terça-feira, 11 de agosto de 2015

Nada de novo...

Hoje, ao olhar para os escaparates deu para ver o óbvio…
Os jornais desportivos são previsíveis, não correm riscos. Contam as histórias que se esperam,  com as personagens estereotipadas que se esperam.
Enfim… 

"Para Belém quem mais lhes convém." A quem?..

Boa gestão é isto!..

Escrita na pedra...

UMA FEIRA ONDE A TERRA SE ACABA!..

A Freguesia de S. Pedro foi fundada em 1985. 
A emigração dos covagalenses, sobretudo para os Estados Unidos, tem mais de 100 anos.
Nesta notícia, que fala sobre um certame que visa mostrar "as artes, ofícios e tradições" locais, nem uma vez aparece o nome do núcleo habitacional que deu origem a tudo: Cova e Gala.
O jornalista é o menor dos culpados.
Quem não conheça o nosso passado, ao entrar pela porta grande na Aldeia, fica por saber que está na Cova e Gala. Isto é grave: mexe com os sentimentos mais profundos dos descendentes dos ílhavos que ainda cá moram. 
A verdade, neste momento, é que embora real, porque existiu, existe, vive e pulsa, Cova Gala parece não ter tido passado, nem presente para quem foi o mentor da elevação a Vila de S. Pedro e não Cova e Gala - como deveria ter sido, por respeito ao passado e ao sentir dos descendentes dos ílhavos que fundaram, primeiro a Cova e, cerca de 40 anos depois, a Gala. 
A Cova Gala ainda não está morta - apesar de não ter monumentos edificados com o nosso dinheiro em sítios privilegiados e estratégicos - mas corre esse risco no futuro.
Fica o registo, para memória futura: muito embora sem nome no mapa, nem monumentos, a Gala está bem situada. Fica do lado sul da foz do Mondego. E, como as terras que seguem um rio até ao mar, é um prolongamento do Cabedelo – ou seja, aquele cabo de areia que se forma à barra dos rios. O lugar, chama-se Gala. É uma aldeia de pescadores. 
Ao fundo e antes das dunas, que a separam do grande areal da praia, junta-se intimamente – quer dizer: sem uma nítida separação – a um lugar que tem o nome de Cova. Os dois lugares estão ao mesmo nível – o das águas do mar - e formam a Aldeia. 
Na melhor das hipóteses, perdeu-se a noção do valor que é o respeito por mais de 200 anos de história. 
O mais caricato, é que tudo isto seria cómico se não fosse ofensivo à memória colectiva da minha Terra - a Cova Gala
Sabemos que a cultura - não gastronómica - não é o forte dos homens das obras de São Pedro. 
Não haverá ninguém com responsabilidades autárquicas, que ultrapasse este estado intelectual primitivo e tenha o bom senso de inverter o rumo que nos conduziu a estes desmandos, cada vez mais visíveis a olho nu?

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

A macrocefalia figueirense

Não vi, mas ao que me disseram, Maiorca passou na televisão, num daqueles programas de entretenimento. Foram várias horas do habitual vazio artístico e cultural que caracteriza a programação televisiva dos fins de semana.
O Concelho da Figueira, no geral, tem efectivamente pouco a mostrar, pouco de que nos possamos orgulhar, mas, espero que não tenha passado apenas a miséria cultural, económica e social habitual.
Espero que no programa transmitido em directo de Maiorca tenha sido dado o devido realce ao que merece e que tenha sido melhor ao que habitualmente é: mais um dos meios de imbecilização que asseguram a mediocridade cultural do País.
Espero que tenha sido mais que as habituais cantigas brejeiras em sol e dó, uma mostra de uma caldeirada de enguias ou um arroz de lampreia, artesanato em miniatura e a conversa boçal com as chamadas figuras típicas.
Ao que escreve Miguel Almeida, na sua crónica de hoje no jornal AS BEIRAS, a FINDAGRIM-Feira Comercial, Industrial e Agrícola de Maiorca, a única feira de actividades económicas do nosso concelho não tem sido apoiada, como merece, ao longo das 6 edições que foram realizadas, tanto pela autarquia figueirense, como pela ACIFF. 
Algo continua podre no reino da Figueira...

Sporting vence Benfica e conquista primeiro troféu da época

Com um calor daqueles os treinadores suaram  em bica. 
Que raio estavam a fazer ali vestidos de fato e gravata?..

domingo, 9 de agosto de 2015

Ameaça irrevogável?..


