quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

País de ressabiados?...

Prolongamento do molhe norte

Sabendo embora que, porventura, isso possa incomodar alguém, facto que lamento profundamente, mesmo assim, dada a actualidade da matéria, fica aqui o link para um post publicado neste blogue em 7 de Dezembro de 2008.
O senhor Manuel Luís Pata, na foto, é também uma das vozes discordantes do prolongamento do molhe norte.
Só que, ainda um dia destes me confessou: "ninguém ouve".
Recordemos então algumas frases de Pinheiro Marques na entrevista dada à Voz da Figueira em 26 de Novembro de 2008 :

“os litorais da Cova-Gala, Costa de Lavos e Leirosa vão sofrer uma erosão costeira muitíssimo maior, com o mar a ameaçar as casas das pessoas e o próprio Hospital Distrital”.

“Devido à orientação obliqua do molhe norte, os barcos pequenos, as embarcações de pesca e ao iates de recreio, vão ter de se expor ao mar de través. Poderá vir a ser uma situação desastrosa para os pescadores e os iatistas e ruinosa para o futuro das pescas e da marina de recreio”.

X&Q569


Dia para dia a situação piora junto ao Café Pôr do Sol

Foto de Pedro CruzOntem à tarde

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Já fui muito feliz nestas dunas da Cova-Gala

Foto sacada daqui

"Eles olham, mas não conseguem ver nada," dizem, para quem os quer ouvir, os pescadores da minha Terra.

"Com o prolongamento do molhe norte na Figueira a situação a sul vai agravar-se", dizem, para quem os quer ouvir, os pescadores da minha Terra.

O litoral e os conflitos de interesses

Fotos de Pedro Cruz

A faixa litoral constitui uma peculiaridade no território, quer na perspectiva da sua ocupação antrópica, quer pela sua dinâmica natural.
Na realidade, é fácil constatar que à escala global o crescimento demográfico é assimétrico, com variantes sociológicas bem marcadas, mas com uma componente geográfica em que as regiões costeiras registam sistematicamente valores elevados.
O litoral constitui, assim, um espaço de interface onde se travam os maiores conflitos, entre modelos de ocupação, entre as várias actividades em desenvolvimento, e entre estes e os valores de conservação ambiental.
È neste território, escasso, que têm de coexistir interesses vários: urbanos, industriais, comerciais e turísticos.
È precisamente o que se está a passar no litoral do nosso concelho. O prolongamento do molhe norte em mais 400 metros é disso exemplo.
E o grave da situação, para nós, habitantes do sul do concelho, é que as “obras no Molhe Norte, têm precisamente impacte maior nas praias a sul”.

E estudos aprofundados sobre tão sensível matéria não existem. Conhecemos este Estudo de Impacte Ambiental relativo às Obras destinadas à melhoria das condições de acesso ao Cais Comercial e Porto de Abrigo (consultar clicando aqui).
Sobre, o sector sul dos molhes é muito pragmático.

Contudo, ainda assim, considera que “a instabilidade da faixa costeira é mais grave, porque com a drástica redução do caudal sólido a agressiva dinâmica marítima provocou uma intensa erosão na linha de costa”.
Que, aliás, nos últimos dias se agravou substâncialmente, conforme este blogue tem vindo a alertar.
Felizmente, os nossos continuados alertas vão encontrando eco noutros meios. Ontem, o cova d´oiro deu conta das nossas preocupações. Hoje, outros espaços acompanham o tema da erosão da nossa orla costeira, como podem ver a seguir.

Cova Gala ... entre o rio e o mar...
Exigem-se Medidas Urgentes,Concretas,Responsáveis...

“Não poderia deixar de publicar esta imagem,tirada da"OUTRA MARGEM" ,que ilustra bem o que está acontecer nas praias da Cova Gala,ali mesmo junto ao café "Pôr do Sol" e Hospital, o que considero de muito grave.”

Diário de Coimbra
Mar continua a destruir zona sul e ameaça habitações

“O mau tempo que se tem feito sentir por todo o país tem tido também reflexos no mar. Tal como o nosso Jornal divulgou no início da passada semana, a forte ondulação e os ventos têm contribuído para que toda a zona da costa a sul da Figueira (em S. Pedro, Lavos e Leirosa) esteja a ser fustigada por ondas fortíssimas que têm “engolido” toneladas de pedra, protecções, passadiços e tudo o que lhe surge pela frente. No entanto, dizem os pescadores, a «coisa está feia e ainda vai ficar pior», porque «até quinta-feira as águas vão continuar a crescer», dizem, salientando que este ano «está 200 ou 300% pior que nos anos anteriores».”

X&Q568


segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Preocupante...

Ontem, dia 25.01.2009, a situação ainda era esta.

