O mundo que temos é este em que vivemos. Portanto: «não importa para onde tentamos fugir, as injustiças existem em todo o lado, o melhor é encarar essa realidade de frente e tentar mudar alguma coisa.» Por pouco que seja, sempre há-de contribuir para aliviar...
Via Rui Pedro Martins, primeiro peticionário da "Carta Aberta: Em defesa da Imprensa Local e regional".
«... os peticionários da petição, admitindo que "não somente em Portugal mas um pouco por todo o mundo os jornais locais estão em crise" e que "nos últimos 15 anos os jornais locais perderam mais de 30% de tiragem e 35% dos seus jornalistas. Estudos académicos recentes indicam que o desaparecimento de jornais locais leva a eleitores menos informados, a maior abstenção e a políticos locais mais distanciados da população. As dificuldades da Imprensa e do jornalismo de investigação são sobejamente conhecidas e não ocorrem apenas em Portugal nem se limitam a Lisboa e decorrem, muito, da canibalização quase total do mercado publicitário por plataformas como o Google e o Facebook. Mas a questão é saber se pode existir uma democracia local de qualidade sem imprensa local. E é nossa opinião de que tal é IMPOSSÍVEL." Desta forma os peticionários propõem assim que "tendo em vista o esgotamento do modelo convencional de financiamento através de venda de jornais e da publicidade acreditamos que é preciso assumir que o serviço público desempenhado pelo "quarto poder" merece apoio público através de uma (ou várias) destas opções: 1. Cofinanciamento público quer sob a forma de uma dotação específica no âmbito do orçamento do Ministério da Cultura ou dos orçamentos autárquicos (a serem cedidos por júris independentes): para 2020 o Governo britânico vai lançar um projecto-piloto de 2.2 milhões de libras para apoiar o "jornalismo local de interesse público". 2. Dotação de uma parte do IRS a este fim com inscrição do NIF do jornal local que recebe esse benefício 3. Isenção total (de Segurança Social e IRC) sobre este tipo de empresas 4. Criação de mecanismos de apoio e estímulo à constituição de cooperativas (organizações não lucrativas) de jornalistas, quer através de serviços partilhados (de logísticas, recursos humanos, contabilidade e instalações) entre vários jornais geograficamente próximos 5. Criar legislação que permita que as autarquias - que o desejam - pode criar taxas locais de pequeno valor mas que garantem um financiamento regular à imprensa local (algo semelhante ao que faz Denver com uma taxa sobre o comércio local para financiar as organizações culturais desta cidade dos EUA) 6. Determinar que todos os editais autárquicos (Câmaras Municipais e Juntas de Freguesia) tenham que ser, obrigatoriamente, publicados no jornal local ou numa edição local de um jornal nacional. 7. Permitir o abatimento para efeitos de IRS de custos de assinaturas de jornais regionais: nos EUA, jornais locais de várias cidades registaram nos últimos anos crescimentos dos seus subscritores pagos de dois dígitos: uma medida fiscal deste tipo poderia promover este tipo de subscrição. 8. No IRS abrir uma rubrica para escolher dedicar uma pequena parte do IRS a organizações cooperativas de Informação Local. 9. Via CNE garantir um espaço idêntico para todas as listas que se apresentarem a eleições pago a um valor fixo a todos os jornais e à disposição de todas as forças políticas que se apresentarem a eleições e a aplicar na edição imediatamente anterior à edição. 10. Promover a criação de uma plataforma online única de partilha entre todos os jornais e manter essa estrutura fora das estruturas de custos dos jornais locais. 11. Seguir de perto a "Report for America" uma iniciativa da fundação "GroundTruth Project" que disponibiliza 300 milhões de USDs em financiamento a notícias, jornalistas e jornais que trabalham na área do jornalismo local e sugerir iniciativas idênticas a fundações em actividade em Portugal. Esta iniciativa reduz a metade o custo de empregar um jornalista o qual recebe financiamento deste fundo ao qual adere através de uma competição aberta a todos os interessados. 12. Desenvolver a lei do Mecenato Cultural por forma a incluir o apoio a Jornais Locais 13. Permitir às empresas que fazem deduções fiscais de todas as verbas que investem em publicidade nos Jornais Locais 14. Criar um prémio anual, patrocinado por empresas privadas e organizado por uma fundação, para a melhor reportagem de jornalismo local." Uma ou várias destas alternativas de financiamento podem fazer a diferença entre termos ou não imprensa local já que a alternativa é, simplesmente, não termos esta importante componente da democracia local e assistirmos consequentemente a uma grave degradação da nossa democracia.»
