Via Aventar
sábado, 20 de novembro de 2010
Conversa na mercearia
Se Portugal vai de mal a pior, o comércio tradicional, nas cidades ou nas aldeias, está à beira da extinção.
A "catástrofe" está anunciada há muito. Fecham mercearias diariamente. O negócio para o pequeno comércio está péssimo.
Mais dia menos dia, vai acabar. Ainda sobrevivem alguns resistentes, mas os pequenos comerciantes estão a perder nitidamente terreno para as médias e grandes superfícies comerciais.
Os pequenos comerciantes, lamento dizê-lo, têm a batalha perdida. É um sector envelhecido, gasto, desmotivado, sem perspectivas de futuro.
Precisava de se modernizar, para sobreviver, pois o consumidor está cada vez exigente.
Existem problemas de fundo que têm a ver com o atendimento, a higiene e a apresentação dos produtos.
Mas, numa sociedade cada vez mais egoísta e desumanizada existem factores positivos, que têm de ser valorizados - simpatia, proximidade e atenção, para com o cliente.
Por motivos profissionais estou a morar numa pequena freguesia a poucas dezenas de quilómetros de Lisboa, por isso, neste momento sinto, por experiência própria, que se o pequeno comerciante desaparecer, nalgumas freguesias e pequenas vilas, é o consumidor que vai sofrer, porque tem de percorrer vários quilómetros para ir à cidade às superfícies comerciais.
Ao ver esta foto obtida pelo Pedro Cruz, um dia destes, na minha aldeia natal, interroguei-me a mim próprio: por quanto tempo ainda, teremos oportunidade de ver toda esta tranquilidade?..
A dona da mercearia a conversar, tranquila e despreocupadamente, com uma cliente, ou simples transeunte, à porta do estabelecimento!..
A "catástrofe" está anunciada há muito. Fecham mercearias diariamente. O negócio para o pequeno comércio está péssimo.
Mais dia menos dia, vai acabar. Ainda sobrevivem alguns resistentes, mas os pequenos comerciantes estão a perder nitidamente terreno para as médias e grandes superfícies comerciais.
Os pequenos comerciantes, lamento dizê-lo, têm a batalha perdida. É um sector envelhecido, gasto, desmotivado, sem perspectivas de futuro.
Precisava de se modernizar, para sobreviver, pois o consumidor está cada vez exigente.
Existem problemas de fundo que têm a ver com o atendimento, a higiene e a apresentação dos produtos.
Mas, numa sociedade cada vez mais egoísta e desumanizada existem factores positivos, que têm de ser valorizados - simpatia, proximidade e atenção, para com o cliente.
Por motivos profissionais estou a morar numa pequena freguesia a poucas dezenas de quilómetros de Lisboa, por isso, neste momento sinto, por experiência própria, que se o pequeno comerciante desaparecer, nalgumas freguesias e pequenas vilas, é o consumidor que vai sofrer, porque tem de percorrer vários quilómetros para ir à cidade às superfícies comerciais.
Ao ver esta foto obtida pelo Pedro Cruz, um dia destes, na minha aldeia natal, interroguei-me a mim próprio: por quanto tempo ainda, teremos oportunidade de ver toda esta tranquilidade?..
A dona da mercearia a conversar, tranquila e despreocupadamente, com uma cliente, ou simples transeunte, à porta do estabelecimento!..
Uma verdadeira pérola...
Cheguei a esta pérola, via Delito de Opinião.
"Portugal no seu melhor! O personagem que dorme profundamente, durante uma cerimónia oficial, é o excelentíssimo Embaixador de Portugal em Timor-Leste. Quem aproveita a ocasião para tirar uma fotografia à triste cena, é o Presidente da República, José Ramos-Horta."
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
Haja tolerância
Porém, ao tropeçar neste post no Corta-Fitas, fiquei algo o curioso...
Da sua leitura também não fiquei a saber “o que estava a dita Senhora a fazer naquele local”!..
Da sua leitura também não fiquei a saber “o que estava a dita Senhora a fazer naquele local”!..
Como, ao que parece, não vou conseguir encontrar a explicação para esta dúvida, presumo que o ministro Luís Amado foi obrigado a levar a filha para o trabalho!..
Será que, com a tolerância de ponto, a menina não tinha onde ficar, pois as escolas devem ter encerrado?..
Actualização:
Entretanto a explicação já chegou. "Carolina Amado "esteve presente na recepção a Obama porque a mulher do ministro, que é quem o costuma acompanhar, não pôde comparecer e, em vez dela, foi a filha."
Actualização:
Entretanto a explicação já chegou. "Carolina Amado "esteve presente na recepção a Obama porque a mulher do ministro, que é quem o costuma acompanhar, não pôde comparecer e, em vez dela, foi a filha."
