quarta-feira, 23 de março de 2016

Opiniões...

Eng. Daniel Santos, hoje nas Beiras:
"Nietzsche opinou assim sobre a opinião: “Não poríamos a mão no fogo pelas nossas opiniões: não temos assim tanta certeza delas. Mas talvez nos deixemos queimar para podermos ter e mudar as nossas opiniões.”
Ao longo de cerca de mais de uma centena de crónicas publicadas neste local tive a ocasião de expressar os meus pontos de vista acerca da actualidade nacional, regional e local.
Umas mais generalistas, outras mais relacionadas com momentos ou acontecimentos no país ou na Figueira. Algumas mais profundas, outras mais superficiais. As mais das vezes com intencionalidade. Criticando ou aplaudindo comportamentos.
Está ainda longe o momento de recordá-las. Se o fizesse, certamente que não perfilharia hoje tão veementemente opiniões que construí e publiquei. E isso que importa? De momento, preocupa-me mais o presente e o futuro que gostaria de poder influenciar para que se construa uma melhor cidade, um melhor país. Sem presunção.
Faço parte daqueles que têm o privilégio de poderem partilhar as suas opiniões com alcance público, graças à disponibilidade deste órgão de comunicação, a quem agradeço o espaço e que cumprimento pelo seu recente vigésimo segundo aniversário. Parabéns.
Saúdo, também, todos aqueles que comigo o compartilham e, sobretudo, aqueles que têm disponibilizado uns momentos do seu tempo para me ler. São apenas opiniões em processo contínuo de gestação."

Em tempo.
Foto António Agostinho
Quem tem acompanhado este espaço, ao longo dos dez anos que está prestes a completar, sabe que nunca me meti por caminhos que envolvessem enredos pessoais. 
Nunca critiquei ninguém por ser fulano, sicrano ou beltrano. 
Cada um é como cada qual...
Outra coisa, são as medidas que essa pessoa toma no exercício de um cargo político. Isto é, as políticas, algumas delas absurdas, que as pessoas defendem e executam.
São essas  ideias - as suas ideias - e as políticas que executam, enquanto detentores de cargos políticos, que afectam as nossas vidas.
Sobre políticas e  causas públicas, opino: defendo-as os combato-as. O resto não me interessa.

Contudo, admito, que numa altura em que toda a gente tem opinião sobre tudo, que há questões sobre as quais não consigo ter certezas. 
Todos sabemos que as redes sociais deram voz a uma carrada de idiotas. Antes desta ferramenta chamada Internet existir, as discussões eram mais terrenas e feitas cara a cara na tasca ou no café acompanhadas de uns copos...
Essa desgraça já existia, portanto antes das recentes tecnologias. Não culpem a internet: as rádios já antes tinham dado voz a legiões de imbecis. E as televisões também. E os jornais. 
Isso coloca outra questão: os imbecis devem ser calados? 
Não tenho a certeza...

A Figueira, hoje,  é, lamentavelmente, a Figueira que muitos dos seus habitantes merecem. 
Todavia, apesar de tudo, a Figueira merecia políticos que não tentassem resolver os seus problemas e as suas limitações propondo "soluções" iguais às que nos trouxeram até ao ponto actual. 
A escolha pelo elitismo, como princípio orientador das políticas públicas da nossa cidade, poderia ser uma lição do passado a ter em conta nas escolhas do presente.
Os resultados estão bem à vista de todos...
Numa cidade em que não se aprende nada com os erros do passado, como poderá a opinião dos outros servir para alguma coisa?

terça-feira, 22 de março de 2016

As minhas limitações...

Sou um indivíduo muito limitado. 
É verdade.
Querem um exemplo: nunca consegui ser cínico!
Ser cínico não é para todos...
Um cínico, a maior parte das vezes, consegue passar por entre o intervalo dos pingos sem se molhar.
Só em ocasiões muito excepcionais, alguém que consegue manter-se no meio - mas não neutral... - dá nas vistas pelas piores razões...
Com um pouco de sorte, ainda corre o risco de ser considerado o diplomata que conseguiu controlar os danos e promoveu o entendimento entre as partes!
Essas pessoas, para mim, porém, têm nomes: além de cínicos são hipócritas.