Em tempo.
Paulo Portas tem tanto direito a participar nos debates, como segundo partido minoritário duma coligação, como eu…
Se o CDS abdicou de ter voz, a escolha foi sua.

O abrupto

"Estou bem acompanhado no meu radicalismo visto que todas as frases entre aspas são de Francisco Sá Carneiro.
São frases com principio, meio e fim. Com ideias, contexto e substância. Não são soundbites .
Como ele, não tenho feitio para vítima, por muitas campanhas que se façam. Como ele "nunca me senti tão sozinho e nunca tive tanta certeza de estar tão certo". Certo estava, sozinho é que não."
"No dia em que se fizer a história da blogosfera portuguesa, há um blogue que será sempre incontornável: o abrupto. Há anos que Pacheco Pereira nele escreve persistentemente, sem qualquer receio dos ódios que gera, principalmente no seu próprio partido. Raras vezes estou de acordo com ele, mas aprecio imenso a profundidade das suas análises e a sua incansável luta pelas ideias que defende.

Recordo especialmente um momento célebre desse blogue: aquando da escolha desastrada de Santana Lopes para Primeiro-Ministro, Pacheco Pereira limitou-se a publicar uma frase no abrupto: "Pobre país… o nosso". A frase teve honras de notícia nas televisões e marcou para sempre o governo de Santana Lopes, conduzindo-o depois ao patético episódio do discurso sobre o bebé na incubadora. Nessa altura se viu o efeito que o abrupto poderia causar.

Devido à sua influência, Pacheco Pereira e o abrupto são frequentemente alvo de ataques na blogosfera. Não lhe causam danos de maior. Pacheco Pereira tem a pele dura e sabe que uma voz livre tem sempre mais influência do que as habituais vozes do dono. Precisamente por isso, foi recentemente objecto de um ataque ainda mais soez que passou pela colocação de falsos cartazes, exibindo-o com uma metralhadora na mão, como um putativo candidato radical às presidenciais. Pacheco Pereira publicou o cartaz no abrupto, e seguramente o mesmo não deixará de integrar o seu precioso arquivo, como mais um exemplo da guerrilha política no séc. XXI.

Só tenho pena que ultimamente a actualização do abrupto não esteja a ocorrer com a frequência que merecia. Mas todos os dias blogues nascem e morrem e o abrupto permanece."

"Já o Sócrates dizia que a sua sabedoria era limitada pela sua própria ignorância"…


Em tempo.
Há cada Mauro Xavier lá pelo PSD Lisboa!..
Qualquer presidente de concelhia, mesmo um jotinhadeveria saber politicamente o mínimo:  até em Lisboa, uma Câmara Municipal não tem competência para conceder, ou retirar, confiança política a um eleito para uma Junta de Freguesia.
É tão simples: são órgãos autárquicos diferentes! Eleitos em listas diferentes!

O fracasso do planeamento das potencialidades da Figueira

João Vaz, consultor de ambiente, na sua habitual crónica ao sábado no jornal AS BEIRAS
"Verifica-se na Europa que as cidades prósperas apresentam um centro pedonal vivo onde a lógica do automóvel omnipresente é subvertida e as zonas periféricas estão cheias de espaços verdes. A tendência é minimizar o espaço concedido às ruas, estradas e estruturas de suporte ao automóvel, limitando-as.
Neste aspecto, a Figueira fracassou: os espaços à beira-rio/mar são consagrados ao automóvel, do Cabo Mondego à Gala. Nas praias e dunas, foram construídas estradas. Destruiu-se a paisagem natural que caracterizava a Figueira em troca de “vias de acesso rodoviárias e marítimas”. O actual poder autárquico (PS) persiste na ideia do automóvel enquanto “medida de todas as coisas”. O que se comprova pela forma como continuam a ser feitos os passeios e o desprezo pelas vias ciclísticas e pedonais. Infelizmente, a oposição (PSD, CDU) não pensa de forma alternativa."
Foto de António Agostinho: o Cabedelo em Agosto

sábado, 8 de agosto de 2015

Verão...


Presumo que todas as gerações se julgaram capazes de construir um Portugal mais justo e melhor. A geração actual sabe que não poderá fazê-lo. A sua tarefa é maior: consiste em impedir que esta gente desfaça completamente o Portugal de Abril.


