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terça-feira, 21 de maio de 2019

Requalificação do Largo das Alminhas

o cortar nove árvores, deslocar uma e plantar onze, disse ontem no decorrer da reunião camarária o presidente Carlos Monteiro.
As árvores que se podem ver na foto, foram plantadas em 1987, há pouco mais de 30 anos, quando foi urbanizado aquele local, era presidente da Câmara o eng. Aguiar de Carvalho e presidente da junta de S. Pedro Domingos São Marcos Laureano. Ao longo dos anos estas árvores foram sujeitas a algumas "podas radicais". Agora, dizem que estão doentes e têm de ser arrancadas...
Antes dessa intervenção o aspecto era este...

O Largo das Alminhas teve o aspecto que o video mostra até quase à década de 90 do século passado. Lembro-me, decorria o ano de 1986, tinha acabado de tomar posse como membro do primeiro executivo da junta de freguesia de S. Pedro, que das primeiras coisas que pedimos ao então presidente da câmara municipal da Figueira da Foz, engº Aguiar de Carvalho, foi que viesse visitar-nos.
Percorreu, a pé, a Cova e Gala. No Largo das Alminhas ficou horrorizado com o que viu. Aquele espaço, na altura, há pouco mais de 30 anos, parecia um zona do médio oriente, em guerra. Foi essa visita o ponto de viragem para o agradável espaço público dos dias de hoje.

sábado, 23 de fevereiro de 2019

"Meu Largo das Alminhas"...



Video via João Manuel Fidalgo Pimentel

Não consigo compreender quem diz que pode viver em qualquer lugar....
A Cova e Gala de há 50 anos, não era bela nem tinha uma qualidade de vida invejável. Mas tinha outra coisa, não menos importante, a sua história.
Era "uma pequena aldeia de 2.500 habitantes, localizada à beira do Atlântico, perto da importante cidade balnear da Figueira da Foz (Portugal), onde se vive pior que nas localidades vizinhas: a ausência de esgotos, a corrente eléctrica considerada uma excepção, a miséria material, as condições de trabalho desumanas, a deterioração das células familiares, a má nutrição é, lamentavelmente, a situação de toda uma região economicamente desfavorecida".
O Largo das Alminhas teve o aspecto que o video mostra até quase à década de 90 do século passado. Lembro-me, decorria o ano de 1986, tinha acabado de tomar posse como membro do primeiro executivo da junta de freguesia de S. Pedro, que das primeiras coisas que pedimos ao então presidente da câmara municipal da Figueira da Foz, engº Aguiar de Carvalho, foi que viesse visitar-nos.
Percorreu, a pé, a Cova e Gala. No Largo das Alminhas ficou horrorizado com o que viu. Aquele espaço, na altura, há pouco mais de 30 anos, parecia um zona do médio oriente, em guerra. Foi essa visita o ponto de viragem para o agradável espaço público dos dias de hoje.
Muito mais poderia estar feito. Mas, a independência tem sempre o seu preço...
Em política, quem opta pelo  deserto, que é sempre a  terra-de-ninguém, sujeita-se a  levar porrada de todos os lados.
Porém, sempre me deu gozo desmascarar os hipócitas e a hipocrisia.
Neste dia, em que passam 32 anos sobre o desaparecimento de Zeca Afonso, cada vez o admiro por me ter ensinado o caminho para sermos nós próprios o nosso "comité central"...

sábado, 10 de janeiro de 2015

À atenção do novel presidente da Aldeia

Mesmo na Aldeia, a História também está na rua e está bem visível na fachada destas Alminhas.
Quem transformou a imaginação em realidade, estava longe de adivinhar que estaríamos – desde há longos anos, como mostra a foto.
As ruas da Aldeia têm várias cicatrizes e mazelas, que se manterão até que os poderes públicos e privados assim o permitam e autorizem.
Dada a inércia, até parece que nos esquecemos que estas Alminhas são uma edição de um só exemplar, irrepetível – que, portanto, a meu deveria ser preservada no seu estado original.
Quem consentiu ou legitimou a entidade que colocou aquelas caixas nas Alminhas, uma pequena edificação de 1917 e um raro vestígio do nosso passado, ainda praticamente intacto na Aldeia?
Isto é o progresso? O progresso não trouxe conhecimento técnico, e científico, e histórico, e tecnológico? O progresso não aumentou a visão de conjunto?
Insurgimo-nos contra a devastação do património no Iraque por causa da guerra, mas na Aldeia de que nos serve a paz se não existe bom senso?
Reponha-se urgentemente a dignidade ao raro vestígio ainda existente do passado da Aldeiase possível, já!..

