domingo, 13 de setembro de 2020

Promoção: óculos especiais (2)


Sou do tempo em que a Figueira era fortíssima no turismo de cruzeiros: chegámos a ter um navio de passageiros com a lotação de um autocarro!..

 Depois, dado o crescimento exponencial do sector a "Administração do Porto da Figueira da Foz abriu a possibilidade de poder vir a instalar um terminal de cruzeiros junto à praça da Europa, na zona portuária, que seria concessionado a privados. A infraestrutura seria complementada por um edifício de apoio, com recepção, forças de segurança, operadores e posto de turismo. Joaquim Sotto Maior, fez o anúncio aos jornalistas a bordo do “Hebridean Sky”, um navio de cruzeiros que fez escala na Figueira em 26 de Setembro de 2018, com 100 turistas a bordo, maioritariamente ingleses. 

Registe-se: a vereadora Mafalda Azenha, que subiu a bordo do “Hebridean Sky” para apresentar cumprimentos à tripulação, frisou que a autarquia quer que a cidade deixe de ser apenas uma escala e passe a ser, também, um destino."

Convém não esquecer os heróicos e sacrificados autarcas que nos trouxeram até aqui, que tanto fizeram pelo bom povo figueirense...

Mas, vamos ao essencial: sabem porque é que não se construiu um terminal de cruzeiros na Figueira? Para evitar as más notícias: a Figueira, com o incremento que o turismo de cruzeiros estava a ter, neste momento, provavelmente já seria a sétima cidade portuária da Europa! 
Lisboa é a sexta cidade portuária da Europa com mais emissões poluentes, a sexta mais poluída por causa dos cruzeiros. As emissões de óxido de enxofre na costa portuguesa causadas pelos navios de cruzeiros são 86 vezes superiores às dos automóveis. 
Ao contrário do que aconteceu em Lisboa, conseguimos evitar os malefícios com a poluição que a construção de um terminal de cruzeiros traria à Figueira! 
Note-se, a eficácia de Carlos Monteiro com o combate pelo ambiente, a descarbonização e alterações climáticas. Está aqui a justificação dos milhões que estão a ser investidos no concelho - Buarcos, casco velho da cidade e Cabedelo são exemplos disso. 
Percebem agora porque é que não quiseram trazer para o coração da Figueira uma fonte poluente da dimensão de um terminal de cruzeiros. 
Por outro lado, mesmo em termos económicos, é previsível que, devido a preocupações ambientais, de governos e cidadãos, os cruzeiros tendam a declinar. 
A pandemia que entretanto nos assolou, também veio ainda reforçar mais a opção de esquecer o terminal de cruzeiros na Figueira da Foz.
O que nos vale é termos autarcas de grande visão estratégica. Foi isso, que evitou, não só um enorme prejuízo financeiro, mas também, neste momento, um elefante branco à beira Mondego.

sábado, 12 de setembro de 2020

Acabei de ficar a saber via TVI24

João Ferreira é o candidato do PCP a Belém.

Via Diário as Beiras


"Só faltava pôr Arons na RTP. Agora já não falta"

«O Conselho de Opinião elegeu Leonor Beleza para ser indigitada como membro do Conselho Geral Independente (CGI) da RTP e o Governo escolheu Alberto Arons de Carvalho, de acordo com fontes oficiais das duas entidades».


«Foi assim com Guterres, foi assim com Sócrates e continua a ser assim com Costa. Eis uma bonita recompensa por uma vida inteira dedicada ao PS e ao lambe-botismo. Roma não paga a traidores, mas o PS, tal como a Casa de Lannister, paga todos os seus favores.» 

Promoção: óculos especiais

Imagem sacada daqui

...fazem avistar a Figueira «com tudo e segurança» e melhoram tudo o que se encontrar no campo de visão...
(um gajo que tirou um curso na célebre Internacional figueirense,  pode transforma-se num assessor de excelência. O Museu Santos Rocha,  transforma-se no Louvre . Um carteirista encartado, pode ascender a um lugar na administração dum Casino. O comboio turístico, pode fazer recordar o TGV do falecido Aguiar de Carvalho. O Parque de Campismo do Cabedelo, pode transformar-se num parque de excelência para surfistas como o Parque Municipal de Campismo. O barco eléctrico para a travessia do Mondego, pode ser equiparado aos barcos de cruzeiros no Douro. O aeródromo na zona industrial, vai ter a mesma importância que o aeroporto Manuel Machado...)
Convém não esquecer os heróicos e sacrificados autarcas que nos trouxeram até aqui, que tanto fizeram pelo bom povo figueirense...

