sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Mensagens presidenciais...

"Devo ainda referir que circunstâncias várias, para que, felizmente, não concorri, fizeram diminuir a minha movimentação e o número de presenças em cerimónias inaugurais e comemorativas. Mesmo assim não estive demasiadamente parado". 

Janeiro de 1974. Américo Tomás "dixit"...

"Rejeito em absoluto uma ideia demagógica e populista, que alguns pretendem incutir na opinião pública, segundo a qual os partidos e os seus dirigentes se alheiam dos interesses do país e das aspirações dos cidadãos. Devemos recusar o populismo e fazer um esforço de pedagogia democrática, tendo presente que os partidos políticos são essenciais para a qualidade da democracia e para a expressão do pluralismo de opiniões.

Mas esse esforço de pedagogia democrática só pode ser feito através da força do exemplo. Os partidos e os agentes políticos têm de demonstrar, pela sua conduta, que são um exemplo de transparência, de responsabilidade e de civismo para os Portugueses."

Janeiro de 2015. Cavaco Silva "dixit"...

“Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte, ou é tolo ou não tem arte”...

As coisas, neste novo ano, continuam simples em Portugal: desde o vulgar trabalhador até aos detentores dos cargos políticos, quando exercidos em exclusivo, continua a não ser possível enriquecer com os actuais salários. 
Por isso, não se pode aspirar a viver em médias casas, passear em médios carros e gozar médias férias - no fundo, usufruir de um nível de vida médio, com um salário, mesmo que seja de político. 
Não pode. 
Ponto. 
Quando assim acontece, quando não é lotaria, nem herança, nem bens próprios anteriores, ou a família a pagar, é outra cosia
E essa coisa não é boa. 

Esta coisa, evidente e percebida por qualquer português que tenha passado uma vida de trabalho em Portugal, não necessita de explicações, pois é fácil de entender. 
Mas, em Portugal, também temos a outra coisa - a classe dos milionários, uma classe pequena mas crescente... 

Guerra Junqueiroin Pátria -  deu a explicação.
"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, - reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta (...)  
Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados (?) na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira à falsificação, da violência ao roubo, donde provém que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro (...)
Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e estes, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do país, e exercido ao acaso da herança, pelo primeiro que sai dum ventre, - como da roda duma lotaria.  
A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas;  
Dois partidos (...), sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes (...) vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se amalgando e fundindo, a-pesar-disso, pela razão que alguém deu no parlamento, - de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar (...) “  

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Ano novo?..

A felicidade e a dignidade não passam por um estatuto conferido por um cargo político, um emprego ou o dinheiro do euromilhões... 
Muito menos, a felicidade e a dignidade passam por um carrão ou por cartões de crédito.
O ano prestes a finar-se, 2014, foi duro para a generalidade de todos nós. Ficámos mais pequenos, mais pobres, mais desesperados e mais à deriva.
O ano que hoje acaba, mostrou-me, mais uma vez, que a felicidade e a dignidade passam por outras coisas mais ao nosso alcance, mas não menos difíceis e importantes de alcançar. 
Nomeadamente, por andar de cabeça erguida e a coluna vertebral direita. 
Passam também por, em qualquer circunstância, tentarmos dar o nosso melhor.
O que sabemos que é difícil, pois vivemos numa sociedade - e numa cidade - em que o medo se transformou num instrumento ideológico ao dispor da classe dominante. 
Resta resistir.
Quem tem experiência de vida e memória sabe que já passámos por pior. 
Entretanto, fica o desejo do possível 2015 para todos.

Muito bem...


No último dia do ano o líder do PS foi a Évora para visitar José Sócrates no estabelecimento prisional de Évora, onde o ex-primeiro-ministro está em prisão preventiva. 
À saída, António Costa defendeu a existência de meios para a investigação poder executar o seu trabalho e a garantia dos direitos de defesa, tendo apelado a que se deixe a «justiça funcionar em todos os seus valores».

