quarta-feira, 9 de maio de 2012

Muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiito vagarosamente...



Via 5 dias

1º. de Maio em Aveiro

Foto de M. Henrique, sacada daqui

Portugal, país de biscateiros...

Com que então, "os portugueses estão habituadosa esperar que alguém, de preferênciao Estado, lhes arranje emprego"?..
Histórias da carochinha para graúdos!.. 
"Consultando as estatísticas, constata-se que temos já uma brutalidade de gente a trabalhar por conta própria ou em empresas familiares – nada menos que 42% de activos empregados em empresas com 9 ou menos trabalhadores. Por comparação, apenas 19% dos trabalhadores alemães e 11% dos americanos laboram em empresas dessa dimensão. Aparentemente, atitude empreendedora é coisa que não falta por cá.
Nada há de estranho, note-se, neste fenómeno, dado que, ao contrário do que se diz, os níveis mais elevados de iniciativa empresarial são registados nos países mais atrasados. O auto-emprego abrange 67% dos activos no Gana e 75% no Bangladesh, mas apenas 7% na Noruega, 8% nos EUA e 9% na França. Mesmo excluindo os camponeses, a probabilidade de alguém ser empresário é duas vezes maior nos países atrasados do que nos desenvolvidos."

Deus nos ajude, já que o Vaticano...





"Temos uma direita de bimbos"...

6ª. edição da meia-maratona da Figueira da Foz

Depois de um interregno de dois anos, a «Meia Maratona da Figueira da Foz» está de regresso numa organização do «Atletas.net» e da autarquia figueirense.
A sexta edição acontece a 10 de junho próximo com partidas e chegadas junto da Torre do Relógio. Para além da meia maratona (percorrida na distância exata de 21.097,5 metros – duas voltas à marginal), está ainda prevista a realização de uma mini-maratona/caminhada, na extensão de cerca de cinco quilómetros.
As inscrições para a «6ª Meia Maratona da Figueira da Foz» podem ser feitas no portal Atletas.net a um custo de cinco euros até ao final do mês de Maio.

Via O Figueirense

Captação de atletas para as camadas jovens do Grupo Desportivo Cova-Gala



Se nasceste nos anos 2009, 2008, 2007, 2006, 2005, 2004, 2003, 2002, 2001, 2000, 1999, 1998, 1996, 1995 e 1994 e gostas de jogar futebol, junta-te ao Grupo Desportivo Cova Gala... 
Equipas: petizes, traquinas, benjamins, infantis, iniciados e juniores.
Aparece no Campo do Cabedelo!..

terça-feira, 8 de maio de 2012

O assunto é sério. Por isso não vale rir...

"PSD quer discutir crescimento com Bruxelas e consensos com o PS"!.. 

 Via jornal Público

Ouvido na pastelaria...

- Ah rica miga... Ouvi dizer que o nosso Parque de Merendas, é para nós, a Nossa Senhora de Fátima!.. É a Nossa Senhora de Fátima de S. Pedro!.. 
- Ai chopa, nem me digas nada....Eu também já ouvi dizer isso, rica miga…Ai chopa, ai rica miga,  até ouvi dizer mais... Que o Papa pode cá vir um dia destes!..


P.S.

- Pra quem não ouviu ainda a oportuna e esclarecedora entrevista dada pelo senhor presidente da freguesia da vila de São Pedro, fica o linquezinho ...
Com uma recomendação especial: estejam atentos ao minuto 38

Alguém está admirado?... Eu não...

imagem sacada daqui
Económico:


Pingo Doce começou a cobrar custo da promoção de 50% a fornecedores.




Morraceira - pedaço de terra que, apesar de tudo, ainda sobressai no meio do estuário de um rio...

