domingo, 23 de outubro de 2016

A lei, a justiça e o xerife...

foto sacada daqui
Esquisito e estranho tempo, este, que se vive na Figueira, em que existe uma maioria absoluta, protagonizada por um partido, um presidente de câmara e vereadores, que se dizem da esquerda que põe Abril na boca por tudo e por nada...
Esquisito e estranho tempo, este, para quem gostava de ver alegria e felicidade à sua volta... 
Esquisito e estranho tempo, este,  pois a paisagem e o ambiente condiciona a Figueira e os figueirenses, e é determinante para o seu estado de espírito. 
O que nos rodeia condiciona-nos. Não lhe somos indiferentes. Há uma interacção e simbiose entre tudo o que nos cerca e o nosso interior profundo. Quer queiramos, quer não, o meio em que vivemos interfere.
Duas perguntas: nunca ouviram falar de liberdade de expressão? 
Ou já se esqueceram do que isso quer dizer?

Esquisito e estranho tempo, este, em que numa cidade como a Figueira, maioria absoluta não é sinónimo de respeito pela democracia. 
Esquisito e estranho tempo, este, em que na Figueira, a maioria absoluta, que diz "ouvir" outras opiniões, recusa ouvir (e deixar ouvir...)  a oposição nas reuniões de Câmara! 
Esquisito e estranho tempo, este, em que na Figueira, a maioria absoluta, se desconfia e teme que o fim do filme não é do seu agrado, retira o filme de exibição pública... 

Onde ficou o princípio do contraditório?.. 
Esquisito e estranho tempo, este, em que na Figueira, um juiz desembargador, que suspendeu a magistratura para se candidatar, em 2009, à autarquia figueirense, pelo PS, conquistada que foi, em 2013, uma maioria absoluta, sem ultrapassar a lei (que não é o mesmo que justiça. Temos leis diferentes, aqui e no Brasil, por exemplo... Poderemos concluir, por isso, que um dos sistemas é menos justo que o outro?.. Quando muito, podemos concluir que visam interesses diferentes. Nada mais. A lei emana do legislador, que por sua vez defende interesses, regra geral os interesses do momento desse legislador...) actua como se fosse tudo do xerife... 

sábado, 22 de outubro de 2016

Nesta imagem há algo que desconcerta. Nesta imagem há qualquer coisa já de irreal...

Ao ver a primeira página do jornal Público, edição de hoje, interroguei-me sobre o que o autor nos quis transmitir com ela. 
A imagem contem sempre uma mensagem. 
Esta, confirma-me a ideia que tenho do personagem, que me interessa mais que a sua imagem.
A ideia teima em  permanecer. A imagem está a  tornar-se mais e mais difusa com o andar dos tempos!.. 
A ideia exige compreensão. Esta imagem é apenas uma imagem, logo algo irreal...

Olho e vejo decrepitude e decadência. Vejo um político sem ideias e em ruína, já sem serventia, a percorrer um caminho íngreme.
Enfim, um político próximo de ser desactivado, já  rodeado apenas de políticos infestantes! 
Quem andou a praticar jornalismo na província há 35 anos, sabe que uma das maiores dificuldades com que então se defrontava era a escassez de imagens.
Os jornais eram então, sobretudo, uma enorme mancha de texto. 
Quem duvidar disto, compare um jornal de então com os jornais de hoje.
Há 35 anos os jornais pecavam pela quase ausência de fotos. 
E agora, não estarão, por vezes, a pecar pelo excesso de apelo à imagem?..

No país do porreirismo...

"SEF deixa argelino ir fumar e ele foge do aeroporto"!..

É bom que não percamos este sentido lúdico, esta vontade forte de ir comendo e vivendo...

"Os resultados líquidos da Jerónimo Martins subiram 98,9% nos primeiros nove meses deste ano, face a igual período do ano passado, para 502 milhões de euros"...

O voo da gaivota...

foto Cristina Silva. Para ver melhor, clicar na imagem
E perante esta foto, interroguei-me...
Se fosse eu que tivesse tirado esta foto,  teria certamente receado que esta gaivota, eventualmente, por ser culta e determinada, pudesse ser capaz de fazer o que os portugueses gostariam de fazer, mas que, nomeadamente,  por falta de coragem deixam de fazer: cagar na cabeça de certa espécie de gente...

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Velho Portugal...