Uma história figueirense e portuguesa...

"Recentemente, o surfista Garrett McNamara pronunciou-se sobre as excelentes condições que a costa portuguesa oferece para a prática do surf. O recordista mundial opinou que há muitos talentos em Portugal, muitos surfistas que são muito bons, pelo que o país poderá em breve ter um campeão do mundo… “em ondas pequenas e em ondas gigantes”. Também afirmou que o vento aqui é complicado e que, em lado nenhum do mundo, chegam ondas tão grandes e com tanta frequência. Ouvi as suas declarações na televisão e logo me ocorreu a comparação com a actual situação do país e, em particular, da Figueira. Vieram-me à mente os nossos campeões, dispersos por esse mundo fora, na área do desporto, da ciência, da literatura, das empresas, no mundo do trabalho. Ultrapassando “ondas gigantes”. Como também a Figueira e as suas potencialidades, em particular na área que ele tão bem domina: o mar. Nas suas diversas vertentes. Também metaforicamente, senti os ventos adversos que sopram por estas paragens e as sucessivas ondas de austeridade que vêm afectando a generalidade dos portugueses. No final do ano e início do seguinte, faço votos que a reflexão de McNamara seja premonitória e que se dê início a um processo de reversão que vença as ondas gigantes e os ventos adversos. A solução está nas mãos de todos e de cada um de nós. Os problemas só se resolvem se os enfrentarmos, tal como o surfista enfrenta as ondas."

O texto é do Eng. Daniel Santos e foi publicado hoje no jornal AS BEIRAS. 
O título é da responsabilidade do autor do Outra Margem.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

O Paulo Portas tem as costas largas...



Enzo no Valência. 
Explicação do Benfica: 
"uma proposta irrevogável"...

Só nós dois é que sabemos...



Assim a vida passa vagarosa: /O presente, a aspirar sempre ao futuro: /O futuro, uma sombra mentirosa.*

"No início do próximo ano iniciar-se-ão as obras de requalificação do museu dr. Santos Rocha, de manutenção do CAE e do forte de Santa Catarina. Em suma, a passos sustentados, vencida a falência técnica de há cinco anos, a câmara reinicia uma nova vida."

Em tempo.
Citação do Dr. António Tavares, vereador PS, hoje, na sua habitual crónica das terças no jornal AS BEIRAS. 
* Título da responsabilidade do autor do Outra MargemUma citação de Antero de Quental, “Sonetos” (1860-62).

“Tudo existe. O que se Inventa é a descrição”

