terça-feira, 10 de novembro de 2015

Todo o mundo é composto de mudança...


Governo PàF “já caiu”. 
Em Portugal, ao contrário da direita, era difícil à esquerda ser pragmática.
Acabamos de viver um momento histórico: foi quebrada essa sua fraqueza

Cavaco vai ouvir personalidades para preparar argumentos...

imagem sacada daqui
O "Diário Económico" revela que Cavaco Silva vai começar a ouvir, "a breve prazo", um "conjunto alargado" de personalidades de várias áreas, que vão para além da área económica.

Há dias assim, especiais...

imagem sacada daqui

O estado a que o PSD chegou...

O que é feito do PPD/PSD fundado por Francisco Sá Carneiro? Onde estão os princípios, os valores, as causas e a ética política defendida por Sá Carneiro?
O PPD/PSD de Sá Carneiro era um partido do centro que, comparado com este “novo PSD“ com toda a certeza seria, hoje em dia, um partido de centro-esquerda que defendia o estado social assente em três pilares basilares, a saúde, a educação e a segurança social. E que estes pilares deveriam ser garantidos pelo Estado.
Há vários anos que o PSD está doente porque o exemplo de destacados militantes como Dias Loureiro, Duarte Lima, Isaltino Morais, Valentim Loureiro, Arlindo de Carvalho e Oliveira Costa, feriram de “morte“ a credibilidade do Partido Social Democrata, a partir de meados da primeira década de 2000, em que foram tornados públicos vários casos escandalosos que envolveram estes e outros militantes do partido.
Entretanto as maiores distritais do partido foram tomadas por dirigentes políticos medíocres, carreiristas, sem quaisquer méritos, completamente dependentes da política. A partir daí passou a valer tudo para manterem os seus lugares, porque estes e apenas estes valiam para a manutenção dos seus lugares e das suas enormes clientelas.
Mais tarde, em 2010, com Pedro Passos Coelho ascenderam a lugares cimeiros do partido dirigentes políticos do tipo “trepa-trepa“, em que o mérito era medido em função do número de votos dos “exércitos“ que comandavam e que valiam exclusivamente para a eleição do presidente do partido. A mediocridade passou a ser premiada. Quanto pior melhor que assim não incomodavam. E esta passou a ser regra.
Se até então o PSD estava doente passou a viver em “estado de coma“.
As estruturas partidárias, ao nível local e distrital, passaram a servir apenas para preencher lugares com salários chorudos. A actividade política da maioria destas estruturas passou ser bienal, coincidindo com o respectivo calendário eleitoral interno. O debate terminou. Passou-se a considerar anormal a existência de listas opositoras. O regime vigente passou a ser o de lista única. O pensamento passou a ser único. Os que pensam de forma diferente passaram a ser excluídos, silenciados e marginalizados. E até se passaram aprovar listas de deputados de braço no ar ao melhor estilo “estalinista“.
E com a chegada ao governo, em coligação com o CDS, houve uma clara deriva neo-liberal que encostou o PSD à direita. Ao longo dos quatro anos de governação foi patente que na acção quotidiana do governo a social-democracia foi morrendo lentamente.
E se vamos ter um governo socialista com um acordo parlamentar alargado ao Bloco de Esquerda, ao Partido Comunista e aos “Verdes“, os únicos responsáveis são os actuais dirigentes máximos do PSD onde está incluído o seu responsável máximo, Pedro Passos Coelho porque o golpe final aconteceu, curiosamente, no dia 25 de Abril de 2015 quando o PSD assumiu uma coligação pré-eleitoral, com o CDS, liderado por um Paulo Portas, sem qualquer credibilidade política, que encostou definitivamente o PSD à direita inviabilizando, desde logo, qualquer tipo de entendimento político futuro com o Partido Socialista.
Lamento dizer isto como militante do PSD há quase 25 anos mas  são estes  os verdadeiros responsáveis pelo facto da primeira vez toda esquerda, em conjunto, poder vir a ascender ao poder. Não venham com desculpas de “golpes de estado“. É a Democracia a funcionar. Ou será que queriam governar o nosso país conforme têm, nos últimos tempos, dirigido internamente o PSD?

