quarta-feira, 25 de abril de 2012

Hoje, 25 de Abril de 2012, o dia está assim..

Chove...

Mas isso que importa!,
se estou aqui abrigado nesta porta
a ouvir a chuva que cai do céu
uma melodia de silêncio
que ninguém mais ouve senão eu?

Chove... 

Mas é do destino de quem ama
ouvir um violino
até na lama.


Poema de José Gomes Ferreira, escritor, poeta e ficcionista português.

6 anos depois...

É NA AREIA QUE SE DEVEM 
REGISTAR AS INJÚRIAS, AS INGRATIDÕES, 
AS OFENSAS E AS IRONIAS COM QUE 
NOS PRETENDEM ATINGIR PELA VIDA FORA...
Outra Margem
Como escreveu um dia Miguel Torgao que interessa é partir, não é chegar...
Faz hoje 6  anos que começou esta aventura... 
Que continua, apenas, porque sim... 
Antes de mais, e sobretudo, porque me diverte - e muito... 
Depois,  porque gosto - e muito...  
Também,  porque o número crescente de leitores - alguns que pensava improváveis - me leva a  pensar que isto serve para alguma coisa... 
Mas, vamos ao que interessa. 
6, não é apenas um número. Com o significado que lhe quiserem dar…
Faz hoje 6  anos, repito, que começou o Outra Margem
No fundo, 6, é, também,   sinónimo de resistência...
Para um  blogue, não sei se é muito, pouco ou nada... 
De maneira que... 
Olhem... 
"Um dia de cada vez".
Vamos andando e vamos vendo...
Entretanto, por ser verdade e para que conste, fica explícito que este é um blogue de autor -   com rosto, com alma, com assinatura.
Um abraço a todos os que o visitam e comentam.

25 de Abril, Sempre!

terça-feira, 24 de abril de 2012

Morreu Miguel Portas

"A letra do hino da campanha Zero Desperdício é (para ser benevolente) profundamente infeliz"...

"É possível que os autores da campanha “Zero desperdício” tenham decidido não realçar nos seus documentos as expressões “fome” nem“combate à pobreza” (pelas suas tonalidades de esquerda) e falar apenas de “redução do desperdício” (pelas suas tonalidades de direita). Pode ter sido uma astuta decisão de marketing político, uma decisão pragmática de quem sabe que o PSD e o CDS têm a maioria em Portugal."

"Da fome, do desperdício e da tristeza", uma crónica de José Vítor Malheiro que desmonta a caridadezinha dos restos e outras sobras de comida. 

Cuidado com a linguagem, pois o novo acordo ortográfico é muito traiçoeiro... (4)

Via Meditação na Pastelaria


José Manuel Fernandes diz-se incomodado. Indignado. Talvez mesmo ultrajado. 
José Manuel Fernandes incomodado, indignado e talvez mesmo ultrajado dá-me vontade de rir. 
A pomposidade de JMF soa ridícula. O "sentido de Estado" não lhe assenta (com dois esses): "Sucede que as comemorações do 25 de Abril na Assembleia da República, lugar onde todos os partidos têm acento e têm voz..." E transcrevo  o "acento", porque erros de português são inadmissíveis quando se sai a espadeirar tão bravamente em defesa da Pátria.


Em tempo.
Neste caso, José Manuel Fernandes não  adoptou o acordo ortográfico.
Preferiu  escrever com erros pessoais a fazê-lo com erros oficiais. 

É tempo de dizer "BASTA"



O Coronel Sousa e Castro, considerado um dos Capitães de abril mais moderados, afirma que é tempo de dizer "basta"
Ontem à noite, no programa Prós e Contras da RTP, o Coronel defendeu que os sacrifícios devem ser equitativos. 
Ver vídeo aqui.

Rescisões "amigáveis"!...

Depois de 30 anos de trabalho, um funcionário público pode rescindir o seu contrato por uma indemnização máxima de 9.700€.
Um gestor, depois de 30 dias de trabalho, se for dispensado, leva o valor total dos ordenados em falta até ao termo do contrato...

Via 2711

"Hoje, 24 de Abril", para...

 "é o dia apropriado para evocar"

A História do século XX ensina-nos que o facto de um indivíduo ser eleito democraticamente não faz dele um democrata. A História do Porto nos anos de Rio - já é possível avaliá-la, agora que esses anos se aproximam do fim - é disso um bom exemplo.

25 de Abril na Figueira


Programa oficial. Ver aqui.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Portugal, 2012, em abril...


Quem consente o  que acima está escrito, não merece mais do que isto:

Dia Mundial do Livro


Desde 1996, que o Dia Mundial do Livro e do Direito do Autor é assinalado a 23 de Abril.

