quarta-feira, 17 de setembro de 2025

Ministro Fernando Alexandre, um exemplo que «poder não é brilhantismo, embora brilhe»...

"Professores em manifestações perdem “aura” da profissão, diz ministro da Educação."
Foto: daqui

Para o ministro da Educação, os professores que se manifestam nas ruas por melhores condições de trabalho — embora com razões para isso — perdem "toda a aura" da profissão, a autoridade na sala de aula e o respeito de gerações de alunos. "Não consigo perceber como é que se desvalorizou tanto, socialmente, os professores. Os professores, durante muitos anos, andaram em manifestações, com razões para isso, mas o professor é alguém que é respeitado na sociedade por ser alguém que sabe, que tem autoridade, que é respeitado por gerações e gerações de alunos. Alguém que anda em manifestações perde toda essa aura", argumentou Fernando Alexandre esta terça-feira, perante mais de duas centenas de alunos da escola secundária Dr. Joaquim de Carvalho, na Figueira da Foz, — a mesma que frequentou entre 1984 e 1990."

segunda-feira, 15 de setembro de 2025

A efeméride visa sensibilizar para a mobilidade suave e utilização de meios de transporte sustentáveis


 Diário as Beiras

Via rodoviária vai ligar Quiaios e a Praia de Quiaios

 Via Diário as Beiras

Ventura e as sondagens...

 Via Jornal de Noticais

«Ventura, ao falar em hambúrgueres, ser desmentido e choramingar por os jornalistas não lhe perdoarem um lapso, sabe muito bem o que faz. Primeiro, convence os (muitos) que acreditam que o presidente foi trincar big macs a Berlim. Depois, comove os que o amam. Ventura e o Chega nada propõem, nada pensam de estruturado. Mas estão prontos a dizer as piores atoardas, desde que isso os aproxime do poder. E isso é muito difícil de combater. Requer determinação dos democratas, que, porém, seguem os seus combates como se nada fosse.
À esquerda, como na ascensão de Adolf Hitler, os partidos só veem os seus quintalecos e lutam entre si. Enquadra-se aí a candidatura presidencial de Catarina Martins. À direita, vemos gente que vive no país de há 50 anos. Outro jornalista, Pedro Tadeu, publicou um livro a que chamou "Porque sou comunista", levando João Miguel Tavares, um colunista conservador, a escrever no "Público" que "o comunismo continua a ser generalizadamente entendido como uma ideia bonita, que apenas correu mal de todas as vezes que foi aplicada". Isso, queixume de uma direita que desdenha alguma intelectualidade alegadamente dominante, é meia verdade, uma forma perversa de mentira. O comunismo falhou e, digo-o eu, que nunca fui comunista, está condenado a falhar, como o seu oposto, o liberalismo económico. Porém, o comunismo, enquanto doutrina, não preconiza a violência como o ideário fascista ou nazi e todos os seus sucedâneos. Não é a mesma coisa.»

As autárquicas não são uma sondagem. São para escolher quem fica nas freguesias, nas Assembleias Municipais e nas Câmaras Municipais. Ventura (felizmente) só há um: o André e mais nenhum!

domingo, 14 de setembro de 2025

Entretanto, Portugal mantém-se em silêncio...


«Eurovisão 2026 pode estar em risco depois de vários países ameaçarem boicote. 
A participação de Israel no Festival Eurovisão da Canção de 2026 está a gerar forte polémica na Europa devido à invasão israelita na Faixa de Gaza. A indignação tem-se traduzido em avisos de vários países à organização do concurso: Espanha, Irlanda, Países Baixos, Eslovénia e Islândia ameaçam não participar caso Israel não seja excluído da competição.»

sexta-feira, 12 de setembro de 2025

Para Santana Lopes é “inadmissível” e provoca “profunda revolta”

«As obras da Ponte Edgar Cardoso somam cerca de nove meses de atraso, o que levou o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, a considerar “revoltante” e “inadmissível”. “A isto chama- se faltar ao respeito a uma terra e às suas gentes”, escreveu, esta semana, o autarca nas suas redes sociais. “Causa profunda revolta o estado da obra da Ponte Edgar Cardoso. Podem existir todas as razões do mundo – e algumas são-nos transmitidas – , mas uma certeza tenho: em Lisboa e no Porto, isto não aconteceria”, acrescentou. 