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

domingo, 3 de maio de 2015

A importância dos dedos, numa manhã de um domingo de maio com chuva persistente...

Neste domingo de uma manhã de maio, a chuva persistente arrasa com a paciência a qualquer um.
Um gajo rasga a máscara que tapa o pudor e expele a brutalidade de um “merda pró tempo”.
Isto, porque está bem disposto, pois se não estivesse, era provável que o rol do dicionário vernacular fosse vomitado, em três tempos, pelos beiços a espumarem.
Neste domingo, pelo menos de manhã, a Aldeia encolhe-se no aconchego do sossego do lar.
A minha voz, tal como a de qualquer cidadão normal, podia não existir.
Há muitos anos, na Aldeia, houve uma barreira que a tentou cilindrar na montanha da liberdade vigente na Aldeia: “todos ao monte e fé em Deus”!
Mas, com os dedos, criei esta ferramenta para poder continuar a gritar e viver a  LIBERDADE.

Neste domingo, pelo menos de manhã, a Aldeia encolhe-se no aconchego do sossego do lar. 
Mas, de tarde, mesmo que continue a chover, as portas das casas vão abrir-se. De lá vão sair os esfomeados pela LIBERDADE, os presos à máquina do trabalho, que durante a semana os ocupa por largas horas, como se o inferno lhes sugasse o sorriso aos poucos.
O compromisso planeado pelas responsabilidades do calendário, mesmo ao domingo, permanece na mente de cada um de nós.
Amanhã, segunda-feira, acordamos com um abanão furioso. Faça chuva ou faça sol, temos de sair cedo de casa.
Para quem ainda consegue trabalhar neste país e nesta Aldeia, é o início de mais uma semana de labuta e de luta.
Ainda ressacados pela mágoa, temos de nos fazer à vida, com o entusiasmo de quem se atira para um abismo fundo.
A vida, tal como a labuta e a luta, faça chuva ou faça sol, continua...
  
Se é certo que o Povo da Aldeia perdeu um monumento, que era um poço ainda nos resta AS ALMINHAS!..
Já que o crescimento da Aldeia não aconteceu com um plano que a conseguisse preparar para o futuro, respeitando o seu passado, os nossos filhos vivem numa Aldeia igual a tantas outras, que nos dias que passam praticamente nada reflecte da sua história.
Ao menos, respeitem AS ALMINHAS!  
Será que somos uma terra de alarves e não temos civilização para fazer respeitar a memória espiritual do que nos foi legado e era um património vivo daquilo que fomos?
Nós, na Aldeia temos tão pouco!..

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Os casos da bancada do campo de futebol e do cartaz do largo das alminhas

Foi grave o que se passou e parece-me ingénuo pensar que não existiram decisões, pressões e interferências.
No caso do cartaz do Largo das Alminhas, por motivos óbvios, ficamos por aqui.
Quanto ao caso da bancada do Campo do Cabedelo, refiro apenas um pormenor: a bancada foi retirada por funcionários da Câmara Municipal da Figueira da Foz, a um sábado, no preciso momento em que o PS estava a realizar um almoço de campanha nas instalações da Colectividade. Terá sido apenas casualidade ou coincidência?... Isso, fica ao critério dos covagalenses.
Dia 11 de Outubro será tudo julgado.

domingo, 2 de novembro de 2008

Nós, covagalenses, temos tão pouco...


Em nome da modernidade, a velha Ponte dos Arcos foi recentemente demolida sem apelo nem agravo.
Em nome da modernidade, a Capela de S. Pedro (o monumento mais valioso e emblemático da Cova e Gala, património colectivo das populações das duas povoações, pois, segundo documentos que o investigador covagalense João Pereira Mano estudou, a Capela de S. Pedro original tinha sido edificada em 1820) foi completamente adulterada em 2000 e 2001.
Em nome da modernidade, As Alminhas, um raro vestígio do nosso passado, ainda intacto, encontra-se no estado que a foto mostra, por culpa de nós todos, no geral, mas da EDP, em particular.

