sexta-feira, 1 de maio de 2020

Reflexão


A Figueira é um concelho acolhedor e agradável. Não pelas oportunidades e o rendimento médio de quem vive do seu trabalho e nem pela dignidade com que os seus habitantes são tratados por quem governa o concelho. 

É bom viver cá pelo clima (tirando o vento...), pela localização, pelas praias (especialmente, as situadas a sul do estuário do Mondego), pela diversidade ambiental (rio, mar, campo, serra), mas não pela forma como é gerida ou pela riqueza que distribui à maioria dos seus habitantes.

Dos políticos nem vale a pena falar. Não tiveram rasgo nem competência para conduzir os destinos do concelho em tempos normais, não é agora, que estamos a viver esta tremenda pandemia, que podemos contar com eles. 

Muitos de nós vamos ser atirados para a pobreza. Vamos ter sectores fechados e sem grandes perspetivas de obterem receitas significativas nos próximos  meses. Teremos algumas empresas em agonia se não mesmo à beira da falência e trabalhadores com reduções de rendimentos ou mesmo sem rendimentos e sem quaisquer hipóteses de encontrarem trabalho.

Neste dia 1º de Maio de 2020, temos à nossa frente  um cenário muito complicado, havendo mesmo o risco  de virmos a enfrentar problemas sociais e humanos muito sérios. 
O que poderia fazer um autarca perante este cenário? 
Por aqui, a sua  preocupação é ele próprio e a sua sobrevivência como presidente da autarquia. Prepara a sua candidatura, inunda as páginas da comunicação social de autopromoção, mesmo no 25 de Abril.

Andaram a gastar fortunas para haver carnaval na Figueira todos os dias, dinheiro esse que agora faz falta, coisa que eles terão difilcudade em perceber, pois têm vencimentos acima da média que obteriam se não fossem políticos. 

Neste 1º de Maio de 2020, que cada um de nós fique em casa e que aproveite para fazer uma reflexão. Pensem, mas pensem bem,  em como todos nós poderíamos contornar o buraco em que meteram o concelho, tornando-o incapaz de promover a criação de riqueza, a sua distribuição pelo emprego, pela competência e pela  justiça social. 

Uma memória deste dia há 47 anos



"Às 2:50 minutos do 1º de Maio de 1973, as Brigadas Revolucionárias executaram uma das suas acções mais espectaculares, da qual resultou a destruição de dois andares do Ministério das Corporações (actual Ministério do Trabalho e da Segurança Social), na Praça de Londres em Lisboa.
Explicaram mais tarde em comunicado (que pode ser lido AQUI, na íntegra): «O Ministério das Corporações é, por um lado, o instrumento mais directo dos patrões portugueses e estrangeiros, que através dele fixam as condições de trabalho do proletariado – salários, horários – enfim, exploração e repressão (…); e, por outro, um instrumento de exploração directa dos trabalhadores, através da Previdência (…) que fornece serviços de Saúde e Previdência miseráveis.»
Durante a tarde, foram recebidos telefonemas com falsos alertas de bomba em várias grandes empresas de Lisboa. Veio a saber-se depois que se tratara também de uma iniciativa ligada às Brigadas Revolucionárias, cujo objectivo era «libertar» mais cedo os trabalhadores para que pudessem participar na manifestação.

Facto demasiado grave e espectacular para que a censura o silenciasse, foi noticiado nos meios de comunicação social e objecto de todas as conversas, num dia quem que se preparavam manifestações proibidíssimas, precedidas por largas dezenas de detenções, como a CNSPP (Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos), de 09.05.1973 veio a relatar:
«Tem-se verificado, nas últimas semanas, um acentuado agravamento da repressão política no nosso país: com o pretexto de impedir quaisquer manifestações públicas por ocasião do 1.º de Maio, procedeu a Direcção-Geral de Segurança à prisão indiscriminada de um elevado número de pessoas, em várias localidades e pertencendo aos mais diversos sectores de actividade profissional. Só durante o período que decorreu de 7 de Abril a 7 de Maio tem a CNSPP conhecimento de terem sido presas 91 pessoas, cujos elementos de identificação se possuem já. Sabe-se, no entanto, que muitas outras dezenas de pessoas foram detidas (...)
As forças policiais desencadearam, nos primeiros dias deste mês, uma desusada onda de violência. No 1.° de Maio, as zonas centrais da cidade de Lisboa e Porto foram teatro de grandes concentrações por parte das forças das diversas corporações policias e parapoliciais (com agentes fardados e à paisana). No Rossio e em toda a área circundante essa presença não se limitou ao papel de intimidação ou de repressão, mas adquiriu características de verdadeira agressão: espancamentos brutais e indiscriminados, grande número de feridos, dezenas de prisões. Dessa agressão, foram vítimas muitos trabalhadores, assim como estudantes e outras pessoas que se limitavam a passar pelo local»."