“Dois anos e meio de obra. Garantiram que [a conclusão dos trabalhos] era no início de junho, depois passou para julho, depois juraram que era na primeira quinzena de agosto, depois na segunda, depois até ao fi nal de agosto. Ainda agora lá passei e é a letargia. E a explicação pública? É a IP [Infraestruturas de Portugal] que tem de comunicar a nova previsão de data e os motivos”, anotou ainda Santana Lopes. 

Num artigo recente publicado no Correio da Manhã, Santana Lopes também se queixava dos sucessivos adiamentos, frisando que o atraso soma nove meses. E apontava outubro para o fim da empreitada.»

quinta-feira, 11 de setembro de 2025

"Isto é gozar com quem trabalha", mas somos o país que andamos a construir desde 1975...

"Foram recebido separados, mas à saída dos encontros com o Presidente da República, os líderes das centrais sindicais convergiram tanto na recusa do anteprojeto de revisão da legislação laboral, como ao admitirem todas as formas de luta, incluindo um greve geral. Neste momento, a posição que a UGT tem é a de rejeição deste anteprojeto", afirmou o secretário-geral da União Geral de Trabalhadores (UGT), Mário Mourão, após a audiência com o Presidente da República, no Palácio de Belém, em Lisboa.

Para Mário Mourão o anteprojeto do Governo "não é uma reforma, mas uma rutura". E, se o Governo "continuar intransigente", não exclui uma greve geral. "Estamos perante um pacote laboral que é um verdadeiro retrocesso no mundo do trabalho", afirmou, ainda antes dele, o secretário-geral da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses - Intersindical Nacional (CGTP), Tiago Oliveira, o primeiro a ser recebido por Marcelo Rebelo de Sousa na tarde desta segunda-feira.

Questionado sobre se a CGTP admite juntar-se à União Geral de Trabalhadores (UGT) para se oporem à reforma laboral, tal como defendido pelos ex-líderes da CGTP e da UGT Carvalho da Silva e Torres Couto, o secretário-geral da CGTP refere que para já a "unidade" se faz "nos locais de trabalho" e apela a que os trabalhadores participem na manifestação convocada para 20 de setembro por esta central sindical."

Via Expresso

Nota de rodapé.

"Pergunte-se a um sindicalista mesmo sindicalista se encontra na legislação laboral proposta pelo Governo uma medida, uma só, com a qual concorde. Pergunte-se a um patrão do tipo Saraiva se encontra uma, uma só, com a qual discorde. Não encontram. Desta vez, as posições extremaram-se como não há memória. Aquilo é tão mau, tão mau, tão mau que até os camaradas da UGT dão sinais de que vão fazer o inimaginável, comportar-se como sindicalistas e representar trabalhadores. Não sei se vão. Seria a primeira vez. A pressa demonstrada e a pressão colocada pelo Governo também sugerem que sim. A Ministra diz que não são obrigados a esperar por um sim obtido na concertação social, que também podem obtê-lo no Parlamento com os votos da coligação PSD/Chega. O PSD volta a assumir que “sim é sim”, que Governa em maioria absoluta sem ter maioria absoluta. E rega a fogueira da conflitualidade com gasolina.

O Governo quer desafiar o país do Trabalho. Pergunte-se a cada português se está disposto a fazer greve, por quantos dias, a ocupar a escadaria do Parlamento, a ir para a rua exigir que matem o monstro. Desta vez, não há margem para hesitações. Tudo, rigorosamente tudo o que é proposto é demasiado mau, uma viagem ao inferno sem caminho de regresso. Se o monstro triunfar, nunca mais ninguém irá para a rua como até aqui. Todos continuarão a poder contar com 52 Domingos por ano para exercerem o seu direito à greve. Nós somos o país que fizermos."

