domingo, 8 de novembro de 2020
Caríssimos membros da assembleia de freguesia de Quiaios do PSD e CDU: estão à espera de quê para se demitirem em bloco e acabarem de vez com esta palhaçada?
Oficinas da CP voltam a reparar comboios na Figueira da Foz
As oficinas da CP na Figueira da Foz foram encerradas em novembro de 2011. Na altura, empregava 34 trabalhadores, 10% dos 340 que ali chegaram a exercer funções em 1980.
Este grupo oficinal estava sob gestão da EMEF – Empresa de Manutenção de Equipamento Ferroviário, criada em 1993.No início deste ano a empresa foi reintegrada na CP – Comboios de Portugal, de modo a evitar redundâncias e agilizar a manutenção e reparação do material circulante.
Em Janeiro passado reabriu a oficina de Guifões, em Matosinhos. Na oportunidade, Nuno Freitas, presidente da CP, anunciou a criação de 140 novos postos de trabalhos até ao final de 2021, 90 dos quais qualificados.
Agora, a CP reabriu as oficinas na Figueira da Foz...

"Recato", aconselha Costa...
A Figueira não está condenada...
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| Foto Pedro Agostinho Cruz |
Todos somos políticos.
Não tomar posição
política é, pelo menos desde Aristóteles, uma escolha política.
Por muito que nos
queiramos fazer de politicamente mortos, desinteressados, santinhos,
oportunistas, inocentes, ou parvos, acabamos sempre por contribuir para
representar um papel importante no espectro social e do poder, mesmo quando nos
proclamamos «apolíticos» ou sem ideologia.
É claro que, a meu
ver, tanto a política activa, empenhada e militante, como o exercício da cidadania têm
de passar por causas e princípios éticos e morais.
Num e noutro caso, tem
de haver decência, no sentido mais puro do conceito: o da dignidade, o da
correção, o da civilidade e o da honradez, que se definem, é certo, num plano
ético abstrato, mas que permitem um vasto leque de comportamentos, pautados
pelos princípios básicos do convívio humano.
A Figueira, a tal serôdia Rainha das praias de Portugal, é uma cidade intimamente associada ao passado. Tem vida, tem história e tem lenda.
Porém, estando garantido tudo isso, é responsabilidade
colectiva dar-lhe um futuro. E o futuro terá de passar por uma Figueira
cosmopolita, vibrante, ambiciosa, capaz de criar e de aproveitar as
oportunidades que se lhe oferecem, e de ombrear, ou mesmo ultrapassar, com as
cidades da mesma dimensão, mas mais desenvolvidas da região e do país.
Isso passa por uma visão de progresso e modernidade, respeitando
as pessoas que cá nasceram, cá viveram, cá vivem, ou aquelas que, estejam onde
estiverem, se sentem de alguma forma ligados à Figueira.
É fundamental a fixação de empresas e criação de emprego, justiça social, inclusão e participação, bom uso dos recursos naturais, digitalização e universalização de serviços ao cidadão.
É imprescindível,
antes de mais, criar riqueza para fixar e atrair talentos. Só assim Figueira
pode aspirar a ser um concelho competitivo e desenvolvido.
Como sabemos, nas últimas décadas muitos jovens abandonaram
a cidade quando concluíram a sua formação. Por isso, é imprescindível o
investimento que traga à cidade vida e futuro para esses jovens.
A actual pandemia, com o teletrabalho, acelerou a transição para o mundo digital, antecipando uma evolução inexorável. As empresas modernas vão apostar, cada vez mais, em políticas de teletrabalho. Se, no passado, a Figueira falhou na captação de iniciativas empresariais, no futuro tem uma oportunidade de ouro de garantir o regresso de quadros ligados à cidade por laços familiares ou afectivos.
A crise pandémica trouxe-nos tempos difíceis do ponto de vista económico e social: hoje, é ainda mais evidente que a Figueira tem de ser uma cidade solidária e inclusiva.
Nenhuma comunidade moderna atingirá a plenitude com
as desigualdades económicas e sociais que a Figueira ainda tem.
São necessárias políticas de erradicação da pobreza, com particular foco nos mais jovens e nos mais idosos. O direito à habitação digna tem de ser assegurado. São precisas medidas corajosas de combate ao desemprego, ao emprego precário e à solidão.
Solidariedade, inclusão, justiça
social e democracia, devem ser pilares maiores de uma política de
desenvolvimento de uma cidade e de um concelho como a Figueira.
Temos pela frente, para além da pandemia, outro desafio
enorme na Figueira: o grave problema das alterações climáticas, que não podemos
deixar, sem mais, às novas gerações.