Vou citar o meu Amigo Luís Pena.
"Muito antes de Portugal entrar para a CEE já a Figueira tinha um Café EUROPA ..."

E, desde aí, pouco evoluímos: continuamos a fazer contas e contas e mais contas...
Continuamos com preços europeus e os salários mais baixos da Europa, incluindo alguns dos países de leste que  entraram...
Portugal, continua onde sempre esteve: um dos países da União Europeia com as mais elevadas taxas de risco de pobreza, mantendo-se na cauda da Europa... 

O bom disto é que nada está a piorar!
Estamos na cauda... 
Portanto, já não descemos!.. 

A dignidade de um país está no seu âmago. O próprio é que se pode tornar indigno...

Construído nos anos 20 por um emigrante português regressado do Brasil, o 125 da Rua Antero de Quental foi "tomado" pelo governo de António Salazar para ali instalar a PIDE/DGS de Coimbra. Após o 25 de Abril, entre outros serviços do Estado, esteve lá um centro de saúde de Celas. Em 2013, voltou às páginas dos jornais: estava à venda por €1,950 milhões. Houve indignação, ali deveria estar um museu, ou algo do género, em memória do que ali se passou. Alberto Martins, histórico deputado do PS, e António Marinho e Pinto, eurodeputado, foram dois dos estudantes de Coimbra presos no edifício.
Na revista SÁBADO desta semana contam como foram essas noites negras da sua biografia.

Cito Samuel Quedas
"É assim que um país, um povo e a sua História se tornam irrelevantes no contexto universal. Não pela sua menor dimensão, ou pouca riqueza… mas por se deixarem governar, por demasiado tempo, por gente menor, rasteira, venal e corrupta, que não respeita a sua cultura e a sua História.
Gente sem uma pista que seja sobre o que significa a dignidade colectiva. 
Gente que é capaz de, por meia dúzia de euros, vender a mãe ou as filhas no bordel do lucro fácil dos "mercados"… e gabar-se de o ter feito."

Aqui está porque sou um citadino desiludido com a grande cidade e me assumo como Aldeão de corpo e Alma

"Nas ruas de Lisboa, já circula um autocarro movido a electricidade"...

 Mas, o que é isso perante "as preocupações ambientais" da edilidade figueirense?..

A oposição a este governo está de parabéns... Graças a Passos... Parabéns Pedro.... E obrigado!

«O PSD exige uma "clarificação" do Governo sobre as declarações do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, Fernando Rocha Andrade, numa entrevista ao DN/JN/TSF, em que o governante afirmou que "todos os membros do governo carregam consigo uma lista grande de entidades em relação às quais não devem tomar decisões".
Para o PSD, o Governo deve esclarecer "de quem fala" o secretário de Estado. "Está a falar do primeiro-ministro?", questionou o deputado, exigindo saber se António Costa está inibido de tomar decisões sobre alguma matéria. Se assim fosse, acusou, "seria um governo quase em part-time"
Via Diário de Notícias

"O deputado Marques Guedes é um rapazola novo nestas coisas, nunca reparou que havia advogados no parlamento ou nos governos, está convencido de que todos os membros do governo são umas virgens profissionais, nunca trabalharam para ninguém, não têm familiares com interesses económicos. Certamente nunca soube que Passos Coelho trabalhou para as empresas de Ângelo Correia, não sabe que a Maria Luís trabalha para a Arrow.
Se o deputado Marques Guedes, que até já foi ministro da presidência, não sabe qe há membros dos governos impedidos de tomar decisões sobre assuntos que envolvem interesses em que estiveram envolvidos, é por que nos seus governos esse princípio ético nunca foi respeitado. Passos decidia sobre dossiers do interesse de Ângelo Correia, Moedas decidia em questões de interesse para a Goldman e por aí adiante.
Marques Guedes é um rapazola ingénuo e não percebeu o alcance das palavras do secretário de Estado dos Assuntos Fiscais e deverá estar convencido que António Costa trabalhou para o BES como o Durão Barroso ou para alguma empresa de Ângelo Correia como Passos Coelho.
Em vez de andar a fazer estas figuras tristes o deputado Marques Guedes deveria dedicar-se a coisas mais sérias, poderia, por exemplo, ocupar o seu tempo a encontrar uma solução para a liderança do PSD pois já tempo de o país ter uma oposição séria, credível e competente, o que por este tipo de declarações é óbvio que não existe."
Via Jumento

