Eu sei que o vereador do pelouro da saúde da câmara municipal da Figueira da Foz, dr. António Tavares, invisível, desde 18 do passado mês de Abril, esteve sempre aqui!
Por quê?
Porque estive sempre a topá-lo!
Até na Assembleia Municipal de 29 de abril p.p., não foi visto, mas foi notado!..
quarta-feira, 4 de maio de 2016
João Ataíde: «manter os Postos Médicos da Marinha das Ondas e Cova e Gala abertos não tem custos acrescidos»
Para já, o posto médico da Cova e Gala ficou sem as seguintes consultas: Saúde Infantil, Saúde Maternal; e Planeamento Familiar.
Estas consultas passaram a ser feitas em Lavos.
Segundo declarações do presidente da junta de freguesia de S. Pedro, hoje publicadas num jornal, "foi afastada a ameaça de encerramento do Posto Médico da Cova e Gala."
Por enquanto, vão manter-se as valências, que não foram transferidas a partir de 2 de maio de 2016, e ficou a promessa camarária do transporte a quem não o tiver e for carenciado.
António Morais, o mesmo Director Executivo do ACES, que em 19 de de Abril tinha mandado afixar um comunicado a determinar que os doentes dos dois médicos que aqui prestam serviço - o dr. Albino Coelho e o dr. Bento Cunha - a partir do dia 2 de Maio mantinham o mesmo médico de família, mas tinham de se deslocar a Lavos, em declarações ontem prestadas ao Diário de Coimbra, sublinhou o «esforço significativo» para manter os dois postos (Cova e Gala e Marinha das Ondas) a funcionar, mas também afirmou que tem de haver «reorganização». E acrescentou: «Lavos tem todas as condições e temos de as rentabilizar»...
João Ataíde, por sua vez, também ontem, ao referir-se «às preocupações recentes» das populações da Marinha das Ondas e de S. Pedro, perante a iminência do encerramento previsto para 2 do corrente mês de Maio dos seus Postos Médicos, disse que «não quer o afastamento dos médicos da população», nem «o encerramento de postos de saúde. Temos uma população idosa e a quebra de rotina é factor de stress e desmobilização», sublinhando ainda «que manter estes postos não tem custos acrescidos».
Ficam registadas, para memória futura, as palavras do dr. João Ataíde.
É que outubro de 2017, altura em que se deverá recandidatar a um terceiro e último mandato autárquico à Câmara da Figueira da Foz, não está assim tão longínquo.
Vivemos em democracia. E a democracia tem regras. São as regras democráticas.
Como escreveu Mia Couto: "há quem tenha medo que o medo acabe"...
Estas consultas passaram a ser feitas em Lavos.
Segundo declarações do presidente da junta de freguesia de S. Pedro, hoje publicadas num jornal, "foi afastada a ameaça de encerramento do Posto Médico da Cova e Gala."
Por enquanto, vão manter-se as valências, que não foram transferidas a partir de 2 de maio de 2016, e ficou a promessa camarária do transporte a quem não o tiver e for carenciado.
António Morais, o mesmo Director Executivo do ACES, que em 19 de de Abril tinha mandado afixar um comunicado a determinar que os doentes dos dois médicos que aqui prestam serviço - o dr. Albino Coelho e o dr. Bento Cunha - a partir do dia 2 de Maio mantinham o mesmo médico de família, mas tinham de se deslocar a Lavos, em declarações ontem prestadas ao Diário de Coimbra, sublinhou o «esforço significativo» para manter os dois postos (Cova e Gala e Marinha das Ondas) a funcionar, mas também afirmou que tem de haver «reorganização». E acrescentou: «Lavos tem todas as condições e temos de as rentabilizar»...João Ataíde, por sua vez, também ontem, ao referir-se «às preocupações recentes» das populações da Marinha das Ondas e de S. Pedro, perante a iminência do encerramento previsto para 2 do corrente mês de Maio dos seus Postos Médicos, disse que «não quer o afastamento dos médicos da população», nem «o encerramento de postos de saúde. Temos uma população idosa e a quebra de rotina é factor de stress e desmobilização», sublinhando ainda «que manter estes postos não tem custos acrescidos».
Ficam registadas, para memória futura, as palavras do dr. João Ataíde.
É que outubro de 2017, altura em que se deverá recandidatar a um terceiro e último mandato autárquico à Câmara da Figueira da Foz, não está assim tão longínquo.
Vivemos em democracia. E a democracia tem regras. São as regras democráticas.
Como escreveu Mia Couto: "há quem tenha medo que o medo acabe"...
E, como dizia, Vinicius de Morais na sua canção, “(…) é melhor ser alegre que ser triste (…)”
Na opinião publicada na Figueira, ontem no jornal AS BEIRAS, Isabel Cardoso, escreveu uma crónica para informar que temos "Um Presidente Feliz"!..
O que não escreveria de mim esta senhora se alguma vez me tivesse conhecido?!..
Um dia, em Janeiro de 1983, já lá vão muitos anos, ajudei a plantar uma árvore nas Abadias...
Já imaginaram quantos cães, durante estes anos todos, foram felizes à minha custa, sem o saberem?
Claro que ninguém pensou nisso...
Também, até até agora, ninguém tinha escrito sobre isso!..
O que não escreveria de mim esta senhora se alguma vez me tivesse conhecido?!..
Um dia, em Janeiro de 1983, já lá vão muitos anos, ajudei a plantar uma árvore nas Abadias...
Já imaginaram quantos cães, durante estes anos todos, foram felizes à minha custa, sem o saberem?
Claro que ninguém pensou nisso...
Também, até até agora, ninguém tinha escrito sobre isso!..
A mesa é fundamental à vida...
![]() |
| Na foto de José Santos, sacada do Figueira na Hora, temos Margarida Perrolas, João Ataíde, Isabel João e José Esteves |
Lembro-me de ter estudado o sistema de vasos comunicantes! Isto é porreiro, pá!..
Pelo 2.º ano consecutivo, a Associação Figueira com Sabor a Mar, vai realizar de 6 a 8 de maio, no Pavilhão Multiusos, a Feira de Sabores Terra e Mar, que envolve os associados e patrocinadores, mas também todos aqueles que estão ligados ao sector da restauração, hotelaria, pastelarias e similares.
Todos os espaços (stands) estão preenchidos, marcando presença três restaurantes (Caçarola Dois, Ratolas e A Cantarinha) que vão servir refeições (menus com três espécies de peixes 7,50 euros e sopa de peixe 2 euros) com bebidas e sobremesas à parte.
A feira que tem entrada livre, será inaugurada às 17h00 do dia 6, encerrando às 24h00; no dia 7 reabre às 12h00 até às 24h00 e no domingo reabre às 12h00 estando o encerramento marcado para as 19h00.