A direita não se enxerga?..

Sobre "o estafado e inacreditável argumento de que António Costa só pode ser indigitado primeiro-ministro e formar governo se apresentar um acordo estável e duradoiro com apoio parlamentar maioritário"...
Ó meus Amigos!..
"Então se para ser indigitado primeiro-ministro é necessário apresentar um acordo estável e duradoiro com apoio parlamentar maioritário como se explica que Cavaco Silva tenha indigitado e dado posse a Passos Coelho?"

É chato morrer na praia...

"Posso vir a ganhar pouco com o governo de esquerda. Mas esse pouco, somado ao que a direita me iria tirar, será mais do que suficiente para justificar a lição. Aprendam. Com o vosso radicalismo de direita conseguiram a união impossível."

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Nas televisões a direita até chispa: queria os partidos à esquerda do PS, no seu cantinho de protesto... Era bom, não era?

Para todos os que têm criticado as políticas neoliberais da austeridade, e sofrido com as suas devastadoras consequências, a possibilidade de haver um governo em Portugal com base num acordo de incidência parlamentar determinado a repor os rendimentos da maioria dos trabalhadores e pensionistas, a recuperar o emprego, a combater a precariedade e a defender o Estado social e os serviços públicos, só pode ser motivo de esperança.
Uma esperança há demasiado tempo negada e, por isso mesmo, mais urgente e saborosa. 

Sandra Monteiro, Le Monde diplomatique - edição portuguesa, Novembro de 2015.

Marinha assume que faltam meios no socorro a náufragos

O Chefe do Estado-Maior da Armada, Almirante Luís Fragoso, fotografado por Pedro Agostinho Cruz
O Chefe do Estado-Maior da Armada, Luís Fragoso, assumiu que o Instituto de Socorros a Náufragos (ISN) não tem pessoal em número suficiente para funcionar, em prontidão, 24 horas por dia.
“Há alguns problemas mais localizados, designadamente na zona costeira e no âmbito do Instituto de Socorros a Náufragos, onde há, de facto, limitações de pessoal. Isso é assunto que está para ser resolvido mas, nesta fase, não temos pessoal em número suficiente para garantir uma prontidão em 24 horas por dia”, disse a Autoridade Marítima Nacional, o almirante Luís Fragoso, na Figueira da Foz, em declarações à margem da cerimónia de atribuição da medalha de coragem, abnegação e humanidade, grau ouro, a Carlos Santos – o agente da Polícia Marítima que salvou dois tripulantes no naufrágio do arrastão Olívia Ribau, a 06 de outubro, na barra daFigueira da Foz. 
Luís Fragoso negou, no entanto, que o que disse ser a "falta de prontidão" da estação salva-vidas da Figueira da Foz tenha estado relacionada com as operações de salvamento, que foram alvo de críticas por parte de pescadores, sindicatos e populares.

Depois de ouvir a deputada Teresa Leal Coelho no debate que está a dar em ditecto na TV, adorei ler esta crónica...

Dará certo o governo do PS? Pois não sei. O que se sabia, há um mês, é que o PS, podendo ser governo, não podia ser governo. Porquê? Ora, porque, sabíamos todos, o PS era minoritário e não tinha apoio de outros partidos! Certo? Não. O BE e o PC, afinal, apoiam um governo PS. Se fôssemos humildes, já teríamos aprendido alguma coisa com este facto. Facto que era impossível, ainda há um mês, para quase todos nós. Seria prudente, perante a lição tão recente, que acalmássemos a nossa vontade em falar de cátedra. Por exemplo, os comunistas comem crianças ao pequeno-almoço... Pelo menos o tempo verbal está errado, não comem. Talvez ontem comessem, dou de barato. Mas, hoje, com as escutas haveria de se saber. A dieta alimentar de Jerónimo está escrutinada. E não, não come. Sobre os hábitos carcerários dos comunistas, sim, está mais do que provado que eles fizeram o gulag durante décadas. Mas aqui, Portugal e hoje, mesmo que quisessem, não podiam. O embaixador americano não deixava, nem os mercados, nem Rajoy, nem, acreditem, os portugueses. Está bem, pronto, os comunistas já não nos prendem mas, argumentam alguns, os políticos em geral são uns inúteis e uns palhaços. Pois mesmo isso é contestável. Assim: não, não são. Então, o que fazer deste diálogo? Eu digo: sair do táxi. Cá fora, mais arejados, podemos perguntar: dará certo o governo do PS? Pois não sei. É, não adiantamos muito. Mas pelo menos a conversa já não mete nojo.

