mas, este, pode ser o último a rir...
sexta-feira, 19 de junho de 2015
Lá por onde andares, parabéns "Figueirense"!..
O falecido jornal "O Figueirense", se ainda fosse vivo, hoje, faria anos.
Mas ainda há quem continue a mandar parabéns!...
Como diria o Gabriel Alves que, por alguma razão insondável, fala sempre no plural: "apesar de mortos fazemos mais um ano".
Mas ainda há quem continue a mandar parabéns!...
Como diria o Gabriel Alves que, por alguma razão insondável, fala sempre no plural: "apesar de mortos fazemos mais um ano".
A crise também é culpa nossa. Querem continuar?..
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| A pose de Passos Coelho, o triunfo da modernidade, um político de cara mais nova, adepto do Capital financeiro especulativo. É preciso mudar algo para que tudo fique na mesma. |
Quem, como eu, teve a pachorra de aguentar (isto é duro…) e não esteja atento aos “rumores do país”, ao ouvir
Passos, o coiso de serviço do CDS e o coiso de serviço do PSD, até está sujeito a esquecer-se que vivemos um período miserável, um tempo de saque aos
mais fracos por parte de uma classe de marginais abrigados e protegidos nessas
organizações de malfeitores designadas de partidos políticos.
Que me lembre, desde 2011
para cá, vivi o período mais negro da minha vida.
Responsabilidade de quem nos governa e vive da política?
Também mas, não só.
A responsabilidade maior é
de quem corre a eleger sucessivos governantes sabidos de antemão mentirosos,
vigaristas e incompetentes, mesmo após avisados e conhecedores do perfil de
quem se apresenta a eleições sem outra valia que o discurso de vendedor de
carros em segunda mão.
O actual chefe da banda,
não tem currículo, não tem provas dadas, não tem experiência, não tem
competência e, como já o demonstrou, é compulsivamente mentiroso, tal como o
seu antecessor.
Isto não novidade: o
currículo, já o não tinha quando se apresentou a eleições e, ainda assim, foi
eleito por maioria.
O senhorito que,
democraticamente, nos governa desde 2011, nascido em 1964, concluiu em 2001, com 37 anos
de idade, uma manhosa licenciatura em economia numa universidade privada. Até
aos 40 anos de idade, não se lhe conhece qualquer actividade produtiva,
qualquer contributo ao país, qualquer acto que o capacite para a função que
ainda desempenha e, depois de Outubro, quer continuar a desempenhar. Foi
dirigente partidário ou seja, viveu dos contribuintes e dos messias que
investem nos partidos com o fim de obter os devidos retornos quando o partido
chega ao poder.
O amigo Ângelo Correia,
incluiu-o nas folhas de pagamentos de uma série das suas empresas dedicadas aos
negócios ambientais, negócios que como sabido, estão sempre encostados ao
estado o que, de facto significa, pagos pelos contribuintes.
É este, o currículo do
homem que, dizem, governou o país nos últimos quase 4 anos. Um cábula que, sem
qualquer ocupação laboral, conseguiu terminar uma licenciatura num
estabelecimento privado com 37 anos de idade!
Quando se candidatou, este
era o seu passado. Não se vislumbrava onde poderia ter adquirido as
competências necessárias ao cargo de primeiro-ministro.
Mas, isso para a
generalidade do rebanho eleitor foi irrelevante: elegeu-o como teria elegido outro qualquer se
ele, em 2011, fosse candidato pelo PSD.
Agora, em 2015, quando estamos
quase todos lixados - e bem lixados -, querem continuar?..
"Passos Coelho não sabe se a História o absolverá"...
Ele lá saberá porquê...
Ele está a ser o intérprete e o executor dos desígnios do novo imperialismo alemão e dos parasitários grupos económicos nacionais.
"Passos Coelho não sabe se a História o absolverá"...
Ele lá saberá porquê...
Ele está a ser o intérprete e o executor dos desígnios do novo imperialismo alemão e dos parasitários grupos económicos nacionais.
O debate na Assembleia da República, em directo…
Ao assistir ao debate que, neste preciso momento está a
decorrer, vejo um Passos a falar a pensar que está na moda e que todos os
portugueses não passam de uns tolinhos!
Do meu ponto de vista devia de ter vergonha…
Continua o mito urbano…
“As pessoas com mais baixos rendimentos não foram afectadas”.“Este governo não aumentou o IVA”. “Não houve cortes no subsídio de desemprego.”
– disse sem corar…
Chamo-lhe com todas as letras: MENTIROSO.