A culpa é um pouco de todos nós, embora com lugar de destaque para os políticos que desprezam a coerência...

Eleições do Benfica. António Costa e Fernando Medina na comissão de honra de Luís Filipe Vieira
 

Foto: Jorge Amaral/Global Imagens/Arquivo

«Imagino a cara de felicidade da Ana Gomes quando soube que o António Costa quis dizer presente na comissão de honra da candidatura de Luís Filipe Vieira à presidência do Benfica. E a dos membros do Governo a quem Costa aconselhou a nunca esquecerem o cargo que ocupam nem na mesa do café. Cá para mim, isto foi para convencer o Gentura a votar a favor do Orçamento. Para mais dicas sobre Alta Política, sigam-me.»  Filipe Tourais

Água: um problema esquecido pelo poder autárquico figueirense?

 Primeiro caso no país: "água em Mafra volta para mãos públicas"...

"Mafra reassumiu fornecimento da água ao rescindir, 22 anos depois, a concessão da água e saneamento em baixa a uma empresa chinesa."
Imagem via jornal Público

Felizmente, apenas houve ferimentos ligeiros

Via Diário as Beiras

Paço de Maiorca: porque não se faz a auditoria para apurar a verdade, de preferência realizada por uma empresa sólida e reputada e à prova de qualquer influência?

Foto via Diário as Beiras

Ontem, em comunicado o "PSD responsabiliza gestão socialista pelo dossier Paço de Maiorca"
Ao mesmo tempo, a Concelhia da Figueira da Foz do PSD colocou, na rotunda à entrada da cidade junto à linha férrea, um cartaz gigante sobre o dossier Paço de Maiorca, onde se destacam as palavras “gestão danosa”, “vergonha” e “incompetência”. No documento afirma que "a Figueira merece mais e melhor!": os figueirenses foram “lesados pelo PS” em seis milhões de euros e  o edifício está “ao abandono”
Hoje, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS, Carlos Monteiro afirma que “o PSD mente e sabe que está a mentir, o que em nada dignifica a democracia”
Segundo o presidente da câmara, “as evidências são que o contrato leonino, a favor do privado, foi assinado em 2008, a obra iniciou-se antes da nossa tomada de posse e os compromissos não puderam ser assumidos porque a câmara estava em falência”. Carlos Monteiro acrescentou que, quando os socialistas quiseram fazer pagamentos nas obras do Paço de Maiorca, foi publicada a lei que acabou com as empresas municipais que davam prejuízo. “O que levou a que o Tribunal de Contas não permitisse fazer o pagamento das obras e o assunto fosse para a justiça”, frisou. 
“O PSD é duplamente causador da situação, ou seja, pelo contrato leonino e por ter iniciado as obras em fase de eleições e deixar a câmara com uma dívida superior a 90 milhões de euros, o que nos impediu de honrar os compromissos que eles tinham assumido”, concluiu o edil.
No comunicado do PSD pode ler-se o contrário.
«O valor de 6 milhões de euros a pagar, vai hipotecar o futuro da Figueira da Foz. O PS tomou decisões sobre este negócio afirmando sempre que tinha soluções, para o qual, afinal, não tinham solução! Se o PS era contra este processo devia ter parado o mesmo logo que tomou posse em 2009, a exemplo do que fez com o projecto do “Parque Desportivo de Buarcos” (onde pagou uma indemnização à empresa construtora para parar). 
Tinha legitimidade democrática para isso. Não foi essa a opção, pois o então Presidente Dr João Ataide e seu executivo expressaram publicamente que tinham solução para o “Paço de Maiorca”, por isso permitiram que o negócio avançasse. 
Em Outubro de 2011 (dois anos após a tomada de posse), depois de terem sido investidos 4,2 milhões de euros e faltando 1 milhão de euros para terminar, executivo Socialista entendeu PARAR a obra.... deixando o Paço ao abandono até hoje! 
Muitos milhões vai custar para recuperar!! Entretanto, e perante os ALERTAS do PSD, sempre o PS e seu executivo respondiam que tinham soluções e interessados no negócio. 
A Sentença do Supremo Tribunal de Justiça, incide sobre decisões tomadas pelo PS e o seu executivo. Chegamos a esta Sentença pois o executivo PS nunca quis negociar uma solução em tempo útil, originando um problema GRAVE. A este tipo de procedimento chamamos “gestão danosa”, desperdício de recursos e desleixo do executivo PS! 
A posição do PS, ao chumbar a proposta de auditoria ao processo “Paço de Maiorca” em Dezembro 2019, só provou que estão de consciência pesada! 
Ainda está a tempo de mandar fazer uma Auditoria independente ao caso “PAÇO de MAIORCA”“Quem não deve, não teme”, tem medo?, prefere a mentira e calúnia para desviar as atenções às suas RESPONSABILIDADES.»

