O mundo que temos é este em que vivemos. Portanto: «não importa para onde tentamos fugir, as injustiças existem em todo o lado, o melhor é encarar essa realidade de frente e tentar mudar alguma coisa.» Por pouco que seja, sempre há-de contribuir para aliviar...
"... para a posteridade um grande momento de televisão da autoria de Daniel Oliveira. O efeito de dramatização foi conseguido numa mistura perfeita de ethos e logos onde o Daniel falou em nome das vítimas dos crimes do criminoso. Falou como um verdadeiro jornalista, daí o poder da sua intervenção. E que faz um verdadeiro jornalista? Usa a sua credibilidade para transmitir os factos e só os factos – sendo que também pertence ao domínio factual repudiar o que é ameaçador e abjecto e emocionar-se na defesa do que mais importa, assim tendo criado um pathos de natureza e alcance cívico. Pode-se carimbar como corajosa a sua intervenção, pois sim, mas para mim foi outra coisa congénere: foi bela. Todavia, atribuo ao Luís Pedro Nunes o maior mérito no trio. É que o Pedro Marques Lopes esteve igual a si próprio, exemplar na muralha da cidade a combater em nome da decência e da liberdade. Não veio dele surpresa alguma. Veio foi do bronco, o qual provou que só é bronco quando quer. O Nunes apresentou um raciocínio que foi ao cerne da questão com precisão cirúrgica: o Machado é alguém completamente desqualificado para representar num espaço mediático generalista e sem enquadramento biográfico rigoroso qualquer ideia, donde tinha sido convidado exclusivamente pelo seu currículo criminoso. Tudo o resto que se dissesse sobre a questão, especialmente as manobras para confundir e perverter a discussão ao agitar a liberdade de expressão e ao atacar quem se tinha indignado, não passava da cumplicidade com a intenção de promover a figura ou o ganho de a ter utilizado comercialmente. Impressiona nele a complexidade da análise por não ter comprometido a sua eficácia; pelo contrário, enriqueceu-a." Via Aspirina B
Nota de rodapé. Este executivo camarário já só engana quem quer ser enganado: é mais do mesmo -o poder económico e o lobby imobiliário continuam a ser mais importantes do que as legítimas aspirações dos cidadãos. Para este executivo, o Plano de Urbanização, continua a ser o que sempre foi: uma
espécie de banco privativo, ao qual recorre para financiar actividades
de gestão corrente, hipotecando o futuro e a qualidade de vida dos
figueirenses. E onde ficam as pessoas senhor presidente e restantes vereadores do executivo figueirense?..
A Sociedade Filarmónica Quiaense assinalou ontem o 150.º aniversário com uma sessão solene. Todavia, o programa comemorativo prolonga-se até maio. A “prenda” de anos foi revelada pelo presidente da direção, Augusto Marques, ao DIÁRIO AS BEIRAS. A Casa do Povo de Quiaios, na qual a banda está integrada, fez, na passada sexta-feira, a escritura de dois imóveis contíguos às instalações, onde será enfim construída a sala de ensaios da filarmónica. Aquele é um velho desiderato da filarmónica, que ensaia num espaço exíguo e afastado da “casa-mãe”. Segundo Augusto Marques, os dois prédios adquiridos “visam, exactamente, dar resposta a esse velho anseio da Sociedade Filarmónica Quiaense”.
Teotónio Cavaco, deputado municipal do PSD, hoje no DIÁRIO AS BEIRAS. "Tive a oportunidade de festejar a passagem do velho para o novo ano nas margens do rio Elba... Em Dresden não deixei de pensar na Figueira da Foz, e de como lhe restaurar a esperança do futuro, sendo que, para isso, é necessário uma reunificação: de vontades, de desígnio, de forças orientadas de forma comum. Mas para isso é necessário substituir gabinetes (por ex. o da propaganda pelo da estratégia), eliminar vícios (por ex. os da inércia e dos compadrios), estimular a intervenção cívica (por ex. através da desburocratização), e combater qualquer forma de corrupção. Será em 2019?"
