quinta-feira, 6 de maio de 2021

Quiaios: depois de ser um caso de polícia decidido pelos tribunais, acabou por ser um teste ao funcionamento da democracia na Figueira...

Todos sabemos o que se passou em Quiaios. 
Assistimos ao funcionamento da justiça, embora lento. Foram os tribunais, no fundo o sistema de justiça, que apeou a presidente de junta Fernanda Lorigo do poder. O PS Figueira, a seguir, transformou um caso de Justiça num caso de política. 
"Os últimos desenvolvimentos – a Secretaria de Estado ao decidir-se pela constituição de uma Comissão Administrativa na freguesia de Quiaios - peca por extemporânea. O assunto deveria ter sido resolvido de raiz e sem delongas, logo que foi conhecida a sentença do Tribunal. O que se passou a seguir, com o PS a estrebuchar fazendo os possíveis e os impossíveis por esgotar os prazos, numa lógica de manter o poder pelo poder, nomeadamente levando à inviabilização da realização de eleições intercalares, como prevê a Lei em casos desta natureza, é do conhecimento geral e fica à apreciação dos eleitores.
Fica provado, se é que para alguns ainda não estava, que a CDU teve razão em todo o processo, desde o seu início, com a denúncia das ilegalidades cometidas e posteriormente sancionadas exemplarmente pelo poder judicial, e depois nas suas tomadas de posição sobre este lamentável assunto.
Faltam uns curtos meses para as Eleições Autárquicas 2021. A voz será dada de novo à população, esperando-se desta uma reflexão acurada sobre o que foi este mandato em Quiaios, eivado de ilegalidades e de incompreensíveis decisões, que resultaram em claro prejuízo para a população da freguesia. Ninguém mais é responsável pelos prejuízos, apenas o Partido Socialista ao mais alto nível no concelho ao apoiar solidária e publicamente, mesmo após a pronúncia do Tribunal, os réus entretanto condenados, sendo por esta via também o Executivo da Câmara Municipal responsável pelo arrastar da situação. Por mais que se esforcem em passar uma diferente mensagem, sacudindo despudoradamente “a água do capote”, esta é a verdade incontornável, nua e crua."

Aprovação pela CMFF das alterações ao edifício da Piscina Praia e Estalagem: em carta aberta, José Luís Cardoso ainda está "esperançado numa eventual reversão deste processo"..


"Caro Dr. Carlos Monteiro 
Foi com espanto e tristeza que tive conhecimento da aprovação pela CMFF das alterações ao edifício da Piscina Praia e Estalagem, tendo em vista a sua rentabilização como unidade hoteleira. 

Como figueirense orgulhoso da obra desenhada pelo meu pai, Arquiteto José Isaías Cardoso, não posso deixar de lhe transmitir o meu desgosto pelo destino, que antevejo inevitável, de banalização arquitetónica de um edifício classificado em fevereiro de 2002 como imóvel de interesse público. 

Não questiono a legalidade ou legitimidade do processo, que sei ter obtido o aval de entidades públicas supostamente responsáveis pela preservação do património classificado. Mas contesto a opção, que a CMFF promoveu e aceitou, de alteração substancial do desenho original de um edifício considerado pelos especialistas como exemplar marcante da arquitetura modernista da década de 1950, uma peça arquitetónica que é também exemplo raro de equipamento balnear público no contexto português da época. 

A pretexto da degradação efetiva a que o edifício foi sujeito nos últimos 25 anos – de que é exemplo marcante a remoção da icónica prancha de saltos e a redução do comprimento do tanque – a CMFF optou pelo mal menor de aceitar um projeto de alterações que reabilita o edifício à custa da degradação das razões que justificaram a sua classificação como imóvel de interesse público. 

Teria sido possível outra opção? Certamente que sim, se fosse mais elevado o nível de exigência camarária, se prioridade fosse dada à valorização de um bem arquitetónico público com utilização ajustada a novas formas de lazer, contrariando a inevitabilidade de uma concessão hoteleira de longa duração. 

O município da Figueira não dispõe de um património imóvel classificado tão vasto que lhe permita dar-se ao luxo de prescindir de um dos edifícios da cidade que mereceram a menção de interesse público. É essa marca única, que o edifício da Piscina Praia e Estalagem representa, que poderia ter sido valorizada como ativo patrimonial e cultural inestimável, que tantas gerações de figueirenses e veraneantes gostariam de ver perpetuado no futuro. Não como memória de um passado balnear que já não existe. Mas como símbolo perene e instrumento mobilizador de novos públicos, que sabem apreciar o valor de objetos arquitetónicos singulares, e por isso classificados. 

Estou certo que compreenderá a motivação, também familiar, da carta aberta que lhe dirijo. Esperançado numa eventual reversão deste processo, ficarei atento às soluções de conservação e valorização que a CMFF venha a encontrar e que o conjunto arquitetónico da Piscina Praia e Estalagem merece, dado o seu estatuto de imóvel classificado de interesse público. 