Em tempo
1. Esta “carta de amor", é politicamente miserável, hedionda, no plano ético, e está tão mal escrita, que até é penoso lê-la.
Os socias democratas e centristas  honestos deveriam merecer mais respeito dos seus dirigentes. 
2. “Propôr” não existe. 
Com ou sem acordo ortográfico a palavra não tem acento. Escreve-se assim: propor.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

A Figueira tem algo a agradecer a este jovem...

"ALERTA COSTEIRO 14/15, concluída mais uma etapa de uma história triste, mas com um final feliz...
ALERTA COSTEIRO 14/15 goza apenas da liberdade e responsabilidade que se exige a um fotojornalista, fotógrafo freelancer! Um fotojornalista, fotógrafo freelancer "controlado" é um olhar limitado!..
Até dia 23 de Novembro, obrigado a vocês 500 jornais 500 árvores é uma realidade!"
Em tempo.
Quando, por aí, tantos falam no medo que  tomou de assalto a nossa sociedade, um jovem ergueu a voz e deu-nos um exemplo concreto do que é ser verdadeiramente livre, corajoso e  defensor das liberdades. Foi um belo exercício de cidadania e uma lição para os que fazem do medo a bandeira das suas vidas.
Mais do que uma denúncia foi a clara e cristalina demarcação deles.

O sonho comanda os passos do Coelho…

Em tempo.
Para quem tem dificuldades em ver o óbvio, fica a tradução (sou muito mau a desenhar).
Após às eleições, significa isso mesmo - a seguir às eleições.

PS: grandes cartazes!..

“Ficou desempregada no tempo de Sócrates”!..
“Está a trabalhar a recibos verdes desde 2011”!.. 
Em tempo.
A metade inicial de 2011 teve o Governo de José Sócrates à frente do país!..
Querem ver que o PS pretende provar que o deputado João Almeida - o tal que disse que "sem mentir não se ganham eleições"... - está enganado!..

Dois jovens da Cova Gala

Pedro Rodrigues: O jovem que aprendeu “(A)mar” as palavras

Pedro Agostinho Cruz: Um fotojornalista, fotógrafo freelancer "controlado" é um olhar limitado!..

A edição de hoje do jornal AS BEIRAS refere dois jovens da Cova Gala que se destacam pela positiva: Pedro Rodrigues, é escritor. Pedro Agostinho Cruz, é fotojornalista.
São dois jovens que conheço bem. Com a liberdade de que dispõem, neste Portugal de Abril, poderão ir até onde a sua capacidade de trabalho e ambição os quiser levar. 
Pertencem a uma época privilegiada: nasceram e cresceram num País livre.
Não esqueço os meus 20 anos e o mundo que então se abriu para mim e as marcas que ficaram para sempre agarradas à minha pele, gravadas a fogo na minha memória pelo 25 de Abril de 1974,  nem as pessoas excepcionais com as quais vivi esse sonho inigualável que foi a reconquista da Liberdade pelo meu País.
A partir daí, a minha  consciência de homem livre fez-me ver o  valor de preservar a capacidade de não me deixar esquecer ou ter medo.
A Liberdade tem de ser cuidada, para que nunca se cumpra o receio que Jorge de Sena, um dia, expressou nos seus versos: "Liberdade, liberdade, tem cuidado que te matam."
Quando se chega aos 60 recordamos aqueles que fomos perdendo pelo caminho.
Ao lembrar o percurso que fui trilhando, dou conta de que ainda sobra  um pavio de energia por consumir que representa muita experiência, saber e força disponível em prol da defesa dos valores da verdade, da liberdade e da democracia.
Acredito que uma geração mais jovem será capaz de erguer uma nova esperança para a minha Terra. Sei que essa geração está a despontar, dispensa paternalismos serôdios, espera somente que a deixem percorrer o seu caminho.
O melhor que lhe podemos deixar como herança, são exemplos: a persistente defesa dos valores da dignidade e dos verdadeiros valores da Cova Gala, da valorização do trabalho honesto e competente, da demonstração prática de que é possível singrar pelo mérito, da coragem de pensar o futuro sem esconder nem renegar o passado histórico.
Espero que estes jovens covagalenses aproveitem para fazer o seu melhor.
Agora, em grande parte, tudo depende deles, do seu inconformismo e da sua capacidade e competência para concretizar as coisas.
Em nome do futuro, não se acomodem nem resignem!

"Sem mentir não se ganham eleições"...


