
Será que temos algum génio económico entre nós e não sabemos?..

Não, Manuel Alegre não desapareceu, não caiu em nenhum charco enquanto pescava, não deu nenhum tiro no pé enquanto caçava, simplesmente tem estado remetido ao silêncio!..
Eça de Queirós morreu há cento e dez anos. Uma pessoa devia voltar-se para trás, para a estante, retirar um Eça e ler. Se não tiver um à mão — é uma vergonha.Antes de jogar com a Académica, “o Benfica ainda não tinha feito um único jogo na liga zon/sagres e já estava à frente do Sporting.”
Depois, algo mudou ligeiramente!..
Mais valia não ter jogado...
O meu velho amigo Rogério, do Marcha do Vapor, tomou a iniciativa de eleger este blogue para receber o selo do Prémio Blog de Ouro -2010, o que agradeço.
Pediu desculpa por concordar com a política do PS e apresentou um projecto de revisão constitucional que ninguém ainda percebeu!..Vai começar o Futebol que muitos políticos deste país agradecem como aparição...
Ora, cá está o argumento que faltava para não colocar os "presuntos" num estádio da Liga Zon Sagres!..
Estragaram com o resto!..

Josefa, 21 anos, a viver com a mãe. Estudante de Engenharia Biomédica, trabalhadora de supermercado em part-time e bombeira voluntária. Acumulava trabalhos e não cargos - e essa pode ser uma primeira explicação para a não conhecermos. Afinal, um jovem daqueles que frequentamos nas revistas de consultório, arranja forma de chamar os holofotes. Se é futebolista, pinta o cabelo de cores impossíveis; se é cantora, mostra o futebolista com quem namora; e se quer ser mesmo importante, é mandatário de juventude. Não entra é na cabeça de uma jovem dispersar-se em ninharias acumuladas: um curso no Porto, caixeirinha em Santa Maria da Feira e bombeira de Verão. Daí não a conhecermos, à Josefa. Chegava-lhe, talvez, que um colega mais experiente dissesse dela: "Ela era das poucas pessoas com que um gajo sabia que podia contar nas piores alturas." Enfim, 15 minutos de fama só se ocorresse um azar... Aconteceu: anteontem, Josefa morreu em Monte Mêda, Gondomar, cercada das chamas dos outros que foi apagar de graça. A morte de uma jovem é sempre uma coisa tão enorme para os seus que, evidentemente, nem trato aqui. Interessa-me, na Josefa, relevar o que ela nos disse: que há miúdos de 21 anos que são estudantes e trabalhadores e bombeiros, sem nós sabermos. Como é possível, nos dias comuns e não de tragédia, não ouvirmos falar das Josefas que são o sal da nossa terra?