Será que somos uma terra de alarves e não temos civilização para fazer respeitar a memória espiritual do que nos foi legado e era um património vivo daquilo que fomos?
Será que somos uma terra de lepes, canalha de mão estendida a quem encheram os bolsos sem antes ensinarem a mastigar de boca fechada?
O resultado é esta vileza: deixar demolir a velha Ponte dos Arcos, não ter preservado a velha Capela e permitir As Alminhas no estado que a foto documenta.
Já imaginaram o que seria arrasar a casa de Dickens em Londres, onde ele só viveu escassos meses? (está lá, para ser visitada)
Destruir a casa de Balzac em Paris, onde o homem viveu com um nome falso, e mesmo assim não se livrava dos credores? (também lá está)
Arrasar as ruínas de Conimbriga, que foi habitada entre o séc. IX a.c. e Sécs. VII-VIII da nossa era, para construir uma auto-estrada ou um bloco de apartamentos? (estão lá e preservadas)
Mas o pior, muito pior para nós covagalenses, periféricos e provincianos, é que eles, ingleses e franceses têm tanto, e tantas casas, de Dickens, de Balzac, de Thackeray... E, por esse país fora, há tantos e tantos vestígios da passagem dos romanos pela península ibérica...
E, nós covagalenses, temos tão pouco...


segunda-feira, 30 de setembro de 2019

O concelho não andará a "obrar" acima das suas possibilidades?

Foto de António Agostinho
De visita a Portugal, um amigo meu há muitos anos emigrado, passou pela Figueira. Num passeio pelo concelho, deparou-se com as obras em Buarcos e com as obras no casco velho da cidade. Passou pelo Bento Pessoa e viu obras. Atravessou a Ponte Edgar Cardoso, veio ao Cabedelo e viu mais obras. Tudo por acabar: paradas ou a andar em passo de caracol... Passou pelo Largo das Alminhas, na Gala, e mais obra. Parada.
Farto de confusão e de pó, perguntou-me: "os figueirenses não ligam nenhuma às suas obras? Estão à espera de que elas terminem por si próprias?"
Hoje de manhã, comprou o jornal: ainda mais admirado ficou ao ver mais obra anunciada: uma piscina coberta e um pavilhão gimnodesportivo
Disse-lhe que o jardim municipal, "em breve", também vai para obras e que o sintético do Grupo Desportivo Cova-Gala está prometido para começar a ser instalado, talvez para o ano...
Comentário do meu amigo: "isso, até pode ser divertido, mas, não será cansativo?"...

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Pois é: estamos em ano de altíssimo patrocínio da Nossa Senhora das Eleições Autárquicas!..

Pois é: como se pode ver, todos somos modernos! A começar pelos munícipios, isto é, também o Estado. 
E interrogam-se vocês: o que é o Estado? 
Ora, o Estado é a modernidade da ficção nacional... 
Lá estou eu e o meu mau feitio que, ultimamente, tanto tem incomodado algumas alminhas mais sensíveis aqui pela Figueira da Foz. 
Apetece-me escrever. 
Mas, hoje, não sei de quê... 
Os finais de setembro, em anos de eleições autárquicas, são um tempo esquisito... 
Nem são férias, nem são já trabalho a tempo inteiro. 
O bulício de agosto, na Figueira, já foi e deixou uma nostalgia e um vazio que custa a superar. 
Nestes dias, apetece-me sair, ir por aí fora sem destino, ver coisas diferentes ou rever as mesmas que deixaram saudades. 
E é o que tenho feito nos últimos dias... 
É esta necessidade de evasão, depois da acontecida invasão de agosto, que não permite o sossego, o tempo disponível e a concentração para o trabalho que por aqui é feito. 
Estar de férias, para mim, é sair, fugir da rotina, não pensar no dia a dia, viver despreocupadamente, não ter horas... 
E, isso, só o consigo fora do ambiente em que se vive o resto do ano. 
Como disse o outro: "que se lixem as eleições".

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

`É preciso ter calma...