Um dia depois, é esta, que pode ver na foto de Pedro Cruz, sacada daqui.


ACTUALIZAÇÃO (22.28 dia 26.01.2009)

Cova d'oiro
Agravada diária e constantantemente pela conjugação de factores climatéricos e de marés, a erosão costeira coloca em risco, não só os areiais das nossas praias mas, também, a continuar a este ritmo, a própria povoação da Cova. Não nos esqueçamos que a cota a que a Cova e a Gala estão implantadas é muito baixa e, nalguns pontos, negativa.
É sintomático o pouco interesse que esta matéria merece do poder que governa a nossa cidade.
Na nossa opinião roça a irresponsabilidade.
Esperemos não necessitar, a titulo de urgência, dos serviços da Protecção Civil. Por muito bem que possam vir a correr estes serviços, eles representarão sempre o corolário de incompetências várias e de inacção ao longo dos tempos.
Em relação à foto acima há a referir que, hoje às 14 horas, o passadiço já não existia, o mar lambia o passeio da estrada à direita na foto e todo aquele maciço de areia desapareceu pura e simplesmente."

Ainda a Morraceira...



A questão da jurisdição da Ilha da Morraceira , como escrevemos recentemente, “é uma questão antiga e sobre a qual já foi dita tanta coisa...”
Num trabalho da agência LUSA, que pode ler e ouvir, clicando aqui, sublinha-sese, que “por todas as razões jurídicas, históricas e circunstanciais», o documento advoga que a ilha da Morraceira, exceptuando a parte que pertence a São Pedro, «deverá ser reintegrada na freguesia de São Julião da Figueira da Foz, à qual esteve adstrita durante mais de um século (…).
Evitar-se ia, assim, qualquer partilha do tipo salomónico»."

X&Q559


domingo, 25 de janeiro de 2009

Orla costeira da freguesia de São Pedro - hoje à tarde junto ao Largo do Hospital

Foto de Pedro Cruz sacada daqui

A erosão é uma das maiores ameaças às zonas costeiras europeias. Os principais factores causadores deste fenómeno, têm a ver com a urbanização desmesurada, o declínio de sedimentos disponíveis no sistema (por exemplo, devido às extracções e venda das areias) e a redução progressiva de áreas dedicadas à conservação dos sistemas naturais.

Um dia depois de Sócrates ter falado ...


Depois das suas afirmações de quinta e do comunicado de sexta, falou também ontem sobre a Freeport: repetiu que a reunião que manteve com os promotores da Freeport "aconteceu unicamente a pedido da autarquia de Alcochete e que a sua intervenção no caso se limitou à participação nessa reunião".
Já se sabia, há muito, que em Portugal os licenciamentos oscilam entre os lentos e os de "celeridade invulgar".

A defesa da orla costeira e os esporões


Aproveitem, hoje é domingo...


... licor Beirão, o Licor de Portugal!...

X&Q567


sábado, 24 de janeiro de 2009

Grupo Desportivo Cova-Gala

Seniores:
COVA-GALA/ ÁGUIAS
Resultado e fotos aqui.

Juvenis: COVA-GALA / UNIÃO DE COIMBRA

Resultado e fotos aqui.

Futsal feminino:
CRIA/COVA-GALA
Resultado e fotos aqui.

A nova função do Portinho da Gala

Foto de Pedro Cruz sacada daquiAs instalações terrestres de apoio aos pescadores do Portinho da Gala deveriam ter começado a ser construídas durante o ano de 2008, já que em PIDDAC estavam inscritos 400 mil euros para a obra.
2008 já lá vai e, mais uma vez, a promessa não foi cumprida.
Enquanto a promessa não é cumprida, os putos descobriram uma nova função para o Portinho da Gala, aproveitando a amplitude dum espaço "que custou 2,0 milhões de euros" e divertem-se!...
Ao menos "que se explique para que serve realmente, para além de permitir a atracação de uns quantos botezitos de pesca artesanal ou de recreio, e servir, todo aquele enorme espaço, de tranquilo poiso a alguns pescadores à linha de um ou outro robalito que por ali apareça distraido. A promessa da obra data dos despreocupados tempos do santanismo (com Santana) e do guterrismo, durante os quais, populista ou beatificamente, se distribuia dinheiro a rodos, e se prometia a felicidade terrena para todos. Mais tarde, levou, claro, o apadrinhamento da Câmara Municipal e do governo Durão-Portas . Na sua qualidade de Ministro da Defesa, Paulo Portas fez questão de vir ele mesmo inaugurar a grandiosa obra da “Marina”, com muita festa, pompa, circunstância, entusiasmo e belos discursos . A lembrar a auspiciosa efeméride, ficou lá a inevitável placa de mármore com as inevitáveis letras a dourado, com a inevitável referência ao nome de Sua Excelência."

X&Q566