PSD quer respostas sobre apoios a associações afetadas. Fátima Ramos, acompanhada dos também deputados Maurício Marques e Ana Oliveira, visitou diversas associações e clubes da Figueira da Foz, nas freguesias de Vila Verde, Tavarede, Buarcos e São Julião e São Pedro, que, no total, sofreram prejuízos que ascendem a mais de meio milhão de euros.
Depois da idade mais longa, a idade da ilusão, altura da vida em que a ideia de felicidade, para alguns chega a ser obsessiva, chega-se à idade mais lixada, por ser a última. Todavia, isto está a mudar. O que é que se pode esperar de uma sociedade cujas manifestações de revolta, irreverência e desafio aos poderzinhos são protagonizadas maioritariamente pela terceira idade? Pouco. Contudo, a verdade é que os idosos de hoje já não são como antigamente. Alguns mais parecem uns autênticos alucinados. Andam por aí como se não houvesse amanhã. E para muitos provavelmente não haverá. Podemos vê-los por todo o lado. Inclusivamente, em posters publicitários a promover descaradamente uma vida sexual capaz de fazer inveja a qualquer jovem com cio. Antes, no tempo da decência, se os víamos acompanhados por miúdas de 20 anos era porque tinham ido esperar a neta à Faculdade. Antes, quando apareciam na televisão era porque tinham chegado aos 100 anos e a família queria aparecer no telejornal. Agora, pia fino: até se candidatam a presidentes de tudo e mais alguma coisa, inclusivamente a presidentes da República.
Sobrevivi. Mas, quanto de mim ficou pelo caminho? Quando achamos que temos idade para saber todas as respostas,
quantas vezes a vida nos muda todas as perguntas? E neste dia tão especial fica apenas um desejo: que continue a ter força e coragem para lutar pelos sonhos. Todos. Todos eles... Hoje, sei bem o que não quero. Que venham os próximos 65, pois ainda existem muitas histórias por contar. Mas a vida é tão frágil, tão repentina, tão traiçoeira... O importante, pois não tenho intermináveis amanhãs para o fazer, é viver a vida como sempre quis. Espero que o que me rodeia mude. Por exemplo, tal como escreve hoje o João Vazna sua habitual crónica dos sábados no DIÁRIO AS BEIRAS. "Como afirmou António Guterres, secretário-geral das Nações Unidas, temos 12 anos para reduzir as emissões de CO2 e impedir que a catástrofe climática se torne a realidade dos nossos netos. Os políticos e decisores
têm responsabilidades
acrescidas. Devem dar o
exemplo, mudar hábitos,
fazer escolhas difíceis. Mas
não é isso que está a acontecer. A evidência está ali
estacionada em frente à
Câmara da Figueira da Foz:
o novo carro a gasóleo do
presidente, um Volkswagen - uma empresa que
andou anos a enganar as
autoridades. Isto, quando
em frente à câmara foi
colocado um posto de
carregamento rápido para
carros eléctricos.
Precisamos de outros
líderes, mais ambiciosos
e coerentes imbuídos do
espírito a que António
Guterres apela: Sejam
responsáveis". Por hoje tenho mais que fazer: vou andar por aí e estar com amigos e, à noite, jantar com a família. Entretanto, fica o meu muito obrigado a todos os que fazem o favor de ser meus amigos. E muitos e muitas são. Obrigado. Façam também o favor de ser felizes.
"O Hospital Distrital da Figueira da Foz (HDFF) é muito mais do que uma conquista de Abril. É uma mais-valia do concelho. O HDFF, apesar de ter perdido valências, cobre uma área geográfica grande e tem uma Urgência Médico-Cirúrgica. Em 2017, mesmo com problemas de sub-financiamento, fechou com um saldo positivo de 200 mil euros. Foi o único do país, segundo dados da Administração Central do Sistema de Saúde.
Sendo o mais importante empregador do concelho, em termos de quadros especializados, foi, ao longo dos anos, alvo de ataques. O mais conhecido, acabou por privar o HDFF da sua maternidade, colocando a gravidez, na Figueira, num índice de risco terceiro mundista, com os casos conhecidos de crianças a nascer na A14.