Na apresentação do evento, feita pela presidente do Figueira com Sabor a Mar, Isabel João, o presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz, João Ataíde, congratulou-se com a realização desta iniciativa que considera importante para o conceito turístico da cidade “porque é bom para quem nos visita” e a cidade só tem a ganhar “com a afirmação da gastronomia e com todo este trabalho integrado”!
terça-feira, 3 de maio de 2016
A vida custa a todos. Mas, especialmente a alguns...
![]() |
| Foto sacada daqui |
De acordo com os termos do documento, assinado entre o município e a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), o valor total de investimento camarário ascende a mais de 850 mil euros na construção e equipamento do novo edifício, cuja utilização será depois cedida à ARSC por um prazo de 20 anos, renovável.
A autarquia vai candidatar o investimento a fundos europeus do quadro Portugal 2020, que têm um teto máximo de 520 mil euros, sendo o restante coberto por fundos municipais.
Nesta fase, José Tereso, presidente da ARSC, não garantiu a criação de uma USF na freguesia de Alhadas, argumentando que cabe aos profissionais – médicos, enfermeiros e pessoal auxiliar – a criação de equipas nesse âmbito. Porém, é intenção da tutela aumentar o número daquelas unidades no concelho.
À margem da sessão, António Morais, director executivo do Agrupamento de Centros de Saúde do Baixo Mondego, disse que a intenção é vir a criar mais três USF no município da Figueira da Foz (uma na cidade, outra na freguesia de Alhadas e outra em Lavos, a sul), a juntar às duas que já existem na zona urbana.
O projecto da nova unidade de saúde é camarário e será agora candidatado aos fundos europeus e objecto de concurso público de construção. Segundo João Ataíde, a obra deverá iniciar-se em setembro e estar concluída nove meses mais tarde, em finais de junho de 2017."
Via Figueira TV
Há dias assim. Em que me sinto bem, mesmo com pouca claridade...
Há dias assim. Em que apesar da penumbra, tenho algum sossego...
Há dias assim. Em que dispenso som de fundo, basta-me o silêncio e a luz coada.
Nestes dias, consigo discorrer comigo longamente.
A pensar nunca estamos sós...
Há dias assim, de um aparente sossego em que sobrevalorizamos o silêncio.
Silêncio, não é sinónimo de isolamento...
Pode ser desejado!
E, hoje, depois destes dias inquietos e atarefados, o silêncio assenta lindamente!
Pode ser por pouco tempo, mas gozêmo-lo...
Praias de São Pedro, esta tarde...
![]() |
| Cabedelinho... |
![]() |
| ... e Cabedelo. |
Aquele andar despreocupado em que se vai pensando nisto ou naquilo, um voejar de assuntos que se encadeiam com naturalidade, com a cadência das ondas do mar a enrolar na areia, vai embalando os pensamentos enquanto caminhamos.
Durante o percurso não devia haver lugar para preocupações.
A paz do lugar devia conseguir afastá-las por completo.
Todavia, olhamos em redor e a paisagem é desoladora.
Eis um bom exemplo do desleixo dos poderes públicos figueirenses...
Mais tarde ou mais cedo, somos nós que pagamos caro o amadorismo dos políticos ...
Na altura, João Ataíde das Neves, que vinha da magistratura, politicamente era um neófito que conquistou a câmara da Figueira da Foz para o PS, mas em minoria.
O PS conquistou quatro eleitos, mas a oposição elegeu cinco. O PSD, que tinha o poder desde 1998, teve três vereadores e o movimento de cidadãos "Figueira 100 por cento", encabeçado por Daniel Santos, antigo vice-presidente "laranja", conseguiu eleger dois membros para o executivo.
Foi neste cenário, que um inexperiente e imberbe, politicamente falando, executivo minoritário teve de "encontrar consensos" para governar o município.
Desencantado com a política partidária, José Elísio Oliveira, então com 61 anos, vereador do PSD na Figueira da Foz e antigo presidente da concelhia social-democrata fundou o movimento "ou vai ou racha", candidatou-se à junta de freguesia de Lavos - e ganhou.
Político experiente e sagaz, avisado e conhecedor do que estava preparado e em andamento pelo anterior executivo (de que fazia parte como vereador), na área da saúde, e prevendo por antecipação o que daí poderia resultar antecipou-se e tentou pescar junto de João Ataíde, um então novato e inexperiente presidente de câmara.
João Ataíde engoliu o anzol (na totalidade...) e José Elísio fez a pescaria política da sua vida: conquistou, na área da saúde, a excelência para os seus fregueses - os lavoenses.
Todos os outros habitantes da margem esquerda do Mondego, que pertencem a um concelho governado por João Ataíde, desde 2009, é que vão ter de pagar o erro estratégico cometido por aquele responsável político figueirense ao construir um "elefante branco". Já sabemos o que se passou na Costa de Lavos, na Leirosa, o que se está a passar na Marinha das Ondas e em S. Pedro e o futuro, prevejo eu, ainda virá trazer outras surpresas...
Atenção, que isto não é crítica nenhuma ao José Elísio, que como autarca de proximidade fez o que tinha a fazer pela sua Terra.
Como acredito em tudo o que os políticos dizem, principalmente o que eles dizem uns dos outros, cito mais uma vez o que disse o autarca de Lavos na última Assembleia Municipal: enquanto os outros presidentes de junta do concelho andaram a dormir, ele, José Elísio, político avisado, traquejado e informado fez aquilo que tinha que fazer pelos lavoenses.
Mais uma vez, chapeau, caro José Elísio...
Em 2009, na hora do PS a comemorar a sua minoritária vitória, no calor da festa, perante o cenário político que o aguardava, disse João Ataíde: "não há problema" . "Nas eleições autárquicas os concorrentes têm por objectivo primordial servir o seu município. Vamos encontrar consensos", garantiu.
Recordo, que nessa noite, desde a sede de campanha, a festa do PS percorreu a cidade e a marginal da Figueira da Foz durante mais de um hora, naquilo que o presidente eleito chamou de "volta da retribuição e agradecimento ao figueirenses".
"Sentia-se que a Figueira da Foz precisava de uma mudança. Havia muita indecisão e as grandes opções estavam por tomar. Agora está afirmado o sentido de mudança", sublinhou na altura.
Recorde-se: em 2009, Duarte Silva, o candidato PSD derrotado, recandidatava-se a um terceiro mandato. Tinha vivido últimos quatro anos do segundo mandato marcados por divergências internas no executivo, no qual os sociais-democratas detinham a maioria, com cinco vereadores contra quatro do PS.
Em Agosto de 2009, o PSD perdeu a maioria na autarquia da Figueira da Foz, após o vereador e ex-presidente da concelhia social-democrata, José Elísio Oliveira ter entregue os pelouros que detinha, por solicitação do presidente da Câmara, Duarte Silva.
Foi assim, num cenário conturbado e de "faca na liga" que o então "tenrinho", politicamente falando, João Ataíde começou a carreira política...
Há muito que não acredito em milagres. Há muito que deixei de acreditar no pai natal concebido pela coca-cola.
Governar um concelho, não é como estar num tribunal, ou governar a nossa casa.
