quinta-feira, 5 de março de 2015

Sócrates, Passos e Portas...

José Sócrates, essa triste figura que nunca deveria ter sido Primeiro-Ministro.
Mas foi e está à vista o que fez ao País.
Portugal está hoje pior conforme todos os indicadores o comprovam. Mas, pior que isso, pior do que o drama da dívida, pior do que o colapso da economia, pior do que o desemprego elevado, pior do que a preocupante emigração, é a devastação na esperança, na moral, na honra dos portugueses.

Passos Coelho, essa triste figura que nunca deveria ter sido Primeiro-Ministro.
Mas foi e está à vista o que fez ao País.
Portugal está hoje pior conforme todos os indicadores o comprovam. Mas, pior que isso, pior do que o drama da dívida, pior do que o colapso da economia, pior do que o desemprego elevado, pior do que a preocupante emigração, é a devastação na esperança, na moral, na honra dos portugueses.

Paulo Portas, essa triste, lastimável, imperdoável e miserável figura que, num momento em que Portugal enfrenta uma crise política, social, económica e financeira grave, tem conseguido ser um artista exímio desta nossa política, possuidor do engenho e arte de passar através dos pingos da chuva sem se molhar, apesar de serem sempre de Pirro as suas pequenas vitórias.  
Portugal está hoje pior conforme todos os indicadores o comprovam. Mas, pior que isso, pior do que o drama da dívida, pior do que o colapso da economia, pior do que o desemprego elevado, pior do que a preocupante emigração, é a devastação na esperança, na moral, na honra dos portugueses.

Em tempo.
Sócrates, "Passos, Portas e Costa: o regime faliu"...

P. S. 
"Aníbal Cavaco Silva remeteu-se ao silêncio, mesmo no momento em que as os dois principais responsáveis governamentais e o líder do maior partido da oposição parlamentar andam na lama. Seria possível esperar pior da parte do presidente da República?"

quarta-feira, 4 de março de 2015

Pornografia é isto... (ataca e fere o pudor, a moral e os considerados bons costumes...)

"Finanças penhoram alimentos da associação portuense Coração da Cidade, doados por supermercados, para cobrar dívidas de portagens." 
Os responsáveis da associação Coração da Cidade estão indignados com a acção de penhora que as finanças do Porto estão a executar sobre esta IPSS. 
Admitem que têm uma dívida relativa a coimas mas acham incompreensível que se penhorem as sobras alimentares que recebem de hipermercados que deveriam ser entregues a pessoas com dificuldades na região do Porto. 
A associação Coração da Cidade distribui por dia, 2 mil e quinhentos quilos de alimentos, a mais de duas mil pessoas carenciadas.

"Especulação em torno da palavra homem" ( Poema de Carlos Drummond de Andrade dito por Sandra Corveloni)

As desculpas não se pedem, evitam-se...

Santana Lopes: Passos “deve pedir desculpa” aos portugueses...

Vivemos no ABSURDISTÃO

Um alto quadro das Polícias Secretas, confirma publicamente que fez escutas a cidadãos, SEM QUALQUER COBERTURA LEGAL. Agiu segundo ordens superiores, com intuitos políticos e com intuitos pessoais (casos de infidelidade).
Um antigo alto quadro das Polícias de Investigação Criminal, montou uma REDE ORGANIZADA DE ROUBOS, utilizando rufias de uma claque de futebol e fardamentos da polícia. Especializaram-se em ROUBAR IDOSOS SOLITÁRIOS.