Pouco deve afectá-lo, pois deve sentir-se bem com essa roupa…
Será que as pessoas, os
portugueses futuros votantes, têm a mesma opinião?..
Será que neste país vale tudo?..
Este governo, também ao contrário do que acabo de ouvir da boca de Passos, também não se pauta, nem se pautou, pelo cumprimento da lei. Nomeadamente, a Constituição.
Mas os portugueses é que sabem o que querem fazer das suas vidas...
Há dias assim...
Quadrilha, de Carlos Drummond de Andrade
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
Em tempo.
Hoje é sexta-feira.
Na Figueira, há dias assim, vazios, como na Quadrilha do Carlos Drummond de
Andrade: todos têm, efectivamente, nada.
Menos a Lili.
Sobrou-lhe
o tal J. Pinto Fernandes.
Contudo, amanhã é outro dia: sábado.
Espero que Costa, se abandonar a política, se dedique à comédia. Acho que tem jeito...
Paulo Portas é o protótipo do político populista. Zurzi-lo por
isso e opor-lhe Passos Coelho ou Costa como antonímia é um rematado disparate:
nessa matéria, Portas é o mestre. Uma campanha eleitoral de Portas tem a mesma
base de uma campanha eleitoral de Passos ou Costa - está lá dentro toda a
América Latina.
«Este país é católico!»
Um Juiz é um presidente como os outros, não é um insensível…
O presidente da Câmara assumiu, que violou a Lei dos compromissos: "estamos a assumir a ilegalidade porque a lei está mal feita".
Reacção de Miguel Almeida: "não estava à espera de ouvir isto de um juiz"!..
Reacção de Miguel Almeida: "não estava à espera de ouvir isto de um juiz"!..
quinta-feira, 18 de junho de 2015
Estaremos a meio duma ideia genial?..
Escorrega insuflável de 300 metros vai ligar marginal à praia
A cidade da Figueira da Foz vai receber nos dias 26 e 27 de julho um escorrega insuflável com mais de 300 metros de comprimento, que vai ligar a marginal à praia, anunciou hoje o executivo municipal.
O vereador João Portugal explicou à agência Lusa que a estrutura, que será montada na esplanada Silva Guimarães, atravessa a marginal, junto à Torre do Relógio, e termina para lá do meio da praia, num local onde se concentrarão vários pontos de animação e de "fast food".
"Vai ser uma construção especial para aproveitar o enquadramento do extenso areal da praia da Figueira da Foz", disse o autarca, responsável pelo pelouro do Turismo, que espera atrair à cidade "entre 10 a 20 mil pessoas".
A primeira edição em Portugal do "City Water Slide", um evento nascido nos Estados Unidos, com um escorrega gigante, vai acontecer na cidade do Porto, na Avenida 25 de abril, a 4 e 5 de julho, seguindo-se Lisboa a 11 e 12 de julho, no Parque Eduardo VII.
Além de Figueira da Foz, que será a única cidade portuguesa a montar o escorrega na zona de praia, também Portimão, Viseu e Vila Real devem acolher o escorrega gigante.
Segundo João Portugal, os bilhetes custam cinco euros, embora os pacotes familiares ofereçam acesso a descidas ilimitadas.
O autarca adiantou ainda à Lusa que nos dias 11 e 12 de julho (sábado e domingo), em que a Figueira da Foz acolhe o RFM SOMNII - O Maior Sunset de Sempre!, na Praia do Relógio, o comércio e a restauração vão estar abertos excepcionalmente durante as 24 horas.
Esta medalha ainda pode vir a dar um filme...
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| imagem sacada daqui |
Tal só foi possível, porém, porque existe liberdade – a tal
liberdade que os mais jovens consideram natural e os mais cotas ostentam como
uma conquista.
A proposta acabou por ser aprovada por maioria, apenas, com uma
abstenção.
A grande vantagem em democracia é podermos ter reuniões à
porta aberta – na Figueira isso infelizmente só acontece uma vez por mês – para
podermos ouvir e analisar as mais
diversas opiniões organizadas, mais ou menos virulentas, mais ou menos
assertivas, mais ou menos coloridas, mais ou menos cínicas.
A grande vantagem da democracia é podermos ter acesso à
liberdade, através da livre expressão de opiniões diversas, que se confrontam,
e da afirmação dos espíritos críticos que, sem reserva mental, criam espaços de
confluência, mesmo quando no ruído imediato tudo parece ser divergência.
Mas, isso já tem a ver connosco: é um labirinto que cada um
de nós pode entender melhor se for capaz de reflectir um pouco.