A 19 dias das Autárquicas 2017, olhar para o que se está a passar no miserável espectro político figueirense, é um exercício complexo e conduz a um esforço acrescentado para tentar perspectivar aquilo que se seguirá na Figueira.  
Entre as diversas candidaturas, não se vislumbra nada de palpável.
A abstenção vai disparar em flecha. 
O clima está a ficar crispado. 
O nervoso miudinho começa a trair algumas alminhas mais susceptíveis...

Isto, além de medíocre, está a ficar perigoso. 
Na política figueirense, os mortos que ainda não morreram definitivamente, estão a correr perigo de vida. 
O exercício da cidadania precisa de gente credível e corajosa. Quase que é preciso assumir o papel de herói para fazer o que tem que ser feito: resistir.
O tempo das negociatas, dos arranjinhos e de políticos a governarem acima das nossas possibilidades, já deveria ter terminado há muito nesta Figueira, que se quer e deseja uma Terra de esperança.
Vamos construí-lo neste presente pouco esperançoso?..
Bastava querermos. Se não todos, pelo menos a maioria.

segunda-feira, 3 de novembro de 2014

Tomada de posse de transição...


Numa Terra jovem, como a nossa, onde o Património artístico e monumental é praticamente inexistente, seria normal, cuidar-se da preservação dos raros vestígios do passado. 
Estou a referir-me, concretamente, às Alminhas, uma pequena edificação de 1917. 
Por vezes pergunto a mim próprio: o que pensam as pessoas que visitam a nossa freguesia e passam pelo local que a foto mostra...

As eleições foram sempre divertidas - não tanto pelo acto em si, mas por todo o folclore que as rodeia. 
Lembro-me das primeiras em Liberdade, em 25 de Abril de 1975, realizadas com o objectivo específico de elaborar uma nova constituição para a República Portuguesa, após a queda do Estado Novo em resultado da revolução de 25 de Abril de 1974. Foi uma festa - fui votar a Lavos, pois a Aldeia ainda não era freguesia e, muito menos, vila.  
Depois, durante muitos anos, na Aldeia o local de voto foi a minha antiga escola primária. Finalmente, passou a ser onde agora é: a junta de freguesia de S. Pedro. 
A população de S. Pedro é maioritariamente sénior, pelo que requer alguma paciência, tolerância e bonomia, votar. É esta a nossa gente, são estas as “forças-vivas” da Aldeia, pois a juventude prima pela abstenção.
Será por isso que esta porra não corre bem?.. 

No último ano, a realidade política na Aldeia ultrapassou qualquer filme de ficção que tenha passado numa sala perto de nós. 
Os acontecimentos foram-se sucedendo. No passado dia 30 de outubro, quinta-feira, pelas 18 horas, discretamente  (decorridos 5 dias, ainda não consegui ler uma linha do evento em lado nenhum...), como convém nestes casos verdadeiramente excepcionais, ocorreu a tomada de posse do novo executivo resultante das eleições intercalares de 19 de outubro passado. 
Pelo que me contaram, a coisa decorreu na  «sala das sessões da Junta de freguesia de S. Pedro, pelas 18 horas. Estiveram presentes entidades oficiais e oficiosas, Presidente da Câmara e fauna que o rodeia, muitos populares, quase todos afectos da maioria. Numa palavra: num ambiente algo bafiento.»

Continuando.
Depois de um breve interregno, a Aldeia voltou à normalidade: estão de regresso ao poder as velhas e conhecidas caras do poder local. 
Portanto, pode aguardar-se tudo, menos a mudança. 
Por conseguinte, é fácil de prever a continuação da matéria dada na aula anterior... 
Logicamente, os três próximos anos vão ser percorridos em ziguezague - a normalidade desde 1997... 

Com esta maioria, lata e abrangente, o centrão voltou à ribalta na Aldeia. 
E pronto, pouco mais há a dizer: nas urnas, a malta da Aldeia legitimou, uma vez mais, estes mesmos de sempre... 
Portanto, tudo está bem quando (re)começa bem. Como sabemos, (re)começa sempre tudo com a melhor das intenções. 
É para o vosso bem, é para o bem comum (que ainda é mais importante do que o vosso bem), é para garantir o bom-nome, é para garantir a garantia. 
E tal e coisa... E por aí adiante. Como sempre, desde 1997, disseram-nos que o mais importante foi a freguesia de S. Pedro. E, agora, dado que estamos noutro patamar, a vila de S. Pedro. 
E por aí fora, pois, por cá, salvo raríssimas e incomodativas excepções, continuamos adormecidos... 