A vida ensinou-me, que embora existam meios pacíficos para resolver conflitos ou litígios, contudo, a contenda só termina quando alguém a vence.
As coisas são o que são: alguém tem de perder para que haja, pelo menos, alguém contente - o vencedor.
Nesta vida, cada vez mais competitiva e exigente, ninguém está disposto a abdicar, a transigir, a ceder para se chegar a a meio termo.
Para  a maioria, abdicar, transigir ou ceder, é admitir a derrota. 
E isso ninguém quer que aconteça...
Estão a ver os problemas que tenho enfrentado por não me conseguir transformar em mais um cínico?

Estar no meio de tudo - ou quase - tem contribuído para que, muitos hipócritas que eu conheço, tenham chegado mesmo a pensar que conseguem estar de bem com deus e com o diabo...
Como isso é tarefa para cínicos e hipócritas, quem não se sente bem, segue a sua vida, e afasta-se...
É bom para o estado das ideias de todos. 
Fartei-me de aturar ideias que andam por aí em muito mau estado...
E pronto. 

Portugal à frente!..

"Estado chinês ganha quase €400 mil por dia na EDP"...

Em tempo.
Pena é "o peso do sector público em Portugal está a matar o privado"... 
Social-democracia, sempre!

OE2016 é o melhor dos últimos 6 anos...

Isto, não tem nada que saber. 
Se dúvidas houvesse, os 4 anos de Passos/Portas aí estão para o provar. O programa da direita portuguesa é sempre o mesmo: fazer os pobres mais pobres para enriquecer os mais ricos.
E, no entanto, O PSD e CDS, os comentadores que durante os anos da tripla Passos,  Portas e Cavaco não se cansaram de elogiar a austeridade que empobreceu o país e os portugueses, desancaram o orçamento que foi aprovado com os votos do PS, BE, PCP e Verdes.
Ontem, ficou a saber-se pelo grupo de economistas que estuda estas coisas, que o orçamento 2016 é o melhor desde 2010!
Bem melhor, portanto, que qualquer dos orçamentos de merda que os incompetentes do PSD e do CDS impuseram ao país.

segunda-feira, 21 de março de 2016

O capitalismo é mesmo como o Fernando o define...

O que o capitalismo primário recentemente tentou fazer a Portugal, com a ajuda ideológica do neoliberalismo, foi o fim da macacada.
Agora, resta-lhes andarem a comer-se uns aos outros.
Para esta gente, autênticos abutres, não há humanismo nem humanidade. 
O objectivo deles é básico e transparente: regressar ao passado... 
Para eles, não há respeito por nada, nem por ninguém. 
A direita política borrifa-se para coisas dispensáveis como saúde, educação, cultura, informação, comunicação e pessoas. 
Essas coisas são empecilhos que atrapalham a economia. 
A política para eles não existe.
Os tempos que vivemos em Portugal são perigosos. 
Esperemos que não cheguem a ser mais dramáticos. 

A credibilidade da direita portuguesa sobre o OE2016 está ao nível do Professor Chibanga.

Vou ali gritar: é assim, assado, cozido, frito...

Miguel Almeida, hoje no jornal AS BEIRAS:

"Volto a um tema que deveria preocupar os responsáveis autárquicos todos os dias dos seus mandatos.
O facto de termos a maior taxa de desemprego do distrito, do envelhecimento no concelho ser superior à média nacional e a circunstância do concelho vir a perder 13% da população até 2031, são temas que nunca podem sair da agenda política municipal.
Estes são os grandes problemas que o concelho têm hoje pela frente. Não há receitas mágicas e só um conjunto muito vasto de medidas, pode inverter esta tendência. Mas cruzar os braços e esperar que outros façam o que a nós diz respeito, não é solução.
É necessário provocar o debate, encontrar caminhos e ter a humildade de assumir o que correu mal no passado para ter a ambição de projectar o futuro. Podemos estar unidos, mesmo com divergências políticas e de opinião.
É preciso sermos responsáveis e reflectirmos sobre os temas cruciais para o nosso futuro coletivo.
Para além do debate e da intervenção cívica, é necessária uma nova atitude e novas competências para os desafios que temos pela frente.
É necessária uma dinâmica que eleve a autoestima dos figueirenses, que atraia investimento, e transforme o concelho numa terra moderna, inovadora, competitiva e alegre. O presidente da câmara tem que ser o rosto desse dinamismo e os problemas têm que ser resolvidos com celeridade e imaginação.
Não é aceitável perder mais tempo."

