O advogado Joaquim Gil, 60 anos, foi encontrado sem vida pela mulher, na noite de quinta-feira, junto à entrada da casa de banho, na sua habitação da Figueira da Foz.
Foi vítima de morte súbita.
Joaquim Gil, o último Director do extinto jornal o Figueirense, exercia advocacia em Coimbra e na Figueira da Foz.
Era conhecido também pela sua participação em órgãos de informação figueirense e distrital.
Via Figueira na Hora.
sexta-feira, 9 de janeiro de 2015
A passarinha da Cátia Palhinha...
"Agora um assunto que pode parecer cozinha caseira. Mas não é. Embora seja um tema nacional é bem o exemplo do que é a desregulação real em que vivemos. O BES foi sujeito a toda a espécie de testes por parte da troika (e a troika é composta pelo FMI, BCE e UE, entidades que deveriam estar munidas de ferramentaria sofisticada para detectar tramóias, números camuflados, manipulação de indicadores, etc) e a conclusão foi que era um banco sólido, resistente a qualquer crise. Para além disso, estando cotado, o banco estava sujeito ao escrutínio da Bolsa, era acompanhado pelo Banco de Portugal e, como qualquer empresa, era sujeito a auditorias.
E, no entanto, tal a qualidade de todos esses mecanismos, foi o que se viu: o total descalabro. O que significa que os actuais mecanismos de regulação e vigilância são tretas, poeira para os olhos da populaça, uma coisa para fazer de conta que sim.
Mas ouvimos alguém a vir para a rua a exigir que poucas vergonhas destas não voltem a acontecer? É o ouves.
E o desfiar a evidências continua.
Esta semana ouvimos o revisor de contas do GES dizer que era bem pago mas que não queria prejudicar a amizade pessoal de um administrador pelo que preferiu não olhar para as contas. Mas alguém, nas redes sociais e arredores, pergunta: então para que servem os revisores de contas? É o perguntas.
E o contabilista da ESI disse que sim, manipulou as contas (embora sob instruções de Ricardo Salgado) e com o conhecimento de José Castella, controller do GES. E, no entanto, nunca ninguém deu por nada nem os próprios administradores e membros da família.
E, pelo clandestino relatório da auditoria forense, fica a saber-se que
"Reunião entre no BES, entre o CFO da PT SGPS, Eng. Luís Pacheco de Melo, Dr. Carlos Cruz, diretor financeiro da PT SGPS, e o CFO do BES, Dr. Amílcar Morais Pires sobre a continuação das aplicações existentes em papel comercial emitido pela Rio Forte. O Eng. Luís Pacheco de Melo refere que a reunião ocorreu a pedido do Dr. Henrique Granadeiro. O Dr. Amílcar Morais Pires refere que a reunião ocorreu a pedido do Dr. Ricardo Salgado e ainda que este teria afirmado que, no essencial, já estaria tudo acordado sobre o tema entre o Dr. Ricardo Salgado, o Dr. Henrique Granadeiro e o Eng. Zeinal Bava"
Ou seja, meio mundo sabia a bandalheira que por ali havia de encobrimento de prejuízos, transvases de dinheiro entre partes relacionadas, GES e BES, PT e BES, PT e Rioforte, ESI e não sei quê, uma confusão.
Mas sabia mais ou menos - e, como já muitas vezes referi, até nem me choca acreditar que sabiam ao de leve, pela rama. Quem é que dali trabalhou alguma vez a sério? Quais daqueles que enchem a boca para dizer que só nas empresas privadas é que se trabalha a sério e que os portugueses gostam de viver acima das suas possibilidades, é que alguma vez se deteve a trabalhar a sério, a analisar números, a pedir comprovantes, a pedir explicações, a fazer contas? Não errarei muito se disser que, se calhar, nenhum deles. Muitos daqueles que temos ouvido a falar e dão pontapés na gramática como se não houvesse amanhã, provavelmente nem a tabuada sabem. Ganham ordenados monstruosos, prémios obscenos, são condecorados por Cavaco Silva, são honrados com a distinção de doutores honoris causa pelas Universidades (que ajudam a financiar), animam seminários, participam em conferências, participam em roadshows entre a alta finança, almoçam e jantam convidando-se uns aos outros, fazem viagens, participam em torneios de golf, patrocinam causas beneméritas, sponsorizam trinta por uma linha, e são todos a favor da sustentabilidade, da responsabilidade social, têm detalhados códigos de ética, coisas assim, mas, trabalhar, trabalhar, para isso não têm tempo.
