
sexta-feira, 6 de março de 2009
quinta-feira, 5 de março de 2009
* "Afinal por onde anda o nosso dinheiro???"
"A deputada socialista Leonor Coutinho revelou ontem na Comissão de Inquérito Parlamentar ao caso BPN que Aprígio Santos, presidente da Naval, tem operações de crédito incobráveis cedidas pelo BPN no valor de 8,5 milhões de euros. Confrontado com estas afirmações, Teófilo Carreira, antigo director comercial com responsabilidades na Região Centro do País e ex-administrador do BPN, admitiu conhecer Aprígio Santos, mas sublinhou que não tinha ideia de que fosse um cliente incobrável. "Tinha-o como um empresário de algum sucesso no ramo imobiliário", afirmou."
* O título foi sacado daqui.
* O título foi sacado daqui.
O euromilhões continua a ser pródigo em criar excêntricos….
O projecto que este putativo excêntrico figueirense financiaria, "e há tanto tempo guardado na gaveta, à espera do entendimento entre a Naval e a Câmara Municipal da Figueira da Foz", era o estádio novo da Naval.
Mas, atenção, o financiamento seria “só para o estádio. A habitação ao lado e outros projectos comerciais, não”.
O Paulo, pode ser candidato a excêntrico, mas continuaria dos puros: misturar a bola com os negócios, não é (e não seria...) com ele…
“Prometeu está prometido!”.
Paulo, Amigo :
se sobrarem uns trocos, para mais uma pequena excentricidade, não te esqueças do GDCG.
Creio que não seria complicado tornar-te sócio honorário e colocar a tua "fronha" à porta do Novo Complexo Desportivo do Grupo Desportivo Cova-Gala...
A pérola do dia
Augusto Alberto, no blogue Aldeia Olímpica, a propósito da demissão do vereador Victor Sarmento:


Que raios, ambos começaram em boa escola e agora estão a escangalhar tudo.
quarta-feira, 4 de março de 2009
É fácil ter êxito, mas há mais vida para além do futebol….
Foto de Pedro Cruz
Por aqui, até gostamos de futebol (eu, confesso, já gostei muito mais). Mas, daí, a abrir portas à melhor imbecilidade local, existe uma fronteira que não desejamos passar.

Um dia destes, a propósito de um jogo de futebol local, este blogue publicou uma foto e informou o resultado.
Tal, e não foi a primeira vez, foi suficiente para que a nossa caixa de comentários ficasse inundada!...
Já imaginaram o que aconteceria se fizessemos o acompanhamento, dia a dia, da vida do Clube?..
Já imaginaram o que aconteceria se fizessemos o acompanhamento, dia a dia, da vida do Clube?..
Por aqui, até gostamos de futebol (eu, confesso, já gostei muito mais). Mas, daí, a abrir portas à melhor imbecilidade local, existe uma fronteira que não desejamos passar.
A não ser assim, tudo o que havia a dizer sobre a Terra, resumia-se à opinião de um qualquer emplastro, sobre a prestação de qualquer craque da equipa local. Como por magia, evaporavam-se os problemas cá da Terra...
E como isso dava jeito!...
A falta de estruturas desportivas condignas e em condições para a prática do desporto, a inexistência de uma sala com condições mínimas para espectáculos, a erosão costeira, a ausência de uma política cultural concelhia e local, por exemplo, passariam a assuntos secundários. Virava-se a página, porque o futebol clube local lidera o campeonato.
A falta de estruturas desportivas condignas e em condições para a prática do desporto, a inexistência de uma sala com condições mínimas para espectáculos, a erosão costeira, a ausência de uma política cultural concelhia e local, por exemplo, passariam a assuntos secundários. Virava-se a página, porque o futebol clube local lidera o campeonato.
Parabéns, mas há mais vida para além do futebol!..