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

X&Q1249


Habituem-se: até 4 de Outubro vai ser assim…

«Estamos hoje a lutar mais por Abril e pela liberdade do que em tantos anos se fez com muitos outros governos, e isso devemos à vontade dos portugueses», reivindicou Pedro Passos Coelho, na cerimónia de apresentação do programa eleitoral da coligação PSD/CDS-PP, num hotel de cinco estrelas no Parque das Nações, há uns dias em Lisboa.
Confesso a minha grande admiração pelo Passos, pelo Portas, pelo ministro da economia, pelo Mota Soares, pelo Marco António, enfim, por todos os que têm contribuído neste ciclo interminável da manipulação da realidade dos portugueses como se vê a olho nu no folhetim actualmente em exibição dos números do desemprego.
Não se estejam já a rir… Estes senhores têm todos uma característica em comum: são todos liberais, isto é adeptos do mercado livre, pouco estado, pouca regulação…
Depois de cerca de 4 anos no poder, a menos de 60 dias de umas eleições legislativas, face às  condições reais em que vivem os portugueses,  a contragosto têm de se preocupar em martelar uma saída, não para o problema do desemprego, que alguns antropólogos, alguns  sociólogos e mesmo meia dúzia de psicólogos (tudo gente desprezível para este governo...) alertam que é um drama do caneco, mas, para criar um conto de fadas que os conduza a uma saída feliz a 4 de Outubro p.f.
Segundo consta  há na Figueira e noutros lugares sinistros e exóticos deste Portugal, crianças com fome, pais deprimidos e  velhos desesperados – tudo gente que não partilha a euforia da psicologia positiva espalhada pela máquina de propaganda dos iluminados deste governo.
Esses, tiveram o merecido castigo: as crianças ficaram na fossa, os pais sem emprego e os velhos com a reforma com cortes....
Podemos estar mais tranquilos e satisfeitos até 4 de Outubro p.f.: esta manhã a televisão não se cansa de dizer que a fabricada taxa de 11,9%, é  um momento “histórico”!..
Tudo normal portanto...
É Agosto e a chuva vai tardar ainda a aparecer...
Entretanto, os media continuam a matraquear os portugueses com a diminuição do desemprego em Portugal, que os atingidos não sentem, pois continuam a não encontrar emprego

Há sempre a hipótese de isto poder ser ainda bem pior!..

"Hoje ninguém sabe muito bem o que está no banco bom, o que está no banco mau ou o que não está em lado nenhum. Nenhum jornalista está muito interessado em saber por que razão houve tanta pressa em vender a TAP e gora não há pressa nenhuma em vender o Novo Banco. Pior ainda, ninguém sabe quantos milhares de milhões varridos para a burocracia dos tribunais terão de vir a ser suportados pelos contribuintes. 

O governo tem vindo a construir uma realidade virtual para o período eleitoral e é cada vez mais evidente que o BES deve ser eliminado dessa imensa patranhice com que Paulo Portas, Passos Coelho e Carlos Costa estão tentando ludibriar os portugueses."

Via O Jumento

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

PS: se o arrependimento matasse...

"Mais tarde, ou mais cedo, e espera-se que o mais cedo não seja tarde demais, hão-de descobrir que, para ganhar, é melhor congregar do que dividir mesmo que isso acarrete sobrepor o interesse colectivo aos interesses pessoais ou de grupo. 

Tudo agora seria mais coerente e convincente se tivéssemos uma campanha com Costa como candidato natural à Presidência da República e Seguro a pedir uma maioria absoluta no Parlamento."

Da série, já vos tinha avisado...

6 palavras bastavam….

Vivemos o momento para a apresentação dos programas dos partidos que vão concorrer às eleições de 4 de outubro p.f.
Vivemos o momento destes partidos apresentarem ideias e estratégias  - resumindo, demagogia.
A ideologia existe. O pensamento político devia existir. Mas, escrever um programa eleitoral, nos dias que correm, deve ser difícil e requer muita imaginação e grande talento para a ficção política, nos chamados partidos do arco do poder.
E para quê?
Para nada, como Passos e Portas demonstraram recentemente com este governo que continua perto de si.
Depois de outubro logo se vê, seria suficiente e constituiria todo um programa em 6 palavras.
Nem era preciso gastar, sequer,  uma folha A4!..
Poupava-se o ambiente e poupava-se na poluição visual e escrita.
O efeito era o mesmo: os portugueses não querem saber da leitura para nada.