José Santos Silva interessou-se pela coleção de peças alusivas ao Satanás por considerar que “o Diabo é uma figura caricata”...

Via Diário as Beiras

«O figueirense José Santos Silva tem uma coleção dos diabos, ou melhor, de diabos. Começou a colecionar figuras demoníacas de forma mais constante há menos de uma década. Tem cerca de 300 exemplares, alguns dos quais peças exclusivas.

“Tinha admiração e apetência pelo figurado de Barcelos. Na Feira de S. João, vinha aquela gente de Barcelos [com tendas de venda de artesanato] e eu gostava daqueles bonecos e sempre que podia comprava um. Depois, cheguei à conclusão de que não podia comprar a bonecada toda e decidi especializar-me”, contou o colecionador ao DIÁRIO AS BEIRAS.

A primeira peça foi um exemplar da reputada artesã minhota Rosa Ramalho (1888 – 1977), decorria a segunda metade da década de 1970. Foi-lhe oferecida. Rica prenda!, literalmente. A coleção, porém, começaria mais tarde.

“Comecei a comprar diabos de forma muito esporádica e nem sequer era com o intuito de fazer uma coleção”, ressalvou.»

quarta-feira, 10 de setembro de 2025

O negócio da doença continua de "vento em popa"...

Enquanto centenas de utentes não têm médico de família no SNS no concelho da Figueira, um privado investe: "... foi inaugurado ontem. As instalações, na rua Rancho das Cantarinhas, representam um investimento de 11 milhões de euros."

 Via Diário as Beiras

Isto está cada vez pior?

  Comparado com quê?

Quando a mentira se torna compulsiva


Pedro Correia

«Ninguém me contou: eu ouvi na CMTV. No dia 5, André Ventura anunciou aos portugueses que a tragédia ocorrida na Calçada da Glória 48 horas antes era «o terceiro pior acidente da história do país». Insistindo: «O terceiro pior da história do país toda. Toda!»

Nem numa altura em que ainda permaneciam por identificar algumas das 16 vítimas mortais deste desastre o líder do Chega conseguiu falar verdade, recorrendo às habituais hipérboles sem fundamento, no pior estilo trumpista.

Longe de mim armar-me em “polígrafo”, mas seria bom que Ventura não torcesse demasiado os factos nem insultasse a inteligência de quem o escuta.

Não é preciso recuar ao terramoto de 1755, que ele certamente incluiu entre os três piores acidentes da história do país. Fiquemo-nos pelos últimos 80 anos.»

Para continuar a ler clique aqui.

Elevador da Glória: Moedas, o seu futuro e os “sicários” de Alexandra Leitão

"Marcelo disse o que muita gente, mesmo à esquerda, andava a evitar: Carlos Moedas é o responsável político pelo acidente do Elevador da Glória. É o óbvio ululante, mas estava a tornar-se um tabu."

Para ler melhor clicar na imagem

segunda-feira, 8 de setembro de 2025

Obras começaram em finais de julho, tendo um prazo de execução de 15 meses

 Via Diário as Beiras

A Oposição ao Estado Novo e «o Leste» cultural

Rui Bebiano

"Em Portugal, a Guerra Fria teve como importante aspeto um anticomunismo visceral que acompanhou todo o trajeto do Estado Novo. Parte deste associava um mal incontornável à simples existência do que chamava «a Rússia» e dos outros regimes do «socialismo realmente existente», como estes se autodefiniam até 1989. Por um efeito de contraposição, muitos oposicionistas vislumbraram nesses territórios, em regra de forma acrítica, o seu desenho de sociedades perfeitas. Fruto deste olhar, ainda hoje muitos militantes e simpatizantes do PCP, a partir de uma visão acrítica, parcial e a-histórica, imaginam como ideal a realidade daqueles Estados através das décadas de existência que fecharam com a Queda do Muro de Berlim. Em particular a da «pátria dos sovietes», proclamada «o país do sol radioso», que iluminava o caminho a desbravar desejavelmente pela humanidade no seu todo. 