Portugal, 35 e cinco anos depois do 25 de Abril de 1974, País europeu, democrático, vive ainda os tempos do fado, futebol e Fátima. Delapida energias, recursos económicos, massa encefálica e tempo, com futilidades. Damos o nosso melhor no apoio ao clube da terra ou nacional, e descuramos a nossa vida e o nosso trabalho. Se necessário, somos capazes de brigar pelas cores dos nossos clubes, mas assistimos impávidos e serenos ao encerramento de uma maternidade, ao desmantelamento dos nossos postos de trabalho, à degradação da qualidade do aceso à saúde, à educação, ao encolhimento das nossas reformas, à corrupção…
O Concelho da Figueira da Foz, como tantos outros, mantém com o nosso dinheiro dois campos de futebol, um relvado e um pelado, onde uma agremiação desportiva, disputa uns campeonatos que são importantes para os praticantes, para alguns dirigentes, para alguns jornalistas locais e proporcionam entretenimento para alguns adeptos do concelho. É certo que, por isso, não vem grande mal ao mundo. Os contribuintes lá vão pagando (sem darem por isso, ou sem se importarem), a estrutura e a respectiva manutenção, e mais uns subsídiozitos para ir aguentando o barco num mar encapelado e difícil, como é o futebol...
É uma forma de manter e preservar a alienação no deserto de ideias em que nos movemos. Enquanto se ocupa o povo com frivolidades - que sempre ajudaram a manter qualquer regime – este não questiona coisas sérias.
Pagámos – e continuamos a pagar - a nossa própria estupidificação em estádios e em erva.
E 2018 está aqui tão perto.
Pagámos – e continuamos a pagar - a nossa própria estupidificação em estádios e em erva.
E 2018 está aqui tão perto.
A pérola do dia
Agora, é eurodeputada. E continua sem papas na língua. Num tempo, "em Portugal, em que enriquecer ilicitamente não é crime", ficam as palavras de Ana Gomes, no Congresso do PS:
“É preciso parar de encobrir os corruptos com palavreado e má técnica jurídica. Os portugueses sabem que as pessoas sérias não têm dificuldade em fazer prova de onde veio o dinheiro com que compraram casa, carro, férias ou acções.”
terça-feira, 3 de março de 2009
O Homem tem o “dever de proteger e melhorar o ambiente para as gerações actuais e vindouras”...
Quem se lembra desta Figueira?...
...............................................................Foto sacada daqui
Contudo, isto não vai ficar assim: o molhe norte do porto comercial da Figueira da Foz está a crescer.
A obra, iniciada em Setembro passado, vai acrescentar mais 400 metros ao molhe norte.
Mas, a praia da Figueira, já de si enorme, vai “ganhar” 100 a 200 metros ao mar.
Continua a falar o poder económico.
“Entre o progresso e a decapitação da beleza natural”, decidiu-se pelo progresso.
O porto fluvial foi a aposta. Com a “construção dos molhes de protecção da barra”, veio a “melhoria da segurança no acesso às zonas portuárias" e o “aumento, embora gradual, na movimentação de mercadorias”.
Mas em “contrapartida, a outrora praia vê-se transformada, ao longo dos anos Setenta, num depósito gigante de areia.”
Surgiu o dilema: “Turismo ou desenvolvimento comercial”.
E o vencedor foi “o elo mais forte”.
Morreu “o que havia feito sobreviver a cidade após o declínio comercial de finais do século XIX. De Rainha das praias transformaram-na em Praia da Claridade. De Praia da Claridade, num amontoado inestético de areia.
Simplesmente. A aposta de um sector económico da cidade na sua transformação em porto intermédio pode indiciar a sobrevivência, ou provocar o desaparecimento, de um turismo que, valha a verdade, apenas vendia sol, mar e beleza natural. Desperdiçada a beleza natural, o que sobra existe a esmo por esse litoral fora.”
O porto fluvial foi a aposta. Com a “construção dos molhes de protecção da barra”, veio a “melhoria da segurança no acesso às zonas portuárias" e o “aumento, embora gradual, na movimentação de mercadorias”.
