terça-feira, 30 de março de 2021

A erosão costeira no Quinto Molhe continua "impressionante"...

 Foto Pedro Agostinho Cruz, hoje por volta das 17 horas

Tal como escrevemos em 11 de dezembro de 2006, já lá vão mais de 14 anos, o processo de erosão costeira da orla costeira da freguesia de S. Pedro, a sul do quinto molhe, a nosso ver, era já então uma prioridade. 
Continua a ser... 
Tudo foi dito, tudo se cumpriu: depois da construção do acrescento dos malfadados 400 metros do molhe norte, a erosão costeira a sul  da foz do Mondego tem avançado, a barra da Figueira, por causa do assoreamento e da mudança do trajecto para os barcos nas entradas e saídas, tornou-se na mais perigosa do nosso País para os pescadores, a Praia da Claridade transformou-se na Praia da Calamidade, a Figueira, mais rapidamente do que esperava, perdeu.
A pesca está a definhar, o turismo está à beira da falência - tudo nos está a ser levado...
Era de esperar que, ao menos, perante a realidade, fosse compreendido o porquê das coisas...
Nem isso, até agora, aconteceu. Nem, pelo andar da carruagem, vai acontecer.

"Os cerca de 600 hectares resultantes da deposição de areias e lodos que individualizam dois braços do rio Mondego, na sua foz, compreendem extensões belíssimas de sapais, caniçais, juncais, salinas e aquacultura, e que tomaram o nome de Ilha da Morraceira (de morraça, a vegetação dos pântanos e das terras lamacentas) são o último tesouro natural ainda verdadeiramente por explorar do concelho da Figueira."

«Integrar. Atrair. Envolver»
Crónica de Teotónio Cavaco, no Diário as Beiras.

"... perdoa milhões em impostos a uma multinacional e cultiva, a céu aberto, a lógica capitalista e mercantil da água potável como um “produto” e não como um bem de primeira necessidade."

Autárquicas 2021: da série, inovações...

Via Diário as Beiras:
"apoio ao candidato Machado" e "à lista do grupo de cidadãos que está a incentivar um cidadão a candidatar-se à autarquia que presidiu de 1997 a 2001"...

Liberdade

"Se a liberdade significa alguma coisa, será sobretudo o direito de dizer às outras pessoas o que elas não querem ouvir". 

segunda-feira, 29 de março de 2021

"A Morraceira é um território especial e por isso cobiçado"...

«Renaturalizar a Ilha». 
Crónica de João Vaz, no Diário as Beiras.

Autárquicas 2021: ponto da situação em 29 de Março de 2021

 Candidatos assumidos na Figueira:

Já que estamos em ano de eleições, fique a saber quanto ganha o presidente de junta da sua freguesia de freguesia...

