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quinta-feira, 16 de abril de 2026

Executivo camarário visitou ontem a obra, que já tem a terraplanagem concluída

Via Diário as Beiras: "a obra foi adjudicada por 3,9 milhões de euros (mais IVA) à Civibérica. Foi consignada em 3 outubro 2025, tendo um prazo de execução de 15 meses. Prevê-se que a empreitada fique concluída no dia 4 de janeiro de 2027. Até ao final de março, foi executada obra no valor de 887.262 euros, o que corresponde a 22,23% do orçamento. Reivindicada pela população, agentes económicos e autarcas há várias décadas, a variante de Quiaios, com cerca de 3,5 quilómetros, ligará a sede de freguesia à Praia de Quiaios através da área florestal, desviando tráfego da congestionada rua Direita na vila de Quiaios."

Para ler melhor clicar na imagem.


Amanhã no Diário as Beiras, entrevista com Santana Lopes

O DIÁRIO AS BEIRAS, segundo o que anuncia na edição de hoje,  publica amanhã uma entrevista a Santana Lopes, feita seis meses depois da eleição para o segundo mandato consecutivo na presidência da Câmara da Figueira da Foz, com uma esmagadora maioria absoluta. Na entrevista, o autarca aborda, entre outros assuntos, a variante de Quiaios, habitação pública, desenvolvimento económico do concelho, gestão financeira do município, os constantes pedidos de revisão de preços das empreitadas em curso e as suas avultadas e insustentáveis implicações financeiras, segurança marítima no porto ou administração portuária.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2025

Um 2026 com "saúde, paz e amor"...

Em declarações insertas na edição de hoje do DIÁRIO AS BEIRAS, o presidente da Câmara da Figueira da Foz faz balanço “muito positivo” de 2025. 
“Para a Figueira, foi muito bom, e progredimos, nomeadamente na estabilidade [política], depois dos resultados eleitorais [de 12 de outubro]. Para a comunidade, que é o que interessa, houve paz e algum progresso”, frisou Santana Lopes.
Para 2026, no fundamental, Pedro Santana Lopes, "deseja que haja aqueles três votos que se costumam formular na Passagem de Ano: saúde, paz e amor"
Tendo em conta “os projetos, os grandes desafios e as decisões que serão tomadas, 2026 será um ano marcante para muitos anos”
2026 será marcado pela conclusão de várias obras municipais relevantes em curso, como habitação com renda acessível, Variante de Quiaios, Zona Industrial do Pincho ou a requalificação da Escola Secundária Bernardino Machado. Será ainda o ano do lançamento de novos projetos municipais – pavilhão multiusos, construção e reabilitação de unidade de saúde e reabilitação de escolas, requalificação da principal entrada da cidade (abrange acesso à A14 e a zona da estação de comboios) ou novas zonas de estacionamento.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2025

Bom 2026 para o concelho da Figueira. E assim sucessivamente...

Para Santana Lopes,  2026 será o ano da “consolidação e conclusão de grandes projetos”

Segundo o Diário as Beiras, "por exemplo, o lançamento da requalificação da entrada da cidade, pavilhão multiusos, conclusão da variante de Quiaios e da nova ponte sobre o Mondego, obras na rua Direita do Monte e na rua da Liberdade, compra do Cabo Mondego, novos lugares de estacionamento ou beneficiação da rede viária do concelho."

Ficam os votos de que, para além do escurecer deste fim ano de 2025, que se aproxima em grande velocidade, e no próximo Ano Novo de 2026, que já está a bater à porta, mas igualmente nos anos vindouros das nossas vidas, os figueirenses tenham aquilo que merecem, numa Figueira que ajudaram a criar com as suas escolhas políticas ao longo de 50 anos, e que, sobretudo - e por isso-, é o concelho que temos e a cidade em que vivemos.