Cuidado com a linguagem, pois o novo acordo ortográfico é muito traiçoeiro... (3)

(Daqui)

- Já usas o acordo ortográfico?
- Não é nada fácil, mas ando a tentar. E tu?
- Também. Já escrevo ortográfico sem H.
- Mas essa palavra nunca teve H!
- Bem dizias tu que isto não era nada fácil...

Em tempo.
Por estas e por outras, é que tal como o Senhor Luís,  ainda não adoptei o acordo ortográfico.
Prefiro escrever com erros pessoais a fazê-lo com erros oficiais.

Rob Riemen. “A classe dominante nunca será capaz de resolver a crise. Ela é a crise!”


Rob Riemenpara quem  a «nobreza de espírito» é a  quinta-essência de um mundo  civilizado, pois considera que   sem nobreza de  espírito, a cultura desvanece-se,  esteve em Lisboa na semana passada a convite de Mário Soares para falar sobre o direito à resistência e para apresentar o seu último livro, “Eterno Retorno do Fascismo”.
Na oportunidade, concedeu uma entrevista ao jornal i, que pode ser lida na íntegra clicando aqui, onde fez algumas considerações interessantes sobre a sociedade em que vivemos.
Para aguçar o interesse, fica um excerto.
“A actual classe dominante nunca será capaz de resolver a crise, porque ela é a crise! E não falo apenas da classe política, mas da educacional, da que controla os media, da financeira, etc. Não vão resolver a crise porque a sua mentalidade é extremamente limitada e controlada por uma única coisa: os seus interesses. Os políticos existem para servir os seus interesses, não o país. Na educação, a mesma coisa: quem controla as universidades está ali para favorecer empresas e o Estado. Se algo não é bom para a economia, porquê investir dinheiro? No geral, os media já não são o espelho da sociedade nem informam de facto as pessoas do que se está a passar, existem sim para vender e vender e vender”.

domingo, 22 de abril de 2012

Canções de Intervenção no Casino

Sacado daqui

Uma ideia…


Acabei de entregar   a declaração do IRS. Ao fazer a simulação do reembolso,  tive uma supresa muito desagradável…
Se colocam  - e a meu ver muito bem – o aviso de que o tabaco faz mal à saúde nos  maços de cigarros, porque não colocar fotografias  de políticos corruptos  no portal das Finanças?...

A ideologia da caridadezinha sempre presente...

Imagem sacada daqui
Surgiu uma ideia, que aliás não é nova: dar as sobras de comida aos mais necessitados. 

Os mesmos que exploram as pessoas e são responsáveis por salários de miséria e redução dos rendimentos das famílias, são aqueles que ao fim-de-semana recolhem as sobras das suas fortunas e decidem distribuir umas migalhinhas pelos pobres.
Nunca distribuem o suficiente para estes deixarem de ser pobres: atenção, isso daria cabo do seu desporto de fim de semana e acabaria com a necessidade dos mais pobres aceitarem trabalhar a qualquer custo e sob quaisquer condições nas suas empresas.
A caridade é uma indústria nos dias de hoje. Não faltam incentivos ao consumo de produtos que contribuem com 1 cêntimo para uma causa qualquer, num país distante de nós. Sentimos que ao comprar estamos a fazer o bem... a contribuir para algo mais que o bolso de quem produz o que compramos.

Eu estou contra esta ideia de dar os restos aos mais necessitados. Como explicamos que na sociedade em que vivemos há anúncios de comida para cão onde é dito que "restos não são uma alimentação saudável" e ao mesmo tempo vem meio mundo defender que para os pobres já serve? 
Nem do ponto de vista da Igreja é defensável: as escrituras dizem claramente para dar o que temos, tudo o que temos e não só o que nos sobra e não nos faz falta.
Sou a favor que hajam salários dignos, condições de vida dignas e criação das condições socias para acabar com a miséria. Sou totalmente contra estas soluções nojentas de propaganda mesquinha que pretendem menorizar as pessoas e forçá-las a uma vida de joelhos, de subserviência e de sujeição.
Isto é ideologia, formatação social para a criação de um modelo que remonta à altura em que o rei vinha passear de carruagem e atirarava comida aos pobres.
O governo está a atirar milhares de pessoas para a pobreza, não é darem umas migalhas às pessoas que vai mudar isso. Não roubem o salário aos portugueses, não lhes roubem os subsídios a que têm direito e para os quais descontaram e ponham a vossa caridadezinha lá onde o sol não brilha.

As pessoas agradecem. Restos não são uma política saudável.

Naval


"Regresso ao trabalho, mês e meio liquidado"...