sexta-feira, 11 de abril de 2014
Na Figueira, nunca serei turista
Escrever com autencidade sobre uma terra e os seus
habitantes, não é apenas dizer "coisas bonitas e agradáveis”.
É também revelar matéria desagradável e sombras. É também falar das
contradições das pessoas e das sociedades. É também focar atitudes e nomear gestos que podem estragar a
fotografia a alguém.
Quem só escreve o bonitinho - no romance, na poesia, no
ensaio, na crónica, no blogue, no facebook - está a desrespeitar a vida e
aquilo que merece consagrar: o caos de existir.
A capacidade que cada um tem de se superar num gesto e de se
despenhar no gesto seguinte. De gostar e de não cumprimentar o vizinho. Desde os
gregos que é assim. A maior armadilha da vida e da arte acontece quando quer
ser uma forma de dourar a pílula.
O escritor não é o turista. A literatura nunca foi mandar postais. Eça, por exemplo, nunca mandou as nódoas para
debaixo do tapete.
O artista inofensivo tem sempre votos de louvor da câmara
municipal ou da junta de freguesia. Esse, nunca foi o meu objetivo...
quinta-feira, 10 de abril de 2014
Sou do contra, porque sim...
Rui Curado Silva, investigador, no jornal AS BEIRAS.
“Recentemente em Pequim, durante uma visita a um laboratório
cruzei-me com uma fotocopiadora ao lado da qual se empilhavam várias caixas de
papel Navigator.
No país onde supostamente se inventou o papel, não resisti e
confirmei aquilo que já sabia no cantinho de uma das faces: “Made in Portugal by
Soporcel Portucel”.
No outro lado do mundo, naquela metrópole de mais de 20
milhões de habitantes fui transportado para a distante e pequenina Figueira da
Foz.
Quando se fala entre a elite figueirense em “colocar a
Figueira no mapa” é este tipo de colocação no mapa que me interessa.
Interessa-me menos aquela festa cara organizada na década
anterior que endividou fortemente a Figueira, durante a qual comensais embriagados
nos juravam que tinham colocado a Figueira no mapa.”
Tal como ao Rui Curado da Silva “interessa-me menos aquela festa
cara organizada na década anterior que endividou fortemente a Figueira, durante
a qual comensais embriagados nos juravam que tinham colocado a Figueira no
mapa.”
Porém, eu não acho
que a Figueira tenha mudado assim tanto - muito menos para melhor.
Mais: à sua maneira, as alegadas mudanças dão-nos um excelente retrato do que está mal
na Figueira em 2014.
O quer era bom, continua cá. O quer era mau, agravou-se.
Não ganhámos liderança, não mudou o espírito, não mudou a
filosofia - mudou a casca, pela força das circunstâncias - na Figueira e
no País.
As “mudanças”, na
Figueira, não são diferentes das “reformas”
do Passos no País – mais um retrato da
indigência nacional.
Vejamos o IMI e o preço da água pago pelos figueirenses...
Para quê?..
Vejamos o IMI e o preço da água pago pelos figueirenses...
Para quê?..
Dou só um exemplo: o estado das estradas do concelho em
locais fundamentais para a promoção do turismo figueirense.
Duvidam?.. Circulem, por exemplo, pela Serra da Boa Viagem ou pelas Lagoas de Quaios...
E depois é o que sabemos com os dinheiros gastos nos carnavais
e noutros festivais...
Como não há a mínima ideia do que é administrar uma
autarquia, faz-se mais do mesmo. Gasta-se menos, porque não há dinheiro...
A mim, como figueirense, interessava-me que tivesse mudado a filosofia e o espírito. No fundo, é uma questão de visão, de disciplina
- enfim, de um somatório de coisas, que não se “vendo”, se sentissem no dia a
dia.
Pergunto: “vendo-se”
muita coisa, sente-se o quê?
Modernidade? Originalidade ? Aumento de
qualidade/profundidade?
Qual é o valor acrescentado?
O que é que a Câmara e os figueirenses lucraram com as reuniões
à porta fechada?.. Ou com a intromissão da Câmara, via Figueira Parques, na
gestão do parque de estacionamento do Hospital Distrital da Figueira da Foz?