Há muito que sei, que os políticos, mesmo os do mesmo partido, não são todos iguais — a História prova-nos que existem diferenças substanciais...
Quem, como eu, já anda por aqui há tanto tempo, já o sabia...
Recuso-me a aceitar, que o maior defeito da democracia seja que só quando não se está no poder se têm as boas ideias e se sabe governar...
Assumir, defender e escrever sobre a verdade, mesmo na Figueira, é difícil e é perigoso...
"Participar é preciso", uma crónica do vereador Somos Figueira, Miguel Almeida.
"Todos os cidadãos em geral desempenham um papel fundamental no quotidiano da gestão concelhia, nomeadamente através da denúncia de situações que carecem de intervenção das Juntas de Freguesia ou da Câmara Municipal.
Os cidadãos têm o direito e a possibilidade de exporem as suas preocupações e reclamações, mas também os seus elogios, aos órgãos autárquicos, tanto através da participação nas reuniões públicas dos respectivos órgãos, como por escrito, junto dos serviços. Não basta a crítica fácil em conversa de café e depois esperar que outros façam o papel que cabe a cada um de nós.
A Figueira, que é um exemplo a nível nacional pela participação de tantas mulheres e homens na vida associativa, carece de uma maior cooperação entre eleitos e eleitores. Falta capacidade reivindicativa aos figueirenses e, vontade de ouvir a quem gere os destinos do concelho.
A participação cívica, que aqui reclamo, nada tem a ver com actividade política e por isso deverá estar despida de qualquer preconceito Ideológico, apenas de uma genuína vontade de poder ajudar a traçar os destinos do concelho.
As sociedades modernas constroem-se na partilha de opiniões e agregando vontades em que ninguém se deve sentir a mais ou com receio que a sua participação seja mal interpretada pelo poder vigente."
Em tempo.
Disse um dia, algures por 2007, José Pacheco Pereira: “…os blogues serão apenas mais uma câmara de ressonância da pobreza da nossa vida cívica”.
Passados cerca de 9 anos, olhando globalmente para a blogosfera figueirense, Pacheco Pereira continua a ter alguma razão.
Contudo, não tem a razão toda.
Mesmo a blogosfera figueirense acrescentou e mudou qualquer coisa no debate dos problemas que afectam os nossos dias.
Para o bem e para o mal, por aqui, resistem ainda alguns espaços pessoais.
A importância que merecem da sociedade figueirense, é pessoal, e depende de opções e gostos.
Salazar, se vivesse nos dias de hoje, mesmo que não conseguisse impedir esta modernice, não teria paciência para estes perturbadores do porreirismo instalado.
A Figueira política ainda é assim. Mesmo dentro dos partidos, quando não os deixam mandar, os dirigentes, borrifam-se para a estrutura partidária e vão dar uma volta...
Depois, é o habitual: ficam independentes.
Os resultados são conhecidos. Há alguns exemplo por aí...
É mal do sistema democrático?
Se calhar é, mas não há outro melhor.
Escrito isto, acrescento que não tenho filiação partidária.
Voto em quem me apetece. Mas nunca me apeteceu votar em qualquer um.
"Todos os cidadãos em geral desempenham um papel fundamental no quotidiano da gestão concelhia, nomeadamente através da denúncia de situações que carecem de intervenção das Juntas de Freguesia ou da Câmara Municipal.
Os cidadãos têm o direito e a possibilidade de exporem as suas preocupações e reclamações, mas também os seus elogios, aos órgãos autárquicos, tanto através da participação nas reuniões públicas dos respectivos órgãos, como por escrito, junto dos serviços. Não basta a crítica fácil em conversa de café e depois esperar que outros façam o papel que cabe a cada um de nós.
A Figueira, que é um exemplo a nível nacional pela participação de tantas mulheres e homens na vida associativa, carece de uma maior cooperação entre eleitos e eleitores. Falta capacidade reivindicativa aos figueirenses e, vontade de ouvir a quem gere os destinos do concelho.
A participação cívica, que aqui reclamo, nada tem a ver com actividade política e por isso deverá estar despida de qualquer preconceito Ideológico, apenas de uma genuína vontade de poder ajudar a traçar os destinos do concelho.
As sociedades modernas constroem-se na partilha de opiniões e agregando vontades em que ninguém se deve sentir a mais ou com receio que a sua participação seja mal interpretada pelo poder vigente."
Em tempo.
Disse um dia, algures por 2007, José Pacheco Pereira: “…os blogues serão apenas mais uma câmara de ressonância da pobreza da nossa vida cívica”.
Passados cerca de 9 anos, olhando globalmente para a blogosfera figueirense, Pacheco Pereira continua a ter alguma razão.
Contudo, não tem a razão toda.
Mesmo a blogosfera figueirense acrescentou e mudou qualquer coisa no debate dos problemas que afectam os nossos dias.
Para o bem e para o mal, por aqui, resistem ainda alguns espaços pessoais.
A importância que merecem da sociedade figueirense, é pessoal, e depende de opções e gostos.
Salazar, se vivesse nos dias de hoje, mesmo que não conseguisse impedir esta modernice, não teria paciência para estes perturbadores do porreirismo instalado.
A Figueira política ainda é assim. Mesmo dentro dos partidos, quando não os deixam mandar, os dirigentes, borrifam-se para a estrutura partidária e vão dar uma volta...
Depois, é o habitual: ficam independentes.
Os resultados são conhecidos. Há alguns exemplo por aí...
É mal do sistema democrático?
Se calhar é, mas não há outro melhor.
Escrito isto, acrescento que não tenho filiação partidária.
Voto em quem me apetece. Mas nunca me apeteceu votar em qualquer um.
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Gosto da nudez, na medida em que ela representa a verdade!
FREGUESIA
DE MARINHA DAS ONDAS E DE S. PEDRO (Prefiro dizer, COVA/GALA) – A
MESMA LUTA PELOS RESPECTIVOS POSTOS MÉDICOS.
Nunca
tive dúvidas sobre o principal responsável do que se está a passar
– o Dr. João Ataíde, Presidente da Câmara Municipal da Figueira
da Foz!
Deixo aqui o excelente artigo de opinião do meu amigo, António Agostinho,
Covagalense dos sete costados, ambos colaboradores no antigo jornal
regional figueirense, BARCA NOVA, nos anos 70.
Com
este artigo do nosso amigo António Agostinho, não haverá dúvidas
quanto ao epicentro do problema, apontando como principal responsável
o actual Presidente da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
A
solução, claro, estará na emenda da política de saúde para o
concelho nos moldes da CARTA ABERTA que anteriormente publiquei aqui
no Facebook e que enviei ontem para os jornais diários e não
diários.
Em tempo.
Esta postagem é, especialmente, dedicada a quem tem andado por aí a espalhar calúnias, bocas de escárnio e mal dizer, boatos e mentiras.
Coitados e coitadinhas: eles, e elas, não sabem que a fofoca é a nova pornografia!..
Mentir às pessoas para conseguir dinheiro, é fraude.