Via Diário de Coimbra

O vencimento do Presidente da República, é o valor de referência para os salários de todos os autarcas e presidentes de Junta do país. 
Em cada um desses degraus da escada que termina com o vencimento do PR, muitas são as nuances que fazem emagrecer e engordar os salários dos responsáveis. 
Das mais de três milhares de juntas de freguesia espalhadas por todo o território lusitano, pouco mais de 13% reúnem efetivamente as características certas para verem os seus líderes remunerados pelo Orçamento do Estado. Como dita o velho ditado, receber um salário à custa de ocupar tal cargo não é para quem quer… É para quem tem nas mãos uma freguesia com as condições certas. Para começar, só podem assumir essa posição a tempo inteiro, os políticos que liderem freguesias com mais de 10 mil eleitores ou com sete mil eleitores numa área de 100 quilómetros quadrados. Ou seja, apenas 224 das 3.091 freguesias nacionais podem ter presidentes em permanência, garante o Portal Autárquico. Destes políticos, aqueles que têm controlo das rédeas de freguesias com mais de 10 mil eleitores, mas menos de 20 mil recebem, no final do mês, o equivalente a 22% do vencimento de Marcelo Rebelo de Sousa. Já aqueles que lideram freguesias com mais de 20 mil eleitores ganham 25% do salário referido. A estes rendimentos somam-se despesas de representação - correspondentes a 30% das respetivas remunerações - dois subsídios extraordinários anuais iguais à remuneração (em junho e novembro), segurança social e subsídio de refeição. Por outro lado, caso a freguesia tenha pelo menos cinco mil eleitores e menos de 10 mil ou 3.500 numa área de 50 quilómetros quadrados, fica em cima da mesa a possibilidade do político eleito assumir o cargo em questão a tempo parcial. Nessas situações, as remunerações são obviamente mais baixas: o equivalente a 10% do vencimento do PR é concedido, mensalmente, aos presidentes de Junta com mais de cinco mil eleitores mas menos de 20 mil. Aqueles que comandam freguesias com mais de duas dezenas de milhares de votantes recebem, por sua vez, 12% do rendimento referido.
Os presidentes de Junta auferem uma remuneração que está distribuída por um maior número de “escalões”: se a freguesia não ultrapassar os cinco mil eleitores, a remuneração mensal do autarca que exerça a tempo inteiro é de 1.224,52 euros (16 por cento do salário do PR). 
Se a freguesia tiver entre cinco e dez mil cidadãos recenseados o salário sobe para 1.454,11 euros (19 por cento do salário do Presidente da República) e se o número de eleitores se situar entre 10 e 20 mil o valor passa para 1.683,71 euros (22 por cento da remuneração do PR). Já nas freguesias com 20 mil eleitores ou mais o presidente da Junta recebe um salário corresponde a 1.913,31 euros. Quando os mandatos são exercidos em regime de meio-tempo – o que acontece na maioria dos casos –, a lei estabelece que a remuneração corresponde a metade das remunerações e subsídios fixados para os respetivos cargos em regime de tempo inteiro. 
Relativamente às despesas de representação, os presidentes de Junta recebem 367,35 euros, no caso de representarem menos de cinco mil eleitores, 436,23 euros (entre cinco e dez mil eleitores), 505,11 euros (entre dez e vinte mil) e 573,99 euros (mais de vinte mil eleitores). Isto, em caso do mandato ser cumprido em regime de exclusividade. 
Se for a meio tempo os valores são de 183,68 euros (até cinco mil eleitores), 218,12 euros (de cinco a dez mil), 252,56 euros (de dez a vinte cidadãos recenseados) e de 287 euros, caso o universo seja superior a vinte mil eleitores

Via Portal Autárquico ficam os abonos dos eleitos locais - 2020.

domingo, 28 de março de 2021

Os figueirenses só têm problemas porque querem....

O professor Oumar tem soluções para tudo. Responde às angústias e incertezas dos figueirenses e das figueirenses. Qual professor Karamba, qual carapuça!.. 

Do not disturb: falemos de futebol...

Há jogadores assim...
Recordam-se do Ricardo Carvalho?
Do Ricardo Carvalho já em fim de linha e nas suas últimas épocas de jogador da bola?
Não sabia jogar mal. Mesmo quando já lhe escasseava pujança física, foi sempre um jogador fabuloso. Na parte final da carreira, com a pouca energia que já lhe restava na abordagem das jogadas, conseguia antecipar o local onde a bola ia ter - que era quase sempre ao sítio onde estava o Ricardo Carvalho.
Toda a gente a gastar imensa energia a correr para o sítio onde pensa que o bola iria parar e o Ricardo Carvalho, com dois ou três passos, conseguia estar no local onde a bola chegava.
O genial  jogador que foi Ricardo Carvalho, resolvia as situações mais difíceis e embaraçosas com dois toques, aparentemente simples, mas só ao alcance dos eleitos... 

sábado, 27 de março de 2021

"Assembleia de Freguesia de Lavos participa suspeita de falsificação de documentos ao Ministério Público"...

