terça-feira, 27 de novembro de 2012

Está feita a vontade do governo...

Clivagem social está consumada...
("Aquele que é considerado como o mais duro orçamento na história da democracia portuguesa foi hoje aprovado no parlamento com os votos contra de toda a oposição e de mais um deputado: Rui Barreto, do CDS, eleito pelo Madeira.")
Isto, aconteceu há pouco, na "Assembleia da (pobre) República".

A Grécia à frente...

"Ninguém sabe como lidar com a dívida soberana grega, porque as razões que levaram ao actual modelo de assistência financeira internacional na zona euro estão datadas. O critério do pagamento integral da dívida é irrealista, e está ultrapassdo, embora fosse muito apelativo para os credores em plena crise dos pagamentos inter-bancários em 2009. O modelo de negociação com os credores mantendo os Estados sob-tutela criou a ilusão que não seria necessário renegociar com os credores o perfil da dívida, taxas de juro, maturidades, etc...
Esta noite percebeu-se mais uma vez que esse modelo só leva ao atraso das medidas que devem ser tomadas e que acabam por ser tomadas: baixa das taxas de juro, adiamento dos prazos, etc. Mas sempre às arrecuas, sem se passar à libertação negocial dos Estados. Assim isto vai acabar mal para o FMI, o Euro-Grupo e o BCE. Porque ninguém quer ser a Grécia quando a Grécia indica o caminho..."


JOSÉ MEDEIROS FERREIRA 

Portugal, um país em vias de subdesenvolvimento...

"O que está em causa neste orçamento (prestes a ser aprovado) não são apenas números. É um modelo social que garantiu meio século de paz e prosperidade à Europa e que permitiu que Portugal deixasse de ser um país subdesenvolvido para ter lugar no primeiro Mundo. Não está em causa tornar o nosso País mais competitivo e garantir um crescimento económico que corresponda a um desenvolvimento sustentado. Este orçamento, assim como este memorando, transforma, nas acertadas palavras do economista Alexandre Abreu, Portugal num país "em vias de subdesenvolvimento"

Via Expresso

aF200


segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Eu não percebo nada, mas já tinha dado conta de um pormenor: quanto mais o Gaspar e o Coelho aumentam os impostos, mais diminui a receita fiscal!..


Terá aquilo que Paul De Grauwe disse alguma coisa a ver com isso?

Sporting: a alternativa para logo mais em Moreira de Cónegos…

foto sacada daqui

É pá, não se comecem já a rir…
É que talvez não fosse tão má ideia assim... 
Em primeiro lugar, "a equipa B lidera a segunda liga, e parece estar, pelo que joga, a um nível superior ao de uma equipa tipo Vitória de Setúbal ou Beira-Mar. Ora, todos sabemos das dificuldades que temos tido contra equipas desse nível."
 Em segundo lugar, "temos o factor motivação. O plantel está desmotivado, triste, e isso reflecte-se em campo. A equipa B não. Está com a moral em alta e todos eles cheios de vontade de jogar na equipa principal. Se o fizessem, alguém duvida que dariam mais em campo que a maioria dos nossos jogadores? Dificilmente seríamos uma equipa tão macia como somos, que chega ao ponto de ir para o intervalo em Basileia apenas com uma falta cometida."
 Em terceiro lugar, "o argumento financeiro. Goste-se ou não, tem de ser levado em grande conta. Trazer alguns jovens permitia vender outros jogadores. Elias, Pranjic, Izmailov, Jeffren, Gelson, Carriço, Xandão (atenção que acho que estão neste lote alguns dos melhores do plantel) estão na linha da frente para sair, e seriam colmatadas essas saídas, por exemplo, com Nuno Reis, Pedro Mendes, Zezinho, João Mário, Esgaio, Wilson. O que se perdia em experiência ganhava-se em vontade de representar o Sporting e com maiores probabilidades de futuros encaixes."
 Finalmente, "reforçava-se a aposta na formação. O Sporting é um clube formador, dos melhores do Mundo. Então vamos aproveitar essa formação.”
Alguém duvida que com 3 ou 4 subidas da equipa B e o resgate de 2 ou 3 emprestados fazíamos melhor figura na segunda volta do campeonato?

Inovações no campo do PPD/PSD nas autárquicas figueirenses do próximo ano... (II)

imagem sacada daqui

Se existisse informação na Figueira como há uns anos atrás, os jornais, os blogues, as rádios e a televisão locais estariam por estes dias cheios de políticos e comentadores a dissertar sobre  o número de Miguel Almeida na noite da passada sexta-feira… 
Não é todos os dias que um partido anuncia que  “vai a eleições e que o programa eleitoral do partido para as próximas eleições autárquicas será «diferente» de tudo que tem sido apresentado”!..
Assim, um assunto que vai mexer com  todos os figueirenses,  corre o risco de ficar confinado “num universo de cerca de 60 militantes”…

O dirigente e fundador do Bloco de Esquerda, Fernando Rosas, investigou as razões da longevidade da governação de Salazar e conclui que entre elas está o facto de o ditador ter conseguido captar a simpatia das classes médias para o seu programa de estabilização financeira



Daqui

domingo, 25 de novembro de 2012

Inovações no campo do PPD/PSD nas autárquicas figueirenses do próximo ano...

foto sacada daqui

O plenário de militantes do PSD, que reuniu sexta-feira à noite, aprovou o perfil dos candidatos.
Mas, entretanto, ao que se sabe, ainda «cabem vários nomes».
Contudo, os nomes dos candidatos PSD à Câmara e Assembleia Municipal da Figueira «só em Janeiro» serão conhecidos do grande público.
Todavia,  para já, segundo li no Diário de Coimbra, Miguel  Almeida, líder da concelhia figueirense, garante que já há a certeza de que  “o PSD vai a eleições e que o programa eleitoral do partido para as próximas eleições autárquicas será «diferente» de tudo que tem sido apresentado”!..
Pelos vistos, ao que presumo, Miguel Almeida tem na manga as mais avançadas teorias de gestão empresarial e autárquica, que serão implementadas na Figueira, evidentemente caso ganhe as eleições do próximo ano.
Assim sendo, tudo leva a crer que o que até aqui foi testado pelas mais diversificadas autarquias de Portugal continental, Açores e Madeira ao longo dos últimos 38 anos, está a ser  repensado de forma radical por um Gabinete de Estudos do PPD/PSD/Figueira. Ao que presumo, seguir-se-á a reconfiguração dos processos obsoletos e tradicionais  de confeccionar programas eleitorais, colocando-se, finalmente, no terreno os processos inovadores para gerar ganhos de produtividade e evitar as chamadas «gorduras camarárias».

Ainda que mal comparado, estou em crer, pelo pouco que ainda conheço, que se esta nova, inovadora e radical metodologia fosse  aplicada ao campo amoroso, em vez do político,  seria como deixarmos de convidar  as mulheres para jantar com o objectivo de as levar para cama (processo tradicional), passando a   convidá-las para a cama com o objectivo de levá-las a jantar (processo inovador)!..

X&Q1150


Ao estado a que isto chegou...



... até um ex-ministro de Salazar sabe o óbvio.

Bom domingo