Imagem via Município da Figueira da Foz

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Figueira da Foz aprova orçamento municipal para 2026 de 141,7 ME

Via Diário de Coimbra

Orçamento vai ser submetido à votação da Assembleia Municipal, onde o PSD/CDS-PP tem maioria absoluta

"A Câmara da Figueira da Foz, aprovou hoje o Orçamento Municipal para 2026 no montante de 141,7 milhões de euros (ME), com um volume de investimento na ordem dos 77 ME.
O documento - que se traduz no maior orçamento de sempre, com mais 2,6 ME relativo ao de 2025 - foi aprovado por maioria, com seis votos a favor da maioria (PSD/CDS-PP) e três abstenções da oposição (duas do PS e uma do Chega).
A vice-presidente da Câmara e responsável pelo pelouro das finanças municipais salientou que cerca de 60,66% do investimento, no valor de 48,3 ME, se destina a funções sociais – habitação, educação e saúde.
Adiantou que o município vai canalizar 20,8 ME para a habitação pública, dando continuidade à concretização da Estratégia Local de Habitação e 12,7 ME para o setor da educação, com destaque para as obras de requalificação das escolas Bernardino Machado e João de Barros e da antiga Casa da Criança Infanta D. Maria (Ninho dos Passarinhos).
Para a saúde, a autarquia reservou 10,6 ME para a requalificação das unidades de saúde de São Julião e Buarcos e a construção das novas unidades de saúde do Paião, Tavarede, Bom Sucesso e São Pedro.
Para os transportes e comunicações, o Orçamento contempla de 20,2 ME de investimento, com a vice-presidente Anabela Tabaçó a destacar a construção da ponte Eurovelo sobre o rio Mondego (7,2 ME), da variante de Quiaios (4,1 ME) e beneficiação da rede viária (6,8 ME).
A autarca anunciou ainda 5,9 ME para a área da Indústria e Energia, destacando um investimento de 4,2 ME para a segunda fase da zona industrial do Pinhal da Gândara.
“O Orçamento contém um rigoroso planeamento das ações, em função dos objetivos de curto, médio e longo prazo e reflete a preocupação de prosseguir com uma execução orçamental rigorosa, apostando num nível de investimento elevado, mas cuidando de assegurar, como sempre, o equilíbrio financeiro das contas do município e a tirar bom proveito das oportunidades de financiamento”, sublinhou.
A Câmara da Figueira da Foz estima amortizar no próximo ano 2,1 ME à dívida municipal de médio e longo prazo, reduzindo o valor de 17,3 ME para 15,2 ME.
O presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes, que falou após a apresentação de Anabela Tabaçó, reiterou que o grande objetivo é o equilíbrio das contas municipais e destacou as altas taxas de execução na vertente social.
“O próximo ano é de consolidação e execução de grandes e ambiciosos projetos”, sublinhou o autarca, alertando que 2026 fica marcado pela entrada em cena de novos fundos europeus, que vão substituir o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que termina em junho.
Para o socialista João Paulo Rodrigues, o orçamento para 2026 “é ambicioso, mas também pouco realista”, com dispersão de projetos e “fraca hierarquização de prioridades”.
O autarca do PS considerou que “falta uma real evidência da capacidade de realização” e o seu companheiro de bancada, Rui Carvalheiro, disse que o problema “é saber se o conjunto das previsões se concretizam”.
Salientando que o documento representa as opções da maioria, o vereador Hugo Fresta, do Chega, considerou o orçamento “pouco amigo dos contribuintes e das freguesias” e defendeu a redução de 100 mil euros na aquisição de bens e serviços e a distribuição desse montante pelas freguesias, o que foi aceite pelo executivo.
No âmbito da discussão do orçamento e plano de atividades para 2026, acabou também por ser fixada uma nova taxa da variável do IRS, que vai devolver 0,5% aos munícipes, contrariando a anterior votação que não previa nenhuma devolução.
“Esta é a demonstração que o executivo foi sensível aos argumentos da oposição, num esforço da Câmara em que todos se possam rever”, disse Santana Lopes, frisando que, a devolução de 0,5% da variável do IRS, representa 500 mil euros a menos na receita municipal de 2027."

segunda-feira, 13 de outubro de 2025

Resultados das autárquicas 2025 na Figueira da Foz

Câmara Municipal: Maioria absoluta para Santana Lopes: elege 6 vereadores. PS elege apenas 2. Chega consegue um mandato.


