quarta-feira, 20 de agosto de 2025

Autárquicas 2025 - CDU

A CDU Figueira da Foz apresentou a sua candidatura à Câmara Municipal, Assembleia Municipal e Juntas de Freguesia da Figueira da Foz. Paulo Ferreira, é o candidato á Câmara Municipal.

Autárquicas 2025 - Partdo Socilaista

Foram entregues oficialmente as listas do Partido Socialista às eleições autárquicas de 2025 no Tribunal da Figueira da Foz!

A candidatura à Câmara Municipal é liderada por João Paulo Rodrigues.

Autárquicas 2025 - Coligação Figueira a Primeira (PSD/CDS)

No passado dia 18, foi formalizada a entrega no Tribunal da Figueira da Foz das listas de candidatos aos vários orgãos que concorrem nas eleições autárquicas de 12 de outubro da coligação Figueira a Primeira (PSD/CDS). Santana Lopes é o candidato à presidência da câmara Municipal. Ricardo Silva, vereador PSD no actual executivo camarário, número 2 em 2021, na lista então apresentada pelos sociaisdemocratas, vai em 5º. lugar na lista dos nomes dos candidatos à Câmara Municipal apresentada pela coligação Figueira a Primeira (PSD/CDS) em 2025!..

A lista é a seguinte:

  1. Pedro Santana Lopes 
  2. Anabela Tabaçó
  3. Olga Brás 
  4. Manuel Domingues 
  5. Ricardo Silva 
  6. Claúdia Rocha 
  7. João Paulo  Martins 
  8. Alda Marcelo 
  9. Susana  Cabete
  10.  Carlos Tenreiro
  11.  Maria do Rosário Oliveira
  12.  Maria Paula Neto

segunda-feira, 18 de agosto de 2025

A história não se pode apagar...

Vasco Gonçalves há 50 anos em Almada

"Foi em 18 de Agosto de 1975 que Vasco Gonçalves proferiu, em Almada, perante 15.000 pessoas, um discurso que durou uma hora e meia e que foi transmitido em directo pela RTP. Pode ser visto e ouvido em dois vídeos AQUI e AQUI.

Um discurso que acabou com Vasco Gonçalves lavado em lágrimas, como descreve o Diário de Lisboa do dia seguinte:
Dramática foi a carta que Otelo lhe escreveu 24 horas depois: «Percorremos juntos e com muita amizade um curto-longo caminho da nossa História. Agora companheiro, separamo-nos. Julgo estar dentro da realidade correcta deste País ao assim proceder. (...) Peço-lhe que descanse, repouse, serene, medite e leia. Bem necessita de um repouso muito prolongado e bem merecido pelo que esta maratona da Revolução de si exigiu até hoje. Pelo seu patriotismo, a sua abnegação, o seu espírito de sacrifício e de revolucionário».

O V Governo Provisório, que tomara posse dez dias antes, tinha as semanas contadas e não houve muralha de aço que lhe valesse. A 19 de Setembro, Pinheiro de Azevedo assumiria as rédeas do VI. O 25 de Novembro estava à vista."

No Pontal, um primeiro-ministro a brincar com o fogo

Público

"Montenegro sustentou, no discurso do Pontal, que é possível "fazer a festa" e acompanhar o que se passa no terreno. Pois, mas as percepções de que ninguém está a acompanhar a sério foram evidentes. E, já agora, também era possível comemorar o 25 de Abril e chorar a morte do papa Francisco - aliás, com muito mais propriedade - e Montenegro suspendeu as festividades."

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Ardemos porque não aprendemos nem cumprimos

"Depois dos trágicos incêndios de 2017 registou-se um progresso considerável na preparação de uma estratégia para a prevençãoe combate dos fogos em Portugal. Foram tomadas medidas de política pública, discutidas com especialistas, participadas poragentes locais e acompanhadas por relatórios periódicosda Agência para a Gestão dos IncêndiosFlorestais (AGIF). Os resultados foram, pelo menos até final de 2024, menos ignições, menos área ardida, mais recursos, mais orçamento. Amédia da área ardida caiu 59%, o número de incêndios reduziu-se 63% e o orçamento anual multiplicou-se por 4,5.A distribuição de verbas também se alterou, deixando para trás o modelo centrado quase exclusivamente no combate (80%) e passando para uma lógica mais equilibrada, com 55% em prevenção e45% em combate. Houve igualmente um reforço de 45% nos recursos humanos. Mas este verão voltou a mostrar queo problema estrutural permanece."

Foto Leonardo Negrão

Luís Montenegro "virou à direita" (“cheganizou-se”)...

