quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Passos, o Sebastião unificador da direita

A vida prega partidas e atrasa planos. 
Se tivesse corrido como era o seu desejo, o regresso de Passos Coelho à vida política activa já teria acontecido.
Uma eventual derrota de Luís Montenegro nas últimas europeias abriria o caminho a que o ex-primeiro-ministro se voltasse a candidatar à liderança. Só que, entretanto, António Costa demitiu-se, houve novas legislativas antes das europeias, Montenegro ganhou e o retorno de Passos continua em "stand by"
De vez em quando, porém, dá sinal de vida.
Assim aconteceu mais uma vez. Navegando nas águas do chega, Pedro Passos Coelho, o unificador da direita, acredita que a nomeação do até agora director nacional da Polícia Judiciária para ministro da Administração Interna abre um "precedente grave"!..
Esqueceu Laborinho Lúcio, Daniel Sanches, Fernando Negrão, António Borges?
Ou talvez não: só que nessa altura a política do D. Sebastião da direita era outra. 
O problema, todavis, não é Passos insistir em dar prova de vida: o cerne da questão são as viúvas e os órfãos desta política de conversa de chacha, enrolada com voz colocada, vazia, sem substância...

Queixoso não concordou

 Via Diário as Beiras


Visita de deputados do PS ao Porto da Figueira da Foz mereceu críticas dos utilizadores do porto

Segundo se pode ler na edição de hoje do Diário as Beiras, «o vice-presidente da Comunidade Portuária da Figueira da Foz, Paulo Mariano, afirmou que a visita dos três deputados do PS foi “uma vergonha”, porque regressaram a Lisboa “sem terem ouvido a realidade por quem conhece os problemas do porto”
Pedro Delgado Alves frisou, no entanto, que a visita realizada ontem foi para uma “reunião direta” só com a Administração do Porto da Figueira da Foz, garantindo que os deputados socialistas regressarão em breve à cidade da foz do Rio Mondego para se reunirem com interlocutores que utilizam a infraestrutura portuária.»


Troço da A14 na Figueira da Foz sem previsão de reabertura


Conforme se pode ler em diversos órgãos de informação, segundo informação da concessionária, "o
 troço da autoestrada 14 (A14) entre a autoestrada 17 (A17) e o nó de Santa Eulália, no município da Figueira da Foz, não tem previsão de reabertura, face aos danos causados pelas cheias".

Como é do conhecimento geral, "a circulação nos dois sentidos daquele troço com cerca de oito quilómetros (km) foi cortada ao trânsito na madrugada de dia 03, cumprem-se hoje 21 dias (três semanas), devido à subida das águas nos campos agrícolas adjacentes do vale do Mondego, e não voltou a ser reaberta".

Em informação ontem prestada à agência Lusa, a Brisa Concessão Rodoviária (BCR) informou que “o corte de plena via na A14 mantém-se devido à realização de trabalhos de avaliação do estado da infraestrutura, designadamente aterros e órgãos de drenagem, na sequência da subida da cota da água e subsequente submersão da plataforma ao longo de vários dias”.

A fonte oficial da Brisa disse ainda que assim que aqueles parâmetros forem avaliados internamente, “e após avaliação técnica externa, pelas entidades competentes”, estará em condições de reabrir a circulação na A14.

No entanto, “nesta fase, ainda não é possível antecipar a data de reabertura”, vincou a BCR.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

Ana Abrunhosa

 Uma autarca com "eles" no sítio!..

... este acordou agora? ...

... mas, é capaz de ser é já um bocadinho tarde de mais ...

Primeiro evento do programa decorre esta semana no campus universitário e no Teatro Trindade

 Via DIÁRIO AS BEIRAS
(Para ler melhor clicar na imagem)

Vem aí a draga?