Assembleia Municipal: sem surpresa a vitória da lista liderada por José Duarte Pereira.

FreguesiasChega surpreende em Maiorca. PS em perda,  consegue vitórias em algumas (Bom Sucesso, Quiaios, Santana, Vila Verde) a norte do Mondego e uma a sul (Marinha das Ondas). 

Excelente resultado de Luís Medina e Silva em Brenha.

sábado, 5 de julho de 2025

O concelho da Figueira está preparada para receber as autocaravanas?

Houve uma “explosão do autocaravanismo e Portugal sofreu uma invasão, mas não se está a conseguir adaptar”.
O que se passa em Portugal, acontece na Figueira.
Onde é que estão as estações de serviço e áreas de acolhimento?
As estruturas não têm de ter “custos exorbitantes”, bastam coisas “básicas” para garantir a manutenção.
Na Figueira, a solução passa, segundo mostraram os «os associados da ACIFF que responderam a uma consulta, por uma larga maioria»,  por «uma preferência para uma deslocalização do parqueamento destas viaturas para uma zona mais periférica da cidade da Figueira da Foz».
Que o mesmo é dizer, levar as caravanas para Sâo Pedro, Costa de Lavos ou Quiaios.
É sempre o mesmo: o que não interessa à cidade, manda-se para as Aldeias.
Recordo o sempre actual Manuel Luís Pata, numa das inúmeras e enriquecedoras conversas de café que ao longo da minha vida tive com ele: “A Figueira nasceu numa paisagem ímpar. Porém, ao longo dos tempos, não soubemos tirar partido das belezas da Natureza, mas sim destruí-las com obras aberrantes. A única obra do homem de que deveríamos ter orgulho e preservá-la, foi a reflorestação da Serra da Boa Viagem por Manuel Rei. Fez o que parecia impossível, essa obra foi reconhecida por grandes técnicos de renome mundial. E, hoje, o que dela resta? – Cinzas!..”
Imagem: Diário As Beiras
Para ver melhor clicar em cima

segunda-feira, 23 de junho de 2025

Bandeira Azul e Bandeira Praia Acessível

Imagem: Campeão das Províncias 
"A cerimónia simbólica de hastear da Bandeira Azul e da Bandeira Praia Acessível realiza-se hoje, pelas 11H30, na Praia da Leirosa. 
O concelho da Figueira da Foz foi este ano contemplado com a Bandeira Azul nas praias de Quiaios, Murtinheira, Cabo Mondego, Tamargueira, Buarcos, Figueira da Foz (Relógio), Cabedelo, Cova-Gala, Cova-Gala Hospi tal, Costa de Lavos e Leirosa. Por sua vez, a Bandeira de Praia Acessível foi atribuída às praias de Buarcos, Relógio, Tamargueira, Quiaios, Cabe delo e Leirosa."

quarta-feira, 2 de abril de 2025

Variante de Quiaios: "o projeto de execução e o lançamento do concurso público para a construção da variante serão votados a 9 de Abril em reunião de câmara"

"A adjudicação da construção da Variante de Quiaios, com quatro quilómetros de extensão, deverá ser efetuada até ao verão, adiantou o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, ao DIÁRIO AS BEIRAS. Isto se não forem colocados (mais) obstáculos.

Entretanto, o projeto de execução e o lançamento do concurso público para a construção da variante serão votados na reunião de câmara do dia 9 deste mês.