Manhã de neblina

foto  Cristina Silva. Para ver melhor, clicar na imagem.
Ontem, estava uma manhã  quente. 
A neblina dava um certo ar de difusibilidade ao Mondego. 
Na margem norte, o silêncio provocado pela distância, tornava a imagem enganadora e irreal, mas atractiva! 
Deixei-me ficar ali por instantes a imaginar o que estava para além da torre que se vê na foto.
É bom perdermo-nos assim um pouco a ouvir o rumor do mar logo ali ao lado...
Há manhãs assim, despreocupadas, em que o bem estar é notório.

quinta-feira, 20 de outubro de 2016

Como se uma coisa tivesse a ver com a outra

Como se ordenados altos fossem sinónimo de profissionalismo, como se ordenados altos fossem sinónimo de responsabilidade, como se ordenados altos fossem sinónimo de racionalidade e independência nas decisões, como se não fosse precisamente o contrário, depois das provas dadas o mérito reconhecido pelo promoção salarial.

Ver a esquerda, que quer marcar a diferença em relação à direita, a argumentar pelos mesmos padrões da direita que pariu administradores de excelência, e bem remunerados, como Jardim Gonçalves, Zeinal Bava, Oliveira e Costa, Henrique Granadeiro, Ricardo Salgado, como se o cerne da questão não fosse a fiscalização e a supervisão que não há, a justiça que não funciona, nem sequer é célere para os infractores e prevaricadores, a impunidade que reina.

A viagem leva-nos ao encontro do que desejamos e queremos...

"Marcelo encontra-se com Fidel Castro. 
Foi Marcelo quem solicitou o encontro"...

Não é brincadeira de carnaval... Na Figueira, o carnaval este ano está a começar mais cedo... Ninguém leva a mal...

A Figueira, continua detentora de uma luminosidade única.
Porém, a Praia da Claridade celebrizada no século XIX, quando o extraordinário desenvolvimento da Figueira da Foz e as condições naturais da paisagem atraíam banhistas de todo o país, celebrizada e imortalizada por Ramalho Ortigão, perdeu encanto e qualidade de vida.
A Figueira dos dias de hoje, é uma  cidade e uma construção que se tornou numa catástrofe onde  a assimetria e a desconformidade foram levadas ao limite.

E o limite, na Figueira, não é o céu.
Pode ser o simples facto de, na Figueira, ser sempre carnaval.
Na Figueira, esse sonho tem sido possível...
Portanto, nada mais natural, que este executivo camarário - na minha modesta opinião, o pior executivo camarário que geriu os destinos da Figueira da Foz, desde que tenho memória -   se sinta  na obrigação de mantê-lo e assegurar o engenho e arte de o ir tornando realizável.
A ele, ao carnaval...

E ainda bem que assim pensa quem de direito. 
A vida são dois dias, o carnaval são três e a saúde é um estado transitório que não augura nada de bom! 
E enquanto o pau vai e vem, folgam as costas.
Viva o carnaval!
A folia, mesmo que artificial, e o bom humor, são duas das melhores peças de vestuário que alguém pode usar na sociedade...

Se calhar não foi bem uma promessa. Foi, apenas, um processo de intenção de ocasião...

Uma Homenagem Esquecida...
"Com toda a pompa e circunstância que o momento exigia, bombeiros e entidades estiveram presentes numa manhã quente de sábado (28/05/2011), onde de forma orgulhosa fizeram guarda de honra ao descerramento da placa toponímica, que foi erguida no centro da referida rotunda. Seguidamente, Bombeiros Municipais e Voluntários fizeram um desfile motorizado, em conjunto, pelas ruas da cidade, deixando assim vincado a importância do dia.
À data desta inauguração, e na presença de Duarte Caldeira e Fernando Curto (presidente da Liga de Bombeiros Portugueses e Presidente da Associação Nacional de Bombeiros Profissionais respectivamente), João Ataíde, edil figueirense prometeu publicamente, que ali seria erigido um elemento escultórico, “logo que fosse (financeiramente) possível”, de forma a dar expressão física e condigna à homenagem.
Sabemos que os tempos são de crise. E sabemos que a Câmara Municipal da Figueira da Foz tem feito um esforço financeiro brutal.
Mas, ainda assim, passaram quase cinco anos..."

Luís Gaspar

Não temos vulcão, não temos furacão, não temos tsunami... Mas, temos erosão...

