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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

Figueira da Foz adjudica requalificação do parque empresarial do concelho

 Via Diário as Beiras

O autarca adiantou que a empreitada vai ainda aguardar o visto do Tribunal de Contas.

"A Câmara da Figueira da Foz, no litoral do distrito de Coimbra, aprovou  a adjudicação da requalificação e ampliação do parque industrial e empresarial do concelho, cujo investimento atinge os 5,5 milhões de euros. Segundo o vereador Ricardo Silva, a obra de reabilitação do parque industrial e empresarial situado nas freguesias de São Pedro e Lavos, na margem sul do rio Mondego, deve iniciar-se no início do próximo ano. O autarca adiantou que a empreitada vai ainda aguardar o visto do Tribunal de Contas. O município aguarda também que seja lançado o aviso para a apresentação de candidaturas ao Programa Sustentável 2030 para obter financiamento para a intervenção. Após a consignação, a empreitada tem um prazo previsto de execução de 36 meses (três anos). A intervenção inclui a requalificação de sete quilómetros de rede viária dentro do parque e a remodelação de infraestruturas, entre outros trabalhos."

domingo, 25 de outubro de 2026

UMA POSIÇÃO DE RESPONSABILIDADE E COERÊNCIA FISCAL!


MAIS PELA FIGUEIRA

"Os vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal da Figueira da Foz assumiram uma posição clara na votação das taxas municipais.

Votaram favoravelmente à taxa máxima de derrama de 1,5% sobre o lucro tributável das empresas, apesar de considerarem elevado o esforço que é exigido às empresas, em particular às indústrias do concelho. Como justificou o vereador João Paulo Rodrigues, parte dessa receita deveria traduzir-se em medidas compensatórias nas freguesias que mais contribuem para a derrama, como a Marinha das Ondas, nomeadamente através de investimentos como a expansão da ETAR (Estação de Tratamento de Águas Residuais) da Leirosa ou a descontaminação dos solos da freguesia.
Votaram contra a manutenção da participação variável de 4,5% no IRS (Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares) dos sujeitos passivos com domicílio fiscal na Figueira da Foz, por considerarem a taxa demasiado elevada para um concelho com um tecido social ainda débil numa altura de crise financeira que afeta as famílias em geral.
Votaram contra a taxa de IMI (Imposto Municipal sobre Imóveis) de 0,4%, por ser uma das maiores de concelhos semelhantes ao da Figueira da Foz, constituindo um encargo elevado para as famílias que querem comprar habitação própria e morar no concelho.
Já relativamente à taxa municipal de direitos de passagem, aplicada às operadoras de telecomunicações, votaram favoravelmente à taxa máxima de 0,25%.
Defendemos uma política fiscal equilibrada, que tenha em conta a realidade das famílias, apoie a habitação e garanta que a riqueza gerada no concelho também se traduza em investimento nas freguesias que mais contribuem para ela."

quinta-feira, 1 de outubro de 2026

Recriações históricas no Vale do Pranto


O projeto Estamos Aqui! - Teatroe Comunidade está de volta, este mês, tendo como cenário o período entre a Idade do Ferro e os Templários. 
O programa contempla teatro, música, património, gastronomia e educação, com sessões em Soure (dia 3), Samuel (dia 9), Alqueidão (dia 10) e Moinho de Almoxarife (dias 3 e 11). 
Os eventos no Alqueidão, localidade e freguesia da margem Sul do concelho da Figueira da Foz, realizam-se no dia 10, com a história a chegar também às novas gerações, com a proposta “Os Templários visitam o Alqueidão”, pelas10H00. Por sua vez, “O cultivo do arroz vai à biblioteca” realiza-se às 15H00. A gastronomia serve-se às 19H30, “À mesa com os povos antigos”, na Casa do Povo de Alqueidão. E pelas 22H00, o largo da Feira recebe uma sessão do programa Estamos Aqui! - Teatro e Comunidade. 
Esta edição de Estamos Aqui! - Teatro e Comunidade é promovida pelas juntas de freguesia de Alqueidão e Samuel (freguesias do Vale do Pranto que têm história e cultivo de arroz em comum) com o apoio do Município da Figueira da Foz e a parceria do Município de Soure.

quinta-feira, 24 de setembro de 2026

Figueira, cidade manicómio a céu aberto e os seus freaks...