Joaquim Namorado e Guilhermina Namorado no dia do seu casamento.
Coimbra, 1942.
Para assinalar o Centenário do Nascimento de Joaquim Namorado, Vila Franca de Xira, através do Museu do Neo-Realismo, está a prestar a devida homenagem ao Poeta, contista e ensaísta.
A vida e o percurso de Joaquim Namorado decorreram num contexto e num tempo difícil: o Portugal fascista do século XX, tempo em que se agravaram as condições de vida do povo português.
As migrações rurais, na maioria no sentido de Lisboa, têm um peso enorme na vida do país. A instabilidade política e a guerra civil de baixa intensidade que se arrasta agravam a situação. A crise financeira, o advento do Estado Novo, a concentração capitalista têm consequências pesadas, fazendo com que os anos 30 e 40 do século XX em Portugal sejam de grande crise e pobreza para o povo português.
A situação das classes mais desfavorecidas, dos estratos mais vulneráveis da população era de tal maneira complicada e difícil que não podia deixar de chamar a atenção dos intelectuais daquele tempo em Portugal. Mais do que uma corrente intelectual, do que uma resposta a este ou aquele movimento artístico, mais do que a expressão de uma força política, o movimento neo-realismo foi a expressão de uma solidariedade, de uma tomada de posição perante o sofrimento agravado do povo português. Mário Dionísio disse que apareceu espontaneamente, não por encomenda deste ou daquele. Impôs-se o sentimento de dar conteúdo à arte, como demonstram as polémicas sobre o primado do conteúdo ou da forma na arte, bastante acesas e de inegável interesse.
Um observador atento, sem ideias pré-concebidas, confirma com facilidade que o âmbito do neo-realismo é bastante mais vasto do que muitas vezes se apresenta. Figuras como Ferreira de Castro, Aquilino Ribeiro e José Rodrigues Miguéis produziram obras que devem ser consideradas como fazendo parte da literatura neo-realista, sem qualquer espécie de dúvida. No cinema, por exemplo na fase inicial da obra de Manuel de Oliveira, denotam-se preocupações afins ao movimento.
E, ao contrário do que alguns tentam fazer crer, o neo-realismo não se pode reduzir a uma literatura regional, do Alentejo ou do Ribatejo. Não se pode esquecer a importância da revista Sol Nascente, fundada por estudantes do Porto e editada naquela cidade de 1937 a 1940, ou da Vértice, que aparece em Coimbra em 1942, entre outras publicações. E que o Novo Cancioneiro, também editado em Coimbra pela mesma altura, incluiu poetas de todo o país. Ainda em Coimbra são numerosas as publicações próximas do neo-realismo, a maioria, é verdade, de vida efémera: Altitude, Cadernos de Juventude, Síntese. Em Lisboa destaca-se O Diabo.
O neo-realismo cumpriu o papel de denúncia do sofrimento do povo português. Mostrou o papel que podem ter a arte e a cultura em geral na luta social e política. Não foi propriedade de ninguém, nem mesmo exclusivo de Portugal. Foi o contributo da cultura para apoiar o povo a que seus agentes pertenciam.
É neste contexto que a obra de Joaquim Namorado tem de ser vista: “um organizador colectivo, mais do que original; um poeta e um crítico de obra exígua; um militante que rebatia arte sobre a política e, em política, queria ser reconhecido pela sua ortodoxia”.

Conheci pessoalmente Joaquim Namorado, creio que no ano de 1978, devido ao projecto barca nova.
Em 1982, aparece em 3º. Lugar na lista APU concorrente à Assembleia Municipal da Figueira da Foz - e é eleito.
Em 1983, por iniciativa do semanário barca nova é lançada a ideia de uma “homenagem a Joaquim Namorado”.
Realiza-se a homenagem projectada pelo barca nova. Dela faz parte uma exposição sobre “O neo-realismo e as suas margens”, que depois será apresentada em Coimbra, Guimarães e Fafe, em versão simplificada.
O executivo da Câmara Municipal da Figueira da Foz cria o “Prémio Joaquim Namorado”, para ser atribuído a contos inéditos, invocando a acção cultural exercida por Joaquim Namorado no nosso concelho.
Em 29 de Janeiro é conferida a Joaquim Namoarado a Ordem da Liberdade – Diário da República nº. 62, 2ª. Série de 16/3/1983.
Seguiram-se outras homenagens. Recordo que a Assembleia Municipal de Alter do Chão, sua terra natal, em reunião de 4 de Fevereiro, por unanimidade, resolve associar-se à “Homenagem nacional prestada a Joaquim Namorado".
A Junta de Freguesia de S. Julião, delibera na sua reunião de 14 do mesmo mês no mesmo sentido.
A Assembleia Municipal e a Câmara de Coimbra atraibuem-lhe, por unanimidade, a Medalha de Ouro da cidade.
Por esse tempo, Joaquim Namorado era um Homem feliz. Por esse tempo, eu, como elemento de um colectivo que se chamava barca nova, também era um homem feliz.
Joaqui Namorado, o Joaquim Namorado com quem convivi e tive a felicidade de receber a sua amizade, ao contrário do que dizem não era um durão: era um ser humano do melhor que passou pela minha vida – e a quem estarei eternamente grato pelo muito que me ensinou.
A carta reproduzida, dirigida à sua esposa D. Guilhermina Namorado (Amor da Minha Alma/Joaquim Namorado - 1938. Carta escrita a prever  sua prisão: "esta carta, se te chegar às mão, significa que fui preso")  fala por si.
para ler melhor clicar na imagem 

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

O que faz a malta não ler... Mas, os amigos são para as ocasiões...