Entretanto, tivemos o 19 de outubro de 2014.
Segundo as estatísticas, a comparência ao acto litúrgico ficou-se por cerca de quarenta por cento.
E, presumo, que mais de quarenta por cento dos que o frequentaram deve ter mais de 50 anos. 
Se falarmos da crise de vocações para vivenciar a democracia, os números são de alarme... 
Quem ainda duvida do crescente desfasamento da maioria relativamente aos reais problemas da Aldeia, que atente nestes dados...

Na Aldeia, recuámos, pelo menos, vinte anos. 
Isto não quer significar, no entanto, que a política na Aldeia seja um compartimento estanque, e que os políticos sejam os culpados de todos os males. 
Os políticos são, porventura, a expressão pública máxima da mediocridade que grassa na Aldeia e no país. 
Que música se ouve? Que livros se lêem? A que filmes assistimos? Que programas vemos na TV? Qual é o nosso comportamento cívico? Qual o grau de intervenção nos actos eleitorais? 
Neste contexto, será razoável esperar milagres?.. 
Vivemos numa sociedade onde predomina a ânsia do sucesso e do dinheiro - enfim, vivemos numa Aldeia de aparências. 
É para isso, e por isso, que se vive. 
A grande mudança -  a mudança de mentalidades, como vimos na prática há pouco mais de um ano atrás, não acontece de um dia para o outro. Nem de um ano para o outro. 
Mais: pelo andar da carruagem, nem nos próximos 20 anos...

A terminar. 

S. Pedro, é o exemplo do que não devia acontecer em eleições autárquicas.
Fosse a Aldeia uma democracia, já na maioridade, e vivesse uma cidadania plena, com direitos e também assunção de deveres, e tudo isto não teria sido uma perda de tempo. 
Assim, do alto da nossa idiossincrasia, o que interessa é não ofender a obra do regedor do regime...  
Mas, a lição não deverá ser de grande utilidade para o PS - o perdedor maior.  
A mesquinhez do aparelho figueirense não o irá permitir.

Finalmente.
Mais do que os erros cometidos, o pior é assistir à sua repetição. 
A vergonha da estupidez é muito superior à da ignorância.

sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Na Aldeia... (VIII)

É conhecido o afastamento que tenho dos partidos do chamado arco da governação.
Desviei-me  politicamente, há muito, por vontade própria, daqueles que alegre e irresponsavelmente, têm ajudado na Aldeia, no concelho e no país, a patidocracia hegemónica que basicamente tomou conta de Portugal e Ilhas Adjacentes  e nos conduziu ao lugar que ocupamos: dos últimos na EU e na generalidade dos indicadores sócio-económicos.

A nossa vida em sociedade é o que sabemos: uma ficção, alicerçada na propaganda e irresponsabilidade que todos andamos a pagar.
Somos - e vamos continuar - a ser o que sempre fomos, pois não temos outros partidos, nem outra gente.
As eleições deveriam ser uma coisa digna e séria, porque é aí que se escolhe a gente que determina o nosso futuro.
Infelizmente, as coisas são o que são. Vota-se num “regedor” porque este pode fazer convenientes favores; num presidente de câmara porque nos pode empregar um familiar; num governo por fé clubista.
Têm sido assim feitas as escolhas nesta sociedade onde é permitido - e aceite - que os políticos no poder há vários anos ofereçam esferográficas, aventais, bonés, porco no espeto e copos de vinho a poucos dias das eleições.
Ao aceitarem e participarem em tais actos, os próprios eleitores tornaram-se coniventes com o ficcionismo em que andamos a viver na Aldeia, no concelho e no país há muitos e muitos anos.
Aqui pela Aldeia, embora sob disfarce, o PSD e o PS foram, desde 1989, os partidos vencedores.
Esta hegemonia, como em tempos de caça às bruxas, teve um historial de intriga e calúnia baseada na farsa de que os comunistas são uma peste. Entenda-se por comunistas, todos os cidadãos que não se revejam nas práticas locais do PSD e do PS.

Hoje, com umas eleições à porta, não vai ser diferente. Quem for votar, e tem ainda pesadelos com o comunismo, vai continuar a ir ao porco no espeto no Parque das Merendas. 
Quem não pensa assim, o mais provável é não ir votar...
O resultado, e outro não será de esperar, vai ser mais do mesmo...