Foto via Município da Figueira da Foz
O presente da economia azul e do turismo náutico da região do Baixo Mondego, como todos sabemos, é "brilhante".
Tão pujante, que os barcos turísticos que todos os dias nevegam Mondego acima e Mondego abaixo, são incontáveis.
O futuro do turismo náutico entre a Figueira da Foz e Coimbra, porém, apesar do presente promissor, parece irremediavelmente comprometido.
Tudo por causa da cota útil da ponte Vila Verde Alqueidão, "que inviabilizará a navegação de barcos à vela, embarcações marítimo-turísticas de médio porte e barcos de recreio com cabine que correm assim o risco de ficarem confinados à foz do rio, impedidos de explorar as zonas ribeirinhas e os canais secundários da região.
«O tabuleiro está a uma altura de quatro metros. Para as embarcações passarem ali com segurança, devido aos problemas de assoreamento constante do rio, devem fazê-lo sempre com a maré cheia. Ora, significa que só os barcos pequenos, como aqueles da pesca da lampreia, vão conseguir passar. Se a ponte avançar com estas características, o rio Mondego, do ponto de vista do turismo náutico navegável, morre ali na zona de Vila Verde»," descobriu agora, a pouco mais de um da inauguração da obra - e explicou ao Diário de Coimbra, Jorge Gomes, porta-voz dos operadores (!?...).
Perante isto um mero cidadão, sem o brilhantismos destes pensadores de última hora, interroga-se: a Figueira, cidade, é um manicómio a céu aberto, ou os seus freaks no seu melhor?..
Recorde-se.

Chegou a estar prometida para 2020. 2 de janeiro de 2020, Carlos Monteiro então presidente de Câmara: "A ciclovia europeia Eurovelo será uma realidade em 2020, incluindo uma ponte sobre o Mondego, na zona do Alqueidão/Lares."

Dezembro de 2023: uma ponte apresentada há cerca de 5 anos como ciclável/pedonal (a permitir a passagem de uma ambulância em caso de necessidade) a ligar Alqueidão e Vila Verde, transformou-se em ciclável/automóvel, de apenas uma via alternada, a ligar Alqueidão e Lares, mas com semáforos “inteligentes” – ou seja, de um investimento inicial de cerca 600/750 mil euros, passou-se para 3.6 milhões em dezembro de 2020. Em Fevereiro de 2024, segundo a edição desse dia do DIÁRIO AS BEIRAS, a adjudicação da empreitada da ponte sobre o Rio Mondego entre Vila Verde e Alqueidão “continuava num impasse”. Na altura, segundo o mesmo jornal, "o orçamento inicial do projeto original, pouco mais de um milhão de euros, não contemplava o estudo de arqueologia subaquática. Com esta adenda, tendo em conta os preços atuais e sem as alterações ao projeto que o executivo camarário pretende fazer, os custos dispararam para os quatro milhões de euros. O projeto alterado pelo anterior elenco governativo do concelho, com os preços atualizados, implicava um investimento de mais de seis milhões de euros. Sem contar com os acessos rodoviário e a instalação da iluminação, que poderiam fazer subir o valor global da construção para entre nove e 10 milhões de euros, segundo estimativas que executivo camarário vem apresentando. Demasiado dinheiro para o município, que, neste momento, apenas conta com o apoio de um milhão de euros do Fundo Ambiental."

Em 2025, Abril, o actual presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes esperava e desesperava: no dia 4 de Abril de 2025, num artigo de opinião publicado no Correio de Manhã, escrevia.
"Acabei de ter conhecimento de que um Tribunal Administrativo de Coimbra tinha decidido não levantar a suspensão da execução da obra de uma ponte que ligará duas margens do nosso concelho entre Alqueidão e Vila Verde. A luta por esta ponte vem desde o executivo camarário anterior, fiz tudo para resolver o assunto, para lá da mudança de governo. A decisão da juíza, comunicada ontem à tarde, foi a de que não tinha ficado provado que o levantamento da suspensão causasse menos prejuízos do que a sua manutenção. Juntámos cartas do presidente de um município vizinho comprovando o interesse também para esse município, e para juntas de freguesia desse município, Soure, da obra em causa.
Há décadas que as pessoas esperam por essa obra e a sua realização evitará meia hora diária de deslocação para muitas pessoas que trabalham em unidades industriais noutras zonas do concelho. Como pode um tribunal entender que o prejuízo de uma empresa é maior do que o de todas estas populações? O que pensar de uma posição dessas? Qualquer decisão que queiramos levar por diante, mais transformadora, tem que percorrer a estrada de Damasco."