Ser teimoso, às vezes, não é mesmo uma virtude, mas agora já não estou só a falar da Figueira...
Dito isto, a Figueira mudou?
Se assim foi, viva a Figueira.
Afinal ter razão antes do tempo, é tão mau
como estar errado...
Eu, é que sou do contra, porque sim.
Termino como comecei...Volto a Rui Curado da Silva...
“Nos tempos que correm as exportações da Soporcel são
importantíssimas tanto para o município como para o país. Este caudal
exportador significa empregos e significa riqueza criada por produtos
transacionáveis, com existência real, não são swaps nem festas cor de rosa.
Quando uma empresa atinge este patamar de grandeza deve
manter essa grandeza na relação com os trabalhadores. Não existe nenhuma razão
para que o litígio entre os trabalhadores e a actual direcção da Soporcel em
torno da questão das pensões não seja ultrapassado com dignidade, sem pressões ou represálias sobre os operários
mais reivindicativos. Ao sucesso exportador exige-se o sucesso na concertação
com os trabalhadores.”
A Noite
«Estar desempregado pode, em certas condições, tornar-se
estimulante. De repente, encontramo-nos fora do sistema, não fazemos parte do
mundo, ninguém nos quer, batemos às portas e as portas não se abrem, os
conhecidos mudam de passeio quando nos vêm a tempo, ou então enchem-se de
piedade, o que ainda é pior. É uma boa altura para sabermos se somos apenas o
que fazemos, ou se vamos mais longe do que esse pouco.»
José Saramago, A Noite (1979), p. 66/Ed. Caminho, 2009 (4ª
edição)
Em tempo.
“A Noite” é a primeira peça de teatro escrita pelo único
prémio Nobel da Literatura da língua portuguesa, José Saramago.
Na redacção de um jornal, em Lisboa, na noite de 24 de Abril
de 1974, a rotina vai ser interrompida pela discussão entre o Redactor da
Província, Manuel Torres (Paulo Pires), um jornalista de alma e coração que
defende a verdade jornalística acima de qualquer outro interesse, com o seu
Chefe de Redacção, Abílio Valadares (Vítor Norte), homem submisso ao poder
político, que aceita a censura nos textos do jornal sem questionar, e que conta
com o apoio incondicional de Máximo Redondo, o director do jornal.
O conflito ganha uma dimensão ainda mais dramática quando
surge na redacção o boato de que poderá estar a acontecer uma revolução na rua.
Um espectáculo intemporal…
A não perder, SÁBADO, 12 de ABRIL, 21h30 NO CAE!
O que é que falta perceber?..
Reduziram-se os dias de férias, eliminaram-se dias feriados,
proibiram-se as pontes e as tolerâncias de ponto, excepto no dia de Natal amém,
aumentou-se o horário de trabalho, reduziu-se o preço da hora extra e a
produtividade não aumenta para se aumentarem salários e o salário mínimo
nacional?
A erosão nas praias
“Tanto mar…” e tão pouca areia...
Um dossiê hoje publicado
no jornal AS BEIRAS a não perder na edição impressa.
A protecção da Orla Costeira Portuguesa é uma necessidade de primeira ordem...
Como escrevemos em 11 de dezembro de 2006, o processo de erosão costeira assume aspectos preocupantes numa percentagem significativa do litoral continental.
Entretanto, a praia da Figueira da Foz, o maior areal urbano do país, está a crescer, em média, 40 metros por ano, devido ao prolongamento do molhe norte do rio Mondego...
Repito, mais uma vez, a pergunta que coloquei neste blogue antes da execução da obra, mas que ainda ninguém respondeu:será que alguém sabe, porque estudou, as REPERCUSSÕES QUE MAIS 400 METROS NO MOLHE NORTE vão ter na zona costeira na margem a sul do Mondego?
quarta-feira, 9 de abril de 2014
O inglês é sempre útil, mas...
Por cá, são os polícias a aprender para melhor informar os turistas...
No Brasil, são as putas...
Quem acham que os turistas vão preferir?..
No Brasil, são as putas...
Quem acham que os turistas vão preferir?..