Esta "velha" aspiração de Santana Lopes, em Novembro de 2023, custava cerca de 15 milhões de euros
Como encontrar o dinheiro para viabilizar esta justa aspiração dos homens do mar da Figueira?
Imagem via DIÁRIO AS BEIRAS

Manuel Domingues e Ricardo Silva ficaram com mais pelouros

DIÁRIO AS BEIRAS

"A renúncia ao mandato por parte da vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz, Anabela Tabaçó, levou o presidente da autarquia, Santana Lopes, a fazer uma redistribuição de pelouros. 
Santana Lopes chamou a si o Pelouro das Finanças e Orçamento, mantendo as “pastas” do Planeamento, Ordenamento do Território, Projetos e Obras Estruturantes, Proteção Civil e Bombeiros, Assuntos Jurídicos e Contencioso, Ciência, Investigação e Inovação e Património. 
O vereador Manuel Domingues passou a coadjuvar o presidente nos assuntos relacionados com os bombeiros e a Proteção Civil e assumiu os pelouros de Contratos de Concessão de Estacionamento e Taxas e Licenças  (este, no que se refere à ocupação do espeço público e publicidade). Manuel Domingues mantém os pelouros do Trânsito, Coletividades, Relações Correntes com as Juntas de Freguesia, Cemitérios, Serviço Veterinário Municipal, Desporto, Juventude, Serviço de Toponímia e Parque de Campismo Municipal. 
Por sua vez, o vereador Ricardo Silva assumiu o Contrato de Concessão da Águas da Figueira. O autarca viu acrescentadas as novas competências aos pelouros do Ambiente, Espaços Verdes, Obras Municipais e Águas e Saneamento. 
A saída de Anabela Tabaçó abriu as portas da vereação do executivo camarário da coligação FAP ao até à semana passada chefe de Divisão de Planeamento do Município da Figueira da Foz, João Martins, que ocupava o sétimo lugar da lista que concorreu à câmara. João Martins tomou posse na última reunião de câmara, realizada no passado dia 19 do corrente. O vereador recém-empossado tem a seu cargo as funções de coadjuvar Santana Lopes nas questões relacionadas com o Desenvolvimento Económico e é titular dos pelouros do Urbanismo, Taxas e Licenças, Fundos Europeus, Outros Financiamentos e Respetivas Candidaturas, Serviço Municipal de Metrologia e Taxas e Licenças (pedidos de pagamento fracionado de taxas, licenças especiais de ruído).
As vereadoras Olga Brás e Cláudia Rocha mantêm os mesmos pelouros."
Para a escolha do vice-presidente ainda é cedo.

“É preciso olhar para a história do rio”, alerta bióloga Helena Freitas

Via Manuel Portugal.

"A obra mais importante no rio é o seu tratamento e desassoreamento. Ao Conta Lá Helena Freitas explica a importância de reaprendermos a viver com o rio."

ZERO considera barragem de Girabolhos uma falsa solução para as cheias do Mondego

Anúncio da Barragem de Girabolhos é inoportuno e manipulador

A ZERO lamenta que a intenção do Governo de avançar com a construção da Barragem de Girabolhos esteja a ser apresentada como solução para o problema das cheias na bacia do rio Mondego, numa altura em que a região de Coimbra enfrenta consequências imediatas de fenómenos extremos de precipitação. Esta proposta constitui uma falsa solução, tecnicamente questionável e politicamente instrumentalizada numa altura de grande fragilidade das populações afetadas. 

“Insistir na barragem de Girabolhos representa um erro estratégico e desvia recursos e atenção de soluções verdadeiramente eficazes”

O alerta foi deixado pela Zero-Associação Sistema Terrestre Sustentável, Organização Não Governamental (ONG) de ambiente sem fins lucrativos, com utilidade pública e de âmbito nacional. Numa posição pública assumida a 14 de fevereiro, a Zero considera a proposta de construção da Barragem de Girabolhos como “uma falsa solução, tecnicamente questionável e politicamente instrumentalizada numa altura de grande fragilidade das populações afetadas”.

domingo, 22 de fevereiro de 2026

"Não é um pormenor que o líder do maior partido da oposição possa ignorar"

Relações perigosas entre Chega е 1143

"Investigação do PÚBLICO revela não só a permeabilidade de ideais entre membros do Chega e o grupo neonazi 1143 como indicia esquemas de financiamento ilegal do partido."

Um arguido no caso 1143 acusou o deputado do Chega Rui Afonso de comprar votos a membros do grupo neonazi, desmantelado em 20 de janeiro pela Polícia Judiciária (PJ), avançou este domingo o Público.