O Município da Figueira da Foz recorreu da decisão do TAFC. 
Passaram mais de 8 anos e a primeira pedra deste empreendimento ainda estava por lançar. As obras da nova ponte sobre o Mondego começaram no dia 28 de Julho de 2025: os trabalhos iniciaram-se com as terraplanagens, na margem direita, em Lares.
A obra custou mais de sete milhões de euros e teve um prazo de execução estimado em 441 dias. Foi integralmente financiada pelo Fundo Ambiental, desonerando o município de encargos financeiros.
"Os figueirenses, sobretudo as populações e autarcas das freguesias de Vila Verde e Alqueidão, só acreditavam que a ponte seria construída quando tiverem provas disso no terreno.
A futura travessia rodoviária, há muito reivindicada pelas populações locais para encurtar distâncias entre as duas margens do Baixo Mondego, integra a rota ciclável europeia EuroVelo 1 - Rota da Costa Atlântica e representa um investimento de 7,1 milhões de euros, cujas obras deverão estar concluídas em novembro.

quarta-feira, 16 de setembro de 2026

"A unidade de saúde de São Pedro entrou na fase final, devendo ficar concluída até ao final do ano"

"Estão programados novos equipamentos para outras freguesias. Em Buarcos, a reabilitação está em curso"

 "O Município da Figueira da Foz tem programadas para as freguesias de Tavarede, Bom Sucesso e Paião empreitadas para novos equipamentos de Cuidados Primários de Saúde. As duas últimas foram adjudicadas por 1,4 milhões de euros e 1,6 milhões de euros, respetivamente, e com prazos de execução de 10 meses. Os novos equipamentos são financiados por fundos europeus. A construção das novas unidades de saúde realizam-se ao abrigo da delegação de competências pelo Estado na autarquia figueirense. No que respeita ao pessoal, os municípios apenas podem contratar e gerir assistentes operacionais.
A reabilitação da unidade de saúde de Maiorca, segundo a vereadora Olga Brás, está em curso público. Mais uma tentativa, entre as várias já efetuadas que ficaram sem efeito devido à falta de interesse dos empreiteiros face ao orçamento base. A autarca da maioria FAP (coligação PPD/ PSD - CDS/PP) respondia ao vereador único do Chega, Hugo Fresta, que questionou o executivo camarário acerca das unidades de saúde de Maiorca e Tavarede na primeira reunião de câmara deste mês. Sobre o processo de reabilitação do Centro de Saúde de São Julião não se conhecem desenvolvimentos."
Via Diário as Beiras. Para ler melhor clicar na imagem.

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

O Ramal da Figueira da Foz é uma escolha de futuro.

Por Miguel Pereira

"Há infraestruturas que transportam pessoas e há infraestruturas que transformam territórios. O antigo Ramal da Figueira da Foz pertence à segunda categoria.

Quando o caminho de ferro chegou à Figueira, em 1882, não trouxe apenas passageiros. Aproximou o porto do interior, facilitou o comércio, apoiou a indústria, impulsionou o turismo e integrou a cidade num espaço económico muito mais vasto. A ferrovia ajudou a reduzir distâncias físicas, económicas e sociais.

Quase século e meio depois, deveríamos olhar para aquele corredor com a mesma ambição.

A discussão não pode reduzir-se a encontrar a solução mais barata para ligar a Figueira da Foz a Coimbra. O verdadeiro desafio é decidir que território queremos construir para as próximas gerações.

Recuperar o Ramal significa reconstruir um eixo estruturante entre Figueira da Foz, Cantanhede e Pampilhosa, ligando-o depois a Coimbra, Aveiro, Porto, à Beira Alta e a Espanha.

E Cantanhede não é um ponto intermédio. É uma cidade, sede de concelho, com expressão industrial, empresarial, tecnológica e demográfica própria. Uma ligação ferroviária entre Figueira da Foz e Cantanhede criaria uma nova relação entre duas cidades complementares e devolveria simultaneamente mobilidade às freguesias e vilas existentes ao longo deste território.

Esta dimensão é particularmente importante quando assistimos ao envelhecimento e à perda de população nos meios rurais. Não basta pedir às pessoas que permaneçam nas suas terras. É necessário criar condições para que possam fazê-lo.

