sábado, 22 de fevereiro de 2025

Executivo camarário entrega à ULS projeto de serviço de saúde inexistente na Figueira da Foz

 Via Diário as Beiras


Ferry timorense continua "encalhado" apesar das "diligências realizadas por Santana Lopes"


Ontem na reunião de  Câmara da Figueira da Foz, o presidente Santana Lopes disse que está a tentar resolver os problemas associados à construção do ferry “Haksolok”, encomendado por Timor-Leste aos estaleiros navais Atlanticeagle, detidos em 95% pelo Estado timorense. 
“Tenho desenvolvido muitas diligências [junto do Governo de Timor e de ministros portugueses] em relação ao barco de Timor que está nos estaleiros, para resolvermos isto de uma vez”, revelou Santana Lopes. 
A construção da embarcação parou em 2018 e foi retomada em 2024. 
Entretanto, a mudança política em Timor afetou a transferência de verbas para os estaleiros, comprometendo a conclusão do ferry.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2025

Santana Lopes quer trânsito reaberto na ponte da Figueira da Foz

«O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, defendeu hoje a reabertura do trânsito na Ponte Edgar Cardoso, que tem estado condicionado devido a obras, até ao dia 21 de março.
As obras iniciadas no final de 2022, com um prazo de execução de 21 meses, num investimento de 16,8 milhões de euros, deverão estar concluídas antes do verão, mas o autarca quer ver o trânsito reaberto, sobretudo à noite, mesmo continuando em obras.
Depois da Infraestruturas de Portugal, responsável pela empreitada, não ter cumprido o prazo de reabrir a ponte em fevereiro devido a “várias situações”, o autarca reclama agora a reabertura até ao dia 21 de março. “A obra que acabe, agora têm é de reabrir o trânsito, sem colocar em causa a segurança, que é o valor primeiro”, enfatizou Santana Lopes, salientando que “já é tempo” de reabrir a circulação rodoviária no período noturno.
Devido às obras de requalificação e reforço, a Ponte Edgar Cardoso, sobre o rio Mondego, tem estado encerrada no período noturno, com exceção para os veículos de emergência e nas noites de sexta-feira para sábado e sábado para domingo, e condicionada durante o dia.
A Ponte da Figueira da Foz, como também é conhecida, projetada pelo professor Edgar Cardoso, foi a primeira ponte rodoviária com o tabuleiro ‘atirantado’ realizada em Portugal, tendo sido aberta ao tráfego em 1982.
A parte mais importante da obra será a substituição dos tirantes, mas a intervenção inclui também o reforço das vigas do tabuleiro e do sistema de fixação do tabuleiro, reabilitação dos aparelhos de apoio, decapagem e pintura geral do tabuleiro metálico e trabalhos complementares de pavimentação, iluminação, drenagem, juntas de dilatação, reparação e proteção de superfícies de betão.»

Nadadores-salvadores precisam-se

 Via Diário as Beiras

Universidade de Coimbra demorou 7 séculos a chegar à Figueira, mas em poucos anos quer atingir a meta dos 600 alunos

 Via Diário as Beiras


Bom Sucesso e Paião vão ter novos projetos para unidades de saúde

 A agenda da reunião de câmara que se realiza esta tarde inclui a proposta para aprovação dos respetivos projetos de execução e abertura dos concursos públicos para as empreitadas da construção das novas unidades saúde do Bom Sucesso e do Paião. As obras são lançadas pelo Município da Figueira da Foz, com fundos do Plano de Recuperação e Resiliência. A ordem de trabalhos inclui, também, a abertura do período de discussão pública para a Área Industrial e Empresarial da Ferrugenta.

Link para assistir à reunião de Câmara ON-Line.

Com Diário as Beiras

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2025

Da série, esta nossa barra, ai esta nossa barra!.. (continuação...)

Barra da Figueira da Foz 19h de ontem.Video via Figueira from the sky

Esta nossa barra, ai esta nossa barra!.. Tudo foi dito, tudo se cumpriu: depois da construção do acrescento dos malfadados 400 metros do molhe norte, a erosão costeira a sul  da foz do mondego tem avançado, a barra da Figueira, por causa do assoreamento e da mudança do trajecto para os barcos nas entradas e saídas, tornou-se na mais perigosa do nosso País para os pescadores, a Praia da Claridade transformou-se na Praia da Calamidade, a Figueira, mais rapidamente do que esperava, perdeu.