Mas em “contrapartida, a outrora praia vê-se transformada, ao longo dos anos Setenta, num depósito gigante de areia.”
Surgiu o dilema: “Turismo ou desenvolvimento comercial”.
E o vencedor foi “o elo mais forte”.
Morreu “o que havia feito sobreviver a cidade após o declínio comercial de finais do século XIX. De Rainha das praias transformaram-na em Praia da Claridade. De Praia da Claridade, num amontoado inestético de areia.
Simplesmente. A aposta de um sector económico da cidade na sua transformação em porto intermédio pode indiciar a sobrevivência, ou provocar o desaparecimento, de um turismo que, valha a verdade, apenas vendia sol, mar e beleza natural. Desperdiçada a beleza natural, o que sobra existe a esmo por esse litoral fora.”
Contudo, isto não vai ficar assim: o molhe norte do porto comercial da Figueira da Foz está a crescer.
A obra, iniciada em Setembro passado, vai acrescentar mais 400 metros ao molhe norte.
Mas, a praia da Figueira, já de si enorme, vai “ganhar” 100 a 200 metros ao mar.
Continua a falar o poder económico.
segunda-feira, 2 de março de 2009
A pérola do dia
“Estou convicto que a Concelhia do PSD se prepara para prolongar o Carnaval na Figueira da Foz por muito tempo…"
José Elísio, antecessor de Lídio Lopes e membro da mesma equipa na vereação da Câmara da Foz, em declarações ao jornal As Beiras de hoje, a propósito do processo de escolha de candidatos para as próximas eleições autárquicas.
Cova d´oiro
Foto de Pedro Cruz
In blogue cova d´oiro
PROMESSAS PARA 2010
"A obra de prolongamento do molhe norte do porto da Figueira da Foz, em execução, vai permitir, quando concluída, em 2010, que aquela infra-estrutura portuária possa operar em contínuo, assegura o responsável da empresa administradora."
«A empreitada envolve, igualmente, a dragagem de cerca de 90 mil metros cúbicos de areias, dois terços das quais serão depositados nas praias a sul, repetidamente assoladas por fenómenos de erosão costeira."
In Diário de Coimbra
domingo, 1 de março de 2009
Que tempo este, que tempo!...
«Umas vezes, o Estado evitou e adiou falências ou amparou falidos. Outras vezes, deu garantias aos bancos. Em poucas palavras, o Estado instalou-se. Pretende estimular o crédito. Sem êxito aparente, pois não há dinheiro, há risco a mais e os spreads são altíssimos. Algumas esquerdas estão felizes: acham que isto é uma espécie de socialismo. Outras esquerdas criticam, mas não escondem a satisfação de ver o Estado na economia: pode ser que venha para ficar. As direitas políticas não sabem muito bem o que dizer, limitam-se a discutir pormenores. Quanto aos empresários, apesar de sentimentos oscilantes, o alívio parece ser a regra. O Estado ajuda a empresa privada e a banca tem alguns recursos. Em resumo, o Estado ajuda os capitalistas, algo com que sempre sonharam muitos dos os nossos empresários.»
«O entusiasmo e o alívio, relativo, que muitos revelam, não chegam para esbater uma outra inquietação: e a seguir? Quem e quando se vai pagar isto? Desde quando deitar dinheiro para cima dos problemas os resolve? Este ano, o endividamento vai ultrapassar os 160 mil milhões, mais de 100 por cento do produto. E o serviço dessa dívida continua a galopar, até porque o dinheiro internacional está cada vez mais caro. É mesmo possível que Portugal, em breve, por este andar, não arranje mais financiamentos.Por outro lado, o modo como esses dinheiros estão a ser usados levanta cada dia mais questões. Para que servem? Quem servem? Como serão pagos e reembolsados? Por quem? Estas perguntas não têm resposta.»
Artigo de António Barreto, hoje, no Público
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