Uma família pode encontrar habitação mais acessível em Arazede, Maiorca, Alhadas ou noutras localidades do corredor, beneficiando de mais espaço, tranquilidade e qualidade de vida. Mas essa vantagem diminui rapidamente quando trabalhar, estudar, ir ao hospital ou simplesmente participar na vida urbana exige dois automóveis por agregado familiar.

Sem mobilidade, a habitação pode ser mais barata, mas a vida continua cara.

Uma ferrovia regional moderna altera esta equação. Permite viver numa freguesia rural e trabalhar na Figueira ou em Cantanhede. Permite estudar em Coimbra sem abandonar necessariamente a terra de origem. Permite aos mais velhos manterem a sua autonomia e o acesso aos serviços. Permite, sobretudo, escolher onde viver sem que a distância se transforme numa penalização.
Mobilidade é também política de habitação. É política demográfica. É coesão social e qualidade de vida.

Existe ainda uma nova realidade que torna esta discussão mais urgente: a nova zona industrial do Pincho, implantada junto do corredor ferroviário.

Isto não é um acaso territorial sem importância. É uma vantagem competitiva.

Estamos a criar naquele espaço uma nova centralidade empresarial, capaz de acolher investimentos relevantes e centenas de trabalhadores. Ter uma zona industrial próxima de uma ligação ferroviária permitiria pensar simultaneamente na mobilidade laboral e, sempre que economicamente justificável, na logística das próprias empresas.

Imagine-se a capacidade de apresentar a um investidor um território servido por boas acessibilidades rodoviárias, pelo Porto da Figueira da Foz e por uma ferrovia que o liga a Cantanhede, à Pampilhosa e aos principais corredores nacionais e internacionais.
Isso chama-se competitividade territorial.

E existe ainda o Porto da Figueira da Foz. Uma infraestrutura portuária deve ser pensada em articulação com a ferrovia, a indústria e os grandes corredores logísticos. Um Metrobus transporta passageiros. Uma ferrovia pode transportar pessoas e mercadorias e integrar-se numa rede nacional.
Não são soluções equivalentes.

Também não existe qualquer contradição entre esta posição e a criação da ecopista.

Enquanto vereador executivo da Câmara Municipal da Figueira da Foz, votei favoravelmente essa solução, deixando claro em ata o sentido do meu voto: preservar o corredor, mantê-lo aberto e impedir que se perdesse a possibilidade de, no futuro, voltar a existir o Ramal da Figueira da Foz.

A ecopista nunca deveria representar o funeral da ferrovia. Deveria garantir a preservação do seu espaço enquanto não existissem condições para pensar novamente o futuro.

E talvez esse momento tenha chegado.

Portugal está a investir novamente na ferrovia e na alta velocidade. Seria difícil compreender que, precisamente agora, a Figueira da Foz aceitasse afastar-se definitivamente dessa rede.

Não precisamos apenas de chegar a Coimbra.

Precisamos de ligar Figueira da Foz, Cantanhede e Pampilhosa, aproximando cidades e meios rurais, população e emprego, habitação e serviços, indústria e porto.

Precisamos de fazer das nossas freguesias lugares onde seja possível escolher viver, e não apenas lugares de onde se parte.
Em 1882, a ferrovia ajudou a transformar esta região.

Pode voltar a fazê-lo no século XXI.

Não por nostalgia.

Por desenvolvimento, coesão e visão de futuro.

O Ramal da Figueira da Foz não pertence apenas à nossa história. Pertence às escolhas que ainda podemos fazer sobre o nosso futuro."

terça-feira, 11 de agosto de 2026

“Figueira da Foz: Memória e futuro”


O Município da Figueira da Foz, através do Arquivo Fotográfico Municipal, acaba de lançar a oitava edição do concurso de fotografia que promove desde o início do século.
Este ano o desafio para os concorrentes é olhar o território figueirense sob o mote “Figueira da Foz: Memória e futuro”. 
As candidaturas abrem no próximo dia 19, coincidindo com o Dia Mundial da Fotografia. O prazo para envio das fotografias decorre até às 23H00 do dia 19 de outubro. 
O concurso contempla duas categorias – “Memória” e “Futuro”. 
Na categoria “Memória”, “o desafio passa por valorizar e dar visibilidade ao património, às comunidades, às freguesias, às paisagens, às tradições e aos modos de vida que fazem parte da identidade e da memória coletiva” da Figueira da Foz. Por sua vez, a categoria “Futuro”, propõe “uma abordagem centrada na mudança e na transformação do território, procurando captar realidades relacionadas com a inovação, ciência, tecnologia e sustentabilidade, bem como projetos e iniciativas que contribuam para desenhar o futuro do concelho”. 
“Mais do que uma competição fotográfica, o concurso pretende constituir-se como um exercício de construção da memória visual contemporânea do concelho, reunindo diferentes olhares sobre o território, as suas pessoas, os seus lugares e as mudanças que marcam o presente e projetam o futuro”.