O que eu me divirto com as primeiras páginas dos jornais...


Fiem-se na "virgem" e depois venham queixar-se que o toucinho tem bicho...

Marco António Costa!..

terça-feira, 4 de agosto de 2015

A arte de viver, para mim, não é um prazer solitário

Não existo para prejudicar a vida dos outros…
Desde que me levanto, até que me deito, faço tudo para não prejudicar ninguém…
Não sou daqueles, que andam por aí a lixar meio mundo e, depois, vão a correr para Deus os ajudar a limpar a consciência…
Se Deus existe, tenho a melhor relação com Ele: ao longo da vida, tenho sempre procurado fazer a minha parte.

aF, nº250


Dona Dora: 87 anos

Hoje, a minha Mãe  festeja o seu 87º. Aniversário.
É um dia doloroso, mas bonito.
Foram 86, quase, quase 87 anos - uma vida.
Em tempos difíceis, como estes que atravessamos, a sua presença e o seu exemplo –  de trabalho, de seriedade, de dignidade, a sua preocupação em cuidar da família - faz ainda mais falta.
A família sempre foi o reduto inexpugnável da nossa esperança. 
E vai continuar a ser.

A realidade a destruir a propaganda do governo...

"Unidade Técnica de Apoio Orçamental admite desvio de 660 milhões nas receitas fiscais no final do ano".

Em tempo.
Prometer o que não está minimamente garantido, não é próprio de gente fiável, honrada, séria, responsável, digna e credível.

Aditamento

"Não é a primeira vez que a UTAO produz relatórios de avaliação das contas públicas e já em Junho esta unidade dizia quase o mesmo que disse no último relatório. Todavia, nunca os relatórios da UTAO foram alvo de debate público e raramente têm sido citados na comunicação social. 
Curiosamente, é graças a Marco António que a UTAO quase saiu do anonimato, foi esta pequena personagem pafiosa que lembrou os portugueses da sua existência e credibilidade ao ter exigido que as propostas do PS e os seus cenários económicos fossem avaliados por aquela unidade do parlamento, algo de que se esqueceu em relação ao programa eleitoral do PSD. Só que com o embuste que o Núncio Fiscoólico tem vindo a montar em torno da sobretaxa as análkisses independentes da UTAO passaram a ser incómodas, algo que tem vindo a suceder com muitas instituições. 
Pelos vistos só os Instituto de Emprego do Lambretas produz dados fiáveis, tão fiáveis que a um dia destes conseguiremos chegar ao pleno emprego sem, criar empregos e, com sorte, ainda vamos empregar os andaluzes. 
Este governo começa a ser parecido com a senhor que foi assistir ao juramento de bandeiro do filho e quando o batalhão marchava na parada o seu rebento era o único soldado que estava com o passo certo, todos os outros tinham o passo trocado."

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

O gajo que inventou a ficção deve estar tão arrependido...


Escrever prosas ficcionais é bom para todos os escribas. 
Mas não se pode fazê-lo num jornal de referência, apresentar a ficção como notícia e deixar as redes sociais fazerem o seu trabalho de confusão junto dos leitores
Esta invenção de um anónimo (é mesmo assim que a direcção do DN permite que se assine o seu “folhetim de Verão”), é escandaloso do ponto de vista ético, já para não falar na responsabilidade que os jornalistas, editores e directores têm para com o público. 
Fica a nota à navegação: o artigo mais lido do dia no DN é ficção. 
E da má, ainda por cima.

Via Aventar

Hospital da Figueira descerra placa em gratidão a emigrantes dos EUA

O Hospital Distrital da Figueira da Foz promoveu uma sessão para agradecer à diáspora figueirense residente em New Bedford, nos Estados Unidos da América (EUA).
Através da Liga dos Amigos do Hospital, os emigrantes contribuíram com cerca de 18 mil euros em doações pecuniárias (oito cadeirões de recobro e pós-cirúrgico e duas macas), para ajudar a equipar a nova Unidade de Cirurgia de Ambulatório do hospital. Como forma de reconhecimento foi descerrada uma placa a agradecer e feita uma visita às instalações da UCA.
“Um acto simples e generoso”, foram as palavras do presidente da Liga de Amigos do Hospital, para os muitos emigrantes que assistiam à cerimónia. “É uma dádiva que vai servir para as pessoas que fazem parte da nossa comunidade”, acrescentou António Guardado.
Por sua vez, o presidente do conselho de administração do HDFF definiu o apoio como sendo “altruísta”.
O covagalense Joaquim Pereira, em representação dos emigrantes portugueses e um dos impulsionadores da iniciativa para angariar a verba para a Unidade de Cirurgia de Ambulatório do Hospital Distrital da Figueira da Foz, usou da palavra para sublinhar o esforço que foi necessário realizar para conseguir concretizar o objectivo.