Morraceira vista da Ponte Edgar Cardoso. Foto sacada daqui.
Na Morraceira, laboraram dois estaleiros navais  (Carreira Naval Figueirense e  Estaleios Navais do Mondego) – e estão encerrados. Ficaram centenas de trabalhadores no desemprego.
Na Morraceira, laboraram três secas do bacalhau (Sociedade de Pesca Oceano, Atlântica Companhia Portuguesa de Pesca e Luzitânia Companhia de Pesca) – e estão todas inactivas. Ficaram centenas de trabalhadores no desemprego.
Na Morraceira, laborou uma Fábrica de Vidros há muito encerrada. Ficaram centenas de trabalhadores no desemprego. Na Morraceira, existia um restaurante famoso (O Covil do Caçador) e a tasca do Bispo onde se comiam umas saborosas sandes de chouriço e se bebia um copo de três ou  uma mini por uns parcos escudos. Fecharam há alguns anos.
Na Morraceira, existia uma fábrica de malhas (SCOTTWOOL (PORTUGAL) - MALHAS E CONFECÇÕES, SA) – que encerrou. Ficaram centenas de trabalhadores no desemprego.
Na Morraceira, apesar de tudo, ainda laboram todos os dias dezenas de pessoas. Em funcionamento, existe ainda uma creche e jardim de infância, algumas pequenas unidades industriais, um restaurante, uma venda de marisco para a pesca lúdica, piscicultura e extracção de sal.
Contudo,  a Morraceira é, nos dias que correm,  uma sombra do passado.
A Morraceira, recorde-se, teve o aeródromo concelhio e até um campo de futebol!..
Morraceira, um pedaço de terra que sobressai no estuário do Mondego, apesar de continuar  entregue praticamente ao abandono, a aguardar pelo desejado plano geral de requalificação... 

A Serra da Boa Viagem vista da praia do Hospital


Será que nesta foto de Pedro Daniel Santos não está patente a erosão das dunas situadas entre a praia do Hospital e o Cabedelo?

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Pergunta de algibeira


Aqui onde me encontro, a mais ou menos 50 km de Lisboa, a falta de electricidade  acontece, na maioria das vezes, em dias como o de hoje: de bastante chuva chuva e algum vento…
A propósito…
Alguém sabe  porque é que quase toda a gente chama falta de luz à falta de electricidade?..
Confesso que nunca vi  ninguém  chamar  falta de fogão à falta de gás, ou falta de torneira  à falta de água!..

Lideranças localizadas…

Deles, podemos dizer que são dois vencedores do poder localizado...
Cresceram como líderes, em  freguesias e Terras menorizadas durante gerações pelo centralismo e arrogância figueirenses. Fizeram da exploração dessa fraqueza a alavanca dos seus sucessos eleitorais.
Ambos se especializaram numa retórica primária, usando as identidades locais com aparente entusiasmo, muita demagogia  e alguma subtileza.
José Elísio, percebeu que a dimensão política da sua freguesia e a sua identidade histórica própria poderia ser um dos pilares das suas reinvindicações. Carlos Simão entendeu que a manipulação da rivalidade local seria a lógica ideal para aplicar na relação com o eleitorado.
O povo elege-os e não quer saber do que fizeram ou fazem para continuarem a ganhar.
Outra característica, esta em  comum e, porventura,  a mais interessante, para a reflexão em torno do que eles consubstanciam e representam no fenónemo político que se instalou em Portugal, após Abril de 1974, está no facto de ninguém lhes conhecer nas respectivas  “ilhas” de influência, sucedâneos à altura dos feitos passados, ou tão-só do carisma do presente.
À volta do autarca de Lavos, gravitam figuras cinzentas, perfeitamente adaptadas à imagem de marca de José Elísio – “Ou vai, ou racha”!... Em redor de Carlos Simão, pululam figuras folclóricas para compor o ramalhete, sem voz nem vontade próprias, o que é o ideal para a estratégica pessoal do chefe.
Não sei, de todo, se esta incapacidade de criar legados de liderança, é a matriz do traço cultural de Lavos e da Cova-Gala, ou uma consequência da mudança de paradigma ocorrida em Portugal desde 1974….
Sei, isso sim, que é urgente que chegue ao poder uma nova  geração de lideres...
E não só em Lavos e na Cova-Gala….
Isto, a meu ver, é urgente em todo o País…

O europeu está quase à porta...


Vestir uma fatiota de apoio à nossa selecção, não é o mesmo que fazer desporto. 
Mas, pode revelar-se uma imagem bastante  apelativa e sugestiva...