Mentir às pessoas para conseguir votos, é política.
Este processo, se não fosse triste, tinha-me divertido imenso...
Faz-me lembrar a velha história do aldeão que desceu à cidade e foi apanhado pela "ronda" numa casa de passe...
Uma das meninas disse que era manicure; a outra que era massagista; e assim por diante.
Perante isto, o aldeão, confrontado pela polícia, respondeu: "querem ver que a puta sou eu!"...
Mentir às pessoas para conseguir dinheiro, é fraude.
Mentir às pessoas para conseguir votos, é política.
Este processo, se não fosse triste, tinha-me divertido imenso...
Faz-me lembrar a velha história do aldeão que desceu à cidade e foi apanhado pela "ronda" numa casa de passe...
Uma das meninas disse que era manicure; a outra que era massagista; e assim por diante.
Perante isto, o aldeão, confrontado pela polícia, respondeu: "querem ver que a puta sou eu!"...
Não há vencedores, mas apenas imbecis com contas bancárias na Suíça e noutros paraísos fiscais...
Para os crentes, recordo antecedentes do processo que conduziram à tentativa de encerramento do posto de saúde na Cova e Gala, actualmente em curso...
![]() |
| João Ataíde, presidente da Câmara da nossa cidade. António Tavares,, vereador do pelouro da saúde |
Recuo a 30 de setembro de 2010 e à "CELEBRAÇÃO DE PROTOCOLO ENTRE A ADMINISTRAÇÃO REGIONAL DE SAÚDE DO CENTRO, IP E A CÂMARA MUNICIPAL DA FIGUEIRA DA FOZ – EXTENSÃO DE SAÚDE DE LAVOS", citando a Acta nº 7 da Sessão Ordinária da Assembleia Municipal de 30-09-2010.
Nessa data, foi presente à Assembleia Municipal - foi aprovado por unanimidade - o processo acima mencionado, o qual havia sido aprovado em reunião de Câmara, de 21 de Setembro de 2010.
Registe-se, que o edifício onde está a funcionar o Centro de Saúde de Lavos, foi construído num terreno doado pela Junta de Freguesia de Lavos e é propriedade do Município figueirense.
A utilização, foi cedida pelo período de 2 anos, renováveis, à ARS Centro.
O PRESIDENTE DA CÂMARA, DR. JOÃO ATAÍDE, na altura, disse o seguinte: “só um acrescento de um documento que pode faltar e que é pertinente. Tenho aqui entre mãos a doação à câmara municipal da Figueira da Foz, do artigo em causa por parte da junta de freguesia de Lavos, era uma formalidade que ainda estava por cumprir, já temos a documentação que passa este prédio para nosso nome e, é ai que nós vamos levar a cabo esta obra, trata-se da extensão de saúde da Junta de Freguesia de Lavos. No fim de contas, foi uma adequação dos procedimentos para que fossem satisfeitas todas as regras necessárias. Este prédio por alteração do protocolo, constituirá activo da câmara municipal da Figueira da Foz. Como não podia deixar de ser, sob pena de estarmos a fazer uma obra, em terreno alheio e a favor de outrem o que é expressamente proibido, e foi isso que tentámos rectificar e é isso que está agora aqui em causa.”
JOÃO TOMÉ, deputado municipal do BE, na altura, disse o seguinte: “apenas para referir um pequeno pormenor, segundo um trabalho que entreguei em 2009, sobre reestruturação do serviço nacional de saúde no concelho, gostaria de chamar a atenção para o seguinte, tinha-se proposto e defendo que cada freguesia deve ter uma extensão de saúde. No entanto o serviço nacional de saúde deve-se concentrar em cinco ou seis, isso exige estudos, unidades de saúde familiar devidamente distribuídas pelo concelho, de forma a que a população tenha um serviço de qualidade, porque se vão arranjar uma extensão de saúde onde vamos querer ter médico e enfermeiro e mais não sei quantos em dezoito sítios, não vamos ter serviços de saúde de qualidade para ninguém. É preciso acautelar isto".
ANTÓNIO PEDROSA, deputado municipal da bancada 100%, na altura, disse o seguinte: “fico bastante sensibilizado e bastante satisfeito com a celebração deste protocolo, no entanto tenho que secundar a intervenção do meu caro amigo João Tomé do BE, apesar de não ser algo muito próprio de alguém do BE dizer aquilo que você disse. Mas secundo e já falámos sobre isso, você tem toda a razão e segundo aquilo que você disse, temos aqui é um problema, a Freguesia de Lavos e, está ali o Presidente da Junta que o pode confirmar, tem tido muito sucesso neste ano de mandato do Sr. Presidente da Câmara. Porque há turismo governativo, há protocolos para instalação de uma extensão do centro de saúde, existe dinâmica. Se todas as freguesias tiverem este tipo de atenção, acho que é bom para o concelho. Mas queria recordar que há uma situação na freguesia ao lado, na Marinha das Ondas, que também é do conhecimento do Sr. Presidente da Câmara, que tem a ver com a extensão do centro de saúde da Marinha das Ondas, e o Sr. Presidente da Junta está ali, pode confirmar, algo que ainda não está resolvido na Praia da Leirosa. Era só chamar a atenção para esta questão agradecia que se tiverem alguma informação que nos possam disponibilizar, porque em Abril deste ano ainda não estava."
JOSÉ ELÍSIO, na altura, interveio dizendo: “não queria intervir neste ponto, mas o Sr. deputado Pedrosa obriga-me a isso. Porque da intervenção pode trespassar pela cabeça das pessoas que há, por parte da câmara e do Sr. Presidente da Câmara, algum tratamento de favor em relação à freguesia de Lavos, o que aliás é falso. Tenho para com o Sr. Presidente da Câmara e para com a sua equipe de vereação o maior respeito, maior admiração, tenho colaborado dentro daquilo que me é possível colaborar e a câmara tem feito aquilo que é possível fazer por Lavos, como tem feito por outras freguesias. Houve de facto a visita do Sr. secretário de estado do turismo, porque foi ao museu do sal, e a iniciativa, tanto quanto julgo saber, até nem foi da câmara, foi da região de turismo do centro, não sei se estou a errar, mas admito que sim. Agora algumas iniciativas que a freguesia de Lavos tem tido e tem em curso, essas, com o devido respeito, têm sido da iniciativa do Presidente da Junta.”
Postado isto, tiro o meu boné (não uso chapéu) ao presidente da junta de freguesia de Lavos. E só tenho de concordar com ele, quando na última sexta-feira afirmou, perante o público presente, perante toda a Assembleia Municipal e perante os membros do executivo camarário, que enquanto os outros presidentes de junta do concelho andaram a dormir, ele, José Elísio, político avisado, traquejado e informado fez aquilo que tinha que fazer pelos lavoenses.
Chapeau, caro José Elísio...
