sábado, 26 de setembro de 2020

Autárquicas 2021: ponto da situação em Setembro de 2020

Na minha opinião, temos um problema grave na sociedade figueirense. 
Não é novo. Faz parte da nossa idiossincrasia. Falo da falta de cultura para o exercício da cidadania no nosso concelho. 
Pouca gente se arrisca a discordar. 
Na maior parte dos casos, por medo.
Sem ela, o povo é um joguete na mão dos caciques.

Breve ponto da situação nos bastidores da política concelhia.

1. Nos subterrâneos da política local, há uma onda de agitação a percorrer o concelho político de lés a lés, que já está a deixar mossa.

2. Para além dos Paços do Município, em freguesias como Quiaios, Alhadas, S. Pedro, Lavos estão a acontecer coisas. Umas, já começaram a ser notícia, outras vão sê-lo em breve.

3. A um ano do acto eleitoral é uma situação normal.

4. Assim como é normal que quem usa a militância partidária como meio para obter benefícios pessoais, se desoriente quando ocorrem divisões no seio dos partidos, não sabendo em que cavalo apostar para garantir o tacho...

Municipal José Bento Pessoa: um dos cartões de visita mais negativos da cidade.
Foto Celso Silva/Digiart, via Marcha do Vapor

Decorridos mais de 40 anos de poder autárquico democrático, continuamos com muitos problemas por resolver na Figueira. 
Um deles, tem a ver com a classe política que nos tem governado... E a culpa também é nossa. Eleição após eleição, temos caucionado com o nosso voto a troca de valores e princípios, que deviam ser sólidos, por conveniências de circunstância.

As eleições autárquicas, não torna ninguém hipócrita. As eleições autárquicas, mostram é até que ponto somos hipócritas.
Passamos a vida a reclamar: no momento do voto, colocamos sempre a cruzinha nos mesmos...

Tanta casa sem gente. Tanta gente sem casa...

quinta-feira, 24 de setembro de 2020

Vamos ter um problema na Figueira chamado RFM SOMINI RÉVELLON 2020/2021?

Prolongada proibição de festivais e espectáculos análogos até 31 de dezembro 

«A proibição de festivais e espetáculos de natureza análoga tinha sido definida por lei em março passado e vigorava até 30 de setembro, mas o prazo foi prolongado até ao final do ano, como explicou pelo ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, em conferência de imprensa no final do Conselho de Ministros. 
A Inspeção-Geral das Atividades Culturais (IGAC), na página oficial, especifica que fica proibida “a realização de festivais até 31 de dezembro de 2020”.»

Da série, bem-vindos à campanha eleitoral de Carlos Monteiro, autárquicas 2021 (5)

Tal como previ aqui, o anúncio do sintético para o Grupo Desportivo Cova-Gala não iria demorar muito. Isto é: devia estar para "breve". O anúncio, claro. Ele aí está.

Isto é tudo tão previsível e tão óbvio, que basta conhecer os pássaros pelas cagadelas... 
Para o autor deste espaço, o problema, para os covagalenses, não é ainda não terem o ansiado sintético no Campo do Cabedelo. O problema foi terem perdido ao longo dos anos a oportunidade de poderem competir em igualdade de circunstâncias com outros clubes, pois as condições foram sempre desiguais.
Por isso, a questão do sintético, que espero se resolva o mais breve possível,  parece-me de relativa pouca importância, se compararmos com todo o resto que envolveu a vida do Grupo Desportivo Cova-Gala desde 1977.
A implantação de um relvado sintético, na Cova-Gala, é, cada vez mais, uma questão pertinente, e uma necessidade a curto prazo. Não acham que já está mais que na hora? Escusavam é de fazer campanha eleitoral partidária com o dinheiro de todos nós.
Aquilo a que temos assistido na Figueira da Foz constitui quase um case study de como é gerida uma autarquia de forma incompetente. 
Isto, é mais do mesmo.
Este método das promessas para as eleições, apesar de estar gasto, ainda funciona... Faz parte do "circo nosso de cada dia"
É a mediocridade que temos.

