ser melhor?
Poder podia, mas não há...
A maior virtude da alienação é fazer-nos esquecer o futuro. 
Amanhã, podemos arrepender-mo-nos do que fizemos hoje (que pode ser o dia em que vamos votar para as autátquicas 2021).
No outro dia, será demasiado tarde...