"A liberdade é sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir." (GEORGE ORWELl.)
"Sinto que a estupidez subiu ao poder". (ZEFERINO COELHO) 
O que esperam para acordar?
Acordem! 
A ameaça continua a ser os que dominam o sistema há imensos séculos. 
A ameaça são os mesmos. Os do sistema que desde a primeira hora quer exterminar os direitos conquistados com a Liberdade de Abril. 
"Acordai acordai homens que dormis a embalar a dor dos silêncios vis". (JOSÉ GOMES FERREIRA)

Onde ficou a promessa do "não é não" de Luís Montenegro!
A viragem à direita do PSD é reconhecida por muitos. Até por Miguel Morgado, professor auxiliar do Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, que foi assessor político do antigo primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que admite que o PSD "está a ir atrás do Chega".  
Numa perspectiva histórica, António Barreto considera que "o PSD é o partido mais incerto da vida política portuguesa, é o que tem menos ideologia e mais base social".  E precisa que "a parte programática é pouco firme, mas tem um raro apoio na comunidade, na pequena indústria, no pequeno comércio, nos funcionários públicos, nos pensionistas, nos trabalhadores das autarquias", em suma, "tem uma base social de interesses locais". Segundo este sociólogo, "desde o final dos governos de Aníbal Cavaco Silva que o PSD está à procura" de um projecto para o país. Antes há "o período glorioso com Sá Carneiro, mas não deu para ver, ele fez prova de vontade de luta, mas não fez nada, não teve tempo". Já "Cavaco Silva foi predestinado da sorte, fez o que queria, liberalização, privatização". Teve "o dinheiro europeu a ajudar e Mário Soares contribuiu muito, no primeiro mandato como Presidente".

O objetivo do actual líder do PSD, partido de centro-direita, fundador do regime democrático em Portugal, é manter o PSD como partido dominante da direita. Daí o primeiro-ministro marcar a governação com medidas que esvaziem o discurso populista radical de Ventura. 
O partido de André Ventura tem sido o parceiro parlamentar que tem apoiado várias medidas legislativas do Governo ou se tem disponíbilizado para o fazer. Desde medidas sobre imigração, como as mudanças na Lei dos Estrangeiros e na Lei da Nacionalidade, às alterações à disciplina de Cidadania, passando pela proposta de reforma da legislação laboral, no sentido da sua flexibilização. E, ainda, em medidas como a baixa de impostos para trabalhadores e empresas e a aprovação de um suplemento extraordinário de pensões. O sociólogo António Barreto afirma, em declarações ao PÚBLICO, que "todos os partidos vão mudando" e o que se passa é que, com Luís Montenegro, "o PSD está à procura de si mesmo"
Será que, depois de Momtenegro, o PSD ainda vai conseguir reencontrar a sua matriz natural?

domingo, 17 de agosto de 2025

A silly season dá cabo da malta...

Via UM JEITO MANSO

iMAGEM JORNAL PÚBLICO

«A silly season dá cabo da malta. Que o diga o Marcelo a quem manifestamente o sol de Monte Gordo não trouxe melhoras. Ir anteontem fazer de bombeiro privado do Luís (segundo o Valupi, com base em artigo do Público) e dizer que a coordenação no combate aos incêndios tem sido "espetacular" dá que pensar. 

Estando perante uma das piores semanas de sempre de incêndios, o que teria acontecido se a coordenação tivesse sido um bocadinho menos "espetacular"? Boa presidente Marcelo, boa! 

Semelhante a esta só aquela do Marcelo que não ia falar da saúde porque a ministra tinha prometido resolver os problemas. 

Silly season é uma coisa, hipocrisia é outra coisa. E a conjugação de uma com a outra dão um produto chamado Marcelo.»

Incêndios

JOÃO OLIVEIRA, 22 de Março de 2018, NA ASSEMBLEIA DA REPÚBLICA...
FOI A PARTIR DESTA INTERVENÇÃO "EXTREMISTA", QUE O PCP ACENTUOU A SUA QUEDA!.. 

O que fazer quando tudo arde?

"O Governo espanhol ativou esta quarta-feira o mecanismo europeu de proteção civil devido aos grandes incêndios que assolam o país."
Área ardida já é 17 vezes superior à de 2024. Entretanto, os incêndios continuam a assolar Portugal continental.  Ao 13º dia consecutivo de fogos de grandes dimensões Portugal pediu ajuda à união europeia.