![]() |
| José Elísio, presidente da junta de Lavos, a entidade que doou o terreno para a construção do Centro de Saúde lavoense. |
Recordo que a Assembleia Municipal da Figueira da Foz, deliberou por unanimidade, aprovar o contrato-programa entre a Administração Regional de Saúde do Centro, IP e a Câmara Municipal da Figueira da Foz, tendo como objecto a cooperação técnica e financeira para a construção da Extensão de Saúde de Lavos.
Estávamos a 30 de setembro de 2010.
RECORDO A DECLARAÇÃO DE VOTO JOSÉ ELÍSIO, feita na altura: “votei a favor deste projecto com toda a convicção e até devo confessar com alguma emoção. Acho que este é o primeiro passo de uma caminhada que se afigura longa e difícil, e que espero que termine de uma forma feliz, para bem da comunidade lavoense, pois este equipamento, que é absolutamente necessário, irá contribuir de uma forma muito significativa para a melhoria da sua qualidade de vida. Por ser de justiça, não quero deixar de registar o meu agradecimento ao empenhamento que tem havido por parte do Sr. Presidente da Câmara e por parte dos senhores vereadores que super entendem nesta área, para que este processo se concretize. Têm sido revelador de uma grande vontade politica que, estou certo, que os lavoenses registarão. Quero também deixar claro que a freguesia de Lavos não deixa de contribuir de uma forma muito significativa para realização e concretização deste projecto, pois não sei se outros casos assim será, mas neste a junta de freguesia contribui com algo que ronda os 20 a 23% do total do investimento, e que mais não é do que ter alienado e ter doado com todo o gosto à câmara municipal o terreno de sua propriedade, que aliás era o único que possuía para que este equipamento ali pudesse ser construído.”
A PARTIR DE HOJE AS CONSULTAS DE SAÚDE INFANTIL, SAÚDE MATERNA E PLANEAMENTO FAMILIAR, REALIZAM-SE NOS PERÍODOS HABITUAIS (2ª, 3ª E 5ª NO PERÍODO DA TARDE) NA EXTENSÃO DE LAVOS.
Quem disse que havia desacordo no acordo de 25 de Abril e havia acordo no eliminação do desacordo inicial?
Isto é, citando o Diário de Coimbra de segunda-feira, dia 26 de abril de 2016:
"A intenção de deslocar os médicos de família da Extensão de Saúde de S. Pedro (Cova-Gala) para o Centro de Saúde de Lavos, ficando apenas com médico um dia por semana, sofreu ontem uma “reviravolta”, numa reunião entre o director executivo do ACES (Agrupamento de Centros de Saúde) do Baixo Mondego, os presidentes das juntas de S. Pedro e da Marinha das Ondas e o presidente da Câmara Municipal.
Reunião entre autarcas e responsáveisdo ACES do Baixo Mondego "ditou", por enquanto, a reversão da decisão.
Em Maio, há novo encontro, tudo indica que será para formalizar a decisão, sendo certo que, algumas consultas de especialidade, serão dadas em Lavos, onde existem melhores meios de diagnóstico..."
Isto é, citando o Diário de Coimbra de segunda-feira, dia 26 de abril de 2016:
"A intenção de deslocar os médicos de família da Extensão de Saúde de S. Pedro (Cova-Gala) para o Centro de Saúde de Lavos, ficando apenas com médico um dia por semana, sofreu ontem uma “reviravolta”, numa reunião entre o director executivo do ACES (Agrupamento de Centros de Saúde) do Baixo Mondego, os presidentes das juntas de S. Pedro e da Marinha das Ondas e o presidente da Câmara Municipal.
Reunião entre autarcas e responsáveisdo ACES do Baixo Mondego "ditou", por enquanto, a reversão da decisão.
Em Maio, há novo encontro, tudo indica que será para formalizar a decisão, sendo certo que, algumas consultas de especialidade, serão dadas em Lavos, onde existem melhores meios de diagnóstico..."
domingo, 1 de maio de 2016
Manuel Cintrão, um cidadão marinhense e do país, completamente revoltado com o que se passa ao nível da política concelhia em relação à saúde.
Este caso do encerramento das extensões de saúde de São Pedro e da Marinha das Ondas, está a provar que existem alguns cidadãos interessados na política e no futuro da sua Terra, que não se revêem nos partidos, tal como existem e, sobretudo, funcionam actualmente.
Ao contrário do que muitos receiam, esta genuína entrega em torno de uma causa que afecta o dia a dia de pessoas que podem ficar isoladas e com dificuldades em aceder aos cuidados de saúde primários, não é contra os partidos, muito menos contra a política e os políticos.
Antes pelo contrário, poderia é contribuir para uma revitalização da política.
Na verdade, esta mobilização justifica que os partidos reflictam no caminho que estão a trilhar e na multidão que andam a deixar para trás...
Outra nota significativa do que se está a passar, desde 18 do corrente, na Marinha das Ondas e em São Pedro: algumas pessoas estão dar corpo e voz ao valor da intervenção cívica e isso, evidentemente, não é do agrado dos políticos.
A cidadania faz-se pela participação. Uma sociedade civil forte é feita destes pequenos nadas. Uma sociedade civil forte é a expressão maior da política.
Sem mais delongas, fica uma CARTA ABERTA DIRIGIDA AO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DA FIGUEIRA DA FOZ, DR. JOÃO ATAÌDE, subscrita pelo velho “soldado”, cidadão inteiramente livre, sem papas na língua, escritor, e meu companheiro no Barca Nova, no final dos anos 70 do século passado, Manuel Cintrão, "cidadão marinhense e deste país, completamente revoltado com o que se passa ao nível da política concelhia em relação à saúde."
Cliquem aqui e leiam com a atenção que merece este testemunho do velho lutador contra a ditadura e contra a guerra colonial, sempre com os valores inabaláveis da liberdade de consciência e pela transparência moral e cívica presentes.
Grande abraço Manuel Cintrão.
Tu és um daqueles que nunca será velho. A velhice começa, para nós, pelo menos, pelo menos, 15 anos depois da idade em que estivermos.
Passo a citar:
"...o objectivo desta carta é centrar-se na política de saúde para o concelho de Figueira da Foz que o Dr. João Ataíde preconizou, tem defendido e dado a cara por ela. Por isso, a meu ver, é o principal responsável por ela, repito, é o grande responsável.
Com toda a frontalidade, lamento dizê-lo, sou totalmente contra essa política de saúde para o concelho. É uma visão errada, completamente deslocada da realidade e das verdadeiras necessidades e anseios dos seus munícipes – utentes dos serviços de saúde.
Confesso, estou contra essa política, errónea, que só contribui para o mau estar das populações. Uma política que não colhe qualquer unanimidade das pessoas que se servem dos serviços de saúde.
Se referendasse os munícipes nas áreas onde estão instalados os Postos Médicos, sem qualquer dúvida, obteria um rotundo NÃO à sua política de saúde para o concelho.
Os Postos Médicos que existem no concelho, a meu ver, estão mais ou menos bem distribuídos de acordo com as necessidades das populações. Distribuídos como estão actualmente, acautelam minimamente os problemas de transportes, de mobilidade das pessoas idosas, pessoas diminuídas fisicamente, pessoas com dificuldades de locomoção e carenciadas.