Tirso Faria, coordenador do núcleo de Santo Tirso da organização neonazi, disse ao jornal que Rui Afonso "inscreveu dezenas de membros [do 1143] no partido, pagou-lhes meses de quotas e quantias para irem votar". "Ao que sei, os valores envolvidos andarão entre 3.500 e 3.800 euros", acrescentou Tirso Faria, militante do Chega e antigo vice-presidente da concelhia do partido em Santo Tirso. 

A direção liderada por Rui Afonso ganhou as eleições internas para a distrital do Chega no Porto em setembro de 2023, mas sem divulgar o universo total de votantes, recordou o Público. "Terão entrado mais de cem membros desse [o 1143] e de outros grupos e ouvi falar em pagamentos acima de 3.500 euros", disse ao diário Artur Carvalho, ex-adjunto da de Rui Afonso na distrital do Chega no Porto. 

Em 20 de janeiro, a PJ deteve na operação "Irmandade" 37 pessoas e constituídas arguidas outras 15, por suspeita da prática dos crimes de discriminação e incitamento ao ódio e à violência, ameaça e coação agravadas, ofensa à integridade física qualificada e detenção de arma proibida.  

O Ministério Público alega que o 1143 estaria a preparar-se para ter natureza paramilitar em antecipação a uma eventual "guerra racial" e a organizar, para 2026, duas ações com ofensas ao profeta Maomé para provocar reações negativas ou mesmo violentas por parte da comunidade muçulmana em Portugal. O grupo seria liderado por Mário Machado, incluindo a partir da prisão, onde se encontra a cumprir pena desde maio de 2025 noutro processo, por discriminação e incitamento ao ódio e à violência. Em 24 de janeiro, o Tribunal Central de Instrução Criminal decidiu que cinco dos 37 alegados membros do 1143 vão aguardar o desenrolar da investigação em prisão preventiva. Os restantes 32 arguidos foram libertados, 29 dos quais obrigados a apresentar-se semanalmente na esquadra, e três somente com termo de identidade e residência, indicou o tribunal em comunicado. Em 04 de fevereiro, o advogado António Garcia Pereira invocou ligações do Chega ao grupo neonazi 1143 e a sentença pela retirada de cartazes de André Ventura contra ciganos para reforçar o pedido de extinção do partido. No final de outubro de 2025, Garcia Pereira apresentou uma queixa dirigida ao procurador-geral da República para que o Ministério Público acione mecanismos legais para extinguir o Chega, por considerar que o partido viola a Constituição. No novo requerimento enviado ao Ministério Público, consultado pela Lusa, Garcia Pereira volta a defender a extinção do Chega pela sua "evidente natureza, sucessivamente reafirmada e reforçada, racista e fascista".

"Mas que vergonha me dá o meu Governo"

«É isto que queremos da nossa diplomacia? Dar caução às “Nações Unidas de Trump”