O que resta do bypass do Cabedelo, que operou na década de oitenta do século passado...

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Compreender a razão de ser de certas coisa, seria apaziguar o espírito e exorcizar a boçalidade...

imagem sacada daqui
Declarações de interesses: não fumo há muitos anos.

A dificuldade de ser Português em Portugal e na Figueira...

Como escreveu um dia Miguel Esteves Cardoso, "Ser Português é Difícil"
Ser português não é nem a sorte com que sonhamos (não queriam mais nada — nascer logo uma coisa boa!), nem o azar com que vamos azedando. Ser português é um «jeito que se aprende».
Ser português é «difícil»... É preciso, sobretudo, muita paciência.
"Há ano e meio à espera que se resolva o acidente"!..
É por esta e por outras que os Portugueses têm algum medo de ser portugueses.

Quando o ridículo é notícia, o que é ridículo, não pode ser mais ridicularizado, pois até o ridículo tem limites...

Diário de Coimbra. Ontem

Há noites que nunca deviam amanhecer. Deviam permanecer na penumbra que nos impede de ver com clareza a definição das coisas...

O PSD chuta com o pé que tem mais à mão, convoca a comunicação social e manda Maria Luís Albuquerque, do corte de 600 milhões de euros nas pensões a pagamento, mostrar a indignação do partido por não haver uma subida das pensões mais baixas e pelo mísero aumento de 10 € nas outras.

Se fosse no jogo do pontapé-na-bola era urgente uma "chicotada psicológica", assim é só o desvario e o descrédito total.

terça-feira, 18 de outubro de 2016

PORCA MISÉRIA (II)

Um país é feito de contrastes e de assimetrismos...
Uns, no limiar da riqueza (423 mil euros por ano. É este o salário do novo presidente da CGD...)
Outros, no limiar da pobreza (com as contas no vermelho, o PS já tinha pedido a dirigentes para darem donativos ao partido. Agora enviou referências multibanco a todos os autarcas eleitos para pagarem as autárquicas de 2017)

PORCA MISÉRIA

423 mil euros por ano. É este o salário do novo presidente da CGD.
Porca miséria: custava assim tanto arredondar para o meio milhão?

Na Figueira é sempre carnaval: estamos em outubro e "o PSD quer ver as contas do de 2016", que se realizou no início de fevereiro!..

imagem sacada do Diário de Coimbra
A política do pão e circo, que os políticos promovem desde Roma, esteve, no passado mês de fevereiro, mais uma vez,  em exibição na nossa cidade. 
Mais uma vez, o investimento público  substituiu o investimento privado na realização do carnaval.
Há muito que está provado, que se a realização do carnaval na Figueira dependesse do dinheiro da iniciativa privada, teria deixado de ser assunto há anos. 

Eleições a quanto obrigas... 
Pelos vistos, para o ano, é ano de eleições, logo vai haver mais dinheiro. 
Ontem, João Portugal, vereador de não sei de quê,  disse na reunião de câmara: "as contas estavam para ser apresentadas com o novo protocolo a assinar com a Associação, mas ainda não chegaram a acordo sobre o valor do próximo ano. Pretendem um financiamento e programa mais arrojado, para melhorar os carros alegóricos..."
Moral da história: na Figueira é sempre caranaval, mas ainda é mais carnaval em ano de eleições!..
E pronto...

2017 é ano de eleições. Logo há mais dinheiro. 
Na Figueira é sempre carnaval, mas é ainda mais carnaval em ano de eleições!..
Com papas e bolos se enganam os tolos.
Vai confirmar-se o pior cenário das próximas eleições autárquicas na Figueira: Ataíde fica...
Siga o carnaval... 
E vai de roda! 

Deriva Litoral, um filme que é também um alerta...

Está a aproximar-se a época do ano em que nossa orla costeira vai ser fustigada por fortes tempestades e agitação marítima prolongadas. 
A zona costeira a sul do nosso vai ser noticiada pelas piores razões.
Nos últimos anos, tem-se verificado um avanço progressivo do mar, pondo em causa a segurança de pessoas e bens — as nossas praias, com a excepção da da cidade,  estão a perder areias! 
Mas, quem de direito, apesar de avisado em devido tempo, continua impávido e sereno a fazer asneiras...
"Deriva Litoral - o impacto da erosão costeira em Portugal",  é um documentário co-produzido pela Fábrica Centro Ciência Viva e pela UA que vale a pena ver.
Foi apresentado no Festival Internacional de Cinema de Avanca 2016. O trailer do FILME pode ser visto clicando aqui.