Um Comandante de Polícia (SEF) e vários outros altos quadros do Governo Central criaram uma REDE DE CORRUPÇÃO E EXTORSÃO no sistema de atribuição dos chamados “Vistos Gold”.
Um grupo de Altos Dirigentes da Segurança Social montaram um ESQUEMA DE CORRUPÇÃO para a emissão de declarações falsas (lesando diretamente o Estado e as contas públicas).
Um grupo de Médicos, Farmacêuticos e quadros superiores de empresas farmacêuticas e do Governo Central, montaram uma REDE DE FALSIFICAÇÃO de receitas por forma a roubar o Estado.
Um primeiro ministro NÃO PAGOU AS SUAS CONTRIBUIÇÕES e um ministro do seu governo apressou-se a culpar os serviços do seu próprio ministério sobre o tema.
Um antigo primeiro ministro é acusado de estar envolvido numa REDE DE CORRUPÇÃO E CONSPIRAÇÃO, digna das melhores séries de televisão sobre a podridão no mundo dos negócios e da política.
Um Banqueiro e TODOS os Gestores que o acompanharam ao longo dos anos montou um esquema FRAUDULENTO, com a conivência do regulador (Banco de Portugal), que arruinou várias centenas de cidadãos. São TODOS chamados a uma Comissão Parlamentar de Inquérito e TODOS afirmam que NÃO SABEM, NÃO SE LEMBRAM ou, simplesmente, NÃO LHES APETECE RESPONDER.
O pior: TUDO isto aconteceu no MESMO PAÍS, no MESMO ANO.
E, NADA acontece. Falamos sobre isto tudo. Comentamos isto tudo. Achamos isto tudo um ABSURDO. Esquecemos que o verdadeiro ABSURDO é deixarmos tudo isto acontecer!
Está na altura de fazermos uma recomendação à ONU: que se mude o nome do País para ABSURDISTÃO.
Assim, ao menos, os ABSURDOS éramos todos nós!

JOSÉ AFONSO – Fome e Sede de Justiça

Até ao fim da adolescência, eu ia regularmente à missa, assistia ao Santo ofício, confessava-me. Hoje passa-se algo como um regresso às origens, não porque me tenha tornado de novo católico praticante, evidentemente, mas percebo que no fundo tenho uma concepção religiosa do universo. Vi, um dia destes, «O Evangelho Segundo São Mateus», de Pasolini, e fiquei perturbado. E estou a ler autores como S. João da Cruz e S. Francisco de Assis. Há uma espécie de reencontro com os ensinamentos de Cristo, não o Cristo institucional, o eclesiástico da minha infância, mas o Cristo dos que têm fome e sede de justiça...”
Entrevista a José Afonso, in «Expresso», 15/6/85


Após o tributo que dediquei ao José Afonso na semana passada, fui incentivado, por várias pessoas, a escrever algo mais relacionado com este exemplar cidadão.
A ideia que me ocorreu e que sempre inquietou o José Afonso, desde a célebre canção dos vampiros de 1963, era de facto, a necessidade de mais justiça social.
Por essa mesma altura, curiosamente, do outro lado do Atlântico, também Martin Luther King lutava pela justiça e semeou o seu sonho (“I have a dream”…).
Este combate, tão caro a José Afonso, 41 anos após o 25 de Abril está incompleto, pois, apesar de inegáveis avanços, registam-se, infelizmente, grandes retrocessos.
José Afonso, hoje, teria motivos de sobra para cantar e denunciar quem são os verdadeiros vampiros. Eles têm cara e têm rosto! Estes vampiros irão agradecer, dentro de menos de um ano, aos súbditos que em Portugal fizeram o seu jogo, à custa do empobrecimento da população, da privatização de sectores - chave da economia e da destruição de eixos sociais do Estado.
José Afonso, se fosse vivo, denunciaria a vergonha que é a disparidade dos valores das reformas quando comparadas com as dos que, por trabalharem cerca de dez anos, obtêm reformas antes dos 50 anos, de valores pornográficos, para cima de 7.000€ – que o diga a presidente da Assembleia da República…
A larga maioria dos portugueses, pessoas que trabalharam uma vida inteira, obtém reformas miseráveis inferiores a 300,00€. Isto é inaceitável num país que se diz democrático… É também intolerável que cerca de 2 milhões de portugueses vivam na pobreza.
Em contraponto, os privilégios da classe política são denunciados nas redes sociais, e criticados nas tertúlias de café, aparecem exibidos nos mails que recebemos e enviamos aos amigos…mas, não houve, até ao momento, um político que, de forma frontal tenha dito: ISTO NÃO PODE SER!
Os partidos do bloco central é o que se sabe…protegem-se carinhosamente uns aos outros, até porque - os principais chefes - frequentam os mesmos clubes secretos, onde cozinham as negociatas e esquemas de alternância de lugares nas administrações dos bancos e empresas: “é o agora vais tu, depois vou eu…e a seguir vais tu mais eu”.
José Afonso, se fosse vivo, diria que a política não existe para a prossecução de interesses particulares, diria, pelo contrário, que é uma arte nobre que deve prosseguir o interesse geral.
José Afonso, já em 15/06/1985, na entrevista dada ao Expresso referia que:
“…há uma data de gente que vive melhor do que antes do 25 de Abril, mas à custa de clientelismos partidários e favores políticos que não afirmam propriamente os trunfos dum regime. (…)

