Chegou a hora dos porta-aviões, das fragatas e dos submarinos avançarem... "Este é um momento decisivo. O país tem que responder a este ataque dos mercados.”
Resta é saber como?...
Quem conheça, minimamente que seja, a história da Cova-Gala, sabe que sempre foi uma aldeia pobre e periférica. A vida local, virada para o mar e para a América (eram até há poucos anos atrás, as nossas grandes aventuras), o que ficou a dever-se, apenas, à insustentabilidade de cá viver.
Oito mercados portugueses estão em vias de classificação pelo ministério da Cultura.


Via rádio, acompanhei a cerimónia oficial do 25 de Abril.
Confesso, que não escutei com grande atenção os discursos dos políticos. Excepção, diga-se em abono da verdade, às palavras de José Pedro Aguiar-Branco, talvez o melhor discurso que, alguém do PSD, alguma vez fez nas comemorações do 25 de Abril ...
Mas, quando José Sócrates, em directo, respondeu às perguntas dos jornalistas, aí, procurei não perder pitada.
Por isso mesmo, ouviu-o dizer “ter encarado o discurso do Presidente da República como portador das palavras que são necessárias ao país”.
Como escutei, em directo, e depois confirmei na net, “o Presidente da República criticou, este domingo, durante o seu discurso do 25 de Abril, os salários e prémios dos gestores.” Disse Cavaco: «a sociedade é hoje mais justa do que há 36 anos. No entanto, persistem desigualdades, pobreza, exclusão, indignas da memória dos que fizeram a Revolução. A injustiça é tanto maior quanto nos deparamos quase todos os dias com casos de riqueza imerecida que nos chocam».
Cá está, porque em parte, Abril ainda está por cumprir: se Cavaco Silva, Presidente da República, e José Sócrates, Primeiro-Ministro, sabem do escândalo e não fazem nada (ou não podem...), como é que o Povo dá volta a isto?...
Eu sei, que é impossível alcançar tudo o que sonhamos, mas já estou como Jorge Sampaio, um ex-Presidente da República. “Não estou nada satisfeito com a qualidade desta democracia”.
Será, como defende o quase meu conterrâneo e Capitão de Abril, Vasco Lourenço, que "precisamos de um outro 25 de Abril pela justiça social"?...
“Recortes da Aldeia”, a primeira Exposição Fotográfica do meu colega de blogue Pedro Cruz, inaugurada em 28 de Janeiro p.p., continua aberta ao público no Núcleo Museológico do Mar, em Buarcos, até ao final do próximo mês de Maio.
“Os genes seguem caminhos ínvios, confesso que não me imagino com coragem para desafiar alguém para disputa de morte, mas porque não encontro um contendor à altura; iria lutar com Miguel Almeida, Lidio Lopes ou com João Portugal e António João Paredes?! O problema da honra colocar-se-á alguma vez? Estão a imaginar algum destes políticos a defender fervorosamente os interesses dos figueirenses contra a intenção de aumentar o preço dos alugueres dos contadores, como aconteceu na Lisboa de 1925 por decisão da poderosa Companhia de Gás e Electricidade?”
Acabei de ler num jornal que estava em cima duma mesa do café onde tomei a bica, que o ainda presidente da concelhia do PS figueirense, vai entrar amanhã em funções como administrador do Hospital de Ovar.