A busca de explicação para tudo, poderia tornar-se doentia e absolutamente desnecessária... Mas pensar, neste caso, é fundamental: "o Município da Figueira da Foz é pessoa de bem e não pode, de forma alguma, estar associado a actividades que funcionem à margem da lei..."

À MARGEM DA LEI, uma crónica de Carlos Tenreiro, a ler na íntegra. Basta clicar aqui.

Notícia de primeira página do Diário de Coimbra: "na Figueira, novos quiosques são instalados para a semana"

A Figueira é uma comédia!
Nota de rodapé.
A não esquecer: o prazo de execução da empreitada é de 90 dias!..

Alcance ético e político

Cito Gilles Deleuze:
«No que me toca, repugna-me tanto a possibilidade de ter má consciência como a de ser a má consciência dos outros.»

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Será que o anterior governo, conjugava teoria e prática?.. (Nada funcionava e ninguém queria saber o porquê!..)

Ricardo Mourinho Félix e Sérgio Monteiro...
O governo da geringonça  "revoga "perdão" de €19 milhões a empresa do grupo Barraqueiro e à TST.
Em causa estão compensações pelo passe social que terão sido pagas a mais e que o anterior Executivo abdicou de cobrar.
Recomenda-se memória, memória, memória... Que é sabermos onde estamos...

Hoje, a Figueira, é um lugar de despedidas, um local onde as emoções andam à solta...

A saber:
presidente da Junta de Lavos não volta a participar na Assembleia Municipal da Figueira da Foz.

Miguel Almeida, escreveu hoje o último artigo, depois de mais de 4 anos de colaboração com o Diário As Beiras.

Temos que criar objectivos na vida, cuidando deles como de coisas delicadas e frágeis que, na realidade, são: a ASSOCIAÇÃO VELA PRAVIDA...

A Associação VELA PRAVIDA, reuniu com a Junta de Freguesia de Bom Sucesso, pelas 19.30 horas, do passado dia 12.
Ao que este espaço apurou, "a reunião teve  inicio com a apresentação das saudações associativas, na perspectiva principal de receber uma resposta positiva na cedência de um dos espaços disponíveis, para a instalar a sede da instituição. 
Depois de cerca de hora e meia de reunião, com conversa inconclusiva, a Junta de Freguesia argumentando condicionamentos no património solicitado, não satisfez o pedido formulado o que preocupou todos os 7 elementos presentes na sessão, que sairam do local com o sentimento de grande frustração e tristeza."
No dia seguinte, 13,  a Direcção, o Presidente do Conselho Fiscal e o Presidente da A.G. da Associação VELA PRAVIDA, reuniram com a Vereadora da CM da Figueira da Foz, Dr.ª Ana Carvalho, "tendo como questão prévia a apresentação de cumprimentos, que atendeu com muita afabilidade e simpatia, prometendo em breve proporcionar a solução referente à sede da instituição, que será oportunamente divulgada".
Na oportunidade, "ficaram programadas com o grupo várias tarefas a desenvolver junto da Lagoa da Vela, na articulação dos corpos sociais desta Associação com a CM."

Vida social de um aldeão

Uma senhora, ontem, abordou-me e disse-me: 
«Gosto muito de ler o que escreve no Outra Margem»
Disse-lhe apenas. 
«Muito agradecido minha senhora.  A Figueira é mesmo assim: temos de aproveitar as coisas do subúrbio!..»

Não consigo evitar um sorriso, pois o futebol, na Figueira, continua um jogo muito estranho...



"Ao longo dos anos muitas são as histórias e curiosidades que a Prova Rainha vai oferecendo aos amantes do jogo que apaixona milhões. Esta, que hoje fica guardada nos registos para memória futura, diz-nos que o embate da Naval - emblema com tradição nos principais palcos do futebol português, mas que nos últimos anos tem andado por divisões inferiores - se realizou no campo de treinos.
Sim, isso mesmo. O embate entre Naval e Marítimo, na Figueira da Foz, não se realizou no Estádio  Municipal José Bento Pessoa. De acordo com o que foi possível saber, alegados problemas relacionados com água e luz estão na base da decisão do jogo não ter lugar no palco previsto. Deste modo, até os jornalistas tiveram que improvisar locais de trabalho para acompanhar o embate.
A caminhada da Naval nesta edição da Taça de Portugal está recheada de episódios curiosos. Por exemplo, eliminada na primeira eliminatória por 8x0 contra o Benfica de Castelo Branco, a Naval foi repescada no sorteio e bateu o Fafe por 3x2 na segunda eliminatória. Nesta terceira, há outra curiosidade a ficar gravada."