"Portugal vai fazer parte "como observador" do Conselho da Paz de Trump? Que vergonha! E vai ao beija-mão de Trump em Washington? Parece que não vai ao primeiro, mas vai aos outros. Será que Portugal vai pagar a senha de entrada que Trump exigiu de 800 milhões de euros? Já nada me admira. 
O nosso “observador" não viu anteontem Trump adormecer, trocar os nomes todos, е fazer vários comentários sobre o aspecto do Presidente do Paraguai, que considerou "bonito"? Depois especificou que não gosta de homens mas de mulheres, para não ser mal interpretado... E foi assim.
Na Europa, os países que ainda tem uma réstia de dignidade como a Espanha, a França e a Suécia, pelo menos, disseram que não, a Hungria disse obviamente que sim, e Itália, Roménia, Bulgária, Grécia, Eslováquia e Chipre aceitaram estar como observadores. Olhem para os países que são membros-fundadores e percebe-se logo de que lado Portugal está: Albânia, Argentina, Arménia, Azerbaijão, Bahrein, Bielorrússia, Bulgária, Camboja, Egipto, El Salvador, Hungria, Indonésia, Israel, Jordânia, Cazaquistão, Kuwait, Kosovo, Marrocos, Mongólia, Paquistão, Paraguai, Catar, Arábia Saudita, Turquia, Emirados Árabes Unidos, Uzbequistão, Vietname...
Ou seja, quem é que Portugal vai "observar" na sala onde vai estar? Milei, de motosserra; Lukashenko, o peão de Putin (Putin foi convidado e está a pensar...); Bukele, o ditador das prisões de El Salvador; M.B.S., o príncipe assassino da Arábia Saudita; o criminoso de guerra Netanyahu e uma plêiade de interessantes e "democráticos" dirigentes ditadores dos ex-países da URSS e os príncipes do Golfo, tudo gente sem sangue nas mãos e paladinos da liberdade. O que os une? Serem amigos de Trump, muitos deles para sobreviverem, e serem de países com uma boa dose, per capita, de corruptos.
O Conselho da Paz constituído por Trump com estes ditadores tem um único motivo: combater as Nações Unidas e favorecer o absurdo e demente narcisismo patológico de Trump, o tal que acabou com a "guerra entre o Azerbaijão e o Camboja", ou similar. Não me dou sequer ao trabalho de verificar a lista de guerras com que ele diz ter acabado, com guerras que já tinham acabado, com guerras que não acabaram e com guerras que nunca existiram.
É isto que queremos da nossa diplomacia? Dar caução às "Nações Unidas de Trump", o homem que disse que, depois de não ter recebido o prémio Nobel da Paz, se "desinteressou" pela paz? O homem que cauciona a ditadura de Putin na sua invasão da Ucrânia, que quer que este país se renda para acrescentar outra "paz" ao seu palmarés? O homem que publica imagens com o mapa da Grande América por trás, com a Gronelândia e o Canadá pintados com as cores da bandeira americana? O homem que está a trair, é a palavra certa, as democracias ocidentais da Europa e os seus interesses de segurança? O homem que começa todas as guerras necessárias para ir buscar petróleo, terras raras, atacar alguns maus para agradar a outros maus da sua corte, em nome de grandes princípios que ele abastarda todos os dias, como defender os cristãos na Nigéria, ou os manifestantes contra a teocracia iraniana, ou colocar Rubio como Presidente de Cuba?
Este homem, perigoso e demente, devia ser posto a milhas por qualquer pessoa normal, quanto mais pela diplomacia de um país democrático europeu. O pretexto de Gaza não colhe de todo: o chefe da "diplomacia portuguesa admite que o organismo é 'perfeitamente enquadrável' desde que se cinja ao conflito israelo-palestiniano"
Tretas! Isto é querer enganar-nos, o Conselho da Paz de Trump vai muito mais longe do que Gaza, onde aliás continuam ataques israelitas, matando palestinianos sem que o dito conselho mexa uma palha, nem se preocupe como o "cessar-fogo". Se há alguma preocupação é pela Riviera de Gaza com o prédio do meio com uma torre Trump, e israelitas (não palestinianos) a comer sorvete pelas ruas. 
Será que Portugal, um país com uma democracia que nasceu de uma revolução libertadora, aceita estar subjugado a Trump "Presidente vitalício"? Aceita. Ninguém elegeu Trump e, até morrer, mesmo depois de ser Presidente, vai mandar no Conselho da Paz? Vai, em teoria.
A Europa que Trump insulta, trata como uma nulidade, resolve dar-lhe razão, sendo mesmo uma nulidade, e Portugal vai pelo mesmo caminho. E se nós pararmos, respirarmos fundo e usarmos a cabeça, pensamos como é que está o mundo que aceita este ditador de maus costumes. Ao menos um país decente resolveu prender um homem indecente, irmão nos costumes de Trump. A este nada acontece até um dia. Nesse dia, ele cai de alto e a vergonha cairá sobre os seus serventuários americanos, europeus e portugueses. 
Se o Governo quer agradar a Trump, pode fazê-lo de muitas maneiras. Por exemplo, cria um Prémio Nobel da Paz das capoeiras, com um galo de Barcelos de ouro, cheio de coraçõezinhos, e vai lá entregá-lo, com pompa e circunstância, ao imperador do mundo, dizendo-lhe que ele é "rei" das capoeiras. Ele ficará excitado como tratamento de "rei" e... agradecerá a Espanha."

sábado, 21 de fevereiro de 2026

Isto, antes da posse do novo ministro...

"O Chega garantiu este sábado que vai ser “implacável no escrutínio” do novo ministro da Administração Interna, disse Rui Gomes da Silva, ministro sombra"...