Trinta anos passados, infelizmente, o panorama agravou-se, aumentou o carreirismo, com escolas de formação gratuitas nas juventudes partidárias, cuja condição para subir na hierarquia do partido é dizer “Yes” ao chefe superior, seja ele um dirigente de uma concelhia ou de uma distrital…
Os partidos do arco da governação estão-se “marimbando” para os reais problemas dos cidadãos. A sua primacial função é dar emprego aos “boys e girls” que exibam os respectivos cartões, sejam eles laranjas, rosas ou azuis…pouco importa.
José Afonso, em Junho de 1985, já se queixava do mesmo…bastará lermos este excerto:
“Sabemos hoje que os programas de partidos, as promessas eleitorais, a igualdade dos cidadãos perante a lei, o parlamentarismo, … são armadilhas de uma imensa minoria que vive luxuosamente à custa de uma imensa maioria. Por outro lado, embora haja partidos que se aproximam mais dos interesses dos trabalhadores e outros que são contra esses interesses, a verdade é que a escolha entre os partidos A, B ou C acaba por não oferecer uma alternativa de fundo aos privilégios de Estado uma vez que todos eles se movem segundo a mesma lógica que cria um fosso entre o cidadão comum e os senhores do Poder…”
O Zeca deixou-nos, na sua curta existência de 58 anos, a ideia de que “há sempre outro amigo também”. Poderia ser uma pessoa, uma simples ideia, podia ser um combate, mas sempre pela liberdade, sempre pela justiça social!
Que venham mais cinco, mais cem, mais mil ou um milhão…! Nós somos os teus cantores!

Post Scriptum: um agradecimento especial para uma pessoa que me incentivou a escrever estas linhas.

Luís Ramos Pena  

Não vale a pena perder mais tempo

"Para mim não foi um mero esquecimento. Passos Coelho em 1999 não pensava que viria a ser primeiro-ministro. Nunca lhe passou pela cabeça que o PSD e o PS lhe proporcionassem essa oportunidade. Por isso, na altura fez aquilo que lhe dava mais jeito. Como quase todos, aliás, de acordo com um padrão comportamental que se instalou em Portugal e fez escola. É que, como bem se recorda, entre 1999 e 2004 o primeiro-ministro "era apenas trabalhador independente e, por essa razão, tinha de apresentar o modelo B da declaração de IRS e preencher o anexo H. Ora, nesses anos, no quadro 9 do anexo H os contribuintes tinham de preencher o valor pago em "contribuições obrigatórias para a Segurança Social". Obrigatórias."

Temo que a desinformação, a cegueira partidária, a desonestidade intelectual das camarilhas e a falta de honestidade ética e política dos actores continue a fazer o seu caminho. Como até aqui. Não até à vitória final, mas até à abstenção final. Ou, quem sabe, até que o desespero dos portugueses trabalhadores, honestos, sérios e que cumprem as suas obrigações sem esquecimentos, enquanto os trapalhões vão engrandecendo e comendo-lhes as papas na cabeça, os leve a dizer basta."   

Sérgio de Almeida Correia, via Delito de Opinião

A missão dos Palhaços d'Opital: fazer o que ainda não foi feito...

Dr. Risotto e enfermeira Belita visitam regularmente hospitais da região e este mês começaram a desafiar sorrisos nos seniores de 21 misericórdias do distrito de Coimbra. 
Ontem, os Doutores Palhaços e Pedro Abrunhosa levaram sorrisos ao Hospital Distrital da Figueira da Foz.

terça-feira, 3 de março de 2015

Neoliberalismo em todo o seu esplendor...