Nada disto seria grave por aí além se, quando as coisas se descontrolaram, tudo não tivesse sido vertiginosamente arrastado para um buraco negro. As maiores empresas do País viram-se reduzidas a cinzas. O GES é um grupo fantasma, o banco foi espoliado e os accionistas viram-se roubados, e vamos ver a que mãos vai parar. A PT, que era uma das empresas bandeira de Portugal, está quase destruída, exposta aos abutres. Milhares de empregos se perdem nesta voragem, muita da autonomia autonómica desaparece, e a honradez do tão propalado empresariado português está na lama.
E tudo, uma vez mais, se passou à vista desarmada, perante os olhos cegos dos portugueses. Mas os portugueses nunca vêem nada, nunca desconfiam de nada, aceitam todas as mentiras, acatam todas as ordens, vergam-se a todas as humilhações. No dia em que acontece alguma desgraça agitam-se, as redes sociais animam-se, repetem-se uns aos outros, espantam-se, revoltam-se, solidarizam-se mas, dois dias depois já se esqueceram de tudo e já estão prontos para se inflamarem com a próxima causa e, quando não é isso, é RIPs por todo o lado de cada vez que alguém morre, seja escritor de que nunca ouviram falar, cantor estrangeiro, qualquer um.
E isto são os portugueses mais evoluídos porque a larga maioria quer é saber da passarinha da Cátia Palhinha, do ódio entre o Carrilho e a Bárbara Guimarães..."
(daqui)
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
João Proença?!..
Carlos Silva, excelso e ilustre sindicalista, que só depois de devidamente autorizado por Ricardo Salgado, chegou a secretário-geral da UGT, propôs a António Costa, secretário-geral do Partido Socialista, o nome de João Proença, ex-secretário-geral da UGT, para presidir ao Conselho Económico e Social.
António Costa, secretário-geral do Partido Socialista, achou a ideia "uma sugestão interessante, que merece uma apreciação positiva".
António Costa, secretário-geral do Partido Socialista, achou a ideia "uma sugestão interessante, que merece uma apreciação positiva".
quarta-feira, 7 de janeiro de 2015
A taxa do desemprego...
É tão simples como isto...
Após a revelação do embuste, a taxa de desemprego voltou a crescer em Novembro.
Após a revelação do embuste, a taxa de desemprego voltou a crescer em Novembro.
Nada de novo...
Depois
do anunciado aumento dos juízes, camuflados como subsídios de
exclusividade, eis mais do mesmo: “300 técnicos superiores das Finanças podem ser aumentados”!
Depois
de jovens contra velhos, empregados contra desempregados,
funcionários públicos contra trabalhadores do sector privado, o
governo decidiu que seria boa ideia por funcionários públicos
contra funcionários públicos...
Independentes...
Em Portugal, nos últimos tempos, muitos independentes andam por aí.
Primeiro, temos os juízes - são sempre independentes.
Depois, nas televisões, os comentadores são sempre independentes – mesmo Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes, Santos Silva, Manuela Ferreira Leite...
Os jornais são todos independentes – menos o Avante, claro!..
Vivemos num País de independentes, eu incluído, onde ninguém tem uma ligação óbvia ao poder político, por motivos ideológicos ou simplesmente clubísticos, de amizades chegadas e objectivamente promiscuas...
Somos todos uns santinhos independentes!
Hoje na sua crónica no jornal AS BEIRAS, o eng. Daniel Santos escreve algo com o qual concordo, “importa assim reconhecer que não há propriamente independentes. O que há, isso sim, são cidadãos intelectualmente honestos que colocam à frente de tudo o interesse da comunidade onde se inserem. Defendendo- se e defendendo os seus congéneres. Como disse Agostinho da Silva, «eu não voto por rótulos. (...) Eu não quero saber das campanhas eleitorais para nada. Eu quero saber das ideias que as pessoas têm e da maneira como depois as vão defender e praticar.»”
Primeiro, temos os juízes - são sempre independentes.
Depois, nas televisões, os comentadores são sempre independentes – mesmo Marcelo Rebelo de Sousa, Marques Mendes, Santos Silva, Manuela Ferreira Leite...