Quando a luta aquece, vê-se quem escolhe o PS!..

Irão passar a jogar de máscara?

"Há coisas que custam a entender. Uma delas foi o anúncio, feito ontem pelo Governo, do regresso (sem espectadores) das competições referentes à primeira liga a partir do último fim de semana do mês que agora começa. É uma excepção dentro da excepção, pois os campeonatos das restantes modalidades colectivas (andebol, basquetebol, futsal, hóquei em patins, voleibol) já tinham sido declarados concluídos por via administrativa, sem haver campeão designado. Se esta disparidade já era digna de suscitar críticas, maior contestação deve merecer o duplo critério reservado ao futebol profissional: as regras agora anunciadas aplicam-se apenas ao primeiro escalão e não ao segundo. Em nome de equidade desportiva?
O mais incompreensível, para mim, é que este anúncio seja divulgado no mesmo pacote de medidas que reforçam as acções profilácticas no combate ao coronavírus.
Faz algum sentido decretar-se o uso obrigatório de máscaras no comércio, nos transportes públicos e em muitos locais de trabalho para prevenir a expansão da pandemia e autorizar-se em simultâneo o regresso da principal competição de futebol, desporto de permanente contacto físico e sem possibilidade de imposição de regras de "distanciamento social", desde logo nos balneários?
Antecipo a resposta: não, não faz.
Que exemplo dá o futebol à sociedade, com o beneplácito do Governo? Antecipo também a resposta: um péssimo exemplo. A menos, claro, que os futebolistas passem a jogar de máscara.  


ADENDA - Recordo que em França, na Holanda e na Bélgica o futebol profissional terminou antes de concluído o calendário previsto para as competições. E a Itália prepara-se para seguir o mesmo rumo, enquanto a Juventus antecipa que renunciará ao título sem jornadas disputadas em campo."

"Para expressar a nossa indignação, com a notícia que divulgou"...

As cinco instituições particulares de solidariedade social (IPSS) do concelho de Penacova escreveram uma carta aberta ao presidente da câmara na qual apelidam de “esmola” o apoio que o município vai dar para combustível.
"Sr. Presidente do Município de Penacova, Dr. Humberto Oliveira, as IPSS`s do concelho de Penacova merecem, mais algum respeito e agradecemos que não sejam envolvidas em publicidade enganosa, que só serve para iludir a comunidade concelhia de Penacova."
Para ler a carta aberta ao presidente do Município de Penacova, clicar aqui.

quinta-feira, 30 de abril de 2020

O Governo vai permitir o regresso da I Liga e da final da Taça de Portugal, mas não da II Liga...

Aconteceu o que se previa.
Futebol regressa no final de maio mas sem público.
A Sport (e a Benfica tv) agradece... a indústria do futebol “não pode colapsar”.
Esta é a imagem do PS quando governa: os grandes - também no futebol -, é que decidem.
Quando a luta aquece, vê-se o que vale o PS...

Da série fuga para a frente...(Esperemos que a promessa do multiusus tenha sucesso, ainda que a esperança não seja muita...) 4

"Depois de o Ginásio Figueirense se ter sagrado campeão nacional de basquetebol, recebeu no Pavilhão da Escola Joaquim de Carvalho o gigante Real Madrid. Lembro-me desse dia como se fosse hoje. O pavilhão estava à pinha e eu, que conseguia arranjar sempre um buraquito para me enfiar e ficar junto às linhas, nessa ocasião pouco vi do jogo. A derrota foi pesada, mas a animação foi grande e encheu o pavilhão talvez como nunca tinha acontecido, nem voltou a acontecer. Desde então, o concelho da Figueira equipou-se com mais pavilhões, com maior capacidade e mais modernos. Com o passar dos anos, alguns foram sendo desleixados, vítimas da falta de dinheiro e de funcionários para a manutenção. Para a realização de eventos desportivos no concelho, a escolha é variada e descentralizada, apenas requer a reabilitação dos espaços existentes e uma política racional de manutenção, caso contrário a reabilitação para nada serve. Para eventos culturais, feiras, certames, etc., o panorama é semelhante. Temos variadíssimos espaços espalhados pelo concelho, muitos deles com uma longa história de enraizamento na vida das comunidades do concelho. Bastará reabilitar estes espaços e elaborar planos sustentáveis de manutenção, e ganharemos imensos espaços multiusos perfeitamente viáveis. O próprio Centro de Artes e Espetáculos é um espaço com capacidade para receber com muita qualidade uma parte dos eventos que cabem num pavilhão multiusos. Se nos anos 70 do século XX, a Figueira foi capaz de receber o Real Madrid no “Liceu”, apesar de o espetáculo basquetebol ter mudado muito, porque é no século XXI não somos capazes de organizar todos os eventos relevantes que ocorrem na Figueira na panóplia de pavilhões desportivos, pavilhões e salões de associações locais, salas de congressos de hotéis, etc., que possuímos no concelho? Um pavilhão multiusos soa a mais uma obra de betão para enfeitar um mandato. Não me parece que seja a prioridade da Figueira, sobretudo no mundo pós-Covid-19, que desejo estar para muito breve."
Via Diário as Beiras

COVID19 - 27 casos confirmados na Figueira

Via DGS

Campeonatos distritais de futebol sem subidas ao Campeonato de Portugal...