Com toda a estima, José Luís Cardoso"

Da série, as minorias elitistas e informadas para atingirem os seus objectivos, fazem uso contínuo e sistemático da propaganda... (continuação)

Via Diário as Beiras

«O campo de futbeachgolf de nove buracos, situado junto à pista de atletismo do areal urbano, será inaugurado este sábado, pelas 11H00.
O novo equipamento desportivo, construído pela Câmara da Figueira da Foz, custou mil euros
Não conhecemos exemplos de outros campos de futgolf na praia, pelo que a Figueira da Foz é pioneira na instalação” nesta infraestrutura, ressalva nota do gabinete da vereadora do Desporto, Mafalda Azenha.»

Nota de rodapé
"O footgolf, uma modalidade que alia o futebol ao golfe e tem como objetivo introduzir a bola em "buralizas"
A modalidade foi trazida para Portugal pela francesa Marie Odile Antonelli e pelo marido, um jogador de golfe profissional, em 2011. 
O objetivo do footgolf, que "não é golfe, nem futebol", é pontapear uma bola de futebol a partir do "tee", jogá-la sempre do local onde for caindo até atingir a buraliza (buraco/baliza), contando todos os "chutos", num mínimo de nove buralizas diferentes. O footgolf é praticado individualmente em campos de golfe e não necessita de árbitros, estando dependente "da lealdade dos jogadores e sua consideração e respeito pelas regras e pelos outros praticantes".

Da série, é fácil ser forte com os fracos...

 Via Revista Visão

Na Figueira, como habitualmente, vai acabar tudo bem...

Via Diário as Beiras
«O administrador da Sociedade Figueira Praia, detentora da licença do Casino Figueira, Fernando Matos, está confiante no futuro. 
A confiança advém da necessidade de interação social, no período pós-pandemia, e, destacou ainda, das condições que o equipamento oferece para esse fim. 
Por outro lado, o gestor mostra-se convicto que a concessão vai ser renovada. “Estou muito otimista em relação ao futuro, porque os casinos físicos, e o Casino Figueira em particular, por ser único, são ideais para o regresso à interação social. As pessoas vão querer interação social e o nosso espaço tem boas instalações, bom serviço, boa restauração e bom entretenimento”, defendeu Fernando Matos, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS."

Em comunicado, "o PSD lamenta, que os actuais responsáveis pela governação da Figueira da Foz não entendam que não é prejudicando a retoma económica e o desenvolvimento turístico da região que podem seduzir os figueirenses nas próximas eleições"....

A Concelhia do PSD/Figueira, via comunicado reagiu à notícia sobre a câmara ter votado contra o relatório do plano de actividades da Turismo Centro de Portugal, na assembleia geral da entidade regional de 30 de abril.
Recorde-se: a autarquia foi representada pela vice-presidente, Ana Carvalho e foi o único entre os 100 municípios com assento na assembleia geral da Turismo Centro de Portugal que votou contra o relatório do plano de actividades.

Em comunicado, a concelhia local socialdemocrata afirma que ao votar diferente dos restantes 99 concelhos que integram a ERT, muitos deles socialistas, o PS instalado na câmara municipal isola-se do resto da região e prejudica a Figueira da Foz”. No mesmo documento, pode ler-se também: “de facto, até o presidente da entidade regional, Pedro Machado, ter assumido ser candidato [do PSD] à presidência da Câmara da Figueira da Foz nunca antes o PS (…) tinha votado desta forma”. A seguir, vêm os elogios ao presidente da TCP e candidato do partido. “O trabalho de Pedro Machado ao serviço da região, enquanto presidente da TCP, é reconhecido, a nível nacional e internacional, e a Figueira da Foz foi largamente beneficiária da sua competência e seriedade no cargo”. “O que Pedro Machado nunca fez, nem fará, é usar a sua posição para, prejudicando ou beneficiando um concelho, tirar dividendos políticos, como agora faz a presidência da câmara”, afirma ainda a estrutura partidária liderada por Ricardo Silva. 
Na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS, o presidente da câmara e da Concelhia do PS e candidato à presidência da autarquia, Carlos Monteiro, afirma que “quem decidiu sair da Região de Turismo do Centro, no passado, foi um executivo camarário do PSD”. E acrescenta:  “um número significativo de críticas à TCP tem sido feito por vereadores eleitos em listas do PSD”. “Nós limitámo-nos a constatar que o plano de actividades evidenciava aquilo que vínhamos a acompanhar, ou seja, que a Figueira não tinha praticamente nenhuma visibilidade e, nessa perspetiva, votámos contra”. Disse ainda Carlos Monteiro, “os contributos que a TCP tem dado no Conselho Municipal de Turismo são zero e a resposta aos pedidos de apoio feitos este ano também são zero”.

Mais uma vez, via Bruno Pais de Menezes. Até agora, Santana só tem falado nas redes sociais...

 Via jornal Público

Impactos

 Via jornal Público

Pacheco Pereira

 Via Jornal de Notícias

Que gostaria de ver instalado no edificado do Cabo Mondego? (3)


"Casamento feliz!"