Ao longo de várias décadas, diversos presidentes da autarquia figueirense reconheceram a necessidade de se construir uma variante entre a sede da freguesia e a Praia de Quiaios, através da floresta." 

quarta-feira, 15 de janeiro de 2025

"Para melhor, está bem, para pior já basta assim..."

A desagregação da freguesia de Buarcos e São Julião vai voltar a dividir a localidade da Serra da Boa Viagem. 
Os residentes ouvidos pelo DIÁRIO AS BEIRAS estão contra o regresso ao passado.
Até 2013, ano da última reforma administrativa, a povoação da Serra da Boa Viagem estava repartida por quatro freguesias – Buarcos, Quiaios, Tavarede e Brenha –, mas o núcleo habitacional concentrava-se nas duas primeiras, restando para as outras duas praticamente só propriedades rústicas.
Entretanto, como consequência da constituição de Buarcos e São Julião, a zona residencial da Serra da Boa Viagem foi integralmente incluída nesta nova freguesia. Por sua vez, Quiaios ficou com a zona do farol do Cabo Mondego, que até 2013 pertencia a Buarcos.

terça-feira, 17 de dezembro de 2024

A montanha pariu um rato: "das quatro freguesias do concelho da Figueira da Foz agregadas em 2012, apenas foi aprovada a desagregação de Ferreira-a-Nova e Santana"...

Sabemos o que sucedeu em Outubro de 2012, porquê e para quê. Conhecemos as consequências — e as causas — da agregação de freguesias, ocorrida por imposição da troika. Para que a assistência financeira externa entregasse o dinheiro necessário, tínhamos de diminuir o número de autarquias locais. Não havendo qualquer vontade — ou coragem — de suprimir municípios, as freguesias foram as vítimas escolhidas. Se analisarmos a Lei n.º 22/2012 e o que dela resultou, percebemos bem a ligeireza que presidiu a todo o processo e, sobretudo, o desrespeito completo pelas populações residentes. Foi dada a palavra às assembleias de freguesia e às assembleias municipais, mas nada do que disseram foi tido em conta. A sentença estava previamente redigida e a execução determinada. 

Mestres como somos nas artes do engano, aproveitámos uma singularidade nacional: a existência de dois níveis de poder local. Ludibriámos a troika — e lixámos o mexilhão nacional, o mais desprotegido dos mexilhões: as pobres freguesias, nomeadamente as de "territórios de baixa densidade". 
Em 12 de outubro de 2012, Miguel Almeida, com a colaboração do Movimento 100% e o alheamento do PS, impôs às freguesias figueirenses, não uma reforma político-administrativa, mas, apenas um conjunto de alterações avulsas, coercivas e apressadamente gizadas, feitas à medida do chamado plano de reajustamento, ou Memorando de Entendimento (ME), celebrado pelo estado português sob a batuta do governo socialista de Sócrates com a Troika (FMI, CE e BCE), e com o acordo do PSD e CDS-PP.
Recordemos o que se passou então.
A Assembleia Municipal votou o novo mapa das freguesias.
Foi aprovada a proposta conjunta apresentada pelo PSD, Figueira 100%,  Presidente da junta de freguesia de S. Pedro (Carlos Simão) e Presidente da junta de Lavos (José Elísio).
A  extinção das Freguesias de S. Julião, Brenha, Borda do Campo e Santana foi aprovada com os votos contra do PS, da CDU e da presidente da junta de freguesia de Santana (PSD).
O presidente da junta de freguesia de Tavarede (PS) absteve-se.
Ficou assim a votação: 22 votos a favor; 19 contra; e 1 abstenção.
Resultado:
BUARCOS  AGREGOU S. JULIÃO;
ALHADAS AGREGOU BRENHA;
PAIÃO AGREGOU BORDA DO CAMPO;
FERREIRA A NOVA AGREGOU SANTANA.