Ao divulgarem junto do cidadão comum uma imagem demoníaca, brutal e não menos ignorante daquelas realidades, os publicistas diretos do Estado Novo e os seus imitadores, suscitando um efeito adverso afinal à sua intenção, acentuaram aquela filiação positiva. Recordo-me de, ainda pré-adolescente, ter lido, a partir das inesquecíveis carrinhas da biblioteca itinerante da Fundação Gulbenkian, todos os clássicos russos ali disponíveis, apenas porque eram… intrigantes e sinalizadores de realidades alternativas e que, contrariamente aquela em que era forçado a viver, seriam potencialmente «boas». Quando passei a frequentar os setores da esquerda mais radical dos quais me aproximei, descobri de que modo, apesar do seu distanciamento do que consideravam ser o regime burocrático da URSS, essa atração por tudo quanto era «russo» ou «do Leste», mantinha uma importante força. 

O mesmo se passava com o cinema, celebrando muitos espetadores tudo o que chegava do outro lado da Europa – muito pouco, devido à censura – como potencialmente subversivo. Até o cinema de animação para crianças da escola de Zagreb ou a superprodução romantizada do Guerra e Paz, de Tolstoi, filmada em 1966 pelo russo Sergei Bondarchuk, serviram de alimento para essa voracidade. O mesmo se passou, por exemplo, com filmes iniciais do realizador checo Milos Forman, como Os Amores de uma Loira, de 1965, e O Baile dos Bombeiros, de 1967, ou ainda Comboios Rigorosamente Vigiados, realizado por Jiří Menzel em 1966. O curioso, de que só mais tarde me apercebi, é que se tratava de filmes profundamente críticos da sociedade e do regime da Checoslováquia, que muitos espetadores foram ver, descartando essa dimensão incómoda, sobretudo como um gesto de secreta oposição ao poder do salazar-marcelismo e aos seus valores. 

Como toda a gente avisada sabe, ou deveria saber, a realidade, seja a passada ou a presente, jamais se revela unívoca."

domingo, 7 de setembro de 2025

As autárquicas e a normalização do Chega

Ângela Silva

«Vivi umas férias abusivamente longas cercada por cartazes de André Ventura. Dispenso sair da toca no querido mês de agosto, vivi Castro Marim e Moledo, Carrapateira e Sintra, Odeceixe e Aveiro (luxos à mão num país pequeno) e Ventura perseguiu-me. Ele tinha avisado – o Chega vai ter candidatos às autárquicas de 12 de outubro em todos os municípios do país – e como a matéria prima, pobre e escassa a nível nacional, é ainda mais pobre e escassa a nível local, Ventura tirou o coelho da cartola, clonou-se a si próprio, criou a ilusão de que o candidato às 308 câmaras é ele, e basta ir para fora cá dentro para ter uma experiência alucinante. O André está em todo o lado. Vai limpar isto tudo. E supera-se na arte de enganar o pagode.


Há nisto uma fragilidade que o político de que se fala não esconde. No seu predileto registo de vítima, tenta disfarçar a penúria de quadros, diz que “é difícil em muitas zonas do país”, porque “muitos candidatos [do partido] são atacados, ameaçados, condicionados” e “muito boa gente, infelizmente, não quer ou não sente condições de poder dar a cara" (Tadinhos!). Mas também há nisto (e há sobretudo) uma turbina que vai mudar, agora sim, os alicerces do mapa político. Começou nas legislativas, quando o Chega venceu em 60 concelhos. Mas o grande salto na implementação nacional do partido está projetado para outubro e confrontará o sistema com a morte das linhas vermelhas. Pedro Duarte, o ex-ministro que trocou o Governo pela candidatura da AD ao Porto, já perdeu os complexos - “Linhas vermelhas não fazem sentido nas autarquias”. E não tarda até que muita boa gente, da AD, do PS, e até do PCP, esteja em condições de subscrever um abaixo-assinado com esse título.