Ferreira Fernandes

Um herói que não deveria ser esquecido pelas futuras gerações de figueirenses

O Agente de 1ª. Classe da Polícia Marítima, Carlos Alberto Silva Santos, mais conhecido pelo Agente "Chapas", foi condecorado esta manhã com a Medalha de Coragem, Abnegação e Humanidade, grau ouro, pelo importante serviço prestado na salvação de náufragos, no passado dia 6 de outubro, na Barra da Figueira da Foz.
O tempo faz esquecer. O tempo é malicioso. 
Para memória futura fica a ligação para uma belíssima homenagem que o Pedro Agostinho Cruz prestou hoje a  um verdadeiro herói e um Homem solidário.
A solidariedade deveria ser o sol a iluminar a vida da Figueira e dos figueirenses.
Como isso é coisa muito rara por estas paragens, fica o merecido registo para que a passagem do tempo não mate a memória.

Pedro no seu melhor - brilhante mesmo...

A paciência que eu tenho!..

Não sou anti-anónimo.
Os anónimos é que são anti-gajos que gostam de assumir responsabilidades.
Devido aos anos que ando pela vida, já me vou habituando a que me considerem um pouco polémico.
Escrito isto, não tenho motivo algum para recear críticas por manifestar o que sinto - venham elas de onde vierem
Apenas faço um pedido: assinem e terão as vossas obras primas publicadas no espaço de comentário deste Outra Margem.
Assim, anónimos, não obrigado!.. Para esse peditório já dei o que tinha a dar...
Já cá ando há tempo suficiente para saber o seguinte: ninguém que se julga com poder - desde o presidente da junta, ao vereador, ao presidente de câmara, ao secretário de estado, ao ministro, ao primeiro-ministro, ao presidente da república, isto na vida pública, porque nas empresas é a mesmíssima coisa... -  gosta da democracia, porque sabe que só a democracia me dá a mim, vulgar cidadão, sem poder político ou económico, o direito e a possibilidade de derrubar alguém que se julga com poder...

Tão simples de perceber!..

Numa democracia, quem ganha, é quem consegue formar maioria no Parlamento: "num regime parlamentar, governa quem ganha".

Acordo à esquerda está fechado...





"Uma oportunidade para a esquerda e para o país, que não pode ser malbaratada, sob pena de não a voltarmos a ver, os que têm mais de cinquenta anos, até ao fim das nossas vidas!
Um exemplo de grande humildade do PCP, que soube ler e interpretar a situação do país e a necessidade de acabar com a desgraça a que fomos chegando ao longo de tantos anos de centrão...
E como há anos vem sendo dito, em todas as campanhas eleitorais, o fortalecimento relativo do PCP é o único argumento que pode obrigar a fazer a diferença no comportamento do PS e a acautelar a sua mudança de políticas!" - Jorge Camarneiro

Em tempo.

domingo, 8 de novembro de 2015

Ressonância de um acontecimento que marcou os figueirenses

Dá para continuar a acreditar na capacidade do homem na luta contra a adversidade.
Do lado direito, a foto de Pedro Agostinho Cruz, mostra o rosto de um herói desconhecido.
 