Os jornais são todos independentes – menos o Avante, claro!..
Vivemos num País de independentes, eu incluído, onde ninguém tem uma ligação óbvia ao poder político, por motivos ideológicos ou simplesmente clubísticos, de amizades chegadas e objectivamente promiscuas...
Somos todos uns santinhos independentes!
Hoje na sua crónica no jornal AS BEIRAS, o eng. Daniel Santos escreve algo com o qual concordo, “importa assim reconhecer que não há propriamente independentes. O que há, isso sim, são cidadãos intelectualmente honestos que colocam à frente de tudo o interesse da comunidade onde se inserem. Defendendo- se e defendendo os seus congéneres. Como disse Agostinho da Silva, «eu não voto por rótulos. (...) Eu não quero saber das campanhas eleitorais para nada. Eu quero saber das ideias que as pessoas têm e da maneira como depois as vão defender e praticar.»”
O trânsito na sede do concelho e um problema chamado Figueira Parques
![]() |
| foto sacada daqui |
A Figueira Parques, ao que presumo, foi criada por forma a regulamentar o estacionamento na Figueira da Foz. Ao que parece, com tanto sucesso, que já estendeu a sua actividade à freguesia de S. Pedro!..
Na altura, os seus criadores devem ter visto a Figueira Parques como uma verdadeira galinha dos ovos de ouro da Câmara figueirense.
O que não se tem vindo a verificar: por exemplo, em 2013 o Resultado Líquido foi “somente 7 493,98 €”.
À semelhança do que se passava noutras cidades, os políticos da altura - e os actuais... - devem ter pensado que nada melhor que concessionar o estacionamento na cidade, como se o simples facto de o concessionar, significasse, à partida, regulamenta-lo.
A cidade, passados todos estes anos, continua de facto com um enorme problema para resolver, que se chama trânsito.
Como se constata, actuar apenas do lado da concessão, não resolve o problema, antes pelo contrário, agrava-o. Se numa primeira fase de implementação, os condutores passavam os carros para as ruas adjacentes e não concessionadas, actualmente a cidade alargou a zona de parquímetros, o que tornou mais difícil a fuga ao pagamento do estacionamento para quem tem de se deslocar à sede do concelho, sem infringir a lei.
Existem muitos problemas em torno da eficácia da Figueira Parques, a começar pelo não cumprimento do objecto que ditou a criação da empresa em 1995 - “melhor gerir a rotatividade do estacionamento na via pública, angariar verbas para manter em bom estado de conservação as vias e a sinalização, assim como investir em novos locais de estacionamento.”
Pelo menos, no que concerne a “manter em bom estado de conservação as vias e a sinalização estamos mais do que conversados”...
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Como diria Bush, "estas mortes são apenas efeitos colaterais"...
"Nestas últimas semanas, morreram duas pessoas nas urgências devido à demora na assistência. O bastonário da Ordem dos Médicos diz que até podem ter morrido mais mas que as famílias não terão percebido o que aconteceu e a quem imputar responsabilidades. Pois é. Doentes que morrem abandonados num banco de urgência, horas depois de serem admitidos (na semana do Natal, por exemplo, vários esperaram mais de 24 horas) são vítimas directas da austeridade, naquela que cortou selvaticamente nos recursos materiais e nos humanos, nos médicos e nos enfermeiros."
daqui
daqui
Eles continuam a andar por aí...
Santana tem uma obsessão: quer ser
Presidente da República.
Por
isso, desde 2003 que anda por ai a fazer ondas – apenas porque sim,
ou por causa do barulho das luzes.
Desta
vez, Santana admite candidatar-se contra Guterres, ou até contra
Marcelo...
Desde
20013 nisto, e ainda não percebeu o óbvio: o que Santana admite é
candidatar-se a Belém contra Santana.
O
passar dos anos e a experiência na Misericórdia não mudaram
nada...
O Nobre está descartado por natureza.
De vez em quando é bom recordar que a Figueira tem atletismo... (II)
A figueirense Carolina
Fernandes, de 13 anos,
fechou o ano de 2014 a bater
um novo recorde nacional
de lançamento de peso,
atingindo os 14,62 metros,
marca que repetiu durante
a prova, realizada em Pombal.
