quarta-feira, 9 de dezembro de 2020

A outra margem

 ... uma crónica de Silvina Queiroz, publicada no Diário as Beiras

Mário Silva: "Um artista grande e uma cidade pequena", de grandes artistas...

«...foi um dos maiores artistas portugueses do século XX e um espírito livre. Um artista excêntrico, obstinado, anárquico e contestatário. Nunca obedeceu a qualquer corrente. Assumiu um estilo independente e, não obstante, “conseguiu vingar” - o que, neste país, é obra! 
Desde novembro de 2002, que na praia do Cabedelo, está perpetuado o nome do falecido Mário Silva, um artista plástico de referência, culturalmente inserido na geração de 1960, que pautou a sua carreira por uma acção cultural, humorística e literária de contestação e crítica à sociedade. 
“Foi uma homenagem que o encheu de orgulho, pois foi na Figueira que aprendeu a amar", afirmou o pintor um dia à comunicação social. E o seu busto em bronze, da autoria do escultor Agustín Casillas, lá continuou até hoje de manhã. Foi uma homenagem feita ainda em vida ao artista – Mário Silva tinha na altura 73 anos - à sua rebeldia e mestria. A propósito: o que vai acontecer à praceta depois de concluídas as chamadas obras de requalificação (mais de destruição...) do Cabedelo?»


«PROPOSTA APRESENTADA PELO VEREADOR ELEITO PELO PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA, RICARDO SILVA – APOIOS À ATIVIDADE ECONÓMICA NO ÂMBITO DA PANDEMIA “COVID 19” »


Depois de uma discussão inefável e inenarrável acabei de desistir.
Na Figueira, reconheça-se, na política as coisas mudaram. 
Esta nova classe politica é assinalavelmente diferente (inferior/superior? Escolham vocês...)  das anteriores. 
Tudo o que aconteceu, até ao momento na reunião em curso, tem sido fabuloso, mas não justifica o meu sacrifício pessoal. 
Hoje, fico por aqui. 
Desisto.

"PROPOSTA APRESENTADA PELO VEREADOR ELEITO PELO PARTIDO SOCIAL DEMOCRATA, RICARDO SILVA – ENVIO DO PROCESSO DA EMPREITADA “CICLOVIA DO MONDEGO” PARA O MINISTÉRIO PÚBLICO PARA APURAMENTO DE RESPONSABILIDADES"

A proposta apresentada pelo vereador Ricardo Silva, na reunião que está a decorrer neste momento, depois de muita conversa que não esclareceu nada a quem ainda consegue acompanhar estas reuniões, foi chumbada pela bancada do PS.
Ricardo Silva foi o único voto a favor.
Carlos Tenreiro (por considerar que Ricardo Silva não lhe respondeu a uma questão) e Miguel Babo (por solidariedade com Carlos Tenreiro) ausentaram-se no decorrer da votação.

HINO À IGNORÂNCIA!..

Em Março de 2019, quase há dois anos, o blogue OUTRA MARGEM (e não só), já tinha alertado.
Ver aqui.
Hoje no Diário as Beiras.
«Os vereadores eleitos pelo PSD, Carlos Tenreiro e Miguel Babo (o partido retirou-lhes a confiança política), apresentaram, na reunião de câmara do dia 2 deste mês, uma proposta para a criação de um corpo de Polícia Municipal.
Não estava a par de que já tinha sido aprovado. Já foi há 20 anos, mas a nossa proposta justifica-se, porque já passaram 20 anos e a realidade é outra”, justificou Miguel Babo.
Não acompanhei o processo [de 2000]. Infelizmente, é a evidência de que as coisas não passavam do papel, ou seja, havia aprovação e ficavam no papel. Hoje, devido à situação financeira da câmara, não será possível avançar com a Polícia Municipal, mas é uma hipótese a equacionar, que terá de ser articulada com o fim da concessão da Figueira Parques”, frisou Carlos Monteiro.»

terça-feira, 8 de dezembro de 2020

Maldito tempo, este o que temos na Figueira...

Que relação pode existir entre um bloguer e o poder? Com o poder nenhuma...

«A independência tem um preço, 
sempre o soube, 
e nunca me recusei a pagá-lo.»

 Eugénio de Andrade

A ponte Edgar Cardoso não é para peões...

E a (nova) Ponte dos Arcos?


Via Diário as Beiras

Reconheça-se o mérito a quem o tem...


Segundo o que pode ser lido na notícia publicada no Diário as Beiras, a "Câmara da Figueira da Foz recuou no abate de árvores na Baixa, na sequência da reacção de munícipes e do movimento cívico Parque Verde". 
Deste modo, foram poupadas  várias dezenas de exemplares, alguns com problemas fitossanitários. A empreitada para a requalificação do parque arbóreo daquela zona da cidade incidia de forma relevante na rua Afonso Albuquerque.
Se não fosse a atenção cívica de cidadãos que residem ali e que nos chamaram para intervir, teria sido cometido mais um atropelo”, afirmou Luís Pena, um dos fundadores do movimento Parque Verde.
Para o activista, a requalificação do parque arbóreo da cidade “resolve-se de uma forma muito simples: auscultar os grupos que se interessam por determinadas áreas sem interesses associados, ouvir as pessoas”.
Grande vitória da cidadania: venceu contra a oposição da falta de sensibilidade ecologista da Câmara. Venceu a oposição das elites da Figueira. Venceu a comunicação social manhosa. Venceu o pessimismo e o comodismo dos tugas figueirenses. Venceu as vozes do apocalipse. Venceu a direita, a esquerda e o centro.
Só não conseguiu ir a tempo de vencer a postura e a forma de actuar de quem está no poder, que fez o que fez em Buarcos, ao freixo centenário e vai continuar a fazer. 
Falta convencer o eleitorado. Mas é só aí. 
De resto esmagou tudo e todos.
O programa segue dentro de momentos.