"Vai ser condecorado amanhã, dia 9 de novembro, segunda-feira, pelas  12h00, em cerimónia pública a realizar no Comando-local da Polícia Marítima da Figueira da Foz, o Agente de 1ª Classe da Polícia Marítima Carlos Alberto Silva Santos.
​O Agente Santos é condecorado com a Medalha de Coragem, Abnegação e Humanidade, grau ouro, pelo importante serviço prestado na salvação de náufragos, no passado dia 6 de outubro, na Barra da Figueira da Foz. A medalha é concedida pela Autoridade Marítima Nacional, Almirante Luís Macieira Fragoso, que preside à cerimónia."

Via site da  AUTORIDADE MARÍTIMA NACIONAL

Planos de emergência para as barras dos portos do norte do país

foto António Agostinho
"Tendo em conta o risco associado a diversas barras marítimas do país, particularmente durante o inverno, assim como a necessidade de melhorar a resposta à emergência em situações de acidentes com embarcações por parte de todas as entidades intervenientes do Sistema Nacional de Busca e Salvamento Marítimo e agentes de protecção civil, foram desenvolvidos planos de emergência de salvamento marítimo para as barras de Caminha, Vila Praia de Âncora, Esposende, Póvoa de Varzim, Vila do Conde, Douro, Aveiro, Figueira da Foz e S. Martinho do Porto."

A altrenativa

Ampla maioria socialista aprova programa de Governo à esquerda: entre os militantes presentes, 163 votaram favoravelmente, dois abstiveram-se e sete votaram contra.

Ainda é cedo para saber se o PS vai ganhar alguma coisa em formar Governo com o apoio do PCP, do PEV e do Bloco. 
Ainda é cedo para saber se o Bloco vai ganhar alguma coisa em viabilizar um Governo PS. 
Ainda é cedo para saber se o PCP vai ganhar alguma coisa em viabilizar um Governo PS. 
Ainda é cedo para saber se o PEV vai ganhar alguma coisa em viabilizar um Governo PS. 
O futuro o esclarecerá...
No entanto, corram as coisas como correrem no futuro, algo de novo já aconteceu em Portugal: pela primeira vez, em 40 anos de democracia, ninguém mais terá dúvidas de que a esquerda se pode entender para formar Governos de coligação.  

Se olharmos para o novo momento que passa na democracia portuguesa  numa perspectiva histórica, o que o PS de António Costa está a criar de novo, juntamente com o PCP, o PEV e o Bloco, era algo improvável ainda há 2 meses atrás: os portugueses, finalmente, viram plasmado no governo do seu país, o sentido de voto da maioria dos eleitores  - que são de esquerda.
A tradição só deve servir até ao dia que deixa de servir.
Felizmente, a tradição já não é o que era. 

sábado, 7 de novembro de 2015

Os apoiantes de Assis...

Este senhor, que hoje se multiplicou em declarações, zurzindo no acordo que Costa está prestes a alcançar, há cerca de um ano fazia esta afirmação numa entrevista ao Diário Económico:

A direita reza pelo milagre da cizânia na esquerda!..

Quarenta anos depois, tivemos oportunidade de recordar que a direita não mudou muito.
Este, continua a ser o país onde alguns, durante o dia, são grandes defensores da democracia e, à noite, escolheram Salazar como o melhor português da nossa história. 
Neste últimos mês, o país percebeu que a democratização da direita tem muito de utópico e, isso, explica muito do que por aí se passa...
Nunca fui de carneiradas, não era agora que ia ser.
Contudo, o óbvio já é oficioso quase há um mês. Em breve vai ser oficial: a não ser que ocorra algo de absolutamente anormal, iremos ter um governo à esquerda do PàF
Contudo, ainda há, pelo menos, um ministro que espera o "milagre" de a esquerda se desentender...