Plano de Pormenor do Bairro Novo encontra-se suspenso
Na passada segunda-feira, no decorrer da reunião realizada à porta
fechada, foi aprovada a suspensão do Plano de Pormenor do Bairro Novo da Câmara
Municipal da Figueira da Foz, publicado pela Deliberação n.º 441/2008, DR N.º35, 2.ª Série, de 19/02/2008, com cinco votos a favor da maioria socialista e
quatro votos contra da oposição Somos Figueira.
Este Plano de Pormenor
encontrava-se em vigor desde 2008 e “visava definir as orientações necessárias
à preservação e valorização do património edificado”.
Segundo a autarquia, em nota de imprensa tornada pública,
foram detectadas “situações de falta de adequação das normas do plano à realidade”, bem como a
“incapacidade” do mesmo em “responder às
novas intenções de uso e ocupação decorrentes de um novo contexto sócio-económico”.
Desta forma, com a suspensão “pretende-se agilizar as
intervenções urbanísticas no Bairro Novo, aproximando-as das novas realidades
salvaguardando a preservação cultural e patrimonial daquela área”, refere a
câmara.
O vereador da oposição João Armando Gonçalves, contactado
pelo DIÁRIO AS BEIRAS, afirmou: “parece-nos que a identidade do Bairro Novo é uma
das grandes mais-valias que a cidade tem. Importa preservar essa identidade e
o plano que existia assegurava essa missão, apesar de sabermos que tem alguns
erros. A suspensão do plano aumenta o risco de se desvincular essa identidade
do Bairro Novo”, disse ainda o vereador da oposição.
O equívoco
“Com a frequência com que se comemoram eventos relacionados com as freguesias do
concelho, agitam-se as bandeiras da reorganização administrativa que o actual
governo incompetentemente levou por diante, “para satisfação das imposições da
troika”.
Populisticamente, brande-se na direcção da oposição local,
“esses canalhas”, responsáveis pelas alterações a que a mesma deu origem, como
se da total inacção, nada acontecesse!
Qualquer reforma administrativa, local ou regional, deverá
obrigatoriamente ser precedida de estudos técnicos profundos que proporcionem
aos decisores políticos as bases que fundamentem as melhores soluções.
A lei que lhe serviu de base não o permitiu. Tão só, era
preciso fazer qualquer coisa!
E como a lei, não tendo sido revogada, teria que ser cumprida,
restou procurar o caminho menos prejudicial.
“De nada serve ao homem conquistar a Lua se acaba por perder
a Terra”, disse François Mauriac em 1952.
Convém recordar que no início do mandato anterior, aquando
da criação das célebres, improdutivas e caras equipas de planeamento, foi recomendado ao executivo que iniciasse tal
trabalho, antes mesmo de o governo decidir sobre a matéria. Lisboa e a Covilhã,
por exemplo, fizeram-no.
Se o governo foi incompetente, o executivo local não o foi
menos!
O alarido vai porém ter fim!
Quando o Dr. Seguro chegar a 1º ministro, ao mesmo tempo que
acaba com os sem-abrigo, revogará a reforma administrativa.
Helás! Está o problema resolvido! Não será melhor a
autarquia começar já a trabalhar, ocupando os seus inúmeros quadros técnicos na
preparação de uma reforma condigna?”
Daniel Santos, engenheiro civil, hoje no jornal AS BEIRAS
Em tempo.
O eng. Daniel dos Santos, enquanto vereador e presidente dos
100% deixou-se, por razões que só ele saberá, enredar num vespeiro, onde havia, como certamente terá
conhecimento muito melhor do que eu, muita hipocrisia...
Sobre a lei que serviu de base e é a sua desculpa para se ter deixado enredar...
Os tribunais é que têm de obedecer cegamente à lei.
Mas, procuram fixar-lhe os contornos, porque a Lei
escreve-se em artigos indefinidos, plurais, numa abstração que obriga os
tribunais a moldá-la aos casos concretos.
Esta operação deve ser feita por especialistas.
O que se exigia então, a quem tomou decisões sem estudos técnicos profundos
que tivessem proporcionados aos políticos
as bases que fundamentam-se as melhores soluções?
Imparcialidade, claro. Isenção nas opiniões e fundamentações, também,
particularmente nas que conduziam directamente às decisões. Sabedoria técnica,
de preferência elevada. E sabedoria da
vida, conhecida como experiência.