A marca anterior da atleta da Sociedade União Operária dos Vais (SUO Vaias), também record nacional, era de 14,46m.
O seu treinador é o professor Fonseca Antunes.
Fica, mais uma vez, a pergunta...
E se a Figueira tivesse condições?...
A marca anterior da atleta da Sociedade União Operária dos Vais (SUO Vaias), também record nacional, era de 14,46m.
O seu treinador é o professor Fonseca Antunes.
Fica, mais uma vez, a pergunta...
E se a Figueira tivesse condições?...
segunda-feira, 5 de janeiro de 2015
O problema que nos afecta, enquanto cidadãos de Portugal: a classe dos "nossos" políticos...
Carlos Caldas, médico que lidera um laboratório no instituto de investigação sobre cancro, em Cambridge...
A culpa é das “pessoas que nos desgovernam”.
“Há responsabilidades morais que começam no senhor que ocupa o Palácio de Belém, que, quando foi primeiro-ministro, acabou com tudo no que era produção e cavou a dependência da União Europeia em que nos encontramos”, afirmou o cientista, referindo que a culpa é também dos “dirigentes actuais, que têm um pedigree que começa nesse senhor”.
A culpa é das “pessoas que nos desgovernam”.
“Há responsabilidades morais que começam no senhor que ocupa o Palácio de Belém, que, quando foi primeiro-ministro, acabou com tudo no que era produção e cavou a dependência da União Europeia em que nos encontramos”, afirmou o cientista, referindo que a culpa é também dos “dirigentes actuais, que têm um pedigree que começa nesse senhor”.
A obsessão de Santana...
De acordo com o Diário de Notícias, “Pedro Santana Lopes admite que pode haver dois candidatos da direita à primeira volta das presidenciais de janeiro de 2016 e não exclui avançar mesmo que Marcelo Rebelo de Sousa o faça.”
Há uma terrível tentação, em política e na nossa política, de ver as coisas não como elas realmente são, mas como gostávamos que elas viessem a ocorrer.
Em Santana há muito que isso já não é novidade.
Mais uma vez, o debate sobre o escrutínio presidencial foi lançado por ele nas hostes sociais-democratas. Sem que (tal como tinha acontecido com Durão Barroso em 2003), Passos Coelho, o presidente do partido se ter pronunciado sobre o assunto.
Agora, devem suceder-se as proclamações de apoio ao auto proclamado pré-candidato Santana na corrida a Belém.
Em 2003, então com 47 anos de idade, Santana Lopes corporizava, à direita, o ideal de uma nova geração.
Em 2015, com 58 ou 59, Santana Lopes continua a apresentar-se como alguém que dá uma ênfase especial ao lado emocional da política, muito para além do entendimento politicamente correcto do cargo de Presidente da República como mero garante do funcionamento regular das instituições.
Mas a vida, mais uma vez, não está fácil para Santana: as sondagens não são famosas e Marcelo dará seguramente um bom cabeça de lista da família politica da direita...
Há uma terrível tentação, em política e na nossa política, de ver as coisas não como elas realmente são, mas como gostávamos que elas viessem a ocorrer.
Em Santana há muito que isso já não é novidade.
Mais uma vez, o debate sobre o escrutínio presidencial foi lançado por ele nas hostes sociais-democratas. Sem que (tal como tinha acontecido com Durão Barroso em 2003), Passos Coelho, o presidente do partido se ter pronunciado sobre o assunto.
Agora, devem suceder-se as proclamações de apoio ao auto proclamado pré-candidato Santana na corrida a Belém.
Em 2003, então com 47 anos de idade, Santana Lopes corporizava, à direita, o ideal de uma nova geração.
Em 2015, com 58 ou 59, Santana Lopes continua a apresentar-se como alguém que dá uma ênfase especial ao lado emocional da política, muito para além do entendimento politicamente correcto do cargo de Presidente da República como mero garante do funcionamento regular das instituições.
Mas a vida, mais uma vez, não está fácil para Santana: as sondagens não são famosas e Marcelo dará seguramente um bom cabeça de lista da família politica da direita...
Estou a entrar em depressão profunda...
61 já cá cantam!
É a segunda vez que celebro o meu aniversário com o algarismo «6» na casa das dezenas...
Subscrever:
Comentários (Atom)


