Já disponível nas livrarias

O QUE CEDE EM SILÊNCIO
Casa cheia na apresentação do novo livro do Pedro Rodrigues esta tarde na Figueira da Foz.
Na foto abaixo, o autor a autografar o meu exemplar.
Parabéns e felicidades Pedro.

"Desde que a mãe morreu, Fátima arrasta um corpo sem espírito. O seu casamento - árido, desfeito - resiste por inércia, não amor. A relação com os filhos, em particular com o mais velho, é tensa: não estala, mas corrói-se. Presa em si própria, Fátima só encontra abrigo no silêncio. Contudo, é precisamente nesse espaço que o passado a devora.
E, de repente, começam os sons.
Surgem na quietude da casa: pequenos estalidos, ruídos vagos e abafados. Persistem, ganham força, transformam-se em respirações, passos; são constantes, exasperantes, enlouquecedores. Ninguém mais os ouve.
À medida que a fronteira entre perceção e realidade se dissolve, começa a sentir-se o perigo. O que acontece a uma mente que já se metamorfoseou no vazio? Quando o abismo se abre dentro de nós, nenhum ser humano está a salvo da destruição que pode causar.
Com uma voz literária rara e arrebatadora, Pedro Rodrigues estreia-se na Manuscrito com um romance que agarra desde a primeira página. Uma história marcante sobre a escuridão onde todos nos podemos perder, escrita por um autor que sabe onde cortar, onde ferir e, acima de tudo, onde iluminar."

Continuamos um país pobre: "enterrar rede elétrica custa dois aeroportos de Lisboa"

Via Jornal de Notícias

"A tempestade Kristin, que derrubou quilómetros de cabos elétricos e deixou milhares de famílias sem eletricidade, trouxe novamente para o debate público a resiliência das infraestruturas do país. No total, existem 245 798 quilómetros de rede de muito alta tensão, gerida pela REN, e de alta, média e baixa tensão da responsabilidade da E-Redes. Mas só 21% estão enterrados, num total de 51 287 quilómetros. Uma gota no oceano."

A Figueira da Foz participa este ano no certame com estatuto de município convidado

 Via Diário as Beiras

À atenção dos portugueses

Via jornal Público
- Os números importam na imigração

"O Governo já teve atitudes em que ajudou à estigmatização das comunidades imigrantes, mas a decisão que agora adoptou de passar a tornar público е de forma transparente, todos os meses, os montantes tanto de descontos dos imigrantes para a Segurança Social como dos apoios que recebem é positiva e vai no bom sentido. O país passa assim a saber, por exemplo, que as contribuições dos imigrantes para a Segurança Social aumentaram 8,5 vezes em 11anos. E que os apoios que recebem não cresceram na mesma proporção. Aliás, a diferença entre o que os estrangeiros contribuíram e as prestações que receberam passou de 354 milhões de euros em 2015 para 3335 milhões de euros no ano passado, ou seja, uma subida de mais de nove vezes. Estes são factos que contrariam a narrativa do Chega, que repete à exaustão a ideia de que os imigrantes vêm para Portugal para viverem de apoios do Estado. O PÚBLICO tem acompanhado com regularidade a evolução dessa relação da comunidade imigrante com a Segurança Social, mas a publicação no site do ministério de todos esses números pode ajudar a que todos os cidadãos falem de forma mais informada sobre o tema. Esta decisão do Ministério do Trabalho, tutelado por Maria do Rosário Palma Ramalho, contrasta com a forma como a ministra da Saúde, por exemplo, se referiu no passado aos imigrantes que acediam ao Serviço Nacional de Saúde (SNS). No ano passado, no Parlamento, Ana Paula Martins queixou-se de que a esmagadora maioria dos estrangeiros recorria ao SNS através dos serviços de urgências dos hospitais, que não pode recusar assistência a quem precise de receber cuidados urgentes. E que cerca de 40% desses cidadãos estrangeiros não tinham nem protocolos de cooperação nem seguros, o que tornava inviável qualquer cobrança dos tratamentos. A ministra referia-se a um relatório da Inspecção-Geral das Actividades em Saúde, mas o próprio inspector-geral, Carlos Carapeto, veio defender que esse relatório não permitia dizer se há abuso ou fraude porque faltavam dados para aferir com rigor quem eram esses não residentes. Numa altura em que se volta a discutir a importância da comunidade imigrante, dada a escassez de mão-de-obra para a reconstrução da zona centro varrida pela tempestade Kristin, a transparência promovida pelo Ministério do Trabalho é oportuna. Esperemos que, em breve, também o Instituto do Emprego e Formação Profissional preste contas sobre os seus esforços para angariar novos trabalhadores não-residentes e se perceba se as regras da chamada "via verde" -que ainda só trouxe para Portugal cerca de mil pessoas – ainda fazem sentido."