Quem o entender que o compre: em 2011, Passos preferia impostos indirectos em alternativa ao directos; em 2016, numa cambalhota despudorada, os indirectos são agora injustos.

domingo, 16 de outubro de 2016

De ASurf a ATudo…

O ministro da economia vai amanhã, por ocasião da etapa do campeonato mundial de surf em Peniche,  anunciar a alteração do nome da A8 para ASurf. 
Para que as outras regiões do país não se sintam discriminadas, venho por à consideração do sr. ministro as seguintes mudanças:
A1 (troço Lisboa-Alverca) – ABejecas
A1 (troço Coimbra-Mealhada) -ALeitão
A13 – ACoiratos
A17 – AOvosMoles
A2 – AVinho
A22 – AConquilhas (hoje, amanhã não sabemos)
A23 – ACereja
A25 – AMorcelaDaGuarda
A28 – AFrancesinhas
A29 -ATripas
A2 (troço Lisboa-Setubal) -AMoscatel
A4 – AEnchidos
A5 – ATias

Via Aventar, Elisabete Figueiredo 

Marginal

A coerência, aprendi isso ao longo da vida, leva-nos à solidão. 
Que não é mesma coisa de estarmos sós.

Cito António Reis, o António Reis de 1967 no livro "Poemas Quotidianos", que é a recolha de dois livros anteriores com o mesmo título, publicados em 1957 e 1960. 
É uma poesia dissonante do que na época se apreciava: o seu intimismo, a inspiração individualista do poema, a escolha deliberada de uma linguagem elementar que os versos curtos, as estrofes rarefeitas de dois ou três versos.
Raramente mais do que isso: "Eu só quero ouvir os meus passos/nas salas vazias".
Esta atenção ao ser, bem como a um mundo substantivo, por isso mais objectivo e mais real, é um sinal distintivo da margem em que se inscrevem os "poemas quotidianos".
O passo que levou António Reis, da margem ao marginal aconteceu, porém, na sua passagem para o cinema, quando foi buscar, como tema do seu primeiro filme, o louco pintor Jaime

Íntima, subtil, discreta, é aí que reside a força da coerência. 
Continuo um observador atento sobre o que se passa na Aldeia.
Noto, que o esforço de certos personagens continua a ser frustrante.
Contudo, o automatismo é belo, pois tal o que nos ensinou Kleist no seu ensaio sobre as marionetas, são máquinas perfeitas porque a consciência não as condiciona.

Autenticidade

Desafio deste domingo: não ser cínico, apesar de já saber muitíssimo bem o preço de tudo e o valor de nada.

Expressar-se, presumo que seja uma necessidade interior e individual. 
Escrever um blogue é uma forma de expressão.
Para mim,  serve para comunicar, sobretudo comigo mesmo, reflectindo através da escrita.

Ando a escrever há muitos anos, pelo que já deixei de dar importância despropositada às coisas que escrevo. 
Todavia, há quem não pense assim.
Escrever um blogue, para mim, é sobretudo uma forma de individualidade. 
Se houver muita gente a gostar - óptimo.
Se tal não acontecer -  tudo bem na mesma. 

Ter noção da nossa pequenez, da importância que não temos, é uma forma de liberdade sem igual. 
Escrevo, não para agradar ou confrontar, mas apenas porque me apetece. 
Quem anda nesta vida tem de ter a capacidade de se expor e assumir fragilidades, manias, tristezas. 

Os "meus" leitores são muito mais espertos que eu e sabem bem da minha autenticidade.
Isto vem a propósito do novo blogue que iniciei no início deste mês.
Parece que há muita gente que está a gostar, o que me deixa feliz. 

A única promessa que faço é manter a autenticidade.
A preservação não é incompatível com o conforto dos dias de hoje. 
Viajar pela história de uma Aldeia cuja memória não foi preservada, não é um conforto para os olhos e, muito menos,  para a alma! 
No fundo, resolvi fazê-lo, por uma questão de autenticidade!