
... “à excepção de meia dúzia de familiares e amigos, activistas LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transgéneros) e uma batalhão de jornalistas, o casamento de Teresa Pires e Helena Paixão parece não ter provocado curiosidade em mais ninguém.”

Há muito que perdi a esperança da atribuição de um Nobel da literatura a um comentador de blogue anónimo.
Quase todos os dias, a pé, de bicicleta ou de carro, passo por aqui. E, quase todos os dias, penso no mesmo: como é possível um parque desportivo situado numa área nobre de uma freguesia (dizem que, também, vila...) que mais faz lembrar um cenário terceiro mundista!...

De “Vou dar de beber à dor” (Casa da Mariquinhas) à “La maison sur le port”.
*Com o devido agradecimento ao Samuel.
Rui Beja da Silva, a meu ver fazendo justiça, considera “o Álbum Figueirense o melhor blogue da Figueira da Foz”.“Há muito que o Ministério da Educação (?) trabalha mais para a estatística que para o futuro dos jovens e, claro, o futuro do país. Por entre algumas medidas positivas, aquela que foi a paixão de António Guterres foi desbaratada pelos seus camaradas de partido em nome dos números que surgem nos relatórios internacionais. Mas só mesmo os estrangeiros poderão ficar impressionados. Por cá, já percebemos que é tudo uma mentira.”
Via Aventar
Para quem gosta de bola e está muito interessado nos jogos do campeonato do Mundo, aqui fica o calendário!...
“Teixeira dos Santos assume retroactividade do aumento de impostos”.
Como escreve Pedro Correia, no Delito de Opinião, “Cavaco Silva, o "supremo garante" da lei fundamental, a tudo assiste sem soltar uma exclamação. A "cooperação estratégica" traduz-se nisto: faça o Governo o que fizer, contará sempre com o silêncio reverente e cúmplice do Presidente da República.”
Quase que apetece concordar com o Vítor Dias, no Tempo das Cerejas: “é uma ironia e amarga e desproporcionada mas quase apetece dizer que era jurídica e constitucionalmente mais escorreito, decretar, pelas vias legais, o estado de sítio ou de emergência.”
"Vivemos num país cujo Estado está nas mãos de Ministros que acham que a Constituição vale muito pouco, para não dizer nada!" "Isto está a ficar perigoso"...
Mas, nem tudo é polémico....
Hoje, há motivação especial para visitar a freguesia de Buarcos.
Entretanto, tenham atenção: "no Coliseu Figueirense arranca logo mais em tom festivo a 24ª edição da (verdadeira) Festa da Sardinha".
Aos 84 anos, e vítima de doença prolongada, faleceu António Alva Rosa Coutinho.... e a prenda do governo foi...
Um delas poderá ser "a Escola do 1º CEB de Lares, que ainda há poucos anos sofreu profundas obras de beneficiação"!..
Ontem, fui ao CAE assistir ao filme/documentário do figueirense Jorge Pelicano PARE, ESCUTE, OLHE.
Em boa hora o fiz. O filme fala de Trás-os-Montes, região esquecida e despovoada, tal como quase todo o resto do País, vítima de promessas políticas por cumprir.
Mais do que uma ameaça à centenária linha ferroviária do Tua, o anúncio da construção de uma barragem é um atentado à identidade do povo transmontano.
O filme, na minha opinião, excelente, além de muitas outras coisas, é um retrato fiel da classe política que tem estado à frente dos destinos deste desgraçado Portugal, nos últimos 36 anos.
Basta ler a SINOPSE: “Dezembro de 91. Uma decisão política encerra metade da centenária linha ferroviária do Tua, entre Bragança e Mirandela.
Quinze anos depois, o apito do comboio apenas ecoa na memória dos transmontanos.
A sentença amputou o rumo de desenvolvimento e acentuou as assimetrias entre o litoral e o interior de Portugal, tornando‐o no país mais centralista da Europa Ocidental.
Os velhos resistem nas aldeias quase desertificadas, sem crianças. A falta de emprego e vida na terra leva os jovens que restam a procurar oportunidades noutras fronteiras.”
Este é o Portugal que temos em 2010 – e não só em Trás-os-Montes.
PARE, ESCUTE, OLHE, uma autêntica viagem pelo Portugal profundo e esquecido, conduzida pela maestria de Jorge Pelicano, impressiona e não nos deixa indiferentes. Então, aquele silêncio próprio do isolamento a que o povo ficou condenado, esmaga.
Aqueles sorrisos do Mexia e do Sócrates, as frases feitas de Mário Soares e Cavaco, são aviltantes para um povo gasto, velho, cansado sem futuro, que ficou condenado e esquecido por aqueles a quem deram o voto para o defender.
Jorge Pelicano, que eu não conheço, é um figueirense que honra a Figueira. Nos seus, penso, que 32 anos, revela-se um humanista, ainda por cima competente e talentoso, que consegue passar-nos estas histórias humanas com um excelente ritmo cinematográfico.
Como me disse um dia o talentoso jornalista Adelino Tavares da Silva, “é a contar estórias que a gente se entende”, por isso, apesar do conteúdo do filme do Jorge Pelicano, que, penso, não deixa ninguém indiferente, saí ontem do CAE, após a projecção do PARE, ESCUTE, OLHE, feliz, por ter tido a oportunidade de assistir a uma história, que fala de nós portugueses, mas que também fala de outros pontos do universo, ainda por cima magistralmente contada.
Obrigado Jorge Pelicano.

“Recortes da Aldeia”, a primeira exposição fotográfica do meu jovem amigo, companheiro de blogue e fotógrafo Pedro Cruz , que esteve patente ao público no Núcleo Museológico do Mar em Buarcos, desde 28 de Janeiro passado, encerrou ontem.

... vai ser exibido, hoje, mais uma vez, no Centro de Artes e Espectáculos da Figueira da Foz.
Face à afluência de público, que esgotou a lotação na primeira apresentação, o CAE voltou a programar a exibição de “Pare, Escute, Olhe”, filme realizado pelo figueirense Jorge Pelicano.
Para abrilhantar as comemorações d0 8º. aniversário, o CAE integrou também o concerto de Frankie Chavez, um dos autores da banda sonora original do documentário..