Miguel Almeida, recorde-se, faz parte de um dos partidos que mais contribuiu para que o desemprego atingisse números jamais tão elevados em Portugal.
Miguel Almeida, recorde-se, faz parte do partido cujo primeiro-ministro afirmou que o desemprego não é fatalidade mas sim oportunidade...
Pensa Miguel... Então o  que interessa não é que o país depois de 4 anos do governo do teu partido está melhor?..
Aliás, a acreditar no que diz Passos, muito melhor...
Ah, existe o pormenor das pessoas!..
Mas para que quer um país as pessoas?
Não te percebo Miguel Almeida...
O que foi bom para o país (um desemprego nunca visto. A emigração a imitar os tempos de Salazar.  A redução dos salários. A facilitação dos despedimentos), não serve para o concelho?..
Então o concelho, depois de 6 anos de João Ataíde, esquecendo o pormenor de existirem pessoas, não está como o país?
"Melhor"!..

A verdade é esta:

Angola e Brasil: dois pesos, duas medidas...
"Os motivos por trás deste sistema de dois pesos e duas medidas parecem-me muito claros. Por um lado porque significativa parte da imprensa nacional é controlada por capitais angolanos, o que se estende a alguns blogues onde destacados opinadores portugueses optam pelo silêncio ou pela crítica tímida e de ocasião, opinadores esses que partilham os seus escritos entre esses blogues e jornais controlados pela ditadura angolana, que paga pela sua opinião e que, como seria de esperar, a pouco mais está autorizada do que a beliscar o regime dos Santos. Por outro porque o regime não deu o “mau exemplo” que os governos do PT deram ao mundo ao aplicar políticas sociais progressistas que permitiram tirar milhões da miséria. Em Angola não existem petrodólares para Saúde ou Educação. Apenas para generais, filhos e enteados da ditadura"...

... a insuportável leveza de ser uma divina merda...

"Quando os tabloides substituíram, no seu comportamento e na interpretação que fazem da lei, “interesse público” por “interesse do público” mudaram as regras do jogo. Em vez da deontologia, que defende o interesse público, está a concorrência, que sacrifica todos os direitos civis ao “interesse do público”. Ao negócio, portanto. Começamos a permitir a jornalistas o que só foi “permitido” à PIDE/DGS: vasculharem na correspondência, desrespeitarem todos os momentos de intimidade sem qualquer limite de pudor ou compaixão, tornarem públicas escutas policiais, relevantes ou irrelevantes para um processo. A selvajaria tabloide é em tudo semelhante à selvajaria do sistema financeiro. É o mercado à solta sem obedecer a outra ética que não seja a mercantil. Dizer que basta não consumir o que agride os direitos de terceiros para a coisa desaparecer é acreditar que o mercado se regula a si mesmo. E isso não é verdade. Ou os jornalistas e empresas de comunicação social se organizam para se autorregularem, punindo exemplarmente quem viole os direitos dos cidadãos, ou terá de ser o Estado a proteger-nos, apertando muito mais os limites, com assustadores riscos de censura política. Em nome da liberdade de imprensa nunca permitirei que filmem um velório de um filho meu. Em nome dela nunca aceitarei que um jornalista faça o que não permito a um polícia ou a um juiz. Se a liberdade de imprensa põe em risco todas as outras deixa de fazer sentido defende-la."

Daniel Oliveira

domingo, 20 de março de 2016

Chegou a primavera...

Aproximam-sem radiosos dias de sol.
A passagem do tempo está a tornar cada vez mais difícil a vida ao primeiro-ministro sombra...