A Aldeia, tem sido liderada por eternos crentes do PSD e do PS, que aproveitaram a pouca exigência reinante, consolidada pelo atraso e comodismo dos seus habitantes.
Lá para finais de setembro, o mais tardar em outubro, na Aldeia as habituais alminhas vão tornar a colocar os mesmos nos seus lugares e assim vamos continuar a viver até que a morte se lembre deles e de nós.

Cá na Aldeia, apesar dos tempos já terem mudado, vamos continuar a viver na vila da ficção.
Não temos outra gente nem temos outros partidos. Somos quem somos - o caso do processo da criação da vila é paradigmático...

sexta-feira, 16 de maio de 2014

A técnica...

"Primeiro vem um ministro esclarecer, desvalorizando a "inverdade" com uma mentira.
Quase sempre o ministro câmara de eco, Luís Marques Guedes, quando as notícias são péssimas, sempre o vice-primeiro-ministro botões de punho-pepsodent, Paulo Portas, quando a mentira tem uma base de verdade. Depois, quando a verdade vem à tona, já é tarde demais porque, o esclarecimento, da "inverdade" com a mentira ou da mentira com uma base de verdade, já passou em todas as rádios e em todas as televisões a todas as horas certas em todos os telejornais e em todos os blocos noticiosos e há sempre as alminhas de boa-fé que ouviram a verdade a que temos direito mas que já não ouvem a verdade ela própria porque nem sequer passa na comunicação social, ela própria câmara de eco do ministro câmara de eco."
daqui

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Uma sugestão para salvar o único exemplar da bateira da Cova-Gala


“Na Figueira da Foz, e sobretudo na sua terra natal (Cova-Gala), João Pereira Mano não precisa de qualquer apresentação. Homem do Mar, ficou-lhe esta região a dever, para sempre, a salvaguarda de muita da sua memória colectiva (e não só pela escrita, embora, naturalmente, essa seja a dimensão em que mais vai perdurar o seu contributo). Em 1997 o Capitão João Pereira Mano desempenhou também um importante papel na identificação e na obtenção de uma bateira do Mondego, típica da Cova-Gala (bateira FF-304-L Maria Augusta Mano), que veio a ser meritoriamente doada pelo seu último proprietário, o Ex°. Senhor Manuel Mano, para futuros fins museológicos, e que assim veio juntar-se aos outros três diferentes exemplares de arquitectura naval local que o CEMAR já havia antes, em 1995, 1996, e 1997, conseguido que fossem obtidos, restaurados, e doados à cidade e à sua autarquia, com vista aos referidos fins museológicos.” (daqui)

fotos António Agostinho
Todavia, infelizmente, essas embarcações tiveram um fim inglório e triste...
Neste momento, o único exemplar da bateira da Cova-Gala encontra-se no Largo das Alminhas, na Gala, como a foto documenta. Sujeito que está à chuva e ao sol, na melhor das hipóteses, daqui por dois anos terá o mesmo destino que as embarcações oferecidas pelo CEMAR à Câmara da Figueira tiveram: o apodrecimento.
Enquanto é tempo, deixo aqui uma sugestão e, ao mesmo tempo, um apelo a quem de direito, para preservar tão importante exemplar único (pelo menos que eu conheça) da bateira da Cova-Gala: a sua deslocação para o portinho da Gala para fazer parte do espólio do Núcleo Museológico que aí está a ser construído e que irá ser aberto ao público em breve.  

domingo, 1 de setembro de 2013

A iliteracia da direita figueirense...