Na minha opinião – e é precisamente por isso que desde o início estou contra o encerramento de uma reunião camarária mensal, cuja responsabilidade cabe a José Ataíde e aos seu fiéis vereadores – há tudo a ganhar com a
democracia e a transparência, e nada se perde, com o exercício da liberdade.
Mas, atenção: a democracia exige exercício e prática.
A democracia é um lugar que, por ausência do exercício da
liberdade, se pode tornar a antecâmara da tirania.
A história ensina-nos que a democracia é muito sensível e delicada.
Confesso que estranhei que, hoje, ao ler os jornais distritais
com páginas sobre a Figueira e notícias sobre a reunião camarária de realizada ontem, não tenha visto nada sobre um assunto que tanta
polémica deu: a atribuição da medalha à Lusiaves… "Balanço" dos espectáculos de La Féria no CAE - do presidente Ataíde, do vereador Miguel e o meu
João Ataíde: "20 490 pessoas viram as 28 sessões apresentadas. Para uma primeira vez correu bem. A comparticipação da autarquia ficou-se pelos 30 000€. Há a pretensão da companhia de repetir".
Miguel Almeida: "balanço positivo. Este é o caminho para uma estrutura de dimensão regional".
Lamento:
"Marina Mota e José Raposo já tinham tentado levar os seus espectáculos ao CAE e não conseguiram".
O meu:
1. O que é que La Féria já fez, que Marina e Raposo ainda não conseguiram fazer na Figueira?
2. La Féria, já apresentou os seus espectáculos no CAE.
Marina e Raposo têm essa cena na lista de “coisas para fazer”.
Miguel Almeida: "balanço positivo. Este é o caminho para uma estrutura de dimensão regional".
Lamento:
"Marina Mota e José Raposo já tinham tentado levar os seus espectáculos ao CAE e não conseguiram".
O meu:
1. O que é que La Féria já fez, que Marina e Raposo ainda não conseguiram fazer na Figueira?
2. La Féria, já apresentou os seus espectáculos no CAE.
Marina e Raposo têm essa cena na lista de “coisas para fazer”.
Há uma luz que não se apaga...
Portugal em 5º lugar entre os 38 países mais corruptos.
Ainda temos muito caminho para percorrer. Ainda temos Croácia, Quénia, Eslovénia e Sérvia, Índia e Ucrânia, à nossa frente...
Ainda temos muito caminho para percorrer. Ainda temos Croácia, Quénia, Eslovénia e Sérvia, Índia e Ucrânia, à nossa frente...
Os assadores: a "estória" de uma verdadeira questão fracturante na Figueira, desde 2010, contada em imagens
quarta-feira, 17 de junho de 2015
Vergonha: 120 000 mil euros valem tanto como uma vida dada para tentar salvar o seu semelhante?...
Acabo de assistir em directo, via net, à aprovação da proposta da maioria socialista sobre a atribuição da medalha de altruísmo em prata dourada ao Grupo Lusiaves.
A proposta passou apenas com uma abstenção.
A meu ver, é um insulto à memória de quem apenas a recebeu por ter perdido a vida a tentar salvar o seu semelhante.
A proposta passou apenas com uma abstenção.
A meu ver, é um insulto à memória de quem apenas a recebeu por ter perdido a vida a tentar salvar o seu semelhante.
Os portugueses têm falta de confiança ou realismo?
Eng. Daniel Santos, hoje no DIÁRIO AS BEIRAS.
“De acordo com as conclusões de um estudo recente, Portugal é um dos países europeus com os mais baixos índices de confiança.”
Em tempo.
A confiança vem da esperança.
Que português, mesmo que seja um lutador de sonhos, pode ter esperança, neste momento, se só existe um caminho para trilhar pelo seu País e se esse caminho está coberto por pegadas de fantasmas?
“De acordo com as conclusões de um estudo recente, Portugal é um dos países europeus com os mais baixos índices de confiança.”
Em tempo.
A confiança vem da esperança.
Que português, mesmo que seja um lutador de sonhos, pode ter esperança, neste momento, se só existe um caminho para trilhar pelo seu País e se esse caminho está coberto por pegadas de fantasmas?
Ana Pimentel vence Prémio de Jornalismo Económico
![]() |
O reitor da Universidade Nova de Lisboa, António Rendas, com
Ana Pimentel, jornalista do Observador
Foto PAULO ALEXANDRINO
|
Ana Pimentel, uma covagalense, jornalista no Observador, foi
distinguida na categoria "Mercados Financeiros" pelo artigo "Engenheiros, matemáticos, físicos. O dinheiro também está nas mãos deles". O prémio foi entregue ontem, terça-feira.
O segredo do meu universo: imaginar...