Amostra sem valor

António Gedeão
Eu sei que o meu desespero não interessa a ninguém. 
Cada um tem o seu, pessoal e intransmissível: 
com ele se entretém 
e se julga intangível. 

Eu sei que a Humanidade é mais gente do que eu, 
sei que o Mundo é maior do que o bairro onde habito, 
que o respirar de um só, mesmo que seja o meu, 
não pesa num total que tende para infinito. 

Eu sei que as dimensões impiedosos da Vida 
ignoram todo o homem, dissolvem-no, e, contudo, 
nesta insignificância, gratuita e desvalida, 
Universo sou eu, com nebulosas e tudo.

sábado, 19 de março de 2016

PAI

José Pereira Agostinho
Nasceu a 17 de Abril de 1927 e faleceu em 6 de Junho de 1974
Eu sei que não precisava de ter feito este post para que soubesses que continuo a gostar muito de ti e que continuas a fazer-me muita falta.

Mais um...

Para esta gente, deve haver um ingrediente qualquer chamado circunstância que se coloca no tacho...
É só esperar um pouco e o tal ingrediente - a circunstância - fica apurado: "Pires de Lima na Media Capital"!..

Terá ido de bicicleta?...

O craque em ascensão do Benfica Renato Sanches foi registado com cinco anos de atraso, de acordo com os documentos a que o JN teve acesso!..

Desde há muito tempo que penso que é importante ter no horizonte algo com potencial de felicidade...

Hoje, apesar de tudo, em Portugal os dias menos bons são mais toleráveis...
Tal como a António Lobo Antunes, também a mim "Portas assusta. Como podia aceitar um homem sem palavra?"
Continuando a citar Lobo Antunes.
"O que me faz impressão é a mediocridade dos nossos políticos. Mas agora também é universal. O Hollande não vale um traque. O Rajoy também é um medíocre"...
"Onde é que estão tipos como o Churchill, o de Gaulle, o Willy Brandt, o Olof Palme ou o Helmut Schmidt"...
É o próprio Lobo Antunes que responde: "não existem".

sexta-feira, 18 de março de 2016

Há gente que decide tão devagar que deveria apanhar multas de estacionamento... *

foto António Agostinho. Mais fotos aqui.
Os apetrechos da pesca da lampreia (redes, estacadas de lampreia, bóias, ferros e estacas de madeira), que deram à costa devido ao aumento do caudal do rio Mondego, em meados de fevereiro, continuam na praia do Cabedelo.
Devem estar à espera que o mar os leve...
Recorde-se que uma máquina da câmara tentou a 17 de fevereiro, retirar aqueles destroços, mas sem sucesso. 
“O volume é muito grande. Está tudo feito num novelo”, disse na altura, ao DIÁRIO AS BEIRAS, Pedro Adérito, um dos pescadores lesados.
Recorde-se, que no passado fim de semana (sábado e domingo), se realizou naquele local, a 1ª etapa do Circuito Nacional de Bodyboard Open, que entrou para a história da ABFM com uma das melhores provas de sempre!

Na Cultura não estamos nada mal. 
Temos o CAE, espectáculos, exposições, quintas de leitura, encontros com escritores, teatro, cinema - enfim, coisas importantes e acontecimentos relevantes não faltam concelho. 
O fim do Prémio Joaquim Namorado não deve ter passado de um percalço...
O pior é o resto. Na  minha Aldeia reina a maior inércia. 
Abreviando: o concelho e a minha Aldeia estão simplesmente mal entreguesOs autarcas não têm estrutura política, nem competência técnica
Espero que os suburbanos que dominam a Câmara Municipal e Junta de Freguesia de S. Pedro não confundam crítica  e atitudes políticas, com ataques pessoais. É que contra isso, há muito que sei que nada há a fazer. 
Resta-me  aguardar a hora em que se possa fazer qualquer coisa para os mandar dali para fora... 

* Em tempo.
Atenção: as câmaras não podem passar multas de estacionamento...

Se fosse em Portugal, teria sido via uma manchete do Correio da Manhã...

