segunda-feira, 24 de maio de 2010

Figueira, uma cidade em ruínas (4)...


Mosteiro de Seiça
Foi D. Afonso Henriques quem o mandou construir em louvor à Virgem Maria, devido a um milagre recebido junto da capelinha de Nossa Senhora de Seiça.
Os primeiros monges do convento foram os de Lorvão que, naquele tempo, pertenciam á ordem de São bento, cujo superior foi o Abade D. Paio Egas, nomeado para este cargo no ano 1175
D. Afonso Henriques faleceu (1185) sem que a obra estivesse concluída, mas o seu filho D. Sancho I deu-lhe continuidade, entregando o convento á ordem de S. Bernardo por esta ser considerada um "raro exemplo de virtude e Santidade".
Em Setembro de 1348, a peste negra fez com que o Mosteiro de Seiça sofresse muitas perdas entre religiosos e caseiros. Esta epidemia dizimou 150 religiosos em 2 meses.
Em 1513, D. Manuel ordena a reparação do Mosteiro por este se mostrar bastante degradado. Assim, a igreja foi ampliada e tornou-se num dos melhores templos das redondezas. Em 1895 foi vendido a uma família que transformou o mosteiro em fábrica de descasque de arroz, fábrica que veio a falir anos depois.
Actualmente, é propriedade da Câmara da Figueira da Foz, tendo sido comprado por Santana Lopes, então líder da autarquia, que adquiriu o espaço por cerca de 225 mil euros.
Na altura, o autarca do PSD prometeu uma "intervenção de fundo" no imóvel, mas, passados todos estes anos, as ruínas do convento continuam à mercê da degradação e do vandalismo.
Miguel Almeida, actual vereador do PSD, na reunião de Câmara realizada no passado dia 2 de Março, apresentou uma proposta para a recuperação do Mosteiro de Santa Maria de Seiça.
O Mosteiro, apesar das diligências efectuadas, não está classificado pelos serviços do Estado, encontrando-se num estado deplorável de degradação.

2 comentários:

Luis Ferraz disse...

Lamento ser do contra mas o referido Mosteiro está classificado desde 19-02-2002 como imóvel de interesse público como se pode constatar aqui

http://www.igespar.pt/pt/patrimonio/pesquisa/geral/benscomproteccaolegal/detail/71634/

Acho curioso que o MA tenha agora apresentado uma proposta, provavelmente mais uma, uma vez que , como é do conhecimento de todos este Mosteiro foi comprado no tempo em era vereador, já lá vão quase 10 anos.

Teoricamente todos os edifícios classificados devem ter apoio financeiro do IGESPAR para conservação, mas em tempo de vacas magras...

António Agostinho disse...

Dando como boa a informação que teve a amabilidade de enviar - o imóvel estar classificado de interesse público - então a vergonha é ainda maior para todos!..
Ficam os meus agradecimentos pela sua informação.