"É o capitalismo, estúpido"... (Via Aventar)

O hilariante marcantónio

Ele disse: 
“Portugal é um país onde as notícias positivas se tornaram banalidades”. 
Este gajo é ou não é impagável? (Via O sítio dos Desenhos)

Em tempo.
A democracia representativa tem pelo menos um mérito; é que um membro do parlamento nunca pode ser menos incompetente do que aqueles que votaram nele. 
Elbert Hubbard

Alguém que explique ao PM o óbvio e o simples...


Código Civil Português
Artigo 6.º (Ignorância ou má interpretação da lei
A ignorância ou má interpretação da lei não justifica a falta do seu cumprimento nem isenta as pessoas das sanções nela estabelecidas. 
daqui 

Jorge Miranda

Numa Aldeia tão silenciosa hoje como quando nasci, o que mais gosto é de escutar o relógio da igreja – então anúncio de defunto, de incêndio, inundação, terramoto. As horas são o que menos conta...

Com gente séria é outra coisa...

O primeiro-ministro disse ao PÚBLICO, na semana passada, que a Segurança Social o informou em 2012, e novamente em 2015, em resposta a requerimentos seus, de que estava registada em seu nome, embora estivesse prescrita desde 2009, uma dívida de 2880,26 euros, acrescida de juros de mora, “a qual poderia ser paga a título voluntário e a qualquer momento para efeito de constituição de direitos futuros”.

A única coisa verdadeiramente relevante que aconteceu, na América, nos últimos anos - desde 2008… - foi isto…


  We The People.  Lee Clayton, nunca mais tendo tido nada para dizer à mediocridade do presente, do mercado e da praça pública, ainda está vivo… e até resolveu aparecer ainda uma vez mais, passados tantos anos, e gravou isto, e distribuiu-o, olhos nos olhos, na Internet, no Youtube.

Finalmente, na agenda da política figueirense a discussão de um tema Maior...

Para me preparar para o acompanhamento do debate, vou já começar a reler as 177 páginas da obra dada à estampa em setembro de 2009  “Figueira da Foz - erros do passado, soluções para o futuro", da autoria dos antigos Vereadores do PS, então na oposição, António Tavares e João Vaz, pois é um documento onde os leitores encontram muita informação e dados indicadores pertinentes, relativamente ao estado do concelho, à época.
No livro, António Tavares e João Vaz, abordam temas como as Finanças Municipais, alertando para o agravamento da situação financeira, Desenvolvimento Económico, Ordenamento do Território e Urbanismo, Funções Sociais, Obras e Acessibilidades, Ambiente e Qualidade de Vida, Sector Empresarial Municipal, sem esquecer a Ética, Transparência e Democraticidade.
Para quem se interessa pela politica autárquica, encontra neste livro abundante informação, que lhe permitirá pensar e reflectir sobre o estado do concelho da Figueira da Foz.
Creio, aliás, na minha modesta opinião - que vale o que vale - que já estava na altura da continuação do livro sobre a “Figueira da Foz - erros do passado, soluções para o futuro, parte II, a partir de 2009”, naturalmente elaborado pelos especialistas na matéria António Tavares e João Vaz.

segunda-feira, 2 de março de 2015

"Primeiro-ministro teve tratamento privilegiado"...

... acusa Domingues Azevedo, bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas.

Em tempo.
PARA FICAR COM OS SELOS, José Sócrates terá desviado as cartas da Segurança Social a notificar Passos Coelho de que devia uma pipa de massa. (investigação completa amanhã no CM)

Passos não pára de surpreender!...

Em Junho do ano passado, 2014, milhares de cidadãos portugueses receberam notificações da Segurança Social com aviso de pagamento de dívidas, sob a ameaça de penhora. Os devedores tinham um mês para pagar o que deviam, fosse muito ou pouco. 