Troikas e troikistas sempre contaram com João Proença

O antigo secretário-geral da UGT João Proença é o novo presidente do Centro de Relações Laborais, um organismo que tem como missão acompanhar a evolução do emprego e da formação profissional.
A informação foi avançada no passado sábado, em comunicado, pelo Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social.
Segundo apurou o Diário Económico, terão sido as confederações patronais a sugerir agora o nome de João Proença para liderar o Centro de Relações Laborais
O ex-secretário-geral da central sindical aceitou o convite.

"Jogos de poder"

"A constituição das listas a deputados para a Assembleia da República é, historicamente, sempre um momento de euforia para uns e de desilusão para outros...
Os órgãos distritais dos partidos pretendem colocar os seus e as direcções nacionais não resistem em impor quem lhes convém. 
Obviamente que quanto menos peso político tiverem os órgãos distritais, mais fácil é para Lisboa impor a sua vontade. 
Não tivemos, portanto, este ano, nada de novo."

Miguel Almeida, hoje no jornal AS BEIRAS

sábado, 1 de agosto de 2015

As listas

A pouco mais de 60 dias das eleições, as notícias da política eleitoral no distrito de Coimbra são listas. Listas que incluem não só as de candidatos a deputados como as dos candidatos a todos os lugares possíveis e imaginários aos "tachos"
Hoje, o jornal AS BEIRAS dá notícia do que já era do conhecimento de quem anda minimamente atento ao que se passa em seu redor e que tem real influência na sua vida.

"Não caíram nada bem as escolhas aprovadas pelos conselhos nacionais do PSD e CDS-PP. 
No caso social-democrata, a presença do secretário de Estado das Finanças, Manuel Rodrigues, no segundo lugar da lista – relegando o líder da distrital, Maurício Marques, para o terceiro posto – desgostou a diversos membros da distrital e de algumas das concelhias do partido. 
O primeiro sinal desse descontentamento teve lugar logo na ordenação da lista, com o líder da distrital da JSD, João Paulo Oliveira, a recusar-se a ocupar o oitavo lugar da lista. Desta forma, a penúltima posição da lista de efectivos foi ocupada por Rita Neves (Soure). João Francisco Campos, militante do PSD e antigo membro da distrital do partido, disse no facebook que iria estar “em blackout político” nos próximos meses.  
Do lado do CDS-PP, a presença do líder da Juventude Popular, Miguel Pires da Silva – em detrimento do líder da distrital e deputado Paulo Almeida – já levou à primeira demissão da distrital do partido. Rui Nuno Castro considera a sua decisão simbólica, mas tem o objetivo de “alertar consciências para a desvalorização sumária da estrutura distrital”
Maurício Marques, que vai em 3º. lugar na lista, mostrou-se surpreendido com este descontentamento dos militantes e das concelhias do partido, até porque entende que esta é “uma boa lista”.  
Sobre a ausência de nomes de Coimbra, o presidente da distrital desvalorizou a questão, dizendo que o distrito estará “bem representado por mim próprio” e pelos restantes nomes da lista."

Nada disto é novo. Desta vez, os “cromos” do PSD e do CDS que conseguiram integrar a lista de candidatos que Passos Coelho impôs a quem pretenda votar no PAF! foi esta. 
Poderia ter sido outra... Pronto!... 
Faltam pouco mais de 60 dias para o povo ir às urnas e o que sabe de concreto são estas guerrilhas intestinas da luta pelo “tacho”
Pelo que tem chegado ao meu conhecimento, tanto a vida política no interior do PAF!, como no interior do PS, no distrito de Coimbra, define-se em três palavras: autoridade sem ideias
Possivelmente, serão eles que estarão certos, como veremos em 4 de Outubro p. f.. 
O povo, pelos vistos, não quer saber do conteúdos dos programas, nem da qualidade dos deputados. O povo quer, quanto muito, escolher um “chefe”.
Portanto, os putativos "chefes" limitam-se a jogar com o óbvio: para quem é bacalhau basta.