Há o futebol dos grandes... 
E o futebol dos pequeninos.

"Os campeonatos distritais ficam esta época sem subidas ao Campeonato de Portugal, que também não terá descidas, confirmou a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) em reunião com as associações, disse hoje à Lusa fonte das estruturas regionais.
A decisão, que vai ser ratificada na próxima reunião da direção da federação, mantém o quadro competitivo do terceiro escalão do futebol nacional, que foi cancelado em 08 de abril, devido à pandemia de covid-19.
Na altura, a FPF já tinha anunciado “dar por concluídas, sem vencedores, todas as suas competições seniores que se encontram nesta data suspensas, não sendo atribuídos títulos nem aplicado o regime de subidas e descidas”.
No entanto, algumas associações distritais e regionais defendiam as promoções dos seus campeões distritais e, por isso, a alteração do modelo competitivo do terceiro escalão, sugerindo, por exemplo, a criação de um quarto escalão com menos equipas.
Estas propostas foram rejeitadas e a FPF decidiu manter o quadro competitivo, deixando em aberto a possibilidade de integrar os clubes que possam vir a ser despromovidos da II Liga ou dos distritais para substituir desistentes, neste caso seguindo o ‘ranking’ das associações.
A decisão da FPF poderá ser particularmente cruel para o Rabo de Peixe, que já se tinha sagrado virtual campeão dos Açores, na altura da suspensão."

Em Cascais é assim:


Rua dos Combatentes, hoje: tudo parado nas obras...

As obras da Baixa são retomadas hoje (dia 27 de Abril de 2020) segundo adiantou recentemente o presidente da câmara, Carlos Monteiro, ao DIÁRIO AS BEIRAS.


NOTA:
Imagem via Diário as Beiras. Edição do passado dia 27 do corrente, segunda-feira.

Seria uma medida para estar em vigor entre Abril e Setembro...

Já se sabe que a maioria socialista irá votar contra proposta...
(Reunião de Câmara Municipal da Figueira da Foz a realizar dia 4 Maio de 2020)
Via Diário as Beiras

Da venda "ao preço de custo", à oferta...

Diário as Beiras, edição de hoje:
Recuemos 22 dias:
"Juro que como cidadão e como Presidente duma IPSS, não acredito nisto.
Juro, mas juro mesmo, que num caso de SAÚDE PÚBLICA, numa situação em que as IPSS, estão de rastos, a CM não prescinda de uns trocos e venha propor vender equipamento.
Este vai ser um ano sem festas populares e outros eventos, será que esse dinheiro, não pode ser aplicado a ajurdar a SALVAR VIDAS, de Figueirenses, de Utentes e de tantos Funcionários, que trabalham dia e noite.
Sempre na linha da frente, no risco de minuto a minuto, dando tudo o que podem, a bem dos outros, esquecendo os seus familiares.
Sr. Presidente as INSTITUIÇÕES sempre estiveram com a CM, agora vamos lá fazer um esforço e virar a coisa ligeiramente ao contrário.
Pelos Figueirenses, pelas INSTITUIÇÕES e porque é uma questão de SAÚDE PÚBLICA, é importante estarmos unidos.
Mas continuo a dizer que não acredito no que li.
Não e por não querer é mesmo porque não ACREDITO.
Serei o último a desistir, PELA VIDA TUDO."
Outra Margem, 8 de Abril de 2020

Morreu o autor do slogan "Soares é fixe"...

Morreu o CDS que inventou o slogan do fundador do PS e candidato presidencial em 1986.
Adelino Vaz, ex-dirigente da JC, morreu e será sepultado hoje em Lisboa, disse o dirigente do PS Vítor Ramalho. o slogan que “se colou à pele” do fundador do PS e antigo Presidente da República surgiu numa discussão entre dois jovens, na altura, António Ribeiro e Adelino Vaz, que era do CDS e antigo dirigente da Juventude Centrista.
Aconteceu, numa reunião, ainda em 1985, do MASP (Movimento de Apoio Soares a Presidente), “numa altura em que as sondagens davam 8%” ao fundador do PS.
Nas urnas, derrotou Freitas do Amaral e esteve no Palácio de Belém até 1996.
Em jeito de balanço, estamos com quarenta e seis anos de PS, pós 25 de Abril,  resumidos num óbito.
Está aqui, o Partido Socialista, "pai protector" dos interesses da direita pós 25 de Abril de 1974, que aproveitou todas as oportunidades para "atacar" o PS e a democracia, continua vivo e activo.