Realiza-se hoje,
pelas 16H00, a reunião de
câmara aberta ao público.
Vai ser uma sessão repleta de interesse.
Para além de outros assuntos, a votação da alteração do nome da Freguesia de Buarcos é um dos assuntos da agenda, cumprindo um procedimento meramente formal. Recorde-se que a Assembleia de Freguesia, a Assembleia Municipal e o Parlamento já se pronunciaram favoravelmente sobre a proposta. Assim, a Freguesia de Buarcos e São Julião passa a ser o nome desta área administrativa, depois da Assembleia da República voltar a pronunciar-se, para a nova designação poder ser publicada no Diário da República.
Nesta reunião vai ainda ser votada a proposta da maioria socialista sobre a atribuição da medalha de altruísmo em prata dourada ao Grupo Lusiaves.
Vai ser uma sessão repleta de interesse.
Para além de outros assuntos, a votação da alteração do nome da Freguesia de Buarcos é um dos assuntos da agenda, cumprindo um procedimento meramente formal. Recorde-se que a Assembleia de Freguesia, a Assembleia Municipal e o Parlamento já se pronunciaram favoravelmente sobre a proposta. Assim, a Freguesia de Buarcos e São Julião passa a ser o nome desta área administrativa, depois da Assembleia da República voltar a pronunciar-se, para a nova designação poder ser publicada no Diário da República.
Nesta reunião vai ainda ser votada a proposta da maioria socialista sobre a atribuição da medalha de altruísmo em prata dourada ao Grupo Lusiaves.
Em tempo.
Confesso o meu desconhecimento concreto e preciso do Regulamento da Medalha
Municipal da Câmara Municipal da Figueira da Foz.
Mas, uma condecoração como a que vai ser atribuída à
Lusíaves - a Medalha Municipal de Altruísmo - deve destinar-se a
galardoar quem revele espírito de sacrifício, coragem e abnegação.
Presumo ainda, que a Medalha Municipal de Valor e Altruísmo, deverá
ter os graus de ouro, prata e de cobre.
Presumo, finalmente, que o grau prata será conferido àquele que
pratique actos de grande risco, reconhecidos pelo valor e excepcional relevância e ainda ao
que havendo já sido agraciado com o grau cobre, pratique novo acto digno da
mesma distinção.
Pelos vistos, uma medalha de altruísmo, atribuída pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, é o que é.
Isto é, pouca coisa é.
Pelos vistos, uma medalha de altruísmo, atribuída pela Câmara Municipal da Figueira da Foz, é o que é.
Isto é, pouca coisa é.
terça-feira, 16 de junho de 2015
Voltaram as reuniões à porta aberta na câmara ou esta é a segunda reunião do mês de junho?...
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| imagem sacada daqui |
Vânia Isabel Baptista, deputada municipal e presidente da concelhia do CDS/Figueira.
Recorde-se.
Figueira da Foz, quarta-feira, 30 de outubro de 2013
“Pela primeira vez, depois do 25 de Abril de 1974, um executivo camarário PS, com maioria absoluta, tendo como presidente de Câmara o Dr. João Ataíde, votou, para passar a vigorara a partir daí, que os jornalistas e o público só possam estar presentes na segunda reunião de câmara do mês.
A “coisa” para ser
aprovada teve o voto a favor de João Portugal, Carlos Monteiro, João
Ataíde, Ana Carvalho e António Tavares,
as abstenções de Azenha Gomes e João Armando Gonçalves e um único voto contra,
o de Miguel Almeida. ..
Anabela Tabaçó, não participou nessa sessão.”
Para fazer um blogue interessante não basta um teclado, um processador de texto e um computador: é preciso ter talento - o talento deste “artista atento ao rumor do mundo” *…
Pedro Cruz e a exposição-panfleto
Quando, há uns anos, me debrucei sobre o já então notório
talento do jovem foto-jornalista Pedro Cruz, o que nele me chamou a atenção foi
que, entre outras coisas, ele não era bem-bem um jovem como os outros. O tempo
tem vindo a dar-me razão.
Neste tempo em que, por ignorância, egoísmo, medo do
compromisso ou estupidez natural, os jovens manifestam grande desprezo pela vida cívica e um quase
total desinteresse por tudo o resto, o jovem foto-jornalista é uma excepção
nessa espécie de abulia colectiva que contamina toda uma geração.
Em Janeiro deste ano, uma sua exposição de fotografia (um
alerta sobre a tragédia ambiental que é a desagregação do litoral costeiro a
sul da foz do Mondego) foi objecto de um alvar acto de censura na junta de
freguesia de S. Pedro, posteriormente reiterado em assembleia municipal pelo
garboso voto de qualidade do seu presidente. O argumento era que o jovem Pedro
teria inconfessáveis propósitos políticos.