sexta-feira, 10 de julho de 2026

Iniciativa envolve comunidades de dois concelhos

 Via Diário as Beiras

Parceiros

 "O espetáculo “Estamos aqui – Alqueidão e Samuel – Da Idade do Ferro à presença muçulmana”, além dos promotores, as juntas das freguesias de Alqueidão e Samuel, a primeira da Figueira da Foz e a segunda de Soure, conta ainda com o Centro Cultural Desportivo e Recreativo de Moinho de Almoxarife como parceiro da organização. A peça tem criação e coordenação artística de Emanuel Rodrigues. O ator, encenador e produtor de teatro, natural do Alqueidão, tem estado envolvido em eventos promovidos pela autarquia alqueidanense com recriações históricas e etnográficas relacionadas com a freguesia."

Iniciativas paralelas

"A peça de teatro “Estamos aqui – Alqueidão e Samuel – Da Idade do Ferro à presença muçulmana”, programada para 9 de outubro deste ano, promovida pelas juntas das freguesias de Alqueidão e Samuel, terá um programa paralelo. A programação está a ser elaborada, sendo certo que incluirá, entre outras atividades, uma caminhada histórica e gastronomia. A esteia do espetáculo, frisa nota dos promotores, resultará de “vários meses de trabalho desenvolvido com a comunidade” e representará um “momento de celebração” da identidade, do património e da história de Alqueidão e Samuel."

quarta-feira, 17 de junho de 2026

ILUMINAÇÃO DE NATAL 2026!

Os vereadores do Partido Socialista acusam o executivo camarário de "não ter uma estratégia clara e consolidada para o turismo e comércio na Figueira da Foz"

"O Presidente da Câmara Municipal, na reunião de Câmara, do passado dia 11 de junho, anunciou o corte total ao financiamento da Iluminação de Natal, para 2026.

Os vereadores do Partido Socialista (PS), presentes na reunião, mostraram estranheza por este anúncio tão cedo e a passagem de um financiamento superior a 400 m€ (incluindo Freguesias) em 2025, que consideraram excessivo na altura, para zero em 2026. Os vereadores do PS defendem uma solução intermédia, a estudar, mais em conta e não a cortes radicais. A Iluminação de Natal pode parecer um gasto supérfluo, mas não é, pois para além de alimentar o Espirito Natalício, é um incentivo para o comércio e turismo na Figueira da Foz.

O atual Executivo Camarário mostra com esta decisão que não tem uma estratégia clara e consolidada para o turismo e comércio na Figueira da Foz, andando ao “sabor do vento”, com decisões casuísticas e por vezes contraditórias."

Foto: Jornal "Diário de Coimbra"

quinta-feira, 7 de maio de 2026

Pelas Freguesias: novas datas Festas de Tavarede

A Junta de Tavarede adiou as Festas de Tavarede, que deveriam decorrer este fim de semana, para os próximos dias 15, 16 e 17, devido às previsões meteorológicas. Mantém-se, contudo, a sessão solene do Dia de Tavarede, este sábado, pelas 18H00, no Clube Desportivo e Amizade do Saltadouro.

Pelas freguesias: Santana

Via Diário as Beiras 


sábado, 2 de maio de 2026

Comunicado dos vereadores do PS na Câmara Municipal sobre relatórios de contas e de gestão de 2025

A OUTRA FACE DA MOEDA

«Os vereadores do Partido Socialista (PS), na Câmara Municipal da Figueira da Foz (CMFF), abstiveram-se nos relatórios de contas e de gestão de 2025.

Todavia, consideram que os referidos relatórios apresentam aspetos preocupantes da gestão camarária que têm de ser corrigidos durante o ano de 2026. Se o rumo que vem sendo seguido não for corrigido, os Vereadores do PS na CMFF, não terão outra alternativa que não seja votar contra os relatórios de 2026.