Ainda se lêem livros em Portugal?
Tenho sérias dúvidas.
Sei que existem profissionais da leitura, como o Marcelo Rebelo de Sousa, mas muito pouca gente já lê por ócio ou prazer.
Por isso, pelo menos para mim, é inexplicável que continuem a aparecer editoras, que as feiras do livro sejam um sucesso, que haja novos autores, que tantos livros sejam comprados.
O problema, se chegar a haver, será o facto disto ter rebentado, como rebentou a bolha do imobiliário...

Ponto da situação no Sporting resumido e abreviado...


"Após dez dias de absurda turbulência no Sporting, na sequência imediata da nossa vitória frente ao Nacional, apenas José Eduardo defende o despedimento de Marco Silva. Valeu a pena tanto barulho?"

Pedro Correia

A...

"As portas que a Revolução abriu têm 40 anos! E o povo saiu às ruas, para celebrar, para abrir a boca num país em que os homens passaram a comer as palavras. Somos livres, mas estamos tontos. Atordoados, pelo menos. Abril fez 40 anos, no verão quente derreteram-se os Espírito Santo e o inverno chegou com um ex-primeiro-ministro na cadeia. Nas quatro estações do ano, o regime ainda aprende a soletrar a palavra de-mo-cra-cia. Não falta liberdade, apenas não se respira a lucidez mordaz, a irreverência necessária, as provocações, simultaneamente irónicas e violentas, que nos obrigam a pensar, a olhar para além do óbvio. Nas portas que Abril abriu, a elite desapareceu e os intelectuais calaram-se. Estão calados, que é outra forma de morrer. Liberdade, mas condicionada: na primeira metade do ano a discutir como nos livraríamos da troika, na outra metade a assistir com perplexidade à derrocada."

Sopa de letras: 2014 de A a Z (parte I)

domingo, 28 de dezembro de 2014

O maior desejo de Passos e Portas para 2015...

afirmou um dia Salazar. Portanto, em 2015 bebam muito vinho.
Depois de 3 anos no poder, algo ainda falta para chegarmos ao Portugal de Passos e Portas: alterar a Constituição do nosso país.
Tanto assim é, que passaram praticamente 3 anos a dizer que a Constituição obstaculizou o crescimento da economia
Sendo assim - e assim foi... - estarão certamente tão certos quanto Salazar esteve, a partir do momento em que se apoiou na Constituição de 1933 para reestruturar uma economia que encontrou enfraquecida pela instabilidade dos governos republicanos. Claro que deixámos de ter a liberdade que nos permitia reclamar melhores condições de trabalho e de vida, mas isso foi apenas um pormenor...
Na verdade, como alguns sabem e recordam, o que foi isso comparado com o progresso económico de um país e com o enriquecimento daqueles poucos de cuja força empresarial sempre nos querem fazer crer que necessitamos, como se verificava antes de Abril de 1974 e temos vindo a recuperar, como se viu, agora, com o BES!
Em 2015, isso só vai depender dos portugueses e, sendo assim, tudo é possível...
Estar desempregado é sempre uma oportunidade.

Caminhadas matinais


Todas as manhãs ele vai andar, para perder peso e tristezas. 
Em relação ao primeiro objectivo tem boas hipóteses de averbar uma vitória.
Manhã cedo, vai ao Cabedelo pela beira mar e volta para trás. 
É quando a Aldeia, ainda um pouco langorosa, começa a receber os primeiros raios de sol. 
E assim começa ele o dia, todos os dias: entre o mar e a luz do mar.