Via Diário as Beiras
«A Assembleia de Freguesia de Lavos, na Figueira da Foz, reuniu-se, ontem, para deliberar sobre a alegada falsificação de documentos pela secretária e pelo tesoureiro da junta, Susana Carreira e José Coelho. O processo será enviado ao Ministério Público.
A Assembleia de Freguesia aprovou enviar uma queixa para o Ministério Público devido a eventuais ilegalidades e irregularidades de alguns elementos do executivo da junta”, esclareceu o presidente do órgão autárquico, Rui Jordão, ao DIÁRIO AS BEIRAS. O autarca acabaria por adiantar que os suspeitos das alegadas práticas são a secretária e o tesoureiro da Junta de Lavos.
O presidente da Assembleia de Freguesia adiantou, ainda, que “algumas das coisas têm a ver com passagem de declarações falsas [enviadas ao Instituto de Emprego e Formação Profissional] e, também, assinatura de e-mail pelo tesoureiro como sendo presidente da junta”.  Por outro lado, Rui Jordão frisou que a assembleia entendeu que “há matéria grave para enviar para o Ministério Público.
Apesar das tentativas, não foi possível recolher declarações de Susana Carreira e José Coelho, nem da presidente da junta, Lucília Cunha.»

Novidades do lar: "correu tudo mal e estou sem água desde ontem à noite"...

Paguei a conta, mas tenho o abastecimento de água cortado...

Imagem António Agostinho
«Aviso à população | Interrupção no abastecimento de água...

O Município da Figueira da Foz informa que, devido a uma rutura na conduta de abastecimento de água na zona sul, o fornecimento de água está interrompido.


Previsão de restabelecimento entre as 21h00 e as 22h00.

Mais se informa que se encontram dois veículos tanque a fornecer água junto ao Largo da Igreja de São Pedro e ao Estacionamento da Praia da Cova."

«A margem sul da Figueira da Foz ficou, na sexta-feira, às 21H00, sem fornecimento de água devido a uma dupla rotura na rede. Entretanto, foram utilizados os reservatários, o que permitiu repor o serviço às populações situadas a sul de Armazéns de Lavos, mas a Zona Industrial e a Freguesia de São Pedro terão de esperar pela reparação da avaria, que deverá acontecer até ao final deste sábado.

A concessionária de água e saneamento, Águas da Figueira, está, desde as primeiras horas do dia, a trabalhar na reparação da rotura. Ao início da tarde, o diretor-geral da empresa, João Damasceno, adiantou ao DIÁRIO AS BEIRAS que se trata de uma avaria que demora a reparar, sustentando, no entanto, que o problema ficará resolvido hoje.

Para assegurar o fornecimento de água ao hospital, lares e outros equipamentos sociais sensíveis, foram mobilizados autotanques dos Bombeiros Voluntários da Figueira da Foz. Por outro lado, foi acionada a Estação de Tratamento de Água de Lavos, fornecida por furos da concessionária e com o apoio de água fornecida pelas unidades industriais  do setor do papel Celbi e The Navigator Company.

“Correu tudo mal, porque houve uma dupla rotura, na conduta principal e na conduta de reserva. Não é normal, mas aconteceu”, esclareceu o presidente da Câmara da Figueira da Foz, Carlos Monteiro, ao DIÁRIO AS BEIRAS.

A rotura de uma adutora instalada na zona portuária, na margem norte da cidade, conjeturou, o autarca, “poderá ter sido provocada pelo comboio a passar [na linha do porto comercial]”.»

Leituras: "Quando Portugal Ardeu"

Este livro de Miguel Carvalho, grande repórter da VISÃO, é uma investigação jornalística que questiona as “memórias consensuais” do período que se seguiu ao 25 de Abril.

Via Jornal de Negócios.
"Entre meados de 1975 e Abril de 1977, o país assistiu a quase 600 atentados e acções violentas da extrema-direita. Operacionais do Movimento Democrático de Libertação de Portugal (MDLP), liderado por António de Spínola, fizeram ir pelos ares automóveis, casas e escritórios de quem era conotado com a esquerda. Multiplicavam-se os ataques a sedes do PCP num país profundamente dividido, à beira da guerra civil.