Assim, em relação a 2025:

A. O Balanço Financeiro apresenta um resultado líquido positivo de apenas 244m€, menos 34% do que em 2024 onde foi de 369m€.
B. O Passivo Total atingiu 52,4 M€, um aumento de 30,2% face a 2024.
C. O Município carrega um histórico de -70,8 M€ em Resultados Transitados. Este valor demonstra que a Autarquia vive num estado de desequilíbrio patrimonial estrutural.
D. A Demonstração de Resultados mostra que o Município está a perder eficiência operacional.
a. Os Gastos com Pessoal, aumentaram para 23,1 M€ em 2025, representando um crescimento de 13,2% face a 2024.
b. Os Fornecimentos e Serviços de Externos, mantêm-se em níveis elevados, 23,3 M€, consumindo uma fatia desproporcional das receitas correntes.
c. O Resultado Operacional teve uma queda de 33%, de 995m€ para 664m€, indiciando que a atividade do Município está a gerar menos valor.
E. A taxa de execução das Despesas de Capital que mede a relação entre o prometido e o executado, foi de apenas 33,6%. Os Setores mais preocupantes são os seguintes:
a. Educação: A execução foi de apenas 22,2%.
b. Saúde: A execução foi de apenas 8,4%.
c. Habitação: A execução foi de apenas 35,3% .
Verificámos ainda diversas situações anómalas no Relatório de Contas que não foram devidamente esclarecidas em Reunião de Câmara e que o Presidente informou depois na Assembleia Municipal se tratarem de erros do software de gestão. A saber:
a. Transferências para as Freguesias, aprovadas em Reunião de Câmara e que talvez não tenham sido feitas.
b. Subsídios para Entidades, aprovados em Reunião de Câmara e que talvez não tenham sido repassados.
c. Bolsas de estudo de alunos do ensino superior que talvez não tenham sido pagas.
F. O Município transita de 2025 para 2026 um Volume de Compromissos de 36,2 M€ que poderá limitar a capacidade de execução dos novos projetos e compromissos anunciados para 2026.
G. Verificámos ainda que o Município tem 1,2 M€ de receitas por cobrar, mostrando alguma ineficiência na cobrança de taxas e impostos municipais.
Os Vereadores do PS terão, ao longo de 2026, uma atitude vigilante e construtiva, com recomendações constantes, para que o Exercício de 2026 seja melhor do que o de 2025. Não fazemos politica demagógica ou populista, mas sim séria e responsável, feita a pensar nas pessoas.»

quarta-feira, 29 de abril de 2026

PS e Chega abstiveram-se na aprovação de contas de 2025

A Câmara da Figueira da Foz registou em 2025 um resultado líquido positivo de 244 mil euros, de acordo com o relatório de prestação de contas aprovado por maioria.
Pelo que foi possível de observar no decorrer da sessão camarária realizada ontem no Salão Nobre dos Paços do Município, circula por aí alguma agitação no pequeno mundo da política figueirense.

O documento foi aprovado com os votos favoráveis da maioria da coligação PSD/CDS-PP e as abstenções dos dois vereadores do PS e o único eleito do Chega.

O socialista João Paulo Rodrigues justificou a abstenção com “falhas preocupantes no investimento” e perda de eficiência operacional, traduzida no “aumento significativo” dos gastos com pessoal e os “níveis elevados” dos fornecimentos e serviços externos. O vereador do PS salientou que os gastos com pessoal “aumentaram significativamente para 23,1 milhões em 2025, quando em 2024 eram de 20,4 milhões, representando um crescimento de 13,2%”, enquanto os fornecimentos e serviços externos atingem os 23,3 milhões. João Paulo Rodrigues denunciou ainda a existência de inúmeras transferências aprovadas para as freguesias que não foram feitas, bem como subsídios a várias entidades e bolsas de ensino por liquidar.

 Por sua vez, o vereador único do Chega questionou  o executivo camarário acerca do aumento do prazo de pagamento a fornecedores, de 16 dias em 2024 para 26 dias em 2025. A resposta chegou através uma técnica superior que apoiava a reunião de câmara realizada ontem durante a apresentação das contas do exercício de 2025 da Câmara da Figueira da Foz, segundo a qual trata-se de “um valor médio relativamente baixo”.