Passagem de ano na Figueira


sábado, 27 de dezembro de 2014

PS, Somos Figueira e CDU concordam em mudar nome à freguesia de Buarcos

A proposta do grupo de trabalho para a mudança de nome da freguesia de Buarcos vai ser votada na próxima segunda-feira, na assembleia de freguesia. 
As três forças políticas com assento neste órgão (PS, coligação Somos Figueira e CDU) concordaram que deve passar a chamar-se Buarcos e São Julião. Os símbolos heráldicos também sofrem alterações, mas respeitam a identidade das duas freguesias, incluindo a bandeira, com duas faces. 
Recorde-se que a proposta de alteração do nome e dos símbolos heráldicos partiu da CDU, na sequência da agregação de São Julião por Buarcos, aquando da reforma administrativa, que reduziu de 18 para 14 o número de freguesias do concelho da Figueira da Foz. “Sinto satisfação [pela proposta conjunta], mas a título provisório, porque não abdicamos da reposição das antigas freguesias”, declarou Carlos Baptista, da CDU, ao DIÁRIO AS BEIRAS. 
Do lado dos socialistas também se respira regozijo. “O PS concorda com esta decisão. De resto, sempre defendeu, desde a campanha autárquica, uma solução que permita salvaguardar a identidade das duas comunidades”, disse Luís Ribeiro. 
Por seu lado, Carlos Tenreiro, da coligação Somos Figueira, defendeu que a proposta vem “pôr as coisas no seu devido local, fazendo uma reposição justa da situação, porque não fazia sentido o nome de São Julião desaparecer”.
A proposta, depois de aprovada pela Assembleia de Freguesia de Buarcos, tem de passar pela Assembleia Municipal da Figueira da Foz e pela Assembleia da República para também ser aprovada.

Via AS BEIRAS

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

E que tal dançar neste Natal?..

Espero que continuem a acreditar na bondade, na generosidade e na tolerância.
Espero que continuem a venerar a beleza das coisas, e que continuem a acreditar no respeito, acima de tudo, pelas pessoas. 
Espero que continuem, tal como eu, a acreditar que é para contribuirmos para que a vida de todos seja melhor que vale a pena viver. 
Espero que continuem a amar, a preservar e a respeitar a natureza. 
Espero que Portugal e o mundo caminhe no sentido do desenvolvimento. 
Espero que se perceba, finalmente, que sem a arte as nossas vidas perdem grande parte do seu encanto e sentido. 
Espero que, neste Natal, sobretudo, dancem, dancem muito... 
No próximo ano, quer queiramos, quer não, vamos dançar muito...
Entretanto, desejo o Natal possível a todos.

Docapesca

foto António Agostinho

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Copinho de leite laite, mas mentiroso...

Novo líder da JSD: "Não fomos nós que mandámos os jovens emigrar".

Postagem dedicada a quem desconhece a história da Figueira - no caso presente, o «ponto de partida» da requalificação do areal da praia....

Imagens sacadas do jornal barca nova - edição de 19 de Dezembro de 1980
Em tempo.
Para ver melhor, clicar em cima das imagens.
Recorde outros textos sobre este assunto clicando aqui.

Morreu o Camegim

Camegim, antigo avançado da Académica nos anos 70 e 80, morreu na segunda-feira com 61 anos de idade, revelou esta terça-feira o clube de Coimbra.

De acordo com o sítio da “Briosa” na Internet, Manuel Joaquim Grilo Guerra, mais conhecido como Camegim, representou o clube entre 1976 e 1978 e 1981 e 1984, tendo marcado mais de 40 golos com a camisola dos “estudantes”

Natural da Figueira da Foz e formado nas escolas da Naval 1.º de Maio - onde o vi jogar muitas e muitas vezes no então pelado do Bento Pessoa - o antigo avançado representou também o Beira-Mar, o Rio Ave, a União de Coimbra e terminou a carreira no Tocha.