Pois bem, Pedro acaba de dar de novo provas - não de talento
que isso ele já não tem que provar - mas de génio (engenho e orgulho). E um
exemplo, raro, de activismo cívico consciente, de cidadania generosa. Eu explico:
- em vez de simplesmente não “mexer” mais no assunto, ou de
as expôr noutro local mais permissivo ou tolerante, Pedro pegou nas fotos da
exposição censurada e, com a ajuda de alguns amigos - que fizeram a composição gráfica - concebeu e
pagou do seu bolso uma edição de quinhentos exemplares em papel e formato de
jornal da sua exposição maldita - o lançamento foi na Casa do Pescador, Costa
de Lavos, na passada Segunda-Feira, dia dos Oceanos.
Uma exposição-volante. Uma espécie de panfleto ilustrado que
distribui gratuitamente, com o objectivo de divulgar e sensibilizar o maior
número possível de cidadãos para um problema que ele acha que é de todos. Junto
a isto providenciou uma pequena caixa de pau-feita para recolher donativos, que
se compromete a desbaratar na aquisição de árvores, de cujo plantio metódico
depende a consolidação do areal da sua praia. No fim da “apresentação”, Pedro
Cruz proferiu: “a areia que quiseram atirar-me para os olhos faz muita falta na
praia de S. Pedro”. Segundo os jornais, foi a sua única declaração “política”.
Eu acho que este jovem é admirável. Na razão directa, e inversa,
da demissão massiva de todos os da sua geração.
A verdade porém é que se houvesse mais alguns como Pedro
talvez a arte neste país não fosse a pessegada da Joana Vasconcelos em grande
no Portugal dos pequenitos; talvez a literatura não fosse o desfile merdiático
de hugos-mãe e demais peixotos em sentimentais e monetários concursos Leya;
talvez a educação não fosse a ignóbil doutrinação nessa praxe obrigatória que é
o novo catecismo do empreendorismo; talvez a cultura não fosse esse
entretenimento triste; talvez a comunicação social não fosse o meio onde
triunfa este analfabetismo cínico e acanalhado; talvez a religião não fosse
esta idolatria e o futebol esta religião; talvez a economia não fosse esta
alarve transfega de escravos; talvez que um imbecil jamais pudesse ser eleito
deputado ou presidente de Câmara, de assembleia municipal, da República - ou
sequer de junta, em S. Pedro.
Que diabo, nem era preciso que todos tivessem o talento do
Pedro. Apenas um cagagésimo da sua consciência moral e da sua atitude cívica.
* Fernando Campos - "um artista que não come gelados com testa".
Só os gajos estúpidos é que comem gelados com testa.
* Fernando Campos - "um artista que não come gelados com testa".
Só os gajos estúpidos é que comem gelados com testa.
FESTIVAL DE PRODUTOS FRESCOS MERCADO MUNICIPAL ENG.º SILVA
Do vasto, interessante e variado programa - para melhor leitura clicar na imagem - destaco o regresso do baile na “Boate Couve”, como era conhecido este evento na minha juventude - anos sessenta do século passado.
A Praia da "Calamidade" (outrora da Claridade") ainda não tem nadador-salvador...
Já estamos no quarto dia da abertura oficial da época balnear
oficial e as praias da sede do
concelho ainda não têm vigilância total na área concessionada, por
falta de nadadores-salvadores.
Em declarações que hoje podem ser lidas no DIÁRIO AS BEIRAS, o comandante da Capitania da Figueira da Foz, Paulo Oliveira Inácio, recomenda “cuidados redobrados” aos banhistas, que, aliás, devem sempre respeitar as regras de segurança.
Enquanto este problema não for resolvido, a Bandeira Azul não pode ser içada na Praia do Relógio.
“Faltam nadadores-salvadores porque não houve cursos na Figueira da Foz. Já havia poucos e agora ainda há menos, porque os que iam fazer a reciclagem não foram, o mesmo acontecendo com os novos”, explicou ao DIÁRIO AS BEIRAS Tânia Pinto, do Clube de Surf e Salvamento, com sede na Figueira da Foz. Além disso, muitos dos estudantes que durante a época balnear vigiavam as praias deixaram de o fazer porque a remuneração auferida durante três meses impedia-os de se candidatarem a bolsas de estudo. Tânia Pinto garantiu, contudo, que, “se houver nadadores-salvadores disponíveis no clube, os concessionários podem contratá-los”.