E já agora, a integridade de carácter, a honestidade e
ainda a sensatez em estado sólido.
A administração da lei não é o mesmo que democracia, nem uma
coisa garante necessariamente a outra. A administração da lei é a aceitação de
que são as leis regulamentadas, não por uma autoridade suprema, mas pelos
cidadãos, que governam todos – os que estão no poder, os que e estão na
oposição e os que estão fora do jogo do poder...
terça-feira, 8 de abril de 2014
"O meu país não é deste Presidente, nem deste Governo"
Alexandra Lucas Coelho recebeu ontem o prémio literário da APE, pelo romance "E a Noite
Roda".
Tal como acontecera aquando da entrega dos prémios Gazeta de
Jornalismo 2013, Cavaco Silva não esteve presente. Foi a primeira vez, desde
1987, que um PR se escusou a estar
presente na entrega dos prémios gazeta, os mais prestigiados atribuídos em
Portugal.
Toda a gente percebeu que a recusa se deveu ao facto de o premiado
ser António José Cerejo, um dos ódios de estimação de Cavaco.
Ontem, para a entrega do prémio APE a Alexandra Lucas
Coelho, o presidente Aníbal mandou um amanuense qualquer representá-lo.
No momento de discursar, Alexandra Lucas Coelho foi frontal.
"Eu gostava de dizer ao actual Presidente da República,
aqui representado hoje, que este país não é seu, nem do governo do seu partido.
É do arquitecto Álvaro Siza, do cientista Sobrinho Simões, do ensaísta Eugénio
Lisboa, de todas as vozes que me foram chegando, ao longo destes anos no
Brasil, dando conta do pesadelo que o governo de Portugal se tornou: Siza
dizendo que há a sensação de viver de novo em ditadura, Sobrinho Simões dizendo
que este governo rebentou com tudo o que fora construído na investigação,
Eugénio Lisboa, aos 82 anos, falando da “total anestesia das antenas sociais ou
simplesmente humanas, que caracterizam aqueles grandes políticos e estadistas
que a História não confina a míseras notas de pé de página.”
O discurso, na íntegra, pode ser lido aqui.
Fixe, meus!..
“Há, em toda esta história, outra coisa que não se percebe.
Como é possível que Durão e Constâncio possam contar estas histórias de forma
tão imprecisa, baseando-se na sua memória? A Presidência do Conselho de
Ministros não guarda registos? O Banco de Portugal não guarda registos? As
reuniões não dão origem a actas? Nos Estados Unidos, uma história destas teria
trinta memos escritos a sustentá-la, sete actas de reuniões, as agendas de
todos os participantes, entradas nos diários dos intervenientes, dias e horas
das reuniões e respectivas ordens de trabalhos, registos do que se disse e do
que foi pedido e do que foi garantido e por quem.
Mas em Portugal, no meio político, a regra é a informalidade
e isso é apresentado como um sinal dos nossos brandos costumes. O problema é
que a informalidade é a arma de eleição dos corruptos e dos aldrabões. Os
políticos não têm agendas, as reuniões não tem actas, as declarações não têm
testemunhas. E, nos raros casos em que esses documentos existem, os
protagonistas levam-nos para casa no fim da legislatura como se fossem
propriedade sua e não património público e um elemento essencial da
responsabilização dos agentes políticos.”
- José Vítor Malheiros, colunista do jornal Público
- José Vítor Malheiros, colunista do jornal Público
Jornalismo e "poesia rigorosa"
Li este título, hoje, no jornal As Beiras.
Perante o facto interroguei-me: o jornalismo é uma aldrabice?
Confesso que não sou mestre suficiente na matéria, para
sustentar tal afirmação.
Gosto do jornalismo porque me parece uma profissão útil.
Modéstia à parte, porém, considero-me possuidor de alguma capacidade analítica - aliás, reconheço, um dos meus grandes defeitos.
Por outro lado, encaro o jornalismo como uma actividade com rigor. Defendo, aliás, que é preciso
acabar com a ideia de que o jornalismo é uma aldrabice.