Temos de pensar em Outubro de 2021


"Deixa ver se eu percebi:
António Paredes está magoado com Ataíde porque Vitor Batista não o escolheu para candidato à presidência da Câmara Municipal da Figueira da Foz ? é isso ?!
ou
Os militantes do PS da Figueira da Foz devem estar calados, porque quem sabe o que eles querem é o Presidente da Federação, que até lhes escolheu um candidato que ganhou a Câmara ? é isso ?!

E eu que sempre acreditei que nestas autárquicas as escolhas tinham sido da responsabilidade das concelhias e que o discurso de defesa da unidade do Ps e do trabalho dos autarcas socialistas também se aplicava ao Presidente da Federação…
Acredito em cada coisa…!!"

Março de 2010, via MARIO.RUIVO BLOG

Depois de 40 anos de mais do mesmo, está mais do que provado: não basta mudar apenas de cores partidárias para termos uma boa e competente gestão da autarquia figueirense.

A escolha é simples, clara, objectiva, transparente e translúcida:  terá de ser entre competentes e incompetentes, entre servir ou servirem-se, entre mudar ou fazer de conta que se muda.

É tempo de escolher os melhores, os mais honestos, os mais independentes dos interesses que têm atrofiado o desenvolvimento do concelho.

Sobretudo, têm de ser os figueirenses a ter a capacidade de escolha. Os jogos de  facções partidárias deram o resultado conhecido: o estado a que a Figueira chegou.

A autarquia é de todos e tem estar ao serviço de todos: não pertence a assessores ou funcionários amigos, de facções partidárias.

A Figueira  é de todos e de cada um de nós, figueirenses. 

Isso passa pelo fundamental, que é o exercício do direito à cidadania e à democracia. Isto é: que sejam todos a terem uma palavra na escolha dos melhores para nos representar.

Os figueirenses, não têm de se limitar a escolher entre vencedores de manobras de bastidores, sujas e interesseiras, dos diretórios partidários. 

Os figueirenses podem (e devem poder)  escolher livremente.

A eleição não tem de ser feita por "poderosos",  ou diretórios partidários ao serviço destes.

Habemus Papa

O Papa Francisco. Foto: Vincenzo PINTO / AFP

Via Ladões de Bicicletas

 "«Os prazeres chegam-nos directamente de Deus, não são católicos ou cristãos, ou outra coisa qualquer. São simplesmente divinos. (...) A Igreja condenou o prazer vulgar, desumano, bruto, mas, por outro lado, sempre aceitou o prazer humano, simples, moral. (...) O prazer de comer existe para nos manter saudáveis pela alimentação, tal como o prazer sexual existe para que o amor seja mais bonito e para garantir a perpetuação das espécies. (...) Os prazeres de comer e do sexo vêm de Deus.»