Covagalenses em destaque na Nazaré
Já nem as freguesias escapam!..
Notícia do jornal Público, mais uma investigação de José António Cerejo.
"Autarca do CDS-PP acusado de desviar 243.000 euros em junta de freguesia".
Um terço do orçamento da freguesia!..
"Autarca do CDS-PP acusado de desviar 243.000 euros em junta de freguesia".
Um terço do orçamento da freguesia!..
Obrigadinho pela lembrança...
Portugal tem “uma justiça para ricos e outra para pobres”
Marinho Pinto, Bastonário da Ordem dos Advogados
Os senhores do adeus
Nuno Azinheiro, director executivo da notícias tv
"Portugal é um país evoluído. De sucesso, com uma taxa residual de desemprego e umas contas equilibradas.Os portugueses são empreendedores nas ideias e produtivos na execução. Por isso, não admira que este País que vive neste oásis virtual tenha dado uma folga no dia de hoje aos residentes na capital. E, portanto, lá vamos nós para as ruas de Lisboa para acenar aos grandes senhores do mundo. Porque este país, evoluído mas periférico, não está habituado a receber gente tão ilustre ao mesmo tempo..."
Lido e respigado ...
... daqui:
“O bloco central PS-P.Coelho entende que o estado de direito é defendido quando uma grande empresa antecipa a distribuição de dividendos, escapando assim ao fisco. Certamente que nada há de ilegal nisso.
É uma pena que o mesmo bloco não seja sensível a outro direito, decerto não legal: o de assegurar que os sacrifícios do empobrecimento infectem todos ( nada que Adam Smith não pudesse defender hoje). Ou seja, enquanto o direito de repartir milhões é escrupulosamente observado, o direito de não perder a dignidade é metodicamente ignorado.
E eu que pensava que estávamos numa situação excepcional, na qual os señoritos satisfechos dariam um ar da sua graça.”
“O bloco central PS-P.Coelho entende que o estado de direito é defendido quando uma grande empresa antecipa a distribuição de dividendos, escapando assim ao fisco. Certamente que nada há de ilegal nisso.
É uma pena que o mesmo bloco não seja sensível a outro direito, decerto não legal: o de assegurar que os sacrifícios do empobrecimento infectem todos ( nada que Adam Smith não pudesse defender hoje). Ou seja, enquanto o direito de repartir milhões é escrupulosamente observado, o direito de não perder a dignidade é metodicamente ignorado.
E eu que pensava que estávamos numa situação excepcional, na qual os señoritos satisfechos dariam um ar da sua graça.”
Galo de Ouro
"Faltam os traços, os semáforos não funciona, os passeios foram esquecidos quando se requalificou a via...Enfim, as obras municipais da Câmara Municipal parecem pouco atentas às infra-estruturas básicas. Quantos meses mais vamos ter que esperar pelos traços e sinalização?"
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Sabem o que representa, afinal, “mandar "prò c...” ?...
... "apenas virilidade verbal!.."
O texto, delicioso, escrito pelo jornalista Carlos Rodrigues Lima, está hoje no DN. Vale a pena lê-lo, na totalidade. Vamos então a só mais um naco, para aguçar a curiosidade...
"Ministério Público quis levar a julgamento cabo da GNR que usou expressão junto de superior, mas Relação de Lisboa ilibou-o.
E para fundamentar tal decisão, os desembargadores fazem uma extensa análise da expressão "prò c..." que, no fundo, era o que estava em causa no autos. Concluíram que há contextos em que a utilização da expressão não é ofensiva, mas sim um modo de verbalizar estados de alma. Um pouco de história: "Para uns a palavra 'c...' vem do latim caraculu que significava pequena estaca, enquanto que, para outros, este termo surge utilizado pelos portugueses nos tempos das grandes navegações para, nas artes de marinhagem, designar o topo do mastro principal das naus, ou seja, um pau grande."
O texto, delicioso, escrito pelo jornalista Carlos Rodrigues Lima, está hoje no DN. Vale a pena lê-lo, na totalidade. Vamos então a só mais um naco, para aguçar a curiosidade...
"Ministério Público quis levar a julgamento cabo da GNR que usou expressão junto de superior, mas Relação de Lisboa ilibou-o.
E para fundamentar tal decisão, os desembargadores fazem uma extensa análise da expressão "prò c..." que, no fundo, era o que estava em causa no autos. Concluíram que há contextos em que a utilização da expressão não é ofensiva, mas sim um modo de verbalizar estados de alma. Um pouco de história: "Para uns a palavra 'c...' vem do latim caraculu que significava pequena estaca, enquanto que, para outros, este termo surge utilizado pelos portugueses nos tempos das grandes navegações para, nas artes de marinhagem, designar o topo do mastro principal das naus, ou seja, um pau grande."
quarta-feira, 17 de novembro de 2010
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