A Figueira, tem de ser cada vez mais uma cidade verde e ambientalmente responsável. A solução das questões globais começa no contexto local: a boa qualidade da água, do solo e do ar, o combate ao desperdício e a boa gestão energética, a luta contra a erosão costeira têm de ser preocupações básicas da gestão camarária, com medidas concretas e eficazes, e não com iniciativas para o faz de conta e para a fotografia.
Um desenvolvimento sustentável implica também uma mais
harmoniosa ligação entre o centro urbano e a periferia com oferta de transportes
acessíveis.
Um bom acesso à Internet é hoje condição indispensável
de desenvolvimento: a Figueira tem de ser cada vez mais digital e eficiente. A
cobertura total do concelho em fibra óptica, assim como uma cobertura de wifi
em espaços públicos é urgente.
A Figueira necessita de melhores serviços públicos.
Para isso, é necessário garantir o investimento necessário.
Escolas, Serviços de Saúde, Serviços Camarários, têm de ter mais qualidade e
proximidade com os figueirenses.
É necessário criar a rede que caracteriza as cidades
inteligentes, de modo a assegurar a melhor funcionalidade dos serviços e uma
gestão moderna do município. Usando recursos digitais ir-se-á mais longe no
combate à lentidão e à burocracia, e ganhar-se-á na rapidez, facilidade e
conveniência dos serviços às pessoas.
A Figueira, apesar das dificuldades e a gestão incompetente que dura há décadas, não está condenada ao subdesenvolvimento e ao atraso. A Figueira pode ter futuro. Isso, porém, passa em primeira instância pelos figueirenses.
Contudo, será que eles querem?
Biden derrota Trump e é o 46º presidente eleito dos Estados Unidos
André Ventura sobre Biden: "Temo que tenha vencido a voz das minorias que preferem viver à custa do trabalho dos outros".
Para os simples e ingénuos, como eu, é sempre surpresa ver pulhas com protagonismo social e poder político. O pulha é pulha porque se sente impune.
Pode ser este Trump com uma espantosa carreira de vigarices, um autarca local, um anónimo qualquer a mandar lixo para uma caixa de comentários.
O pulha só respeita uma lei: a do vale tudo. Pelos vistos, a prática dessa anomia vai trilhando caminho, não só nos Estados Unidos e na Europa, mas também em Portugal.
A pulhice é um factor que explica maioritariamente o que vemos acontecer no que se chama “fazer política”.
Quem faz acordos políticos com um partido dirigido por uma pessoa que se mostra sósia de Trump, disponível e interessada em violar direitos de outras pessoas e em transformar Portugal num espaço selvagem e de uma desumanização cada vez maior e mais perigosa, não tem atenuantes.
Cito Ana Sá Lopes: "O PSD tem um aliado novo, o Chega.
Esta vai ser a linha de argumentação do PSD e da direita em geral para acolher o Chega – tornar equivalentes dois partidos que não põem em causa a Constituição com o partido de Ventura.
Depois de André Ventura ter anunciado que existia um acordo entre o seu partido e o PSD para viabilizar um governo dos Açores liderado por José Manuel Bolieiro, Rui Rio ficou num silêncio pesado. Rui Rio e Bolieiro acharam que não havia nada a declarar. É possível que seja o silêncio dos envergonhados. Deve existir ainda uma réstia de social-democracia na São Caetano à Lapa e em Ponta Delgada que os impede de assumirem publicamente que se associaram ao Chega e vão diminuir o rendimento social de inserção nos Açores, a região onde o risco de pobreza é maior no país. Para quem sempre se afirmou um social-democrata, é mais um prego no caixão ideológico.
Não podemos dizer é que não sabíamos. Rui Rio disse ao que vinha. Em entrevista à RTP, no dia 29 de Julho, admitiu acordos com o Chega – o entendimento nos Açores acaba por ser uma consequência lógica desse abrir de portas. À luz dos recentes acontecimentos, tudo ainda é mais claro. Mas é verdade que no Verão Rui Rio achava que o Chega era um partido “em muitos casos de extrema-direita, muito longe” dele que estava “ao centro”. E também que “se o Chega continuar numa linha de demagogia, de populismo, da forma como tem ido” haveria “um problema, porque aí não é possível um entendimento com o PSD”.
Afinal, três meses e meio depois, é possível.."
sábado, 7 de novembro de 2020
A mesma questão pode colocar-se hoje em Portugal...
sexta-feira, 6 de novembro de 2020
Pensilvânia: se Donald Trump perder neste estado não tem qualquer hipótese de se tornar de novo Presidente dos Estados Unidos...
Na Figueira vai acabar tudo bem!.. ("Socorro"...)