Acredito que alguns postos médicos não tenham as condições desejáveis para os utentes, pessoal de saúde e auxiliar. Nestes casos há que promover melhoramentos, fazendo-se as obras necessárias. Neste particular, a própria Câmara Municipal não fará favor nenhum mandar executar as obras necessárias, já que usufrui de boa receita de tributação, paga pelos contribuintes, e das mais onerosas do país - o IMI.
A política séria, repito, a política séria não é estática e nem é uma panaceia, molda-se de acordo com os mais elementares direitos dos cidadãos.
Não quero acreditar que seja insensível, porque o considero como pessoa atenta e clarividente, não quero acreditar que seja mais um neoliberal a defender em primeiro ludar os números e só depois as pessoas. Quero acreditar, face ao descontentamento das populações, que a sua espada de “Dâmocles” faça justiça a favor dos utentes dos serviços de saúde.
Nesse sentido, como cidadão sempre activo na participação em acção cívica e política, sugiro-lhe que mantenha todos os Postos Médicos, do concelho, em paz e promova a reconversão do Centro de Saúde de Lavos, uma vez sobredimensionado, para Centro de Cuidados Continuados Integrados. Igualmente, aquando da construção do Centro para o norte do concelho, creio Alhadas, tenha já em linha de conta a utilização para Cuidados Continuados Integrados.
Assim, sim, seria uma política de saúde de grande visão, não seria uma política de pacotilha, dotando o concelho com uma rede de Cuidados Continuados Integrados, que se integraria na Rede Nacional de Cuidados Integrados (RNCCI), novo modelo organizacional criado pelos Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Saúde, formada por um conjunto de instituições públicas e privadas que prestam cuidados continuados de saúde e de apoio social.
Como se sabe são objetivos da RNCCI a prestação de cuidados de saúde e de apoio social de forma continuada e integrada a pessoas que, independentemente da idade, se encontrem em situação de dependência. Os Cuidados Continuados Integrados estão centrados na recuperação global da pessoa, promovendo a sua autonomia e melhorando a sua funcionalidade, no âmbito da situação de dependência em que se encontra.
Como é óbvio, com essa conversão, melhorava-se os serviços de saúde, deixava-se os actuais Postos Médicos em paz e os utentes que deles se servem.
Por outro lado aliviava o Hospital Distrital da Figueira da Foz de algumas valências e vagava a ocupação de camas. Como se sabe, por vezes, os doentes do hospital têm alta antes do tempo desejável para dar lugar a outros.
Espero que o Dr. João Ataíde reveja a sua política, errada, de saúde para o concelho."
Ao contrário do que muitos receiam, esta genuína entrega em torno de uma causa que afecta o dia a dia de pessoas que podem ficar isoladas e com dificuldades em aceder aos cuidados de saúde primários, não é contra os partidos, muito menos contra a política e os políticos.
Antes pelo contrário, poderia é contribuir para uma revitalização da política.
Na verdade, esta mobilização justifica que os partidos reflictam no caminho que estão a trilhar e na multidão que andam a deixar para trás...
Outra nota significativa do que se está a passar, desde 18 do corrente, na Marinha das Ondas e em São Pedro: algumas pessoas estão dar corpo e voz ao valor da intervenção cívica e isso, evidentemente, não é do agrado dos políticos.
A cidadania faz-se pela participação. Uma sociedade civil forte é feita destes pequenos nadas. Uma sociedade civil forte é a expressão maior da política.
Sem mais delongas, fica uma CARTA ABERTA DIRIGIDA AO SR. PRESIDENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DA FIGUEIRA DA FOZ, DR. JOÃO ATAÌDE, subscrita pelo velho “soldado”, cidadão inteiramente livre, sem papas na língua, escritor, e meu companheiro no Barca Nova, no final dos anos 70 do século passado, Manuel Cintrão, "cidadão marinhense e deste país, completamente revoltado com o que se passa ao nível da política concelhia em relação à saúde."
Cliquem aqui e leiam com a atenção que merece este testemunho do velho lutador contra a ditadura e contra a guerra colonial, sempre com os valores inabaláveis da liberdade de consciência e pela transparência moral e cívica presentes.
Grande abraço Manuel Cintrão.
Tu és um daqueles que nunca será velho. A velhice começa, para nós, pelo menos, pelo menos, 15 anos depois da idade em que estivermos.
Passo a citar:
"...o objectivo desta carta é centrar-se na política de saúde para o concelho de Figueira da Foz que o Dr. João Ataíde preconizou, tem defendido e dado a cara por ela. Por isso, a meu ver, é o principal responsável por ela, repito, é o grande responsável.
Com toda a frontalidade, lamento dizê-lo, sou totalmente contra essa política de saúde para o concelho. É uma visão errada, completamente deslocada da realidade e das verdadeiras necessidades e anseios dos seus munícipes – utentes dos serviços de saúde.
Confesso, estou contra essa política, errónea, que só contribui para o mau estar das populações. Uma política que não colhe qualquer unanimidade das pessoas que se servem dos serviços de saúde.
Se referendasse os munícipes nas áreas onde estão instalados os Postos Médicos, sem qualquer dúvida, obteria um rotundo NÃO à sua política de saúde para o concelho.
Os Postos Médicos que existem no concelho, a meu ver, estão mais ou menos bem distribuídos de acordo com as necessidades das populações. Distribuídos como estão actualmente, acautelam minimamente os problemas de transportes, de mobilidade das pessoas idosas, pessoas diminuídas fisicamente, pessoas com dificuldades de locomoção e carenciadas.
Acredito que alguns postos médicos não tenham as condições desejáveis para os utentes, pessoal de saúde e auxiliar. Nestes casos há que promover melhoramentos, fazendo-se as obras necessárias. Neste particular, a própria Câmara Municipal não fará favor nenhum mandar executar as obras necessárias, já que usufrui de boa receita de tributação, paga pelos contribuintes, e das mais onerosas do país - o IMI.
A política séria, repito, a política séria não é estática e nem é uma panaceia, molda-se de acordo com os mais elementares direitos dos cidadãos.
Não quero acreditar que seja insensível, porque o considero como pessoa atenta e clarividente, não quero acreditar que seja mais um neoliberal a defender em primeiro ludar os números e só depois as pessoas. Quero acreditar, face ao descontentamento das populações, que a sua espada de “Dâmocles” faça justiça a favor dos utentes dos serviços de saúde.
Nesse sentido, como cidadão sempre activo na participação em acção cívica e política, sugiro-lhe que mantenha todos os Postos Médicos, do concelho, em paz e promova a reconversão do Centro de Saúde de Lavos, uma vez sobredimensionado, para Centro de Cuidados Continuados Integrados. Igualmente, aquando da construção do Centro para o norte do concelho, creio Alhadas, tenha já em linha de conta a utilização para Cuidados Continuados Integrados.