Não há dinheiro...

...e como não há dinheiro, o que está à mão é pôr o dinheiro do suspeito do costume, o contribuinte, a pagar a ligeireza e a incompetência... 

Marques, mentes?

JOANA AMARAL DIAS 
Professora universitária
O Dr. Marques Mendes tem muito azar.

"Onde está uma empresa duvidosa, ele está. São vistos gold, imobiliárias, acções. Às vezes não se lembra muito bem de ter colaborado. Noutras ocasiões, explica que esteve mas pouco. Também já aconteceu ganhar milhões mas não saber como. A sua vida está cheia de mal- -entendidos, águas passadas. Trivialidades para um comum mortal. Pelo meio, só se pode concluir que há muitas sociedades recheadas de sócios importantes mas sem actividade ou muitos sócios importantes que se deixam associar porque acham que as sociedades estão inactivas e, embora possam gerir a coisa pública, disso de sociedades não percebem nada.

Isto é pessoal? Não, é político. O sistema está cheio de marqueses mentes, alimenta e alimenta--se deles, da casta que circula no triângulo das Bermudas que eclipsa o nosso dinheiro – governo, negócios e comunicação social (para defender os dois anteriores). Não, não é pessoal. É mais ou menos como o título do livro do próprio ex-ministro: É o estado em que estamos."

Natal...

"Quero lá saber que os tugas sejam muito generosos e solidários, sempre dispostos a contribuir em peditórios que enchem os bolsos dos merceeiros do Continente e do Pingo Doce.
Quero lá saber que os tugas adorem aliviar a consciência, brincando à caridadezinha. 
Qual é a importância desse gesto se depois reagem violentamente contra aqueles que fazem greves para defender o seu ganha pão (e às vezes os interesses  do país) e não terem de viver do subsídio de desemprego ( quando há...) nem da caridade dos outros?"

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Esta noite das 21 às 22 horas...

«Venha quem Vier», com António Agostinho, no FMR.
Esta noite, das 21 às 22h00, «Venha quem Vier» vamos até à «Outra Margem», com o blogger António Agostinho, com paragens obrigatórias nas memórias do Barca Nova, do PREC, da luta dos trabalhadores da Fontela e da erosão nas praias do sul do Concelho. 
Faz-nos companhia?
(Andreia Gouveia)

Recordando a mania das grandezas da elite local...

primeira página do jornal 
barca nova de 26 de de Junho de 1981 
A meu ver, para a elite local que ascendeu ao poder depois da implantação da democracia, que continua a gostar de tudo converter em negócio, a edificação de grandes obras representou sempre uma manifestação de megalomania.
Como a memória é curta, recordo que o ódio contra as monarquias se construiu, também, com este tipo de argumentos...
Se conhecermos, minimamente, a tradição local edificadora dos que acreditam numa dimensão superior da governação, a edificação desses projectos megalómonos não tinha por objectivo servir os figueirenses.
Recordo os ainda pouco distantes e “saudosos tempos de Aguiar de Carvalho e de Santana Lopes, dos objectivos grandiosos de um magnífico aeroporto, de um moderníssimo comboio TGV em monocarril a ligar Figueira a Fátima ou de um grandioso estádio para o europeu de futebol de 2004...” 
Confesso que foi o que agora senti com a apresentação do projecto para o reordenamento do areal urbano da Figueira da Foz e Buarcos, apresentado pelo arquitecto Ricardo Vieira de Melo, vencedor do concurso de ideias para esta zona de praia, lançado pela autarquia em 2011, nas palavras do presidente João Ataíde, “um ponto de partida para a municipalização desta zona tutelada por várias entidades.” 
Quem é velho, e consegue manter a memória, sabe que isto não passa de conversa da treta, que, aliás, já vem de muito longe.