Espero, porém, que a Cova e Gala de 2020, não seja a Madeira pós 25 de Abril de 1974.
Na Madeira, Jardim era quase um mito. No exterior do arquipélago, contudo, não tinha (como não teve) horizontes de futuro: ninguém o quis como aliado. Aparentemente, era frontal, mas não tinha credibilidade. Dele brotava energia a rodos e não temia correr riscos, mas faltava-lhe contenção e equilíbrio. 
Navegou a cartilha populista. Apesar de muitas tribunas ao seu dispor para espalhar a propaganda, não era credível pois  carecia de densidade teórica e consistência política. 
Fez muita obra, mas assente num poder clientelar e num ambiente de défice democrático terceiro-mundista. Aprisionado pelas suas limitações, enredado nas suas contradições, Jardim apostou tudo no populismo. Restou-lhe a reforma, dourada é certo, mas que não era o que ambicionava...

Quem diz mal do dia a dia, é porque não consegue descobrir as alegrias que dele se podem colher...


É em dias como o de hoje, nesta altura do ano, começo de outono, que gosto de olhar a praia, quando a maré 
baixa faz recuar o mar e prolonga o areal.  
É em momentos como este, que dá para esquecer os problemas e mergulhar na felicidade. 
Quem não tem uma paisagem destas por perto, desconhece a sorte que é viver junto deste meu mar e desta imensa beleza. 

Sei que vivo numa cidade em que a maioria discorda que "a felicidade, que dura, se faz de pequenos nadas" e considera que “a felicidade faz-se de grandes tudos”
Quem já viveu muito, porém, sabe que esses "grandes tudos" duram sempre pouco... 

Há muito que percebi que a vida é feita de pequenos nadas e coisas insignificantes. Contudo, é nos seus interstícios que tenho encontrado a felicidade.
Se eu tivesse responsabilidades políticas na Figueira, punha rapidamente no terreno uma campanha publicitária, mais ou menos assim: “minhas senhoras e meus senhores, venham até Figueira, aproveitem para  passear à beira mar, banhar-se nas nossas águas, sentir a nossa areia no corpo, desfrutar do nosso sol, comer os nossos petiscos e beber do nosso vinho”!..
E não pensem que estou a partilhar pouco!
Estes  meus  pequenos nadas, que para vós seriam  luxos, são a minha única riqueza.


O céu está escuro. 
Estava a ver que o outono, este ano, que para mim é sempre fantástico, não havia meio de surgir.
Confesso: tinha saudades da paisagem tomada por tons de cinzento. 
O som monocordicamente ritmado da chuva a cair, torna a maioria de nós ainda mais amorfos e distanciados dos outros, como que pequenas ilhas isoladas formadas pelas águas que sulcam e amaciam os terrenos... 
Nos dias de chuva, parece-me que as as pessoas ficam mais iguais, mais cinzentas, mais sós...
A chuva tem esse triste sabor de uma igualdade imposta. E, isso, é incómodo para quem detesta coisas impostas.

No outono, em geral, os dias são ainda dias tristes e sem imaginação!
Mas gosto. Só um observador atento, protegido pela vidraça de sua casa, que gosta de passar despercebido, como eu, pois a condição de observador apenas joga bem com a discrição, consegue ver a importância da chuva para a igualdade.
Já agora, que estou num momento de confissão, ficam a saber que gosto desses dias, pois sou um ser atavicamente tímido... 
Eu sei que não pareço... Mas, acreditem, sou-o!

Desta esplanada (e já lá vão 31 + 24), faça chuva ou faça sol, vejo os surfistas a andarem neste mar ao longo de todo o ano!
Isto é o Cabedelo, a sua praia, o seu mar e a sua autenticidade.
Eles - os surfistas - são, com toda a certeza gente, que se diverte com o seu desporto favorito!
Para mim, é sempre um prazer estar sentado na melhor esplanada da Figueira da Foz, ver a praia, magnífica, e, ao mesmo tempo, vê-los a brincar e a sorrir às ondas.
Há pequenos nadas que nos proporcionam um prazer imenso.
São momentos que ninguém nos pode tirar.

A maioria dos ricos, que se julgam também poderosos, há muito perderam a capacidade de se maravilharem e de conseguirem ser felizes.
Não estou a fazer a apologia da pobreza.
Apenas a  constatar que não é preciso muito para fazer sorrir verdadeiramente uma pessoa!
As coisas mais importantes, e que nos fazem sentir bem, não é o dinheiro que as consegue comprar.
Sei que isto, para muitos, não é fácil de entender. 
Mas, alguém consegue explicar ou ensinar como se deve "tocar" numa mulher?
E a explicação é simples e óbvia: alguém conhece  duas mulheres iguais?