Ao estado a que isto chegou: patrões querem mais estado...

Patrões propõem entrada do Estado para segurar empresas durante a crise
CIP defende criação de um fundo que, à semelhança do capital de risco, ajude as empresas em dificuldade. A ideia é complementar o crédito, que está a esgotar-se.

Quando a luta aquece, vê-se o que vale o PS...

Estudo prevê fim da pandemia de coronavírus em Portugal a 100% a 18 de julho
Vem aí o Futebol. Bastou a Altice suspender os pagamentos... 
Luís Filipe Vieira, Pinto da Costa e Frederico Varandas, presidentes de Benfica, FC Porto e Sporting, acompanhados por Fernando Gomes e Pedro Proença, líderes da Federação Portuguesa de Futebol (FPF) e da Liga de Clubes, e ainda por Tiago Craveiro, CEO da FPF, estiveram  juntos em reunião com o primeiro-ministro. 
Os dirigentes apresentaram a António Costa o plano que têm em cima da mesa para o regresso dos campeonatos profissionais, em plena situação de pandemia de covid-19. Os clubes e as entidades organizadoras do campeonato estão a apontar fazer regressar o futebol no início de junho, com a adopção de medidas de segurança para que não se registem casos de contágio durante os jogos.
Esta é a imagem do PS quando governa: os grandes - também no futebol -, é que decidem.
E novidades do sunset? Nada!..

quarta-feira, 29 de abril de 2020

Brasil

Primeira página do Jornal Estado de Minas

Da série fuga para a frente...(Esperemos que a promessa do multiusus tenha sucesso, ainda que a esperança não seja muita...) 3

"Não defendo a construção de um pavilhão multiusos no concelho. Sei que sempre vai à baila, nestas “discussões” a questão do emprego criado pela realização de obras públicas. Para além da sua fragilidade e quase sempre difíceis condições de trabalho a que os trabalhadores são sujeitos, para além dos baixos salários, direitos frequentemente atropelados ou inexistentes, esta não a solução para o desemprego que facilmente se prevê crescente nos próximos meses. Em primeiro lugar pela efemeridade das obras, que “inevitavelmente” arrastará contínua precariedade. Um pavilhão será uma prioridade? Já o disse neste espaço, os tempos que vivemos e viveremos por largos dias, são duros e exigentes e o investimento público tem de fixar-se na melhoria de condições de vida das populações, em estratégias de criação de emprego seguro, no apoio a medidas de desenvolvimento das freguesias, combatendo as visíveis assimetrias, que tenderão a gravar-se, se nada for seriamente feito. O concelho não precisa de espaços para a realização de variadíssimas actividades, do teatro, ao folclore, à realização de Feiras do Livro e da Música, cinema, palestras, congressos, ofi cinas. O Centro de Artes e Espectáculos serve perfeitamente os objectivos. Por outro lado, o movimento associativo popular dispõe de boas ou razoáveis instalações, algumas ainda feridas pela passagem furiosa do Leslie. Há que apoiá-las para que ganhem qualidade de acolhimento e possam levar cabalmente por diante o seu imprescindível papel de acompanhar as populações, permitindo-lhes o acesso ao lazer e à cultura. Neste campo, cabe à Câmara Municipal reivindicar que a fatia do Orçamento de Estado para as actividades culturais não fique abaixo de 1%, protegendo os artistas e permitindo o combate dos déficites culturais, ainda tão presentes. Ainda não esquecemos a indemnização milionária entregue ao sr. arquitecto espanhol, quando caiu o megalómano projecto Centro de Congressos – um pesadelo! O que teria sido possível realizar com esse dinheiro atirado aos ventos?! Aprenda-se com o passado, não entrando em perigosos quixotismos!"
Via Diário as Beiras

Expofacic vai ser cancelada

Via Rádio Jornal de Cantanhede
«A INOVA (Empresa responsável pela organização da EXPOFACIC ) deve comunicar dentro de horas o Cancelamento da mesma, isto depois de ontem o próprio Primeiro Minstro, António Costa ter escrito no seu Twitter que "Todos partilhamos a mesma ansiedade de regresso à "normalidade" mas nada pior do que dar más e erradas expectativas às pessoas. A normalidade, tal como a conhecíamos até aqui, só vai voltar quando tivermos vacina ou tratamento para o #COVID19."