A talhe de foice, recordo uma célebre reunião de 18 de Junho de 1981 realizada no auditório do Museu Municipal, por iniciativa do executivo camarário de então, para debater o "Projecto da marginal oceânica".
Recordo que a noite estava bastante quente. Dentro das sala abafava-se. Mesmo assim, e a constatar o interesse que para os figueirenses sempre teve a urbanização daquele imenso areal (o areal tornou-se naquele monstro após a construção dos molhes que fixaram a barra), estiveram presentes mais de cem pessoas.
O Presidente da Câmara abriu a sessão. Depois de apresentar a mesa que ia dirigir os trabalhos (além dele, era formada pelo engº Muñoz de Oliveira, Director-Geral dos portos; eng. Nelson Gomes e arquitectos Alberto Pessoa e Mário Pereira da Silva), proferiu algumas palavras  introdutórias breves ao assunto que se ia debater.
O eng. Muñoz de Oliveira usou a seguir da palavra para fazer um resenha sobre a alteração das correntes marítimas na costa portuguesa e as respectivas transformações que daí advieram.
Os arquitectos Alberto Pessoa e Mário Pereira da Silva forneceram algumas informações sobre o projecto popularmente conhecido como de urbanização do areal da praia.
De forma sucinta recordo e realço os seguintes pontos.
Dos (então existentes) 680 metros do areal da praia, só poderiam ser aproveitados para este projecto 350; não se encontrava prevista a construção de nenhuma avenida no areal da praia, por não se verificarem condições de segurança para a sua protecção posterior à fúria do oceano. A única via a instalar no local ligaria a Ponte do Galante ao Forte de Santa Catarina, ficando paralela à Avenida 25 de Abril; no local seriam erguidas algumas construções: parque infantil, campos de jogos, zona comercial, piscinas, coreto, etc.. Ali, ficaria também instalado o Pavilhão de Congressos. Ainda segundo o que foi sublinhado na altura, o acesso  de peões a esta nova área urbanizada far-se-ia através de túneis subterrâneos, que seriam implantados na marginal.
A terminar, o dr. Joaquim de Sousa, presidente da Câmara na altura, referiu que este projecto poderia sofrer algumas alterações de pormenor.
Na ocasião foi dito pelo dr. Joaquim de Sousa que esta obra iria ser construída a longo do prazo.

Percebem agora o "Blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá, blá... ou um caso clínico?.."
No fundo, na Figueira nada de novo acontece... 
A história, simplesmente, repete-se... 

Quem tem mais influência sobre o Conselho Geral da RTP?..

"Para Poiares Maduro é o Bloco de Esquerda"!.. 
As rasteiras que a vida nos passa!..
A figurinha que um ministro faz, por andar por aí, com a benevolência dos "jornalistas", a dizer baboseiras ao nível dos comentários nas caixas de comentários dos jornais online! 
E o mais verdinho deles, logo havia de ser o maduro!..

domingo, 21 de dezembro de 2014

Bom Natal

Encontramo-nos na época de usar e abusar do Natal.
Este, é o momento do ano em que o exercício da hipocrisia, ou do supérfluo consumismo, é usado e abusado.
Contudo, não podemos generalizar.
Ainda quero acreditar que existam pessoas preocupadas genuinamente com o seu semelhante - próximo ou distante.
Gostaria que este fosse o tempo para dar ânimo e conforto aos fracos e para dar visibilidade a minorias silenciadas e oprimidas.
Mas, sei que depois deste hiato, a partir de janeiro tudo vai continuar na mesma.
Até ao próximo Natal.
Não me movendo por nenhuma fé, ficam os votos de um Bom Natal.
Sobretudo, para o quem quiser viver ou desejar viver no próximo ano "DOZE NATAIS*".


LOURDES DOS ANJOS - IN NOBRE POVO - EDIÇÕES GAILIVRO