Tenho acompanhado, também via facebook, a campanha para as autárquicas aqui pela Figueira...
“Segundo a OCDE, Portugal é um dos países do âmbito de acção deste organismo com maior grau de iliteracia, estando na cauda de 41 nações no que respeita à efectiva compreensão de um texto. Na Comunidade Europeia é mesmo o penúltimo.”
E não é que isso fica completamente  patente nas polémicas que logo se geram quando alguém ousa questionar os 12 anos da passagem do PSD pela Câmara da Figueira da Foz!..
Tal facto não  me surpreende: há muito que sei  que os portugueses, principalmente os jovens,  adquirem cada vez menos livros e deixaram de ter a consulta de jornais e revistas como um hábito. Substituíram-nos pela televisão e pela Internet, as campeãs do superficialismo e do facilitismo da mensagem no tratamento da informação.
Pronto: as consequências estão à vista, aqui pela Figueira, na presente campanha autárquica. 
O texto não necessita de conter  metáforas ou  figuras de estilo... Mesmo com dados concretos, certas alminhas não conseguem  tirar-lhe sentido e significado...
Bom, não podemos é deixar  de escrever e de ler, senão, por este andar, corremos o risco de qualquer dia, aqui pela Figueira,  estarmos de regresso ao analfabetismo ipsis verbis, com o retorno à Idade Média, apenas com a diferença de, agora, termos  computadores, iPhones ou telemóveis de última geração, com a possibilidade de uma rede gratuita de Wi-Fi!..
E já estivemos mais longe...

segunda-feira, 18 de março de 2013

Feitos ao bife


É  difícil assistir a um debate sério,  nos dias que correm,  em Portugal.
Por debate sério, entenda-se aquele onde assumimos as contradições da barricada que defendemos e tentamos encontrar plataformas de entendimento,  ao invés de tentar hegemonizar  pontos de vista.
No entanto,  é  quando olhamos para criaturas como Passos Coelho e Vítor Gaspar -  neo-liberais europeus – que  constatamos melhor que dali não vem debate sério nem seriedade.
Gritaram, insinuaram, insultaram, mentiram  - mas, estão a ganhar.
Chamam "comunista",  a quem tenta argumentar que um Serviço Nacional de Saúde é um mínimo exigível para uma sociedade supostamente civilizada…
O fim da sociedade justa,  que um dia pareceu possível,  está a morrer e estamos a assistir ao retorno ao antes do 25 de Abril.
Entre as massas de apáticos alguns tentam resistir,  mas muitos mais estão a esforçar-se para serem dignos das migalhas que caem da mesa…
Tudo sem alma, sem princípios. Mas, sobretudo, sem ética e sem moral.
Fingem lutar contra um poder tenebroso... Mas os seus argumentos são os mesmos: o conservadorismo bacoco que visa impedir o progresso das mentalidades e o desmoronar de todas as conquistas do 25 de Abril.
E estão a ganhar…
Já há muito que estão no poder. Aliás, sempre lá estiveram. Fazem o que sempre fizeram:  continuam a agitar os espantalhos vermelhos de modo a desmantelar as ultimas estruturas que nos separam da barbárie social.
E onde estão os resistentes?...
Preocupados em pagar a renda e dar de comer aos filhos...
E, entretanto,  tudo vai ficando pior, terrivelmente pior…
Até ao momento em que, nada nos restando já, percamos o medo de dizer basta.

terça-feira, 3 de agosto de 2010

O pião... Ai que saudades, ai, ai!..

Na minha meninice, ai pelos anos 60 do século passado, o jogo do pião era praticado pela garotada de então, em vários locais da Gala. Sobretudo, no Largo das Alminhas, lado sul/nascente, junto a uma velha cabine eléctrica, já demolida, mais ou menos no local onde hoje está a porta de entrada norte da pastelaria, que funciona no prédio construído há pouco mais de uma dúzia de anos, que deu lugar à casa alta deitada abaixo, onde chegou a funcionar a sede do Desportivo Clube Marítimo da Gala.
O jogo era praticado, fazendo uso de um pião de madeira e cerca de um metro de guita (cordel).
O pião era envolvido com a guita, a partir do bico, e depois lançado ao chão, com o objectivo de o colocar a girar ou bailar o mais tempo possível.
De harmonia com as diversas variantes que o jogo podia assumir, desenhava-se um círculo no chão, com um diâmetro pelo menos igual ao comprimento da guita e utiliza-se para o efeito o bico do pião. Aí eram lançados os piões com o objectivo de retirar do círculo os piões adversários. Alcançado o objectivo, o pião vencido levava tantas bicadas dos outros piões quantas as combinadas previamente.
Outra maneira de brincar ao pião, era a própria guita ser utilizada para retirar o pião ainda em movimento rotativo de dentro do círculo.
Todavia, aquilo que gostava mesmo era de colocar o pião a girar na palma da mão!..
Ai que saudades, ai, ai!..