Olívia Ribau poderá ser hoje retirado do local do acidente

foto António Agostinho
O arrastão naufragado à entrada do porto da Figueira da Foz, há um mês e um dia, poderá ser posto a flutuar e rebocado para os estaleiros ao longo do dia de hoje, informa na sua edição deste sábado o jornal AS BEIRAS, citando fonte portuária. 
Os trabalhos de preparação da remoção da embarcação decorrem há vários dias e o Olívia Ribau, que estava submerso em posição invertida junto ao molhe sul da Figueira da Foz, encontra-se desde ontem de manhã na posição original, depois de ter sido rodado, em duas fases. A última decorreu na manhã de ontem. 
De harmonia com o mesmo jornal, que continua a citar a fonte da Administração do Porto da Figueira da Foz, nas próximas horas a empresa de salvação marítima contratada pelo armador irá continuar a esvaziar a embarcação da “água limpa” que se encontra no interior, no intuito de ser possível por o arrastão a flutuar e rebocá-lo para os Estaleiros Navais do Mondego. "Está a fazer-se o esgoto da água o que ainda vai demorar algumas horas. É água limpa, mas se a água que está nas máquinas apresentar hidrocarbonetos, para-se”, garantiu a fonte, indicando, no entanto, que o arrastão está circundado por barreiras de combate à poluição e possui uma quantidade não totalmente determinada de gasóleo nos depósitos. 
Quem tem estado no local a acompanhar os trabalhos, como é o caso do autor deste blogue e largas dezenas de pessoas, porém, tem notado no ar um forte cheiro a gasóleo...
Fica o registo: se tudo correr como o previsto, em princípio o arrastão será hoje removido. Posteriormente, segue-se o reboque do arrastão para o estaleiro, a remoção do fundo do rio de uma rede que ali se encontra e  a ponte da embarcação que está partida “mas fora do canal de navegação”
Neste momento, a prioridade é retirar o arrastão. Na próxima semana os trabalhos deverão ficar concluídos.
Espera-se, no entanto, que a segurança na entrada da barra da Figueira não fique, mais uma vez, esquecida.
O saldo de mais um naufrágio ocorrido nesta nossa barra foi trágico: no arrastão Olívia Ribau naufragado a 06 de outubro, seguiam sete pescadores. Dois foram resgatados com vida, uma hora depois do acidente, por uma moto de água da Polícia Marítima e cinco morreram.
A segurança e o salvamento marítimo, continua a ser um caso grave na barra da Figueira que o acidente do Olívia Ribau pôs a nu...

Só para ver a direita em pulgas já vale a pena...

Tenho estado a ver no programa da SIC/N, Expresso da Meia-Noite, um debate sobre o actual momento político.
A direita (João Almeida, pelo CDS/PP e António Leitão Amaro, pelo PSD) não entende o silêncio de António Costa e não suporta não conhecer o acordo que está a ser negociado entre o PS, o PCP e o Bloco de Esquerda. 
A direita queria conhecê-lo  para fazer o mesmo que fez durante a campanha eleitoral. Esconder o seu programa e discutir o do PS.
António Costa faz muito bem em estar calado. E o PCP também. Um acordo cuja finalidade é construir uma alternativa de governo não pode ser discutido na praça pública enquanto está a ser negociado. Bem sabemos que não é vulgar nem fácil controlar fugas de informação num País em que a informação política raramente provém de fontes identificadas.
Da parte do PCP não se estranha e merece elogio a reserva de Jerónimo de Sousa e da equipa que integra as negociações com o PS. Não é costume o PCP adoptar certas tácticas da informação política frequentes noutros partidos. Da parte do Bloco de Esquerda, um partido menos “disciplinado” que o PCP e com muito mais sensibilidades políticas no seu seio, também se percebe a diferente estratégia de Catarina Martins, em assegurar ao seu eleitorado que o Bloco se mantém fiel às suas promessas eleitorais.
O mais relevante em tudo isto - e daí o desespero dos representantes da direita que estão a debater com João Ferreira (pelo PCP) e Eduardo Cabrita (pelo PS) estarem em pulgas para saberem algo... - é António Costa e a sua equipa de negociadores resistirem  às habituais fugas sobre o conteúdo das negociações apesar de tal ter trazido alguma inquietação e agitação dentro do PS.
O comportamento de Francisco Assis e dos seus seguidores, aí está para o provar.
António Costa e Jerónimo de Sousa, no momento e no local certos,  vão  este fim de semana, levar à discussão dos órgãos dos respectivos Partidos o resultado das negociações. 
Costa e Jerónimo não brincam em serviço. A direita - incluindo Assis... - que tenha paciência, muita paciência mesmo...

