Presumo que será conhecida de muita gente, a pesada herança financeira legada pelos anteriores executivos autárquicos figueirenses…O actual presidente da Câmara, João Ataíde, naturalmente preocupado com o despesismo, e de harmonia com uma promessa eleitoral, vai tentando “poupar” onde pode…
Ao que li num blogue figueirense, deu ordens para encostar alguns dos carros, da vasta frota que a Câmara possui para os vereadores. Essa medida, visa a utilização de apenas dois: um, será para seu uso pessoal; o outro, para os restantes vereadores, que terão de se organizar em termos de usufruto e rentabilização da viatura...
Claro que não será por aqui que os problemas económicos e financeiros da Câmara figueirense ficarão resolvidos, mas que é um sinal, lá isso é…
Outra questão sensível em matéria de despesismo municipal inútil, são os subsídios camarários atribuídos, avulso e sem critério, às Colectividades do concelho.
De harmonia com o que li, hoje, no Diário de Coimbra, isso vai ser alterado.
António Tavares, vereador do pelouro, como aliás defendeu ao longo dos últimos quatro anos, enquanto vereador da oposição, preconiza regras para o sector. “Estamos a trabalhar no regulamento. É nossa preocupação ter um projecto para ser presente à sessão de câmara, depois de ouvir os parceiros e ser presente a Assembleia Municipal”.
Esse projecto vai ficar concluído esta semana. Na próxima, haverá um encontro com as colectividades, que terão um prazo para se pronunciarem.
Rigor, transparência, critérios objectivos, equidade e alguma regulação, são de aplaudir. Os apoios camarários, como bem sabe quem andou muitos anos da sua vida ao serviço do associativismo, andavam ao sabor das amizades e dos interesses partidários.
Que isso mude e as Colectividades do concelho da Figueira da Foz que se candidatam a subsídios e outros apoios camarários passem a ser ajudados pela autarquia, em função do programa que apresentam e da obra que realizam, é, não só justo, como absolutamente necessário.