Em defesa da Linha do Oeste

Mais de 160 pessoas viajam hoje de comboio entre S. Martinho do Porto (Alcobaça) e a Figueira da Foz, em protesto contra a intenção do Governo de encerrar o serviço de passageiros no troço norte da Linha do Oeste.  
A partida está agendada para as 08H45, em S. Martinho do Porto, no concelho de Alcobaça, onde, segundo os organizadores, “vão concentrar-se pessoas de Caldas da Rainha, Turquel, Alcobaça, Alfeizerão e Valado dos Frades”.
Os manifestantes participarão num almoço, na Figueira da Foz, durante o qual serão feitas intervenções em defesa da linha, cujo serviço de passageiros o Governo admitiu querer encerrar, ainda que o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, não tenha avançado prazos para uma decisão final ao falar sobre o tema em abril.

Via AS  BEIRAS

Promoções...


Vários economistas já questionam a nossa adesão ao euro, apesar da euforia colectiva da altura. Portugal produz para ter uma moeda ao nível do marco alemão?
Os governos – foram dois – que aceitaram entrar no euro, prestaram um péssimo serviço a Portugal. Puseram nas mãos dos portugueses uma moeda forte, com os juros que a Alemanha pagava.
Mas tirando o PCP e o João Ferreira do Amaral, toda a gente dizia que o euro era uma maravilha… Andava tudo alucinado?
Eu não andava.
Mas então porque andavam todos os outros eufóricos?
Se lhes oferecem dinheiro, as pessoas querem dinheiro.
Uma espécie de 50% do Pingo Doce?
Vê no curto prazo a hipótese do fim do euro?
Vejo como possível o fim do euro. Há uma certeza: este euro que existe está assente em muito más bases.
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Entrevista completa aqui.

Au revoir, Sarkozy!


sábado, 5 de maio de 2012

E pronto: já que não se pode ter tudo, bom fim de semana

"Portugal está melhor, mas os portugueses estão pior".
Um ano depois de Portugal ter assinado um acordo de ajuda externa com a "troika", fiquem com as palavras do antigo ministro da Segurança Social, fervoroso católico e adepto do Benfica, Sua Excelência o Senhor Engenheiro António Bagão Félix. O Portugal da arraia miúda só é lembrado pelos grandes quando chega hora dos grandes sacrifícios. Aconteceu durante as diversas guerras, desde a fundação da Pátria até à guerra do Ultramar, e aconteceu na actual crise económica... Atente-se...
"As medidas ao nível do rendimento disponível, dos salários, das pensões e ao nível dos contribuintes, dos impostos, foram tomadas rapidamente".
Já medidas como a renegociação das Parcerias Público-Privadas, (PPP) a questão das rendas excessivas no sector eléctrico ou a possibilidade de algum aumento da carga fiscal sobre rendimentos mais elevados ou bens de luxo, é para serem tomadas devagar, devagarinho...
Até o Bagão Félix percebe "que o reformado não tem advogados, o funcionário não tem advogados e as PPP têm bons advogados…"

Até às crianças, Senhor?..

Certa gente,  perdeu  a noção de todos os valores e tripudiou sobre as mais elementares regras de convivência. Lenta mas inexorável uma endemia de dissolução continua a alastrar, de tal forma, na sociedade portuguesa, que põe em causa a própria razão do ser... 
"Braço-direito de Óscar Silva morreu e tinha deixado cheque de 45 mil euros para a filha, de nove anos. Economista recusou entregar verba, que passou por "offshore" O economista que liderou o BPN-Créditus foi condenado a pagar 58 mil euros à filha do seu antigo braço-direito. Em tribunal foi dado como provado que desviou dinheiro destinado à criança, então com nove anos."
Citando Augusto Gil:
Quem já é pecador 
sofra tormentos, enfim! 
Mas as crianças, Senhor, 
porque lhes dais tanta dor?!... 
Porque padecem assim?!...


Karl Heinrich Marx

Dele, disse o seu inseparável amigo Engels no seu funeral:

"A luta era o seu elemento. E ele lutou com uma tenacidade e um sucesso com quem poucos puderam rivalizar. (…) Como consequência, Marx foi o homem mais odiado e mais caluniado do seu tempo. Governos, tanto absolutistas como republicanos, deportaram-no dos seus territórios. Burgueses, quer conservadores ou ultrademocráticos, porfiavam entre si ao lançar difamações contra ele. Tudo isso ele punha de lado, como se fossem teias de aranha, não tomando conhecimento, só respondendo quando necessidade extrema o compelia a tal. E morreu amado, reverenciado e chorado por milhões de colegas trabalhadores revolucionários - das minas da Sibéria até à Califórnia, de todas as partes da Europa e da América - e atrevo-me a dizer que, embora, muito embora, possa ter tido muitos adversários, não teve nenhum inimigo pessoal."