Nessa altura, na Figueira da Foz, na reforma administrativa feita para troika ver, foram extintas quatro. Das 18 então existentes, sobraram  14. 
Buarcos e São Julião fundiram-se. Ficou uma freguesia enorme: tem mais de 20 mil habitantes, o que representa cerca de um terço da população do concelho.
Em Julho de 2012, pensava o que penso hoje.
Antes do mais, a meu ver, convém  esclarecer que aquilo que o  governo de então impôs às freguesias, não foi uma reforma político-administrativa, mas  um conjunto de alterações avulsas, coerciva e apressadamente gizadas, feita  à medida do chamado plano de reajustamento, ou Memorando de Entendimento (ME), celebrado pelo estado português sob a batuta do governo socialista de Sócrates com a Troika (FMI, CE e BCE), e com o acordo do PSD e CDS-PP.
Desde já, um ponto prévio.
Não sou  defensor  de que tudo, nomeadamente no que concerne às organizações humanas, é eterno.
Daí, encarar como perfeitamente natural  reformas dos sistemas político-administrativos. Contudo, essas reformas têm de assentar em estudos fundamentados e tendo em conta a realidade.
Reformas político-administrativas coerentes e sérias,  só se justificam quando ocorrem três condições fundamentais: necessidade comprovada de reforma (através do resultado de trabalhos científicos, do debate e acção política e de comparações/imposições internacionais), existência de tempo e de recursos para promover a reforma mais adequada às circunstâncias e, finalmente, vontade de promover a reforma por uma via democrática no referencial constitucional em vigor.
Em finais de 2024, creio que continua a não ser estultícia apontar que não se verificou nenhuma das três condições formuladas (salvo a imposição da Troika, que não é coisa pouca).
Verificou-se, isso sim, que o governo impôs um conjunto de alterações no referencial autárquico desajustado ao caso concreto português,  no geral, e à Figueira, em particular.

Agora, como era de esperar a montanhia pariu um ratinho.
Das quatro freguesias do concelho da Figueira da Foz agregadas em 2012, apenas foi aprovada a desagregação de Ferreira-a-Nova e Santana. Segundo o Jornal de Notícias, Buarcos e São Julião, Paião e Borda do Campo vão continuar juntas. Por sua vez, o território da antiga freguesia de Brenha continuará a fazer parte das freguesias de Alhadas e de Quiaios. Todas as assembleias de freguesia – Buarcos e São Julião, Paião, Ferreira-a-Nova, Alhadas e Quiaios – bem como a Assembleia Municipal da Figueira da Foz, votaram a favor da desagregação das quatro freguesias. Contudo, a Comissão Parlamentar de Poder Local e Coesão Territorial apenas terá viabilizado o processo de Ferreira-a-Nova. A nova reorganização administrativa será votada em janeiro, na Assembleia da República. 
“Só sei a notícia do jornal. Estranhei, e continuo a estranhar, o que está na notícia, porque, da nossa parte, o processo foi bem instruído”, afiançou a presidente da Junta de Freguesia de Buarcos e São Julião, Rosa Batista, em declarações ao DIÁRIO AS BEIRAS.

sábado, 14 de dezembro de 2024

Memória colectiva

Presumo que isto terá sido dito por Mário Soares.
"Na vida, as pessoas que se safam são como os gatos: fazem e tapam logo."

Sei do que falo. Na Figueira, há muito, que quem tem opinião e a manifesta, não é bem quisto pelos "instalados" de vários matizes. Quem tem memória, é encarado mais do que um perigo, como um inimigo. 

É certo, não o nego, que quem nos trata mal, apesar de todo o distanciamento e isenção de análise, que procuramos sempre ter, não fique imune quando analisamos a sua actividade como detentor de um cargo político cuja acção colide e tem reflexos na vida das pessoas.

Santana, com o atrevimento que sempre o caracterizou, teve períodos em que afrontou os poderosos media, mesmo sabendo que estes lhe fariam - como fizeram - a vida num inferno.