"A edição de 2019 do Orçamento Participativo (OP), cuja votação de propostas decorre durante este mês, terá, pela primeira vez, um sistema de voto presencial. O município aprovou na quinta-feira, por maioria, as propostas ( 11), seleccionadas (de entre 21 apresentadas) pela comissão de avaliação técnica para se sujeitarem à votação dos utilizadores registados na plataforma do projeto na internet. Fonte do gabinete da presidência da autarquia apelou ao registo dos interessados em participar nas votações na plataforma digital, indicando ainda que este ano, «pela primeira vez», o Balcão de Atendimento Único, na Rua Fernandes Tomás, irá disponibilizar um sistema de votação presencial, disponível todas as terças-feiras deste mês, entre as 9h30 e as 13h00."
"No ano passado fez o este africano e a América do Sul de bicicleta. Já pedalou no Cazaquistão, Nepal e Tailândia, entre outros.
Tania Muxima tem 42 anos e está neste momento na Islândia. Vai percorrer o país dos fiordes e dos vulcões, planeia visitar a Lagoa Azul e perseguir as auroras boreais sozinha. E de trotinete."
O PS - e o presidente, dr. Carlos Monteiro - está no poder desde 2009. Na altura, recorde-se, substituiu na gestão camarária o apodrecido PSD/FIGUEIRA, resultante dos 12 anos anteriores, repartidos pelas presidências de Santana Lopes e Duarte Silva. Nestes 10 de poder autárquico do Partido Socialista o Largo de Santo António continuou a degradar-se, chegando ao ponto que os figueirenses podem verificar ao vivo nos dias de hoje. O ano passado, em Outubro, aconteceu o Leslie. O Freixo centenário sofreu alguns danos. Mais de um ano depois, a Câmara Municipal - e o seu presidente, dr. Carlos Monteiro, autarca há 10 ano poder -, não tem solução conhecida para o Largo de Santo António e para o problema do Freixo centenário. A malta do Movimento Parque Verde que se ponha a pau: qualquer dia a responsabilidade ainda lhes vai cair em cima... A frase que proferiu na última sessão camarária é elucidativa: "o tempo do movimento já passou, porque demos-lhe oportunidade de participar e não quis". Mesmo na mediocridade e na choldra em que vive a política figueirense, não deveria poder valer tudo...
O seu nome confunde-se, com a história do fado. Mas, não só: também com a da própria música portuguesa do último meio século.
Depois de Amália Rodrigues, Carlos do Carmo é, para mim, a maior voz do fado que vi actuar ao vivo.
Está a despedir-se dos palcos. Encheu o Theatro Circo de Braga no passado dia 12 de Outubro. Vai esgotar a lotação, hoje, do Coliseu do Porto. No próximo dia 9 vai despedir-se em Lisboa, no Coliseu. Já não há bilhetes: esgotaram, escassos dias depois de serem postos à venda, em Fevereiro passado. Numa entrevista à RTP, Carlos do Carmo explicou que estes espectáculos são um agradecimento ao público.
Prestes a fazer 80 anos, Carlos do Carmo tem novos fados para gravar. Escrever memórias não o atrai, mas acorda bem-disposto: “Porque estou vivo”. Celebre-se então a vida. E o fado.
A carregar..Não será, porém, um adeus, mas um até sempre, A voz de Carlos do Carmo já é eterna.
Via Diário as Beiras "Obras na Figueira da Foz retomadas este mês" "Os comerciantes afectados pelas obras, praticamente paradas há vários meses, vão pedir uma indemnização à câmara pelos prejuízos causados".