Momento filosófico!..



Ontem, em Portugal, o país que mais cortou nos salários do Estado em 2011 e onde a redução da massa salarial superou a meta inicial negociada com a troika, o primeiro ministro em exercício há quase um ano considerou que o "modelo de crescimento assente em baixos salários é modelo de empobrecimento"!.. 
Hoje, em Portugal, que  volta a ser o que mais corta em 2012, isto só pode ser encarado como um momento filosófico...

Eu acredito neste cavalheiro...

Eu até acredito mais: de certeza que Soares dos Santos nem sabia  que o Pingo Doce se chamava Pingo Doce... 
Mais ainda: neste momento o dono do Pingo Doce deve estar surpreendidíssimo  com o facto de o Pingo Doce se chamar Pingo Doce!.. 

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Só para desanuviar, que o tempo hoje não vai dar para mais e já estou farto de blogar sobre o pingo doce...

foto Pedro Agostinho Cruz, sacada daqui



É Primavera, mas continua e chover… 
Coelho, faz o que não prometeu 
e anda a culpar disso
quem o antecedeu. 
Nisso, 
é preciso ter galo,
esta Primavera não se distingue de Verões, 
Outonos e Invernos passados:
os portugueses gostam de levá-lo
e de serem governados  por aldrabões!.. 
Estão no seu pleno direito,
ao meterem-se a jeito... 
Vamos é a ver
quem vai conseguir sobreviver?..





quinta-feira, 3 de maio de 2012

É apenas por um pormenor, mas fica esta chamada atenção ao departamento de markting do Pingo Doce

O seu mérito não está em causa... O departamento de markting do pingo doce está e continua de parabéns...
Mas, como tudo pode melhorar sempre mais um pouco, fica uma pequena sugestão para quando se realizar a próxima operação: "um desconto de 75% para os agentes da PSP"!.. 
E não seria nenhum favor, pois "as forças policiais não existem para enfrentar ou acudir a situações que resultam manifestamente da insensatez e imprevidência de iniciativas comerciais de empresas".

Graçola de oportunidade?..

Pingo Doce ressalva "preocupação social" na campanha de descontos!.. 
 O director-geral, afirmou ontem na televisão que a campanha de descontos protagonizada pela cadeia de supermercados no 1º de maio foi fruto de "uma grande preocupação social" e de uma "leitura muito atenta do mercado". Em entrevista ao Jornal das 8 na TVI, Luís Araújo recusou, no entanto, revelar os resultados da campanha…. Na mesma oportunidade, garantiu também que a lei da concorrência foi cumprida e que não perderam dinheiro!..
Ora bem: quanto ganharia então a cadeia de supermercados se não fiezesse 50% de descontos?...
Não esqueçam, que "o Pingo Doce optou por realizar a campanha promocional no dia 1 de Maio, porque é no primeiro dia de cada mês que mais famílias fazem as suas compras"!.. 
Exemplar, meus caros: aqui está um enormíssimo   "exemplo de como uma empresa pode canalizar valor para a sociedade"!..
Zombies: não se esqueçam é que os impostos são pagos na Holanda….

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Mau tempo para a Figueira...







Chuva e vento forte colocam concelho em «alerta amarelo».
Mais pormenores aqui.


Morreu uma personalidade marcante da cinematografia nacional e da sua renovação a partir dos anos 70

Fernando Lopes (1935-2012) 
Nascido a 28 de dezembro de 1935, Fernando Lopes viria a afirmar-se como dos um dos cineastas mais importantes do Novo Cinema Português.
Entrou para a RTP em 1957 onde começou por ganhar experiência como assistente de montagem.
Em 1959, obteve a bolsa que lhe permitiu tirar o curso de Realização de Cinema na London Film School. Poucos anos depois, em 1964, realizaria uma das obras que o tornariam num nome incontornável do cinema português: "Belarmino", o documentário sobre a vida de um pugilista.
No ano seguinte faria um estágio de três meses em Hollywood, depois do qual levou a cabo o filme "Abelha na Chuva", outra das obras mais significativas da sua filmografia. Foi co-fundador e diretor da RTP2, na década de 1980, e professor do Curso de Cinema da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa.
Entre os seus filmes, destacam-se ainda "O Delfim" e "Crónica dos Bons Malandros". "Em Câmara Lenta", o seu mais recente filme, a personagem principal é um homem que na fase final da sua vida procura um sentido para o percurso que trilhou.
Fernando Lopes foi casado com a atual diretora Cinemateca Nacional, Maria João Seixas.