Citado num livro do jornalista italiano Carlo Petrini, o Papa Francisco acrescentaria, com uma santa benevolência, ter havido no passado algum «excesso de zelo» nestas matérias por parte da Igreja, devido a «uma interpretação errada da mensagem cristã». Eu já não me lembro de quem é que hoje comentava que foi preciso esperar 2000 anos para ouvir uma figura de proa da Igreja dizer o que Francisco disse. Mas não se surpreendam se, entretanto, surgir um qualquer manifesto ou abaixo-assinado, subscrito por uma centena de pessoas (na sua maioria certamente católicas), a condenar estas declarações."

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

𝐏𝐚ç𝐨 𝐝𝐞 𝐌𝐚𝐢𝐨𝐫𝐜𝐚 - 𝐅𝐢𝐠𝐮𝐞𝐢𝐫𝐚 𝐦𝐞𝐫𝐞𝐜𝐞 𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐞 𝐦𝐞𝐥𝐡𝐨𝐫!

Comunicado do PSD FIGUEIRA 

«Os Figueirenses foram surpreendidos com a Sentença dos 6 milhões de euros do “Paço de Maiorca” e da gravidade que representa para o desenvolvimento do concelho.
O Dr. Carlos Monteiro e o executivo PS é o fio condutor deste ESCÂNDALO! 
Foi eleito em 2009 foi para resolver os problemas aos Figueirenses.... não para criar mais problemas!!
O valor de 6 milhões de euros a pagar, vai hipotecar o futuro da Figueira da Foz. O PS tomou decisões sobre este negócio afirmando sempre que tinha soluções, para o qual, afinal, não tinham solução! Se o PS era contra este processo devia ter parado o mesmo logo que tomou posse em 2009, a exemplo do que fez com o projecto do “Parque Desportivo de Buarcos” (onde pagou uma indemnização à empresa construtora para parar). 
Tinha legitimidade democrática para isso. Não foi essa a opção, pois o então Presidente Dr João Ataide e seu executivo expressaram publicamente que tinham solução para o “Paço de Maiorca”, por isso permitiram que o negócio avançasse. 
Em Outubro de 2011 (dois anos após a tomada de posse), depois de terem sido investidos 4,2 milhões de euros e faltando 1 milhão de euros para terminar, executivo Socialista entendeu PARAR a obra.... deixando o Paço ao abandono até hoje! 
Muitos milhões vai custar para recuperar!! Entretanto, e perante os ALERTAS do PSD, sempre o PS e seu executivo respondiam que tinham soluções e interessados no negócio. 
A Sentença do Supremo Tribunal de Justiça, incide sobre decisões tomadas pelo PS e o seu executivo. Chegamos a esta Sentença pois o executivo PS nunca quis negociar uma solução em tempo útil, originando um problema GRAVE. A este tipo de procedimento chamamos “gestão danosa”, desperdício de recursos e desleixo do executivo PS! 
A posição do PS, ao chumbar a proposta de auditoria ao processo “Paço de Maiorca” em Dezembro 2019, só provou que estão de consciência pesada! 
Ainda está a tempo de mandar fazer uma Auditoria independente ao caso “PAÇO de MAIORCA”. “Quem não deve, não teme”, tem medo?, prefere a mentira e calúnia para desviar as atenções às suas RESPONSABILIDADES.»

11 de Setembro de 1973 - 11 de Setembro de 2020

 

Registe-se o esforço

 Via Diário as Beiras

Em tempo.
Paulo Pinto: portanto, a solução era óbvia...

quinta-feira, 10 de setembro de 2020

O drama e a dignidade de Né Ladeiras

Via Luís Osório

1.


Escrevo este postal do dia enquanto oiço “Sonho Azul”.

Né Ladeiras canta que “trocava a vida toda pela vida deste amor, meu sonho azul” e eu penso que a vida é, muitas e muitas vezes, inclemente, cruel, cega.

2.
Né Ladeiras é um nome importante da história da música portuguesa. De uma família de artistas assumiu muito jovem protagonismo na Brigada Vítor Jara e na Banda do Casaco. Colaborou com os Trovante e os Heróis do Mar e a sua carreira a solo fez o seu nome resistir até hoje.

Né Ladeiras.

Não me parece que haja alguém da minha geração, ou das gerações anteriores, que não saiba quem é ou que não tenha ouvido falar.

3.
Há menos de uma semana, Né Ladeiras apelou na sua página de facebook.

Não tinha emprego e não tem dinheiro ou forma de continuar a pagar as suas contas.