Imagem via Diário as Beiras

segunda-feira, 20 de abril de 2026

Vereadores do PS vão reunir com habitantes de Vila Verde e São Pedro

 VEREAÇÃO ABERTA

Os vereadores do Partido Socialista na Câmara Municipal da Figueira da Foz convidam os moradores de Vila Verde e São Pedro, para uma reunião aberta sobre assuntos de interesse das suas freguesias.
DIA: Quarta-feira, 29-04-2026.
HORÁRIO: 21h 30m
LOCAL: GRV - Grupo Desportivo Recreativo Vilaverdense

quinta-feira, 16 de abril de 2026

“Memórias de Barro-As Fábricas de Cerâmica da Figueira da Foz” pode ser visitada de quarta a sábado das 14H00 às 18H00. A entrada é gratuita

A exposição temporária “Memórias de Barro-As Fábricas de Cerâmica da Figueira da Foz” está patente na Casa do Paço e pode ser visitada das 14H00 às 18H00. A entrada é gratuita.

“Memórias de Barro-As Fábricas de Cerâmica da Figueira da Foz” procura, através de objetos, fotografias e documentos, reconstruir a história das fábricas de cerâmica do concelho da Figueira da Foz, bem como a diversidade das produções, desde louça utilitária a materiais de construção, apresentando igualmente uma sumária história das fábricas.
A exposição resulta de um estudo aprofundado da coleção de cerâmica do concelho da Figueira da Foz pertencente ao MMSR e compreende a produção desde finais do século XIX ao século XX, concentrada nas freguesias de Brenha, Buarcos, Lavos, São Julião e Tavarede, com produtos finais destinados fundamentalmente ao mercado local e regional.
Quanto às principais fábricas de material de construção estudadas e agora documentadas estão a Empresa Industrial do Cabo Mondego, a Manufatura Cerâmica Figueirense e a Cerâmica Figueirense, Lda., que acompanharam o crescimento económico e urbano da Figueira da Foz.

quarta-feira, 15 de abril de 2026

Olga Brás foi nomeada vice-presidente da Câmara

Via Diário as Beiras: "Olga Brás ganhou prestígio autárquico já no anterior mandato, pelo seu desempenho nos pelouros que Santana Lopes lhe delegou, merecendo elogios públicos dos seus interlocutores institucionais. No atual mandato, o presidente da câmara voltou a confiar-lhe a Educação e Formação Profissional, a Saúde, a Habitação e os Assuntos Sociais. “É uma senhora com experiência nas coletividades, nas freguesias e conhece a realidade do município. É uma senhora de muita categoria, e isso é sempre, obviamente, muito importante”, frisou ontem Santana Lopes, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS.

 A insegurança inicial, própria de quem exerce um cargo pela primeira vez, foi sendo substituída pela visibilidade do seu trabalho, sobretudo nos pelouros de políticas sociais, granjeando reconhecimento público e afirmando-se como elemento de referência do executivo camarário."

sábado, 11 de abril de 2026

Ministra da Cultura esteve na Figueira

Via Município da Figueira da Foz
A Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, visitou a Figueira da Foz na manhã de ontem. A visita foi acompanhada pelo presidente da Câmara Municipal, Pedro Santana Lopes, e pelos vereadores executivos Manuel Domingues, Ricardo Silva, Cláudia Rocha e João Martins. 
Foram visitados diversos espaços culturais e desportivos nas zonas urbanas e norte do concelho.
A deslocação da governante à Figuiera da Foz, serviu para «Pedro Santana Lopes mostrar espaços como a Piscina Mar e abordar eventuais formas de resolver o impasse criado pelo parecer negativo do IPC à requalificação que ENATUR pretende realizar no edifício.
Margarida Balseiro Lopes, que se advoga uma “defensora da pedagogia”, agendou para a próxima semana uma visita conjunta das entidades com responsabilidades na área para, juntamente com a autarquia trabalharem numa solução para o imóvel.»
Depois, a comitiva «passou pelo Complexo Desportivo da Praia de Buarcos, pelo Centro de Artes e Espectáculos e pelo terreno onde a autarquia pretende vir a construir o Pavilhão Multiusos.»
Santana Lopes, aproveitou a ocasião, para explicar «os motivos pelos quais sonha em dotar o concelho de “um bom pavilhão desportivo e de espetáculos”, ao que Margarida Balseiro Lopes respondeu com a ausência de financiamento por parte do Governo para este fim, defendendo a política de mecenato desportivo, que poderá vir a ser uma boa solução para este tipo de projetos.»
Seguiu-se, a prosseguir o périplo ministerial a «freguesia de Alhadas, em concreto o local onde o Centro Recreativo e Instrução Alhadense (CRIA) pretende vir a construir o seu pavilhão desportivo, e com quem o município assinou a 1 de agosto de 2025 um protocolo que estabelece as condições do apoio financeiro que irá dar.
Pedro Santana Lopes defendeu, a propósito de investimentos desta natureza, nas freguesias não urbanas, que “são tão importantes quanto as do centro do concelho”, até porque, diz não acreditar “num Portugal onde o fomento seja centrado só na Pólis”.
A visita terminou na Vila de Maiorca, onde Margarida Balseiro Lopes ficou a conhecer o Paço de Maiorca e o Palácio Conselheiro Branco, assim como os planos que o Município tem para os imóveis, e que requerem um investimento avultado.
À margem da visita a Ministra adiantou, a propósito das comemorações do Dia Internacional da Juventude (12 de junho), que estas se irão realizar na Figueira da Foz e aventou a possibilidade do encontro final de 2026 do «Fórum Cultura» “espaço aberto e plural de escuta e diálogo”, que surgiu com o propósito de “promover uma reflexão sobre o papel da Cultura e do Estado no seu desenvolvimento “, vir a decorrer também na Figueira da Foz."»