“Temos nadadores-salvadores, mas alguns não querem trabalhar em determinados sítios e outros não querem ou não podem trabalhar a tempo inteiro”, salvaguardou a dirigente.
De harmonia com o jornal que temos vindo a citar, nas praias do nosso concelho os “banheiros” ganham 950 euros por mês e trabalham 40 horas por semana.
Em declarações ao mesmo jornal, o vereador Carlos Monteiro garantiu que “todas as praias com vigilância assegurada pela autarquia têm nadadores-salvadores”.
A época balnear continua até 15 de setembro. Este ano a Bandeira Azul atribuída a cinco praias do concelho. A saber: Relógio, Buarcos (nova), Quiaios, Leirosa e São Pedro.
“Temos mais uma Bandeira Azul, o que nos deixa satisfeitos”, sublinhou o autarca.
Além de ostentar a distinção máxima das praias portuguesas, Buarcos acumula a categoria de Praia Mais, atribuída às estâncias balneares equipadas com tiralô, que leva pessoas com problemas de mobilidade a banhos – este serviço funciona de 6 de julho a 5 de setembro. E, juntamente com a Leirosa, Quiaios, Relógio e São Pedro, também ostenta o símbolo de Praia Acessível, por ter passadiços de madeira que facultam o acesso à praia.
Em declarações que hoje podem ser lidas no DIÁRIO AS BEIRAS, o comandante da Capitania da Figueira da Foz, Paulo Oliveira Inácio, recomenda “cuidados redobrados” aos banhistas, que, aliás, devem sempre respeitar as regras de segurança.
Enquanto este problema não for resolvido, a Bandeira Azul não pode ser içada na Praia do Relógio.
“Faltam nadadores-salvadores porque não houve cursos na Figueira da Foz. Já havia poucos e agora ainda há menos, porque os que iam fazer a reciclagem não foram, o mesmo acontecendo com os novos”, explicou ao DIÁRIO AS BEIRAS Tânia Pinto, do Clube de Surf e Salvamento, com sede na Figueira da Foz. Além disso, muitos dos estudantes que durante a época balnear vigiavam as praias deixaram de o fazer porque a remuneração auferida durante três meses impedia-os de se candidatarem a bolsas de estudo. Tânia Pinto garantiu, contudo, que, “se houver nadadores-salvadores disponíveis no clube, os concessionários podem contratá-los”.
“Temos nadadores-salvadores, mas alguns não querem trabalhar em determinados sítios e outros não querem ou não podem trabalhar a tempo inteiro”, salvaguardou a dirigente.
De harmonia com o jornal que temos vindo a citar, nas praias do nosso concelho os “banheiros” ganham 950 euros por mês e trabalham 40 horas por semana.
Em declarações ao mesmo jornal, o vereador Carlos Monteiro garantiu que “todas as praias com vigilância assegurada pela autarquia têm nadadores-salvadores”.
A época balnear continua até 15 de setembro. Este ano a Bandeira Azul atribuída a cinco praias do concelho. A saber: Relógio, Buarcos (nova), Quiaios, Leirosa e São Pedro.
“Temos mais uma Bandeira Azul, o que nos deixa satisfeitos”, sublinhou o autarca.
Além de ostentar a distinção máxima das praias portuguesas, Buarcos acumula a categoria de Praia Mais, atribuída às estâncias balneares equipadas com tiralô, que leva pessoas com problemas de mobilidade a banhos – este serviço funciona de 6 de julho a 5 de setembro. E, juntamente com a Leirosa, Quiaios, Relógio e São Pedro, também ostenta o símbolo de Praia Acessível, por ter passadiços de madeira que facultam o acesso à praia.
segunda-feira, 15 de junho de 2015
Para rir ou chorar?..
"Uma anedota nacional", que tem sido contada pelos sucessivos governos!..
Depois da leitura da anedota, a escolha é vossa: querem rir ou chorar?
“…o que hoje se passa na gestão camarária cá do burgo”
"Lançam-se uns
conceitos difusos para o ar,
assinam-se muitos e diversos protocolos, convidam-se
muitos embaixadores, promovem-se vários concursos
de ideias, mas os resultados
tardam em chegar e já lá vão
6 anos.
Continuamos com a maior
taxa de desemprego do
distrito e com uma elevada
taxa de emigração. Mas,
ainda assim o presidente da
câmara anda feliz porque
somos o concelho que
mais exporta na região. É
claro que é importante ser o
concelho mais exportador,
graças a 4 ou 5 empresas,
mas não basta. Precisamos
como “de pão para a boca”
de criação de novas empresas. Somos um concelho
pouco industrializado para o
potencial que temos, apesar
das 4 empresas que estão
no top 50 das maiores empresas da região. Temos que
ser um concelho amigo do
investimento, com medidas
concretas, e não apenas no
discurso, se não queremos
passar ao lado da história."