Escutas telefónicas entre Lula e Dilma foram divulgadas pelo juiz da Lava-Jato...

Em tempo.
Deverá ser mais fácil um Lula passar pelo buraco da agulha, que o Correio da Manhã entrar no reino dos céus!..

Estou a tirar um curso acelerado de sonhador especializado...

Jorge Tocha Coelho, um cidadão atento... (VI)

quinta-feira, 17 de março de 2016

A parte melhor de viver na Figueira da Foz em 2016, é:

"Santaninha faz sucesso na Figueira da Foz"...
E, ainda...
"A Figueira é certamente a cidade com mais prémios Leya por metro quadrado."

Porque todos nós somos finitos...

Sete da manhã e já estou a pé.
Estou no início de mais um dia exaustivo.
Nem sei quanto tempo mais conseguirei aguentar este ritmo tõa intenso da vida!.. 
Ontem,  comi três vezes e passei a tarde a jogar à sueca...
Aprendam que eu não vou durar sempre.
A vida não é um palco.
foto Pedro Agostinho Cruz
A vida é um ringue.
E, ontem, a vida partiu-me os ossos todos.

"a forma formei
o gato pescou
também eu tentei
o mar recusou

procuras sentido?
p’ra tudo há razões?
ó meu convencido
ao mar nada impões"

(Poema Calhau rolado, de Resendes Ventura)

Faz lembrar os tempos do circo romano...

 

Em Madrid, na terça-feira, como o vídeo mostra, esta turba de bêbados holandeses comportaram-se como porcos na pocilga e humilharam um grupo de mendigas.

quarta-feira, 16 de março de 2016

A "geringonça" continua a funcionar e a "caranguejola" da direita a desconjuntar-se...

Orçamento do Estado, acaba de ser aprovado com os votos a favor do PS, do BE, do PCP e do PEV. PSD e CDS votaram contra. PAN absteve-se.
(Rocha Andrade, secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, disse que o debate do Orçamento do Estado na especialidade é como “pão”, porque o Governo e os partidos de esquerda discutem medidas concretas, e também “circo”, pelas críticas “estéreis” da oposição...)

Os “mistérios” de Gaia...

... Visão.

Cristas, resumida numa frase por Semedo...

Nuno Trovão, novo seleccionador nacional de bodyboard

"O treinador e presidente da Associação de Bodyboard Foz do Mondego, Nuno Trovão, é o novo seleccionador nacional de bodyboard. 
O figueirense, de 41 anos, vai substituir o técnico Duda Birra, que terminou a sua ligação de mais de 20 anos com a Federação Portuguesa de Surf (FPS).
Nomeado para “Melhor Treinador” em 2014 para os Prémios da Confederação do Desporto de Portugal, Nuno Trovão tem um currículo que fala por si. Formou atletas como Ana Adão (campeã europeia júnior em 2010), Miguel Adão (vice-campeão europeu sub-16 em 2012) e Luís Pereira (medalha de “bronze” no mundial de selecções em 2011).
O técnico deve acertar hoje o contrato com a FPS." 

Via AS BEIRAS

... continuamos na “na roça com os tachos”...

Em tempo.
Casos na Jota Laranja...
Os cidadãos não se afastam da política por acaso...

Naval


O clube da Figueira da Foz tem mais de 50 credores e uma dívida entre os oito e os nove milhões de euros.
Tem 60 dias para apresentar o PER (Plano de Recuperação Económica)...
Dentro de dois meses os credores voltam a reunir em assembleia, no tribunal de Montemor-o-Velho, para se pronunciarem sobre o plano de recuperação da Naval 1.º de Maio.

Daqui

É jovem, mas tem de começar a pensar...

A irresponsabilidade de Cristas

No discurso de encerramento do congresso que a coroou, Assunção Cristas disse (e cito a TSF): "Sabemos que o sistema de pensões irá falhar".