Assim, sim, seria uma política de saúde de grande visão, não seria uma política de pacotilha, dotando o concelho com uma rede de Cuidados Continuados Integrados, que se integraria na Rede Nacional de Cuidados Integrados (RNCCI), novo modelo organizacional criado pelos Ministérios do Trabalho e da Solidariedade Social e da Saúde, formada por um conjunto de instituições públicas e privadas que prestam cuidados continuados de saúde e de apoio social.
Como se sabe são objetivos da RNCCI a prestação de cuidados de saúde e de apoio social de forma continuada e integrada a pessoas que, independentemente da idade, se encontrem em situação de dependência. Os Cuidados Continuados Integrados estão centrados na recuperação global da pessoa, promovendo a sua autonomia e melhorando a sua funcionalidade, no âmbito da situação de dependência em que se encontra.
Como é óbvio, com essa conversão, melhorava-se os serviços de saúde, deixava-se os actuais Postos Médicos em paz e os utentes que deles se servem.
Por outro lado aliviava o Hospital Distrital da Figueira da Foz de algumas valências e vagava a ocupação de camas. Como se sabe, por vezes, os doentes do hospital têm alta antes do tempo desejável para dar lugar a outros.
Espero que o Dr. João Ataíde reveja a sua política, errada, de saúde para o concelho."
1º de Maio, Dia do trabalhador
Cada
vez há mais razões para comemorar o 1º de Maio.
Não
se pense que por termos uma gerigonça de esquerda no governo, em
Portugal, ou por vivermos na zona do mundo onde melhor se vive, que o
problema do trabalho se encontra resolvido.
A
tendência é, cada vez mais, para desvalorizar o factor trabalho no
processo produtivo, em favor de outros interesses...
sábado, 30 de abril de 2016
O posto médico da Cova e Gala, é para manter aberto... Nascemos completos e assim devemos também viver.
Jornal AS BEIRAS, edição de sábado, dia 30 de Abril de 2016
"A transferência de serviços médicos dos postos de saúde da Marinha das Ondas e São Pedro foi motivo de um intenso debate, na Assembleia Municipal da Figueira da Foz, realizada ontem, por iniciativa de um munícipe, com a intervenção de vários deputados municipais.
Os presidentes das juntas das freguesias vizinhas de Lavos (José Elísio) e São Pedro (António Salgueiro) protagonizaram um troca de "mimos".
Por sua vez, o PSD apresentou uma moção, exigindo esclarecimentos sobre a reorganização em curso dos serviços de saúde no concelho e garantias de acesso às populações afectadas.
O presidente da câmara (que por dificuldades de agenda, só chegou após o munícipe ter feito a sua intervenção. Registe-se, também, que o vereador do pelouro da saúde e vice-presidente, dr. António Tavares, esteve igualmente ausente sem que tivesse sido dada, até ao momento em que me ausentei, qualquer justificação) garantiu que está «ao lados das populações».
Na oportunidade, João Ataíde disse ainda que assegurará transporte aos utentes que dele necessitem quando tiverem de ser atendidos fora da sua área de residência, no âmbito da reorganização dos serviços de saúde no concelho".
"A transferência de serviços médicos dos postos de saúde da Marinha das Ondas e São Pedro foi motivo de um intenso debate, na Assembleia Municipal da Figueira da Foz, realizada ontem, por iniciativa de um munícipe, com a intervenção de vários deputados municipais.
Os presidentes das juntas das freguesias vizinhas de Lavos (José Elísio) e São Pedro (António Salgueiro) protagonizaram um troca de "mimos".
Por sua vez, o PSD apresentou uma moção, exigindo esclarecimentos sobre a reorganização em curso dos serviços de saúde no concelho e garantias de acesso às populações afectadas.
O presidente da câmara (que por dificuldades de agenda, só chegou após o munícipe ter feito a sua intervenção. Registe-se, também, que o vereador do pelouro da saúde e vice-presidente, dr. António Tavares, esteve igualmente ausente sem que tivesse sido dada, até ao momento em que me ausentei, qualquer justificação) garantiu que está «ao lados das populações».
Na oportunidade, João Ataíde disse ainda que assegurará transporte aos utentes que dele necessitem quando tiverem de ser atendidos fora da sua área de residência, no âmbito da reorganização dos serviços de saúde no concelho".
O que disse, ontem, na Assembleia Municipal da Figueira da Foz
![]() |
| Foto sacada daqui |
A
Câmara Municipal da Figueira da Foz, preparou e apresentou a candidatura, em
parceria com a junta de freguesia de Lavos, do Centro de Saúde de
Lavos, para uma estrutura sobre dimensionada para as necessidades dos
lavoenses.
Em
13 de Abril de 2014, largas dezenas de pessoas assistiram, em
Santa Luzia, à cerimónia de lançamento da 1.ª pedra do Centro de
Saúde de Lavos.
O equipamento, tive disso conhecimento na altura, ficaria dotado de sete gabinetes médicos (parece que tem 9...), dois gabinetes de enfermagem, duas salas de espera, uma unidade técnica de grande capacidade e várias estruturas de apoio.
A apresentação do centro de saúde foi feita por António Albuquerque, chefe da Divisão de Obras da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
“Não está dimensionado para a população que vai servir [5 200 habitantes]. Está projectado para cerca de 10 500 pessoas”, disse na altura António Albuquerque.
O equipamento, tive disso conhecimento na altura, ficaria dotado de sete gabinetes médicos (parece que tem 9...), dois gabinetes de enfermagem, duas salas de espera, uma unidade técnica de grande capacidade e várias estruturas de apoio.
A apresentação do centro de saúde foi feita por António Albuquerque, chefe da Divisão de Obras da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
“Não está dimensionado para a população que vai servir [5 200 habitantes]. Está projectado para cerca de 10 500 pessoas”, disse na altura António Albuquerque.
Claro
que fiquei de pé atrás e preocupado...
A 19 de outubro de 2014, como todos sabemos, em resultado de eleições intercalares, António Salgueiro, numa lista PS, é eleito para presidente de junta em S. Pedro, onde já era autarca há muitos anos.
Uma
das várias promessas, apresentada no decorrer da campanha
eleitoral que o levou à vitória de 19 de Outubro de 2014, foi a
garantia de que o Posto Médico de S. Pedro não iria fechar.
No passado dia 15, realizou-se uma sessão ordinária da assembleia de Freguesia de S. Pedro.
Nessa
sexta-feira, à noite, abordado no decorrer da sessão sobre o
assunto o senhor presidente António Salgueiro garantiu
que o Posto Médico se iria manter aberto.
Passado
o fim de semana, dias 16, sábado, e 17, domingo, logo no dia
seguinte, segunda-feira, 18, tive conhecimento que o "Posto de
Saúde da Cova Gala iria encerrar em breve... Tudo apontava, para o
final deste mês".
Nesse
mesmo dia, segunda-feira, porque tenho um espaço na internet que é
lido por meia dúzia de pessoas, ou menos, divulguei publicamente o
assunto, dada a gravidade do que estava a acontecer.