No jornal Diário as Beiras, edição de hoje, pode ler-se «um pedido de socorro dos armadores figueirenses ao ministro do mar».
Só fica admirado quem anda desatento aos problemas do concelho.
Aqui, pelo OUTRA MARGEM, há muito que tudo foi alertado. Tudo o que previmos, infelizmente, se cumpriu.
O assoreamento da barra da Figueira vem de longe.
E de projecto em projecto, de obra em obra, de erro sobre erro, chegámos ao prolongamento do molhe norte em 400 metros.
Registe-se, a propósito do sinistro do Olívia Ribau, que o presidente da Câmara da Figueira na altura, além de sublinhar "que falharam as medidas de prevenção" e "a estação salva-vidas fechar às 18 horas e uma embarcação de socorro estar avariada" (mais do mesmo: o salva-vidas, neste momento está avariado...), lembrou que há mais de três anos que a autarquia vinha fazendo "insistentemente" apelos para a dragagem da barra, a última vez em abril de 2014, dando nota das dificuldades das embarcações dos pescadores para entrarem no porto, após as obras de prolongamento do molhe norte em 2010."
Como sabemos, é mais do mesmo: a única solução que os responsáveis encontram para manter a cota da nossa barra, passa pelas constantes dragagens. Isso, como dizia o saudoso covagalense Manuel Luís Pata, "é cómodo para quem é responsável e a extracção das areias tem constituído «uma mina de ouro». Se não fosse esta »mina», estariam hoje construídos aqueles palácios («aqueles monstros») junto ao rio?"
O aumento do molhe em 400 metros, como a realidade já provou e como quem tinha o saber da experiência feita previu - e preveniu em devido tempo -, nunca evitará que as areias se depositem na enseada e fechem a barra.
Além do mais, uma barra nunca se estrangula.
Quem promoveu e apoiou tão aberrante obra, não tem o mínimo conhecimento do que é o mar.
Por outro lado, mesmo que essa obra trouxesse algum benefício à barra da Figueira - e não trouxe, trouxe dor e luto (vários acidentes e 14 vítimas mortais em menos de meia dúzia de anos aí estão infelizmente para o provar) - isso seria sempre um acto egoísta e irresponsável de quem tem mandado na Figueira, dado o conhecido estado crítico da orla costeira a sul da barra da nossa barra.
Os figueirenses vão continuar a viver como sempre viveram: em passividade.
Se não for olhado com urgência o problema da barra da Figueira da Foz, a Figueira poderá sofrer, mesmo a nível do negócio, uma crise com prejuízos irreparáveis.
quinta-feira, 5 de novembro de 2020
A caminho do Estado de Emergência
O texto do decreto enviado pelo presidente da República para aprovação pela Assembleia da República (amanhã, 06.11.2020) pode ser lido AQUI.
PRIORIDADES
Não é segredo: na Freguesia de S. Pedro estamos a gastar em vão fundos nacionais e da União Europeia. Sim: estou a falar do Cabedelo.
"Que
conceito de REABILITAÇÃO URBANA é este que afasta a comunidade que ao longo das
últimas décadas tem construído aquele lugar?"
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| Os chouriços estão nus. Foto de António Agostinho, desta manhã |
«São conhecidas
as tradicionais faltas de verbas do INAG (Instituto da Água).
Pelo menos, para algumas coisas...
Mas existem prioridades. Ou, antes, deveriam existir!...
A protecção da Orla Costeira Portuguesa é uma necessidade de primeira
ordem...
O processo de erosão costeira assume aspectos preocupantes numa
percentagem significativa do litoral continental.
Atente-se, no estado em que se encontra a duna logo a seguir ao chamado
“Quinto Molhe”, a sul da Praia da Cova.
Por vezes, ao centrar-se a atenção sobre o acessório, perde-se a
oportunidade de resolver o essencial...
Pode haver falta de verba, mas existem prioridades...»
(OUTRA MARGEM,
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006)
Não quero ser, muito menos parecer, pretensioso e cair na tentação fácil de me sentir diferente dos demais. Contudo, o modo como a maioria dos políticos organiza e define as nossas vidas, com uma inversão total de prioridades, leva-me a esboçar um leve sorriso!
Não gostaria, porém, de continuar a sorrir por este motivo.
O momento não está para politiquices: a erosão costeira a sul da barra do Mondego é um assunto muito sério...
O que tem feito a Câmara Municipal pelas populações sofridas e desesperadas do sul do concelho, vítimas deste flagelo que é a erosão costeira?
Alguém consegue perceber as prioridades dos políticos?..
E não foi por falta de avisos...