Os tempos entretanto mudaram e hoje as chamadas "redes sociais" desempenham esse papel - e, pior ainda, sem regulação de qualquer espécie.

Se no passado, a combinação de tudo isto resultou num verdadeiro poder não sufragado e, sobretudo, não legitimado dos media - ou de quem manda neles - para vender sabonetes, presidentes ou destruir candidatos, o que resultava numa manipulação, agora, as coisas estão ao nível de verdadeiros assassinatos de carácter, em certas páginas do facebook e outras "redes".

Segundo o que li hoje, "faz hoje vinte e sete anos, a primeira vitória de Santana Lopes na Figueira da Foz, pelo PPD/PSD. 

Era Presidente do PSD Marcelo Rebelo de Sousa.

Tinha sido escolhido pelas concelhias de Cascais e de Sintra para ser candidato no respetivo concelho. O então Presidente da Distrital de Lisboa, JPP, vetou Santana. 

Paulo Pereira Coelho, então Presidente da Distrital de Coimbra, desafiou-o para ser candidato à Figueira da Foz. Os TSDs de Coimbra, liderados por Zé Beto Pereira Coelho, convidaram-no para uma sessão em Quiaios para insistirem com ele. Foi nessa noite, dando uma volta, sozinho, pelas ruas da bonita Quiaios, que decidiu."

Há 27 anos, Santana Lopes arredou do poder um PS depauperado e desgastado por cerca de duas décadas de poder autocrático. Em 2021, pelas mesmas razões e motivos, cerca de duas décadas depois P Santana Lopes repetiu a dose e, hoje, é, de novo, presidente da câmara da Figueira da Foz.

O futuro, o seu, o dos futuros candidatos (em especial do PS) e da Figueira, a dez meses das próximas autárquicas, permanece uma incógnita.

Entretanto, convém ir avivando a memória colectiva, que não é só a recordação de receitas de arroz doce da avó, nem apenas homenagear figuras consensuais ou pendurar recordações nos feriados nacionais. 

A memória colectiva fornece identidade social e é um elemento que narra a história das cidades. Neste caso, da Figueira da Foz...

sexta-feira, 23 de agosto de 2024

"VARIANTE DE QUIAIOS. FINALMENTE."

 Imagem: montagem a partir daqui

Nota de rodapé.

A variante de Quiaios, apesar da traição em 2020, uma aspiração com dezenas de anos, pode arrancar neste mandato.

«A variante que ligará Quiaios à Praia de Quiaios terá cerca de quatro quilómetros e é uma antiga aspiração dos autarcas e da população quiaense. 
A Junta de Freguesia de Quiaios, doou uma área de 8,5 hectares de terreno à Câmara Municipal para viabilizar a construção da variante rodoviária que sirva a localidade.
A informação de que a escritura de doação foi realizada na manhã de ontem, sexta-feira, foi avançada pelo presidente da autarquia, Pedro Santana Lopes, em reunião ordinária.
O autarca explicou que o terreno doado vai servir para efectuar uma permuta com o Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), procedimento fundamental para viabilizar a construção da variante a Quiaios.
A futura variante terá uma extensão de cerca de quatro quilómetros e deverá usar o traçado correspondente a um aceiro que já existe, dentro de uma área que é propriedade do ICNF.
“É uma estrada fundamental para garantir o ordenamento da circulação em Quiaios e para aliviar aquela localidade do congestionamento que tem actualmente”, sustentou Santana Lopes, em declarações aos jornalistas.
O presidente da Câmara da Figueira da Foz estimou que a futura variante possa representar um investimento na ordem dos dois milhões de euros e esteja lançada e em execução ainda neste mandato.
Apesar do projecto de obra ainda não estar definido, Santana Lopes adiantou que a via terá uma faixa de circulação para cada lado e ciclovia. “Será uma estrada tão eco quanto possível”, sublinhou. A futura via vai ligar a localidade de Quiaios à praia com o mesmo nome.»