Acabei de citar Miguel Almeida, vereador Somos Figueira, hoje no jornal AS BEIRAS.
Em tempo.
Cá no burgo, com esta crónica que transcrevo parcialmente, voltou a calma e tudo voltou ao normal.
Depois de menos de uma semana em que chegámos a pensar que estávamos todos empregados (João Ataíde sublinhou, na semana passada, que “a Figueira da Foz é o concelho mais empreendedor da região”) , eis que surge Miguel Almeida e, com a crónica acima, nos atira com a realidade à cara e nos tira a ilusão que o diligente, esforçado e abnegado presidente da Câmara nos tinha dado como uma realidade.
Eu sabia que cá no burgo há muita falta de emprego (desemprego é uma palavra pesada e na linguagem dos liberais já devia ter sido riscada do dicionário. Lembra a ideia de emprego. Para os liberais, recorda a desprezível ressonância de “emprego para toda a vida”. A ideia de constância e não de temporalidade. A ideia de permanência e não de ocasião. O presságio de uma realidade que se afasta da ideia de trabalho temporário. O fantasma da rigidez dos custos e da não flexibilidade. A imagem da instalação fabril, associada a um espaço físico e comunitário, a não-deslocalização. Esta política - a que hoje vigora em Portugal - foi iniciada no Portugal pós 25 de Abril pelo PS de Mário Soares, continuada por Cavaco e por Sócrates e levada aos limites por Passos e Portas... E há-de ser, se os votantes e Deus quiserem, continuada em breve por António Costa...) e também sei que a culpa não é, no essencial, deste executivo camarário.
E pronto, durante menos de uma semana João Ataíde vendeu-nos a ilusão de que fomos “o concelho mais empreendedor da região”.
Obrigado presidente pelo esforço em tentar elevar auto estima dos figueirenses - mas já deixámos de a ter há muito.
Acabei de citar Miguel Almeida, vereador Somos Figueira, hoje no jornal AS BEIRAS.
Em tempo.
Cá no burgo, com esta crónica que transcrevo parcialmente, voltou a calma e tudo voltou ao normal.
Depois de menos de uma semana em que chegámos a pensar que estávamos todos empregados (João Ataíde sublinhou, na semana passada, que “a Figueira da Foz é o concelho mais empreendedor da região”) , eis que surge Miguel Almeida e, com a crónica acima, nos atira com a realidade à cara e nos tira a ilusão que o diligente, esforçado e abnegado presidente da Câmara nos tinha dado como uma realidade.
Eu sabia que cá no burgo há muita falta de emprego (desemprego é uma palavra pesada e na linguagem dos liberais já devia ter sido riscada do dicionário. Lembra a ideia de emprego. Para os liberais, recorda a desprezível ressonância de “emprego para toda a vida”. A ideia de constância e não de temporalidade. A ideia de permanência e não de ocasião. O presságio de uma realidade que se afasta da ideia de trabalho temporário. O fantasma da rigidez dos custos e da não flexibilidade. A imagem da instalação fabril, associada a um espaço físico e comunitário, a não-deslocalização. Esta política - a que hoje vigora em Portugal - foi iniciada no Portugal pós 25 de Abril pelo PS de Mário Soares, continuada por Cavaco e por Sócrates e levada aos limites por Passos e Portas... E há-de ser, se os votantes e Deus quiserem, continuada em breve por António Costa...) e também sei que a culpa não é, no essencial, deste executivo camarário.
E pronto, durante menos de uma semana João Ataíde vendeu-nos a ilusão de que fomos “o concelho mais empreendedor da região”.
Obrigado presidente pelo esforço em tentar elevar auto estima dos figueirenses - mas já deixámos de a ter há muito.
Santana
Santana, em tempos, chamou incompetente ao então candidato do PS à Câmara de Lisboa, António
Costa.
Santana, em tempos,
chamou tendencioso ao ex-Presidente da República, Jorge Sampaio.
Santana, em tempos, elogiou
Cavaco Silva.
Santana, ontem, no jornal A BOLA elogiou Bruno Carvalho.
Santana, sempre o mesmo Santana, o tal que já fez mais pelo
PS do que a esmagadora maioria dos socialistas - jotinhas incluídos - em 41 de democracia…
Santana, sempre o mesmo Santana, o amigo dos jornais - quando há falta de notícias, lá está ele para
ajudar a vender papel.
domingo, 14 de junho de 2015
Junho na Figueira já não é o que foi….