quinta-feira, 9 de abril de 2026

A propósito de obras: pelo que o Município informa o sul do concelho está a mexer....

O Município da Figueira da Foz tem em curso diversas empreitadas nas freguesias a sul do concelho. Os vereadores executivos, Manuel Domingues, Ricardo Silva e João Martins, realizaram na passada terça-feira uma visita às obras para verem in loco o andamento das empreitadas em curso.

A saber: "rede viária nas freguesias de Lavos, Paião, Alqueidão (beneficiação do Beco dos Cabecinhos, Rua do Sol Nascente, Travessa das Pintas, Rua das Marrecas e Rua da Lagoinha - freguesia de Lavos; Rua da Serra – freguesia do Paião; Rua do Facho – freguesia de Alqueidão), obras que ascendem a cerca de 423 mil euros (IVA incluído). Na Marinha das Ondas, a instalação de saneamento nas localidades de Matas, Ciprestes e Serrião, um investimento de três milhões e setecentos mil euros, através das Águas da Figueira. Na freguesia de São Pedro está em fase final de construção a nova Unidade de Saúde Familiar, uma obra no valor de um milhão de euros, financiada pelo PRR.

A visita passou ainda pelo novo polo da Zona Industrial e Empresarial da Gala, concretamente pela empresa DST, que está a concluir os arranjos exteriores da unidade produtiva para construção modular, um investimento na ordem dos 25 milhões de euros, que vai gerar 120 postos de trabalho, estando a mesma já em plena laboração."
Via Município da Figueira da Foz, alguns registos fotográficos da visita às freguesias do sul do concelho.

sábado, 7 de março de 2026

Reposição da sinalização em curso

"Está em curso a reposição da sinalização danificada pela depressão Kristin no concelho da Figueira da Foz, com uma equipa do Município da Figueira da Foz e uma empresa contratada. 
A mão de obra externa custa cerca de 50 mil euros. Por sua vez, a compra de nova sinalização tem um valor próximo dos 110 mil euros. 
Em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, ontem, o vereador Manuel Domingues frisou que foram danificadas e destruídas “muitas centenas” de estruturas de sinalização na via pública. Em nome da segurança rodoviária, apontou o autarca, a reposição da sinalização, iniciada logo a seguir ao temporal, deu prioridade aos sinais de trânsito de proibição e obrigação. Neste momento, está a ser reposta a sinalização direcional.
 “Agora, sim, é essencial [trabalharmos] nas questões da sinalização direcional”, frisou Manuel Domingues. Por falta de material e mão de obra no mercado, ressalvou o edil, os trabalhos deverão prolongar-se por mais três semanas. 
As freguesias de São Julião, Buarcos, Tavarede, São Pedro e a Costa de Lavos e a Praia da Leirosa foram as zonas mais afetadas pelo impacto da passagem da depressão Kristin nos sinais de trânsito e demais sinalização. 
No total, entre equipamentos, edifícios e espaços públicos, a Câmara da Figueira da Foz soma estragos provocados pela intempérie no valor de quatro milhões de euros."