Ramiro Moreira chegou a ter o número sete no cartão de militante do Partido Popular Democrático - que mais tarde passaria a PSD -, mas as suas actividades desagradavam a Francisco Sá Carneiro. "Uma coisa era fazer segurança aos dirigentes e envolver-se em escaramuças. Mas colocar bombas, participar em atentados e manter-se ligado ao PPD tornava a militância insustentável e reprovável" para o fundador do partido, relata Miguel Carvalho. Num dia de Novembro de 1975, chamou o operacional a sua casa e disse-lhe: "Ou sais do partido ou expulso-te."

Sá Carneiro, sublinha o jornalista, "viu mais além do que a simples táctica" e percebeu que, "tanto quanto ele pudesse, o partido tinha de entrar numa linha que não resvalasse para caminhos que ele condenava". Um exemplo, diz o autor de "Quando Portugal Ardeu", que o PS podia ter seguido. Mas os socialistas, aponta, "lançaram fósforos em fogueiras que já ardiam".

Fotografia de 1974, em que numa mesa e em pose formal, aparecem, da esquerda para a direita, Jorge Terroso, Francisco Sá Carneiro e Ramiro Moreira, quando era dirigente e segurança do PPD no Porto.
Fotografia de 1974, em que numa mesa e em pose formal, aparecem, da esquerda para a direita, Jorge Terroso, Francisco Sá Carneiro e Ramiro Moreira, quando era dirigente e segurança do PPD no Porto.Arquivo Pessoal do Coronel Ferreira da Silva

"O PS teve um grau de envolvimento muito grande com a rede bombista e com os seus objectivos. Achou, a determinada altura, que valia tudo para combater o PCP e isso significou, em certo momento, uma cumplicidade com o radicalismo de direita", afirma Miguel Carvalho, explicando que essa foi uma das grandes surpresas da sua investigação.

Num dos seus raides da Póvoa para o Porto, Ramiro Moreira tinha colocado uma série de bombas debaixo de carros de militantes de esquerda, mas uma não explodiu. Intrigado, pois como operacional orgulhoso que era não admitia que uma bomba sua não rebentasse, pegou no engenho e continuou o seu caminho. Perto da saída para a Maia, abriu o vidro e disse: "Ora vamos ver se esta merda rebenta ou não" e atirou a bomba, fazendo explodir um barracão do PPD.

O episódio com o mais activo operacional da rede bombista, que na altura desconcertou a Polícia Judiciária (PJ) porque "só poderia ser da autoria dos comunistas", é uma das histórias da violência política do pós-25 de Abril, relatada pelo jornalista Miguel Carvalho no livro  "Quando Portugal Ardeu".

"Sonhos de liberdade"...


 Via Diário de Coimbra

Citação

 Via Nascer do Sol

Citação


"Quem acha que tem muito poder, muito dinheiro, e não tem empatia com o próximo, um dia escorrega no chão da vida e percebe que não era nada." 

Tony Ramos, Actor, Lux, 24/3

"Enforca Cães" e Zona Industrial vão entrar em obras...

"A câmara municipal está prestes a lançar concursos públicos para a ampliação da Zona Industrial e a requalificação da estrada panorâmica do Cabo Mondego (“Enforca Cães”). 
O procedimento para a via de comunicação será executado na próxima semana.
O das obras no parque empresarial terá de ser submetido a votos na reunião de câmara e na Assembleia Municipal.
A requalificação da estrada, que liga a Murtinheira a Buarcos, custa 680 mil euros e tem um prazo de execução de nove meses. 
A ampliação da Zoa Industrial, por seu lado, será feita ao abrigo de duas candidaturas, uma, de cinco milhões de euros (com comparticipação de fundos europeus de 85 por cento), ao Portugal 2020, e outra, de três milhões, ao Plano de Recuperação e Resiliência (com financiamento de fundos europeus de 100 por cento)."

Via Diário as Beiras