Já gostei muito do mês de Junho na Figueira.
Isso aconteceu no
tempo em que o mês de Junho, na Figueira, tinha noites quentes e os cheiros das
flores do Jardim Municipal.
Na Figueira, era no mês de Junho que se começava a sentir no ar a animação da cidade e a aproximação da “época alta”, que se prolongava por Julho, Agosto e iria terminar em
Setembro com o Festival de Cinema.
Isso era no tempo em que o mês de Junho, na Figueira, tinha
noites quentes e os cheiros das flores do Jardim Municipal.
Na Figueira, no mês de Junho
começava a sentir-se a animação e todos queríamos ser felizes e sentíamos que podíamos conseguir
ir perto disso.
Hoje, na Figueira, Junho
já não tem noites quentes e até os cheiros das flores do Jardim Municipal - que no
mês de Junho se começavam a sentir no
ar, como pequenos vestígios da beleza à
nossa passagem por um espaço bonito e nobre como era então o Jardim da
Figueira - já não são os mesmos.
Hoje, na Figueira, no Jardim já nem um dos mais
bonitos coretos que conheci existe!
Hoje, na Figueira, sobrou Junho, o primeiro mês da desilusão e da nostalgia do tempo em que
o mês de Junho, na Figueira, tinha noites quentes e os cheiros das flores do
Jardim Municipal.
Na Figueira, Junho era então o mês em que se começava a sentir no ar a animação da cidade e a chegada da “época alta”, que se prolongava por Julho, Agosto e iria terminar
em Setembro com o Festival de Cinema…
Agora, na Figueira, apesar do que nos querem vender, vivemos uma farsa e não sobrará mais que as memórias, vividas e compreendidas por alguns, mas ao alcance de poucos.
Estamos em Junho de 2015, as noites frias tropeçam nos dias e enchem a cidade de petulância, vaidade, presunção e ignorância.
Estamos em Junho de 2015, as noites frias tropeçam nos dias e enchem a cidade de petulância, vaidade, presunção e ignorância.
10 de Junho, Dia de Camões e das Comunidades (VI)
No fundo, a Figueira é um local violento
A Figueira, é um lugar onde a triste realidade pode ser o outro nome do poder.
Em lugares como este, valores como seriedade, independência e dignidade constituem uma afronta e, sobretudo, uma ameaça para as chamadas elites políticas.
Ai de quem ousa mijar fora do penico e divergir do status quo… Sujeita-se ao boato, à maledicência e à calúnia de gente medíocre ligada ao poder - os chamados capachos - que nem sabem, sequer, o que é um vestígio de nobreza de carácter ou de independência intelectual.
Quem hoje tenta esmagar quem é livre, não se libertará amanhã. Permanecerá lacaio para sempre.
A intolerância de uns acabará por justificar o ressentimento dos outros. No fundo, a violência de todos.
Em lugares como este, valores como seriedade, independência e dignidade constituem uma afronta e, sobretudo, uma ameaça para as chamadas elites políticas.
Ai de quem ousa mijar fora do penico e divergir do status quo… Sujeita-se ao boato, à maledicência e à calúnia de gente medíocre ligada ao poder - os chamados capachos - que nem sabem, sequer, o que é um vestígio de nobreza de carácter ou de independência intelectual.
Quem hoje tenta esmagar quem é livre, não se libertará amanhã. Permanecerá lacaio para sempre.
A intolerância de uns acabará por justificar o ressentimento dos outros. No fundo, a violência de todos.
sábado, 13 de junho de 2015
Nem tudo o que parece é...
“Figueirenses, o que hoje são apenas ervas, amanhã será uma floresta. E no dia a seguir um novo parque da cidade. E no outro ainda aqui receberemos Nossa Senhora.”
Felizes os que acreditam.
Temo, contudo, que esta política da naturalização se estenda a todo o concelho. Na Serra da Boa Viagem, por exemplo, já senti sérias dificuldades em descobrir os parques de merendas que se escondem por baixo da vegetação. É o que se chama avançar com confiança. Será que neste caso o objectivo é mudar o estatuto de parque florestal para parque selvagem?
Felizes os que acreditam.
Temo, contudo, que esta política da naturalização se estenda a todo o concelho. Na Serra da Boa Viagem, por exemplo, já senti sérias dificuldades em descobrir os parques de merendas que se escondem por baixo da vegetação. É o que se chama avançar com confiança. Será que neste caso o objectivo é mudar o estatuto de parque florestal para parque selvagem?
RICARDO SANTOS
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