Por um prato de lentilhas, mas com 50% de desconto


Os donos do Pingo Doce quiseram esfregar-nos na cara o nosso egoísmo, a nossa venalidade, a tremenda distância que nos separa dos outros, desde que de permeio esteja o nosso umbigo.
Quiseram fazer-nos provar a gordura cobarde que temos em vez de músculo; explicar-nos, muito devagar, como se fossemos imbecis, que nada nos custa pisar as vidas dos vizinhos desde que seja para alcançar couratos a metade do preço.
E conseguiram.
Anunciaram primeiro que iam obrigar os seus trabalhadores a laborar no feriado do 1º de Maio.
Quando alguma polémica eclodiu, sujeitaram a referendo nacional a solidariedade da manada tuga: “E se vos déssemos um desconto jeitoso, ainda ficariam do lado dos oprimidos, ou correriam por cima deles para agarrar vinho em saldos?” 
O resultado viu-se ontem pelas nossas ruas: milhares a encher bagageiras com os despojos dos direitos dos outros. Nas declarações de rapina, o gáudio cheirava-se à légua: “Podemos registar o entusiasmo e a euforia dos nossos clientes, que precisam de campanhas como esta.” 
Como precisamos, foi só assobiar para nos pormos de cócoras, orifícios lubrificados pela nossa própria cupidez.
Pouco depois, quase todas as grandes superfícies comerciais decretavam, à força de intimidação, a morte do Primeiro de Maio. Mais um capítulo na história da infâmia em que vamos dando razão ao ditador que nos baptizou como “uma nação de cobardes” – acrescentámos ontem a palavra que faltava: “Glutões.” 

Sacado daqui

"Neste dia", alguém que acalme Deus e Proença se não eles ainda fazem algum disparate....

"Neste dia, a UGT exige que o Governo cumpra a palavra dada e o acordo assinado. A UGT exige mais eficácia e rapidez de todo o Governo na implementação do acordo. 
Neste dia, mais uma vez, a UGT afirma a sua firme determinação em exigir o cumprimento do acordo de concertação, sob pena de o mesmo ser denunciado pela UGT, por incumprimento do Governo", afirmou João de Deus.
Neste dia,  secretário-geral da UGT, João Proença, disse, por sua vez: "Exigimos respeito por este acordo tripartido, o seu cumprimento integral".
Neste dia, João Proença disse ainda aos jornalistas que "a UGT respeita aquilo que assinou, mas tem do direito de crítica, o direito de opinião"...

terça-feira, 1 de maio de 2012

O departamento de markting do pingo doce está de parabéns...


1º. de Maio de 1974

Nesta foto desse 1º. de Maio de 1974, na Figueira,
sacada daqui , vemos Cristina Torres,
mulher que sofreu  agruras no tempo da ditadura

Aquele já longínquo 1º de Maio de 1974 na Figueira, celebrei-o, pela primeira vez, em Liberdade.
Tinha 20 anos de idade.
Na verdura e  ingenuidade dos meus 20 anos, acreditei na democracia e nos portugueses.
Fui mais um...
O primeiro 1.º de Maio de 1974, levou milhões de portugueses às ruas. Celebravam a Liberdade e a possibilidade de uma mudança económica e social que, afinal, nunca se veio a concretizar...
Esses milhões de portugueses foram os verdadeiros protagonistas do primeiro 1.º de Maio depois do 25 de Abril!
Como estava enganado: os portugueses estão sempre a deixar-se levar por oportunistas que, recorrendo à mentira sistemática, tomaram o poder para destruir as conquistas de Abril.
Espero que os portugueses, hoje,   ainda consigam gritar na rua, sem qualquer problema, que este governo já não tem qualquer legitimidade para governar, porque enganou a maioria dos que nele votaram.
Já chegámos aqui, de novo:
Ao rico tudo é permitido. 
Não há direitos para o pobre. 
O Estado esmaga o oprimido. 
O crime do rico, a lei o cobre!..