A
população agitou-se, as partilhas no facebok foram mais que muitas, e a
inquietação e alarme social instalou-se.
No
dia seguinte, 19, terça-feira, desgraçadamente a notícia já era
oficial e confirmava-se infelizmente o pior: pela afixação de um
simples comunicado, na porta principal do Posto Médico, a população
era informada que o "Posto de Saúde da Cova e Gala encerrava no
fim do mês – a partir do dia 2 de maio os médicos em serviço num
Posto médico que estava a servir a população desde 1959, não nas
actuais funcionais e modelares instalações, é verdade, iriam para
Lavos levando os seus respectivos doentes.
Assim,
sem uma palavra, sem uma atenção, sem uma justificação, sem uma
palavra: assim friamente...
O
presidente da junta sentindo-se atraiçoado pelo PS, Figueira,
enviou uma mensagem, a vários autarcas e outros do seu do seu
actual partido, certamente alguns aqui presentes receberam a SMS, a
manifestar desgosto e desencanto, e ameaçando com a sua demissão e
demissão da sua equipa.
No
dia seguinte, 20, quarta-feira, o Diário de Coimbra, confirmava
aquilo que eu tinha escrito em 18 no blogue Outra Margem, dois dias
antes: "o presidente da junta de freguesia, que ainda no passado
dia 15 garantiu na Assembleia de Freguesia, realizada nessa data, que
o Posto Médico se iria manter aberto, não descarta a hipótese de
se demitir..."
Segue-se
a convocação de uma sessão extraordinária da AF de S. Pedro - sessão essa que se realizou no dia 21,
pelas 21 horas.
A
Assembleia de Freguesia realizou-se... O DCMG lotou. Também lá
estive, na esperança de ver aparecer alguém da Câmara Municipal
para dar uma palavra de esclarecimento, de conforto, de
solidariedade.
Da Câmara ninguém apareceu...
Da Câmara ninguém apareceu...
Entretanto, a pressão popular levou à marcação de uma reunião para o dia 25 de
Abril na Figueira entre a Câmara, a junta de S. Pedro, depois foi
alargada à junta da Marinha das Ondas, e ACES, na pessoa do director executivo António Morais.
Dessa
reunião, como todos sabemos, nada de conclusivo resultou, ao
contrário do que foi vendido aos jornais.
Na
quarta-feira passada, no CMC houve uma sessão de esclarecimento dos autarcas de S. Pedro, que
serviu para o presidente da junta ler as partes que lhe interessavam
das notícias publicadas no DC, Beiras e Voz da Figueira, feitas a partir das
declarações prestadas aos jornalistas, no final da reunião do dia
25 de Abril, um dia simbólico, por sinal, e que deveria ser
respeitado por quem anda na vida pública e na política.
Dessa
reunião, todos sabemos, não saíram conclusões definitivas –
apenas, serviu, a meu ver, para passar uma mensagem para acalmar a
população, à espera de melhor oportunidade, e logo que a malta baixe
a guarda levamos o golpe.
O
dia de ontem foi elucidativo - em S. Pedro e na Marinha das
Ondas.
Ontem,
dia 28, quinta-feira, na Marinha das Ondas o povo saiu à rua em
defesa do seu Centro de Saúde...
Na
Cova e Gala foi afixado um novo comunicado na porta principal do
Posto médico da Cova e Gala, assinado pelo Director Executivo da
ACES, António Morais, que diz o seguinte:
Gostaria de colocar, olhos nos olhos, a questão directamente ao senhor
Presidente da Câmara, ou ao senhor vereador do pelouro da saúde, mas como nenhum deles se encontra presente, neste momento, solicito ao senhor vereador Carlos Monteiro ou à senhora vereadora Ana Carvalho que façam chegar a mensagem: estou
aqui porque V. Exas. são o epicentro de todo o problema – que
é, como sabemos, o sobre dimensionado, para as necessidades dos
lavoenses, Centro de Saúde, - lembro, e vou citar o Director do ACES, António Morais, que está dimensionado para 12 a 13 mil utentes e com menos de 8 a 9 mil não será rentabilizado - que a Câmara Municipal da Figueira da
Foz inaugurou em Lavos, e que, a meu ver, visa servir uma estratégia politica de saúde definida por V. Exas. para o concelho...
O presidente
da junta de S. Pedro, disse - e eu quero acreditar - que foi surpreendido.
Vou
recordar, no entanto, aquilo que no decorrer de uma visita ao andamento das obras
do Centro de Saúde disse o Director Executivo do ACES.
Na
altura, 2 de Março de 2015, há pouco mais de um ano, disse este
senhor... "ACES não encerra Centros de Saúde em virtude da abertura de Lavos"!..
Sendo
assim, e muito mais haveria a dizer, mas não tenho mais tempo, fica o
meu pedido de esclarecimento: olhos nos olhos, com verdade, sem
demagogia, claramente, gostaria que o senhor presidente da câmara, dr. João
Ataíde, esclarecesse o que vai acontecer, realmente, ao Posto Médico da Cova e
Gala.
Finalmente, gostaria que dissesse como rentabilizar uma super estrutura, como é o Centro de saúde de Lavos, que para ser rentabilizado necessita de 8 a 9 mil utentes?...
Neste momento, nem metade tem: onde vai inventá-los?..
Nota de rodapé.
Como nota negativa desta minha passagem pela Assembleia Municipal, utilizando um direito do País de Abril, registo o facto - certamente, uma mera coincidência infeliz - de tanto o presidente da câmara, dr. João Ataíde, como o vereador do pelouro da saúde na CMFF, dr. António Tavares, não terem estado presentes no momento (e tinha, regimentalmente, apenas 5 minutos...) em que usei da palavra.Vou esperar que a onda de boa vontade e compreensão, expressa pelo senhor presidente da câmara, sobre o assunto que levei à Assembleia, quando, algum tempo depois de ter terminado a minha intervenção, lhe foi possível chegar ao salão dos paços do município, não se dilua no areal da praia da nossa cidade.
![]() |
| foto sacada daqui |
A cor partidária, nem sempre retira o colorido a quem encara a vida e a politica com sentido de responsabilidade democrática e cultura humanística.
É assim que se promove uma maior aproximação entre eleitos e eleitores e entre estes e as instituições, porque o órgão autárquico a que preside, a Assembleia Municipal da Figueira da Foz, terá de ser sempre a casa da Democracia do Concelho da Figueira da Foz.
Senhor Presidente: como covagalente que continua preocupado - como continuamos todos... - com um problema fundamental para o nosso futuro, que passará sempre pela qualidade e acessibilidade aos cuidados de saúde primários, fica o meu agradecimento por ter percebido e compreendido a importância do assunto que ontem levei ao órgão autárquico que preside.
Posso ser muita coisa, mas acéfalo - não.
Obrigado senhor Presidente José Duarte Pereira.
Subscrever:
Comentários (Atom)


