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Pedro Rodrigues vai apresentar o seu novo livro

O autor Figueirense Pedro Rodrigues, vai apresentar amanhã, sábado, 21 de Fevereiro, pelas 17h00, na Magenta - Associação dos Artistas pela Arte, o seu novo livro.
O autor nasceu em 1987 na Cova-Gala, Figueira da Foz.
Conhecido com o blogue "Os Filhos do Mondego".
Obras publicadas: "Alice do lado Errado do Espelho", "Amor de Pechis-Beque, " A Mar", entre outros.

Conheço a escrita do Pedro Rodrigues
Sou leitor e admirador do seu blogue Os Filhos do Mondego, desde 2010,  um blogue que foi "criado com o intuito de expor textos da sua autoria"
Presumo que li todos os livros do Pedro Rodrigues. 
Desde o início que gostei da maneira como escreve. Da maneira como se expõe. Da maneira como é capaz de contar a sua verdade... 
"Detesto as pessoas que pregam a originalidade. A falta de originalidade está aí, algures. Todas as grandes ideias já têm patente registada. Todas as outras são o reflexo delas. Gostava de ter descoberto a roda. Pensando bem: quem se lembra do inventor da roda? Que coisa banal. Todos querem ser originais. Ninguém quer ser mais uma gota no oceano. Mas, na verdade, não há oceano sem gotas. Eu não sou original. Sou uma gota. No entanto, não sou igual a ninguém." 
São poucos - ou se calhar nenhum - os escritores de quem li a obra completa - ou pelo menos tudo o que existe publicado... 
Amanhã vou comprar o livro mais recente do Pedro, para poder continuar a dizer que li tudo sobre este jovem escritor que já está publicado... 
Depois, tenho de estar atento, pois o Pedro ainda vai publicar muitos livros!...
Talento é talento. Nacional e local - talento é, apenas, talento.

Santana Lopes: “o executivo vai estudar e agendar para a próxima reunião de câmara, mas acolhe [a proposta] com simpatia”

 Via Diário as Beiras


Os figueirenses ficaram melhor servidos?

Via Diário as Beiras: "A repartição de Buarcos fechou e o atendimento passou a ser feito apenas na rua Francisco António Dinis, no Bairro Novo".

Rede de gasodutos de 680 km para transporte de CO2 para o fundo do mar: "um projecto nada simpático, que tem que ser olhado com atenção"...

 Via Diário as Beiras


A renúncia de Anabela Tabaçó: "todos sentimos e lamentamos que a vereadora tivesse saído”, frisou o presidente Santana Lopes

 Via Diário as Beiras

As duas propostas do executivo camarário da FAP, liderado por Santa na Lopes, foram ontem aprovadas, por unanimidade, na reunião de câmara

 Via Diário as Beiras: "Município avança com obras de 8,5 milhões de euros"

Para ler melhor clicar na imagem.

João Martins tomou posse em substituição de Anabela Tabaçó

Via Município da Figueira da Foz


João Martins, ex-Chefe de Divisão de Planeamento e ex-Chefe de Divisão de Ciência Inovação e Desenvolvimento Económico, tomou posse como vereador do executivo municipal, em substituição de Anabela Tabaçó, que renunciou ao mandato autárquico no início da corrente semana.

O novo vereador executivo, que ocupava o sétimo lugar na lista da coligação FAP, irá assumir funções a tempo inteiro e os seguintes pelouros: Urbanismo, Serviço Municipal de Metrologia, Taxas e Licenças (pedidos de pagamento fracionado de taxas, licenças especiais de ruído), Fundos Europeus, outros financiamentos e respetivas candidaturas, coadjuvação do Presidente nas Questões de Desenvolvimento Económico.