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

YESSSSSSSSSSSSSSSSS...

António Costa acaba de anunciar na SIC que já há acordo na matéria programática com o Bloco, PCP e Verdes para que um governo do PS possa governar com estabilidade e para durar 4 anos...

Um mês depois...

foto António Agostinho

O Francisco Assis, deve detestar tanto uma solução à esquerda, como detesta o Renault Clio... E está no seu direito.

«Caro Francisco Assis,

Como sabes o distrito da Guarda foi o único distrito onde o António José Seguro venceu.
Eu, como tantos companheiros, lutámos pela vitória de António José Seguro e atingimos os objectivos a que nos propusemos, mas foi um resultado muito curto e António Costa venceu e, sobretudo, venceu a Democracia. A partir desse momento e perante os resultados inquestionáveis o nosso líder passou a ser António Costa.
Tu foste sempre apoiante de António Costa e, como tal, nunca lhe regateaste elogios quer sobre as suas qualidades quer sobre a experiência política que tanto lhe reconhecias. Durante a campanha eleitoral para estas legislativas, tu próprio te insurgias contra o desgoverno que a coligação da direita trouxe ao nosso país, ou seja: mais pobreza, mais desemprego, mais emigração, mais desigualdade e mais dívida, sem resolver qualquer problema da nossa Pátria. Por conseguinte, participaste na campanha eleitoral, apoiando o secretário-geral, sem reservas e de forma incondicional, mas certamente distraído não registaste o facto do António Costa ter afirmado, com algum estrondo e significativo impacto, durante a campanha eleitoral, que não viabilizaria o orçamento da coligação.
Pois tens andado seriamente esquecido e deve ser ter sido do queijo da Serra que comeste aqui no distrito durante a campanha eleitoral, quando o distrito, em má hora te elegeu, como seu representante na Assembleia da República. E o que fizeste tu como agradecimento às boas gentes do distrito da Guarda que contavam com a tua voz na Casa da Democracia? NADA! Além de nunca te teres referido às gentes, e aos seus problemas, que representavas no Parlamento. Com o teu silêncio revelaste uma enorme ingratidão para com o distrito que, por todas as razões, deverias acarinhar, uma vez que nunca chegaste a agradecer sequer aos eleitores que contribuíram para a tua eleição.
Caro Assis se não concordas com o rumo que está a ser seguido pela direcção do partido, apesar do infeliz momento que escolheste para o afirmar, é um direito que te assiste. Apesar de tudo não me parece que após reiterado silêncio possas colocar em causa a legitima liderança, (que apoiaste até à pouco tempo) por isso deverias repensar melhor a tua estratégia de “assalto” ao poder em vez de andares a minar o partido tentando provar que há um mal-estar interno no PS e uma corrente crítica que se apresenta como alternativa.
Num momento politicamente sensível que vivemos eu, como a esmagadora maioria da massa militante e simpatizante do partido, reprova veementemente a tua “golpada” e dos companheiros que tentas arrastar contigo.
Se não consegues ter tento na língua, nem aguardar melhor oportunidade, deverias repensar a tua posição ideológica no partido e, com os teus seguidores, engrossar a coligação da direita, mantendo-te lá por muitos anos à procura da maioria
João Viveiro, Membro da Assembleia Municipal de Seia

Porque que é eu, no fundamental, gostaria de ter um governo à esquerda do PáF...

Já tenho uma longa vida, vivida num país e numa sociedade que teve sempre o défice da meritocracia.
Eu não tenho particulares méritos ou deméritos, mas durante todos estes anos, os privilegiados em meu redor não repararam no pormenor que tinham começado a corrida em relação a gajos como eu, pelo menos dois quilómetros à frente...
Parafraseando Calvão da Silva, para a maioria dos portugueses, “Deus nem sempre é amigo”...