 "Depois do ano da cabra, a legislatura do burro"...
Juro que ainda me custa a acreditar que “alguém com as responsabilidades de Passos Coelho cometeria um erro de principiante desta natureza.
Isto é, numa linguagem prosaica, Passos Coelho teria de ser muito burro para se deixar apanhar numa destas.
Todavia, algo torna-se cada vez mais uma evidência: Passos Coelho não é, de facto, muito esperto: Passos diz que «estava convencido" de que não era obrigatório pagar à Segurança Social.»” 

Andam a gozar com o mexilhão, é? E dizem-se vocês protectores dos contribuintes? Só cruzam os dados para o que vos interessa?

Sócrates tem as pulgas à perna...

A cela de Sócrates terá sido invadida por pulgas e o ex-primeiro-ministro terá sido atacado pelas pulgas numa perna, segundo relatou o camarada de reclusão, o inspetor da PJ João Sousa, no seu blogue
"João, o que acha disto? É bicho? Estou cheio de comichão! São pulgas, José. O meu caro tem pulgas!", escreve o inspetor, que aconselhou o ex-governante a "lavar a cela".

"Alerta Fotográfico"... (III)

"O respeitinho"
Esta é a  opinião de RICARDO SANTOS
"Era uma vez uma exposição de fotografia que não se realizou.
Há que ter respeitinho.
É assim o meu país.
Somos muito respeitadores, muito politicamente correctos, muito bons alunos, mas muito maus cidadãos. Um bom cidadão compromete-se: escolhe, toma opções. Um bom cidadão assume as suas posições: não é político, mas defende políticas, abraça causas.

Mas há o respeitinho. E o respeitinho, que é uma subcategoria inferior do politicamente correto, diz-nos que temos de dizer sempre que sim, de baixa ar cabeça, de concordar. O respeitinho, meus senhores, é agrilhoar o pensamento e mostrar o rabo.

Vivemos numa sociedade em que as causas dos outros são as nossas – não todos os dias, mas quando nos dá jeito. Envolvemo-nos civicamente quando isso nos traz fotografias nos jornais. Precisamos desesperadamente de nos mostrar, de parecer bem, de dizermos ao mundo, mas a gritar para dentro, que somos gente. No fundo, todos defendemos a nossa própria causa: lutar contra a rejeição, ascender ao poder para poder rejeitar e não ser rejeitado.
E é assim que chegamos a isto: a uma cidade que tinha muitos problemas para resolver, mas que em vez de homens tinha respeitinho. Respeitavam-se todos uns aos outros, mas os problemas continuavam por resolver. Os problemas avolumavam-se e os homens, sempre com muito respeitinho, iam dizendo que sim. Houve quem passasse mal nesses tempos, mas sempre com muito respeitinho. Um dia, quando os problemas eram tão graves que a vida dos homens se colocou em perigo, o respeitinho não foi suficiente: foi preciso coragem.

E a coragem de enfrentar, de dizer que não, não é para todos. Não se conquista com os votos. É uma questão de carácter. Talvez, por isso, haja poucos heróis: os heróis não têm respeitinho, têm atitude."

"Alerta Fotográfico"... (II)



- ALERTA COSTEIRO 14/15 é um retrato informativo, crítico e cru de uma realidade da costa portuguesa, nomeadamente na Cova-Gala - erosão costeira.
- É um olhar preocupado de um jovem covagalense...

Vídeo sacado daqui.

Quem ama A LIBERDADE, cuida...


para ver melhor clicar na imagem
Em tempo.
“Somos livres”, é uma canção, naif e ingénua, que continua a marcar a minha memória dos últimos 40 anos.
Não me recorda uma curte de Verão...
Esta música, recorda-me uma história de amor por uma dama que continuo a desejar - A LIBERDADE!
Em tese, até posso tentar fazer um esforço para compreender que quem nunca viveu no Estado Novo, nunca teve ninguém próximo preso, nem foi sujeito a interrogatórios da PIDE, nunca sentiu a casa vigiada, sempre pôde falar à vontade dos temas que lhe apeteceu, não consiga entender uma paixão de quase toda uma vida pela LIBERDADE.
40 anos depois, é por isso que “Somos Livres”, que não é uma grande canção nem algo que se assemelhe, continua na minha memória.
Ninguém é obrigado a ouvir, mas o link está aqui.
Felizmente, que muitos de nós, ainda amam a LIBERDADE e sabem o que isso é.
Fica o registo deste “Alerta Fotográfico” escrito e dado à estampa, hoje, no jornal AS BEIRAS, pelo vereador Miguel Almeida.
A terminar, para quem gosta mesmo de boa música: escutem esta maravilha.
O meu coração será sempre assim: independente.