Imagine uma câmara da margem sul do Tejo ganha pelo PS ou pelo PCP, mas onde os cartazes de Ventura conseguem disputar poder e eleger vereadores. O que faz a esquerda? Diz que não fala com aqueles senhores porque não são gente decente nem confiável e arrisca deixar a autarquia bloqueada? Ou percebe que a paralisia lhe pode ser politicamente fatal e senta-se à mesa com os indecentes? No fundo, o que Montenegro está a viver a nível nacional para grande escândalo de alguma esquerda que ainda não percebeu o que aí está (claro que o segundo maior partido a nível nacional deve poder eleger juízes para o Tribunal Constitucional), é exatamente o que AD, PS e PCP vão ser desafiados a viver a nível local.

"Governar Sintra com o Chega? Não ponho limites, não tenho linhas vermelhas. Escolherei os competentes”, dizia por estes dias o candidato da AD a Sintra. Marco Almeida faz nos arredores de Lisboa o que Pedro Duarte faz no Porto e isto chama-se ceder à realidade. Em Sintra, o segundo município mais populoso do país, a vox populi não acha impossível Rita Matias ganhar. Nas freguesias da costa vicentina pejadas de imigrantes, a conversa de Ventura é manteiga no pão. No Algarve, no Alentejo e na Península de Setúbal estamos conversados, o mapa passou a azul nas legislativas e isso não se reproduz tal qual mas não desaparece em autárquicas. E no Norte, onde a direita conservadora tratou melhor de si, o combate da nova direita vai mais atrasado, mas Pedro Duarte lá saberá porque é que assinou o funeral das linhas vermelhas. O Chega, às costas de Ventura, vai ganhar câmaras mas vai, sobretudo, alargar a malha de norte a sul e o mercado a disputar é imenso. Estão em jogo 308 executivos camarários, mais de 3 mil freguesias, outras tantas assembleias municipais, num puzzle gigantesco a que concorrem milhares de cidadãos e é certinho que, mesmo com o risco de haver larápios na rede, o polvo do Chega vai crescer.

Há autarcas socialistas que viram o filme há muito tempo, quando recusaram deixar a Ventura o monopólio de temas que sabem tocar a vida das pessoas, seja o impacto social de uma imigração mal controlada, sejam os limites do Estado social. E o líder do Chega, mal ganhou as eleições nacionais com a ascensão a segundo maior partido, focou-se no combate que sabe ser decisivo: "Vamos ter bons autarcas para resolver os vossos problemas, de violência, de insegurança, de imigração e de mama do Estado, ao pé das vossas casas". Bons autarcas, nem pagamos para ver. O pessoal político de um partido não se compra no supermercado e há quatro anos foi o que se viu – o Chega elegeu 19 vereadores, que foram caindo como tordos com acusações de falta de democraticidade interna, e o partido falhou a implementação local. Mas isso foi há quatro anos, quando a maratona de Ventura ainda não tinha ultrapassado o PS no ranking nacional. Agora, já sentado à mesa dos grandes, o partido ganha poder de atração, ainda tem que recorrer sobretudo a deputados para se candidatar às eleições locais mas vai descobrindo novos artistas convidados e joga forte com a certeza de que é no poder local que as raízes se consolidam. O político nacional aparece na TV a sair de carros pretos, o político local está próximo, cruza-se na rua e no café, pára para ouvir queixas e passa a mexer cordelinhos, a gerir dinheiros, a mover influências, a ter verdadeiro poder.

Ventura chamou a este combate “o último degrau” e traduziu para quem não tenha percebido: “Antes de conseguirmos mudar este país como tanto queremos a nível nacional, nós temos de o conseguir governar a nível local”. Um partido unipessoal é uma doença ainda sem cura anunciada, não será desta que o Chega conseguirá ultrapassar a poderosa dupla que tem governado a Associação Nacional de Municípios, mas quando não se acha impossível Rita Matias morder os calcanhares à vitória em Sintra, não vale a pena ter ilusões.

PS e PCP ainda disfarçam de papo cheio, mas já não se livram do pão que o Diabo amassou. Há um processo de normalização em curso do venturismo. Seja bem-vindo ao Outono quente.»