Na Figueira, há mais de 100 anos que os engenheiros se dedicam a fazer estudos para a construção de uma barra... Vou recuar até ao já longínquo ano de 1996. Manuel Luís Pata,  no extinto  Correio da Figueira, a propósito da obra, entretanto  concretizada, do prolongamento do molhe norte da barra da nossa cidade para sul, publicava então isto.

“Prolongar em que sentido? Decerto que a ideia seria prolonga-lo em direcção ao sul, para fazer de quebra-mar.
Se fora da barra fosse fundo, que o mar não enrolasse, tudo estaria correcto, mas como o mar rebenta muito fora, nem pensar nisso!..
E porquê?... Porque, com  os molhes tal como estão (como estavam em 1996...), os barcos para entrarem na barra  vêm com o mar pela popa, ao passo que, com o prolongamento do molhe em direcção ao sul, teriam forçosamente que se atravessar ao mar, o que seria um risco muito grande...
Pergunto-me! Quantos vivem do mar, sem o conhecer?”

A Cultura e a Natureza estão, talvez, estranha e paradoxalmente ligadas de uma forma muito íntima, de maneira muito simbólica: quem sabe se, um dia, na luxuosa pobreza extrema, e na merecida desgraça última, quando se enfrentar as vagas assassinas de um tsunami que venha a devastar uma área de ocupação humana ao nível do mar — mas… será possível que haja alguém que, em pleno século XXI, esteja a querer legitimar ("ecologicamente"…!!!), e a, assim, adensar e avolumar (!) uma ocupação humana (dita "turística", e "cultural"… e, até, "ambiental"…! [e, na verdade, pré-imobiliária…?!]) ao nível do mar…?! —, irá ser lembrada, e recordada, com saudade, a geometria fina e a silhueta esguia, cortante, dos antigos "Barcos-da-Arte" ("Barcos-do-Mar"), em "meia-lua"… Que, nesse dia, já não existirão… nem existirá ninguém que os saiba construir...! (embora, provavelmente, vá continuar a existir gente funcionária e política, paga com dinheiro público, que estará pronta para tentar continuar a viver à custa dessas tais matérias, "culturais", e "ambientais", dos barcos antigos, e das praias ecológicas…).

Conclusão do pavilhão do CRIA mais perto de acontecer

 Via Diário as Beiras

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Na Figueira é sempre carnaval: "1600 participantes a desfilar na avenida do Brasil"

 Via Diário as Beiras

PS com dezena de candidatos para as 17 câmaras de Coimbra. Quer ver?

 E a Figueira?..


«Certas são as candidaturas de Ana Abrunhosa (Coimbra), José Veríssimo (Montemor-o-Velho), Carlos Negrão (Cantanhede) e João Gouveia (Soure), a par das recandidaturas de Eduardo Santos (Penela), Ricardo Cruz (Tábua) e Francisco Rolo (Oliveira do Hospital). Prováveis são as candidaturas de Lara Henriques (Vila Nova de Poiares), António Marçal (Lousã), Francisco Reigota (Mira) e Rui Silva (Arganil).»

Camané e Laginha sobem ao palco do Grande Auditório com o projeto “Aqui está-se sossegado”


 Via Diário as Beiras. Para ler melhor clicar na imagem.

Piscina municipal coberta abre no próximo mês


 "...o equipamento está instalado no antigo ginásio com piscina Health Club Portugal, na cave do Edifício Portugal, situado no Bairro Novo. Esta parte do imóvel foi adquirida em maio de 2024 pelo Município da Figueira da Foz a um privado, por 465 mil euros."

O Museu que a Figueira da Foz não tem… Desde há trinta anos…

INFORMAR

Esta fotografia é uma fotografia histórica… Para a História da Figueira da Foz… a cidade que não tem um Museu do Mar… Desde há trinta anos.
"Fotografados no dia 01.05.1996, durante os "Encontros do Mar 96", na inauguração da placa da atribuição toponímica em honra do "Príncipe Perfeito" Rei Dom João II (a atribuição que, antes disso, havia sido proposta pelo Centro de Estudos do Mar-CEMAR, e que havia sido meritoriamente aprovada pela Autarquia local), o Presidente de então da Câmara Municipal da Figueira da Foz, Manuel Alfredo Aguiar de Carvalho, o Presidente de então da Junta de Freguesia de Buarcos, Joaquim José Barraca, e o Director do CEMAR, Alfredo Pinheiro Marques.