Porém, no tempo que passa, constato que o povo até tem alguma razão - em grande parte, por diversas razões, que não vou aqui e agora esmiuçar, é mesmo aldrabice.
O jornalismo, tal como eu o entendo, obriga a
um enorme rigor e isso traduz-se, também, na busca de uma “poesia rigorosa”.
Maria Filomena Mónica
... "não é possível substituir o papel do professor de carne e osso (...). A escola é para ensinar a pensar. É um crime o que se fez com o alargamento de 20 para 30 alunos": - Maria Filomena Mónica, no Casino, via Figueira na Hora.
Em tempo.
Parece que foi muita gente...
Em tempo.
Parece que foi muita gente...
A Praça Velha
Durante anos, tal
como no País, aqui pela Figueira, vivemos uma ilusão: governos de várias cores políticas e
executivos camarários locais laranja,
fizeram-nos crer que vivíamos num país rico e numa cidade «na moda».
A Figueira, tal como
o país, vivia para o consumo, para o despesismo para a ostentação.
A construção de
imóveis disparou. Agimos como ricos. Convencidos, de facto, que éramos ricos, havia
piscinas, oásis, CAE, para construir, só por construir, Olaias, Palácio de
Maiorca e Mosteiro de Seiça, para comprar, só por comprar, complexo desportivo de Buarcos e campo de golf
para implementar, só por implementar, carnaval e festival de bikini para promover e financiar, só por financiar...
E havia novas habitações prontas a erguer numa cidade com
milhares de fogos vazios, indiferente à necessidade da reabilitação urbana.
Tudo isto, numa cidade em que se fechavam fábricas e
estaleiros, o comércio tradicional definhava, se desmantelava a frota pesqueira
e a agricultura era abandonada...
Deixámos, como é óbvio, de produzir. Fomos, aliás, incentivados para isso, na Figueira e no País. Importávamos 80% do
que comíamos, com recurso a dinheiro
emprestado, vivíamos na ilusão de que éramos ricos.
E assim fomos vivendo, na Figueira e no País!
Até um dia...
Um dia, primeiro na Figueira, depois no País, lá tivemos de abrir os
olhos para a realidade.
O rei ia nu: somos uma
cidade e um país pobre e a era das ilusões tinha chegado ao fim.
Gostei imenso, por isso, de ler a crónica realista e assertiva do
vereador e militante PS, António Tavares, publicada no jornal AS BEIRAS, de que
destaco esta parte:
“Foi com satisfação que verifiquei a abertura de um novo
estabelecimento de restauração situado na Praça Velha e instalado num edifício
recentemente reabilitado. A praça afirmou-se durante muito tempo como um espaço
público de excelência.
Relatos de há 100 anos descrevem-na como um ponto de
encontro dos figueirenses, de atracção do comércio e de vivências várias – foi
terminal de autocarros e ali funcionou, por exemplo, a biblioteca municipal.
Depois, a praça, no seguimento do abate quase completo da
baixa histórica, viu encerrarem-se os estabelecimentos e desaparecerem os residentes.
Hoje, com a recuperação dos edifícios e a sua subsequente ocupação, a praça
poderá ser, de novo, encarada como um interessante conjunto patrimonial.”
Declaração de interesses.
A Praça Velha é o local de que mais gosto na Figueira.
Sempre que lá vou, praticamente todos os dias, não dispenso uma visita ao local onde se toma a melhor
bica na nossa cidade – o café Brasil.
Figueira na Hora: um ano de vida. Parabéns
“7 de abril de 2013. Há precisamente um ano atrás nascia o
«Figueira Na Hora». Um projeto pensado para a Figueira da Foz, feito com e para
os figueirenses.
Ao longo destes 12 meses foram, e são cada vez mais, os que
diariamente nos acompanham, interagindo das mais variadas formas.
Em dia de aniversário, em nome deste projeto, a todos o
nosso muito OBRIGADO!
Hoje, em dia de aniversário, apresentamos a nossa nova
imagem. O «Figueira Na Hora» é uma marca registada no INPI (Instituto Nacional
de Propriedade Industrial) e, também hoje, passou a estar oficialmente
registado na ERC como órgão de comunicação social.
Queremos fazer muito mais e contamos consigo desse lado para
nos acompanhar neste caminho.”
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