Listas...

Potencialmente, tenho 851 amigos no Facebook.
Com as assinaturas, para aí de um terço deles, creio que posso apresentar uma Lista de Independentes às próxima eleições em S. Pedro.
Depois vendo-a...
Que, ao que parece,  é o que por aqui está a dar...

domingo, 1 de março de 2015

FOIL- Concurso de Fotografia e Ilustração da Figueira da Foz

Covagalenses: conheçam a vossa Aldeia - na baixa-mar, vão passear pela praia até ao sul do quinto molhe...

foto António Agostinho
Ontem, para esticar as pernas, fui dar um passeio à nova atracção de S. Pedro - a “barrinha do sul”
Aproveitei o passeio e fiz a foto que está nesta postagem (aconselho a que cliquem em cima da foto para ampliarem e obterem uma melhor e mais ampla visão).
Depois de vir de lá, comecei a matutar fazer algo que, como não sou egoísta, partilho com os covagalenses: iniciei consultas a companhias de seguro para fazer um upgrade dos seus seguros, acrescentando agora a cobertura contra inundações.
A partir de amanhã vou calafetar bem a garagem, embalar as coisas mais valiosas em celofane e tentar colocá-las no local mais alto que puder…
Quanto às bicicletas e ao carro espero pela autorização para que seja permitido o estacionamento nocturno na variante da Gala - a parte mais alta da Aldeia…
Já agora, espero que as companhias de seguros incluam também o risco de incêndio, raio ou explosão...
A malta nunca sabe o que poderá vir por aí no que concerne a efeitos especiais...

X&Q, nº1236


Irrelevâncias...

para ler melhor clicar na imagem
No estado a que a Aldeia chegou, ter esperança já não é sinal de optimismo, mas de ingenuidade...   
E, no entanto, impõe-se continuar a  manter a esperança cá pela Aldeia.
Temos de conseguir manter acesa essa esperança, não um optimismo cego, do género de esperança que ignora a gravidade do que temos pela frente, ou dos obstáculos no nosso caminho...
A esperança, é esse sentimento obstinado dentro de nós, que persiste em acreditar, apesar de todas as provas em contrário, que algo de bom nos aguarda enquanto mantivermos a coragem de seguir em frente, trabalhando, lutando, resistindo...
É o futuro que temos pela frente...
O melhor, para a Aldeia e para nós, ultrapassada a irrelevância do dia que passa, está ainda por chegar. 

Relatório e Contas. Resumo de ontem: há sábados assim. O algodão não engana......