Em segundo plano, vê-se o início da Marginal Oceânica da Figueira da Foz-Buarcos, baptizada como "Avenida D. João II", e também (ao lado dos portões da entrada do Cemitério de Buarcos) os edifícios, então ainda existentes, da antiga Fábrica de Conservas Cofisa: a esplêndida implantação, urbanisticamente, paisagisticamente, cenograficamente (de frente para a baía de Buarcos e da Figueira… [!] e com vista, lateral, para a "onda do mar de Buarcos" ["a onda direita mais longa da Europa"…]) onde, por proposta do CEMAR, se sugeria que tivesse sido localizado o MUSEU DO MAR… se a cidade tivesse sido capaz de o criar…

Mas não foi capaz… Nem então, nem depois, ao longo das três décadas seguintes."

Não foi capaz ali (em que tal deixou de ser possível, pois esse espaço veio a ser alienado, para lá ser instalada uma superfície comercial [!] do Lidl… [uma superfície comercial paredes-meias com o Cemitério onde estão enterrados os antigos pescadores de Buarcos…!) nem em qualquer outro local da cidade e da região da Figueira da Foz…
E, engraçadamente, ainda houve então uma Exª. Srª. dirigente local político-partidária, de um partido político diferente e concorrente do então maioritário no executivo camarário dessa época, que escreveu um artigo num jornal a congratular-se (!) pela eficácia da "iniciativa privada"… Por alguém ter conseguido rapidamente comprar e construir, ali… Construir (em vez de um Museu do Mar) uma superfície comercial, ali… (ali, ao lado de um Cemitério de pescadores…).

O Museu do Mar que, ainda hoje, a Figueira da Foz não tem… Desde há trinta anos…"
Fotografado na companhia de Alfredo Pinheiro Marques, co-fundador e director desta associação científica, Manuel Alberto Pimentel Afonso, o homem que, sozinho — com os seus próprios meios, pelo seu próprio esforço (sem pedir nada a ninguém) —, foi capaz de criar a extraordinária colecção dos seus modelos à escala dos navios da Figueira da Foz da pesca longínqua do bacalhau. A magnífica colecção de Manuel Alberto Pimentel Afonso deverá vir a ser um dos núcleos essenciais do Museu do Mar que deverá vir a ser criado na cidade da Foz do Mondego… O CEMAR (Centro de Estudos do Mar) e Alfredo Pinheiro Marques, desde há décadas, andam a chamar a atenção para ela (e até organizaram, no passado, em 2010, uma exposição dessa colecção dos navios da Figueira da Foz… mas teve que ser na Praia de Mira… no âmbito das VIII Jornadas Culturais da Gândara - Encontros da Terra e do Mar, pois na Figueira da Foz não foi possível…)."

terça-feira, 18 de fevereiro de 2025

Perdeu-se mais um pouco da memória da faina maior figueirense


Adelino Agostinho: venceu a luta quotidiana dos pescadores quando embarcavam nos seus frágeis dóris, nas suas jornadas extremamente perigosas, em busca do cobiçado bacalhau. Teve o espírito de perseverança e resiliência dos pescadores portugueses, que enfrentavam tempestades e condições adversas, mantendo viva uma tradição secular. Com a sua morte, perdeu-se mais um pouco da memória da pesca do bacalhau à linha, com dóris de um só homem, uma heróica, mas sofrida singularidade portuguesa. Isto, para deixar bem claro, que a epopeia do bacalhau na Cova e Gala e Buarcos é um património que deveria fazer parte da memória colectiva dos figueirenses.
Para quem tiver curiosidade pela História, recomendo que leia “Nos Mares do Fim do Mundo”, de Bernardo Santareno, uma obra literária que toca o universo denso de um dramaturgo e que foi inspirada na sua experiência pessoal, enquanto médico, na Faina Maior.