É uma afirmação profundamente irresponsável, por dois motivos. 
Primeiro, porque não existe fundamento para uma afirmação desta natureza, pelo contrário: o recente relatório sobre o envelhecimento nos países da UE estima que, mesmo sem qualquer alteração de regras e assumindo um cenário económico e demográfico pessimista, a despesa com pensões em percentagem do PIB em 2060 será inferior em Portugal ao que é na actualidade (e muito próxima da média europeia - ver gráfico abaixo). Isto não diz tudo sobre o sistema, mas seguramente não sugere que estamos perante o colapso do sistema de pensões. 

Segundo, o único efeito que pode ter uma tal afirmação é fazer aumentar a desconfiança em relação ao sistema público de pensões, sugerindo aos actuais contribuintes que não faz sentido pagar se no futuro não vão beneficiar (e há alguns que caem na esparrela). O resultado pode ser uma deterioração das receitas da segurança social pública - será este o resultado pretendido?

Mas a irresponsabilidade de Cristas vai mais longe: logo a seguir acrescentou que "vai estudar" o "problema"
O que me leva a perguntar: não seria melhor guardar a afirmação bombástica que fez até ter estudado o dito problema?
RICARDO PAES MAMEDE

terça-feira, 15 de março de 2016

Quem tem telhados de vidro, tem de ter cuidado com as pedras que atira para o ar...

O ex-Presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, terá aceitado um convite de Dilma Rousseff para se tornar ministro do governo da actual Presidente, com membros do Partido dos Trabalhadores (PT), no poder, a dizerem que a sua nomeação irá reforçar a administração actualmente em estado de sítio.
"No Brasil é assim: quando um pobre rouba, vai para a cadeia; quando um rico rouba, vira ministro” -  Lula, 1988

A cobertura amovível do Coliseu Figueirense (II)

O Coliseu Figueirense apresentou, recentemente, o anteprojeto da cobertura da praça de touros. 
Na altura, ficou claro que a obra só avançará se a autarquia apoiar a candidatura a fundos europeus.
“Posso tentar integrar, e apoiar, essa questão nos fundos europeus, mais do que isso não. É uma empresa privada, terá os seus recursos. Obviamente que é sempre interesse da cidade a valorização daquele espaço”, declarou João Ataíde, presidente da Câmara da Figueira da Foz, ao DIÁRIO AS BEIRAS
“Congratulo-me com esta posição”, reagiu, por sua vez, Miguel Amaral, presidente do conselho de administração da empresa.

Em tempo.
Esta gente sabe o que faz. 
Não desiste, insiste, vai atirando o barro à parede.
As coisas fazem-se assim, atirando o barro à parede...
Esta administração camarária, ao longo de 6 anos,  já mostrou ter falta de ideias... 
E, algumas das ideias que tem tido, era bem melhor que não as tivesse tido.
Poupem-nos: não lhes deem mais ideias, já está tudo a correr tão bem...
Nós temos um vereador da cultura culto, vereadores hábeis e um presidente politicamente competente. 
Abreviando, autarcas de esquerda, que mais parecem de direita... 
Agora a sério: este executivo camarário presidido por João Ataíde não foi, nem é, nem nunca virá a ser nada de especial...
Poupem-nos: não lhes deem mais ideias, já está tudo a correr tão bem...

Se fosse só uma andorinha...

Isabel Maranha Cardoso
Na edição de hoje do jornal AS Beiras, li a crónica que passo a transcrever: 
"Vivemos um momento em que a crença nos políticos é baixa.
Generaliza-se a ideia de que os políticos não cumprem o prometido e que se movem apenas pelos seus interesses próprios.
Acho que sempre que se generalizam comportamentos individuais, corre-se o risco de sermos injustos, sobretudo para com aqueles e que considero serem a maioria fazem do exercício da política uma verdadeira devoção à causa pública, sem que com outros fins o exerçam. Esses enobrecem-na!
Também não acho que pelo facto de se exercerem cargos políticos e de grande responsabilidade, os que deles foram titulares devam ser cerceados de novos desafios, em que lhes é valorizada a prática exercida na política e o acumular de experiências que os qualificam para novas funções. Antes pelo contrário! Há todavia algo que se impõe, o sentido do limite entre o legalmente permitido e o eticamente aceitável.
Assistimos recentemente a um exemplo polémico do exercício de um cargo público de alta responsabilidade, pela ex-ministra das Finanças, e a sua aceitação de um cargo de directora não executiva na Arrow Global, empresa internacional de gestão de crédito mal parado. Este trouxe à tona a frágil fronteira entre a legalidade na política e a ética.
Bem sei que uma andorinha não faz a Primavera mas ajuda a pensar que esta está a chegar…"