sábado, 28 de fevereiro de 2015

Pedro Cruz e a paisagem sem figuras

A estória é curta e resume-se assim: o jovem Pedro Cruz (que já retratei aqui e sobre quem já me debrucei aqui), foi convidado pelo presidente da Junta de freguesia De S. Pedro para fazer uma exposição de fotografia.
O jovem foto-jornalista, certamente enaltecido, aceitou o convite que encarou como um repto. Em lugar de postais bucólicos e turísticos o jovem Pedro, cidadão atento e interventivo, decidiu partilhar com os seus conterrâneos o que o preocupa, mostrando algumas das suas imagens que documentam a erosão do litoral costeiro e da sua praia e dando à mostra o nome de ALERTA COSTEIRO 14/15.
Leal, como só os grandes o sabem ser, o jovem fotógrafo deu uns dias antes uma entrevista a um jornal regional na qual anunciava que para além da paisagem devastada iria também expôr as figuras daqueles que acha responsáveis.
Em vésperas de dia de inauguração, Pedro dirigiu-se ao local marcado e começou a montar a selecção de imagens que, segundo o seu critério, melhor davam a ver a devastação da sua praia: paisagens, mas também figuras. Foi uma das fotos que mostrava figuras que o presidente da junta exigiu que fosse retirada. O jovem Pedro recusou fazê-lo e a exposição foi cancelada. Segundo o artista, no seu Face-Book, “O Alerta está dado”. 
(podeis acompanhar mais prolongamentos desta notícia  no blogue "outra margem").
.
Esta estória exemplar demonstra, quarenta anos depois do vintecincodAbril, como este país continua afinal igual a si próprio e ao que sempre foi: um pobre e bisonho paraíso paroquial para pequenos chefes labregos que - no seu boçal entendimento, certamente inebriado plo esplendor do mando - pensam que podem apagar figuras de uma paisagem.
Mas também demonstra que há algo - para além do talento, claro - que um artista consciente, ainda que pobre, nunca admite que lhe seja escamoteado: o orgulho (o amor-próprio, meus lindos).
.
Por isso, caro Pedro, nunca agradeças a quem te enaltece o talento e a independência (ninguém deve o que é seu por mérito). Seria falsa modéstia.

O comunicado emitido pelo presidente da Junta de S. Pedro, António Salgueiro a propósito do cancelamento da exposição fotográfica ALERTA COSTEIRO 14/15

O comunicado de sua excelência, o presidente da junta de freguesia de S. Pedro fala por si, pelo que, qualquer comentário é absolutamente excedentário, tal a gravidade da sua tomada de posição: "pediu" para retirar uma foto...ao que se seguiria um muito claro "se não retirasse essa não havia exposição"...  que foi o que acabou por acontecer.
Enfim...
Lamento ter de o escrever.
O senhor presidente não percebe o óbvio: continua a ser completamente burro todos os dias, até aos sábados...
Temos pena...
A exposição era do artista: na totalidade - no talento e nos custos.
A Liberdade é isto, senhor presidente.
“Seu” era o espaço do Mercado da Gala.
O senhor entendeu interditar o acesso ao espaço.
Problema seu, caro presidente da junta.
Neste momento, a exposição do Pedro já foi mais longe do que o senhor pensa – e sabe, porquê?
Porque o senhor, além de acagaçado, é burro todos os dias (até aos sábados)...
Na Cova e Gala, freguesia e vila de S. Pedro, 41 anos depois, continuamos entre a liberdade e a democracia formal, entre o sentimento e o falhanço, entre a governação e o autoritarismo, entre a Liberdade e a ostentação, entre a justiça e a injustiça, entre a Liberdade e a fraude, entre a Liberdade e a intimidação. 
Je suis covagalense e tenho nojo do presidente da junta de freguesia da minha Terra. 

A EXPOSIÇÃO CENSURADA PELO PRESIDENTE DA JUNTA DE FREGUESIA DE S. PEDRO


Este é o trabalho que o fotojornalista Pedro Agostinho Cruz tinha preparado para inaugurar hoje, às 10.30, no Mercado de S. Pedro, na Gala. No entanto, por não ceder ao pedido do presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro, António Salgueiro, para retirar uma fotografia da sua narrativa fotográfica ALERTA COSTEIRO 14/15, a exposição foi cancelada. 
A exposição não se vai realizar, mas o problema esse vai continuar. 
O alerta foi dado!

JE SUIS COVAGALENSE: "a exposição foi cancelada, o problema mantém-se, o alerta está dado"...

Foi há quase 89 anos que foi instituída a censura prévia à imprensa em Portugal, pela ditadura militar saída do golpe de 28 de Maio de 1926. Como é sabido, iria durar 48 anos.
Vivemos agora com liberdade de expressão e dispomos de uma diversidade de meios de acesso à informação com que nem sequer podíamos sonhar nos tempos que se seguiram ao 25 de Abril. E, no entanto...