A última bebé a nascer no bloco de partos do HDFF foi uma menina de mãe russa, às 00H30 do dia 1.11.2006. Nessa noite, foi fechado um ciclo que durava há 59 anos, criado para responder a uma necessidade de um concelho que se acreditava estar em desenvolvimento…
Desde que a Maternidade do HDFF encerrou, nasceram 26 crianças figueirenses na A14. Acabaram de privatizar o estacionamento no HDFF. Temos de estar atentos ao nosso Hospital: não vá alguém querer transformá-lo num centro de saúde com diversas especialidades clínicas e um Bloco Operatório a funcionar algumas horas durante o dia. Um concelho com a saúde doente, seria prejudicial, não só à nossa saúde, como também ao desenvolvimento do concelho!"
Caros políticos figueirenses (vereadores, deputados municipais e presidentes de junta de freguesia) com ambições a um lugar de maior realce e, se possível, mais brilhante na vossa sociedade: a graxa está out, a lisonja está in. Dir-me-ão que as duas são mais ao menos a mesma coisa. Embora substancialmente sejam iguais, a lisonja é mais eficaz porque joga com as inseguranças do artista a que ambicionam dar lustro. Elogiem pois o raciocínio arguto do chefe e o seu brilhantismo face aos, "por excelência, críticos!" Detectar a graxa é relativamente simples. A maioria das vezes óbvio. Já a lisonja pode ser direccionada ao elevado estatuto ético, ao desempenho político ou a resiliência à adversidade do visado. É mais subtil e mais abrangente. Tenho notado gente consideravelmente inteligente, a cair na esparrela cá pela Figueira. O tempo em que a competência, a ética e o carácter eram determinantes num percurso político, ficou lá atrás: algures pelos idos de 90 do século passado.
Liberdade, é um tema com que muitos enchem a boca. Contudo, poucas vezes param para pensar e reflectir sobre o que é a Liberdade. Tal como acontece quando se fala de Democracia, valoriza-se sobretudo os aspectos formais. Não o efectivo acesso à Liberdade e à Democracia . Quem fala de Liberdade e Democracia, pode falar de Justiça. A desigualdade de meios é visível a olho nu. Por exemplo, num exercício meramente teórico, já imaginaram algum figueirense experimentar tentar processar o presidente da câmara!
Quando algum jornalista é colocado em causa, responde imediatamente: "ninguém me pressiona, escrevo o que quero". É verdade. Só que, se ele tomasse posições contrárias ao status dominante, corria o risco de deixar de escrever... Claro que esta regra não é absoluta: eu próprio, neste momento, tenho um coluna de opinião semanal num jornal.
Os Estados Unidos não são considerados um país totalitário. Contudo, cidadão que não satisfaça determinadas exigências não tem possibilidade de aceder aos media de referência... Essa, é uma das grandes diferenças entre o sistema de propaganda dum Estado totalitário e a forma de proceder em sociedades democráticas. Exagerando um pouco, nos países totalitários o Estado decide sobre a linha a seguir, devendo toda a gente conformar-se com essa linha. As sociedades ditas democráticas fazem de outra maneira. A "linha" nunca é enunciada como tal: é algo que é tácito, que se entende, apesar de não estar expresso ou exposto. É algo que está na mente, mas não foi expresso de forma explícita... De certa forma, procede-se, digamos assim, a uma "lavagem ao cérebro em liberdade". O sistema de controlo nas sociedades democráticas é muito eficaz. Porém, raramente nos apercebemos disso. No fundo, este sistema é infinitamente mais eficaz do que os sistemas totalitários.
A maioria dos figueirenses vivem em crise económica? Na minha opinião, vivem. Existe uma crise climatérica na Figueira? Na minha opinião, existe. Na Figueira existe uma crise de ética? Na minha opinião, existe. Muitos figueirenses vivem uma crise existencial? Na minha opinião, vivem. Muitos figueirenses vivem em crise de ansiedade? Na minha opinião, vivem. Muitos figueirenses vivem em crise de identidade? Na minha opinião, vivem. Muitos figueirenses vivem em crise de honestidade? Na minha opinião, vivem. Na Figueira existe uma crise de carácter? Na minha opinião, existe. A Figueira é um belo exemplo do que é o mau carácter. Conheço alguns que, para subir, desceram... A falência da Figueira é fácil de explicar e de entender: chegámos aqui por falta de carácter...