Telhado de vidro?..


Está a ser julgado por violência doméstica, em Lisboa, Francisco Aguilar, docente da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, que compara feminismo ao nazismo.

Entretanto, a Faculdade de Direito retirou programas, que está a analisar, de duas cadeiras do mestrado em Direito, em que professor de Direito fala de mulheres como pessoas “desonestas” e ataca feminismo...  

Via Jornal Público

Notícias de Lavos: da Assembleia de Freguesia e do parque das caravanas...


 Via Diário as Beiras

Vereador, encenador, autor, realizador e actor Miguel Babo estreia no peça de teatro

Via Diário as Beiras

Ser populista e demagogo é isto...

Dar sentenças sobre tudo menos sobre os conteúdos
Via Expresso

"Que os jornais se ocupem a dar opiniões sobre quem deve votar a favor do Orçamento de 2021 é coisa que se pode lamentar mas também admitir porque isso está no código genético dos órgãos de comunicação social. Mas isso não devia valer para quem é Presidente da República. Ao falar assim, Marcelo Rebelo de Sousa alinha-se pelo truque generalizado de discutir votos separadamente dos conteúdos concretos do dito Orçamento. E já que o Presidente é tão falador então eu preferia que ele antes tivesse dito que o Orçamento deve ter um conteúdo de esquerda.»

Novo Banco: a realidade das coisas...

«O requerimento do Bloco de Esquerda (BE) para divulgação pública imediata e integral do relatório de auditoria especial ao Novo Banco enviado pelo Governo ao Parlamento foi chumbado, esta quarta-feira, pelos deputados da Comissão de Orçamento e Finanças (COF), com os votos contra do PS e PSD
CDS-PP e Iniciativa Liberal abstiveram-se.
BE e PCP voltaram a favor.

"Se há matérias que dizem respeito a identificação de operações ou pessoas não estou à vontade para ser o parlamento a levantar o sigilo bancário", disse o deputado único da Iniciativa Liberal, Cotrim Figueiredo, defendendo que os clientes dos bancos têm direito à privacidade. 
O deputado disse ainda que se recusa a que uma pessoa que tem dívidas a um banco seja tida como criminosa. 
Duarte Alves, do PCP, criticou o Executivo de António Costa por não ter divulgado o documento, quando foi o próprio Governo a ordenar a auditoria. O deputado comunista aproveitou ainda o momento para lançar uma farpa ao PSD, lembrando que no passado os sociais-democratas foram favoráveis à divulgação da auditoria à Caixa Geral de Depósitos (CGD). 
A deputada bloquista Mariana Mortágua defendeu que no documento em votação não constam nomes de devedores, mas códigos. Apenas no documento que seguiu para os deputados, é que consta a relação entre os códigos dos devedores e os seus nomes.»

quarta-feira, 23 de setembro de 2020

Juliette Gréco: 7 de fevereiro de 1927/23 de setembro de 2020

Aeroporto do centro

«Turismo do Centro pede apoio de Ana Abrunhosa para "concretizar ambição" de aeroporto regional».

 

A maior crise de sempre na justiça portuguesa

"Todos os acusados têm direito à sua defesa e beneficiam da presunção de inocência. No entanto, tudo o que tem vindo a público sobre o funcionamento durante vários anos de um dos mais importantes tribunais superiores do nosso país é motivo de grande preocupação."

Derrapagens...

Imagem via Diário as Beiras
1
. "...Troço da ciclovia inaugurado ontem: a empreitada custou mais de 900 mil euros, tendo-se registado uma derrapagem orçamental e no prazo de execução que atingiu cerca de um terço do custo total e largos meses de atraso."

2. "... embarcações elétricas para transporte de passageiros e bicicletas entre as duas margens da foz do Mondego: o primeiro barco (poderão ser dois), com painéis fotovoltaicos e capacidade para 45 lugares, custa cerca de 500 mil euros."


Notas:
2. Se bem me lembro, o barco movido a electricidade estava previsto custar cerca de 120 mil euros...

Vil, miserável e desprezível: não deveria cair no saco roto das traquinices...


Foto via O PALHETAS