Dado o alarme social e político que uns poucos por aí andam a espalhar, fruto do seu medo, estará agora essa minoria absoluta -  os privilegiados - a reparar no pormenor que a meritocracia existe e é uma realidade - e com bons resultados para a maioria absoluta - noutros países?..
Por mim, tenho o problema resolvido: na internet nada se perde. 
É com isso que conto. 
Um dia destes, mais ano menos ano, partirei desta para melhor.
Este blogue, porém, poderá permanecer por aqui.
Poderá ser, eventualmente, que alguém continue a vir cá e diga: “tão bom e talentoso rapazinho que ele era e agora não passa dum blogue”. 
Isto, é ser optimista.
Vendo a coisa pelo lado da realidade, daqui a uns anos, ninguém cá virá e eu serei o mesmo que quase todos: nada. 
Nem uma recordação. 

Uma coisa que nos separa dos animais é a honestidade?..

Depois de termos ficado a saber que o PAN é "contra o voo da águia Vitória na Luz", quando é que ficaremos a saber a posição do PAN sobre a presença de um coelho em S. Bento?..

Poderia ser um slogan colado nos pacotes de lenços de papel a distribuir na campanha...

Marcelo Rebelo de Sousa
“A minha média são três boas acções por cada dez pecados”...

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Logo agora, que tinha organizado uma "cena" tão bacana e mediática para ir comer leitão, estragaram-lhe os planos...


Sou grande apreciador de leitão... 
Se me tivessem feito a mim, o que fizeram ao Assis, tinha ficado chateado a sério...
Coitado: ainda por cima viu-se obrigado a desmarcar tudo à pressa!..
Bolas, pá, isto não se faz a ninguém.
Coitado do Assis...

Política figueirense, finalmente, na paz do senhor: Portugal elogia Ataíde...

A Concelhia do PS, liderada pelo ex-deputado e agora vereador executivo na Câmara Municipal da Figueira da Foz (aqui, abro um parênteses para sublinhar que cada um tem o que merece. Passo a citar O GRANDE BLOGUEIRO FIGUEIRENSEnuma postagem datada de 5 de novembro de 2013, uma terça-feira: “João Portugal, o político que passou 4 anos a difamar João Ataíde, não teve vergonha nenhuma e acabou vereador de Ataíde! E o Presidente, em vez de colocar o rapaz a trabalhar – já é tempo! – transforma-o (pelo menos, durante dois anos...) num vereador sem tempo e sem pasta...” Já agora, sabem como é que o gabinete de João Ataíde descreve, ainda hoje, as parcas atribuições de João Portugal no Executivo? Desta forma: João irá coadjuvar nas “questões de promoção e apoio a medidas e acções visando o desenvolvimento do comércio e da qualidade da oferta turística do município”), numa nota de imprensa de 3 do corrente mês, veio regozijar-se  “com a decisão do Tribunal de Contas em reconhecer que a Câmara da Figueira da Foz e o seu presidente, João Ataíde, tudo fizeram para a cumprir a Lei dos Compromissos e Pagamentos em Atraso”
Os socialistas figueirenses aproveitam a ocasião para lembrar que João Ataíde “herdou uma câmara híper-endividada com projectos megalómanos e inviáveis” de “mais de uma década desastrosa” de gestão do PSD.

Barra da Figueira

foto António Agostinho

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Cordão humano: a organização estima que tenha reunido cerca de mil pessoas esta noite em Lisboa!..

foto sacada daqui

Por mim, até pode dizer que sempre gostou de andar de clio...