Buarcos sem trabalhos no verão A segunda fase da requalificação da frente marítima de Buarcos, arrancará a seguir à época balnear de 2020, privilegiando o estacionamento. Antes daquela etapa da empreitada, no entanto, será concluída a primeira fase, que inclui a reposição da estátua da rotunda do Pescador no sítio onde se encontrava antes das obras. Aquela obra, adiantou ainda, ficará concluída antes do próximo verão."
Ontem, dia de reunião de câmara, a título excepcional, meti folga e fui degustar, com Amigos, um belo bacalhau, ali para os lados da Tocha. Por conseguinte, neste momento, ainda não sei nada do que se passou na sessão camarária, a não ser o que li nesta postagem, assinada por IMC, que passo a citar:
"Quanto ao freixo centenário o Presidente Monteiro disse que a CMFF não enviou resposta nem acusou a recepção do e-mail remetido pelo MPV - (onde foram sugeridas soluções para: a preservação da árvore, podendo ser consultado o Professor Jorge Paiva como nome reconhecido na área ; recuperação do muro de suporte do Páteo de Santo António ; requalificação do espaço envolvente que contém património histórico e natural de importância relevante) - por considerar que o Movimento Parque Verde " perdeu a oportunidade" de participação na resolução do problema (Não Abater o Freixo) quando a autarquia solicitou que colaborassem, podendo este Movimento indicar empresas, ou alguém "credível" que sugerisse solução viável, no contexto de, eventualmente, a CMFF poder preservar o Freixo.
Digamos que o Sr Presidente e respectivo executivo socialista democraticamente eleitos, sabem pouco de democracia, negando sem fundamento aceitável uma resposta ao MPV e recusando a participação cívica de um grupo de cidadãos interessados. Alegadamente, a CMFF exige o impossível, tal como pedir um caderno de encargos ao MPV, como se o Movimento fosse uma empresa que trabalhe por ajuste directo para o Município , ou como se o MPV fosse um órgão de decisão camarária, em substituição de funções dos membros executivos que foram eleitos para resolver este e outros problemas da cidade e concelho.
O Sr Presidente, pessoa que tem mostrado pouca sensibilidade ambiental e pouca capacidade de escuta, acrescentou que, ainda que não seja decisão definitiva e conclusiva da equipa que gere o concelho, está a ponderar uma poda ao Freixo, repetindo que, se tiver que abater o Freixo (parecer do ICNF, suponho) este será mesmo cortado.
Depreende-se assim que a solução prevista pela CMFF é o abate da árvore centenária, é manter o desleixo no Páteo de Santo António, não valorizando o património cultural aí existente, é fazer mais obras na cidade (no Jardim no valor de 1200000 anulando uma rua importante ) ainda que se mostrem incapazes de terminar o que têm iniciado.
O objectivo desta não resposta ao MPV é mostrar quem manda, duma forma algo desprezível, numa sociedade que se deseja democrática.
Tem piada criticarem as novas forças políticas de direita no parlamento e agirem como déspotas e ditadores."
Numa democracia representativa, quem tem de exercer o poder é quem tem legitimidade eleitoral. Do meu ponto de vista, porém, quem tem o poder deveria agir na governação do concelho de harmonia com o programa e com as ideias com que se apresentou ao eleitorado. Isso, contudo, não deveria ser impeditivo de ouvir a oposição e os movimentos cívicos, como é o caso do Parque Verde. Neste caso concreto, na minha opinião, dizer que não foram sugeridas alternativas, não passa de um objectivo de quem está na política com artimanhas, valendo-se de engenhocas e artifícios, para colocar em prática o poder absoluto, embora querendo passar a imagem que gosta da democracia e de dar atenção aos outros. No fundo, o que ele não quer é que o macem pois não está para dar ouvidos a ninguém. Na Figueira, as pessoas têm de perceber, de uma vez por todas, que o que existe - e isso agravou-se de Abril do corrente ano para cá - é uma "democracia musculada" onde vereadores e deputados municipais eleitos pela oposição não passam de figuras decorativas. Na Figueira, anda qualquer coisa estranha no ar. Para já, quem se meter com este PS, leva.