Alerta: Fotografia "incómoda" leva ao cancelamento de exposição fotográfica sobre erosão costeira em S. Pedro 
“O fotojornalista figueirense Pedro Cruz, que fotografou os avanços do mar sobre as praias da margem sul durante os últimos dois anos, já tinha dado o alerta. Em entrevista ao programa da Foz do Mondego Rádio, "Tem a Palavra", afirmou que o presidente da Junta de Freguesia de S. Pedro, António Salgueiro, lhe tinha dito que, quando o convidara para expor no renovado Mercado da freguesia, não era "aquilo" que tinha em mente. Pedro Cruz, porém, queria mostrar, mais do que os habituais postais das zonas piscatórias, "um problema grave, que ameaça casas com gente dentro". A exposição foi programada, mas ontem, ao final do dia, acabou por ser cancelada, depois de o fotógrafo se ter recusado a retirar uma das imagens. Para além de fotografias que permitem constatar as alterações provocadas pela erosão costeira só nos últimos dois anos, depois do prolongamento do molho norte, a exposição incluía imagens de visitas de responsáveis políticos aos locais mais afectados. "A exposição foi cancelada, o problema mantém-se, o alerta está dado", sintetiza Pedro Cruz.”
Je suis covagalense. 
Um alerta final.
A pressa e a leveza com que quase tudo é abordado nos dias que passam, acaba por influenciar muitíssimo a opinião pública, aquela que está para além das elites, sempre minoritárias, que são capazes de filtrar o que lêem, o que vêem e o que ouvem. É assim que estamos.  
"A exposição foi cancelada, o problema mantém-se, o alerta está dado".
É útil não esquecer.

Eu é que sou o presidente da junta...

“Chego a concordar que a Censura é uma instituição defeituosa, injusta, por vezes, sujeita ao livre arbítrio dos censores, às variantes do seu temperamento, às consequências do seu mau humor (...). Eu próprio já fui em tempos vítima da Censura e confesso-lhe que me magoei, que me irritei, que cheguei a ter pensamentos revolucionários”
António de Oliveira Salazar em entrevista a António Ferro (1933)

A foto que o presidente da junta
não autorizava na exposição é esta.

O que é que, na realidade, acagaçou o
o presidente António Salgueiro? 
Quase 41 anos depois daquela manhã de Abril, em que os militares decidiram devolver a Liberdade aos portugueses, falar em Censura é algo que soa a passado e cuja memória colectiva se vai lentamente esboroando no percurso do tempo. É pelo menos essa a sensação com que se fica, ao falar com pessoas que durante o Estado Novo foram vítimas da Censura.
Quase 41 anos depois daquela manhã de Abril, um covagalense foi vítima de censura por um presidente de junta.
Gostava de ver alguns dos indignados com a falta da liberdade de expressão, apavorados com o regresso da Censura e defensores da Liberdade comentarem a decisão do presidente da junta de S. Pedro. 
Confesso que fiquei surpreendido, pois o que estava em causa não envolvia sequer matéria política.

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Fernando Alvim

"Pedro Agostinho Cruz, o fotógrafo inconveniente" *

A verdadeira fotografia é aquela que nos ajuda a compreender e a interpretar a realidade.
A fotografia pode ser mais directa do que a escrita, pois pode transmitir “a pura verdade”, a tal verdade por vezes inquietante e incómoda, que um artista inquieto acabará por descobrir e transmitir e que pode ser compreendida por todos - mesmo pelos analfabetos.
Isto tornou-se ainda mais verdadeiro com a “democratização” do próprio acto de fotografar.
Há muitas formas de pensar a fotografia, mas é preciso fazê-lo criticamente. Se não o fizermos há o perigo de a reduzir ao seu lado estético.

As fotos que o fotojornalista Pedro Agostinho Cruz vai mostrar na exposição que vai ficar patente ao público no Mercado da Gala, a partir de amanhã, têm essa vertente, mas têm, ao mesmo tempo, algo que nos inquieta e que nos agride, pois mostra a violência de uma força da natureza brutal e poderosa – o mar em todo o seu esplendor e crueldade.
É claro que também há beleza nas paisagens fotografadas, mas é uma beleza estranha - é uma beleza que nos causa desconforto.  

* Título roubado à entrevista que a jornalista Andreia Gouveia fez ao Pedro Agostinho Cruz, hoje publicada no Diário de Coimbra.