Amanhã há reunião de Câmara

 A Ordem de Trabalhos pode ser consultada clicando aqui

Imagem via Diário as Beiras

Isto, sim, é uma medida definida e concreta para ajudar o pequeno comércio figueirense

Imagem via Diário as Beiras

Se a Figueira vai de mal a pior, o comércio tradicional atravessa tempos difíceis. Atrevo-me mesmo a prever que já faltou mais para a extinção.
A "catástrofe" está anunciada há muito. O negócio para o pequeno comércio está péssimo. Sobrevivem alguns resistentes, mas os pequenos comerciantes estão a perder nitidamente terreno para as médias e grandes superfícies comerciais.
Os pequenos comerciantes, lamento dizê-lo, têm a batalha perdida. É um sector envelhecido, gasto, desmotivado, sem perspectivas de futuro. Precisava de se modernizar, para sobreviver, pois o consumidor está cada vez exigente.
Existem problemas de fundo que têm a ver com o atendimento e a apresentação dos produtos. Contudo, numa sociedade cada vez mais egoísta e desumanizada existem factores positivos, que têm de ser valorizados - simpatia, proximidade e atenção, para com o cliente.
Saúde-se este balão de oxigénio.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Tudo na paz do regime de ficção...


Marcelo Rebelo de Sousa anuncia daqui a pouco a recandidatura à Presidência - às 18:00, apurou a 
TVI
declaração ao país será feita em Belém, na Versailles.
«Após meses e meses de farsa política, ora insinuando indisponibilidade, ora deixando transparecer vontade, Marcelo Rebelo de Sousa anuncia a recandidatura a Belém. O palco está montado para tentar garantir mais quatro anos de uma presidência inconsequente que lá vai mantendo os privilégios e garantindo umas manchetes e umas chapas».

Ary dos Santos: no dia em comemoraria 83 anos, fica a sua lembrança em jeito de homenagem

A ponte Edgar Cardoso não é para peões... E a (nova) Ponte dos Arcos?


João Vaz
, publica na edição de hoje do Diário as Beiras, uma crónica que vale a pena ler. 

Aborda um tema interessante.

"Quem já atravessou a ponte Edgar Cardoso a pé ou de bicicleta?" 

 Creio que poucos. E, eu, que já o fiz algumas vezes, a pé  concordo com João Vaz.

E pelas mesmas razões. 

"Porque simplesmente não há acessos para peões nem bicicletas dignos. Não há segurança até chegar à ponte, o investimento foi todo colocado ao serviço dos carros e dos camiões. É este o nosso atraso em relação ao resto da Europa, um desprezo pelo peão." 

A Ponte Edgar Cardoso foi inaugurada no início dos anos 80 do século passado, mais precisamente em 1982. 

Em 30 e tal anos muita coisa mudou. Também na engenharia e na filosofia da construção de pontes.

Contudo, muitos anos depois, a nova Ponte dos Arcos, no essencial, limitou-se a facilitar a vida ao trânsito motorizado. 

A nova Ponte dos Arcos não foi pensada, planeada, projectada e construída para peões e ciclistas. 

É, por conseguinte, uma via perigosa para os “mais vulneráveis”

E as coisas poderiam ter sido diferentes. Algo poderia ter sido rectificado, melhorado ou resolvido. 

Assim os políticos o tivessem querido. 


Por exemplo, na reunião da Câmara Municipal da Figueira da Foz, realizada no dia 9 de 2008, a questão foi abordada por iniciativa do então vereador da oposição João Vaz, do PS. 

Contudo, o assunto já era abordado em blogues e nos jornais. 

O OUTRA MARGEM foi disso exemplo.

No Diário de Coimbra do dia 9 de 2008, em caixa, na edição papel, o jornal alertava que a nova Ponte dos Arcos é perigosa para os peões

Mas, para além das deficiências e perigos enfrentadas pelos peões, outras lacunas existem que, talvez, ao tempo, ainda pudessem ter sido rectificadas.

Uma ponte construída de raiz, em 2006, deveria ter sido pensada e planeada para se inserir naturalmente no meio envolvente, e não ser colocada no local a martelo...

A Ponte dos Arcos (a nova) foi inaugurada no dia 27 de Outubro de 2008.

“Será que ainda não repararam que os passeios da nova ponte vão dar a lado nenhum? 

Quem vem a pé da ponte Edgar Cardoso, como pode aceder aos passeios, sem ter de andar pela berma da faixa até perto do tabuleiro e saltar as protecções metálicas? "

Foto João Pita

Adiante, pois falar agora do atribulado e acidentado processo de gestação desta obra, seria chover no molhado. 

Este senhor apresenta todos os dias o telejornal na televisão pública...

O holocausto por motivos humanitários

"Afinal quando o Reinhard Heydrich propôs a "Endlösung der Judenfrage" na conferência de Wannsee foi tipo a Madre Teresa a discursar na ONU pelos famélicos da terra."