João Rodrigues

«O que fazer quando tudo arde? O que escrever quando tudo arde? É fraco consolo saber que está tudo limpo à volta da casa cercada por castanheiros, árvore resistente, árvore protetora. É só um lugar, ainda que seja o nosso lugar familiar, mas e o resto? A Presidente da Câmara Municipal de Penedono, do PSD, denunciou: fomos deixados ao abandono


Socorro-me de outros para escrever, dependemos sempre de outros. “A resposta que pode ser dada à degradação por vezes violenta do estado da natureza depende, em última instância, da natureza do Estado”, esclarece Pierre Blanc em Géopolitique et Climat

Portugal já não é bem um Estado. Sem instrumentos de política económica decentes, carcomido pela austeridade permanente, dominado por interesses de classe predadores, de resto apoiantes do processo de fascização em curso, o Estado nem uma frota robusta de aviões de combate a incêndios detém. 

É claro que podemos ter todos os aviões, mas o território ou é ocupado por gente e pelo seu trabalho, na terra e outro, ou haverá sempre, e cada vez mais, combustível em vez de território nacional. 

O Governo acabou de inscrever mais mil milhões de euros no Orçamento este ano para o desperdício armamentista, note-se. Luís Montenegro, um videirinho, anunciou em plena catástrofe o regresso de carros a fazer barulho, vulgo Fórmula 1, essa expressão cultural do capitalismo fóssil que nos conduziu a este estado da natureza. 

Entretanto, lembro-me de Susana Moreira Marques, da sua definição de patriotismo que falta às elites do poder, as que abandonam o país: 

 “Desiludo-me mais quando é o meu país. A negligência, a desorganização, o abandono, os contrastes entre belo e feio, triste e alegre, pobre e menos pobre, que observo quando ando na estrada, ferem-me como não acontece se viajo em países distantes em que as falhas me podem suscitar curiosidade ou até mesmo emoção, mas não me interpelam directamente. Pergunto-me, inevitavelmente, o que posso fazer. Pergunto-me o que diz sobre mim o facto de amar esta paisagem.”»

sábado, 16 de agosto de 2025

Lusiaves e os odores

"Entretanto, ressalvou a empresa, até à entrada em funcionamento da nova ETAR, “poderão ainda ocorrer situações pontuais e temporárias de odores”. E explicou porquê: “Os novos equipamentos de controlo de odores, já instalados e fundamentais para a melhoria substancial deste processo, não poderem ser ativados” até a nova ETAR da fábrica entrar em funcionamento."

 Via Diário as Beiras. Para ler melhor clicar na imagem

quarta-feira, 13 de agosto de 2025

... “estranhei muitíssimo”, disse Santana Lopes ao Diário as Beiras

"comunicação social foi impedida pela Administração do Porto da Figueira da Foz (APFF) de fazer a cobertura jornalística da cerimónia de cravação da primeira estaca das obras de melhoria das acessibilidades do Porto Comercial da Figueira da Foz, momento semelhante ao lançamento da primeira pedra de uma obra realizada em terra"

 Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)

Amigo dos patrões e não das mães

 Via jornal Público  (para ler melhor clicar na imagem)

sexta-feira, 8 de agosto de 2025

O tempo que passou e que parece esquecido

Os militares de Abril ofereceram-nos a Liberdade. Todavia, construir uma Democracia é muito mais do que Liberdade. Numa Democracia, os governantes são eleitos através de eleições justas e competitivas. Não há Democracia sem liberdades civis e direitos humanos.

A Democracia contrasta com formas de governo em que o poder não é investido na população geral, como acontece em sistemas autoritários.
Para ilustrar algo de que muitos ainda se recordam, publico uma breve passagem da edição municipal “O Dia de Todos os Sonhos do Mundo”, da autoria de António Agostinho, uma reflexão sobre a Revolução dos Cravos, a partir da experiência de vida do Autor, antes e depois de 1974, e insere-se nas comemorações dos 50 anos daquele “dia inicial inteiro e limpo”: A EXPLORAÇÃO DOS PESCADORES NO ESTADO NOVO.


Os armadores, com a protecção e a cumplicidade dos mandantes do regime corporativo, que beneficiavam e dominavam o comércio das pescas nacionais - alguns deles também eram proprietários de alguns desses navios - permitiam que as condições de vida a bordo dos navios de pesca, antes do 25 de Abril de 1974, fossem tão desiguais entre a tripulação, que é muito difícil ao cidadão comum aceitar, nos dias de hoje, esta diferenciação tão absurda e desumana. Enquanto que ao Comandante e restantes oficiais (incluindo especialidades ligadas às máquinas) as refeições diárias eram compostas por sopa, prato de peixe, prato de carne e fruta, aos pescadores era servido ao almoço e jantar apenas sopa e um único prato (geralmente peixe) tendo direito numa das refeições a um prato de carne apenas às quintas-feiras e domingos, composto por chispe com feijão ou carne salgada conservada em barricas de madeira. Aos camarotes dos primeiros (que exibiam alguma comodidade apesar da exiguidade do espaço) eram fornecidos pela Companhia Armadora os colchões, enquanto que aos pescadores era-lhes exigido que os trouxessem de casa, se quisessem ter comodidade mínima no fundo dos porões onde dormiam amontoados, convivendo de braço dado com a insalubridade. A remuneração era constituída por um salário mísero, que não era proporcional à extrema dureza do trabalho que efectuavam.
E, tudo isto, permitido e incentivado pelo regime do Estado Novo. Muitos, onde se inclui o Almirante Henrique Tenreiro, enriqueceram com a epopeia das pescas. Vivendo sempre à sombra dos privilégios que o regime lhes concedia, procuravam ostentar uma pose de beneméritos, quando no fundo se aproveitaram da extrema pobreza e das necessidades dos mais carenciados para fazerem deles os “eternamente agradecidos”, enquanto eles se auto intitulavam os “historicamente benfeitores”.