O livro faz-nos lembrar um navio fantasma que surge inesperadamente, mas pintado de fresco, e mais carregado. E nele regressam Artur Braga, que bebeu o sangue de um cão para não enlouquecer de sede após dias à deriva no mar; Zé Pinto, que se sonhou nas profundezas do oceano, horas antes de desaparecer para sempre, nas águas geladas da Gronelândia; e Rosa Bailão, que, reza a lenda, atirou foguetes para celebrar a chegada de um lugre bacalhoeiro onde afinal já não vinha o seu homem. Nele voltamos a reencontrar também os verdes, aprendizes de pescadores impreparados para lidar com o amor e com a morte, e maduros, como Ti Zé Caçoilo, que, longe dos seus amores, a enfrentaram, à morte, sozinhos nos seus botes, dezenas de vezes e viveram para contá-lo a um médico e escritor que navegou com eles, e com as suas histórias, Nos Mares do Fim do Mundo.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2025

Adelino António Pereira Agostinho: até um dia destes meu querido tio

Adelino António Pereira Agostinho é irmão do meu Pai - dos cinco, era o único vivo. Com a sua morte encerrou-se um capítulo na minha vida.

Adelino Agostinho, tem 90 anos de idade e é oriundo de uma família tradicional da Cova-Gala ligada ao mar e à pesca. Ainda frequentou a Escola Industrial na Figueira, mas desde a adolescência que a sua vida foi o mar. Teve uma longa carreira de mar, repartida pela pesca longínqua (14 anos) e pela marinha mercante (24 anos). Dono de uma rara capacidade para trabalhos manuais, foi um estudioso das coisas marítimas, sua vivência e cultura, sobretudo das embarcações tradicionais, artes, redes e nós de todo o tipo – isto é, tudo o que tenha a ver com a marinharia. Os seus modelos de barcos, caracterizam-se por serem fiéis às embarcações que os originam. Afinal, "o mais importante na vida é ser-se criador - criar beleza".
Até um dia destes meu querido Tio Adelino.
O teu sobrinho não era nenhum burro.
Como tu dizias com orgulho e com vaidade: "tinha o Curso Comercial."
Vou ter saudades. Neste momento, sinto um vazio mais do que enorme. 
Gentes do mar, pescadores – é o que somos.
A liberdade de ir ao mar e voltar, devolve-nos a nós mesmos.
Faz-nos ser o que somos. Fazer o que queremos.
E o que gostamos.
Este é o nosso trabalho. O nosso destino. A nossa faina.
A nossa luta pela sobrevivência, é uma vida dura, mas libertadora, que nos alivia e protege dos olhares dos outros – os que ficam por terra.
O mar tem poder – um imenso poder, tão imenso que pode provocar mesmo a mudança dentro de nós.
O mar, este mar da Figueira, é como a alma da sua gente.
Limpo.
Pelo menos era assim que as almas deviam ser.
Gentes do mar, pescadores - é o que somos.
Temos a liberdade de fazer o que queremos e gostamos.
De viver e morrer nesta vida que a gente transporta dentro de nós.
Que vai e volta.
Sobre as ondas do mar.

Fica uma palavra especial de conforto para os meus primos Lino e Odília e para a Juliana.

"Futuro da Figueira Champions Classic depende das eleições autárquicas", disse Sanrtana Lopes

Figueira Champions Classic! : o ciclismo português está vivo e bem vivo! Além da vitória de António Morgado, registe-se o 5º lugar de Rui Costa e o 9º de Rúben Guerreiro. 

Diário as Beiras
«Na Figueira da Foz, o fim de semana foi de festa para o ciclismo, com o granfondo no sábado e equipas e ciclistas de topo mundial a disputarem ontem a clássica Figueira Champions/Casino Figueira. 
Esta foi a terceira edição da prova da União Ciclista Internacional, e encerrou um ciclo, já que o contrato assumido pelo Município da Figueira da Foz teve como limite este ano, para não comprometer o próximo executivo camarário, uma vez que 2025 é ano de eleições autárquicas. 
“Todos os anos temos de decidir como continuamos no próximo ano. Este ano há um ligeiro detalhe pelo meio, que são eleições autárquicas. Portanto, ninguém se pode comprometer, tem de se esperar pelo veredito do povo”, ressalvou o presidente da câmara, Santana Lopes. “Mas estou convencido que, ganhe quem ganhar [as eleições autárquicas], o prestígio que a prova alcançou é sólido e é tão grande, que todo nós queremos essa continuidade”, acrescentou. 
Santana Lopes falava na gala da prova de ciclismo, realizada no sábado, no Casino Figueira.»