Para ler a crónica de Silvina Queiroz, publicada no Diário as Beiras, clicar aqui.

quarta-feira, 5 de maio de 2021

"A Figueira da Foz foi o único entre os 100 municípios com assento na assembleia geral da Turismo Centro de Portugal que votou contra o relatório do plano de actividades"... (2)

Via Diário as Beiras, ficámos hoje a saber que «a Figueira da Foz foi o único entre os 100 municípios com assento na assembleia geral da Turismo Centro de Portugal que votou contra o relatório do plano de actividades. Os argumentos invocados pela vice-presidente da autarquia, Ana Carvalho, foram os de que o concelho continua arredado das campanhas promocionais turísticas, realizadas dentro e fora do país.»
Recuemos, via DEZ & DEZ, a 9 de Abril de 2020 e ouçamos Pedro Machado sobre esta polémica...

"O filme de terror do Novo Banco"...

Via jornal Público

É o Novo Banco, estúpido!

"Entretanto, no Novo Banco, regista-se novo prejuízo, na casa dos 1300 milhões de euros e, paralelamente, distribuem-se 2 milhões em prémios pela equipa de gestão, premiando assim o excelente desempenho a acumular péssimos resultados, perante o silêncio sepulcral de um governo alegadamente de esquerda. Depois aparece um palerma qualquer, esbaforido, a arrancar cabelos e a gritar que a culpa é do socialismo, do Marx e da Venezuela, e que a solução é o Ventura. É mais ou menos neste ponto que estamos."

"A Figueira da Foz foi o único entre os 100 municípios com assento na assembleia geral da Turismo Centro de Portugal que votou contra o relatório do plano de actividades"...

«O DIÁRIO AS BEIRAS questionou Ana Carvalho por que motivo só agora, em ano de Eleições Autárquicas e sendo o presidente da TCP candidato do PSD à Câmara da Figueira da Foz, a autarquia votou contra o plano de actividades. 
“Este ano, que há interesse constatado, e até anunciado no site da TCP, que o presidente é candidato ao município, fez suscitar esta nossa incompreensão: por que é que a única vez que se fala da Figueira da Foz é por causa disso?”, respondeu Ana Carvalho.»
Segundo o mesmo DIÁRIO AS BEIRAS, «o presidente da TCP não estranhou que a autarquia figueirense votasse contra o plano de actividades. 
“Nada que nos surpreenda, porque já o tinha antecipado na minha conferência de imprensa de 31 de março. [Na altura, disse que a Câmara da Figueira da Foz] sempre votou a favor e não me espantaria que, por razões não profissionais, viesse a votar contra, como veio a acontecer, no dia 30 de abril”, reagiu Pedro Machado. 
“Isto só vem provar que o Pedro Machado exerceu sempre com enorme profissionalismo a sua função à frente da TCP, que nunca a utilizou para seu proveito pessoal ou para promoção individual, uma vez que o Centro de Portugal vota todo a favor, excepto a Figueira da Foz, o que significa que o Pedro Machado sempre exerceu com profissionalismo e isenção a sua actuação”

José Elísio Ferreira: o sobrevivente dinossauro autárquico figueirense

No fundo é isto: o José Elísio Ferreira, só poder ser mesmo bom autarca.
Tanto chegou a vereador pelo PS, como pelo PSD. Tanto podia ter sido sido candidato ganhador a presidente da junta de Lavos pelo PS, como chegou a presidente pelo "Vai ou Racha", como pode chegar a presidente pelo PSD.

José Elísio Ferreira chegou a vereador em 1980, num executivo PS figueirense presidido pelo Dr. Joaquim de Sousa. 
Em 1983 continuou como vereador PS, mas já num executivo presididido pelo Eng. Aguiar de Carvalho.
Em 1986 foi descartado como vereador pelo PS. 
Saíu do Partido Socoalista. 
Depois de uma passagem pelo PSN, filiou-se no PSD onde chegou a presidente da concelhia e vereador no mandato 2005/2009 sendo presidente o Eng. Duarte Silva. Antes desempenhou vários cargos na Misericórdia da Figueira e na Câmara Municipal da Figueira da Foz.

Portanto, o facto de José Elísio Ferreira ter tido, ao longo da sua longa e proveitosa carreira política, a oportunidade, como autarca, de espalhar a sua sabedoria por dois partidos e por um movimento de "independentes" só pode merecer palavras de encómio.
Se o PSD/Figueira estivesse atento, já tinha começado um curso de formação autárquica na Figueira, para formatar novos autarcas, tendo como Director o experiente José Elísio Ferreira.
Lavos está de parabéns.

Imagem via Diário as Beiras.

Pensamento para o que resta desta semana

A Figueira vista do ar, numa altura em que ainda  existia a antiga
 ponte de ferro ao lado da nova ponte que a veio substituir.

O passado conta. 
Porém, recordar o passado, não é a mesma coisa que projectá-lo para o futuro. 
Uma coisa é não o esquecer, mas mantê-lo no seu cantinho da História.
Outra, é tentar pegar nele e querer transplantá-lo em delírio e glória para um futuro onde já não tem lugar!

Que gostaria de ver instalado no edificado do Cabo Mondego? (2)


"Futuro com respeito".

Para ler a crónica de Teotónio Cavaco, publicada no Diário as Beiras, clicar aqui.