A tomada de posse decorreu no início da reunião de câmara, realizada no Salão Nobre dos Paços do Município ontem, 19 de Fevereiro de 2026.

Tributo a Carlos Paredes na Figueira

"Carlos Paredes era um génio. E tinha talento. Apenas um génio com talento seria capaz de tanger a alma com instrumento tão duvidoso."

Município da Figueira da Foz:
Entrada gratuita, dia 20 de fevereiro, pelas 21h00, o Conservatório de Música David de Sousa e a Casa do Paço homenageia Carlos Paredes através das sonoridades de João Silva e Ricardo Silva (guitarra clássica e guitarra portuguesa).
"Em 2025 assinalaram-se 100 anos do nascimento de Carlos Paredes (1925–2004). É uma das figuras maiores da Música Portuguesa, que elevou a guitarra portuguesa a Património Cultural Imaterial da Humanidade pela UNESCO, em 27 de novembro de 2011.
Carlos Paredes transformou um instrumento musical numa linguagem artística única, cruzando as raízes populares portuguesas, o rigor técnico e uma profunda liberdade criativa. A sua obra marcou gerações, influenciou músicos de diferentes áreas e tornou-se um símbolo da identidade cultural portuguesa.
Este concerto presta uma homenagem ao seu legado."

Kristin causou danos superiores a 100 mil euros em 14 coletividades do concelho

 Via Diário as Beiras

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Espera-se que a procura por parte de produtoras estrangeiras aumente após conquista do EUFCN Audience Location Award atribuído pelo público

"A Figueira da Foz (Portugal Film Commission) venceu o Prémio EUFCN Audience Location Award 2025, selecionado pelo público através de votação online, pela série "Broken Spies" (Espias) produzida pela Ukbar Filmes".
Por sua vez, o júri atribuiu o EUFCN Location Award 2025 a La Palma, nas Ilhas Canárias. 
A cidade da Figueira da Foz desempenha um papel central em ESPIAS (Broken Spies), criada por Pandora da Cunha Telles, realizada por João Maia e Laura Seixas e produzida pela Ukbar Filmes, uma série de época ambientada na Segunda Guerra Mundial que destaca Portugal como território neutro.
A candidatura foi submetida pela Portugal Film Commission, tendo como argumento a série “Espias”, com metade das filmagens feitas na Figueira da Foz. “Ganhámos, hoje [no domingo], em Berlim, na votação do púbico”, reagiu o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, nas redes sociais. Questionado pelo o DIÁRIO AS BEIRAS se acredita que o prémio recém-conquistado em Berlim veio dar mais visibilidade internacional ao concelho como local para filmagens de séries e filmes, o autarca respondeu: “Claro que sim. E revela o acerto do caminho traçado”. 
Acerca da reativação da actividade do Film Office Figueira, gabinete criado em 2022 pelo executivo camarário para captar filmagens de séries, filmes e outras produções audiovisuais para a Figueira da Foz, com atividade até finais de 2023, Santana Lopes afirmou que “é uma decisão que ainda não está tomada”. 
O autarca ressalvou que o ex-coordenador do Film Office Figueira, Bruno Manique, “fez um muito bom trabalho, nomeadamente  no processo da candidatura da Figueira da Foz” ao prémio do EUFCN Audience Location Award. 
O figueirense Bruno Manique trabalha com produtoras de filmes e séries e é cofundador do Centro Portugal Film Commission. Questionado pelo DIÁRIO AS BEIRAS acerca do impacto do prémio, Bruno Manique sustentou que “o que vai acontecer é que vai aumentar a visibilidade da Figueira da Foz, sobretudo no estrangeiro”, porque as produtoras nacionais, destacou, “já conhecem as potencialidades do concelho”. 
A projeção internacional da Figueira da Foz através da conquista do supracitado prémio acontece durante o festival internacional de cinema Berlinale, a decorrer na cidade alemã de Berlim.
Bruno Manique defendeu que depois da Figueira da Foz ter conquistado um prémio no concurso europeu EUFCN Audience Location Award “não se pode ficar sentado atrás de uma secretária” à espera que as produtoras estrangeiras cheguem. Por isso, anotou, “é fundamental alguém começar a trabalhar o mercado lá fora”. 
O ex-coordenador do gabinete para captação de produções audiovisuais frisou que a conquista do prémio internacional é o resultado da “visão do presidente da Câmara da Figueira da Foz [Santana Lopes]” e do trabalho por realizado pelo gabinete municipal Film Office Figueira.

