Via Diário as Beiras
sábado, 21 de junho de 2025
sexta-feira, 20 de junho de 2025
Hoje, pelas 17 horas, há reunião de Câmara
Via Diário as Beiras (para ler melhor clicar na imagem)
Em tempo.Link para assistir à reunião de Câmara ON-Line.
Ordem de trabalhos: aqui.
Figueira
Manuel Luís Pata, numa das inúmeras e enriquecedoras conversas de café que ao longo da minha vida tive com ele: “A Figueira nasceu numa paisagem ímpar. Porém, ao longo dos tempos, não soubemos tirar partido das belezas da Natureza, mas sim destruí-las com obras aberrantes. A única obra do homem de que deveríamos ter orgulho e preservá-la, foi a reflorestação da Serra da Boa Viagem por Manuel Rei. Fez o que parecia impossível, essa obra foi reconhecida por grandes técnicos de renome mundial. E, hoje, o que dela resta? – Cinzas!..”
João P. Cruz, consultor de comunicação territorial e patrimonial. Estudou arqueologia, foi jornalista, biógrafo, ajudante de cozinha, ghostwriter, operacional do ICNF e livreiro: "Uma terra vale pela sua geografia, pela sua história, pelos seus recursos naturais e patrimoniais, mas sobretudo pelas suas gentes. Moldados pelo território e pela memória coletiva, os/as figueirenses também têm uma identidade muito própria: a cada comunidade, a cada freguesia, às vezes até a cada rua, a sua particularidade. As gentes das Gândaras são diferentes das gentes piscatórias e dos campos de arroz da margem sul ou das da cidade, mas todos, os que cá nasceram, os que cá vivem, são Figueira da Foz e todos têm esse orgulho e uma memória partilhada."
quinta-feira, 19 de junho de 2025
Presidente de Buarcos e S. Julião vai candidatar-se à Junta de Freguesia de Buarcos
"É com muita alegria, sentido de responsabilidade e Amor a Buarcos, terra que me viu nascer e crescer, que CONFIRMO, que sou Candidata, a Presidente da Junta de Freguesia de Buarcos.
quarta-feira, 18 de junho de 2025
"Os políticos não são todos iguais"
Município da Figueira da Foz lamenta e condena atos de vandalismo
Os relatos indicam ocorrências na Rua Manuel Fernandes Thomaz, Rua Direita do Monte, Rua da Restauração, Rua Galamba Marques e Rua Maurício Pinto, onde se tem registado «danos materiais consideráveis», como relata a Câmara Municipal da Figueira da Foz em nota de imprensa.
Os comportamentos, de cariz irresponsável e criminoso, colocam em perigo a segurança da população e dos seus bens. A autarquia pediu ajuda à população para que, avistando qualquer tipo de comportamento suspeito, avise as autoridades competentes.
Ricardo Silva, vereador do Ambiente e Obras Municipais, refere que estas ações são «inaceitáveis». E acrescenta: «destruir equipamento público é destruir o que é de todos. Estamos empenhados em proteger os espaços e bens da nossa cidade e em continuar a promover uma convivência cívica baseada no respeito e na responsabilidade».
A investigação do caso vai continuar, seguindo-se também o investimento na educação ambiental, prevenção e sensibilização. O município, porém, admite que não «tolerará atos que atentem contra o bem comum».
terça-feira, 17 de junho de 2025
Fado de Peniche
Um deles foi Abandono. David Mourão Ferreira neste poema fez homenagem aos presos politicos da ditadura, que eram deportados para o campo do Tarrafal nas Ilhas de Cabo Verde, Anos depois conetaram este fado como Fado Peniche, dentro do mesmo contexto, dos presos politicos.
Alaín Oulman fez esta música tão envolvente que até arrepia ouvir a Grande Amália, em uma das suas mais belas criações.
Camilo Castelo Branco o genial escritor de A Queda dum Anjo
Quer queira quer não, um dia a válvula salta e o pus repuxa."
Camilo Castelo Branco
Escrito em 1866, A Queda dum Anjo é um romance satírico de Camilo Castelo Branco, no qual o autor descreve a corrupção de Calisto Elói de Silos e Benevides de Barbuda, um fidalgo transmontano que se desloca da província para Lisboa. Ao ser eleito deputado, Calisto vai para a capital, onde, além de se deixar corromper pelo luxo e pelos prazeres, se torna amante de uma prima distante, Ifigénia, nascida no Brasil.
A Queda dum Anjo é uma obra em que Camilo descreve, de modo caricatural e humorístico, a vida social e política portuguesa.
A narrativa de Camilo Castelo Branco, publicada em 1865, não pode ser mais actual.
Camilo é um escritor de ruínas e contaminações, mas, para além disso, é um escritor entre dois mundos.
O livro traça, alegoricamente, o percurso da contaminação do Portugal antigo por modas politicas, sociais e culturais a partir de uma personagem.
Calisto Elói, é a representação da reserva da sabedoria moral e dos bons costumes, figura conservadora que o faz ser eleito deputado. Este deputado de província, era uma esperança de mudança num Parlamento como palco fechado e circular de disputas pessoais que os próprios discursos políticos geram, em vez de tentarem conhecer e resolver os verdadeiros problemas nacionais.
Ao longo desta narrativa camiliana, a contaminação da personagem e os indícios da queda expressam-se exteriormente através da primeira visita a um alfaiate lisboeta, impulsionada pela intenção de impressionar...
É o primeiro passo de um percurso que culminará na transformação de um anjo, num homem "subordinado ao alvitre do alfaiate, cheio de meneios, posturas e jeitos a quem o descostume restituíra o aprumo da espinha dorsal"...
A sua própria mulher não o reconhecerá.
Li este livro pela primeira vez, em 1975.
Adorei a prosa de Camilo Castelo Branco. Fiquei devoto deste escritor sublime. Admirei, sobretudo o seu talento de escritor genial, já que nunca escreverei nada decente, perante a grandeza descritiva de Camilo.
Gosto de ler, sobretudo obras de escritores portugueses. Mas, Camilo, a par de Eça, para mim, são génios completos.
Quem sabe se não é a distância que nos aproximou?..
"O humor é uma arte difícil, se é muito ligeiro não se compreende e se é muito pesado pode esmagar os pés a quem o lança."
Pitigrilli
















