sexta-feira, 6 de junho de 2014

PARQUE DE ESTACIONAMENTO DO HOSPITAL DA FIGUEIRA DA FOZ...

"Entrou em vigor às 0h00 do dia de hoje (6 de Junho) uma nova redução no tarifário do parque de estacionamento do hospital, a segunda alteração desde que o sistema foi aplicado.
Assim, a tarifa horária a praticar baixará dos actuais 60 cêntimos para 40 cêntimos, mantendo-se, nos termos já vigentes, o regime de não pagamento para permanências inferiores a 1 hora. Para permanências superiores a 1 hora, será aplicada uma tarifa de 20 cêntimos pela 1ª hora.
A título de exemplo refere-se que, para os utilizadores que permanecerem 1 hora e 30 minutos no parque do Hospital, este novo tarifário representa uma redução superior a 50% face ao tarifário anterior.
Manter-se-á, também, a regra actual de não tarifação no período compreendido entre as 22 horas e as 7 horas." (daqui)


Em tempo:
Já que o estacionamento no Hospital Distrital da Figueira da Foz, sito na Aldeia da Gala, continua a ser pagoA LUTA VAI TER QUE CONTINUAR!..

Número sete

O nosso Portugal, é cada vez mais o Portugal dos milhões de patrocínio para o futebol e dos tostões para “as artes.
Sobre a cultura em geral- a literatura, pintura, teatro e cinema - não temos uma tradição literária. 
Quem sabe, hoje , por exemplo, quem é o Garrett?..
Alguém conhece Pascoaes?..
Quem conhece hoje o Camões ou o Padre António Vieira, de os ter lido, não de ouvir falar?.. 
E a literatura ainda não é do pior...
Se formos para a música e a pintura, tudo piora...
Podíamos referir o teatro e o cinema.
A política de cultura em Portugal tem um efeito altamente nocivo: o de manter a ilusão de que as coisas que por aí se fazem têm eficácia.
Verifique-se o que se passa na nossa cidade, a Figueira da Foz: temos um vereador azougado e está  a criar-se a ficção de que existe uma política cultural no nosso concelho.
Se a realidade fosse essa, mas, sobretudo se a realidade cultural fosse diferente, não estávamos como estamos. 
Como é que do vazio cultural pode sair alguma coisa?
Na Figueira e em Portugal...
Na Figueira, se existem tostões para a cultura, para o futebol existem cêntimos. 
Estou a referir-me aos Clubes das Aldeias...

Para acabar com a polémica com o Tribunal Constitucional, fica a sugestão do ...

Em Portugal, nunca há inocentes: apenas quem não foi declarado culpado...

Mário Soares, o fundador do PS pensa que António Costa é o socialista indicado para "unir a esquerda", coisa que não fez o actual secretário-geral...
Mário Soares fez a previsão de que o PS iria "ganhar por pouco" as eleições europeias e acertou. 
Mário Soares, o ex-Presidente da República, decidiu tomar partido na guerra interna que depois das eleições europeias foi aberta no Partido Socialista, por causa daquilo a que foi o primeiro a chamar "vitória de Pirro". 
Mário Soares, o ex-primeiro ministro, apoia claramente António Costa para a liderança do PS e faz críticas muito violentas a António José Seguro, que, na sua opinião, nunca "ouviu os socialistas que não o bajulassem" e "nunca falou à esquerda".
Em Março de 1976 o Partido Socialista, dirigido por Mário Soares, preparava-se activamente para as eleições de 25 de Abril de 1976 e para a formação de um governo minoritário, já que todas as sondagens o davam como o partido que ganharia as eleições, como de facto ganhou.
Num discurso proferido por Mário Soares, no Porto no decurso da cimeira de dirigentes de partidos europeus integrados na Internacional Socialista, da própria Internacional Socialista e da Confederação Internacional dos Sindicatos Livres, reunida sob o lema «A Europa connosco!», Mário Soares disse a determinada altura:«Perante estas eleições o PS definiu uma orientação sem ambiguidades: apresentar-se-á só, recusando quaisquer alianças, quer com o PCP (partido que não deu até hoje suficientes provas de respeitar as regras democráticas) quer com os partidos da direita - o PPD e o CDS, que visam um regresso ao passado, ao feudalismo económico do passado, embora sob o disfarce de uma democracia autoritária que nem sequer respeitaria a pura forma.»
As verdades são para ser ditas.
E Mário Soares, para quem tem memória, não pode fugir ao facto de ser o «traidor mais emblemático» da nossa revolução e aos ideais do 25 de Abril de 1974. 
Mário Soares, lembram-se, vendeu-se ao capitalismo e ao imperialismo dos Estados Unidos da América e ao seu amigo Frank Carlucci, que ao serviço da CIA controlou a nossa GLORIOSA REVOLUÇÃO DE ABRIL!  
Mário Soares, lembram-se, quando primeiro-ministro, aliou-se ao CDS, de Freitas do Amaral, e fez parte do Governo do Bloco Central, com Mota Pinto.
Lembram-se?..

Nos 40 anos do falecimento do meu Pai

Gentes do mar, pescadores – é o que somos.
A liberdade de ir ao mar e voltar, devolve-nos a nós mesmos.
Faz-nos ser o que somos. Fazer o que queremos.
E o que gostamos.
Este é o nosso trabalho. O nosso destino. A nossa faina.
A nossa luta pela sobrevivência, é uma vida dura, mas libertadora, que nos alivia e protege dos olhares dos outros – os que ficam por terra.
O mar tem poder – um imenso poder, tão imenso que pode provocar mesmo a mudança dentro de nós.
O mar, este mar da Figueira, é como a alma da sua gente.
Limpo.
Pelo menos era assim que as almas deviam ser.
Gentes do mar, pescadores - é o que somos.
Temos a liberdade de fazer o que queremos e gostamos.
De viver e morrer nesta vida que a gente transporta dentro de nós.
Que vai e volta.
Sobre as ondas do mar.

Nota:
O texto acima, foi escrito por mim, de propósito, para uma Exposição fotográfica do meu sobrinho Pedro Agostinho Cruz, que decorreu entre 14 de Maio e 12 de Junho de 2011, no CAE.
Foi escrito por um filho, neto e bisneto de pescadores. Foi neles que  me inspirei.
Na foto do lado direito está o meu Pai, José Pereira Agostinhonáufrago três vezes na pesca do bacalhau, falecido em 6 de Junho de 1974, aos 47 anos de idade.
O Pedro,   nascido em 1987,  não conheceu o  avô. Aliás, como as outras três netas: a Joana, minha filha, e as minhas sobrinhas,  Vanessa e  Beatriz.
Uma coisa, porém, eu garanto: se o meu Pai fosse vivo, seria um velhinho babado e orgulhoso com todos as netas. E, naturalmente, também com o neto Artista
Que, ao que consta, tem o mesmo olhar do avô...