Nó da A14 apenas aberto no sentido Figueira-Coimbra

"A circulação na Autoestrada 14, ou Autoestrada do Baixo Mondego, nó de Santa Eulália apenas se pode fazer para o sentido Figueira da Foz-Coimbra, encontrando-se encerrados todos os acessos no sentido da Figueira da Foz, disse à Lusa fonte da Brisa."

terça-feira, 17 de fevereiro de 2026

Façam o Carnaval em Agosto

Miguel Esteves Cardoso, no Público: o espírito brasileiro

"O Carnaval é o povo a adorar-se. E o segredo do Carnaval brasileiro é que não copiam ninguém e não levam a mal serem copiados - querem lá saber disso das cópias quando o que interessa é a diversão. 

Diversão é desvio, é sair da via principal do ano inteiro. É mais do que dar uma curva: é fugir. Mas sabendo regressar à via principal, quando o Carnaval acabar: por isso é que é um desvio, por isso é que é divertido. 

O Carnaval português - que todos sabemos ser um sério candidato a pior do planeta– muito ganharia em copiar não o Carnaval do Brasil, mas o espírito brasileiro do Carnaval. 

A primeira coisa a copiar é a mais óbvia de todas, tão presente que passa despercebida: façam o Carnaval no Verão. 

É estúpido fazer o Carnaval no Inverno. A liberdade é a primeira regra do Carnaval. Os brasileiros fazem o Carnaval em Fevereiro porque Fevereiro é o Agosto deles. 

Façamos o Carnaval em Agosto. Deixem-nos ir directamente da praia para o desfile. Dispensem-nos, por favor, de tremer de frio. 

E arranjemos maneira de nos adorarmos a nós próprios - com a nossa música."


Como escrevi há quase dez anos, na Figueira, podemos discordar sobre quase tudo.

Mas, está mais do que na altura de chegarmos a um consenso sobre os fenómenos meteorológicos.
Todos sabemos o essencial sobre a matéria.
No Verão está calor e não chove; na Primavera está ameno e, às vezes, chove; no Outono está ameno e, frequentemente, chove; e no Inverno está frio e chove – muitas e muitas vezes.
Eu sei que existe muita incerteza na previsão do estado do tempo.
A meteorologia é uma ciência traiçoeira.
Ela partilha isso com os piratas, os políticos e as ciências económicas.
Mas, no Inverno, o natural  é estar  frio e chover – muitas e muitas vezes…
Portanto, nada mais natural, numa cidade em que é sempre carnaval, que a edilidade figueirense, em ano de eleições autárquicas, também previna, com uma cláusula de “mau tempo”, a realização do carnaval!..

Concordo com o que escreve hoje no Público Miguel Esteves Cardoso. 
"É estúpido fazer o Carnaval no Inverno.
Aproveitemos os nossos novos vizinhos brasileiros - a melhor dádiva populacional que tivemos desde que por cá passaram os fenícios - para lhes pedir que nos expliquem o Carnaval. 
O Carnaval é o povo a adorar-se. E o segredo do Carnaval brasileiro é que não copiam ninguém e não levam a mal serem copiados - querem lá saber disso das cópias quando o que interessa é a diversão. 
Diversão é desvio, é sair da via principal do ano inteiro. É mais do que dar uma curva: é fugir. Mas sabendo regressar à via principal, quando o Carnaval acabar: por isso é que é um desvio, por isso é que é divertido. 
O Carnaval português - que todos sabemos ser um sério candidato a pior do planeta– muito ganharia em copiar não o Carnaval do Brasil, mas o espírito brasileiro do Carnaval."

Demissão da vereadora Anabela Tabaçó (dia seguinte)

"Vice-presidente invocou motivos pessoais, afirmou Santana Lopes ao DIÁRIO AS BEIRAS"

Como desatar “novelo jurídico” do ordenamento?

É preciso aligeirar, resolver o novelo jurídico e levar a sério a valorização do território...