Assis,  pode dizer tudo o que quiser: o  seu paleio nunca me inspirou qualquer confiança...
Quinze anos depois, deixo a memória de Francisco Assis, numa  entrevista concedida a Ana Sá Lopes e São José Almeida, a 25 de Março de 2001.
«Há dez por cento da esquerda que tem representação ao nível parlamentar mas não têm representação a nível da governabilidade. Isso introduz assimetrias no sistema político e prejudica a esquerda. E basta haver uma aliança à direita para percebermos exactamente as consequências negativas para uma política que se situe à esquerda. Depois da queda do Muro, da desintegração da União Soviética, da falência do modelo marxista-leninista, acho que o PCP, não querendo mudar intrinsecamente, já mudou a sua posição na sociedade. Assim, devemos ter com os comunistas uma relação que é esta: eles são como são, têm as posições que têm e ainda a identidade que têm, evoluirão como evoluirão, não está ao nosso alcance determinar a maneira como vão evoluir. Agora o que penso é que deve haver um diálogo duro, sério, muitas vezes difícil. Como fazemos às vezes aqui na Assembleia da República e, por isso, já garantimos a aprovação de algumas coisas. (...) Se está demonstrado que ainda não é possível um entendimento geral de incidência governativa com este PCP a verdade é que já é possível estabelecer alguns acordos com vantagens. (...) Se não corremos o risco de, daqui a alguns anos, continuarmos a dizer que não há condições para uma coligação e a direita estará reorganizada.»

Agitação e propaganda PàF...

A rotina dos números do porto da Figueira da Foz

Uma citação com data de 2015-11-02, do espaço na internet do porto da Figueira da Foz.
"O movimento de carga contentorizada verificado no Porto da Figueira da Foz no final do terceiro trimestre de 2015 alcançou 139.731 toneladas, número que constitui novo máximo para o período de janeiro a setembro, suplantando por 7 pontos percentuais o anterior registado em 2014. O Porto da Figueira da Foz movimentou neste período 17.460 TEU (mais 12 pontos percentuais em relação a 2014), com 10.380 TEU a constituírem exportação.
Nos restantes segmentos de carga o Porto da Figueira da Foz continua com um assinalável registo de crescimento no que diz respeito à exportação. Com um total de 1.024.204 ton de mercadorias exportadas, valor que constitui novo máximo, regista-se um crescimento de 4 pontos percentuais em relação ao anterior recorde atingido em 2014."

Em tempo.
Pelo caminho, vão ficando as pessoas que vão morrendo nos acidentes marítimos à entrada da barra. Mas, isso, é só um pormenor que preocupa alguns patetas como eu. O importante são os números das toneladas.
Mais uma vez, parece que não há mais nada para dizer sobre o filme dos números do porto, como aliás acontece na Figueira em relação a qualquer coisa que cause preocupação e exija esclarecimento e reflexão...

Pergunta: "Que tem em comum o objectivo a alcançar com o orçamento municipal para João Ataíde e Miguel Almeida?" Resposta: "é como o meu problema com o euromilhões - resume-se tudo no pormenor que é preciso acertar nos números..."

"Foi aprovado, na passada semana, o orçamento municipal, com os votos favoráveis da maioria. A oposição votou contra, com o argumento de que a proposta não se compagina com o Plano Estratégico (PE). O presidente, ao contrário, jurou a pés juntos que não senhor, que o orçamento apresentado “está em linha” com aquele plano. Convém então que nos entendamos e tentemos saber onde pretende o plano chegar, quais são os seus objectivos e a forma dos alcançar, pois, como Séneca, que o presidente citou na sua apresentação, todos estaremos de acordo que “para quem navega sem rumo todos os ventos são desfavoráveis”. Se o executivo entende que o orçamento alcança objectivos claramente definidos e a oposição entende o contrário, para que nos entendamos, não seria melhor explicar aos figueirenses quais são eles? Encontrando-se o plano aprovado para um horizonte temporal e não tendo os cidadãos participado na sua discussão, é legítimo que questionem qual o rumo que anualmente se vai consignando no orçamento municipal. Respeitando as adaptações e a flexibilidade decorrente das dinâmicas sociais e a introdução dos factores decorrentes da variação exponencial do comportamento sociedade e também as novas técnicas, citados na apresentação do PE pelo presidente. O que, aliás, não basta, porque definir o rumo pressupõe o conhecimento do porto onde se pretende ancorar. Dez anos passam depressa."

Crónica hoje publicada no jornal AS Beiras pelo eng. Daniel Santos