Em tempo.
Infelizmente, Maria Luís Albuquerque não é uma andorinha solitária. Na primavera dela existem muitas andorinhas e outros passarões iguais a ela.
E a Figueira, como a senhora Isabel Maranha Cardoso sabe muito melhor do que este pobre escriba, não é excepção...
Pois é: a "legalidade instalada", aquilo a que chamamos “legal”, isto é o que está dentro da lei, portanto permitido, quando aplicado, por exemplo, numa cidade como a Figueira também serve para travar o progresso...
Mais grave ainda: talvez estejamos apenas a contribuir para manter um privilégio que alguns, poucos, conseguem impor à maioria. 

O que é legal, não raras vezes, está em contradição com o que é ético. 
Há pouco mais de cem anos a escravatura era “legal”
Foram os padrões éticos que impuseram a mudança da lei.
Mais recentemente, na Alemanha nazista, há pouco mais de 60 anos, era “legal”, ficar com a propriedade, os direitos e a vida dos judeus e de outros indesejáveis ao nazismo. 
Se colocamos a lei acima da ética,  o nazismo é inquestionável, uma vez que, na Alemanha e nos países por ela conquistados, isso fazia parte da lei.

Num país pobre como Portugal, pode ser legal os políticos e os legisladores terem salários obscenos e grandes privilégios, mas de ético não tem nada.
A cobiça não é ilegal!..
Ética, é outra coisa:  é o nome dado ao ramo da filosofia dedicado aos assuntos morais. 
A palavra ética é derivada do grego, e significa aquilo que pertence ao carácter.
Portanto, para ter ética, no mínimo é necessário ter carácter...

"... é melhor ser absolutamente ridículo que absolutamente chato." (Marilyn Monroe)


"Chefe" Assunção Cristas, a nova "Boss AC"...
Adolfo Mesquita Nunes citou o rapper, cujo nome artístico coincide com as iniciais de Cristas, para lhe dizer que "tem o mundo a seus pés"...

As lágrimas de Paulo Portas

"À saída do congresso do CDS, Paulo Portas não conteve as lágrimas. Se a genuinidade do choro levanta algumas dúvidas, poucos acreditarão que a despedida  seja irrevogável.

Os últimos quatro anos deitaram por terra a credibilidade de um político que renegou todos os compromissos para repartir o pote com Passos Coelho, revelando quão cínicas eram as efabulações do "partido dos reformados" e do "partido dos contribuintes" com que enganou os portugueses.

Se fosse pessoa de bem, Paulo Portas deveria pedir desculpa e chorar baba e ranho, não por deixar de ser líder do CDS, mas por ter participado no pior governo do Portugal democrático, por ter cortado salários e pensões e por ser cúmplice do maior aumento de impostos de que há memória.

Se fosse pessoa de bem."

Via A FORMA E O CONTEÚDO

segunda-feira, 14 de março de 2016

Todos o sabemos: a morte não é surpresa nenhuma, mas surpreende sempre...

Mais do mesmo: em Portugal, só dão demasiada importância às pessoas na morte.
Quando estamos vivos e enquanto vamos pagando todas as contas, ninguém nos liga... 
Esta tarde, na televisão, em todos os canais, incluindo os  informativos, o tema é o mesmo.
O clima está pesado. 
Como pensaria, talvez, o Nicolau, está a ser "Um triste adeus ao Sr. Contente".
"Nicolau, o Sr. Contente, teve uma vida cheia, repleta de episódios que dariam para vários livros e muitos filmes. Partiu hoje sem avisar, como por vezes lhe sucedeu em vida quando decidia pôr fim a uma etapa e iniciar outra. Para ele o tédio era uma espécie de pecado mortal."