Um problema nas cordas vocais impediu-a de continuar a cantar e hoje e, apesar de todas as tentativas, teve a coragem de denunciar a quase impossibilidade de uma mulher com 60 anos conseguir ter um emprego.

Trabalhou num museu em Torres Novas num restaurante a fazer o que lhe pediam, em duas empresas de limpeza e duas pastelarias. Ao fim de poucas semanas agradeceram-lhe, mas outra pessoa, quarenta anos mais nova, acaba por ocupar o seu lugar,

4.
Né Ladeiras teve a coragem de usar a sua página de facebook para nos dizer: olhem, não consigo mais. Ajudam-me?

Fê-lo mantendo a sua dignidade – “Não quero nenhum coitadismo, nenhuma pena”

Mantendo a esperança – “Quero viver e sentir que valeram a pena todos este revezes”.

Contando de si sem complacências ou paninhos quentes – “Tenho procurado trabalho, sim, porque mil vezes viver dele do que ser dependente da ajuda de outros. Não falo por orgulho, mas dignidade”.

5.
Mora em Coimbra.

Deu-nos muito...

compreendo-a e antecipo que poderia acontecer comigo. Que poderia acontecer com qualquer um de nós.

Ver-me sem nada. Ver-me com uma mão à frente e outra atrás como o meu pai quando ficou doente.

Recordo bem, tinha pouco mais de vinte anos. De repente, vi o meu pai ter de viver em função da solidariedade de amigos ou da Santa Casa da Misericórdia. E fazê-lo com uma dignidade imensa. Nunca o admirei tanto como nesses anos de carência absoluta.

Impossível, também por isso, ficar indiferente ao apelo de Né Ladeiras. À sua dignidade, à sua coragem, à sua esperança.

E no seu exemplo abraçar os ”velhos” de 60 anos que parecem já ser vistos como mortos para quem tem o poder de empregar.

Pessoas que se sentem novas, mas que todos os dias se confrontam com o olhar dos outros, com a arrogância dos outros, com a recusa dos outros.

És velha.
Estás gasta.
Não tens energia.
Já te olhaste ao espelho?

Não dizem desta maneira, mas é isso que lhes dizem sem necessidade de usar palavras.

Não interessa o que fizeram, o que são, o que poderiam aportar.

É triste e não vem nas notícias, mas nem por isso é menos importante.

Puxo para trás o “Sonho Azul” e vou escutá-lo em silêncio. Como uma oração que dedico aos que, como ela, vivem numa encruzilhada que estavam longe de merecer.

Os efeitos de Ana Gomes

«...só o facto de haver uma candidata socialista, por oficiosa que seja, é suficiente para virar a campanha de pernas para o ar. Nem tanto por causa do resultado final (é provável que o actual presidente seja reeleito e talvez por margem folgada), mas porque o debate deixa de ser exclusivamente entre o presidente que representa a moderação do centro político e os insurgentes (estejam eles à Esquerda ou à Direita).»

Vamos pagar caro o preço da arrogância e da fanfarronice...

Quando, um dia, a tenda do circo estiver desmontada, veremos que não estamos apenas perante o maior embuste na história da Figueira, cujos autores foram quem esteve ao leme da autarquia desde 2009, mas que estamos perante o maior desastre financeiro ocorrido no município figueirense.

Maior ainda que o deixado por Santana Lopes...

O povo, um dia, vai perceber todo o embuste que tem sido a gestão da autarquia de 2009 para cá e o desastre em que está a ficar o concelho.

Peço desculpa por não dizer coisas bonitas. Mas, por aqui, bonita é a verdade.

A benevolência da tolerância

«Com uma imprensa cada vez menos livre e financeiramente de rastos, o mundo convertido ao processo digital, o futuro das novas gerações é assegurar que estes não se esgotem como um outro qualquer recurso natural. A sociedade plastificou-se. O problema que enfrentamos pós-covid-19 não será seguramente apenas uma crise de saúde pública ou uma crise económica profunda. É mais grave do que isso e expõe uma realidade que ninguém ligava patavina: o respeito pelos valores mais básicos – a democracia.»