Sempre foi assim. E, em certos aspectos, continua assim. Continua a haver mandantes no Portugal Europeu e Democrático, pós 25 de Abril.
Para os que acreditam no que por aí se publica nos jornais, fica este texto de Miguel Szymanski.
"Fui dispensado de vários jornais por me recusar a fazer fretes. Na revista Sábado o director, na altura, hoje já reformado do jornalismo, veio ter comigo e disse "lamento mas és persona non grata junto da administração". O empresário André Jordan tinha-se queixado de uma entrevista que lhe fiz e que nunca foi publicada. No grupo do Diário Económico foi Ricardo Espírito Santo Salgado quem se queixou que eu o retratara "como se fosse um gatuno" e ameaçou retirar publicidade do grupo. "Não te posso dar mais trabalhos para escrever, lamento, ordens superiores", disse-me o director do jornal. Na revista GQ (onde publicava crónicas) as queixas vieram numa carta de Jardim Gonçalves. No último artigo que escrevi para o Expresso (o contrato como colaborador nunca foi rescindido) critiquei Sócrates quando ainda era primeiro-ministro. Recusei pedidos de artigos para a revista Up da TAP (sobre a EDP) porque eram fretes. A minha mulher foi despedida da Cofina por se recusar a escrever 'publi-reportagens', textos publicitários mascarados de jornalismo. A directora da revista exigia-o, ela insistiu em recusar-se e o director de recursos humanos, genro do patrão da Cofina, disse-lhe "o salário ao fim do mês também não vem com código deontológico". Despediram-na. Por causa disso a minha mulher e eu tivemos de sair de Portugal e de ir trabalhar para a Alemanha. Fomos de carro, ambos desempregados, com meia dúzia de malas na bagageira e duas crianças no banco de trás. Não foi fácil. Ser jornalista não é fácil."


Na foto, Maria Emília Archer Eyrolles Baltasar Moreira, conhecida como Maria Archer (Lisboa, 4 de Janeiro de 1899 - Lisboa, 23 de Janeiro de 1982). Foi uma escritora portuguesa e uma Mulher mais do nosso tempo do que do seu tempo. Durante a vida, Maria Archer foi uma inconformista, consciente das discriminações e das injustiças, em geral, e, em particular, das que condicionavam o sexo feminino, numa sociedade retrógrada e, como se diria em linguagem actual, "fundamentalista", em que o regime impôs a regressão às doutrinas e práticas de um patriarcalismo ancestral.

A escrita, servida pelos dons de inteligência, de observação e de expressividade foi para Maria Archer uma arma de combate político. Como disse Artur Portela, "a sua pena parece por vezes uma metralhadora de fogo rasante".
Maria Archer, grande escritora, foi homenageada no dia 22 de Agosto de 2015, na Cova-Gala. Em em 1938 na sua novela "Entre Duas Viagens" escrevia assim sobre nós.
"No primeiro domingo de Janeiro faz-se na Cova a romaria anual a São Pedro, padroeiro dos pescadores. No extremo da povoação, num ermo desabrigado, ergue-se a pequena e humilde capela do santo. Em redor alongam-se as dunas cobertas de juncos, enquadradas pelo pinhal e pelo mar. S. Pedro, se viesse dos areais da Judéia, com as suas rústicas sandálias de caminheiro pobre, as suas barbas austeras, a face tostada pelo ar salgado, sentir-se-ia à vontade entre a gente da Cova e no seu agreste cenário de deserto ribeirinho".
Foi um combate em que a sua vida e a sua arte se fundem - norteadas por um ostensivo propósito de valorização dos valores femininos, de libertação da mulher e, com ela, da sociedade como um todo.
Ela é já uma Mulher livre num país ainda sem liberdade - coragem que lhe custou o preço de um longo exílio ...
Maria Archer é uma grande escritora E pode ser lida apenas como tal. Mas permite também diversas outras leituras.